Another Day
7 Capítulo sete
O moreno vomitava pelo que parecia a centésima vez.
Era mais uma ressaca nível Tony Stark.
Ele não se lembrava de muita coisa da noite passada, somente de ter acordado no quarto de Steve com o cachorro dele lambendo seu rosto e ainda por cima, o moreno estava sem camisa e com uma puta dor de cabeça!
– Ô grande merda... – balbuciou saindo do banheiro do amigo.
– E aê parca? – Steve entrou no quarto com um copo onde efervesciam duas aspirinas. – beleza?
– E você ainda pergunta! – Tony rolou os olhos. – quanto nós bebemos ontem?
– Tecnicamente, foi hoje, já que passava da meia-noite... – o loiro recebeu um olhar mortal do amigo. – sei lá! Eu não fiquei perto de você! Logo que chegamos à festa você se atracou com três meninas e sumiu...
Rogers ouviu o Stark bufar e deixar com tudo em sua cama.
– Não é minha culpa cara! – Steve deu de ombros e se jogou na cadeira que ficava d frente pra sua escrivaninha.
– Como chegamos aqui?
– Liguei pro motorista do meu pai ué!
Mais uma vez o Stark bufou.
Seu pai e o de Steve eram amigos, com certeza o Sr. Rogers iria comentar algo com Howard e... aff... ele já previa balangação em seu ouvido! Era como se ele fosse um menino de dezessete anos! Ou menos! Tudo bem, ele era sim um pouco inconsequente! Mas, que jovem não era?! E por Zeus! Ele era Tony Stark! Ele devia ser, por lei um playboy, bilionário e gênio!
– Você tá pensando em ir pra aula hoje? – Steve inquiriu enquanto mexia em seu smartphone.
– Sei lá, man... – ele fechou os olhos com força. Maldita dor de cabeça! Maldita ressaca! Maldita bebida! Ele tornou a abrir os olhos e sentou-se na cama do amigo. – que horas são?
– 13:30
– Só se chegarmos pro horário da tarde... – Tony balbuciou.
– Ou... poderíamos ficar aqui em casa e esperar a noite e sair com a galera... – o loiro deu a ideia.
Ele viu um sorriso se formar no rosto do amigo.
***
– Qual o lance entre você e o Stark? – Clint indagou para a ruiva.
Natacha e Clint caminhavam, saindo do Campus da UCLA.
– Como é? – ela inquiriu arqueando uma sobrancelha.
– O lance entre você e o Stark...
– Não tem nada entre a gente! – ela desconversou e deu de ombros.
Clint andou mais rápido, parou na frente dela, apoiando a mão no ombro dela e encarando-a. – você e ele... na lanchonete aquele dia... vocês eram quase amigos e do nada se afastaram... – ele a encarou arqueando uma sobrancelha.
– O que você está insinuando? – ela indagou de cara feia.
– Nat... eu vi vocês juntos no dia da fogueira, vocês chegaram na mesma hora no outro dia e não se falam desde então! – ele argumentou.
– Clint... – ela respirou fundo. – eu não quero ser mal educada com você por que fui com a sua cara, mas não se mete na minha vida okay?
Dito isso ela passou por ele e a passos rápidos foi embora.
– Natasha! – a ruiva bufou, “só podia ser brincadeira!” era pedir muito só ir embora, chegar em casa, tomar um bom banho de banheira e ir dormir? Pelo visto era!
Virou-se e viu a garota de vestido lilás, sapatilhas brancas e bolsa Chanel pendurada num ombro, além de alguns poucos livros nos braços.
– Natasha. – ela lhe sorriu, o que não foi retribuído pela ruiva pintada. – eu queria devolver suas coisas... – Pepper lhe entregou uma bolsa de papel simples, que só foi notada pela Romanoff nesse momento.
– Tá! – ela bufou e já ia destravando o alarme de sua moto.
– Natasha... – Pepper a chamou de novo.
– O que foi? – ela virou-se para a ruiva natural e a encarou duramente.
– Poderíamos conversar? – ela ajeitou a bolsa no ombro e sorriu.
– Não – ela disse e subiu na moto.
– Olha... – ela suspirou. – eu sei que aquela noite da fogueira eu fiz errado em sair com o Aldrich, mas entenda, ele é a única pessoa que conheço aqui, além disso, é meu namorado e...
– Pepper! – ela exclamou querendo que a garota ficasse quieta. – você não tem que me explicar nada! Faça o que quiser da sua vida! Seja feliz com aquele ridículo! – ela deu partida na motocicleta e saiu.
– Dia difícil? – Killian se aproximou dela e pouco seu baço na cintura fina da namorada.
Ela forçou um sorriso. – só fui devolver as coisas dela...
– Muito bem meu amor! – ele sorriu alegre. – não quero que tenha ligação com essas pessoas! – ele a puxou pra mais perto enquanto caminhava com ela.
***
– E ai... – a morena sentou-se ao lado de Barton no banco. – você e a Natasha?
– Hã?! – ele indagou com uma cara de WTF.
– Eu vi vocês... – ela olhou pra baixo.
– Darcy... – ele suspirou e se virou pra ela. – eu tava querendo saber umas paradas... eu a Nat não temos nada! Nada entendeu? – ele sorriu pra ela que sorriu de volta. Ele se aproximou dela e lhe deu um casto beijo no canto dos lábios.
A morena sorriu abertamente e segurou o rosto do menino alourado. Ela olhava fundo nos olhos azuis dele. Era um novo relacionamento. Eles tornaram-se amigos em tão pouco tempo e tinham tanta coisa em comum... não foi uma grande surpresa eles terminarem juntos.
Darcy se aproximou dele, ainda sorrindo e depositou um beijo leve na boca dele. Aproveitaram aquele momento por horas depois.
***
Como combinado anteriormente, saiam da garagem uma moto Harley Davis e um Audi R8. Tony infringia os limites de velocidade e demorou menos que a metade do tempo pra chegar em casa. Com Steve em sua cola.
– Hey hey! – o moreno exclamou saindo do carro. – essa velharia nunca vai superar meu sport Rogers!
– Teu cu Stark! – Steve bateu nas costas do amigo com um pouco mais de força do que o normal. – eu andei devagar pra não te humilhar muito!
– Até parece... – Tony balbuciou enquanto ambos entravam em sua mansão. – e ai qual a boa de hoje?
– Não sei! – Steve se jogou no sofá da imensa sala de estar. – liguei pro Clint, mas parece que ele tá de rolo com a Darcy!
– Vish! Abandonou o barco dos solteiros! Credo! – Tony fez cara de desdém. – só de pensar em namorada eu já fico com dor no pâncreas!
– Você nem sabe onde é isso!
– Cale a boca que estou na minha segunda pós e já tenho mestrado e até PhD! Enquanto você luta pra passar nas matérias da faculdade! Coisa que não vai acontecer se você ficar matando aula! – Stark sentou-se no outro imenso sofá.
– Hey! Tá bom! Entendi! – Steve levantou as mãos em sinal de rendição. – não precisa jogar na cara também! – ele viu Tony dar de ombros. – só matei aula uma vez! – ele se gabou.
– Uma vez essa semana né?!
– Que fique claro! Só fiz isso hoje por que você me obrigou!
– Então, já que tenho poder sobre você, vá até a cozinha e pegue duas cervejas! – Tony sorriu debochado.
– Vá à merda! Temos o Jarvis! – Steve argumentou.
– Jarvis! — Tony exclamou e não demorou mais que um minuto para que o mordomo estivesse na sala. – nos traga algumas cervejas e uns petiscos, okay?
O homem mais velho saiu deixando os amigos pra trás.
– Ligue pro Thor! – Steve disse. – ele deve saber de alguma festa!
***
Era idiota como o cabelo dela chegava em ondas na cintura. E mais idiota ainda ele estar pensando nisso. Porém, o que ele poderia fazer. Mesmo os anos longe de Jane Foster e as muitas mulheres que ele pegou na vida, inclusive a que ele engravidou, não foram o bastante pra apagar a castanha da memória.
Ele seu um sorriso bobo pra si mesmo ao pensar nela.
Thor Odinson era considerado um brutamontes. Um cara conquistador e canalha que se aproveitava de todas que se pusessem no caminho dele. E ele era mesmo. Nem sempre foi. Mas, o amor machuca. Embora, alguns pensem o contrário.
O loiro não gostava de lembrar a época onde era apaixonado pela inglesa. Não gostava de saber que fora tão bobo em se apaixonar por uma menina tão rápido e ter sido tão incapaz de esquecê-la!
Ele rolou na cama. a faculdade e essa rotina de “ter algo pra fazer da vida” era bem interessante. A única coisa desagradável era sempre vê-la pelo Campus. Muito estranho o prédio de Física e essas coisas que Jane gostava, ficar tão perto das quadras e salas do curso de Educação Física. Ele bufou com o pensamento.
Pra piorar a situação dentro dele ainda teve a vez que ele a trouxe pra casa e ela ficou tão linda com a camisa dele... e sua mãe ainda a viu e lembrou-se dela...
Ele saiu de seus devaneios quando ouviu o celular tocar.
– Que é? – ele atendeu meio bravo.
– Tava batendo uma punheta e te atrapalhei? – ele ouviu a voz de Tony do outro lado. Debochado como sempre.
– Tava! E pensando na sua mãe ainda seu otário! – Thor respondeu e deu uma risada.
Tony rolou os olhos do outro lado da linha. – sabe de alguma coisa interessante pra hoje à noite?
– Posso ver... – ele respondeu e levantou-se da cama.
– Aff cara! Estávamos na esperança que você desse uma ideia! – Tony dizia e colocou o celular no viva-voz.
– “Nós” quem?
– Eu e Steve
– Sei... – ele maliciou.
– Ahhh vai tomar no cu! – Steve mandou
– Eu vou me comunicar com os parças do curso e te mando uma mensagem!
– Okay, valeu! – Tony disse.
Ao fundo da ligação Thor pode ouvir Steve dizer: “o que o viado disse?”
***
A loira pôs os pés no pequeno restaurante e logo avistou o garoto alto sentado numa mesa ao fundo do estabelecimento.
Gwen alisou o vestido azul escuro rodado, tentando desamassar o que o banco do táxi tinha feito. Colocou uma mecha do cabelo, naquele momento solto, atrás da orelha e enquanto caminhava até Peter ela acertou a pequena bolsa no ombro.
Não. Aquilo não era um encontro. Ela tinha entrado – sem permissão -, no computador do pai e copiado, — também sem permissão -, uns arquivos e na maioria deles continha o sobrenome Parker. A loira achou aquilo tudo muito intrigante e só a fazia pensar mais sobre a estranha conversa que seu pai estava a ter no dia anterior.
Então, ela encontrou Peter na UCLA e mostrou pra ele uma parte do documento. Como o moreno cursava Direito ele saberia dizer com clareza do que se tratava. Porém, nem o garoto compreendeu aquilo. Na verdade, ele o fez sim, mas preferiu esconder de Gwen tais coisas, eles nem ao menos se conheciam e ela já vinha com essa história complicada envolvendo sua família... mesmo assim, naquela tarde, ele voltou mais cedo pra casa e procurou algo no computador dos pais. Não foi uma surpresa ter encontrado exatamente os mesmos arquivos que Stacy tinha mostrado a ele.
A moça sentou-se fronte a ele e lhe sorriu.
– Hey... – ela cumprimentou tímida.
Ele sorriu de volta e logo engatou na conversa. – eu olhei os computadores do escritório...
A loira arregalou os olhos. A princípio não achava que o menino a levaria a serio, mas pelo visto, estava enganada.
– E o que descobriu? – ela quis saber.
Ele ia contar, mas o garçom veio até eles oferecendo o menu e sugerindo algumas entradas e bebidas. Logo o empregado afastou-se, Peter iniciou sua fala.
– O mesmo que você! – ele comentou e pôs seu smartphone sob a mesa. Ele viu Gwen bufar em desgosto. – eu poderia analisar mais, só que têm uns códigos lá que não consegui acessar, nem com meu programa de hacker! – ele gesticulava com as mãos enquanto falava.
Os olhos azuis cristalinos da menina brilharam. Códigos? Computadores? Dificuldade? Era com ela mesma!
– Eu posso perfeitamente invadir! – ela exclamou sorrindo.
– Sério? – ele inquiriu tão animado quanto ela. Mas, o sorriso dele morreu. – isso seria muito errado! E se meus pais descobrirem, eu vou estar bem ferrado!
Eles se encararam por alguns instantes. Como se pensassem o que fazer... era uma situação complicada.
Peter não poderia trair a confiança de seus pais assim... tudo bem que ele nem sempre fora esse cara comportado que estava tentando ser, se fosse há alguns anos, ele com certeza, teria entrado nessa onde sem pestanejar, mas agora ele estava estudando Direito, ele queria se tornar um cara maduro e integro, para que seus pais, principalmente seu pai, tivesse orgulho dele.
Por outro lado, tinha Gwen. Ela era uma garota bonita, simpática, legal, parecia se importar com o que estava acontecendo ao redor! Não era como as patricinhas fúteis que ele conheceu por toda a vida, e ele não podia negar, estava bem curioso com esses documentos... algumas coisas ele não compreendia totalmente, mas nada que o Google não pudesse resolver!
– Tudo bem... – ele sorriu sincero. – eu te ajudo!
– Perfeito! – ela exclamou e bateu palmas. Gwen não podia estar mais satisfeita.
***
Pepper esperou que Aldrich abrisse a porta do carro pra ela. A pedido da ruiva, eles tinham saído pra jantar fora. Virginia estava tentando salvar seu namoro. Pelas palavras de Gwen: “salvar algo que já estava morto”, mas quem ela poderia culpar? Pepper conhecia Killian desde muito nova e ele foi o primeiro cara que se interessou por ela e por todas as manias dela, e que soube conviver com os defeitos e o eito de patricinha que ela tinha... mas isso tudo ficou no passado, foi uma fase da vida que você tem que superar... era o que dizia sua mente, a qual, mais uma vez a ruiva resolveu ignorar.
Eles entraram no restaurante e a mesa deles logo foi apontada por um funcionário.
Ginny não fazia força para prestar atenção na conversa que seu namorado estava tendo som ela, ou melhor, monólogo, por que Killian falava com ela e as respostas eram no automático. A cabeça dela estava em outra coisa... ou melhor, outra pessoa... o cavanhaque bem feito, os olhos castanhos que tinham uma mescla cor de mel, o perfume sutil, a metros de distancia você notaria Tony Stark.
– Tony... – ela balbuciou enquanto olhava o cardápio.
– O quê? – Aldrich tinha compreendido, porém estava incrédulo com o que acabara de ouvir.
– Nada. – ela desconversou e pôs uma mecha do cabelo ruivo atrás da orelha.
– Repita Virginia! – ele exclamou, subindo um pouco o tom de voz.
– Já disse! – ela subiu o tom de voz, mas logo se controlou – não foi nada!
– Como “nada”? – ele pousou uma das mãos na testa. – você acabou de falar o nome de alguém! E eu quero que você repita! – ele voltou a falar alto, chamando a atenção de algumas pessoas ao redor.
– Não foi ninguém! – ela voltou a negar, mas se encolheu na cadeira.
– Foi Tony! – ele falou alto e apontou o dedo pra ela. – eu ouvi! Você me ignora e não tira aquele Stark da cabeça! – ele proferiu o sobrenome do moreno com certo nojo.
– Killian sente-se! – ela pediu. – você está fazendo escândalo por nada! – ela apoiou uma das mãos no braço dele.
– Vê?! – ele exclamou. – você me chama pelo sobrenome, mas ele pelo apelido ridículo! – ele bateu a mão na mesa.
– Quer saber! – ela levantou-se da cadeira e deixou o guardanapo sob a cadeira. – eu vou embora! – ela virou sem seus calcanhares e saiu do restaurante às pressas, tanto que ela nem viu certa loira no local e muito menos o grande sorriso que ela tinha nos lábios.
Então Tony Stark era o homem pra Pepper Potts...
***
A música alta e as luzes piscando faziam tudo parecer mais psicodélico. A fumaça subia pelas pernas das pessoas dançando, as bebidas subiam os sentidos, os fazendo ficarem aguçados, mas ao mesmo tempo perdidos no meio daquilo tudo.
O loiro de cabelo na nuca dançava colado a uma morena gostosa que tinha grudado nele assim que ele adentrou à balada.
O outro loiro se contentava em ficar no bar flertando com as moças que apareciam. Steve era um cara meio certinho além do fato dele não saber dançar muito bem. Às vezes, ele arriscava uns minutos na pista, mas não curtia muito.
Até por que ele se divertia vendo o amigo Stark tomar todas no meio da pista de dança, junto com pelo menos cinco garotas. Eles eram jovens! Tinham mais que aproveitar! Mesmo que no outro dia tivessem trezentas provas! A vida foi feita pra ser vivida!
Ele parou de observar Tony quando uma morena sentou-se ao seu lado. Ao contrário das outras mulheres que estavam por perto, esta não o encarou, nem por um segundo. Steve não era convencido, mas sabia o potencial que tinha em deixar as mulheres abobadas e aquela não estava fazendo jus ao seu legado, por assim dizer, de homem estonteante!
Ele observou que ela não estava conseguindo a atenção do barman e resolveu usar a deixa pra atacar.
– O que você quer? – ele indagou chegando ao lado dela.
– Hã? – a morena encarou a pergunta como um tanto “mal educada”. Steve percebendo isso refez.
– O que você quer beber?
– Qualquer coisa que apague decepções! – ela disse e sorriu forçado.
– Hey campeão! – ele gritou pro barman, que por sorte já era um conhecido seu. – duas garrafas de Vodka! A melhor que você tiver! – logo foi atendido e entregou uma pra morena.
– Obrigada! – ela respondeu já dando uma golada. O liquido desceu queimando, mas ela ignorou a sensação. – embora, você possa ser um cara tentando me embebedar pra tirar proveito de mim! – ela riu e ele também.
– Como eu ia tirar proveito de você! O garçom que trouxe a bebida! Não poderia te pegar e te levar arrastada daqui! – ele ria e dava goladas em sua bebida.
– Ué! – ela bebeu mais um pouco e sorriu pra ele. – ele poderia ser seu cúmplice!
– Naaaah – ele negou e gesticulou com a mão. – se eu fosse sequestrar você... – ele a encarava – eu não ia dividir com ninguém...
– Opa! – ela riu e colocou a mão sob o ombro dele. – não vai rolar garanhão! – ela riu.
– Eu não queria! – ele desconversou. – era só pra saber se eu ainda estava afiado nessa coisa de cantada!
– Você está! – ela bebeu mais um gole. – prazer sou Peggy. Peggy Carter!
– Steve. Rogers! – ele a beijou na bochecha e sorriu enquanto tomava outro gole de sua garrafa.
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