Anos de Paz, Anos de Guerra.

4 Reencontro! Realmente é você Hitsugaya?


Notas iniciais
Naum demorei tanto. E só um review T-T. Teho a impressão que só a anne ta lendo essa minha fic T-T, ah e minha amiga bianca, mas como ela naum tem conta naum pode postar reviews ¬¬. Esse cap é um pouco mais emocionante e as explicações começam no proximo Ok?

Aprovetem!!!

Anos de paz, anos de guerra.

- O-o q-que era aquela coisa? – perguntou Hinamore depois de ser levantada por Matsumoto. Estava confusa e um pouco amedrontada pelo o que havia acontecido. Ao seu parecer as coisas podiam ficar ainda pior do que esperava já que tinha um pressentimento que essa não seria a ultima vez que visse uma criatura daquela.

— Não faço a mínima idéia. – disse Ichigo voltando para dentro de seu corpo junto com Rukia. Renji ainda estava um pouco tonto caído no sofá obrigando assim a baixinha a ir acordá-lo, claro que o método dela não era os dos mais delicados. A única coisa que ela fez foi pular no estomago do pobre ruivo que perdeu o ar no mesmo momento, despertando de sua tontura e começando a discutir com a garota de olhos safiras. Ichigo suspirou.

— Por que ele queria me pegar? – perguntou Hinamore esfregando o tornozelo que tinha ficado com uma marca vermelha no mesmo lugar em que a criatura havia segurado e estava incomodando muito, ate mais do que uma queimadura. Quando ficou em pé teve que cambalear um pouco já que não conseguia manter seu pé totalmente encostado no chão já que o mesmo doía.

— Tambem não sei, mas quero descobrir. – disse Ichigo separando a briga entre Rukia e Renji como sempre fazia. Normalmente ele segurava a garota pela gola da camisa e a tirava do chão enquanto apenas colocava uma mão no peito de Renji e o afastava com facilidade, como fazia nesse instante. Já não tinha mais paciência para essas brigas infantis dos dois, mas mesmo assim adorava lembrar os tempos em que isso acontecia sem que tivesse uma onda de critica sobre ele ser um péssimo capitão e não sabia controlar seus subordinados.

Hinamore cambaleou ate Kira e com a ajuda de Matsumoto o acudiu, já que havia ficado um pouco tonto pelo forte impacto com a parede que levou por causa do monstro quando foi tentar ajudar a Hinamore. Depois que se recuperou totalmente uma pergunta veio em sua cabeça que agora estava incomodando-o.

— Hinamore-chan. – chamou fazendo a garota mirá-lo paciente, apenas esperando o que ele tinha para falar. Kira corou com o penetrante olhar da garota e falou um pouco sem voz. – C-como v-você sabia o meu nome?

— Sabe que eu não sei Kira-kun. – disse Hinamore pensativa, mas deixando o loiro super contente pelo complemento “-kun” que indicava que ele já era considerado seu amigo. – Eu apenas falei.

De repente a porta da sala se abriu revelando a uma mulher de mais ou menos trinta anos. Era a irmã de Hinamore, Megui que havia acabado de voltar do trabalho e que tomou um susto ao ver seus vizinhos dentro de casa. Sorriu constrangida e chamou a irmã. Hinamore maçou ate ela tentando disfarçar o máximo possível que estava com o tornozelo machucado.

— Você os convidou Hina? – perguntou com delicadeza. Hinamore assentiu um pouco constrangida e começou a explicar.

— Os encontrei na rua hoje e como eu não queria ficar sozinha aqui os convidei para tomar um chocolate quente. – falou Hinamore com doçura para convencer a irmã que estava falando a verdade coisa que era certo. – Espero que não se incomode.

— Claro que não! – exclamou a mulher sorrindo de orelha a orelha abraçando a irmã. Hinamore sempre tinha esse efeito de fazer todos se convencerem e se acalmarem. – Mas o que houve com o seu tornozelo?

— É que eu acabei derramando um pouco de chocolate quente nele. – disse Hinamore um pouco constrangida. Nem sabia da onde essa desculpa tinha surgido, mas que tinha vindo em um momento adequado tinha. – Sabe como sou desastrada.

— Temos que dar um jeito nisso antes que você acabe tendo ferimentos piores. – disse Megui sorrindo divertida para irmã que riu nervosa e constrangida. – Obrigada por terem ficado com minha irmã, agora vocês dois poderiam ir embora. É que eu estou um pouco cansada por causa do trabalho e queria descansar um pouco.

— Claro. – falou Rukia sorrindo. Ichigo já havia colocado-a no chão e agora ele puxava discretamente a Renji para fora da casa, já que o mesmo se encontrava abobado por causa da bela mulher que havia entrado.

Ichigo suspirou mais uma vez e foi atrás dos dois murmurando uma leve desculpa. Matsumoto e Kira foram atrás, mas a tenente não pode evitar olhar para trás para ver pela ultima vez sua amiga. Hinamore deu uma pequena picadela para ela antes da porta se fechar e Matsumoto sorriu. Era realmente sua pequena amiga, disso não tinha mais duvidas.

Momo tomou um banho quente e fez um pequeno curativo para seu tornozelo. Deu boa noite para sua irmã que estava tomando um banho e foi para seu quarto. Caiu pesadamente na cama e se acomodou na mesma. Muita coisa havia acontecido aquele dia e estava morrendo de sono. De repente ouviu os pingos de chuva caindo fortemente em sua janela. Finalmente as nuvens estavam se descarregando, mas isso não agradava muito a Hinamore. Ela se encolheu na cama ouvindo os trovões e vendo os fortes clarões dos relâmpagos, e isso assustava.

Desde que se lembrava tinha medo dessas coisas e quase não conseguia dormir por causa disso. Se encolheu mais na cama e se cobriu com o cobertor tentando não prestar atenção nos barulhos de trovões que eram omitidos do lado de fora. De repente uma sensação de conforto a preencheu junto com o que parecia ser uma lembrança, uma em que estava em uma pequena casa de madeira estilo japonesa antiga junto com um pequeno garoto de cabelos brancos, mas que não conseguia ver o rosto. Adormeceu com um sorriso no rosto sem se importar com os estrondosos barulhos que tinha do outro lado da janela.

Mas seus doces sonhos não duraram muito. De repente se encontrou em uma floresta sombria no meio da noite enquanto nevava. Por mais incrível que pareça estava usando o mesmo kimono que aqueles shinigames, mas não tinha uma espada como eles. Uma voz ecoou pelo local, uma voz familiar e ao mesmo tempo assustadora. Começou a correr para mais dentro da floresta tentando escapar de seja o que for que fosse o dono daquela voz.

Correu o máximo que pode ate sentir como algo segurava seu tornozelo e a fazia cair de cara no chão. Virou-se rapidamente para ver o que era e viu uma daquelas criaturas de sombras. Essa sombra saia do chão lentamente a puxando pouco a pouco para um enorme buraco que tinha no peito. Não tenha medo Hinamore, disse a voz que parecia sair da criatura. Era uma voz tão familiar, mas que ao contrario das que traziam a sensação de casa essa trazia medo. Não confia mais em mim?

Acordou com a respiração agitada e ofegante, o corpo completamente suado e o coração prestes a sair do peito. Nunca sentira tanto medo em toda a sua vida. Levantou-se rapidamente da cama e foi correndo ate o banheiro para ver se um bom banho tirava os efeitos do sonho de seu corpo. Deixou que a água quente levasse embora todos os vestígios do sonho que tivera, mas por mais que se sentisse relaxada não conseguia esquecer aquela maldita voz. Assustava-lhe e lhe preocupava, como se algo lá do fundo de seu ser fosse escavado e colocado a mostra, um medo antigo de errar de novo.

Vestiu uma saia azul marinho, uma blusa branca de mangas compridas, uma jaqueta jeans por cima e uma bota preta que chegava ate seus joelhos. Colocou também uma luva negra já que ainda fazia um pouco de frio. Avisou sua irmã que ia dar uma volta e que levaria a gata com ela. Hinamore caminhou pelas ruas, distraída acariciando mecanicamente a gata, que ronronava agradecida.

Ainda tinha o sonho em sua cabeça e não sabia o que significava. Estava tão distraída que quando a gata começou a sibilar ela nem notou. Só foi perceber quando ouviu uma grande explosão vinda de alguns metros a sua frente. Quando olhou para o local viu como seus amigos lutavam arduamente contra uns cinco bichos grandes com corpos negros e mascaras brancas de formatos diferentes e dois daqueles bichos de sombras.

Ela pode perceber que eles estavam tendo muita dificuldade em derrotar os monstros que ao parecer estavam em maior numero, mas mesmo que ela quisesse ajudar sabia que se entrasse só iria atrapalhá-los. Com cuidado ela se escondeu dentro de uma loja segurando fortemente a gata que chiava sem parar, mostrando suas presas e garras. Hinamore podia ver como todas as pessoas corriam de um lado para o outro tentando sair do local onde estava acontecendo a lutas. Não sabia o que elas estavam pensando que era tudo o que estava acontecendo, mas sabia que não viam o que ela via.

De repente ouviu um pequeno choro que reconheceu sendo o de uma criança. Olhou para perto do parque e viu um garoto de mais ou menos cinco anos chorando enquanto segurava um pequeno bichinho de pelúcia. O pobre devia ter ficado atordoado com todo esse corre-corre e acabou se separando dos pais e estava agora desorientado sem saber o que fazer. Mas o pior era que uma daquelas criaturas com mascaras brancas estava chegando perto do garoto e duvidava que fosse com intenções de levá-lo ate os pais.

E agora o que faria? Seus amigos estavam ocupados de mais para prestar atenção ao garoto e não tinha mais ninguém no local que pudesse tirar o pequeno garoto de lá. Respirando fundo e se enchendo de coragem Hinamore tomou uma decisão. Deixou a gata de sua irmã em um canto da loja e ordenou que ficasse ali. Então saiu correndo de dentro da loja na direção do garoto que continuava chorando enquanto a criatura estava a apenas alguns passos dele. Momo correu o máximo que conseguia e antes que a criatura pudesse abocanhar o garoto ela o pegou e o carregou ate uma parte mais escondida do parquinho.

Ofegante Hinamore deixou o garoto no chão que parou um pouco de chorar e agora só estava soluçando. Ele ainda segurava firmemente o pequeno bichinho de pelúcia que agora ela podia reconhecer como um urso marrom e um pouco desgastado. Momo olhou para ver se não havia nenhum machucado no garoto e se alegrou ao ver que ele só estava um pouco sujo.

— Fique escondido aqui entendeu? – falou Hinamore coisa que o pequeno apenas assentiu. – Daqui a pouco vamos achar os seus pais e...

De repente uma mão de uma das sombras agarrou Hinamore e a puxou para o meio de toda a confusão. Ela a apertava fortemente deixando Momo quase sem ar nenhum, o que deu a ela apenas um pequeno momento para conseguir gritar e chamar a atenção de todos. Matsumoto tentou ir ajudá-la, mas outra dessas sombras apareceu na sua frente a impedindo de seguir. Kira também tentou ir ajudar a Hinamore, mas um hollow acabou aparecendo do seu lado e o lançando na parede de um dos prédios e logo depois o encurralando com suas mãos enormes, apertando lentamente. Enquanto isso Momo sentia que cada vez ficava mais sufocada e que em poucos instantes ia perder a consciência.

Mas antes que todo o ar escapasse de seus pulmões alguma coisa cortou o braço daquela sombra, fazendo a mão afrouxar e soltar Hinamore, que se dirigiu direto para o chão. Mas antes que pudesse atingi-lo um vulto passou correndo e a pegou sem muito esforço a tirando de perto da enorme confusão e da sombra que agonizava pelo braço perdido. Momo abriu lentamente os olhos que havia fechado por causa da dor que sentia quando o monstro a apertava e o que viu a deixou simplesmente sem palavras.

Um garoto de cabelos brancos e olhos turquesa a estava segurando como uma princesa. Ele devia estar na faixa dos vinte anos, mas seu rosto tinha um toque infantil que parecia o de um garoto de 15 anos, seus belos olhos brilhavam intensamente, mas expressavam solidão e tristeza. Seus belos cabelos arrepiados de uma cor estranhamente branca balançavam com o vento ocasionado por sua velocidade enquanto uma pequena mecha caia um pouco próximo de seus olhos. Sua pele era de um pálido reluzente como o gelo, não devia ser mais de cinco centímetros mais alto que ela e tinha um físico invejável, nem exagerado nem magricelo, era simplesmente perfeito. Seu rosto tinha uma expressão seria e fria o que passaria calafrios em qualquer um. Ele vestia uma calça jeans negra com alguns detalhes meio esbranquiçados e com algumas corrente penduradas nos bolsos, tinha também uma blusa da cor turquesa igual a seus olhos e uma jaqueta branca com detalhes pretos e vermelhos com o desenho de um dragão em cada braço que ia desde a manga ate o ombro da cor branca. Tinha um tênis preto com amortecedores o que devia ajudar muito enquanto corria de uma maneira como aquela. Era simplesmente o garoto mais bonito que ela já vira.

Ficou tão deslumbrada com o garoto que quando ele a deixou no chão delicadamente ela sentiu um leve pesar no coração ao se separar dele. O garoto se virou para encarar as criaturas e um ligeiro sorriso apareceu em seu rosto fazendo o coração da pobre Hinamore acelerar mais do que já estava dando a sensação de que ia sair do peito. Mais a frente a mão da sombra se desintegrava em uma fumaça negra que se dirigia ao braço da criatura, regenerando lentamente a parte costada, como se o braço simplesmente fosse colocado no lugar.

— Vejo que estão mais fortes agora. – falou o garoto com uma voz meio roupa, mas mesmo assim bela. Hinamore sentiu como o rosto se aquecia e as penas ficavam bambas. Sorte que estava sentada. – Bom... Vamos acabar logo com isso.

De repente uma forte pressão recheou o recinto fazendo o ar em volta se agitar. Era uma pressão gelada que vinha da direção do garoto que estava apenas de braços cruzados olhando para as criaturas que recuaram alguns passos. Sua pressão espiritual também chamou a atenção dos shinigames que pararam de lutar no mesmo instante, paralisados pela força da pressão espiritual que o garoto tinha.

— T-taichou. – sussurrou Matsumoto quase sem fôlego. Realmente aquele era o Hitsugaya Toushiro, seu capitão, mas mesmo assim ele parecia estar mais forte do que antes. Uma força que parecia estar em conflito entre o bem e o mal, como Rukia havia notado antes.

Em um momento um dos hollows se encheu de coragem e se lançou ate onde estava Hitsugaya que esperava paciente. Quando o Hollow estava a quase atingindo-o ele ergueu a mão e o parou com facilidade sem demonstrar nenhuma preocupação com a força que o hollow exercia para tentar empurrá-lo com a cabeça. Hitsugaya segurou a ponta da mascara da criatura e a lançou em um dos prédios que se rompeu com o forte impacto. Antes que o Hollow tivesse tempo para pensar Toushiro já estava atrás dele atravessando-o com a mão esquerda e retirando-a,trazendo consigo uma pequena esfera roxa brilhante que ele guardou no bolso da blusa.

Hinamore pode notar rapidamente que o braço que ele havia utilizado não parecia ser um braço normal. Ele era negro e nos dedos das mãos ele se afinava formando pontas pontiagudas como agulhas, como o que se via nos monstros de filmes de terror. Mas não teve muito tempo para analisar o braço do garoto que se virou rapidamente e mirou as outras criaturas com um olhar divertido.

— Um já foi. – sussurrou colocando as mãos nos bolsos da calça jeans. – Faltam seis.

De repente ele desaparecera reaparecendo apenas atrás de mais uma daquelas criaturas de mascaras e perfurando-a com o braço esquerdo da mesma maneira que fizera com a outra. Quando retirou a mão estava com a mesma esfera roxa que tinha tirado da outra criatura que havia desaparecido em cinzas igual a essa. Uma das criaturas de sombra tentou atacá-lo, mas ele apenas soltou e pulou encima da mão da sombra correndo pela mesma ate ficar frente a frente com a criatura e dando um chute certeiro em seu rosto e logo depois cortando a cabeça dela ao meio com sua mão esquerda.

Logo ele se dirigiu para as três criaturas de mascaras que faltavam. Rapidamente ele as perfurou da mesma maneira que fez com as outras duas tirando uma esfera roxa de cada uma. Quando ele dirigiu sua atenção para a ultima criatura que restava percebeu que ela estava entrando no chão lentamente para tentar escapar, mas ele foi mais rápido e antes que o buraco de sombra se fechasse ele colocou a direita lá dentro e puxou a criatura com facilidade, balançando a cabeça negativamente para ela.

— Isso não foi uma boa idéia. – disse enquanto a criatura de sombras tentava inutilmente escapar do aperto do garoto que não largava de nenhuma maneira. – Achou mesmo que podia escapar?

Hitsugaya lançou a criatura para cima e quando ela estava prestes a cair no chão ele fincou seu braço esquerdo na bem no estomago da criatura, afundando lentamente cada vez mais no mesmo enquanto a sombra não conseguia emitir nem um som por causa da dor. Rapidamente ele puxou sua mão para cima fazendo-a cortar verticalmente a criatura que desapareceu em uma nuvem de fumaça.

Um ligeiro sorriso apareceu no rosto do garoto para logo depois desaparecer deixando a todos atordoados no lugar. Hinamore se levantou ainda um pouco tremula e pegou a gata de sua irmã, para logo se dirigir ate onde estava o pequeno garoto de cindo anos. Depois de algum tempo conseguiu achar e logo foi ate seus amigos que já estavam em seus corpos humanos a esperando.

— Ao parecer o Ichigo estava certo no final das contas. – falou Rukia pensativa. Todos agora andavam na direção da loja do Urahara. Ele era o primeiro que eles iam ver sempre que tinham duvidas. Também Urahara apesar de ser maluco ele tinha seus métodos de resolver as coisas com muita rapidez, e isso não era de se surpreender do ex-capitão do décimo segundo esquadrão. – Ele realmente voltou.

— Pera ai! – gritou Matsumoto se colocando na frente de todos. – Vocês sabiam que ele estava de volta e não me falaram?!

— Pediram para não falar. – disseram Ichigo e Renji ao mesmo, desviando o olhar da tenente que apenas inflou as bochechas em estado de reprovação.

— Mas quem era ele? – perguntou Hinamore se sentindo completamente perdida, sem falar de curiosa o que Kira pode perceber em seu tom de voz, o deixando tanto triste como irritado.

— O nome dele é Hitsugaya Toushiro. – falou Rukia que se posicionou do lado de Hinamore e tentou explicar as coisas. – Para nós ele tinha morrido a cinco anos atrás junto com você, mas ao parecer vocês dois voltaram.

— Eu também? – perguntou novamente hinamore ainda mais perdida. Ela havia morrido? Mas como se continuava ali?

— Para nós sim, mas ao parecer de alguma maneira vocês conseguiram voltar e perderam uma parte da memória. – disse Rukia aproveitando o momento para pensar um pouco sobre o assunto. – Na verdade não sabemos o que aconteceu nem mesmo porque vocês estão aqui e esperamos que o Urahara consiga descobrir.

Chegaram a uma pequena loja de antiguidades onde dois garotos varriam a entrada um tanto parada. O garoto parecia ter pelo menos quinze anos, tinha um corpo bem formado, cabelos vermelhos arrepiados, os olhos negros pequenos e a pele rosada. Ele usava uma blusa branca com uma jaqueta negra por cima, uma calça também preta e um tênis da mesma cor. A garota tinha os cabelos negros longos presos em duas Marias-Chiquinhas bem grandes, um pouco de seu rosto também era tampado por uma mecha um pouco estranha que o partia no meio, ela tinha olhos azuis grandes e chorões, uma pele pálida e um corpo bem formado, típico de uma menina de quinze anos. Ela usava um vestido branco com uma pequena jaqueta rosa pastel por cima e sapatos bonecas brancos.

— Ei! Jinta! Ururu! – disse Ichigo animado. Fazia um tempão que não os via e tinha que admitir que sentia falta desses dois pirralhos que já não mais tão pirralhos.

— O-oi Ichigo. – disse Jinta um pouco nervoso o que Ichigo estranhou um pouco. Será que o tempo não tinha feito bem para a hiperatividade do garoto? – O que faz aqui?

— Temos algumas perguntas a fazer para o Urahara. – disse Ichigo já na entrada da loja junto com os outros. Jinta observou a todos notando todas as mudanças que haviam ocorrido, mas quando seus olhos se pousaram na pequena morena que os acompanhava Jinta não pode evitar cutucar a Ururu que ainda continuava a limpar. A mesma o mirou com medo, mas logo olhou na mesma direção que ele.

Os olhos da pequena se arregalaram e ela deu espaço para que eles passassem e entrassem com Jinta os guiando, ainda um pouco nervoso. Dentro da loja se encontraram com Urahara que não tinha mudado absolutamente em nada e perto dele tinha uma gata roxa que naturalmente reconheceram sendo a Yoruichi. O típico sorriso de Urahara aumentou ainda mais ao ver seus convidados.

— Ah! Que surpresa te ver Ichigo, Rukia! – exclamou indo na direção deles. – Faz um tempão que não tenho noticias suas! Nem mesmo o Jinta que esta namorando a Karin estava sabendo sobre você.

Jinta estremeceu. Urahara e sua língua grande. Ele começou a sair de fininho torcendo para conseguir escapar de Ichigo antes que ele explodisse, mas já era tarde de mais.

— O QUE?!! – gritou Ichigo se virando para Jinta que tremeu dos pés a cabeça. – Ora seu tampinha dos infernos!! Como ousa namorar a minha irmã?!

Rukia suspirou ao ver Ichigo saltar encima de Jinta e começar a bater de todas as formas no pobre garoto. O capitão de cabelos laranja ainda não havia perdido seu instinto protetor sobre aqueles que amava, principalmente sobre suas irmãs. Deixando a sena que ocorriam entre os dois Rukia se aproximou de Urahara e apertou sua mão com um pouco de força.

— Ola de novo Urahara. – disse Rukia com um singelo sorriso no rosto. Renji agora tentava parar a briga, mas acabara também levando um soco e entrara no meio. Kira e Matsumoto miravam aquilo com nostalgia enquanto Hinamore apenas mirava tudo preocupada. – Precisamos de um favor seu.

— É só falar minha pequena. – disse Urahara, mas quando Rukia ia dizer alguma coisa a porta se abriu com força e dela entrou um garoto de aparência rebelde.

— De novo não. – sussurrou Jinta enquanto Ichigo segurava seu cabelo e se preparava para dar mais um soco nele enquanto Renji se preparava para dar um soco em Ichigo.

Na porta estava exatamente Hitsugaya que mirava sem o mínimo interesse a todos os que estavam no local. Ele se aproximou de Urahara desviando agilmente dos três no chão e ficando a poucos passos do louro de chapéu verde.

— Oye velho. – disse sem muitos ânimos. Sua voz rouca vez Hinamore estremecer dos pés a cabeças coisa que Kira notou por estar do lado dela. – A encomenda daquele otário irritante já chegou?

— Ah! Claro! – disse Urahara sem desmanchar seu sorriso e indo ate a dispensa para pegar a tal encomenda.

— Taichou!! – disse Matsumoto alegre tentando abraçar seu antigo taichou, mas Hitsugaya abaixou no mesmo instante esquivando dos braços da mulher e logo deu um pequeno giro para o lado saindo da direção dela que caiu de cara no chão. O rosto dele estava neutro e não dava nenhum sinal de que se importava com o que estava acontecendo no local. Não parecia nada com o antigo Hitsugaya.

Todos olharam boquiabertos para o que o garoto havia feito. Não esperavam aquela reação. Talvez um grito ou uma reprovação, mas não aquilo. O garoto parecia ser indiferente a tudo e a todos, mas Hinamore pode perceber com uma ligeira sensação que ele não era assim de verdade, que na verdade ele era outro.

— Aqui esta. – disse Urahara entregando uma pequena caixa para Hitsugaya que a pegou e colocou no bolso. Mas quando ele já ia dar a volta e ir embora Urahara falou. – Por que não leva essas pessoas para vê-lo também? Tenho certeza que algumas delas vão ficar surpresas ao encontrá-lo.

— Tanto faz. – disse Hitsugaya dando de ombros. Ele então saiu pela porta e foi seguido pelos outros que estavam um pouco confusos.

Todo o caminho foi em silencio. Hitsugaya ia na frente mostrando o caminho enquanto os outros apenas acompanhavam sem ousar dizer uma só palavra. Hinamore não conseguia desviar o olhar daquele belo garoto que tinha a sensação de já conhecer. Tinha tanta vontade de ir falar com ele, mas ao mesmo tempo tinha medo do que ele poderia dizer ou achar sobre ela.

Em pouco tempo já haviam chegado em uma casa estilo japonês antigo, bem bonita com um grande e belo jardim. Parecia ser uma casa bem cuidada e era grande, bem grande. Todos entraram deixando seus sapatos no pequeno degrau da frente e acompanharam Hitsugaya ate uma sala nos fundos da casa.

— Oye!! Você tem visita. – disse abrindo a porta da sala revelando um homem adulto de mais ou menos uns trinta anos de cabelos prateados acinzentados e olhos que sempre se mantinham fechados abrindo apenas raramente. Um grande sorrido no rosto que parecia não se borrar nunca e de um corpo de aparência magra, mas que na verdade tinha um bom porte físico. Uma pessoa que Matsumoto conhecia muito bem.

— GIN?

Notas finais
O hitsu apareceu ^^!!!!! Naum sei se conegui representar esse mal que queria no hitsu ¬¬. Mas deixa tem muita coisa pela frente ainda. E aqui vai falando um pouco do proximo cap.

Aproximação.

"Hinamore da seus primeiros passos para perto de Hitsugaya descobrindo cada vez mais que ele não é o que aparenta. O que será que esta acontecendo com ele? Sonhos estranhos? Seriam lembranças do passado amuito perdido? E kira? Vai perder novamente seu amor para outro?"