Anos de Paz, Anos de Guerra.
5 Aproximação.
Notas iniciais
Agora sem mais enrolação aproveitem a fic ^^
Anos de paz, anos de guerra
Matsumoto quase caiu para trás ao ver quem estava a apenas alguns passos a sua frente. Não só ela estava surpresa como todos os outros Shinigames exceto Hitsugaya e Hinamore, cada um por seu motivo. Mesmo com os olhos fechados o homem olhou para eles e seu sorriso aumentou ainda mais. Um sorriso sarcástico que era bem seu costume.
— Que raro Hitsugaya. Você não costuma trazer pessoas aqui. – disse Gin enquanto Hitsugaya apenas bufava e começava a andar na sua direção. O garoto nunca gostou da presença do homem por mais tempo que ficasse com ele, sem fala que o jeito dele lhe irritava e muito.
— Não me importo com quem vem te ver ou não Gin. – falou Hitsugaya lançando a caixinha para Gin que a pegou sem dificuldade. – Não sei para que precisa disso. O suco já esta pronto?
— Claro meu pequeno amigo. – disse Gin jogando o que parecia ser um pequeno cantil de madeira na direção de Hitsugaya que o pegou sem muita dificuldade e o bebeu rapidamente. – Calma, ou se não vai acabar morrendo afogado algum dia.
Hitsugaya nem ligou para o que Gin havia dito. Terminou de beber com mais um gole e depois tacou o cantil para Gin, mas quando o mesmo pegou o garoto já tinha direcionado um chute para ele. Gin conseguiu pegar o pequeno cantil e logo depois segurar o pé de Hitsugaya parando seu chute a poucos centímetros de sua cabeça.
— Quantas vezes você vai tentar fazer isso? – perguntou Gin ainda com seu sorriso sarcástico e sem virar o rosto para ver Hitsugaya. O mesmo tinha um pequeno sorriso no rosto e continuava fazendo força para empurrar a mão de Gin, ele continuava com as mãos nos bolsos não as havia tirado de lá desde que pegara o pacote de Gin.
— Se for dizer alguma coisa para eles fique a vontade. – sussurrou Hitsugaya de uma maneira que apenas Gin ouvisse. – Mas não conte nada sobre mim. Só os que já sabem já basta. Não preciso de mais ninguém.
— Tem medo de que saibam o que você é Hitugaya? – perguntou uma voz feminina na entrada da porta. Gin empurrou Hitsugaya que deu uma cambalhota no ar e caiu em pé a alguns metros de Gin, olhando na direção da porta. Lá estava Urahara e Yoruichi observando tudo com sorrisos no rosto. Toushiro bufou e saiu da sala sem da a menos importância a provocação da mulher que no momento se encontrava em sua forma humana. – Espero não estar atrapalhando nada.
— Claro que não. – disse Gin indicando para que todos se sentassem. Hinamore se sentou como os outros, mas sua atenção estava no lugar para onde o garoto havia ido. – É bom saber que vieram assim podemos explicar mais claramente para seus amigos o que está acontecendo. Se é que é essa a pergunta que eles têm em mente.
Todos estavam com uma expressão confusa, Hinamore não entendia nada do que estava acontecendo, estava mais perdida que os outros. Rukia quebrava a cabeça para tentar compreender como as três pessoas que faleceram na Sociedade das almas podiam estar vivas novamente, Ichigo estava no mesmo estado que ela. Renji já desistira não conseguia pensar em nada, seu cérebro estava em um só caos. Matsumoto estava muito atordoada pelo fado de que seu amado estava vivo, e bem na frente dela! E Kira já nem prestava atenção no assunto. Tentava encontrar uma maneira de fazer Hinamore prestar atenção nele ao invés de prestar atenção no garoto de cabelos brancos arrepiados.
— Bom... com o que vocês querem começar? – perguntou Urahara já imaginando a pergunta que eles fariam, mas decidiu esperar para ouvir realmente se a pergunta era essa.
— Podem começar falando como os três. – começou Rukia apontando para o lugar em que Hitsugaya tinha saído , para Gin e para Hinamore. – Estão vivos.
— Bom... Isso é o mais fácil de responder. – disse Gin sorrindo e olhando discretamente para Matsumoto (coisa que era fácil já que seus olhos sempre se mantinham fechados) – Como existe o mundo dos espíritos, dos hollows e dos vivos também existe um mundo onde aqueles espíritos que “morrem” vão e são “julgados”. É lá que decidem se eles vão reencarnar ou não e ao parecer nós três tivemos uma chance de começar de novo, mas diferente dos outros casos fomos mandados para cá na forma em que morremos ao invés de nascer novamente.
— E o que eram aquelas coisas feitas de sombras que nos atacaram? – perguntou Ichigo.
— São guardiões do mundo da reencarnação. O que Gin mencionou. – respondeu Urahara. – Ele estão perambulando por nosso mundo a algum tempo, mas seu verdadeiro trabalho é cuidar para que nenhuma alma escape da prisão que eles tem naquele mundo. Já que aquelas almas que não podem voltar ficam com um sentimento de revolta tão grande que se recusam a ficar ali, levando-as a fazer de tudo para escapar.
— Mas então o que eles estão fazendo aqui? – perguntou Matsumoto voltando a realidade e prestando atenção no assunto. – Por que eles não estão cumprindo seu dever naquele mundo?
— Essa é uma ótima pergunta Matsumoto-san. – disse Yoruichi com um olhar sombrio no rosto. Seja o que for a coisa não era nada boa. – Ao parecer no mesmo instante em que vocês foram mandados para cá alguma coisa tomou o controle naquele mundo e agora está procurando uma maneira de sair de lá. Ele tomou o controle dos guardiões e agora os está mandando procurar a chave que o libertará.
— E quem é esse? E que chave ele está procurando? – perguntou Ichigo um pouco mais preocupado com o que estava acontecendo. Hinamore vendo que todos estavam distraídos decidiu dar uma pequena escapada, já que não estava entendendo nada e não sabia se realmente precisariam dela ali.
— Aizen. – disse Gin fazendo todos arregalarem os olhos de surpresa. – Creio que já o conhecem. Bom... Sua chave é algo que ele deixou para trás quando ainda estava vivo. O baixinho mal humorado que saiu a pouco. – no mesmo instante em que ele falou isso uma forte batida no teto que deixou cair alguns grãos de poeira. – É ele ouviu. Continuando, ele é a chave que o Aizen quer para se libertar.
— Mas por que especificamente ele? – perguntou Kira tentando esconder o leve tom de irritação que tinha. Por que tinha que ser sempre ele? Agora seria mais difícil atrair a atenção de Hinamore, já que sabia como ela era preocupada com os outros e que provavelmente ficaria muito atenta ao garoto e iria tentar ajudá-lo de todas as maneiras possíveis o que irritava bastante ao loiro.
— Quando Aizen cortou o braço dele... – disse Yoruichi passando o lado na da mão pela parte do braço esquerdo que Hitsugaya havia sido cortado a cinco anos atrás. – Ele deixou um... “Presente” para ele. E é isso que ele precisa para sair daquele lugar, mas não pode ser obrigatório. Hitsugaya tem que ajudá-lo de maneira espontânea.
— E não acham que ele possa fazer isso? – perguntou Kira chamando a atenção de todos. – Ele não se lembra de nada do que passou na guerra de inverno. Não acham que ele possa ser enganado por Aizen?
— Acho que não Kira. – disse Urahara coisa que o loiro apenas o mirou confuso e pedindo uma explicação. – Digamos que ele não gostou muito do presente que Aizen deu. Por isso ele mata os hollows.
— Falando nisso o que era aquele negocio roxo que ele tirava dos hollows? – perguntou Ichigo se lembrando da pequena esfera roxa que Hitsugaya sempre retirava dos hollows.
— Aquilo era a essência maligna deles. – disse Urahara fazendo todos o mirarem com uma sobrancelha levantada. – É a concentração de todo o mal que o hollow já fez. Descobri isso a algum tempo e ajuda bastante as almas conseguiram reencarnar ao invés de serem mandadas para o inferno já que assim ela fica sem a índole malévola dela.
— E para que o Taichou precisa delas? – perguntou Matsumoto perguntou. Não conseguia tirar a mania de chamá-lo de taichou, era um costume que realmente não queria perder.
— Para controlar o que o Aizen lhe deu. – disse Gin diminuindo o pouco o sorriso que tinha no rosto. Ainda se lembrava da primeira vez que encontrara Hitsugaya. Uma historia não muito bonita.
— E ele trabalha pra você? – perguntou Ichigo para Gin que voltou a ter aquele sorriso no rosto.
— Nunca! – gritou uma voz distante que todos reconheceram sendo a de Hitsugaya. Gin não pode evitar soltar um apequena risada ao ouvir aquilo. Toushiro podia não aceitar, mas na verdade tecnicamente ele trabalhava para ele, por mais indiretamente que fosse ou tendo algum interesse por trás de tudo.
— E a quanto tempo vocês sabem disso? – perguntou Rukia se dirigindo para Urahara e Yoruichi.
— Já faz um ano que encontramos a Gin treinando o Hitsugaya. Conversamos um pouco e então começamos ajudar. – falou Yoruichi com um ligeiro sorriso no rosto. – Não achamos que fosse necessário avisar a toda a Sociedade das Almas já que ate o momento estava tudo sobre controle. Mas já faz alguns dias que Aizen se mostra mais ativo e é por isso que pedimos para que viessem e nos ajudassem.
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Hinamore havia conseguido se esgueirar para fora daquele lugar sem ser notada e agora estava no jardim daquela enorme casa respirando profundamente o doce ar da brisa que soprava levemente no local. Adorava a natureza, era uma de suas maiores paixões e sempre que ficava ao ar livre sentia essa sensação de liberdade.
— Não devia estar lá dentro com seus amigos? – perguntou uma voz um pouco rouca que a faz ter um pequeno sobressalto. Hinamore olhou para trás na direção do telhado um pouco baixo da casa e viu o garoto de cabelo branco deitado lá a olhando com uma pequena brecha do olho aberta.
— Não acho que eu seja necessária lá dentro. – disse com um pequeno sorriso. Seu coração estava a mil no momento e seu rosto devia estar um pouco corado. Não sabia porque tinha essa reação perto dele, mas tinha uma pequena idéia que devia ser relacionado ao passado que teve e que os outros estavam mencionando. – Ah! E obrigada por ter me ajudado hoje. Agradeço-te muito.
— Não sou uma pessoa que merece agradecimentos. – disse o garoto soltando uma pequena risada sarcástica e fechando completamente os olhos. – Se você me conhecesse saberia muito bem disso.
— E será que eu poderia conhecer? – perguntou Hinamore ainda sorrindo, mas se sentindo nervosa e constrangida. Queria conhecê-lo melhor, mas não sabia se ele queria o mesmo e essa pergunta era muito direta e talvez tivesse dado uma impressão errada do que queria.
Hitsugaya abriu uma brecha do olho novamente e a mirou. Não se preocupava com os outros, mas ela parecia diferente. Por alguma razão sentia que queria protegê-la, queria cuidar dela que parecia ser tão frágil. Droga! Isso não podia estar acontecendo! Não podia ficar tão intimo a ela ou sentir alguma coisa por ela, isso era inaceitável! Tinha que mantê-la distante.
De repente ele já não estava mais no telhado. Hinamore se sobressaltou um pouco e quase caiu para trás ao vê-lo alguns segundos depois na sua frente a mirando diretamente nos olhos. Quase se perdia naquele brilho de tristeza e solidão que ele tinha e que deixava seus olhos quase opacos, mas não deixavam de ser lindos com aquela cor tão incomum e bela. Por um instante seus olhos se posaram nos lábios dele que formavam uma linha reta no rosto. Um desejo de neles encostar tanto com seus dedos quanto com seus próprios lábios era quase que impossível de ignorar, mas ela conseguiu se controlar e voltar a mirar rapidamente aqueles belos olhos.
— Você não ira gostar de me conhecer. – sussurrou fazendo seu hálito frio chocar contra o rosto da garota. Só agora que ela notara a proximidade que ele estava, mas mesmo assim não conseguia tirar os olhos dos dele, muito menos se afastar. – Se um dia chagar a isso você nunca mais vai querer ficar perto de mim. Nem mesmo se eu te salvar mil vezes.
— N-nunca vai saber se não tentar. – sussurrou quase sem voz. Ele estava muito próximo e quase fechou os olhos quando sentiu aquele aroma fresco de menta que saia da boca dele enquanto falava. Suas mãos tremiam ligeiramente e podia sentir como suava levemente. Estava corada, tinha certeza e podia sentir seu coração quase saindo do peito. Ninguém causara esse efeito ate hoje, então por que ele parecia ser tão especial para ela?
As respirações se chocando enquanto se aceleravam lentamente. Hitsugaya também não estava atrás em relação a sentir coisas estranhas. Cada vez sentia que se perdia mais nos olhos castanhos chocolates dela, sentia vontade de se aproximar ainda mais daquele rosto corado dela e tomar aqueles lábios rosados só para se. Sentia seu coração frio começar a se esquentar e a acelerar de uma maneira nunca antes conhecida, mas familiar ao mesmo tempo. O que estava acontecendo?
— Vamos Hinamore-chan!! – disse a voz do shinigame loiro fazendo o pequeno momento se quebrar. Por alguma razão Hitsugaya sentiu seu sangue ferver ao ouvir ele utilizar o complemento “-chan” para a garota, como se fossem muito íntimos. Suspirou e se afastou da garota, dando as costas para a mesma e voltando a pular no telhado com muita facilidade. Daqui a pouco ia ter que treinar novamente com Gin e Urahara e precisava descansar para suportar as fortes torturas que os dois faziam.
Antes de ir para o outro lado da casa deu uma pequena olhada para trás vendo a garota andar na direção de seus amigos e andando lado a lado com o loiro, conversando animadamente. Isso o irritou, por alguma razão queria mantê-la distante daquele garoto e em sua mente alguma coisa desejava que ela olhasse para trás pelo menos uma olhadinha. Esperou alguns instantes até ela finalmente dar uma ligeira olhada para trás, bem discretamente. Seu coração se acelerou e uma imensa felicidade tomou conta de seu ser. Balançou rapidamente a cabeça tentando tirar essa idéia da mesma.
Não podia se acarinhar com ninguém, não podia ou então estaria perdido e cometeria o mesmo erro que antes. Foi ate a espaçosa área que tinha do lado de trás da casa e lá se encontrava seus dois torturadores pessoais, mas dessa vez estava ansioso para começar, assim poderia esquecer aquela garota e se concentrar em apenas controlar seu pequeno carma.
O treinamento sempre foi pesado, mas desde que o Urahara decidira ajudar as coisas pareciam ser piores, isso quando a Yoruichi também não o treinava. Primeiro começou com mil abdominais com umas cinco pedras grandes em suas costas junto com o Urahara em pé encima delas bebendo um suco de uva. Logo depois foi duas mil voltas em volta da casa carregando uma enorme pedra. Depois fazer cinco fezes movimentos de batalha e para finalizar utilizá-los contra Gin e Urahara que eram ainda bem mais fortes que ele. E mesmo depois do treinamento com seu corpo todo doendo ele ainda ficou mais um pouco treinando os golpes contra um pedaço grosso de tronco. Sua mão direita ate começou a sangrar, mas ele só parou quando o sol se pós e a noite ficou em seu auge.
Cansando, tomou um banho e vestiu apenas uma calça de algodão negra e uma blusa branca de botões que ficou aberta, mostrando seu bem definido peito que ainda tinha algumas gotas de água por causa do banho. Ele foi ate o telhado e começou a mirar o céu estrelado junto com a lua minguante que tinha no local. Em sua mente passavam varias coisas, mas todas voltavam para aquela garota de cabelos e olhos castanhos. Balançou fortemente a cabeça e se deitou de lado no telhado fechando os olhos para tentar dormir. Demorou um pouco, mas logo caiu em um sono profundo e não muito aconchegante.
Estava em um telhado observando a se mesmo junto com mais duas pessoas envolta de um homem de cabelos castanhos e olhos do mesmo jeito. Viu a garota que ao parecer estava do seu lado indo na direção do homem de cabelo castanho, ele tentou sacar sua espada mas viu como ele mesmo congelava a mão dele e o impedia dando a oportunidade da garota acertar o homem com um pequeno equipamento de metal dourado que tinha no dedo no peito dele fazendo que um jarro de sangue saísse. Logo depois se viu indo na direção do homem com a espada erguida e preparada para atingi-lo.
O homem se preparou para lhe atacar quando um cara de cabelos loiros e olhos castanhos, chamou a atenção dele dando a oportunidade perfeita para que perfurasse o coração do homem. Passou alguns segundos quando um garoto de cabelos laranja parecido com aquele que estava na casa de Gin a algum tempo atrás chamou a atenção de todos e de repente o homem não era mais ele e sim aquela garota de cabelos castanhos e olhos da mesma cor, só que dessa vez seus olhos não tinham aquele brilho que ele vira, eles estavam opacos e sem vida.
— Não!! – girtou chegando na ponta do prédio vendo como seu outro “eu” ficava com os olhos arregalados e pronunciava um surpreso “Hinamore?!”. Todos estavam surpresos, mas de repente uma explosão chamou a atenção de todos e aquele homem apareceu em pé no chão sem nenhum arranhão.
De repente seu outro “eu” pareceu perder o controle e ir com tudo na direção do homem que apenas tirou a espada e cortou a região de seu braço esquerdo, no mesmo instante sentiu uma forte dor no mesmo, mesmo não tendo sido atingido realmente e sim o outro. Acordou no mesmo instante ainda sentindo aquela incomoda dor no braço esquerdo só que dessa vez estava menor. Estava suando um pouco e sua respiração estava agitada. O que aquele sonho significava?
Respirou fundo e desceu do telhado. O sol já estava nascendo então foi ate seu quarto e colocou uma roupa para sair, tinha que encontrar mais hollows e pegar as essências deles e assim poder estar tranqüilo o resto do dia. Passou pela sala já vestido com uma calça jeans azul, uma blusa azul escuta e um tênis preto. Seu cabelo estava um pouco mais bagunçado já que não o havia penteado, já que nem precisava de tão liso e macio que era.
Começou a passar na frente do quarto de Gin com passos rápidos tentando não chamar a atenção já que sabia que se ele descobrisse que estava saindo ele ia arrumar alguma coisa para ele fazer. E queria pelo menos um dia livre em cinco anos.
— Hitsugaya. – ouviu do outro lado da porta fazendo-o parar e suspirar pesadamente. Nunca teria uma folga. – Você poderia ir ate a casa do Kurosaki e entregar para ele o localizador das sombras?
— Tenho opção? – perguntou um pouco desanimado. A ultima coisa que queria era ver aquelas pessoas que estavam aqui no dia anterior, principalmente aquela garota.
— Não. – mas ao parecer esse querer não era poder. Suspirou pesadamente e pegou o localizador que estava encima da mesa do hall. Saiu da casa e se dirigiu para a casa do garoto de cabelos alaranjados. Se esta pensando em como ele iria saber onde estaria a casa dele sem nem mesmo ter ido lá alguma vez isso era mais que fácil. Tudo o que precisava era se concentrar um pouco e localizaria a pressão espiritual dele, mesmo ela estando diminuída. Graças ao treinamento que Gin havia lhe dado nesses últimos cinco anos sua capacidade de localizar essas pressões tinham aumentado em um nível de que pudesse achar a qualquer coisa, ate mesmo as sombras que tinham uma pressão espiritual tão baixa que quase ninguém conseguia localizar.
Caminhou tão distraído que quando percebeu já estava na frente da porta do apartamento do shinigami. Pode ouvir alguns barulhos parecidos com coisas caindo junto com gritos e maldições bem peculiares. Suspirou e bateu de leve na porta. Quando a mesma se abriu revelando ao garoto de cabelos alaranjados jogou o localizador para ele que quase deixou cair por causa da repentina surpresa.
— Gin mandou te entregar. – falou como quem não quer nada. Estava irritado porque não estava localizando os hollows como queria e quanto mais rápido terminasse isso melhor seria. – É um localizador para ajudar a achar as sombras.
O localizador não era nada mais nada menos que um pequeno visor que quando ligado indicava a localização de cada sombra e se uma estivesse muito perto ele começava a apitar como um sinal de alerta. Hitsugaya não precisava daquilo então nem se importava em andar sem um. Sem falar que normalmente as sombras costumavam evitá-lo a todo custo.
-Taichou!!! – disse a mulher de cabelos alaranjados aparecendo na porta com um grande sorriso e empurrando Ichigo para trás. Hitsugaya bufou, era só o que lhe faltava. – Você vai vir com a gente para o centro? – Hitsugaya nada disse, apenas deu as costas e começou a andar para sair de lá. – A Momo-chan vai junto!
Hitsugaya continuou andando fingindo que não tinha ouvido. Na verdade só a menção do nome dela já fazia sua respiração se acelerar e seu coração se esquentar, mas isso era uma coisa que nunca falaria ou admitiria. Não podia alguma coisa por aquela garota, isso era inaceitável! De repente sentiu como algo lhe segurava pela gola da camisa e o puxava para trás com força fazendo seus pés se arrastarem no chão.
— Vamos chamá-la! Aposto que já deve estar pronta. – disse Matsumoto puxando hitsugaya que continuava com as mãos no bolso e com uma expressão irritada. Hoje não seria um dia muito agradável.
Todos estavam na frente da porta de Momo esperando que a mesma abrisse depois de Matsumoto ter batido com tanto entusiasmo. Hitsugaya ainda estava sendo segurado por ela, mas pensava nas varias maneiras de escapar de lá. Rukia discutia com Renji como sempre e Ichigo tentava controlar os dois e parar a briga enquanto Kira estava do lado de Matsumoto esperando ansioso para que a porta se abrisse e pudesse ver a morena. Mas quando ela se abriu não era Momo que estava do outro lado e sim sua irmã Megui que sorria gentilmente para eles.
— Entrem. – disse dando espaço para todos passarem. – Hinamore está quase pronta e daqui a pouco vem vê-los.
Cada um se acomodou em um canto, sendo Hitsugaya o mais isolado dele. Graças a uma distração de Matsumoto ele conseguiu escapar do forte agarre dela e se distanciar se posicionando perto da janela aberta. Podia muito bem saltar dela, mas sabia que não ia adiantar muita coisa já que aquela mulher louca de grandes atributos estava sempre o observando e garantindo que não escapasse. Não sabia qual era a cisma dela por ele, nem mesmo o porquê, mas queria que esse dia acabasse logo e pudesse se livrar deles.
Mirava, distraído, os prédios do lado de fora tentando localizar algum hollow ou sombra para ter uma desculpa para escapar, mas não havia nada. Parecia que o destino conspirava contra ele naquele dia, não só nesse dia como em todos desde cinco anos atrás. De repente a garota de cabelos castanhos apareceu na sala com um grande sorriso no rosto usando um pequeno short jeans que não tampava metade de suas coxas e era bem colado no corpo, uma blusa azul e um sapato social branco com uma meia branca indo ate os joelhos. O cabelo grande estava solto chegando ate a metade da cintura com a franja caindo delicadamente no rosto dando um lindo ar de boneca de porcelana.
O coração do pobre garoto de cabelos brancos quase não suportou aquela bela imagem da garota, e ele teve que virar o rosto novamente para a janela para que os outros não vissem o ligeiro rubor que tinha ficado em seu rosto. Amaldiçoava-se por dentro por não conseguir controlar as reações de seu próprio corpo e por estar se deixando levar tão facilmente. Respirou profundamente e soltou um longo suspiro, vai saber quantas vezes havia feito isso no dia.
— Momo-chan você está linda!!! – exclamou a mulher com um grande sorriso no rosto fazendo a morena corar ligeiramente. Discretamente ela virou o rosto na direção do garoto de cabelos brancos que notara que estava no local. Não sabia o porque, mas queria que ele dissesse alguma coisa, que ele comentasse ou que ele pelo menos olhasse. Mas ele apenas ficou olhando pela janela sem nem mesmo prestar atenção. E também, o que poderia esperar a não ser isso?
— Vamos? – perguntou e todos assentiram. Em pouco tempo já estavam andando na direção do centro onde poderiam tirar pelo menos um tempo só para eles e descansar um pouco de todo o estresse que estava acontecendo ultimamente.
Hinamore ia alegre do lado de Matsumoto e Rukia, conversando sobre coisas triviais ou de vez em quando sobre garotos, assunto que Matsumoto adorava entrar e deixar as outras duas muito constrangidas. Renji e Ichigo iam discutindo logo atrás com Kira tentando acalmá-los enquanto andava, e Hitsugaya ia bem atrás de todos se questionando porque estava acompanhando esse bando de malucos. Começava a achar que era imã de pessoas estranhas. Primeiro veio Gin, depois o vendedor e sua companheira, depois esse grupo. Cada um mais estranho que o outro. Ia acabar ficando maluco também se continuasse a andar com essa gente.
Em um certo ponto, Matsumoto cismou em entrar em uma loja em que tinha “amuletos” de sorte ou apenas brinquedos e bijuterias. Todos entraram e se dividiram para observar o que gostavam da loja. Quando saíram Matsumoto tinha comprado varias pulseiras da sorte, Renji comprou uma pulseira do humor, Ichigo só pegou um pequeno chaveiro, mas não mostrou o que era exatamente, Hinamore saiu com um pequeno regador de flor de Sakura, enquanto Rukia tinha saído com um anel de Chappy. Kira também tinha pegado um chaveiro só que o dele era uma rosa vermelha, mas de um vermelho vivo e velo.
— Oye Rukia. – chamou Ichigo quando estava em um pouco mais distante dos outros. A pequena olhou para ele no mesmo momento em que ele tacava um pequeno objeto na direção dela. Ela o pegou um pouco desajeitada e viu que era um chaveiro de Chappy que ela estava querendo já a algum tempo. Virou-se para Ichigo para agradecer, mas ele já estava longe.
— Obrigada Ichigo. – sussurrou abraçando delicadamente o chaveiro e logo depois seguindo os outros.
Eles foram ate o parque se separaram. Hinamore viu sua oportunidade para se aproximar de Hitsugaya já que o mesmo estava sozinho sentado em uma das arvores que tinha no local. Andou devagar ate ele com o coração a mil e o rosto começou a esquentar. Esboçou um pequeno sorriso no rosto e ficou bem perto da arvore.
— Hitsugaya-kun. – chamou fazendo o garoto virar o rosto para vê-la, claro que foi por um ato de reflexo, já que a ultima coisa que queria era vê-la tão linda como estava, principalmente com aquela presilha que estava presa em seu cabelo, mas sem pegar a franja. – Posso me sentar com você?
O mesmo não respondeu, mas Hinamore tomou coragem e começou a subir a arvore e se sentou no galho do lado do de Hitsugaya, do outro lado do tronco da arvore. Ela começou a balançar as pernas enquanto olhava distraidamente para o céu. Estava puxando de sua cabeça um assunto para conversar com o garoto.
— Por que você fica tão sozinho? – perguntou delicadamente ainda mirando o céu.
— Porque assim mantenho a todos a salvo. – respondeu ele sem saber porque de estar falando, mas já era tarde para parar alguma coisa.
— Você representa algum perigo? – perguntou um pouco divertida. Duvidava que ele pudesse fazer mal a alguém.
— Mais do que você imagina. – falou ele em um tom sombrio escondendo seu olhar em uma sombra da arvore. Hinamore o mirou um pouco triste. Não sabia que ele se desprezava tanto.
— Sabe. – começou voltando a olhar para o céu. Hitsugaya por mais que não quisesse prestou muita atenção no que ela falava. – Sempre acreditei que uma pessoa só é má quando quer. E sei que você não quer ser mal.
Toushiro arregalou os olhos. Ela mal o conhecia, como poderia dizer uma coisa dessas? Sua boca abriu e fechou varias vezes tentando dizer alguma coisa, mas nenhuma palavra saia. Não sabia o que dizer e muito menos o que fazer, apenas pode observá-la. Via como o vento mexer com os cabelos dela enquanto o olhar castanho chocolate estava perdido em algum lugar nos céus com nuvens brancas e o resto completamente azul claro. Ela era linda.
— Hinamore-chan! – disse uma voz que vez os dois olharem para baixo onde estava o loiro com um sorriso extenso no rosto, mas em sua mente tudo o que ele queria era tirar a atenção dela do garoto.
— O que houve Kira-kun? – perguntou Hinamore olhando para baixo. Um pequeno sorriso se pousou em seu rosto, coisa que Hitsugaya notou e seu sangue ferveu, sem saber exatamente o motivo.
— Tenho uma coisa para você. – disse ele mandando o chaveiro que Momo pegou rapidamente. Em suas mãos viu aquela rosa vermelha tão forte e bela que Hinamore não pode evitar sorrir ainda mais. – Achei que combinava com você.
— É lindo! – exclamou Momo desviando seu olhar para ver o loiro que ficava um pouco corado. – Muito obrigada mesmo Kira-kun!
Kira sorriu e olhou discretamente para Hitsugaya que estava emburrado deitado no galho. Sorriu vitorioso enquanto Hitsugaya só bufava e mandava uma mirada desinteressada para ele. Mas que na verdade estava super irritado por ele ter puxado a atenção da garota.
— Ah! Isso me fez lembrar! – exclamou tirando alguma coisa do pequeno short. – Isso é pra você Hitsugaya-kun. Vi você saindo sem nada e achei isso e pensei que seria perfeito pra você.
Hinamore entregou um pequeno pingente que podia pregar tanto em um cordão quanto em uma parte da calça que se passa o cinto. Era um anjo que parecia ser de cristal com enormes asas brilhantes, e um corpo pequeno, mas que se destacava com as asas. Era bem bonito e parecia cintilar com varias cores quando batia no sol.
— Não tenho nada ver com um anjo. – disse, mas mesmo assim guardou o pingente fazendo Hinamore sorrir para ele. Kira ficou um pouco irritado e começou a se afastar.
De repente hinamore sentiu um pequeno calafrio e pouco tempo depois uma enorme mão a segurou e a puxou para trás na direção de um buraco de sombra. A única coisa que deu tempo para Hinamore fazer foi gritar e erguer a mão que tinha ficado fora do forte aperto da mão. Hitsugaya e Kira ouviram o grito, mas como Kira estava longe não iria dar tempo de ele ir segurá-la, no entanto Hitsugaya estava bastante perto e pode agir rápido segurando a mão dela enquanto segurava na arvore para não ser puxado junto. Mas a força exercida pela criatura era muito forte e Momo já estava ate a cabeça dentro daquele buraco de sombra enquanto Toushiro mal conseguia segurá-la.
De um só puxão Toushiro conseguiu tirar Hinamore das garras daquela sombra ao mesmo tempo em que a puxava para fora daquele buraco. Os dois acabaram caindo da grama com Momo encima de Toushiro, a primeira segurando fortemente no segundo. Os dois estavam com as respirações agitadas e afobadas, mas de relance Toushiro pode ver como a criatura de sombras saia do buraco e se preparava para atacá-los. Hitsugaya conseguiu ser rápido o bastante para fazelos girar, se posicionando encima de Hinamore, antes que a criatura pudesse esmagá-los com a enorme mão negra.
Os outros já estavam em sua forma shinigame se preparando para lutar com aquela criatura monstruosa. Toushiro rapidamente pegou momo no colo e a levou para dentro de uma das lojas que tinha ali perto a colocando escondida em um canto. Não sabia por que a estava protegendo tanto, mas dessa vez não se importava em seguir esse sentimento.
— Eles estão atrás de você ou alguma coisa assim? – perguntou Toushiro depois de deixá-la no chão em um canto da loja fora da vista daquelas criaturas. – É a segunda vez que eles tentam te pegar.
— Terceira. – corrigiu Momo ainda com a respiração agitada. – Tentaram me pegar um dia antes do dia que você me salvou. E eu não faço a mínima idéia por que disso tudo.
— Então você fique aqui que eu vou terminar logo com isso. – falou para logo se dirigir para o local onde estava ocorrendo a batalha. Hinamore não pode evitar se aproximar um pouco da porta para ver o que estava acontecendo. Tinha medo que algo acontecesse a seus amigos e se amaldiçoava por dentro por não poder ajudá-los.
Ichigo e Rukia estavam lutando juntos contra alguns hollows que tinham aparecido pouco tempo depois. Renji tentava lutar com uma das sombras enquanto Kira e Matsumoto estavam tendo um pouco de dificuldade contra alguns hollows. Toushiro era o mais despreocupado do lugar, já tinha eliminado duas sombras e pego a essência de três hollows. Mas Hinamore pode perceber, enquanto ele lutava contra uma sombra, como outra se aproximava sorrateiramente por trás dele, e ele parecia não notá-la. Quando viu que a sombra estava prestes a atacá-lo não duvidou em sair do esconderijo e correr até ele.
Antes que a sombra pudesse atingi-lo Hinamore o empurrou para o lado, caindo os dois no chão enquanto a sombra que o ia atacar de surpresa acabava atingindo a sombra contra quem o garoto estava lutando. Os dois monstros de sombra começaram a brigar por alguns instantes ate que voltaram sua atenção para os dois no chão. Hitsugaya percebeu e antes que eles pudessem acertá-los carregou Hinamores e a tirou do local, levando-a ate o pequeno bosque que tinha perto do parque. Deixou-a no chão e a mirou de uma maneira reprovativa.
— Eu disse para você ficar escondida! – exclamou irritado.
— Um obrigado seria bom. – disse ela magoada fazendo-o bufar. – Se não fosse por mim aquela criatura teria te acertado!
— Não preciso da sua ajuda. – disse virando o rosto para outro lado. Por alguma razão as sombras haviam conseguido ocultar sua presença de uma tal maneira que nem ele mais conseguia saber onde estavam. — Agora fique aqui, e dessa vez não saia para cometer suas maluquices.
Hinamore inflou as bochechas e cruzou os braços de uma maneira infantil de mostrar que estava irritada. Hitsugaya, ao ver aquilo, teve um lampejo de sua memória e não pode evitar sorrir com aquilo. Virou o rosto para que ela não visse, mas já era tarde. Ela já tinha visto aquele sorriso sincero que se desenhou em seu rosto e ficou surpresa, mas ao mesmo tempo alegre. Sorriu ao vê-lo correr ate onde estava a batalha, ao parecer tinha dado progresso com sua aproximação.
Notas finais
Revendo velhos amigos:
"Uma grande surpresa pega nossos herois. Ao parecer o antigo grupo de Ichigo está se encontrando novamente trazendo consigo alguma aventuras a mais. Os sonhos continuam ecada vez revelam mais sobre o passado, o que uma festa do pijama entre as meninas poderia causar?"
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