Notas iniciais
Uhuuu!! Mais um cap!! Gostei desse falando serio, ficou um pouco tragico, ma acho q ta legal. Espero que vocês tambem achem isso por que me esforcei pra caramba.

Anos de paz, anos de guerra.

Cinco anos haviam se passado desde que Ichigo matara a Aizen que por mais intentos de eliminar os shinigames só conseguira matar três. Três renomados shinigames que fizeram uma enorme falta para o resto. Por que, afinal, tinha que ter sido eles a morrerem? Por que eles tinham que ter morrido sendo que mais nenhum tinha ido também? Por que não poderiam ter sobrevivido aos ferimentos?

O prodígio Hitsugaya Toushiro, a doce tenente Hinamori Momo e o respeitado shinigame Ichimaro Gin deram a vida na guerra e não tinham sobrevivido aos ferimentos. Gin morrera na hora em que Aizen o atacou, para desgosto da tenente Matsumoto, e fora perdoado por seus crimes já que na verdade estava trabalhando a contra gosto para Aizen e sacrificara a vida para matá-lo, sem sucesso. Hinamori e Hitsugaya morreram depois de alguns dias no esquadrão quatro por causa de seus graves ferimentos.

Tudo o que esses três renomados shinigames fizeram ficou guardado na memória de todos da sociedade das almas. Ate mesmo a pequena Hinamori, que acreditava tanto em seu antigo capitão, fizera coisas que eram de se admirar, mas o que mais doera no coração de todos é que a pobre garota depois de tanto sofrer finalmente encontrara o garoto de seus sonhos e acabava morrendo alguns dias depois dele, se culpando pelo que havia acontecido com seu melhor amigo.

Isso mesmo. Antes de morrer Hitsugaya Toushiro finalmente havia se confessado para a tenente Hinamori como uma forma de despedida. Ele agüentara seus ferimentos por quatro longos dias e ao receber a noticia que não iria conseguir sobreviver se confessou a tenente que o correspondia no final de tudo. A coitada passara dias chorando depois da morte do amigo, ate finalmente dera seu ultimo suspiro.

Alguns dizem que ela morrera dormindo por causa do ferimento, outros acreditam que morreu de depressão e muito poucos acreditavam que ela havia se matado. Mas aqueles que a conheciam descartavam rapidamente essa idéia, já que sabiam que a pequena amava muito sua vida para simplesmente acabar com ela, por mais triste que estivesse. Mas independente de como ela morrera era sempre um pesar para o coração de todos, principalmente para Matsumoto Rangiko que alem de perder o seu querido taichou, perdera sua melhor amiga e seu amado, tudo de uma vez só. Isso era mais do que qualquer um poderia suportar.

E agora, cinco anos depois, tudo continuava a mesma monotonia e a mesma melancolia pelas perdas. Ichigo, mesmo tendo se tornado capitão da nona divisão, com rukia como sua tenente, ele ainda continuava vivendo em Karakura com seus amigos, mas ajudando na resolução dos problemas na sociedade das almas. As marcas da grande guerra de inverno ainda eram visíveis no cotidiano das pessoas, tanto no mundo humano quanto no dos shinigames. O terceiro esquadrão ainda continuava sem capitão enquanto o quinto tinha como capitão Abarai Renji, só que ainda não tinha tenente. O décimo esquadrão também continuava sem capitão já que Rangiko se recusara a ficar no lugar de seu antigo taichou. A família de Ichigo tentava ajudar o máximo que conseguia, mas mesmo assim as operações para a reconstrução e organização de tudo estavam indo mais lentamente do que o esperado.

Os ataques de Hollows pareciam estar aumentando cada vez mais e estava cada vez mais difícil para os shinigames eliminá-los. Aizen parecia ter deixado sua marca, os hollows estavam mais fortes do que antes e pareciam ficar mais difíceis de se derrotar a cada dia, e parecia que apenas os capitães e tenentes seriam capazes de matá-los. Mas como sempre, Karakura era a mais atingida de todas as cidades do globo.

— Onde estão agora?! – perguntou Ichigo enquanto corria sobre os telhados das casas. Haviam recebido mais um alerta de hollows, mas ao enviarem dois shinigames de baixo escalão perceberam que eles eram mais fortes do que aparentavam.

— No centro da cidade! – gritou de volta Rukia que o acompanhava para ajudá-lo. Sempre iam juntos em todas as missões, isso sempre lembrava os velhos tempos onde Ichigo ainda era um shinigame substituto e não haviam esses hollows super desenvolvidos para atazanar a vida de todos. Claro que muitos tinham outras idéias sobre essa intimidade toda. – Ao parecer ainda estão brincando com um dos shinigames que conseguiu sobreviver.

Nesses cinco anos os dois tinham mudado bastante. Ichigo tinha agora vinte anos, deixara o cabelo grande como tinha ficado na luta contra Aizen , estava um pouco maior e tinha feições mais maduras, sem falar que parecia mais forte tendo músculos definidos, mas não exagerados. Estava mais maduro por causa de seu trabalho como capitão e agora fazia a faculdade de medicina, não por seu pai, mas sim porque queria ajudar a pessoas como sua irmã mais nova Yusu que pegara uma grave doença e agora mal conseguia sair da cama. Rukia também mudara apesar de ser uma shinigame. Seu cabelo havia crescido um pouco, seu corpo tomado um formato mais feminino, e suas feições já pareciam de uma mulher bem formada. Como tenente ela também tinha adquirido uma madures incrível e agora tinha o orgulho do irmão.

Os dois iam o mais rápido possível para onde estava os hollows e a cada passo que davam podiam sentir uma preção espiritual mais forte, uma não varias que se mexiam de um jeito um tanto engraçado brincando com uma preção mais fraca. Ichigo apressou o passo e logo que chegou ao loção desembainhou sua zampakitou e cortou um dos hollows que estava distraído de mais para notá-lo, mesmo não tendo diminuído sua preção espiritual.

Eram seis hollows no total, grandes e de aparências indefinidas. As mascaras brancas se destacavam com a noite sem luar enquanto seus corpos negros desapareciam na imensa escuridão. Rukia ajudou o pobre shinigame a se levantar e o tirou de perto do local de batalha, para logo depois voltar para ajudar ao seu amigo e capitão.

Cada um ficou com três hollows e por mais que a luta parecesse difícil e desigual para os shinigames eles estavam vencendo. Ichigo já conseguira purificar a dois, mas o ultimo estava dando um trabalho complicado. Toda vez que achava que ia conseguir cortá-lo o hollow desaparecia e atingia a Ichigo de algum lugar na escuridão. Quando o capitão da nona divisão já achava que precisaria usar seu bankai para ganhar uma sombra passou correndo por seu lado e atingiu ao hollow com um chute certeiro no rosto.

O hollow caiu para trás enquanto a sombra aparecia encima de um prédio. Ichigo não conseguia ver quem era, mas sabia que era um garoto de mais ou menos a sua idade, um pouco mais baixo que ele e de cabelos arrepiados que balançavam com o vento. O garoto mirou a Ichigo por um instante para logo voltar sua atenção para o hollow que se levantou, furioso, e olhou para sombra.

— Vocccccccê. – sibilou a criatura, pronunciando com mais prolongação o “c” tornando o som muito parecido com o de uma cobra. O hollow se moveu inquieto no lugar para logo se lançar contra o garoto que não vez absolutamente nada. – Vocccê é meu.

Ichigo já ia se lançar contra o hollow para ajudar o garoto quando de repente o mesmo desapareceu e só voltou a aparecer quando o hollow já estava encima do prédio. Ele se posicionou encima da criatura e segurando fortemente uma parte da mascara dele que parecia um chifre, o puxou para trás fazendo com que os dois caíssem do prédio de três andares. Ichigo tinha que admitir que o garoto era forte e lhe lembrava muito a uma pessoa.

Quando o hollow se recuperou co golpe no chão avançou contra o garoto mais uma vez, só que dessa vez o garoto fez com que a ponta de seus dedos ficassem finos e pontiagudos parecendo garras, e enfiou a mão bem no interior do hollow que guinchou de dor. O garoto sem dó nem piedade enfiou mais a mão dentro do corpo do hollow e a moveu como se estivesse procurando alguma coisa e logo que pareceu encontrá-la retirou a mão fazendo assim o hollow soltar um ultimo guinchado de dor e desaparecer em cinzas.

Na mão do garoto agora se encontrava uma pequena esfera roxa que brilhava intensamente enquanto sua mão estava toda gosmenta e pingando sangue, mas isso não parecia lhe incomodar. De repente as nuvens que tampavam a lua nesse instante saíram de sua frente deixando que a luz prateada da mesma iluminasse o local da luta. Ichigo viu, assombrado, a aparência do garoto. Os cabelos prata arrepiados pareciam reluzir com a luz do luar, os olhos turquesas brilhavam de uma maneira fria e assassina enquanto o braço que segurava a pequena esfera era totalmente negro com os dedos afinando nas pontas formando o que pareciam ser garras. Ele tinha um bom físico, mas não era exagerado e sim um pouco magricelo se pensasse bem, mas dava para ver os músculos definidos que tinha, devia ser um pouco menor que Ichigo e tinha o semblante serio e jovial. Um rosto que Ichigo conhecia muito bem. Ele usava uma jaqueta preta, uma calça jeans negra também e tênis também negros. Uma de suas mãos estava no bolso de uma maneira despreocupada enquanto a outro permanecia um pouco erguida, com a mesma aparência estranha de garra. Era como se fosse uma versão desordeira do Hitsugaya Toushiro que conhecia.

— Toushiro!! – gritou fazendo o garoto virar o rosto para vê-lo, mas em seus olhos não havia sinal de surpresa ou alegria, apenas indiferença e frieza. Ichigo estranhou aquilo, já que Toushiro podia ser serio, mas não era tão indiferente assim, para nem cumprimentá-lo. Pensando bem não tinha como aquele ser o Toushiro Hitsugaya que conhecia já que o mesmo tinha morrido a cinco anos atrás. O garoto voltou a olhar para frente e começou a correr. – Ei espera!!!

Ichigo correu atrás do garoto, mas ele era muito mais rápido e em pouco tempo desapareceu da vista do shinigame que ainda tentou procurá-lo com a vista. Ichigo estava confuso e atordoado. Não acreditava que aquele fosse o tão renomado capitão do décimo esquadrão, o garoto prodígio que se tornará uma lenda da sociedade das almas, mas seus olhos não o haviam enganado. Vira mesmo o Toushiro e não podia negar, por mais que fosse ilógico.

- Ichigo!! – gritou Rukia para logo parar de correr quando chegou do lado de seu capitão que ainda continuava um pouco atordoado olhando para todos os lados. – O que houve? Você sumiu de repente.

- Acho que vi o Toushiro. – disse com um pingo de voz. Rukia arregalou os olhos e mirou ao seu redor. O sol já estava nascendo e o centro da cidade começara a ser iluminado pelo mesmo, mas não havia nem sinal do falecido capitão.

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— Não fale idiotices Ichigo!! – gritou Renji furioso. Hitsugaya foi uma das pessoas pelas quais havia passado bons tempos de sua vida e não ia permitir que Ichigo falasse dele como se não se importasse com o que os outros pensavam. – Você sabe muito tempo que ele morreu a muito tempo!! Sorte que a Matsumoto não está aqui para ouvir isso!

- Não estou falando idiotices Renji!! – gritou Ichigo de volta. Odiava ser tratado como um mentiroso, sabia o que vira e sabia que não estava louvo, por mais que parecesse. – Só estou falando o que vi!!

— Agora chega!! – gritou o soutaichou calando a todos que estavam em um só tumulto ao receberem a noticia de que Ichigo havia avistado o antigo capitão da décima divisão. Todos miraram ao velho capitão em silencio, o mesmo também parecia bem abalado com a noticia por mais que tentasse esconder. – Agora nos diga Kurosaki: o que realmente aconteceu?

— Eu e Rukia íamos resolver um ataque de hollows no centre de Karakura já que os shinigames enviados tiveram problemas. – dizia o Kurosaki com firmeza. Sabia muito bem o que tinha visto e não ia deixar que outras pessoas lhe dissessem o contrario. – Eram seis hollows, então nós nos separamos para enfrentá-los. Como está acontecendo recentemente os hollows estavam mais fortes do que o esperado e estava tendo um pouco de dificuldade para acabar com o ultimo e foi quando ele apareceu. No inicio não dava para ver muito bem quem era e parecia ser apenas um garoto normal, mas quando a lua saiu e o vi. Ao vivo e a cores estava o capitão Hitsugaya. Ele pareceu não me reconhecer e saiu correndo do local levando consigo uma esfera roxa que tinha tirado do hollow.

- E por que a tenente Kuchiki não o viu? – perguntou o soutaichou um pouco desconfiado. Ichigo notou isso e ficou um pouco mais desafiante.

— Ela estava enfrentando a outros hollows em outra parte senhor. Quando chegou perto de mim ele já havia desaparecido. – disse Ichigo. Nem sabia por que havia aceitado esse posto, afinal era apenas mais um trabalho para fazer.

O soutaichou suspirou e dispensou os outros taichous, mas não antes de avisar para que mantivessem essa historia em segredo. Não queria que toda a Seretei ficasse um caos por causa disso. Os capitães assentiram e saíram do primeiro esquadrão, mas quando Ichigo estava preste a se dirigir a seu esquadrão para terminar de preencher toda aquela papelada que ainda lhe restava Renji o segurou pela gola do Kimono e o prensou na parede, com uma expressão não muito amigável.

— O que pensa que está fazendo Ichigo?! – exclamou o Abarai em um tom ameaçador, mas ao mesmo tempo baixo. – Querendo alamar a todos com essas suas maluquices. Já não temos problemas de mais para que você fique incrementando esperanças e sofrimentos na cabeça de todos?

— Eu só disse o que vi Renji. – falou Ichigo encarando da mesma maneira o amigo. Podiam ter criado uma forte amizade com o passar dos anos, mas a rivalidade ainda prevalecia e eles sempre acabavam entrando em conflito por isso. – Estou tão surpreso e esperançoso quanto os outros, mas mesmo assim não vou mentir para ninguém e dizer que não vi nada!

— Pois deveria te mantido isso para você! – disse o capitão do quinto esquadrão pressionando mais seu amigo contra a parede. – Afinal nem certeza você tem ainda!

- Achei que fosse algo importante e que deveria ser comunicado! – rebateu Ichigo e ele estava certo. Qualquer coisa desse porte de informação deveria ser reportado para os taichous por mais surpreendente ou triste que fosse a noticia.

— Só torça para a Matsumoto não saber disso se não... – Renji ia completar a ameaça quando uma voz feminina surpreendeu a ambos os capitães que viraram o rosto só para ver como Rukia e Matsumoto se aproximavam lentamente.

Matsumoto não havia mudado quase nada, só que bebia mais do que o normal e tinha a preção de todo o seu esquadrão encima de se. Renji também não tinha mudado quase nada, mas estava um pouco mais responsável e bem mais forte. Mantinha o cabelo grande e as tatuagens negras no rosto e tinha tomado um ar mais protetor com relação aos seus amigos desde que perderá dois dos seus mais importantes amigos.

— O que eu não posso ficar sabendo Renji? – perguntou Matsumoto mais uma vez colocando uma mão na cintura e inclinando ligeiramente o quadril para o lado. Renji relaxou um pouco mais seu agarre no kimono de Ichigo, mas mesmo assim não o soltou totalmente. Mandou uma mirada assassina para o capitão da nona para logo depois dirigir a palavra a Rangiko, que tinha uma aparência cansada e tristonha.

— Nada Matsumoto. – falou com um leve tom de irritação. Ainda estava abalado pela noticia e seu humor não estava muito bom, principalmente porque agora toda vez que entrava no, agora seu, escritório lembrava-se da pequena morena que sempre tinha um sorriso doce para todos. Era sempre a mesma tristeza que o dominava quando ia visitar a Rangiko no décimo esquadrão e lembrava das varias brigas que ela tinha com Hitsugaya e as varias brincadeiras que eles faziam com o pequeno capitão.

— Agora poderia soltar meu capitão Renji? – perguntou Rukia com o rosto serio como costumava ter atualmente. Não conhecia tão intimamente aqueles que tinham morrido, mas o pouco que conhecera, tanto de Momo quanto de Toushiro já foi o suficiente para se acarinhar dos dois pequenos. Eram muito jovens e morreram muito cedo o que a fazia se questionar por que ela não tinha ido também depois de tudo o que ela também havia passado. – Temos muita papelada para fazer e não quero ter que cuidar disso sozinha por que você matou meu capitão.

Renji soltou a Ichigo a muito seu contra gosto e o mandou uma mirada penetrante indicando que se abrisse o bico ele mesmo cuidaria de castigá-lo. Ichigo consertou seu kimono agora amassado e retribuiu a mirada para Renji, igual ou ainda mais penetrante. O capitão da nona saiu junto com sua tenente, os dois em silencio, enquanto o capitão da quinta acompanhou sua amiga tenente da décima ate seu esquadrão. Os dois passaram praticamente todo o caminho em silencio. Nunca havia algo a se falar que não lembrasse aos falecidos e isso incomodava a todos, mesmo depois de tanto tempo.

Quando chegaram em frente ao escritório do décimo esquadrão ficaram algum tempo parados apenas observando a porta a sua frente. Matsumoto tinha o olhar perdido e podia se notar algumas olheiras em seus olhos, mesmo que fossem bem leves e isso preocupava a Renji.

— Matsumoto tem certeza que está bem? – perguntou com a voz cheia de preocupação mirando atentamente a amiga e companheira de bar que apenas suspirou e olhou para ele com os olhos opacos que costumava ter já a cinco anos.

- Renji, você me faz essa pergunta a cinco anos. – falou a ruiva cansada. Era sempre a mesma coisa e por mais que dissesse ao seu amigo que estava tudo bem ele parecia não se convencer e isso já fazia cinco anos. Cinco longos e odiosos anos.

— Estou preocupado com você Rangiko! – exclamou ele um pouco desconcertado. Certo que sempre fazia a mesma pergunta, mas ele nunca lhe respondia com a verdade! Queria ajudá-la, sabia que ela precisava mais do que a qualquer um, mas ela nunca dava uma brecha! Todos estavam sofrendo pelas perdas, mas ela parecia carregar a culpa toda encima dos ombros, mesmo ela não tendo nada haver com o assunto. – Você nunca deixa ninguém te apoiar. Sabemos o quando está sofrendo, todos estamos! Mas temos que superar isso!

— Tenho trabalho a fazer Renji. – disse a tenente com a cabeça baixa. Renji não pode mais falar nada, suspirou e começou a se distanciar enquanto a tenente abria a porta. – E Renji. – chamou fazendo o ruivo se virar para vê-la como uma leve esperança de ouvir um pedido de ajuda ou de ver um sorriso, pelo menos um. – Nunca irei superar o que aconteceu.

Renji viu sua amiga entrar na sala e fechar a porta enquanto estava estático no lugar. Depois de alguns minutos suspirou e começou a andar na direção de seu esquadrão. Realmente, essa seria a marca que nunca se curaria do coração de ninguém.

Rangiko se escorou na porta e mirou todo o escritório que antes era de seu querido taichou. Podia ainda ver ele ali sentado fazendo todo o trabalho e mesmo reclamando ele acabava fazendo trabalho dela também. Podia ver sua melhor amiga também chegando com seu brilhante sorriso no rosto e fazendo seu pequeno capitão corar, o que dava mais motivos para ela brincar com ele. Sentia falta dos gritos dele lhe ordenando que fizesse o trabalho, sentia falta daquela cara mal humorada que ele tinha e da cara irritada que ele colocava toda vez que ela fazia alguma brincadeira ou acabava dormindo no sofá por estar embriagada. Sentia falta de sua inocente amiga, do rostinho fofo que ela fazia quando estava com raiva, das brincadeiras que as duas faziam e das confissões que faziam uma para outra. Sentia falta também de seu amado. Ah! Como sentia a falta dele. Quando soube que ele estava do lado deles esse tempo todo, uma felicidade imensa a preencheu, mas ele tinha ido embora. A havia deixado mais uma vez e dessa vez ele não podia voltar e sorrir da mesma maneira que sempre fazia.

Uma pequena lagrima escorreu por seu rosto enquanto ela se encurvava lentamente e se deixava escorregar ate o chão, ficando sentada no mesmo enquanto as lágrimas escorriam rapidamente por seu rosto. Levou as mãos ate o mesmo e o tampo como se não quisesse que o nada visse o que estava acontecendo, como se não quisesse que as imagens criadas por seu subconsciente vissem que estava sofrendo por eles.

— Sinto a falta de vocês... – disse para o vento enquanto abafava seus soluços com as mãos. O coração apertado enquanto as imagens desapareciam em apenas lembranças. – Taichou... Momo... Gin...

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Ichigo se deixou cair no sofá de seu apartamento, esgotado. Já fazia algum tempo que havia decidido morar sozinho. Arrumou um trabalho provisório em um hospital e agora tinha um apartamento só seu. Seu entre aspas já que Rukia também ficava ali de vez em quando, quando dava as loucas nela de ficar no mundo humano. Mas Ichigo realmente não se importava já que estava acostumado a viver com a baixinha do seu lado, mesmo que agora já não brigassem tanto e quase sempre ficarem em silencio perto do outro.

Rukia gostava de ter a presença do garoto por perto já que só assim tinha certeza que não perderá mais nenhum amigo. Ichigo fora um dos primeiros que dera escolha para ela, que lhe dera liberdade. Renji também a apoiava, mas fora Ichigo que fez com que suas habilidades fossem mostradas e que ela se sentisse realmente querida. Desde que viera para o mundo humano e conheceu os amigos de Ichigo nunca mais se sentiu querida em qualquer outro lugar que não fosse aquele e tinha medo que tudo isso acabasse como os outros três tinham morrido.

A mesma estava nesse momento na casa de seu amigo já que também queria um momento de descanso depois do longo dia que tivera preenchendo a papelada. Nunca pensara que ser tenente era tão difícil, mas bem, agora que aceitara não podia voltar atrás e se dar por vencida só por causa de uma pressãozinha. Pegou um copo de água para se e para Ichigo que agradeceu. Ficaram em silencio por alguns instantes ate que foi quebrado por Rukia.

— Tem certeza que o viu? – perguntou a morena de repente o que fez com que o garoto de cabelos laranja a mirasse sem entender. – O capitão Hitsugaya. Tem certeza que o viu? Que não era um garoto qualquer?

— Só se fosse um garoto muito parecido com o Toushiro. – falou Ichigo balançando o copo fazendo com que a água que restasse se mexesse lentamente. – Pode parecer estranho, mas tenho certeza que era ele. Mesmo estando meio... Diferente.

— Diferente como? – perguntou Rukia um pouco mais interessada. Podia não ter contado antes, mas havia sentido uma preção um pouco estranha vindo do lugar onde estava Ichigo na hora, e mesmo assim para ela pareceu ate mesmo familiar. Era uma pressão fria e aconchegante, mas ao mesmo tempo sombria e amedrontadora. Como se o bem e o mão estivessem em conflito nela.

— Não sei. Ele parecia mais... Sombrio, serio... – Ichigo tentava descrever o máximo possível o que tinha visto, mas tudo foi tão rápido. Ele não tinha palavras para descrever o que vira. Era uma mistura de bem e mal no Toushiro que vira, mas mesmo assim parecia ser o mesmo de antes. – Ele tinha um olhar mais frio e gélido do que eu me lembrava e pareceu não ter me reconhecido. Sem falar que parecia estar sofrendo, como se...

Mas antes que Ichigo pudesse terminar de falar algumas batidas na porta romperam o clima pesado que tinha no local. Rukia colocou o copo de água na pequena mesa de vidro que tinha na sala e foi ate a porta a abrindo delicadamente. Do outro lado tinha uma mulher de uns trinta anos de cabelos loiros ondulados, mal presos em um rabo de cavalo, os olhos de um tom mel claro quase verde, a pele meio morena e o corpo bem formado. Ela usava um vestido branco meio rodado que ia ate um pouco assim do tornozelo, tinha um extenso sorriso no rosto que chegou a assustar um pouco a Rukia.

— Ola!! – disse a mulher empolgada se aproximando um pouco mais de Rukia. A mesma se afastou alguns passos da mulher enquanto sentia o suor escorrer pelo rosto. Quem era essa mulher afinal?

— O-ola. – disse um pouco insegura. Ichigo apenas mirava a sena com uma sobrancelha levantada.

— Meu nome é Megui e sou a nova ocupante do apartamento 211 aqui do lado. – disse a mulher segurando a mão de Rukia com força e a balançou com brutalidade e animação de cima para baixo. – É muito bom conhecer você e seu marido!

Ichigo engasgou com o ultimo gole de água que havia tomado agora a pouco e Rukia corou dos pés a cabeça.

- Não somos casados!!! – disseram os dois juntos enquanto tentava esconder o rubor que tinham no rosto.

- Namorados então? – perguntou a mulher estranhando um pouco.

— Não! – disseram novamente. – Só amigos! Apenas amigos! Nada mais que amigos.

— Que estranho, vocês formam um lindo casal. – disse a mulher pensativa mirando os dois que não podia ficar mais corados do que já estavam. – Bom... seja como for é um prazer conhecê-los. Ah e essa é minha irmã mais nova. Hinamori pode entrar não seja tímida!!

Ichigo e Rukia se impressionaram com o nome que a mulher falou, mas o que mais os impressionou foi a garota que acabara de entrar. Ela tinha o cabelo castanho escuro que ia ate metade da cintura e estava solto, os olhos de um castanho chocolate brilhante e cheio de doçura, o corpo de uma moça de vinte anos, esbelto e cheio de curvas, mas ainda assim com aparências infantis, a pele de um tom pálido quase como a neve e o rosto com feições delicadas e infantis. Ela usava calças jeans azuis justas, sapatos bonecas brancos, uma blusa também branca de botões e uma jaqueta jeans por cima. Em seu rosto tinha um leve tom rosado enquanto suas mãos estavam juntas perto das pernas bem unidas. Ela fez uma pequena reverencia tímida enquanto se apresentava.

— Meu nome é Hinamori Momo e é um prazer conhecê-los. – disse com uma voz tímida e doce. Ichigo ficou de queixo caído. Se já não bastasse ter visto o Toushiro agora vira a Momo também? O que estava acontecendo?

Olhou para Rukia para comprovar que não estava vendo coisas, mas ela estava praticamente no mesmo estado de choque. Isso o fez se alegrar um pouco já que um pouco já que assim comprovava que não estava maluco, pelo menos isso.

— É u-um prazer c-conhecê-las. – falou Rukia sem fôlego. Agora acreditava ainda mais em Ichigo com relação a Hitsugaya já que, qual era a melhor maneira de comprovar que alguém vira uma pessoa que devia estar morta se não vendo também uma pessoa que deveria estar morta?

— Bom... Foi um prazer conhecê-los e espero que sejamos ótimos vizinhos! – disse Megui tomando a mão de Hinamore a tirando do lugar enquanto Rukia fechava a porta lentamente, para logo depois se escorar na mesma ainda em estado de choque.

— Me diz que você também viu o que eu vi. – pediu Rukia olhando para Ichigo que não estava em melhores estados do que ela.

— Se você viu a tenente Hinamori agora mesmo, então sim, eu vi o que você viu. – falou Ichigo levando uma mão ate a testa e vendo se não estava com febre. Afinal, acabara de ver duas pessoas que deveriam ter morrido a cinco anos atrás. Isso só podia ser o primeiro estado de estar louco ou de estar doente.

— O que está acontecendo? – se perguntou Rukia se deixando cair no chão. Suas pernas estavam bambas e não sabia se era por causa do choque que tivera ou por que agora estava comprovado que Ichigo realmente possa ter visto o capitão Hitsugaya.

— Devemos informar a Sociedade das Almas? – perguntou Ichigo. Da ultima vez que fizera isso no mesmo dia acabaram tachando ele como loco, mas dessa vez tinham como provar.

- Seria o mais aconselhável. – disse Rukia voltando a se recompor. – Afinal tem que estar acontecendo alguma coisa para termos duas pessoas mortas andando por ai.

Notas finais
Vai demorar um pouco para o Hitsugaya aparecer mais uma vez, ou talvez ele apareça, mas vai ser rapidinho. As coisas ficam mais complicadas acho q apartir do terceiro cap e creio q a fic naum vai ficar muito grande naum.

Bjsss