Notas iniciais
Mais um cp e nenhum review T-T. E eu achando que essa fic poderia ter alguma coisa que atraisse os leitores de bleach T-T. Mas acho que vou ter que esperar para ver o que estão achando...

Aproveitem.

Anos de paz, anos de guerra.

Estavam no parque de Karakura só esperando que os enviados para se encarregar de averiguar a situação chegassem. O parque estava deserto e só tinha os dois enquanto o céu nublado ameaçava uma forte chuva. O vento forte e frio parecia querer arrancar os casacos que usavam no instante. As nuvens negras que tampavam completamente o sol e deixavam tudo em uma meia escuridão estavam carregadas ameaçadoramente enquanto raios e clarões azuis e brancos faziam com que muitas pessoas nem de casa quisessem sair. Os estrondos dos trovões também eram ameaçadores e cada vez mais altos e ensurdecedores.

Rukia queria sair logo dali. Não queria ficar debaixo daquela chuva que estava prestes vir e dessa vez tinha um mal pressentimento sobre ela, poderia ser também paranóia sua, mas estava convencida de que algo ruim ia acontecer. Aconchegou-se mais no casaco branco que estava usando e esperou pacientemente que o portal finalmente se abrisse.

Ichigo já estava mais ansioso e andava de um lado para o outro. Ao igual que Rukia ele tinha a sensação de algo bem ruim ia acontecer e estava mais que ansioso para sair logo dali e poder estar preparado para o que quer que viesse. Respirou fundo tentando relaxar, mas a única coisa que conseguiu foi torcer o nariz em desgosto pelo cheiro insuportável da poluição da cidade trazida para baixo pelos ventos da tempestade que estava prestes a vir.

- Quando tempo mais eles irão demorar? – perguntou Ichigo. Odiava a democracia porque a mesma só fazia esperar e nunca resolvia às coisas na hora, e na Sociedade das almas as coisas não eram diferentes.

- Tenha paciência Ichigo. – falou Rukia se fechando ainda mais em seu enorme casaco. Estava congelando naquele lugar aberto. Tudo o que queria agora era ficar debaixo de um cobertor bem quente tomando um delicioso chocolate quente ou algo parecido, desde que seja bem quente. – Sabe muito bem que essas coisas demoram. Ate arrumarem alguém adequado para vir pode demorar...

Antes que Rukia pudesse terminar de falar uma porta japonesa antiga apareceu no centro do parque e se abriu revelando uma forte luz azul que deixou passar a três pessoas de kimonos negros muito parecidos, só que um deles tinha uma capa branca por cima com o numero cinco escrito em japonês nas costas e com telhes pretos em algumas partes.

— Horas. – completou Rukia depois que o portal se fechou e deixou os três novos visitantes que apenas se encolheram pelo forte frio que estava fazendo.

— Por que demoraram tanto? – perguntou Ichigo aliviado por eles terem chegado. Pensava que ia explodir de ansiedade por causa da espera.

— Tivemos um pequeno problema porque alguém insistia em vir também. – disse Renji fazendo ênfases em “alguém” olhando discretamente para Matsumoto que fez um biquinho com a boca mostrando que estava magoada.

— Não ia perder a chance de achar minha melhor amiga, ia? – perguntou Matsumoto se abraçando para conseguir manter o calor no corpo enquanto o vento gelado continuava a soprar bagunçando seus ondulados e sedosos cabelos alaranjados. – Sem falar da oportunidade de sair daquela monotonia de papelada. Ah! Mas que frio!!!

— Eu que o diga. – sussurrou Rukia tremendo dentro do casaco. Parecia que aqueles fortes ventos conseguiam ultrapassar a forte camada de tecido que tinha por cima da pele e chegar ate seus ossos, congelando-os rapidamente.

— Se quiserem podem ir lá para casa. – disse uma voz tímida e fina atrás de Rukia, a mesma se virou só para encontrar com Hinamore a alguns passos de se com um casaco preto um pouco cheio e carregando o que parecia ser uma sacola de compras. – Desculpe a intromissão, mas é que não pude deixar de ouvir o que estavam dizendo. Minha irmã não vai estar em casa hoje e como não gosto de ficar sozinha acho que vocês poderiam ir para lá. Sei fazer um chocolate quente bem gostoso e acho que seria o mais apropriado para um dia de frio como esse.

— Claro!! – disseram Rukia e Matsumoto no mesmo momento em que ouviram a palavra chocolate quente, mas no caso de Matsumoto ela estava mais feliz em ver novamente sua melhor amiga do que querer realmente se aquecer.

Hinamore sorriu carinhosamente e começou a caminhar na direção do apartamento com todos os cinco a seguindo. Para ela era bom ter companhia por mais que não os conhecesse bem. Sem falar que tinha uma ligeira sensação que os conhecia, por mais estranho que fosse. Deu de ombros e deixou esse assunto de lado por um tempo.

Renji e Ichigo andavam mais atrás enquanto olhavam meio desconviados para a garota que os guiava. Era estranho ela simplesmente oferecer para uma visita sendo que mau os conhecia. Talvez fosse mesmo a Hinamore que conheciam, mas por que ela parecia não se lembrar deles? O que estava acontecendo na realidade?

— Não acha estranho que ela possa nos ver? – perguntou Renji para Ichigo, mas Matsumoto pode escutar muito bem e se virou para os dois andando de costas enquanto piscava um olho para eles.

— Porque ela é a Hinamore. – disse sorrindo abertamente para eles. A muito tempo não viam um sorriso tão sincero e aberto da garota, nesses últimos anos só eram sorrisos forçados e sem brilho. Ao parecer essa missão faria bem para ela, mas tinham que lembrar que havia a possibilidade de ser apenas um engano. – Lógico que ela poderia nos ver.

— Matsumoto, pense também na possibilidade dela não ser... – mas antes que Renji pudesse terminar, Rangiko fechou a cara para ele em uma expressão de dar medo ate mesmo no soutaichou.

— Ela é a Hinamore. Entendido? – Renji assentiu com a cabeça rapidamente junto com Ichigo que estava no mesmo estado de medo que ele. Matsumoto voltou a sorrir e se virou para acompanhar os outros. Os dois capitães estremeceram e ainda ficaram um pouco cautelosos com o que falavam agora.

Ficar muito tempo com o capitão Hitsugaya pareceu fazer um efeito bem amedrontador em Matsumoto que agora conseguia ser ate mais assustado do que ele.

Quando chegaram ao humilde apartamento de Momo a mesma pediu para que se acomodassem enquanto ela fazia o chocolate quente. Matsumoto foi atrás dela oferecendo ajuda coisa que Momo não pode recusar. Rukia se sentou comodamente em um sofá de estofado branco e aproveitou o calor que tinha no apartamento, Ichigo estava observando algumas fotos que tinha no local para ver se via alguma coisa que denunciasse que essa Hinamore não era aquela que eles estavam pensando. Renji observava o local enquanto Kira, que era o terceiro shingame que viera, estava sentado em outro sofá observando o nada, perdido em pensamentos tanto egoístas quanto mesquinhos, por mais estranho que fosse para ele.

Sempre sentira uma atração por Hinamore e ficara super triste quando soube que ela correspondia ao amor do capitão Hitsugaya, e quase caíra em uma depressão profunda quando ela morrera. Mas agora não havia mais nada que pudesse impedi-lo de estar com ela e conquistá-la. Afinal se realmente fosse ela talvez ela ainda lembrasse dos tempos em que foram amigos junto com Renji e talvez, se ficasse bastante tempo com ela e mostrasse do que era capaz, ela poderia sentir algo mais por ele.

Depois de alguns minutos Momo e Matsumoto apareceram na sala carregando, cada uma, uma bandeja com canecas cheias de um delicioso chocolate quente que tinha um cheiro simplesmente fenomenal. Rukia não perdeu tempo e pegou um e deu uma pequena bebericada para provar. O delicioso sabor que desceu por sua garganta depois foi inexplicável. Era muito doce, mas não de uma maneira exagerada, você podia apreciar bem a bebida sem sentir sua garganta arder por causa da alta quantidade de açúcar. Não era expeço muito menos aguado, era de uma grossura perfeita para deslizar suavemente pela garganta como uma sopa realmente cremosa. Rukia gemeu de prazer.

— Hinamore isso está incrível!! – exclamou Rukia fazendo a morena corar levemente. – Nunca provei um chocolate quente tão bom assim!

Os outros se entreolharam e deram uma pequena bebericada em seus chocolates sentindo o mesmo gosto que a garota de olhos safiras e se impressionando da mesma maneira que ela. Renji deu mais um gole sem poder evitar se embriagar com o saboroso gosto que descia por sua garganta. Era simplesmente mágico, como se todo o frio que sentia por dentro desaparecesse e fosse substituído por um calor aconchegante e calmante.

- Onde aprendeu a fazer algo tão bom assim Hinamore-chan? – perguntou Kira sorrindo para a garota que devolveu o sorriso com gosto, o que agradou muito ao loiro, que cada vez tinha mais esperança em conquistá-la.

— Megui me ensinou. Ela fala que o meu é melhor que o dela, mas a receita é dela. – disse Hinamore sorrindo e se sentando do lado de Matsumoto que havia se sentado em um terceiro sofá que tinha no lugar, só que esse, ao contrario do de Kira e Rukia que era de um, dava para duas pessoas.

— Hinamore, a Megui é realmente sua irmã? – perguntou Ichigo. Se realmente fosse descartava completamente a idéia que poderia ser a tenente da quinta se não talvez tivesse uma chance maior de ser ela. – Afinal, vocês não são nada parecidas pelo o que eu pude ver ontem.

— Não, Megui não é minha irmã. Na verdade ela e os pais dela me adotaram quando me encontraram em um beco do outro lado da cidade há cinco anos. – falou a garota olhando distraidamente para o conteúdo marrom que tinha no copo, sem nem mesmo encostar um instante nele. Todos se entreolharam um pouco esperançosos. Cinco anos atrás, a idade exata em que a tenente da quinta havia morrido.

— E o que houve Hinamore? Por que você estava nesse beco? – perguntou Matsumoto preocupada colocando uma mão no braço de Momo para dar-lhe confiança. A garota se sentia segura com Matsumoto ao seu lado e tinha a sensação que podia confiar nela.

— Não lembro. – disse Momo ainda olhando distraidamente para o copo. – Lembro de ter acordado nesse beco e a primeira coisa que vi foi a Megui, logo depois voltei a desmaiar e só acordei duas horas depois em um hospital. A única coisa que me lembrava era meu nome, então a família de Megui me adotou e tentou de tudo para me ajudar a saber quem eu era. Não conseguimos descobrir nada, mas pelo menos ficamos bem unidos. Quando os pais de Megui morreram em um acidente nos mudamos para cá e agora ela trabalha em um restaurante aqui perto e eu cuido da casa.

Todos ficaram em silencio. Se ela não se lembrava de nada antes de cinco anos atrás quer dizer que ela tinha uma enorme chance de ser a Hinamore que eles conheciam, mas também poderia não ser. Era uma coisa tão confusa que eles não conseguiam explicar. Momo então levantou a cabeça e mirou bem a roupa de Renji, Matsumoto e Kira. Era estranho eles estarem usando um roupa dessas, afinal esses tempos já haviam acabado a muito tempo.

— E por que estão vestidos como cosplay? – perguntou inocentemente pensando que essa era a única explicação. – Tem alguma convenção ou algo parecido aqui perto?

Agora o clima havia ficado tenso na pequena sala. Como iriam explicar para ela o que eram aqueles kimonos? Porque ela não se lembrava de nada do que era a Sociedade das almas, shinigames, kidous, zampakitous, nem mesmo lembrava da grande guerra onde ela havia morrido junto com seu amado melhor amigo.

— Hinamore. – começou Ichigo um pouco inseguro, mas tinha que tentar alguma coisa para começar a explicar e fazê-la acreditar. – Você já viu... Fantasmas, espíritos, almas penas, ou qualquer coisa desse estilo?

Hinamore estranhou um pouco a pergunta, mas mesmo assim parou para pensar. Fazia já algum tempo que sentia que poder ver coisas que os outros não viam, ou ate mesmo sentir. Como uma vez quando andava na rua com sua irmã e passara pelo parque vira uma pequena garota sentada no balanço. Sem que sua irmã percebesse foi ate a pequena e começou uma singela conversa, ate mesmo brincaram juntas depois de um tempo. Quando sua irmã voltou para buscá-la porque tinha percebido que ela havia sumido Hinamore tentou apresentar a pequena, mas sua irmã apenas dizia que não havia ninguém no lugar onde Hinamore havia mostrado. Isso estranhou muito a morena, mas ela deixou isso de lado.

Isso não aconteceu apenas uma vez, mas varias em que Hinamore se pegava conversando com pessoas na rua e outras a miravam como se fosse loca. Assentiu levemente com a cabeça para Ichigo, afinal tinha que ter uma explicação para só ela ver aquelas pessoas.

— Pois para controlar o equilíbrio do mundo espiritual, enviando pessoas para o “outro lado” e “purificando” aquelas que foram “corrompidas” estão os shinigames. – dizia Ichigo tentando fazer o mais lógico possível e menos estranho do que parecia. Ele ainda conseguia se lembrar de quando Rukia apareceu no seu quarto pela primeira vez. Custou a ele acreditar nesse negocio de shinigames. – Bom, esse shinigames andam entre os vivos o tempo todo sem serem percebidos, mas existem pessoas que possuem uma “força espiritual” tão poderosa que é capaz de enxergá-los. E... Bem... Você é uma dessas pessoas.

— Esta querendo dizer que esses três são shinigames? – perguntou apontando para Matsumoto, Renji e Kira. Estava um pouco confusa, mas não significava que duvidava. Já tinha visto uma vez, uma dessas pessoas andando por ai e ninguém achava isso estranho. Para ela essa explicação tinha ate que um pouco de cabimento.

- Sei que pode ser estranho isso, mas é a verdade. Eu e Rukia também somos, mas no momento Rukia esta com uma capa chamada guingai que serve como um corpo humano, enquanto eu ainda estou vivo então ainda tenho um corpo vivo. – disse Ichigo um pouco descrente que ela havia entendido.

Hinamore ficou algum tempo apenas pensando. Achava incrível isso o que estava ouvindo. Era como se estivesse em um de seus vários livros de aventura e ficção, vivendo as mais loucas aventuras que pudesse imaginar. Era como estar em um sonho onde ate talvez pudesse encontrar seu “príncipe encantado” que tanto sonhava em ter. Podia ser uma sonhadora, mas para ela seria incrível descobrir que o seu passado a tanto perdido era o que eles estavam falando. Shinigame. Nunca pensara nessa possibilidade, por mais atraente e familiar que fosse.

De repente uma pequena gata branca com pintas marrons entrou na sala correndo e pulou no colo de Hinamore que apenas acariciou a gata com suavidade. Ela estava muito agitada e sibilava varias vezes para a porta da cozinha, onde tinha saído. Momo podia notar como os pelos da gata estava arrepiados e como o corpinho dela tremia, não sabia de medo ou de raiva. De repente um forte barulho de algo caindo fez com que todos desse um pequeno salto de susto para logo dirigir sua atenção para a porta da cozinha. A gata escondeu seu rosto nos braços de Hinamore e continuou a sibilar.

Hinamore deixou a gata no sofá e se levantou, andando lentamente ate a cozinha para ver o que tinha acontecido. Ela andou lentamente ate a cozinha e adentrou na mesma olhando para todos os lados. Seu coração estava a mil enquanto o medo começava a se acumular em cada célula de seu corpo, como se a estivesse preparando para algo terrível.

Quando a morena já estava praticamente no meio da cozinha a porta de repente se fechou a trancando lá dentro. Para os que estavam do lado de fora tudo o que puderam ouvir foi um forte grito da garota. Todos correram ate a porta e Ichigo tentou abri-la, mas a mesma estava fortemente emperrada no lugar. Os gritos da garota lá dentro eram cada vez mais fortes, o que preocupava a todos do lado de fora. Renji e Ichigo então tentaram arrombar a porta, se jogando contra a mesma cada vez com mais força. Em um certo ponto, a frágil porta de madeira cedeu e fez com que todos entrassem correndo.

Um pouco mais a frente Hinamore estava sendo puxada pelo que parecia ser uma sombra, a levando para um portal escuro e giratório como um redemoinho a alguns centímetros de Momo. A pobre garota tentava se segurar em qualquer coisa que fosse, mas a sombra que segurava seu tornozelo com força e a puxava rapidamente para aquele estranho redemoinho. Quando a garota estava prestes a ser sugada por aquele vórtice estranho, Matsumoto segurou sua mão e a puxou impedindo que a sombra continuasse puxando-a. Kira ia tentar cortar a sombra que a puxava quando outra saiu rapidamente do chão e o atingiu, lançando-o na parede que se quebrou com o impacto.

Renji conseguiu desviar das sombras que tentaram atacá-lo e cortou a que segurava a perna de Hinamore, fazendo com que ela e Rangiko fossem laçadas para trás pela repentina diminuição de força do outro lado. Matsumoto abraçou a Momo como uma forma de proteção enquanto via os outros lutarem contra a criatura que começara a sair do chão. Ichigo e Rukia já tinha saído de seus corpos e estavam preparados para lutar contra o que quer que viesse.

Do chão saiu uma criatura estranha de forma indefinida completamente negra. Ela mal cabia na pequena cozinha de tão grande e tinha que ficar encurvada para que não batesse a cabeça no teto. Seus dedos eram garras afiadas de mais de trinta centímetros de comprimento, mas finas como um palito. Seus dentes eram também negros e ameaçadores. Renji tentou cortá-lo, mas de repente ele desapareceu no chão. Todos olharam envolta, mas não viam nada. De repente o monstro saiu da parede e atingiu a Renji com suas garras o lançando para fora da cozinha. Logo o monstro voltou a desaparecer dentro da parede.

Todos estavam tensos. Não sabiam quando o monstro poderia reaparecer e não havia como saber. Hinamore tinha analisado a ida e vinda do monstro e tinha uma pequena idéia do que poderia estar acontecendo. Quando viu uma enorme sombra se formar atrás de Rukia não duvidou nem um pouco que seria o monstro prestes a dar mais um ataque surpresa.

— Rukia abaixa!! – gritou. A shinigame olhou para ela, mas abaixou no mesmo instante em que o monstro a atacava, desviando do forte golpe que ele dera, o que fora uma sorte já que aquele poderia ser um golpe fatal para a baixinha.

O monstro voltou a entrar na parede e Hinamore ficou alerta para poder avisar aos outros onde o monstro iria aparecer. Esperou um pouco e logo viu uma sombra embaixo de Ichigo.

— Ichigo salta para trás e depois faça um corte para frente! – Ichigo fez o que Hinamore havia gritado e quando deu o corte com sua espada atingiu em cheio o braço da criatura que havia saído do chão bem no instante que Ichigo saltou. Pode-se ouvir um guinchado de dor que retumbou por toda a casa.

Logo depois a sombra apareceu atrás de Kira e mesmo Hinamore não se lembrando do loiro sentiu um grande aperto de preocupação, mas conseguiu manter a calma e gritar.

— Kira salte esquive para o lado e corte o lugar onde você estava! – Kira vez o que ela mandou impressionado com o fato de ela saber seu nome sem ele ter se apresentado. Logo que ele utilizou sua zampakitou para cortar o lugar onde estava acertou o peito da criatura que havia saído praticamente pela metade para atingir o loiro com os dentes. Ele acabou ficando preso na espada de Kira e não conseguia voltar para dentro da parede. – Kira não deixe que ele entre!! Rukia corte a cabeça dele agora!!

Rukia deu um salto e cortou ferozmente a cabeça da criatura que se partiu ao meio e evaporou em uma nuvem de fumaça negra e densa. Todos estavam com a respiração agitada e descompassada, os corações a mil quase saindo do peito e os corpos tensos como pedra. Hinamore ainda não podia acreditar no que tinha acontecido e ainda não sabia como tinha pensado tão rápido para uma tática de ataque.

Os outros estavam atordoados e agora tinham mais que certeza que essa era a hinamore que tanto tempo havia sentido falta. A mesma tenente boa em Kidou e esperta. A mesma melhor amiga do capitão serio e frio, que ainda estava desaparecido.

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— Como assim não conseguiram pegá-la?! – esbravejou uma voz pesada e profunda no meio daquela imensa escuridão. Era uma área sombria e sinistra onde vários sons agonizantes eram soprados pelos fortes ventos. Um lugar onde não havia luz nem mesmo flores ou vegetação. Um lugar vazio onde as almas que não tinha a capacidade de reencarnar poderiam estar. – Mando um dos melhores guardiões e recebo a noticia que ele foi desintegrado?!

Nessa mesma escuridão um vulto andava de um lado para o outro. Sua forma não era exata, ele parecia mais uma fumaça que tinha o contorno de um homem alto e bem forte, mas que não tinha rosto muito menos matéria. Na frente desse homem tinha uma criatura sombria que a única coisa que a fazia aparecer naquela escuridão era seu leve contorno, mais nada. A criatura tremia na frente do homem que parecia estar muito irritado.

— S-sinto muito mestre. – disse a criatura abaixando a cabeça como modo de suplica. – Ao parecer ela percebeu nossa técnica e conseguiu guiar aos shinigames para nos derrotar.

— Mesmo sem sua memória ela ainda é um estorvo!! – disse o homem chutando ao nada. Estava mais que furioso. Não era a primeira vez que tinha capachos incompetentes, mas pensava que pelo menos eles iam conseguir realizar a simples tarefa de pegar aquela garota fraca.

— Com todo o respeito senhor, por que precisamos dela? – perguntou a criatura. – Ela é apenas mais uma humana fraca. Não tem utilidade para nós.

— Não seja idiota!! – gritou o homem quase acertando a criatura com uma de suas mãos fantasmagóricas. A criatura por sorte havia abaixado a cabeça e se encolhido no lugar. Por mais que seu tamanho fosse vantajoso ao do homem ele não tinha nem a metade da força do mesmo o que o deixava em desvantagem. – Ela é a única que pode acordar o outro lado dele!! Precisamos trazê-la para o meu lado que assim ela poderá convencê-lo a me libertar!!!

— Sim mestre. – disse a criatura temerosa torcendo para que aquele momento acabasse o mais rápido possível. Seu atual mestre era mais assustador do que o anterior e só o estava seguindo porque ele oferecera sair daquele bendito lugar e porque não teria chance contra ele por mais que quisesse.

— E falando nele como está indo? Os hollows já conseguiram deter sua fúria? – perguntou o homem mais calmo o que agradou um pouco a criatura que relaxou no lugar.

— Não meu senhor. Ele continua acabando com todos os hollows e parece estar cada vez mais forte. – disse a criatura – Também não a vestígios de que esteja cedendo ao seu outro lado. Tememos que ele esteja recebendo ajuda para manter o outro preso.

— Isso não seria nada bom. – afirmou o homem em um estado pensativo. Seu plano era simples, atrair o garoto pelo que ele mais queria e convencê-lo a libertá-lo. Mas ao parecer não tinha levado em conta que esses shinigames iam intervir em seus planos. Sempre sendo um problema, pensou o homem com um pouco de raiva, relembrando o tão odioso passado. – Quero que elimine a esse shinigames e que a atrai para mim. Se ela não vier por bem vai vir por mal. Precisamos dos dois para sair daqui.

— Sim mestre. – falou a criatura fazendo mais uma reverencia para o homem a sua frente. – Mandarei as melhores sombras e os melhores hollows para irem buscá-la e eliminar os shinigames. Prometo que não se arrependerá.

— Para o seu bem eu espero que não. – disse o homem fazendo a criatura se estremecer e ir embora o mais rápido possível, deixando seu mestre sozinho perdido em seus pensamentos.

Não fique achando que vai se dar bem nessa! Disse uma voz masculina que ecoava por todo o local, mas que o homem sabia que só ele podia ouvir. Sorriu malevolamente e cruzou os braços.

— Quer apostar? – perguntou ironicamente enquanto seu sorriso aumentava mais ainda. – Consegui enganá-la uma vez por que não conseguiria de novo?

Já ouviu que não se comete o mesmo erro duas vezes? Perguntou a voz o que fez o homem sorrir ainda mais. Eles nunca caíram nessa sua trapaça de novo! E foi por esse motivo que eu não te deixei voltar!

- Pois se tivesse deixado acho que tudo isso não estaria acontecendo não é mesmo meu amigo? – perguntou o homem divertido enquanto andava na direção do nada. De repente uma espécie de trono de nevoas pareceu do chão, o homem se sentou nele comodamente e apoiou o rosto na mão.

A voz grunhiu alto o que fez o homem dar uma gargalhada. Adorava quando os outros admitiam que estava certo, mesmo quando não usavam exatamente palavras para fazê-lo. Você ainda vai se arrepender do que está fazendo!!

- Não fique tão confiante nisso amigo. – disse o homem entre gargalhada. – Logo, logo aqueles que me mandaram para cá conheceram novamente minha irá e dessa vez não deixarei que sobrevivam!

Uma forte e malévola gargalhada retumbou por todos os locais daquele vazio mundo, fazendo com que as almas presas ali soltassem gemidos agonizantes e as criaturas das sombras que trabalhavam sem parar para manter a ordem guinchavam e uivavam também, tornando aquilo uma mistura de sons sombrios e arrepiantes, sendo que o mais auto era a risada do mestre de todos, aquele que a única coisa que tinha em sua mente era a vingança que estava bolando para seus antigos rivais.

Enquanto isso tanto no mundo dos vivos quanto nos dos espíritos a chuva caia forte prevendo o terrível mal que estava prestes a se libertar.

Notas finais
Adorei o final *-*. E o misterio só aumenta (se é que tem um misterio ai ¬¬) bem, logo,logo as coisa vão se resolver e para aqueles que querem ver logo o hitsu ele aparecesse no proximo Ok? E aqui tem um pequeno adiantamento.

Reenontro!Realmente é você Hitsugaya?:

"Todos estavam muito confusos com tudo o que estava acontecendo. Não só Hinamore havia voltado como tambem haviam criaturas feitas de sombras atacando junto com os hollows. Mas a ajuda vem de lugares inesperados. É vc mesmo Hitsugaya?"