Anna's Life

6 Desengonçada


Anna já estava na sua casa, junto com Nicole e Taxa.
-Vocês se beijaram!
-Como foi Anna?
-Ele beija bem?!
-Ele não tentou fazer mais nada com você né?
-Não rolou nem mão boba?
-MENINAS! Parem de tantas perguntas! Vocês estão me enlouquecendo.
-Estamos curiosas, pode contar tudo garota!
-Ah... Foi... –Anna deixou escapar um suspiro seguido de um sorriso triunfante.
-Ok! Já entendemos! Mas foi só um beijo? Só um?
-é... Desses que se aprofundam e tudo mais foi só um... Mas ele me deu um daquele beijos rápidos quando me deixou aqui.
-Nossa... Esse Luigi é uma lesma mesmo.

-Ai meninas, por que?
-Quando dei meu primeiro beijo Anna. O menina já estava me arrastando pra casa dele. E você á foi tantas vezes pra casa dele, a mãe de vocês da maior apoio e nada?
-Tantas vezes? Só fui duas vezes lá!
-Em uma semana que se conhecem já foi duas vezes lá.
-é... Mas isso não quer dizer nada! Eu só tenho 15 anos! E preciso estudar, não posso perder o foco por causa de meninos.
-Claro que pode! Ainda mais o Luigi. Você não tem ideia de quantas vezes nós duas demos em cima dele quando nos conhecemos. Pensamos até que ele fosse gay! Para Anna, ele não deu nem uma mãozinha boba?
-Não Nicole!
-Lesma. Taxa, vamos falar pra ele ser mais ousado!
-Não meninas! Não falem nada! Está bom do jeito que está.
-Só está bom por que você não conhece o melhor.
-Mesmo assim, com o tempo eu descubro. Com o TEMPO, não com Nicole e Taxa.


Domingo os pais e o irmão de Anna chegaram, ela apresentou as amigas e eu irmão Ryan pareceu gostar muito de Taxa. Talvez pela afeição dela por crianças.
-Vamos pra pista Anna? Amanhã já tem aula de novo.
-Certo, vou falar com os meus pais.
-Certo.

Depois de um tempo ela voltou.
-Vamos então.
-Certo!

Elas se arrumaram, as duas cheias de frescura e Anna com uma roupa simples. As duas meninas a sentaram na cadeira da escrivaninha, que na frente tinha um espelho, quase como uma penteadeira. E começaram a arrumar o cabelo dela, fizeram uma trança de cada lado e as juntaram na parte de trás da cabeça, a franja que já estava nos olhos foi jogada de lado, o que agradou bastante Anna, Ela colocou os óculos.
-Cruz credo Anna, esses óculos são feios de doer!
-Mas eu preciso deles.
-Não todo dia, muito menos quando você vai ver o Luigi.
-Ah! Está bom!
Ela tirou os óculos e foi abordada por rímel e pronto.
Elas saíram saltitantes rumo a pista de skate. Obviamente, os viciados em skate já estavam lá. Elas iam almoçar numa lanchonete que tinha perto dali.
Luigi abraçou Anna assim que a viu.
-Ei meninos, vamos na lanchonete do Beto hoje, querem ir com a gente?
Eles concordaram. Pelo visto gostavam desse Beto. Luigi sussurrava algumas coisas no ouvido de Anna, como “Você está linda” ou “Fique com saudade do seu beijo”, cada uma das frases a fazia se arrepiar.
-O Beto é meio louco, do que será que vai falar hoje?
-Aposto em Alienígenas!
-Zumbis!

Anna escutava o outros com atenção enquanto Luigi parecia dentro de seu próprio mundo, ficava beijando o rosto e o pescoço de Anna que se arrepiava e ria, fazendo-o rir também. Eles foram para a tal lanchonete e lá havia um senhor aparentemente caduco. Era o tal do Beto. Não era dono do restaurante mas estava sempre lá. Ele começou a falar, sobre seres mitológicos e coisas do tipo. A comida era realmente boa.
Depois eles voltaram para a pista, exceto Anna e Luigi que foram para o parque. Anna sentou num banco de frente para o lago e ele sentou ao lado dela.
-O que foi Anna?
-Não acho legal rir do senhor Beto. Ele é maluco, mas isso é doença...
-Sabe... Acho que você é muito politicamente correta. Ele gosta da atenção que damos pra ele. Ele fica feliz Anna.
-Ah, eu sei Luigi, mas me dá uma pena saber que ninguém quer tentar ajuda-lo, só por que é divertido rir das maluquices dele.
-Anna... Mudando de assunto... Eu sei que nós não temos nenhuma relação definida ainda, mas... Se importa de não falar muito com o Ryan?
Ela olhou pra ele surpresa.
-Por que Luigi?
-Você sabe que eu não gosto dele, e tenho bons motivos pra isso. E eu sou bastante ciumento...
-Ciumento?
-É. Muito ciumento mesmo.
-Hm... Tudo bem Luigi. – ela sorriu gentil. Não quero fazer nada que estrague... seja lá o que nós temos.
-Obrigado Anna. –Ele sorriu, segurou o rosto dela e a beijou novamente, daquele jeito que a fez perder o folego, ele se separou dela com poucos segundo de beijo- respira Anna. – E voltou a beija-la.
Ela tentava respirar, mas quando fazia isso automaticamente sua boca fica imóvel. Luigi não resistiu muito tempo e começou a rir.
-Ah! Não ri de mim! Eu estou tentando...
-Eu sei que está. Mas é impossível não rir. Me desculpe Anna.
-Acho que eu sou uma negação.
-Não se preocupa, seu beijo, apesar de curto é muito bom. – ele não a deixou responder. A agarrou pela cintura e a beijou de novo.


O celular de Anna toca, era sua mãe.
-Alô –ela estava meio ofegante por causa do beijo.
-Onde você está? O que está fazendo?
-Ah! Eu estou no parque... Fazendo... Corrida.
-Corrida? Mas você não pratica esportes, está com quem?
-Luigi.
-Ah sim. Filha volta pra casa agora tem uma visita aqui.
-Visita?
-é, um rapazinho está te esperando.
-Me esperando? Está bem, já estou indo.
Ela desligou o celular.
-O que foi Anna?
-Tem alguém me esperando lá em casa, tenho que ir agora.
-Vamos então.

E lá foram eles, se despediram com um beijo.
-Qualquer coisa me chama Anna.
-Pode deixar.
Ela entrou e se deparou com Ryan. Instantaneamente arqueou as sobrancelhas e avançou para dentro da sala de estar onde seus pais e seu irmão também Ryan estavam.
-O que foi mãe?
-Ele veio te visitar querida!
-Ah... Certo...
Os pais saíram para o andar de cima e Anna sentou no sofá em frente ao que Ryan estava.
-Oi Anna.
-Oi. O que foi?
-A escola me pediu ontem pra entregar a lista de cursos que você talvez queira fazer. Não deu pra vir ontem, então... E também vim ver como você está, não falou comigo direito essa semana.
-Ah... Obrigada, está tudo bem.
-Se envolveu bastante com o Miller, certo?
-O suficiente.
-E tenho certeza que a frieza é por conta dele.
-Um pouco...
-Tudo bem Anna. Com o tempo você vai saber o que é certo e quem. Foi um prazer te rever.
-Igualmente.

Ela o acompanhou até a porta e pegou a lista de papel. Lá fora, no vizinho estava Luigi, e seu pai, arrumando o jardim provavelmente, Luigi adquiriu uma postura dominadora quando o viu, e Ryan percebeu que tinha sido visualizado. Pegou a mão de Anna e a beijou delicadamente. Provocando o inimigo, e então foi em bora. Luigi foi até Anna com olhar desconfiado.
-O que ele queria com você Anna?
-Me entregar esse treco. –Ela o analisou detalhadamente e sorriu. Senhor jardineiro.
-Boba, imagino que você ficara linda tão suja de terra quanto eu.
-Nem pensar Luigi! –Não deu tempo dela correr, Luigi a abraçou espalhando toda a terra do seu corpo pro dela. Pararam de rir quando se sentiram fixamente observados. De dois lados. Pelos pais de Anna que estavam parados na porta da casa dela e pelos pais de Luigi que também estavam do lado de fora. Os dois coraram e se separaram tensos.
-Tchau Luigi, até amanhã de manhã.
-Tchau Anna.

Ela entrou na casa passando por seus pais e subiu para o banheiro, debaixo do chuveiro não se conteve e começou a rir de felicidade. Lembrando das covinhas que apareciam cada vez mais frequentemente. Ela foi pro seu quarto e como esperava, lá estava sua mãe, sentada na cama.
-Podia ter me conato que você e o vizinho se deram melhor que o esperado.
-E não era isso que você queria?
-Também, mas de você, eu esperava pelo menos uma... Notificação.
-Certo mãe, me desculpe por agir pela primeira vez na vida como uma adolescente normal. Agora vai me proibir de ficar com ele?
-é obvio que não. Sei muito bem que seu eu proibir vocês vão fazer escondido. Mas filha, achei que você preferia garoto como o Ryan, não rebeldes sem causa como ele.
-Ele não é rebelde sem causa, muito menos rebelde, ele só tem seu próprio estilo e não vou martiriza-lo por isso.
-Tanto faz, só que da próxima vez, nos avise, seu pai ficou boquiaberto com a cena de vocês dois hoje.
-é, também acho raro me ver feliz. Com licença mãe.
Ela levantou e não retrucou, saiu do quarto e fechou a porta. Anna vestiu o pijama e se jogou na cama, ainda era cedo para dormir mas pouco importava pra ela, estava brava com seus pais pela primeira vez na vida, em seu próprio consentimento não estava fazendo nada errado, tinha um maldito namorado. Com quinze anos! E ele só era um ano mais velho. Que ruim tinha isso?

Ela acordou e se vestiu, pegou a mochila, escovou os dentes e saiu, seu cabelo estava desgrenhado sem ter visto um pente. Ela encontrou Luigi que parecia normal como em qualquer outro dia.

-O que foi Anna?
-Nada. Por que?
-Você inteira está uma bagunça! –Ele penteou as mexas dela com os dedos, por ser um cabelo extremamente liso, foi uma tarefa fácil.

-Minha mãe me encheu a paciência ontem. Ficou brava por que eu não falei pra ela. Falar o que? “Mãe, estou aprendendo a beijar com o vizinho.”
Luigi riu da revolta dela e jogou a franja dela pro lado, Anna estava usando os óculos horríveis, mas não se importava muito naquele momento.
-Ela ficou brava por estarmos juntos?
-Não, só por eu não ter dito nada. E os seus pais? Não falaram nada?
-Minha mãe ficou feliz. Ela gosta de você, passou a noite inteira dizendo que agora vou tomar jeito. E meu pai... Bom, ele não é muito comunicativo.
-Hm... Você é um belo faz tudo em.
-Faz tudo?
-Lógico! Guia turístico, músico, jardineiro, professor de beijo!
-Gosto de ser útil. –Ele sorriu e as covinhas apareceram, e então ele pegou na mão dela, entrelaçando seus dedos. Anna parou por alguns segundos com a surpresa, e ele continuou andando causando um tranco nela que andou quando ele parou e a confundiu mais ainda, fazendo ela pisar no próprio pé e cair espalhada no chão. Luigi arregalou os olhos e começou a rir.
-Você está bem desengonçada?
-Ai... Tudo bem...
-Como você conseguiu tropeçar no próprio pé?
-Você me confundiu!
-Agora é minha culpa?
-Vamos logo, não quero me atrasar.
-Tudo bem senhorita.

Notas finais
hih, ngm le isso aqui int n vo mais posta nada u.u