Anna's Life
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Notas iniciais
–Tudo bem, já que você quer Anna, eu paro de falar com ela!
–Luigi!
A miss cabelinho rosa parecia inconformada, Anna sorriu vitoriosa e arqueou magnificamente sua sobrancelha. Luigi deu de ombros para as duas. Jean saiu de lá.
–Não pense que estou feliz com você, só por ter se livrado dela.
–Não me livrei de ninguém Anna, eu acho, ah pense como quiser.
–Agora vai ficar bravo?
–Não é isso, você deveria confiar mais em mim.
–Do mesmo jeito que você confiou em mim?
Ele suspirou e a encarou furtivamente, andou lentamente até que ela que arregalou os olhos, Luigi estava mais sério que o normal, mais sedutor que o normal. Sentou-se ao lado dela ainda a encarando o que a intimidou.
–Que foi Luigi?
Como resposta, Anna recebeu um beijo, seus músculos se tencionaram e em seguida relaxaram, mas logo a tensão voltou quando ele a segurou pela cintura e a puxou pro seu colo. Anna mordeu a própria língua e se jogou para trás, dando um giro e caindo de costas no chão.
–Que isso Anna? Ta ficando doida?!
–Acho que já deu sete horas, tchau Luigi!
–O que? Recém são quatro horas. –ele segurou ela pelo punho e a forçou a encará-lo. Ela estava com os olhos arregalados, o rosto vermelho. Ele não aguentou a cena e começou a rir.
–Para de rir!
–Você está com medo de que?
–De nada! –sua voz tremula e desesperada- só que eu estava brava com você a dois minutos!
–E não está mais, assunto resolvido.
–Tenho que ir pra casa. Tchau.
Ela se desvencilhou dele e foi em bora o mais rápido que pode.
Passaram-se alguns dias, Anna saia mais cedo no intuito de não ver Luigi, mas um dia especial, isso não funcionou, assim que ela saiu e se afastava a passos largos da porta de sua casa, com o óculos bambo na ponta do nariz, um dos tênis desamarrados e os cabelos desgrenhados, Luigi sai quase correndo de sua casa e a para um tanto ofegante.
–Por que está fugindo de mim?
–Não estou!
–Parece que não se arrumou na própria casa pra sair mais cedo e não me encontrar. O que eu fiz?
–Nada...
–Você precisa parar de ter medo de mim Anna, não vou fazer nada que você não queira.
–Então vai com calma Luigi. Você é meu primeiro namorado.
Ele sorriu e abraçou carinhoso, afagou o cabelo dela ainda com um sorriso bobo no rosto. Quando a soltou Anna lhe lançou um olhar desconfiado.
–Tudo bem, vamos pra aula. E... Pelo amor de Deus Anna, você está um trapo.
–Muito obrigada!
Eles continuam a caminhar tranquilamente enquanto Luigi tenta arrumar os cabelos de Anna.
Quando chegam na escola são abordados por Nicole segurando um panfleto extremamente eufórica.
–Adivinha onde nós iremos Anna!
–Pra sala de aula.
–Ai sua nerd chata. Estou falando sério!
–Ta bom Nicole, para onde iremos?
–FESTA A FANTASIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
–Sai daqui menina.
Anna saiu emburrada a passos largos, como se estivesse marchando, ainda desgrenhada, deixando os dois embasbacados a observando se afastar.
–O que deu nela Luigi?
–Acho que não dormiu muito bem, anda fugindo de mim.
–Fugindo? Nossa, essa vai ser virgem pro resto da vida..
–Nicole!
–Desculpa, desculpa!
Eles seguiram a direção tomada por Anna.
–----------
Ao fim do dia Nicole tentou conversar com Ana novamente, desta vez, foi recebida mais calorosamente.
–Vai querer ir comigo dona rabugenta?
–Claro. Por que rabugenta?
–Deixa pra lá.. Bom, vai ser esse fim de semana, e o Luigi pode ir.
–Não tenho fantasias Nicole.
–Ah, eu te empresto! Vamos lá em casa agora pra você ver. Sua mãe anda tão liberal ultimamente, acho que nem vai se importar.
–Vamos então.
Foram andando em direção a casa de Nicole quando o telefone da mesma tocou loucamente um funk um pouco menos bagaceiro que os de Taxa. Ela falava desanimada e suspirou quando desligou o telefone.
–Era a minha mãe, vou ter que ir ajudar ela na loja. Você Volta sozinha?
–Claro. Até amanha, e não esquece de estudar pra prova de matemática.
–Vou tentar, eu juro! Tchau Anna.
–Tchau.
Nicole se apressou para voltar para casa e Anna virou-se lentamente em direção a sua casa, estava estudando a semana inteira, mas nunca era de mais. Passou em frente a casa de Luigi e não segurou o sorriso que surgiu em seu rosto ao lembrar dele. Ouviu o som da guitarra parar e ele aparecer na janela olhando pra ela. Anna acenou e continuou andando pra sua casa com um sorriso bobo ainda estampado no rosto.
Anna saiu de casa cedo, encontrou Luigi que a surpreendeu com um abraço quase... Destrutivo. Ele a levantou e a apertou como se não a visse a anos. Quando a soltou ela estava vermelha e sem folego.
–O que foi?!
–Você não foi lá falar comigo ontem, achei estranho já que me viu.
–Fui estudar! Tenho prova hoje.
–E onde você estava, falando nisso?
–Ah, eu ia na casa da Nicole pra...
Foram interrompidos por um menino quase tão desengonçado quanto Anna caindo por cima deles de bicicleta, basicamente, a bicicleta em cima de Anna e o menino no chão com Luigi os olhando chocado e ileso. O menino levantou meio cambaleando e retirou a bicicleta de cima de Anna que permaneceu no chão também chocada com o susto, ele se desculpava sem parar e a ajudou a levantar.
–Você está bem? Me desculpa, eu olhei pro lado e quando vi vocês estavam na frente e ai... Me desculpe de novo.
–Tudo bem, Eu estou bem. –ela riu, estava acostumada a cair- Você está bem?
–Sim. Me desculpe de novo, sou tão distraído as vezes...
–Tudo bem, eu também sou.
Luigi apenas observava desconfiado, o garota era parecido com Anna, bochechas rosadas, jeito bagunçado, usava óculos parecidos, porém pretos e um pouco menores. Tinhas os cabelos bagunçados num loiro claro e os olhos cor de mel. Luigi claramente ficou enciumado com a aparência dele, como se eles gostassem de muitas coisas em comum.
–Me chamo Rilley, apesar das circunstancias, é um prazer te conhecer. – ele ia beijar a mão dela mas Luigi a puxou para um abraço totalmente enciumado.
–Luigi. – e estendeu a mão sério, o rapaz sorriu e pegou a mão dele.
–Eu sou... Ai!
Luigi a beliscou fazendo-a se calar. Rilley subiu em sua bicicleta. — Até outro dia. E saiu.
–O que deu em você Luigi?
–Nada. Não gostei dele.
–Hm... Estranho, nunca te vi agindo assim, bom, só com o Ryan.
–Ah, já começou a falar o que não devia logo de manhã, vamos logo. Você não se machucou Anna?
–Só ralei o braço.
Continuaram andando, Anna sabia que ele estava com ciúmes. Chegando na escola contou para Nicole que quase teve um ataque do coração quando ela disse o nome de Rilley.
–Rilley? Rilley Theobald?
–Não sei o sobrenome dele Nicole.
–Bom, se for, ele é uma gracinha, mas tem uma fama estranha!
–Que fama?
–Ele namorou uma menina, ai ela virou lesbica, mas daí ela apresentou uma amiga dela pra ele, e então ela também virou lesbica e começou a namorar a primeira namorada dele.
–Tadinho...
–Uhum, o fato é que agora ele não se aproxima de ninguém e ninguém dele, nem amigos, sei lá.
–Bom, ele pareceu bastante simpático, mas o Luigi não deixou nem eu me apresentar.
–Ah, é que ele é o seu tipinho. Deve estar morrendo de ciúmes, ou medo de perder você pra alguém que tenha mais a ver.
–Que besteira.
–Ah, o Luigi é assim.
Elas foram para o intervalo comentando sobre a prova que acabaram de fazer, entraram no refeitório e procuraram Luigi e os outros que ainda não estavam lá, Anna viu Rilley sentado sozinho numa mesa, ela nunca havia reparado nele antes.
–Vamos sentar com ele Nicole.
–O Luigi vai ficar meio bravo com você.
–é só eu não falar meu nome e quando eles chegarem a gente sai. É triste vê-lo sozinho, sabe?
–Acho que você tem o coração muito mole Anna.
–Vamos.
Elas sentaram na mesma mesa que ele, que arregalou os olhos surpreso e depois abriu um sorriso largo, talvez... aliviado? Ana percebeu e achou estranho a reação dele, mas não iria comentar.
–Oi Rilley, tudo bem?
–Tudo ahn...
–Nicole! Muito prazer.
–O prazer é meu... Mas, é, não quero ser indelicado... Mas por que sentaram aqui?
–Ah... Te vimos sozinho aqui, e você foi simpático comigo hoje.
–Depois de te atropelar.
Os três riram.
–Isso.
Anna sentiu uma mão pesada sob seus ombros e olhou para trás, era Luigi sério até demais.
–Bom, tchau Rilley.
–Tchau.
–Tchau meninas...
Ele pareceu um pouco chateado por ficar sozinho de novo. Mas Anna resolver focar no mau-humor de Luigi que a apertava contra si de uma maneira possessiva.
–O que foi Luigi?
–Por que estavam sentadas com ele?
–Por que ele estava sozinho, qual o problema?
–Não gostei.
–Eu percebi.
O clima ficou muito tenso e então Nicole resolveu ajudar sua amiga.
– Eu que levei a Anna até ele Luigi, ela me contou a história e achei legal fazer um amigo, desculpa, não queríamos te deixar cm ciúmes.
–Eu não estou com....
–Mas vamos falar da festa! É depois de amanhã e eu vou de gatinha! Anna, tenho uma fantasia pra você.
–De que Nicole?
–Policial! –Os olhos dela brilharam- Sexy!
–Você ficou doida?
–Vai ficar bom em você que é menor que eu, relaxa!
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