Annabele Vermont
7 “Lamento ter chegado atrasado”
Acordei abraçada ao travesseiro, o cheiro bom de Jacob estava em toda a cama. Olhei no celular, eram 8:18 da manha. Sinto cheiro de torradas no ar, o quarto de Jacob era bem organizado, tudo em seu lugar, a janela veneziana não permitia a entrada do sol, mas pelas pequenas frestas eu noto sua luz. Levanto-me calmamente, vou ao banheiro e tomo uma ducha quente. Coloco uma calça jeans, uma blusa de malha e mangas compridas e um tênis branco. Ao sair do quarto avisto Jake deitado no sofá. Ainda apenas de bermuda, com um lençol enrolado nas pernas, o cabelo meio bagunçado e um cordão de couro no pescoço. Sigo até a cozinha e Billy está fazendo o café.
–Bom dia minha querida!
–Bom dia Billy.
–Como passou a noite?
–Dormi muito bem, obrigada. Você que ajuda?
–Na verdade está tudo pronto, gostaria só que você acordasse o garotão para comer, fazendo favor.
Volto para a sala, admiro Jacob por mais alguns instantes. Na verdade dá até dó de acordá-lo. Me aproximo silenciosamente e deslizo meus dedos pelos seu braço esquerdo, me inclino e sussurro em seu ouvido.
–Jake.
Ele acorda instantaneamente. Pisca os olhos três vezes.
–Bom dia Anna.
–Bom dia, o café já esta na mesa.
Ele se espreguiça no sofá e se senta em seguida
–Que bom ser acordado assim. – sorri me olhando
Sorrio também.
–Conseguiu dormir bem no sofá?
–Claro que sim, e você dormiu bem?
Aceno positivamente com a cabeça. Billy fala da cozinha que o café vai esfriar. Jake levanta e vai até o banheiro, vou para a cozinha e ajudo Billy com a arrumação da mesa. Depois de uns 15 minutos, Jake aparece com os cabelos molhados, uma blusa branca de manga comprida e uma bermuda preta. Ele se senta à mesa conosco e nós tomamos nosso café. Ao terminar Billy nos olha fixamente, curva a cabeça para o lado e depois sorri.
– Nunca vi meu filho acordar tão cedo no domingo e ainda ficar de bom humor!
Rimos.
–É que a Anna me acorda com sussurro no ouvido e o senhor me acorda com 2 tapas na porta e um JACOB gritado.
–É, com certeza, ela é bem mais delicada, mas acho que nesse seu bom humor tem muito mais do que apenas delicadeza na hora de acordar... – Billy sorri olhando pra nós. Jacob levanta a sobrancelha e me olha de lado.
– E a nossa caminha? Já desistiu?- ele muda de assunto.
–Claro que não. – sorrio.
Terminamos de arrumar a cozinha. Um amigo de Billy vem busca-lo e o leva para uma pescaria no rio, ficamos só Jake e eu na casa. Seguimos andando até a praia, o sol está um pouco tímido atrás das nuvens e a brisa do mar é mais gelada do que eu esperava. Enquanto caminhamos, Jake olha mais para o mar do que pra mim. Chegamos a umas pedras grandes e nos sentamos. Cruzo meus braços para tentar me aquecer. Jacob ri e envolve seus braços ao meu redor.
–Você nem disfarça que vem do Arizona né.
Seu calor me aquece instantaneamente. Encosto minha cabeça em seu ombro enquanto olho para o mar.
–por que você é assim Jake?
–Assim como?
–Assim, tão quente?
Ele sorri.
–Normalmente as garotas esperam uns 3 encontros pra me perguntar isso... –ele fala brincando.
–Seu bobo, to falando do calor. Parece que voce está sempre com febre...
–Eu não sei.. Todos os garotos são assim, acho que é da genética da etnia sei lá.
–E vocês parecem escutar mais do que o normal também.
Ele ri.
–Acho que somos super-heróis.
Rio também, deve ser coisa da minha cabeça.
No caminha da volta, conversamos um pouco sobre a família dele. Sobre sua irmã Rachel e sua mãe falecida há muitos anos. Entramos em casa, retiro meu tênis e sento no sofá de meias, Jake liga a Tv e vai até a cozinha buscar água. Seu celular fica no sofá, e antes que ele voltasse ele toca. Não resisto e vejo no visor o nome Carol. Ele chaga em seguida e atente em pé.
–Oi... To...Hoje não rola, já tenho outro compromisso... é... Tchau.
Ele senta-se ao meu lado.
–Jake, eu vou pra casa. Não quero te atrapalhar, não precisa cancelar seus compromissos.
Ele me olha fixamente.
–Ainda não quero que você vá. Eu não tenho nenhum outro compromisso. E além do mais você é quem vai fazer nosso almoço hoje. – sorri.
Sorrio também.
Depois de algumas horas, nós vamos para a cozinha. Jacob diz que quer comer panquecas de frango, então nós dois nos empenhamos no almoço. Depois de muitas risadas e bagunça, almoçamos.
– Você não tem cara de quem cozinha bem! Na verdade achei que ia ficar horrível, mas você me surpreendeu.
Sorrio.
–Tenho muitas qualidades que você nem imagina. – sorri e olhei para ele.
Seu olhar ardente me tirou o folego mais uma vez. Ele cerrou os dentes e sua mandíbula se sobressaiu no maxilar. Ele ficou em silencio e logo desviou o olhar. Umedeceu os lábios com a língua e sorriu sorrateiramente.
–Acho que você subestima minha imaginação. – voltou seu olhar ardente sobre mim.
O folego que eu já não tinha se foi de vez. Ninguém mandou brincar com fogo.
Desvio meu olhar e me levanto levando as louças até a pia. Enquanto eu lavava, ele secava e guardava. Depois nos deitamos cada um em um sofá e pegamos no sono.
–Hey preguiça acorda!.
Quil me faz cosquinhas nos pés. Abro os olhos e estão todos lá, me olhando curiosos.
–Ta fazendo o que aqui? – Seth não hesita.
–Estava dormindo até vocês me acordarem.
Jake ainda esta dormindo. Embry joga uma almofada nele e ele também acorda.
Clarie me olha com um sorriso do tamanho do mundo, e assim que me sento ela senta ao meu lado e levanta as sobrancelhas.
–Para com esse olhar... -Falo baixinho.
–Depois a gente conversa. – ela fala entusiasmada.
–Quer dizer que minha amiga vem morar na minha cidade e passa mais tempo com meu outro amigo do que comigo?- Quil senta ao meu lado.
Sorrio timidamente, Jake senta no sofá e me olha. Embry o abraça pelo ombro e sussurra alguma coisa em seu ouvido sorrindo. Ele ri e abaixa a cabeça. Seth também ri. Jake sussurra outra coisa no ouvido de Embry e ambos riem. Olho com os olhos cerrados pros dois.
–Minha mãe vai fazer peixe assado lá em casa para a janta, e é pra todo mundo ir lá. – Seth se manifesta entusiasmado.
–Demorou. – Embry
Conversamos durante uma hora mais ou menos e decidimos ir para a casa do Seth. Pego minhas coisas no quarto de Jake e saímos para a varanda.
–Vamos? –Jake me chama.
–A Anna vai com a gente! Temos que contar uma novidade. Depois Você leva ela pra casa Jake, desgruda um pouco! – Quil fala fingindo cara de bravo me puxando pra o carro dele. Jake ri e entra em seu carro, nós fazemos o mesmo. Vou no banco de trás, Quil e Clarie na frente. Assim que saímos:
–e então, qual é a novidade? – pergunto.
–Você é que vai nos contar mocinha...- Diz Clarie.
Faço cara de desentendida.
–O que esta rolando?? – Ela pergunta animada.
–Han?! Não tem nada rolando.
–Desde que horas você está na casa do Jake?- Quil interrompe.
–Desde ontem...
–Oi?? Vocês dormiram juntos? – Diz Clarie empolgada
–Nãao. Eu dormi no quarto e ele na sala, hoje fomos à praia, almoçamos e dormimos ai vocês chegaram.
–E por que você dormiu lá?- Quil me olha pelo espelho.
–Porque... eu estava meio triste ontem, e ele não quis me deixar sozinha, então fomos até a casa dele e assistimos um filme com o Billy.
–Ai que fofo! – Clarie bate palmas.
Faço cara de tédio.
–Jake está muito mudado. Ele está mais bem humorado, mais feliz. – Clarie fala virando para traz pra me olhar. – E esse brilho nos seus olhos também é inédito pra mim.
–Ai Clarie! Ninguém merece você!
Chegamos todos juntos na casa de Seth. Sua mae Sue vem nos receber na porta. Ela cumprimenta todo e Seth me apresenta.
–É um prazer querida, seja bem vinda!
Agradeço, atravessamos a casa e chegamos ao quintal nos fundos. Billy esta lá junto com seu amigo de pescaria e a irmã de Seth, à qual ele me apresenta também. Depois chegam mais algumas pessoas que estavam na casa do Jake no dia da fogueira. Depois de jantarmos o pessoal não se demora a ir embora, já que amanha é segunda feira. Na hora de ir, devolvo o casaco que a Leah irmã do Seth havia me emprestado. Vou embora com Jake. Durante boa parte do caminho ficamos em silencio, até que ele me olha por um tempo e pergunta.
–Qual era a novidade? É segredo?
Demoro para entender sobre o que ele está falando.
–Ah!... na verdade eles só queriam saber por que, e desde quando eu estava na sua casa.
Ele riu.
–Claro, como eu não pensei nisso?
Sorri. Não demora e chegamos na minha casa. Jacob desce e me acompanha até a porta dessa vez. Paramos de frente um para o outro.
–Você vai ficar bem? Se quiser pode dormir la em casa de novo...
–É claro que vou Jacob. Não precisa se preocupar, de verdade. Eu agradeço muito o que fez por mim, já estou bem melhor.
Me aproximo para abraça-lo. Seus braços circundam minha cintura, mais firmes do que em um abraço comum, sinto seu rosto se aproximar do meu pescoço, ele respira fundo. Arrepio-me, meu coração acelera e o calor viciante do seu corpo aquece meu corpo por completo. O abraço é demorado, seus braços se afrouxam um pouco e seus lábios tocam minha bochecha em um beijo demorado.
–Durma bem – Ele sussurra.
–Obrigada Jake, por tudo! – Sussurro novamente. Ele se afasta sem me olhar. E vai embora. Entro em casa, minhas pernas quase não me aguentam. O perfume dele está em mim, parece que seus lábios ainda estão em meu rosto e seus braços ao meu redor. Eu, definitivamente, nunca senti isso.
Na manha seguinte, chego mais cedo à empresa. Nancy chega em seguida e conversamos um pouco antes que os outros chegassem, ela me mostra fotos dos dois filhos e conta sobre como conheceu Billy e Jacob através de seu marido. Trabalho a manha inteira e quando o dia chega ao meio vou almoçar com Quil, os outros não puderam almoçar em La push por que haviam ido a Forks a trabalho. Embry e Seth também trabalham na oficina de Jake. Durante o almoço conto ao Quil sobre tudo o que aconteceu com Jake, sobre eu ter falado sobre o acidente e tudo mais. Ele fica feliz que eu tenha conversado com alguém.
Durante a tarde o trabalho se intensifica e quando vejo já é hora de ir para casa e é o que faço. Antes disso dou uma carona para Nancy e a deixo em sua casa também.
Eu estava preparando meu jantar quando meu telefone toca. Jacob fala com voz ansiosa.
–Oi
–Oi
–Você esta bem Anna?
–Estou, e você? Como foi seu dia?
–Melhor agora. Foi bem cansativo, na verdade acabei de chegar. O que está fazendo?
–Estou terminando meu jantar... Já comeu?
–Ainda não... vou comprar alguma coisa, mau pai jantou na Sue..
–Se quiser, eu fiz bastante comida..
–Imagina, não quero te incomodar.
–Não é incômodo. É retribuição pelo que tem feito.
Ele fica em silencio por um tempo, posso ate sentir sua hesitação.
–Ta bem... Chego em 15 minutos.
–ok.
Desligo o telefone e fico olhando para o nada por um tempo. Desde que cheguei à cidade, tenho visto Jacob todos os dias. É como uma rotina agora, e essa aproximação me preocupa um pouco. Tudo tem acontecido rápido de mais.
Enquanto arrumo a mesa, ouço o carro de Jacob se aproximar. Ele estaciona, caminha até a porta e toca a campainha. Ao abrir a porta, ele está bem ali na minha frente, com os olhos sobre mim. Ele se aproxima, beija meu rosto e entra.
Ele tira a jaqueta de couro e a coloca sobre o sofá.
–O cheiro está muito bom..
–Espero que o gosto também! Vamos comer, já está tudo pronto.
Nos sentamos á mesa e comemos. Ao terminar ele fica me olhando.
– Acho que me acostumei de mais a ver você. Hoje quando cheguei em casa parecia que o dia estava incompleto. Não podia terminar sem que eu olhasse pra você.
Ele desvia os olhos para a janela. A escuridão cobria a floresta.
–Acho que vou acabar me ferrando nessa história. – Ele volta a olhar pra mim com olhos inquietos. Bebo o restante de vinho que sobrara em minha taça e olho pra ele também.
–Dê a cada dia o seu próprio mal, Jake. Não sofra por antecipação.
Ele olha para baixo, sorrindo ironicamente.
–Essa não foi uma resposta muito animadora.
–E qual seria?
Ele me olha surpreso, pensa por um instante.
– Um “tudo vai dar certo” seria melhor.
Coloco minha mão sobre a dele.
–Tudo vai dar certo.
Ele sorri e levanta levando os pratos até a pia. Depois de arrumarmos tudo Jake decide ir descansar, pois teve um dia longo. Na despedida todas as reações que acontecem quando ele me abraça forte se repetem novamente. Durmo pensando nele e sonho com a praia em frente a sua casa.
A rotina segue no dia seguinte e na hora do almoço chego atrasada ao restaurante como sempre. Eles já estão todos lá. Logo após minha chegada, Big J vem até a mesa e me entrega um bilhete.
“Desculpe-me o atrevimento, mas não resisti a seus encantos. PRECISO saber se a moça que tem roubado meus sonhos Já despertou a paixão de algum desses caras sortudos que sentam em sua mesa. Se não, a minha está a sua disposição.”
Sorrio ao ler. Os meninos param de conversar. Quil imediatamente toma o bilhete da minha mão, e o passa de mão em mão até que todos tenham lido, mesmo contra minha vontade. Então Quil, querendo me sacanear pergunta me olhando e sorrindo cinicamente.
–E aí, estamos curiosos. O que você vai responder?
Olho para o bilhete em minhas mãos. Levanto a cabeça e olho para eles.
–Na verdade a pergunta é pra vocês. Eu não tenho como responder.
Seth ri.
–Mandou bem! – estende a mão para me cumprimentar.
Coloco o papel e a caneta sobre a mesa.
Quil pega o papel e escreve alguma coisa, depois o entrega a Jacob que escreve umas 3 linhas de texto, ele entrega o papel diretamente ao Big J e faz algumas recomendações sussurradas a ele.
Ele leva o papel. Ficamos todos em silencio.
–Vocês nunca vão me contar o que escreveram não é?
Jacob sorrindo balança a cabeça negativamente.
Pedimos o almoço e comemos, assim que terminamos, Big J trás outro bilhete e me entrega em mãos. Todos ficam em silencio.
“Lamento ter chegado atrasado”
Fiquei sem saber o que pensar ao ler, e novamente Quil o pega da minha mão. Dessa vez não me oponho, o bilhete passa por todas as mãos e para nas mãos de Jake. “Sinto muito ter chegado atrasado”. A frase ecoa em minha mente. Todos continuam calados. Jacob sorri ao ler o papel, em seguida serra os dentes. Então seus olhos levantam e fixam-se em mim, levanto uma de minhas sobrancelhas. Ele não responde nada, e age como se não precisasse responder. Dobra o papel e o coloca no centro da mesa. Depois de algum tempo em silencio. Pego minha bolsa do encosto da cadeira.
–Bom... a gente se vê por aí.
Levanto, se sigo até o caixa, pago a conta, Big J sorri e inclina a cabeça para a direção de uma mesa com alguns rapazes.
–O de verde — ele sussurra.
Olho disfarçadamente. O rapaz era bonito, pele branca, tinha cabelo preto, não dava pra vê-lo de frente, só de perfil. Volto-me para Big J, pego meu troco e sorrio.
Ao virar para sair esbarro com Jacob bem atrás de mim.
–Curiosa?- ele sussurra
–Mais com o que você escreveu do que com o rapaz que fez a pergunta. – sussurro de volta e saio do restaurante. Ao andar até o carro quase sinto seu olhar em minhas costas. Dirijo até a Vermont, chegando lá, Nancy me fala sobre uma visita que teria que fazer até a marina, para elaborar o relatório de exportação. Então pego meu material e vou. A marina de La Push é pequena, porem bem movimentada. Tirei algumas fotos, conversei com os portuários e os fiscais da Vermont que trabalham aqui. Enquanto conversava com um rapaz que era controlador de tráfego no porto ele pergunta.
–você é nova aqui na cidade?
–Sim.
–Veio de onde?
–Arizona – Sorrio.
–E como se chama, essa moça tão bonita.
–Annabele.
–Annabele, você tem planos para essa noite?
Rio. O rapaz é bem ousado, ousado até de mais.
– Na verdade eu tenho que produzir esse relatório.
– Que pena. Você trabalha com o que?
–Sou... Administradora.
–Legal, será que a gente não pode combinar de sair um outro dia? – ele sorri me encarando. Olho para o porto, o vento é forte e meu cabelo não para quieto. Coloco meus óculos escuros.
–Talvez, quem sabe? – estendo a mão para cumprimenta-lo. – Foi um prazer...?
–Marco, Marco Flery. – ele estende a mão e me cumprimenta.
–Annabele Vermont. – digo.
–Vermont? Da Vermont Company?
–É. Até mais.
Ele acena com a mão sorrindo. Acho que ficou tão surpreso com o sobrenome que esqueceu de pegar meu telefone. Vou andando em direção ao carro quando ele grita.
– Annabele, será que você pode me passar seu número?
Não teve jeito. Passo o numero pra ele, e ele me dá um toque para confirmar que eu passei o certo. Depois vou embora direto para o escritório. Em minha sala eu começo a produzir o relatório e anexar as imagens. Quando percebo Nancy bate à porta e avisa que já está indo, decido ficar mais uma hora e terminar o trabalho, quando estou terminando a revisão Seth me liga.
–Anna, eu e o Embry vamos te buscar pra gente ir à casa de Clarie. Esta em casa?
–Não, eu estou no escritório.
–Está de carro?
–sim, pode deixar que eu vou. O que vai rolar lá?
–A Clarie comprou um whisky e convidou a gente pra tomar. Mas janta antes de ir tá. – Ele ri. – A Clarie não é boa cozinheira.
Rio também.
–Ta bem, daqui a pouco eu vou.
–Anda logo por que já estamos indo.
–oook.
Termino a revisão e mando para meu pai. Pego meu casaco e bolsa e vou para o carro. Passo em uma lanchonete que fica bem perto da Vermont e como um x-burger. A senhora que me atende é bem amigável. Ela fala bastante e tem um sotaque engraçado. Depois de comer ela ainda me dá uma um doce de sobremesa e diz que é pra voltar sempre, seu nome é dona Rose.
Resolvo passar em casa e tomar banho, Seth me liga novamente.
–O Wisky já está acabando, cadê Você?
–Calma, já estou indo.
Pego outros 2 litros de whisky que tenho em casa e sigo para a casa de Clarie.
Ao chegar estão todos sentados em frente da casa. Tem uma garota a mais que não conheço que deve esta com Embry e a irmã do Seth também esta lá.
Desço do carro e Embry grita.
–O Wisky já está quase no final Arizona Girl.
–Isso não vai ser problema.
Pego no banco de trás as garrafas. Seth vem me ajudar. Embry bate palma.
Cumprimento a todos e sento no banco ao lado de Seth. Que logo em seguida me trás uma dose, estou bem na frente de Jacob na roda.
–Beleza agora a gente já pode começar. – Quil levanta.
–Começar o que? – pergunto a Seth.
–Vamos fazer uma brincadeira, porque esta muito parado aqui. Cada um vai falar algum segredo e ai todo mundo vai dizer se já fez ou não.
Rio. Fala sério, era só o que me faltava. Bebo um gole grande da dose.
–Começa pelo Embry, vai logo!
–Tá bom – Embry levanta. – Na semana passada eu transei com 5 garotas diferentes. – ele bate no peito. Todos riem, a menina que está com ele não gosta muito. E como ela é a próxima ela levanta e fala.
–O Embry ta achando que vou dormir com ele hoje e ai vai o segredo: eu na verdade vou direto pra casa e se ele quiser, ele liga pra uma das 5.
A risada ainda é maior. Quil levanta.
–Bom acho que ninguém já viveu o segredo desses dois. O meu segredo é que eu perdi a virgindade aos 15 anos.
Embry levanta sua mão.
–Eu também irmão.
Clarie levanta.
–O meu é que eu já fumei maconha na faculdade.
Todo mundo ri. Embry, Quil e Jake levantam a mão. Quil olha pra mim.
–Anna, não pode roubar.
Levanto a mão também rindo. Jake me olha com um sorriso de lado.
Leah levanta.
–Meu segredo é que transei com mais de 5 caras durante a faculdade.
Clarie não levanta a mão, nem a outra garota. Todos olham pra mim.
Levanto a mão.
–Beleza galera vamos contar uns segredos mais diferentes aí, tipo pular de paraquedas ou casar em Las Vegas. – digo aumentando ainda mais nossas risadas.
É a vez de Jacob.
– Meu segredo... é que eu sempre demorei de mais pra me apaixonar, mas isso vem mudando de uns tempos pra cá. – Ele levanta os olhos do chão e olha diretamente pra mim. – E as vezes isso não é bom.
Todos se calaram por alguns instantes, Clarie me olhava com um sorriso contido. Para quebrar o clima, Seth levanta em seguida e fala.
–O meu segredo é que estou ficando com uma garota da escola, mas ela tem um namorado. Eu sempre me ferro.
Todos riem. Embry fala rindo:
–Pelo menos está ficando com alguém né.
Seth senta e todos voltam seus olhares para mim.
–Pensa bem Anna, tem que ser um segredo que ninguém saiba, nem eu. – Quil me adverte.
Penso por um tempo.
–No verão passado... eu fiz uma tatuagem.
Quil estreita os olhos e me questiona.
–é serio?
–claro.
–então mostra.
–não vou mostrar, é uma tatuagem muito particular.
–É em algum lugar secreto? – Embry me olha maliciosamente.
–Não. A tatuagem fica nas costas, é relativamente grande. Não vou mostrar porque tem um significado muito peculiar.
–Qual é Anna, não vai nem falar o que é? — Seth me indaga.
–Não, algum dia vocês vão ver. Além do mais é pra contar um segredo só. – falo sorrindo.
Jacob me olha com um sorriso de canto. Bebo um gole da minha bebida e desvio meu olhar.
Depois de mais algumas horas jogando conversa fora, decidimos ir pra casa. Nos despedimos de Clarie e enquanto caminhamos para o carro Jacob vem ao meu lado.
–Nada mal pra uma segunda a noite, não é?
Sorrio. Ele sorri também e leva sua mão ao meu rosto e retira uma mecha de cabelo da frente dos meus olhos. O restante das pessoas já foi embora. Ele segura minha mão e me puxa para um abraço.
– Vai ficar bem sozinha hoje? – ele pergunta em meu ouvido. Sinto meus pelos se arrepiarem.
–Vou.
–Se mudar de ideia, minha cama me falou que sentiu sua falta.
Rio.
–Obrigada Jake, avisa pra ela que qualquer dia eu vou visita-la.
Ele me solta.
–só não demora muito, porque o dono dela também sentiu sua falta por lá.
Sorrio de um jeito provocador e estreito os olhos. Ele serra os dentes, e coloca as mãos no bolso.
– Boa noite Annabele Vermont.
–Boa noite Jacob Black.
Ele abre a porta do meu carro e eu entro. Depois ele segue para o carro dele e vamos cada um para um lado
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