Notas iniciais
Boooooa Tarde leitores divos!!!! Bom, queria avisar uma coisa: eu estou programando a postagem desse capítulo e de próximo, porque vou ficar de hoje (sexta) até domingo que vem eu um negócio de Páscoa (lê-se: sem internet) Queria me desculpar muitíssimo mas não vou poder responder os comentários de vocês muito logo não. Prometo que, no domingo que eu chegar (dia 5), apesar de eu estar toda enrolada com a escola, respondo toodos eles, ok? Muito Obrigada por entenderem amores, juro que vão ter caps extras que compensam.... Boa Leitura!

– C-como assim fugiu? – eu gelei. A ideia não conseguia entrar em minha mente, eu simplesmente não podia processa-la. Julia fugiu? Como? Para onde? Meu Deus como eu não tinha me tocado antes! Se FZ estava com as mochilas, Julia não poderia ter ficado no quatro, merda!

– Fugiu, desapareceu, puf, sumiu – FZ parecia tão indignado quanto eu. Não acreditei que ele havia demorado tanto para me contar. Se bem que...se ele tivesse me contado antes é...nada daquilo teria acontecido. Me repreendi mentalmente, eu devia estar vermelha como o tomate e não foi bom FZ ter escondido isso de mim. Depois de longos segundos, ele me olhou e completou – E eu vou saber para onde ela foi, contava com você para isso!

– Que droga! Quando você chegou no quatro, ela não estava mais lá? – perguntei o óbvio, xingando baixinho. FZ acenou com a cabeça, comecei a notar traços de preocupação em seu semblante. Ele batucava os dedos na perna e mordia o lábio inferior, claramente ansioso. Respirei fundo – Merda, onde ela se meteu?

– E você acha que eu faço ideia? – FZ disse, arqueando as sobrancelhas e apontando para si mesmo. Revirei os olhos, se ele não sabia, quem mais sabia? Respirando fundo, eu dei um ponto final sobre o-que-nós-vamos-fazer.

– Você é o irmão, você deveria saber – respondi, dando de ombros. FZ me encarou com uma expressão séria, como se me perguntasse “Sério, que merda vamos fazer?”. Suspirei e continuei – Certo, vamos procura-la agora mesmo, deixa eu só... – enquanto eu estava falando, percebi que estávamos na escuridão completa.

Meus olhos já haviam se acostumado, por isso eu não notei. Mas, naquele momento, precisávamos de luz. Fiz sinal para que FZ esperasse e ele me olhou confuso. Desci alguns degraus da escada me apoiando no corrimão e tateando de vagar.

Primeiro achei a minha lanterna, e, depois, a acendi para encontrar a de FZ. Descendo mais um pouco, eu achei outra lanterna caída e subi para entrega-la a FZ. Enquanto subia, esbarrei em meu tênis e minha meia. Só então entendi o calafrio que subia pela minha perna. Peguei o tênis na mão e dei a lanterna para FZ. Ele a acendeu, iluminando o ambiente .

– Só vou calçar os tênis e nós vamos procura-la, ouviu? – determinei, e sentei eu um degrau da escada, iluminando meu tornozelo com a lanterna. O sangue já havia sido estancado, e o corte doía só um pouco. Iluminei a meia e decidi deixa-la ali mesmo, eu tinha outras na mochila. Mas a vontade de pega-las estava pequena e eu estava um pouco cansada, por isso, só calcei o tênis mesmo.

– Ouvi. Mas não podemos procura-la. Não agora – FZ me contradisse com um pequeno sorriso nos lábios. Larguei os cadarços na hora e me virei para FZ, apontando a minha lanterna para ele. Tudo em minha expressão de desânimo dizia que eu não havia gostado nem um pouco da ideia de não a procurarmos.

– E qual é a sua sugestão maravilhosa, hein? Que a deixemos solta por ai? – terminei de amarrar os cadarços em um nó duplo e me levantei em um pulo. FZ continuou inexpressivo, eu suspirei e joguei os braços ao lado do corpo, em uma expressão preocupada. – Merda, nós não devíamos ter...

– ...deixado que ela viesse junto. É eu sei. – FZ completou a frase por mim, como se tivesse tirado as palavras da minha boca. Deixei que um pequeno sorriso surgisse em meus lábios, telepatia era algo realmente assustador e fofo ao mesmo tempo. Vi que ele sorria também, e nenhum dos dois parecia disposto a entrar na briguinha de “foi culpa sua”.

– Ta, mas qual é desse papo de “não vamos procura-la”? – eu questionei, balançando a cabeça. Nós não tínhamos tempo para “coisas fofas”, não agora. Vi FZ morder o lábio, relutante em especificar o motivo.

– Bom, digamos que...Pra começar, o “povo do departamento” já está muito desconfiado. – ele começou, suspirando. Fiz sinal para que ele continuasse – Depois que você deu um murro na Nita, aquele cientista que tinha nos dito que poderíamos ficar, me disse pra sair daqui o mais rápido possível. Eu estava preocupado com você, mas fui no quarto para pegar as mochilas antes, e adivinha? A cama de Julia estava desfeita, ela havia pegado algumas coisas na mochila e não deixou nem um bilhete de despedida. O que eu fiz? Fiquei desesperado. Quase entrei na sala que você tinha entrado, mas vi uns caras estranhos saindo de lá. Peguei as mochilas e comecei a procurar por vocês duas até te encontrar. – FZ parou e, com um sorriso, acrescentou – Te encontrar apontando uma arma pra mim é claro, a recepção mais carinhosa que eu já recebi.

Eu soltei uma risada alta e meio estranha. Não sei se era porque eu estava muito feliz minutos atrás, porque FZ tinha realmente dito uma coisa engraçada ou se era o sono falando. Balancei a cabeça, foco Anna, foco, nós tínhamos que encontrar Julia antes de ficar de gracinha.

Suspirando, sentei no degrau e coloquei a cabeça entre as mãos. Eu não conseguia pensar direito. Eu estava com frio, cansada, assustada e, pra completar, preocupada com Julia. Bom, pelo menos o frio eu posso resolver, pensei, puxando a minha mochila para o colo e tirando um casaco lá de dentro. Assim que o vesti meu corpo inteiro pareceu despertar.

– FZ? – chamei, quase sussurrando – E se ela estiver com os que me capturaram? – perguntei, levantando uma das piores possibilidades que eu podia pensar. Ouvi FZ se sentando ao meu lado, mas continuei de cabeça baixa, me remoendo por ter tido a “brilhante” ideia de fugirmos para o departamento. Eu nunca havia me sentido tão impotente, como se tudo acontecesse ao meu redor e eu não pudesse fazer nada para impedir.

– Eu acho que não está– ele disse, após alguns segundos. Senti seu braço passando por cima de meus ombros e me abraçando de lado. Virei me rosto até que nossos olhos se encontrassem e murmurei um “porque?”. Tomando folego, FZ respondeu – Porque primeiro, ela fugiu por vontade própria. Segundo, eles não teriam motivos para captura-la e terceiro, eu acho que sei onde ela está.

– Onde? – perguntei com uma animação súbita, quase pulando. FZ me olhou de lado depois de tirar o braço de meus ombros, como se dissesse para eu pensar a respeito. Mordendo o lábio inferior, comecei a raciocinar – Ela deve ter fugido porque a deixamos no quarto, sem nada pra fazer. Então, Julia deve ter ido atrás do seu objetivo: uma “aventura”. Ai meu Deus, onde ela foi se meter?

– Bom, o que quer que ela tenha aprontado... – FZ continuou, em um tom visivelmente mais calmo do que o meu. Olhei para ele de forma ansiosa, o que mais ele sabia? – Só tem um lugar em que ela pode ter parado... – ele completou deixando uma tensão no ar. Eu demorei três segundos para entender.

– Matthew! – respondi, entusiasmada. FZ sorriu. É claro que, o que quer que ela tenha aprontado, levaram-na para Matthew, o “chefe” daquele lugar. Senti um sorriso chegando aos meus lábios, aquela era a melhor suposição que eu já ouvira.

– Enquanto eu rodava o Departamento inteiro te procurando, passei pelo escritório dele, eu sei onde fica – minha vontade era de gritar de felicidade. Ótimo, as coisas finalmente estavam dando certo! FZ sorria também e eu me levantei em um pulo, apanhando minha mochila no ato.

– Vamos lá agora mesmo, quanto antes formos “resgatar” Julia melhor! – e disse, com o entusiasmo pulsando em minhas veias. De repente, um grande bocejo interrompeu o ar e eu tive que piscar os olhos para me manter lúcida. Meu tornozelo não doía mais, mas o cansaço estava me dominando de novo.

– Acho melhor deixarmos para amanhã... – FZ começou, se levantando também. No momento em que eu abri a boca para contesta-lo ele se explicou – Quer dizer, nós dois estamos cansados. Eu não acho que Matthew esteja trabalhando as quatro da manhã, ou que tenha alguém em seu escritório. E, além do mais, as pessoas que te prenderam devem estar te procurando por aí. Não podemos arriscar.

Mordi o lábio e pus-me a pensar sobre o que ele havia dito. Era verdade, quase tudo. Porém, antes que eu pudesse responder, FZ bocejou também, deixando claro uma coisa: nós precisávamos dormir.

– E tem a arma – comentei, após alguns minutos. Balancei a cabeça, eu já estava com muito sono. – Esquece, temos que dormir. E, pressuponho que tenha que ser aqui, né? – perguntei, já meio sonolenta.

– É... – FZ respondeu, sentando de vagar no degrau. – Quer que eu tente olhar a arma? – ofereceu. Tive vontade de rir, eu sabia que ele nunca tinha tocado em uma arma. Lancei um olhar zombeteiro a FZ e ele admitiu, balançando a cabeça – Ok, eu sei tanto quanto você sobre...Isso.

– Ela está ali se precisarmos – eu disse, apontando a lanterna para o carto enquanto me sentava também, do lado de FZ. Bocejei de novo, pronta para me encostar na parede e cochilar como eu conseguisse, mas antes, tive que perguntar – Tem certeza que Julia está segura? – FZ mordeu o lábio e ponderou um pouco antes de responder.

– Falando a verdade? Não, eu não tenho certeza – fechei os olhos, ambos estávamos confiando cegamente no destino. – Estou tão preocupado quanto você, Anna – respirei fundo. Não adiantava insistir, não podíamos fazer absolutamente nada naquele momento.

– Certo, vamos dormir – decretei, após alguns minutos. Sem esperar que FZ respondesse, fui pegando a minha mochila para usar como travesseiro. Meu plano era que nos ajeitássemos como desse naquele vão que interligava os lances de degraus.

– Não – FZ segurou o meu braço, enquanto eu me ajeitava. Parei o que eu estava fazendo e lancei um olhar interrogativo a ele. – Deita no meu colo, eu não vou dormir mesmo – ele ofereceu e, como que para desmentir a sua fala ele bocejou involuntariamente no segundo seguinte. Soltei uma risada sonora e balancei a cabeça.

– Você vai dormir FZ – disse, ainda rindo. Ele deu de ombros e puxou a sua mochila para usar como travesseiro também. Enquanto nos ajeitávamos em uma posição confortável ele me lançou um olhar que dizia, claramente, “O problema é o sono ou o meu colo?”.

Meu estômago borbulhou. Será que, depois de tudo que passamos eu acho que deitar no seu colo é íntimo de mais? Revirei a minha mente com a pergunta até que decido esquecê-la. Em resposta para ele, revirei os olhos. Quando finalmente deitamos no chão duro, com nossos rostos a dez centímetros um do outro, eu disse:

– Boa Noite – minha voz saiu falha e meus olhos estavam turvos, quase perdendo para o cansaço. Mas, antes de cair no sono, escutei FZ sussurrar com sua voz doce cortando a escuridão que nos cercava:

– Boa Noite.

Notas finais
E aí, o que acharam!!! Comentem e eu prometo que respondo assim que der!!! Aí vai um trechinho do cap 24: "– Na cabeça? Provavelmente não. – comecei, com a voz relativamente firme. A mulher arqueou as sobrancelhas e eu sorri um pouco antes de continuar – Mas você não precisa daquele braço, não é mesmo? Ouvi um riso abafado e tive vontade de cotovelar FZ. Não era pra ser engraçado, mas acabou sendo. Virei e vi que a mulher não estava mais tão feliz. Meu sorriso triunfante estava prestes a se abrir ainda mais quando a vi puxando algo de dentro da bolsa. O metal refletiu a luz do sol no mesmo momento em que o meu estômago se contraiu. Eu sabia o que ela tinha na mão que para quem iria aponta-la. Seus dedos se encaixavam com perfeição na superfície prateada, como se já tivesse feito aquilo várias vezes. Então, em um piscar de olhos, a mulher tinha uma arma apontada para FZ. – E você não precisa do seu namorado vivo, não é mesmo? – ela ameaçou, com a voz fria como o gelo e sem um pingo de compaixão. O ar pareceu ter se esvaído de meus pulmões e minha mente estava um turbilhão completo. Olhei de canto para FZ , tentando não cair no ato, e vi que ele estava assustado, mas não perdera seu jeito brincalhão. – Ouviu Anna? Ela disse n-a-m-o-r-a-d-o. Com todas as letras, viu?" Bjss!!!!