Notas iniciais
Uma de minhas fanfics antigas sendo repostada :)

Era uma noite chuvosa, Sophia andava pelas ruas, após mais um longo dia em sua faculdade, localizada em Urbis Lamiam. Havia muitas lendas de vampiros naquele local, não que Sophia acreditasse. Afinal, como vampiros iriam existir?

Ela estava quase chegando a seu apartamento, quando sem querer, acabou derrubando o molho de chaves. Quando se abaixou para pegá-las, foi jogada contra a fria parede de pedras que ficava em frente ao prédio, um rapaz loiro, mais alto que ela, a prensava contra o muro, quando se deu conta, parte de sua blusa foi aberta, expondo seu pescoço.

“Minha Deusa, serei morta!” – Os sentidos da jovem gritavam, quando ela sentiu a mordida. “Estou sendo atacada por um vampiro?!” Pouco depois, ela avistou outro, ruivo, um pouco mais robusto, ele tirou o que a mordia de perto, mas era tarde, Sophia desmaiou apenas sentindo o impacto do frio chão contra seu corpo imóvel.

Quando acordei, estava em um grande e luxuoso quarto, deitada em uma cama de casal, as cobertas eram de pura seda, assim como as fronhas, tudo naquele recinto era muito luxuoso! Eu senti uma ardência em meu pescoço, e vi que havia um curativo ali, mas, por algum motivo, eu apenas me lembro de ter derrubado o molho de chaves no chão e sentir uma pancada nas costas, e agora, estou aqui. Eu levantei e me surpreendi por estar vestida com um elegante vestido preto, que ia até meu joelho, e havia uma pequena bota para que eu calçasse (ao menos foi o que pensei).

Corria uma agradável brisa lá fora, andei pelos jardins do palacete. Havia muitas árvores e canteiros, eu avistei uma elegante fonte, que mais parecia uma cachoeira...

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Ao me aproximar, vi que diversos peixes nadavam pelo lago, sentei à beira dele, em cima de uma das muitas pedras, quando toquei a água, estava bem gelada, continuei andando, até achar um pé de amoras, subi na árvore, mas quase caí quando vi um homem me observando.

-Ei! Não vá cair daí de cima! –Ele se aproximou apreensivo

-Não se preocupe, estou me segurando... Aliás, quem é você e que lugar é este?

-Meu nome é Ariel Magnus. E esta... É sua nova casa. –Ele vestia trajes formais, diria até da monarquia francesa, seu cabelo ruivo estava solto, e eu vi seus caninos...

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-Você é um vampiro! –Meu tom de voz foi apreensivo, mas firme. Ele apenas acenou, e um segundo depois estava sentado no galho à minha frente.

–E você também é a partir de agora... Senhorita?

-Sophia Dhellende.

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-Hmm... Teremos que mudar seu primeiro nome, o que acha de Juliani?

-Ficarei com meu próprio nome. –Seus olhos verdes brilhavam, e sua palidez era impressionante.

-Entendo. Quanto quem a atacou. Meu, bem, “irmão”, Chase, não conseguiu controlar a sede e... Bem, sinto muito por isso. –Ele apontou para meu pescoço com uma expressão de culpa.

-E pensar que há um dia eu era apenas uma estudante de química... –Suspirei e o encarei – Para que serve este lugar?

-Exatamente para o que está sendo usada, uma morada de vampiros. –Ele sorriu. –Meus, Hmm, pais. São do conselho de vampiros, então eles disponibilizaram este lugar para mim...

-Quantos são ao todo?

-3, contando comigo. –Ele desceu de árvore e estendeu os braços. –Ajuda?

-Aceito. –Quando vi, já estava no chão.

Ariel me mostrou cada canto do palácio, e me entregou um mapa, caso eu me perdesse. Ele disse que o antigo dono foi encontrado morto de fome em uma das diversas asas da casa.

-Bem... –Senti meu estômago reclamar – Estou com fome... Onde fica a cozinha?

-Fome? –Ele parecia estranhar. –Tem certeza disso?

-Sim, meu estômago está reclamando, preciso comer algo. Por quê?

-Porque vampiros não sentem fome. Só sede, mas apenas dias depois da transformação. –Ele arregalou os olhos e saiu correndo.

-Ei! Ariel! Não me deixe falando sozinha! Droga! –Fui atrás dele, e o encontrei na biblioteca, onde havia diversos pergaminhos em cima de uma mesa, Ariel os estava analisando.

-Droga, droga, droga! –Ele sentou-se na cadeira, bagunçando os cabelos ruivos

-O que foi Ariel? –Ele me olhou com certa apreensão, levantou-se, ficando a minha frente.

-Você é uma mestiça... –Ele disse

-Mestiça? O que é isso? –Ele pegou meu braço e me arrastou pelo palácio, o som de suas botas batendo apressadamente contra o chão de mármore, e sua expressão me diziam que algo estava errado.

-Uma mestiça... É uma humana metade vampiro, metade humana. É muito perigosa por não saber controlar sua sede como os vampiros. Embora na maioria dos casos, ela perca a consciência antes mesmo de sentir sede.

-O que vai acontecer comigo? – Perguntei, ele me olhava com certo... Temor, quando ele me disse, me recusei a acreditar.

-Ou eu mato você, ou eu mesmo transformo você, já que Chase está sem condição.

-Como assim? – Ele gentilmente me conduziu para dentro de um grande aposento, devia ser dele. Era ricamente decorado com tons neutros, e com diversos quadros de paisagens, ele me fez sentar a beira da cama.

-Temo que não dê certo... Há quase cem por cento de chance de você se tornar uma vampira mestiça, basicamente, um vampiro que suga o sangue de outros vampiros...

-E o que vamos fazer? –Ele me encarava.

-Se me permitir posso tentar transformá-la do jeito certo.

-Não tenho escolha. Vá à fren... –Senti meu pescoço ser perfurado novamente, mas desta vez a sensação foi diferente, eu não senti dor, ou aquele frio que senti de primeira vez. Eu me sentia bem, e confortável nos braços de Ariel, eu suspirei, e decidi que era melhor me deixar levar pela sensação do torpor em minha mente, embora eu me sentisse angustiada, pressionada para ser exato...

Quando acordei, me senti desorientada por alguns minutos, só depois percebi que Ariel me segurava, sua camisa tinha um pouco de sangue, e ele me olhava com aqueles olhos brilhantes dele.

-Como se sente? – Ele me fitava de certa forma arrependido por ter bebido meu sangue.

-Um pouco tonta, mas nada de mais... –Abri um sorriso para ele – O que houve com sua camisa?

-Nada de mais... Apenas algumas gotas de sangue. Olhe-se no espelho.

Quando fiquei de frente ao espelho, vi o que ele tinha dito: Estava quase tão pálida quanto papel, meus olhos continuavam da mesma cor: Castanho-claros, mas com certo brilho a mais, quando sorri, vi os caninos pontiagudos, embora fossem menores do que imaginei.

-Eles saem pra fora no momento do ataque. Até lá, se parecem com caninos normais...

-Aaah... – Estava escuro lá fora, lua cheia, pelo visto fiquei adormecida o dia inteiro, quando me virei para falar com Ariel, ele estava trocando a camisa. – Ei!

-Hã? O que foi? –Ele me olhava, eu podia ver o tórax dele, e as cuecas também, maldito hábito de usar as calças lá em baixo!

-Não fique seminu na minha frente! –Eu cobri os olhos com as mãos, e instantes depois ouvi gargalhadas. – Por que está rindo? Não tem nada de engraçado nisso! – Ele tirou as mãos da frente de meu rosto, me forçando a olhar pra ele. Ele vestia uma calça preta, rasgada no joelho direito, com uma corrente, uma camisa com as mangas arrancadas, com um dragão vermelho, e um All Star cano longo preto.

-Acostume-se. –Ele disse sorrindo de forma maliciosa – Posso espiar você quando... –Eu lhe dei um cascudo na cabeça, me impressionado pela força, pois o fiz bater o rosto no chão. –Ai! Por que fez isso?

-Pervertido. –Eu saí do quarto, deixando-o com seu sorriso metido para trás.

Encontrei algumas roupas no meu quarto, e vesti uma calça jeans xadrez cinza, uma All Star preto com caveiras, e uma camisa do Nightwish, além de pôr aqueles braceletes com tachas.

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Notas finais
Bem, não esqueçam dos reviews, o que é perder uns cinco minutos do seu tempo em fazer alguém feliz? ;D