Notas iniciais
Um novo personagem! =D~

Quando saí, os portões estavam abertos, então resolvi dar uma caminhada pela cidade, eu vestia um sobretudo preto por cima, já que estava frio. Encostei-me na beirada de uma ponte, que passava por cima de um rio, onde eu costumava brincar com meus amigos na infância.

Certamente que aquele palacete era-me familiar, havia um garoto que morava lá, sozinho, com seus criados. Diziam que seus pais haviam morrido, e o garoto tinha herdado tudo, ninguém chegava perto da casa do garoto, por medo. Eu fui a única a entrar na mansão, na época tinha um pé de amoras vermelhas perto do muro, eu pude pular para o outro lado com facilidade, e ao explorar o local, acabei encontrando o garoto sentado na beira de uma cachoeira, brincando sozinho. Quando me viu, ficou com medo, mas logo deixou que eu me aproximasse.

Seu nome era Alexander Colt, incomum não? Ele me disse que tinha 12 anos na época (dois anos a mais que eu). Que ele vivia sozinho com seus mordomos e faxineiras, e que seus pais trabalhavam fora da cidade. Nós passamos a tarde conversando, e quando voltei, meus pais me deram uma surra por entrar na mansão. Foi quando os boatos de que moravam vampiros lá começaram a se espalhar...

Eu ia todos os dias na mansão, brincar com Alexander, ele me contava histórias onde vampiros eram boas pessoas, e que não machucavam por querer. No início, achei que fosse coisa da cabeça dele, mas ele ficava obcecado por isso.

Foi então que a mansão pegou fogo, todos que estavam dento morreram, e o local ficou desocupado até três anos atrás, quando um nobre reergueu a antiga casa, fazendo pequenas modificações no local, impedindo que alguém entrasse.

A lua refletiu sua luz sobre mim, só então notei: Uma marca de lua minguante na face da mão esquerda, a marca dos vampiros, de acordo com os livros que eu li. Tratei de cobrir minhas mãos com as luvas que eu havia trazido comigo.

Durante vários dias, eu ai até a ponte, eu me sentia melhor, a sede passava e toda a angústia sumia... Mas, em uma noite as coisas foram um pouco diferentes...

-Sophia, é você? – Eu avistei um rapaz, eu o reconheci como Eric, um dos meus melhores amigos antes do ataque.

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-Agora entendi... –Ele sacou uma arma, certamente Eric Edwardian era um caçador de vampiros, e eu sabia bem disso!

-Eric, não faça isso... –Eu levantei minhas mãos, em posição defensiva. – Eu não fiz mal algum!

-É só mais um dos milhares de vampiros que dizem isso... –Ele ajeitou os óculos e quando vi, ele havia sido jogado contra um dos pilares da ponte.

-Você está bem Sophia? – Ariel perguntou, sua postura havia mudado completamente. Os cabelos soltos e desgrenhados, suas roupas, rasgadas (mais que o normal) e seus olhos, completamente vermelhos...

-Estou. O que aconteceu?!

-Apanhei de um urso aqui perto... –Ele disse indiferente

-Urso?! O que fazia lutando com um... Urso. –Então entendi. Vampiros não costumavam atacar humanos, pois atacavam animais! (nada a ver com Crepúsculo!).

-Outro vampiro? – Eric se levantou. – Chamou reforços Sophia? – o Sangue escorria pelo canto de sua boca.

-Na verdade, eu vim por livre vontade. Um Vampire Hunter hã? Há tempos que não vejo um legítimo.

-É de família... – Ele atirou, e Ariel foi ao chão. Eu só percebi que havia arrancado a arma de Eric e o prensado contra o chão depois...

-O que você fez?! –Eu disse, toda a raiva me fazia querer dilacerar o pescoço de Eric. E ele pereceu entender. Eu o joguei contra o pilar, fazendo cair.

-Calma... Vampiros não morrem com tiros. –Ariel disse se levantando lentamente – Aliás... Nem lembro como morremos. Mas, eu sei como ele vai morrer.

Eu senti uma forte pancada nas costas, Ariel havia sumido e Eric estava no mesmo lugar, parece que Chase conseguiu se soltar afinal. Eu me levantei calmamente e chutei a arma de Eric para dentro do córrego que passava por baixo da ponte, ele me olhou temeroso. Certamente com medo de morrer.

-Eu não vou matá-lo. – Disse rispidamente. – Irei esperar Ariel voltar e aí decido o que fazer com você. Até lá... – Eu sorri de uma forma macabra – Vou te manter amarrado aqui. – Fui até a mansão e voltei com uma corda, Eric ainda estava no mesmo lugar. Eu o amarrei no pilar de forma com que ele fosse incapaz de fugir.

(Ariel’s POV)

Quando acho que eu não teria mais problemas, o Chase foge! A decisão de que eu deveria tomar conta de um mestiço e torná-lo apto a viver na sociedade foi uma piada! Por causa disso Sophia foi transformada e agora eu tenho que correr atrás dele, e o pior é que eu não o encontro!

-Chase! Apareça agora! – Novamente sem resposta... E se... Me*da!

Eu voltei a mil para a ponte, e não deu outra: Eric foi atacado e Sophia tentava conter Chase, quando fui interferir, ela foi jogada na água, consegui deter Chase, e usei a corda que estava em Eric para amarrá-lo. Depois, tirei Sophia da água, e ela me ajudou a levar Eric e Chase para a mansão.

-O que faremos? – Estávamos na biblioteca, lá tinha sofás à frente de uma lareira, e como é inverno, é bem confortável...

-Não faço ideia, Eric foi transformado, não há dúvidas... – Eu disse – Teremos que mandá-lo para a corte, eles verão o que pode ser feito. Se for aceita a decisão do anti-veneno, ele pode retornar a forma humana.

-Por que isso não foi usado em mim? – Embora Sophia esteja aceitando a situação, entendo que ela queira sua vida de volta.

-O efeito funciona em até 24 horas, você ficou desacordada por 20 horas, para chegarmos ao conselho levaria no mínimo 5 horas.

-Levasse-me dormindo. – Ela levantou-se e saiu da biblioteca.

Peguei mais alguns pergaminhos contendo informações sobre vampiros mestiços. Embora fossem raros, eram os mais perigosos, pois uma mordida de um deles poderia transformar até vampiros puros em mestiços.

Deviam ser umas 6 da manhã, estava amanhecendo e eu estava quase dormindo em pé, fui em direção ao meu quarto, e vejo Sophia debruçada sobre a sacada da sala de estar. Ao me aproximar, vejo o que eu mais temia: ela estava com sede. E muito pelo visto!

-Sophia? – Toquei seu ombro, ela virou, e seus olhos estavam vermelhos.

-O que foi? – Sua voz era um fiapo, de alguma forma, tenho que impedir que ela continue com sede, ou será um problema, e dos grandes...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.