Anjíra - Domine O Mal Ou Seja Dominado Por Ele.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
ejam Bem vindo ao meu mundo real, onde tudo aquilo que as pessoas julgam ser impossível é mais possível do que um amor de filme.
Minha primeira história, talvez venha outras.
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Leitores fantasmas Apareçam.
Avisando que PLAGIO é crime, então por favor vai dormir pra ver se sai algo criativo de você ok?
Beijos e Mordidas.
Então era isso, morrer com 17 anos sem nunca ter vivido de verdade, sempre vivendo para o futuro e agora o futuro nunca chegará? Morrer para alimentar um monstro, estudar para um futuro que nunca vai existir e agora? Só isso? A morte é só escuridão? As religiões sempre pregaram que haveria um lugar melhor para onde todos nós iriamos, mas escuro? Apenas a escuridão no nada? Tenho que confessar que me decepcionei com esta realidade de morte.
Muitas pessoas se sentem perdidas com o abraço negro da escuridão, mas eu sempre gostei mais dela pelo fato de que se eu não posso ver, posso sentir, se ninguém me vê, posso pensar. Logo me veio uma ridícula brincadeira, não era a hora e nem o momento já que eu deveria estar apavorada por estar morta, mas mesmo assim ainda projetava piadas da minha situação, coisa muito como entre os humanos, fazer do problema algo engraçado, na esperança de que ele desapareça ou diminua drasticamente. A brincadeira era “ O escuro é o melhor para pensar, já que estou morta vou ter que arranjar muitas coisas para pensar, já que vou passar a eternidade assim”.Tentei imaginar quanto tempo já tinha passado desde que tinha sido levada do mundo, talvez horas ou dias, não consegui saber, fiquei imaginando a reação de cada um que conheço ao saber da terrível noticia, quando de repente senti uma leve dormência na ponta dos meus dedos, deduzi que fosse pelo tempo que estava parada sentada no escuro, como o fiz não sei, mas estava sentada, tentei mexer os dedos para o comichão passar, comecei a mexer os dedos num movimento de abre e fecha, porem ao invés de aliviar, o formigamento começou a subir indo para mão inteira, continuei me movimentando, desta vez um pouco mais rápido, nunca gostei dessa sensação, o formigamento foi subindo, pelo meu pulso, meu braço, comecei a entrar em desespero, levantei-me rapidamente e comecei a sacudir o braço, quanto mais eu me mexia mais aquilo ia se espalhando, meus ombros, o outro braço, pernas, pés, tomou conta de todo meu corpo, quando chegou a minha mente foi como se milhões de agulhas me furassem ao mesmo tempo, comecei a gritar de desespero, o que era isso? Tortura? Eu já estava morta, porque aquela sensação? As agulhadas ficaram cada vez mais fortes, comecei a perder os sentidos, de novo não, por favor, a ultima coisa que me lembro era de que estava me atirando no chão numa inútil tentativa de parar aquela dor.Desta vez estava sonhando, eu me encontrava em uma casa totalmente vazia em algum lugar indefinido, estava em um quarto todo feito de madeira envernizada, lembrava muito as casas antigas do século XVIII, tinha uma cômoda antiga, feita de marfim, coberta de perfumes, cremes e uma escova de cabelo, logo acima um espelho redondo aparentemente com bordas de ouro que dava impressão de que o espelho era o miolo de uma flor, olhando um pouco mais para o lado, havia um pequeno armário que servia para guardar roupas e pertences deduzi, aquilo não caberia nem um terço dos meus sapatos, senti um cheiro estranho e virei rapidamente deparando-me com uma cama de casal com lençóis que deveriam ser brancos mas estavam com machas de tintas vermelhas, mas espera aí? Aquilo na eram manchas vermelhas, aquilo era, era... SANGUE, paralisei totalmente, parando até mesmo de respirar por alguns instantes, foi neste momento que ouvi um barulho, algo muito baixo parecido com um ronronar de um gato, não sei por que idiotice decidir olhar, lentamente pé ante pé fui me aproximando do outro lado da cama, o barulho foi aumentando gradativamente até parecer um rosno de cão, quando alcancei a quina da cama, vi a cena mais horrível de todas as possíveis, uma pequena mulher de cabelos médios e ruivos, abraçada ao corpo de uma mulher que estava de olhos abertos e semblante assustado, por um momento pensei que fosse alguém próximo a ela que estava chorando por sua morte, porem logo esta teoria morreu juntamente com minha coragem, quando a mulher ruiva repentinamente virou-se e olhou no fundo dos meus olhos, sua boca estava cheia de sangue e ela tinha presas, seus lábios estavam inchados devido a força com que pressionou os lábios no pescoço da mulher, fui subindo meus olhos lentamente, tendo a impressão de que conhecia aquela ser monstruoso, quando a olhei nos olhos, todo o medo contido tomou conta de mim quando percebi que aquela vampira, pois era o que ela se parecia, ela, ela, ela era eu, tudo se apagou novamente.Quantas vezes isso iria acontecer? Eu já estava morta, então porque esses milhões de desmaios, sonhos e dores? Gostaria de entender. Ouvi vozes ao longe, como se estivesse na hora do colégio e minha mãe estivesse me acordando e dizendo “ se você não levantar ira se atrasar”, abri os olhos lentamente e a luz de um dia nublado foi invadindo minha visão e então percebo que estou na minha cama e minha mãe esta ao meu lado chorando e agradecendo a Deus por ter acordado. Levantei metade do meu corpo, mas senti uma tontura enorme e deitei novamente.- Permaneça deitada querida, você precisa descansar.- O que houve mãe? Acho que tive um pesadelo. – Disse me recuperando da tontura.- Você foi atacada por um maluco e quando foi tentar se levantar um cão feroz que estava solto assustou-se e a atacou, por isso a mordida no pescoço. – Disse minha ela atropelando as palavras.- Deixe-a processar as informações um pouco, antes demais nada – Sugeriu uma voz estranha, familiar, mas estranha, subitamente me virei e deparei-me com Antonie parado na porta.
- O.. O... O que você esta fazendo aqui? – Perguntei tentando imaginar o que ele estaria fazendo na minha casa. – Você é um tarado ou algo de tipo?Ele riu por um momento e respondeu serio – Eu estava passando com a minha moto tentando achar a autoestrada quando a vi largada no chão com um animal por cima de você, arremessei minha moto para cima do cão e ele fugiu e então fui socorre-la, um dos vizinhos viu e então me mostrou sua casa e aqui estamos, não sou um tarado – Ele franziu o rosto como se estivesse ofendido, mas logo sorriu.- Me desculpe, muito Obrigada Ant... – ele me olhou serio como se tivesse prestes a cometer um erro- Tonie. Finalizei.- Não tem o que me agradecer, eu apenas fiz o que um bom cidadão faria caso encontrasse alguém desmaiado no meio da rua, com um cachorro em cima e sangrando. – Ele piscou para mim, algo quase imperceptível.As dores no meu pescoço estavam extremamente fortes e eu apenas consegui sorrir, um sorriso amarelo, daqueles “ Você é um idiota, mas vou sorrir pra ver se você vai embora”, não era bem este tipo de sorriso que eu queria, mas fazer o que? Era o que tinha pra hoje.- Vamos deixa-la descansar? – Perguntou minha mãe, já se dirigindo a porta. – Vamos Antonie?Assim que eles se retiraram, eu fiquei me perguntando por qual motivo Tonie estava passando por ali, sendo que a estrada era para o outro lado, mas desisti não muito tempo depois de começar a questionar, pois para minha surpresa meus olhos mal se mantinham abertos.--------------------------------------------------------------------------------Tonie e mamãe se dirigiram a cozinha assim que sairam do meu quarto, chegando la acomodaram-se na mesa, um de frente para o outro e conversaram como se fosse amigos a tempos, mas que sabiam muito pouco um sobre o outro:-Voce é de onde Antonie?-Sou um pouco de cada lugar, mas nasci em Lins.- Foi criado la?-Fui criado la até fazer 18 anos e ai decidi conhecer o Brasil antes de decidir onde irei ficar e o que irei fazer.-Aceita um café?-Aceito sim obrigada, por falar em agradecer, obrigada por sua hospitalidade Sra. Travels.- Imagina Antonie é o minimo que eu poderia fazer, voce salvou a vida da Belly.- Eu fiz o que qualquer um faria ao ver uma moça sendo ferida.- Mas voltando ao assunto, porque voce tomou essa decisão?- De viajar o Brasil? – Ela afirmou com a cabeça- Eu sempre me senti diferente, nao me sentia em casa, então decidi procurar um lugar que me dê essa sensação.- Disse ele pensativo, como se estivesse revivendo lembranças.-Eu entendo Antonie.- Ela resolveu mudar de assunto, rapidamente se levantou e foi até a geladeira.- Aceita torta?Continuaram a conversa bom um certo tempo, até que cada um se recolheu para descansar, já que nenhum dos dois descansou tranquilamente até eu acordar._______________________________________________________Meus sonhos foram tranquilos e conturbados ao mesmo tempo, sonhei com o por do sol em uma praia deserta, onde estava sozinha acompanhada apenas pelo meu Mp3, ouvindo “Velho truque” de uma banda que eu adora, o F292. Eu estava de biquini e o por do sol estava lindo demais,as ondas quebravam com delicadeza e voracidade e chegavam aos meus pés como toda a calmaria de um sono de criança. Meu outro sonho foi totalmente diferente eu estava andando pela Avenida Julio Pietro Mestre, estava com roupas de inverno em um dia ensolarado, coisa totalmente ANORMAL, pois sou mega calorenta, eu estava procurando algo, não era um cheiro, muito menos um rosto, eu estava procurando por um coração?Aquilo parecia impossivel, mas sim, eu estava procurando por um coração, ele se destava dos batimentos dos outros, parecia forte, cheio de vida e ele clamava por mim. Corri por diversar ruas e avenidas a procura do dono daquele som, porem quanto mais corria em sua direção, mais ele fugia de mim. Depois de muito correr e procurar, entrei em uma rua estreita em que muitos pensaria que seria um beco, mas era uma pequena rua que interligava a Avenida á um pequeno bairro, onde as casas eram estilo a dos filme americanos, corri intensamente naquela direção e desta vez, pela primeira vez, parecia que eu estava proxima daquele coração que me chamava, minha garganta queimava, talvez fosse devido ao tempo que passei correndo, apertei o passo e quando cheguei na entrada da pequena vila, deparei-me com uma mulher de estatura média, cabelos que chegavam até metade de suas costas, longos cabelos ruivos, percebi que o som que tanto procurei vinha daquela moça, pequena e aparentemente fragil que se encontrava de costas para mim e de frente para um pequeno jardim. Andei lentamente em sua direção, sentindo minha garganta queimar cada vez mais a cada passo dado. Rapidamente fiquei ao seu lado, pronta para conversar e perguntar o porque de seu coração me chamar, mas não tive tempo,pois assim que me coloquei ao sei lado, a pequena e fragil moça, virou o rosto para o lado oposto ao meu e eu sem ter consciencia do que fazia, me aproximei dela ainda mais, muito proxima ao seu pescoço, começei a ofegar e sentir tremores, como se eu precisasse senti-la de uma forma nada bela, eu precisava sentir sua vida, seu poder, sua magia, eu precisava provar seu sangue, sem deixar ela se quer ter tempo de se defender, agarrei-lhe os braços e joguei meu peso sobre ela, já deixando seu pescoço livre e totalmente servido a mim, num atimo de loucura, presas apareceram em minha boca e sem pensar duas vezes cravei-as na jugular daquela jovem que um dia poderia fazer algo para mudar o mundo, mas que hoje era apenas o alimento de sobrevivencia de um ser que ninguem saberia dizer o que era. Ela não gritava, apenas gemia, como se estivesse dormindo e com dores no corpo. Apenas me dei conta do que estava fazendo, quando suguei com ainda mais força a veia que me alimentava, porem de la nada saiu, levantei-me assustada e quando o rosto da jovem já sem vida despencou me fazendo ver quem era, levantei horrorizada, eu tinha acabado de matar alguem, o mais horrorizante do que matar alguem era que eu não tinha matado um alguem qualquer, eu tinha ME matado.Acordei assustada em minha cama, com minhas roupas totalmente enxarcadas de suor, ofegante e ainda assustada com as cenas do sonho que se passavam em minha mente, como se acabasse ter acontecido.Levantei e corri para o banheiro, eu estava enjoada demais,passei pelo corredor o mais rapido que pude e me tranquei no banheiro, ainda ofegante, tirei minha roupa e abri o chuveiro, eu precisava tirar aquela sensação de vida e morte de dentro de mim. Aproveitei o banho o maximo que pude, a agua corria pelo meu corpo como que limpando minha alma, eu me encostei no vidro do boxe tentando esquecer as imagens daquele pesadelo, tentando esquecer toda aquela loucura que eu achei teria visto.Estava neste pensamento, quando ouvi batidas na porta:- Belly, voce esta bem? – Era Tonie- Que? Hãã... Estou. -Tem certeza? Vi você sair correndo totalmente pálida.- Eu precisava de um banho, tive um... – Espera aí? Como ele me viu sair correndo? – Você estava me espionando Antonie? – Perguntei meio em dúvida, desligando o chuveiro e me enrolando na toalha.- Claro que não, eu estava deitado lendo um livro e a porta estava encostada, quando percebi duas pequenas pernas correndo pelo corredor, imaginei que sua mãe não fosse a dona daquelas pernas e resolvi averiguar. – Respondeu ele por detrás da porta, fiquei roxa de vergonha e imaginei que estivesse dando de ombros e sorrindo, antes de ele completar – Caramba Belly, é este o juízo que você faz da pessoa que te salvou?Eu não estava preparada para esta pergunta, fiquei vermelha de vergonha e logo tratei de me desculpar- Perdão Antonie, eu estou um pouco assustada devido ao meu pesadelo- disse abrindo a porta vestida com a mesma roupa que tinha entrado, porém com um shorts da minha mãe que encontrei na parte de trás do banheiro, eu tinha dormido só de camiseta.- Desc...Desculpa Ant..Tonie. – Respondi meia sem jeito, saindo do banheiro e dando de cara com Antonie de braços cruzados, na parede oposta a da porta. – Serio mesmo Tonie, me perdoa, eu deveria estar grata.Ele fechou os olhos por apenas um segundo, respirou e sorriu antes de abrir os olhos novamente e me responder. – Te perdoo apenas com uma condição, que você, por favor, esqueça essa história de que sou um maníaco, tarado ou psicopata, por favor.-Tudo bem estamos de acordo, prometo que não irei mais dizer nem pensar estas coisas de você. – Sorri e estendi a mão, como aqueles executivos quando fecham um negocio.
- Você também pensava essas coisas sobre mim?- Ele fingiu surpresa, mas logo sorriu e pegou minha mão. — Estamos de acordo. - Desculpe ter atrapalhado sua leitura. – Respondi com sinceridade.- Imagina, chega de desculpas, agora me conte o que aconteceu?- Eu tive um pesadelo e acordei assustada, enjoada e com sede, vim tomar banho e agora vou tomar alguma coisa, gostaria de me acompanhar?- Tem certeza? Você realmente quer que o tarado que tentou te sequestrar quando você estava sendo atacada por um cachorro va com você?- Ele sorriu e este sorriso me derreteu.- Sem graça! – Disse fazendo uma mistura de sorriso com rubor, o que eu imagino que tenha saído uma estranha careta.Andamos em silencio até a cozinha, um silencio comum, talvez um pouco constrangedor da minha parte e divertido da dele, passamos pelo quarto de hospedes e o meu normalmente, mas quando passamos em frente ao quarto da minha mãe andamos um pouco mais devagar, como que querendo não fazer mais barulho, logo em seguida voltamos a andar normalmente.Chegando na porta da cozinha Tonie foi direto a mesa e sentou-se em uma das cadeiras ficando de frente para mim, fui direto ao armário de remédios peguei um comprimido que servia para enjoos e dores de cabeça e me dirigi a geladeira pronta para pegar um copo de suco.- Tonie você quer beber algo? – Perguntei.- Talvez um copo de leite.- Leite? Ok.- Porque leite? Não entendi.- Eu não bebo, então sei la, acho que desacostumei com a possibilidade de um copo de leite. – dei de ombros, sentei e servi um copo de leite para Tonie e um de suco para mim. – Mais então Tonie, você pode me contar o que houve comigo? Pelo menos o que você sabe?Ele me olhou serio, talvez pensando se realmente deveria me contar agora. Seu olhar suavizou e ele sorriu. – Sem problemas. Logo depois que você saiu do mercado, eu estava saindo quando eu vi que tinha alguém indo atrás de você, pensei que era uma pessoa comum na rua, mas meus instintos me diziam o contrario, fiquei em duvida sobre o que fazer, então por via das duvidas decidi te acompanhar de longe só para ter certeza de que você estava bem, mas quando eu cheguei...- Ele parou de falar e ficou pensativo, parecia preso no tempo, então ele olhou pra mim com uma, incerteza nos olhos? logo passou, ele respirou e continuou. – a encontrei desmaiada na calçada sangrando e um enorme cão debruçado sobre você, como ele era muito maior que eu, decidi jogar minha moto na direção de vocês para assusta-lo e acabou dando certo, eu a peguei nos braços e pressionei o seu machucado, — disse colocando a mão em seu próprio pescoço, representando, automaticamente coloquei a mão ao meu, Ai, ainda estava dolorido.- E bati em uma casa para pedir ajuda, foi quando você veio pra casa e ficou desacordada por 4 dias, depois acordou e aqui estamos.- Caramba! Você realmente foi meu herói, desculpa por pensar outras coisas de você, é que sei la, eu fiquei mega desconfiada, desculpa mesmo.-Não precisa se sentir assim, nós já não fizemos um acordo? Nada de pensamentos de que eu sou um tarado, nem nada, certo? – ele disse sorrindo, um sorriso encantador.Sorri instantaneamente, que droga, porque isso estava acontecendo? – Certo. – Levei o copo de suco e o remédio até os lábios, pois fiquei tão concentrada no que ele estava falando que esqueci de tomar o remédio pra dor de cabeça, assim que ingeri o primeiro e único gole do suco junto com o comprimido, senti um gosto estranho, parecia que haviam colocado lixo no suco, lixo? Não algo bem pior, parecia comida de hospital com algo extremamente nojento, automaticamente, levantei-me da cadeira tão rápido que pensei que poderia cair, corri para a pia e lavei a boca milhares de vezes, mas parecia que aquele gosto tinha ficado em mim. – O que colocaram neste suco? Lixo de hospital psiquiátrico? – Falei entre uma enxaguada e outra da boca.Tonie assustado aproximou-se para me ajudar. – O que houve Belly? Você precisa de ajuda?- Vo...Você pode pegar uma toalha? – Eu estava ficando tonta.- Claro, eu já volto fica bem. – Ele falou com desespero nos olhos e correu para buscar uma.Minha cabeça começou a rodar e minha visão embaçar, OH não, isso não era hora para crises, me apoiei na pia e senti que o enjoo estava cada vez mais forte, pensei na possibilidade de correr até o banheiro, mas devido a minha linda coordenação em casos desesperos, optei por ficar ali, eu comecei a ficar cada vez pior e senti que não daria tempo de esperar o Tonie estar ali para me ajudar, debrucei sobre a pia e senti era tarde demais para tentar ser forte, senti a ardência em minha garganta e eu tinha certeza do viria a seguir.Quando Tonie chegou com a toalha eu estava debruçada sobre o balcão da pia, ele correu em minha direção.- Belly... você esta bem? – ele me abraçou e me ergueu virando- me para ele. – Belly, Belly, olha pra mim, o que você tem? – eu estava com os olhos perdidos em cenas de horror, eu escutava Tonie, mas não era capaz de conseguir responde-lo. – Belly, pelo amor de deus, me responde, eu vou te levar para o hospital.-Nã..Não, por favor. – eu disse em sussurros. – Eu estou melhor, era apenas um enjoo, eu ju... – eu senti tudo começar a ficar escuro.- Belly! Tonie tentou me segurar mais foi em vão, eu senti que estava caindo em um abismo, tentei me segurar, mas senti apenas algo vindo junto comigo e um barulho estridente, o copo, Droga minha mãe iria me matar por quebrar um dos seus copos favoritos. Senti dois cheiros, um eu sabia exatamente o que era, aquele maldito suco que me fez isso, mas o outro era algo doce, suave, tinha cheiro de algo muito bom que eu amava, tinha cheiro de café, me lembrava muito café, mas não, quem iria fazer café agora? Esforcei-me para abrir os olhos e o pouco que consegui me fez ver algo que eu não tinha imaginado, o copo que eu quebrei tinha caído no braço do meu herói, aquele cheiro doce que lembrava café, não tinha nada a ver com aquilo, aquele cheiro era de sangue.Rastejei para perto de Tonie para tentar ajuda-lo, quando consegui me aproximar ele se abaixou com um pano enrolado no braço, parecendo um torniquete, se aproximou de mim, todo terno e disse:- Calma Belly, já liguei para o hospital, você vai ficar bem, eu juro!- Você, sendo sempre meu herói. – sussurrei.- Sempre. – ele sorriu- se..seu braço! – apontei para o corte.- Não foi nada, respira fundo e fala comigo para eu saber se você esta bem, ok?- Deixa eu ver o seu braço. – falei já puxando lentamente o braço de Tonie próximo de mim.- Não Belly, você não esta bem, precisa ficar quietinha.- Shiiiu! Eu disse que você era herói e não que eu era mocinha. – Tentei sorrir, mas foi difícil. Olhei o machucado dele, não parecia tão mal, era apenas lavar e enfaixar, olhei para ele. – Tonie pode tirar esse pano, foi um corte pequeno, apenas tem que lavar e fazer um curativo. – Dizendo isso tirei o pano do braço dele e joguei para longe, trouxe o corte para mais perto, minha garganta começou a arder novamente, mas desta vez era como se eu estivesse com sede. – Tonie, você pode trazer algo para eu beber, mas nada de lixo psiquiátrico, por favor. – Sorri, mas assim que ele fez menção de tirar o braço de perto de mim, eu o segurei com força, algo me impedia de solta-lo, comecei a trazer o braço dele para perto dos meus lábios, para dar um beijo, como fazemos com crianças, quando elas se machucam, quando estava prestes a fazer isso, algo estranho aconteceu, senti uma pequena pontada em minha gengiva, como se dentes nascessem agora, mas sem as dores e quando encostei o corte na minha boca ao invés de beijar comecei a suga-lo.
Notas finais
Ja terminou? Faz um favor pra mim?
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