Anjos Negros
1 Primeiro passo na jornada para o inferno
Ha éons atrás, anjo e demônios lutavam entre si, pela missão de levar as almas. A batalha durou quase mil anos, enfim os anjos venceram e assim pudera levar essa tal missão. Mas os demônios não se deram assim por satisfeitos e, começaram a roubar as almas, assim desonrando o acordo. Abagor, líder sênior dos anjos, ordenou pra que os anjos negros,assim chamados os anjos puros, a irem para a terra e assim, levar os demônios para o inferno.
Eu sou Icaros, decimo anjo negro mandado a terra, com a missão de devolver os demônios para o inferno e as almas para o julgamento. Cumpri minha missão ao extremo, ate o dia em que Abagor foi atacado e, os demônios começaram a invadir a terra. Levando as almas dos corpos ainda vivos e, assim trazendo o caus.
Tudo começo em um dia ensolarado, o campos verdes rodeavam uma cidadezinha pequena, humilde, mas iluminada pelos anjos.Tudo estava bem ate que ouvimos gritos.
---Socorro, socorro, por favor me ajudem ---gritava uma mulher desesperada --- Minha filha esta muito doente.
Olhei para meu amigo, Herur e, a ficha caiu, ela naos estava realmente doente. Nos iriamos ter me ajudar aquela senhora, antes que fosse tarde.
–--Senhora, senhora---chamei--- iremos ajuda-la. Leve-nos para vê-la.
Ela nos levou para uma casa velha, feita de tijolos, com uma cor desbotada de azul. O pé direito da área estava caído uns três centímetros. Entramos na casa, a pintura era mais desbotada que na rua, uma unica escada no meio da sala levava para cima e um sofá meio rasgado ficava enfeitando o lugar. Fotografias enfeitavam as paredes, imagens de animais e artes baradas se misturavam com as fotos.Dando um ar de mistério.
Ela subiu as escadas e nos a seguimos, a escuridão la em sima não me permitiu ver direito o local.No fim de um corredor havia uma porta e quanto mais nos aproximávamos dela, mais frio ficava.Coisa que nao era muito boa.Ela entrou naquela porta e nos a seguimos, no quarto as sombras pareciam querer nos matar.Em uma unica cama no meio do local deitava-se uma menininha de uns quinze anos.Sua aparência era horrível, parecia pálida e se contorcia como se estivesse morrendo de dor.
–---Essa é Elena --- disse a senhora--- minha filha.
Olhei para a menina e ela começou a se debater, e gritar , ate que de repente seus olhos reviraram-se e ela então disse.
–---Saiam anjos imundos-- suas voz era grave, como metal raspando na pedra--- Vocês não conseguirão me tirar daqui.
Ela se contorceu mais e então começou a levitar, sua pele mudou, ficou quebradiça como se fosse feito de argila.
–--- Senhora terá que sair do quarto--- disse dirigindo-me para a mulher--- sua filha esta possuída e nos iremos ter que exorciza-la.
–---Tudo bem --- disse a mulher--- se minha filha ficar bem de novo tudo bem.
Ela saiu do quarto e a porta se fechou com um estrondo. Então me virei para ela.
–--- se não quiser ser expulso desse corpo a força---disse--- saia agora.
–---Naaao ---gritou a menina --- eu gosto de ficar aqui.
–--- Tudo bem--- disse-- só não diz que eu não te avisei.
Tirei as luvas, é um simbolo parecido com uma imagem de pássaro brilhou em minha mão, iluminando o quarto.Virei a palma da mão para a menina e comecei a falar.
–--Exitus daemonis non vestra hoc corpore. Haec puella nunc præcipio tibi. Revertere ad infernum ubi abire iubeo ut ne nunc bestia reliquisse!-- pronunciei.
A imagem em minha mão brilhou e a menina se descontorceu, e depois voltou-se a contorcer e levitar. Fumaça preta saiu da menina e ela começou a gritar.
–-- Não vou sair--- gritou demônio.
Ergui-me no ar e apontei minha mão em direção a menina. mais fumaça saiu da menina e ela caiu em sua cama. Sua cor voltou a seu rosto e ao seu lado de joelhos no chão estava uma sombra negra.Ele ergueu a cabeça e seus olhos vermelhos me fuzilaram.
Então sorri para ele.
–---Porta caeli, apparent!!-disse.
Atrás dele uma porta vermelha se abriu e o sugou para dentro.A luz no quarto aumentou e as coisas voltaram pare seu lugar, o frio passou e o quarto voltou a fica na temperatura normal. Herur me olhou e sorriu,depois abriu a porta e saiu.
Fiquei mais uns cinco minutos ali, parado olhando para a menina.Ate onde nos teríamos ido? Ate que ponto chegaria um demônio? Uma menina de quinze anos, ele teria feito isso só para nos deixar desesperados?
Assim que tive certeza que a menina estava bem, coloquei minhas luvas e sai do quarto. Do lado de fora, sua mãe esperava por mim para saber sobre a filha. Lhe contei que ela estava bem e estava dormindo agora. E ela pareceu relaxar. O que foi bom para quebrar o gelo. Então virei as costas e sai.
Na rua Herur me esperava, encostado no poste. Ele era assim, quieto, nao teve uma infância muito boa.Seus pais morreram quando ele tinha doze anos e desde então meu pai havia criado ele. Não era a mesma coisa de ser criado pelo pai mas, ele sempre teve pessoas por perto.
Comparado a mim ele não estava vestido muito diferente, os anjos negros sempre se vestem parecido.Jaquetas de couro, calças jeans e tênis. Ele se vestia assim, porem, usava um chapéu. Eu usava luvas de couro.Nunca fui fã de chapéus, nunca combinam comigo.
–-- Tudo bem? ---perguntou ele--- parece meio mal.
Olhei pra ele e percebi que ele estava falando serio, não estava brincando comigo. Eu realmente parecia mal.
–--Tudo bem--disse--- só usei poder demais, os demônios estão mais fortes.
–--- Eles estão ficando mais fortes ate que nos--- concordou--- e isso é impossível.
–-- Vamos falar com Racna--- disse---- ela vai saber o motivo.
Abri as asas, eram negras, largas. Uma sensação de leveza percorreu meu corpo e então, alcei voo. Se você nunca voou, não sabe como é se sentir leve, sem medo, poder tocar o céu. Ter a certeza que você é mais que apenas um no mundo. Ser livre pelo menos uma vez na vida.
Herur alçou voo logo atrás de mim, suas asas era igualmente negras. Ele voava ao meu lado, e ficava me observando de vez em quando, como se quisesse ler meus pensamentos. Enfim chegamos a um castelo velho. Poderia ser um castelo normal se não estivesse em sima de uma nuvem.
–---Castelo de Racna--- anunciei--- Tente não olhar nos olhos dela. Ela não gosta muito.
–--- Tudo bem--- comentou ele.
Desci e bati na porta, ela se abriu com um estalo estridente e, uma figura apareceu no lado de dentro.
Sua aparência era a de uma velha normal, alem de seus olhos serem vermelhos seus cabelos serem verdes e de ela ter dentes muito grandes. Suas roupas eram simples, um vestido branco e botas altas.
–---Ola meu jovem--- sibilou ela, sua língua era a de uma cobra--- Quanto tempo faz que não aparece Icaros. Como esta seu pai?
–---Esta morto--- disse---- viemos saber porque os demônios estão ficando mais fortes.
Ela me olhou com espanto por alguns segundos, depois olhou para Herur.
–---Quem é ele--- perguntou.
–---Meu irmão--- respondi---- vai me ajudar ou não?
–---Entre garoto.
Entramos, por dentro essa mais estranho, sabe aqueles filmes de fortalezas e guerras entre reis? Pensa em todas as quelas tralhas espalhadas pelas paredes.Eram muito estranhos.
E nos conduziu a uma sal mal iluminada, onde nos sentamos em cadeira confortáveis.
–---Vocês já devem saber que Abagor foi capturado---começou--- ele esta sendo aprisionado no reino de Lucifer. Os poderes dele esta alimentando os demônios menores e assim dando a eles mais resistência a os anjos.
–---Como podemos detê-los?---perguntei.
–---Salvando Abagor, mas pra isso prescisão de uma equipe.
Herur me olhou e então eu entendi o que ele estava pensando. Precisaria-mos de Asriel.
–--- Precisamos ir--- disse--- se temos que salva-lo não podemos perder tempo.
Levantamos e seguimos em direção a saída. Ela nos chamou e Herur olhou para traz assim a encarando nos olhos. Seu grande erro. Ela começou a gritar, sua pele esticou-se e ela começou a mudar, ficou marrom e cada vez maior ate se transformar em um tipo de dragão, que começou a cuspir fogo em nos.
Corremos em direção à saída e pulamos na escuridão abaixo de nos.
Acordei em um lugar muito frio, úmido, o som de metal sendo forjado latejava minha cabeça, e ela doía muito. Meu corpo estava envolto em faixas e, eu não conseguia me lembrar o que havia acontecido.
–--Agh--gemi---onde estou?
Passos ecoaram a minha direita. Estava muito escuro para mim ver algo, so consegui ver uma luz vindo ao longe.
–---Esta seguro meu irmão---disse a voz de Herur--- Estamos na casa de Drako. Ele nos salvou do rio de fogo.
Tentei levantar-me, meu corpo doeu como se um caminhão tivesse passado dezenas de vezes por sima de mim. Tateei ate minhas roupas.Por incrível, eles conseguiram me trocar comigo desmaiado. Botei a roupa e olhei para meu irmão.
–--- Que barulho é esse?--perguntei--- e onde nos estamos?
–--Eles estão forjando um presente para nos--respondeu ele---Eu lhes contei a nossa meta e eles quiseram nos dar um presente?
Ele andou de volta em direção á escuridão, então comecei a segui-lo.As paredes úmidas exalavam um cheiro de mofo repugnante. O lugar parecia ser uma caverna a muito abandonada. Quanto mais andávamos, mais forte ficava o som das forjas. Então uma luz invadiu o local e eu me vi na maior sala do mundo.
Deixei escapar um assovio. Fornalhas imensas cobriam as paredes do lugar, bigornas eram marteladas sem misericórdia por homens enormes com grandes martelos, tonéis contendo materiais derretidos eram derramados sobre moldes e nuvens de vapor escapavam de metais castigados pelos líquidos de resfriamento. De fato, ali estava muito quente por causa das fornalhas incandescentes. O som de martelos e metais sendo esfriados enchia o ar. Tudo parecia meio escuro, apesar das chamas das forjas.
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