Anjos E Demônios
6 Capítulo V
Notas iniciais
Desta vez não demorei tanto para atualizar, que orgulho! Tenho simulado final de semana, então adiantei um pouquinho c:
Eu falo que vou começar a escrever outras fanfics, mas acho que meu amor por esta daqui é um pouco grande demais haha XD
Eu tive 18 comentárioa no capítulo passado, goooosh *~* Tenho os melhores leitores do mundo, kya ~♥
Eu queria agradecer imensamente à CatarinaFairyTail4ever, Aleyna, Novata_Love, roze, Yuki, Bárbara Antunes, shun-205, Alannadijey, Mistsukis2, Eruka Frog, Bubs, isabelalina12, titaniaerza, bogrinha, Thatalo, Nenyh, walq e um especial pra Biia-chan, que me deu a minha primeira recomendação *~* Você são incríveis, sério ♥
Nesse capítulos tam algumas pequenas explicações que faltaram no outro, um momentinho fofo da Bisca e do Alzack, e o primeiro momento de outro casal da fanfic! Vou começar a 'abrir o leque' da história, então os outros personagens vão começar a ganhar mais destaque, e outros vão surgir :3
Espero que gostem, tive que me segurar para não continuar escrevendo sem parar esse capítulo XD
Aiai com essas árvores né~
Boa leitura :3
Capítulo V
Alzack estava apoiado no batente da porta, sério, olhando Bisca colocar cobertores em cima de Lucy, que ainda estava desacordada.
Mesmo preocupado com a loira e com tudo o que acontecera, não pode deixar de perceber a delicadeza da parceira, cuidando para que a afilhada ficasse confortável.
Ouviu a mesma pedir para buscar o aquecedor, e o moreno se moveu rapidamente, não querendo que a mulher de cabelos verdes notasse a vermelhidão em seu rosto, sua mente ainda lhe afirmando que ela seria uma ótima mãe.
–Ela vai ficar bem, não é, Al?-os olhos castanhos buscaram os dele, a preocupação evidente. Ele sorriu levemente e puxou-a pelos ombros contra seu peito, em um abraço apertado.
–Vai sim, Bisca. Nossa afilhada está apenas cansada.- as mãos grandes do moreno acariciavam suas costas, a acalmando.
A Anja suspirou, apertando os braços na cintura dele.
–Nossa afilhada...Você gosta disso não é?-perguntou ela, divertida.
Ele riu suavemente contra o ouvido dela, não percebendo como a mesma se arrepiara.
–Você mais ainda.
Bisca sorriu, corada.
–Okey, eu admito.
–Você seria uma ótima mãe, Bis.- o tom alegre do moreno escondia parcialmente o quão sério o elogio fora.
–Você também seria um ótimo pai, Al.- respondeu baixinho, deixando que ele notasse em seu tom de voz o quando ela o admirava.
–Então, vamos nos juntar para formar uma família, que tal?- o moreno riu, se afastando para ver a reação da parceira.
–Claro!-Bisca respondeu rapidamente e sorriu, entrando na brincadeira dele.- Já somos casados mesmo, por que não?
Ambos ficaram em silêncio por alguns segundos, se perdendo nos olhos uns dos outros.
O casal riu, cada um escondendo em seu íntimo o quanto queriam que aquela brincadeira virasse realidade.
–x-
Quando Lucy acordou, o sol estava descendo no horizonte. Ainda meio sonolenta, se levantou, observando o céu da janela do quarto de visitas, enquanto se esforçava para lembrar o que acontecera.
–Happy.- sussurrou, se lembrando do pequeno gato azul.
Saiu do quarto apressada. As pernas estavam bambas e a Anja se apoiava nas paredes para conseguir chegar à sala onde se recordava de ver o gato.
Seu coração se apertou, preocupada ao ver o local vazio. Sussurrou novamente o nome dele, saindo andando molemente pela casa à procura do felino.
–Lucy?
Não se virou para ver quem a chamara, continuando em direção à escada, pensando que o Exceed talvez estivesse no petshop, no andar inferior da casa. Suas pernas estavam cada vez mais fracas devido ao esforço, ameaçando ceder sob o próprio peso.
–Lucy!-uma voz feminina gritou, e a loira mal notou a preocupação na mesma, ao mesmo tempo que braços fortes a circundavam, puxando-a longe da escada.
–Wow, calma aí, anjinha!-Alzack falou, segurando a loira pequena fortemente em seus braços, que tinha por fim perdido as forças nas pernas.
–Você está bem?- Bisca veio até ambos, e a Anja mais nova notou que era ela que havia gritado seu nome.
–Happy.-Lucy murmurou debilmente, ainda preocupada demais com ele para lembrar de si mesma.
A Anja mais velha sorriu.
–Ele está bem. Foi para casa no início da tarde, completamente curado. O que você fez foi incrível. Ele não teria sobrevivido se não fosse por você. -uma das mãos de Bisca foi até a testa da outra, murmurando pequenos poemas enquanto a magia agia, deixando a loira mais forte.
–Nossa.- ela sussurrou, a mente enfim clareando.- Você é boa nisso.
Bisca sorriu, meio culpada.
–Sua mãe que me ensinou.
–Incrível como a dela.
–Está melhor, anjinha?-o moreno perguntou, os braços ainda em volta da loira.
–Hai, arigatou, Alzack-san. Happy está mesmo bem?
–Sim, você o curou, Lucy. Ele está perfeitamente bem.- a mulher de cabelos verdes sorriu docemente.
Lucy suspirou, aliviada.
–Só quero ver o dono dele se acostumar com as asas.- Alzack brincou, quase rindo alto.
–Como assim 'efeitos colaterais?'- Natsu perguntou, as sobrancelhas franzidas olhando para o gato que ronronava sonolento em seu colo.
Alzack suspirou, se encostando no batente da porta,, olhando o Demônio na calçada. Tinha certo receio da reação dele.
–Ele foi curado com magia celestial, magia de anjos.-o moreno estava sério, olhando o rosado atentamente- E quando é usada intensamente, deixa marcas.
–Usada intensamente?
–Ele iria morrer se não fizéssemos isso.- o Anjo respondeu, meio seco.
O Demônio suspirou, exasperado.
–Que tipo de marcas?-Happy parecia normal à seus olhos.
–Ele...
–Naaatsu!- a voz do felino interrompeu a conversa, tinha por fim acordado- Eu sei senti sua falta!- o Exceed ronronou, se esfregando com vontade contra o peito largo do dono.
–Hey, Happy. Está melhor?
–Sim, sim, sim! Neee, posso te mostrar uma coisa, Natsu?
–Claro, parceiro.
Happy fechou os olhos, não se incomodando que o Anjo e o Demônio lhe encaravam. Se concentrou e um pequeno brilho branco depois, o Exceed planava na frente do rosto de Natsu, que encarava sem reação as asas brancas emplumadas.
–Esses efeitos colaterais.-Alzack respondeu, sério.- Devido ao uso intenso, ficaram resquícios da magia no corpo dele. Não causa dor, tampouco algum problema. Agora ele só...Voa.
Happy sorriu, se aproximando e deitando em cima da cabeça do Demônio, o azul contrastando com o rosa.
–Foi a mamãe que me deu elas, sabia? Ela cuidou de mim e me deu isso para lembrar da promessa dela.
–Promessa?-Natsu não sabia se ficava mais surpreso com o fato de seu Exceed agora ter asas angelicais ou o fato dele começar a falar da mãe dele.
–Que ela vai voltar a me ver. Toda mãe faz isso... Elas podem até sumir por um tempo, mas sempre voltam. Né?-o gato sorriu, animado batendo as asas experimentalmente, voando em círculos em cima dos dois. -E ela é tão bonita...
–Não ouça tudo o que ele falar.- Alzack falou rapidamente, sem ter noção do quanto Happy chamar uma loira de 'mãe' poderia afetar o rosado- A febre causou muitos delírios e alucinações.-ele colocou um frasco de remédio na mão do garoto.- Duas vezes por dia, a cada doze horas, durante três dias. Vai ajudá-lo a controlar a magia celestial.
O garoto olhou para as pílulas e depois moveu os olhos para o gato que ria sozinha com a sensação de voar. Ele pareceu pensativo por um instante, e abriu a boca, hesitante.
–Não.-respondeu o Anjo, antes que o Demônio falasse algo- Não o fizemos por você, então não precisa falar nada.
O rosado soltou um sorriso minúsculo antes de dar as costas para Alzack, chamando Happy para irem embora.
O Exceed voou rapidamente até ficar de frente para o moreno.
–Cuide da mamãe enquanto nem eu nem o Natsu estivermos por perto, ok?-o gato sorriu e acenou para o Anjo, antes de voar até o ombro de seu dono.
–x-
Lucy sorriu, contento consigo mesma. Estava andando de volta para casa, o sol de pondo rapidamente no horizonte. O bairro residencial estava extremamente calmo, como sempre. Bisca e Alzack moravam perto de um dos bairros mais chiques da cidade, aquele tipo de lugar que raramente passa algum carro, e quando isso acontece, certamente era importado. Provavelmente metade das residências ali estavam vazias, por seres 'casas de férias', segundo os livros e revistas que a loira havia lido sobre a cidade.
Mesmo que não vira o Exceed depois de curá-lo, desmaiar de exaustão e não entender bulhufas sobre o gato a chamar de 'mamãe', ela não se arrependera.
Estava animada com sua magia que começara a vir à tona. Se ela se esforçasse, poderia ser tão forte quanto sua mãe fora!
Seu peito de encheu de orgulho e ela cantarolou baixinho, a mesma música que Layla cantava para si quando era criança e que cantara para acalmar Happy.
Seu instinto gritou repentinamente dentro de si, e a Anja se virou rapidamente para ver a rua deserta.
Estava longe de casa e seus olhos e ouvidos não achavam nada de estranho no cenário, mas ela aprendera a sempre ouvir esse instinto estranho que tinha.
Voltou a andar, o mais rápido que podia sem correr, atenta a qualquer movimento ou som. Um vento fraco soprou e Lucy se arrepiou.
No instante seguinte ela ouviu um uivo alto, gelado, medonho. O medo brotou em seu peito e ela lutou contra esse sentimento. Barulhos de cães correndo, latindo, uivando enxeram a rua, começando no lado oposto, no final da rua, e vindo em direção da loira.
Aquilo não eram apenas cães de rua.
Esqueceu a compostura e correu até a esquina, os sons ficando mais altos e mais próximos a sua frente.
Virou a direita, correndo como seu instinto lhe dizia, e estava mais ou menos na metade da quadra quando ouviu os cães chegarem no cruzamento que ela acabara de passar. Olhou para trás, sem deixar de correr.
Se Lucy não amasse tanto ler, nunca teria identificado aquilo.
Cães enormes, com quase um metro de cernelha, negros, com várias feridas e rasgos no corpo podre. Os olhos vermelhos saltavam das orbitas do crânio magro, as vértebras nas costas saltadas como espinhos.
Os latidos e rosnados voltavam quando os seres localizaram a loira, e dispararam em sua direção. Mesmo estando longe, a Anja sentia o cheiro de carniça que eles exalavam, e a sede de sangue de suas almas.
Hellhounds.
Cães demoníacos, que destroçam os corpos, não deixando nada além de pedaços e poças de sangue.
Cães do Inferno, que enchem sua alma de medo, pavor, desespero, e no final a comem, lambendo os dentes amarelos, satisfeitos com a refeição.
Cães feitos especialmente para apenas para em sua caçada quando a presa estiver em suas bocas.
Lucy sufocou um grito e forçou-se a correr mais rápido. Lágrimas salgadas surgiram no canto dos olhos castanhos, arregalados de puro medo.
Se amaldiçoava internamente por não ter como combater os monstros, enquanto os ouvia cada vez mais próximos de si.
O ar começou a faltar, e seus músculos gritavam por um descanso, e ela tentou manter o ritmo, inutilmente. A loira se surpreendeu ao ver que seus perseguidores ainda não a haviam alcançado.
Olhou para trás, conseguindo distinguir sorrisos sádicos com línguas roxas para fora nas bocas dos cães. Eles estavam correndo mais devagar, seguindo-a com alguma distância, mas não muita.
Eles estavam brincando com ela.
Alimentando seu medo, multiplicando seu desespero, se divertindo com seu sofrimento.
Algumas lágrimas escorram de seus olhos e Lucy se perguntou se deveria ter insistindo tanto em vir para a Terra.
Em algum momento da corrida, ela tropeçou na calçada, caindo e sentindo alguns pontos de sua pele ficar ralada com o contato áspero do chão.
Se encolheu, sentindo as lágrimas fluindo livremente, enquanto os cães rosnavam e a cercavam. Ela estava sozinha naquele bairro residencial deserto, e sabia que escapar seria quase impossível.
O cheiro de carne podre ficou mais forte e o estômago da Anja se revirou, enjoado.
Ergueu a cabeça, antes escondida sob os braços, e moveu os olhos castanhos para o Hellhound mais próximo, vendo vários pedaços de sua anatomia interna, como a fratura externa na pata para fora, o osso lascado coberto de sangue seco não parecendo incomodar o ser.
Hellhounds não morrem nem sofrem por ataques físicos. São como zumbis, copos sem vida amaldiçoados por Demônios e forçados a obedecer suas ordens.
Ataques mentais (como o que sofrera no colégio, em seu primeiro dia de aula) tampouco era eficientes, pois eles estavam mortos.
Havia uma única maneira de derrotá-los.
Solidificar suas ondas de alma, e injetá-las no corpo moribundo dos seres era a solução.
Pelo menos, na teoria.
E Lucy nunca havia tentado fazer isso na prática.
Afinal, seus instintos não eram naturalmente destrutivos.
Tentou se concentrar, mas não conseguia. O desespero corria em suas veias, tão rápido quanto o sangue. O corpo dela tremia de medo, sentindo os cães se aproximarem lentamente, os rosnados medonhos saindo do fundo de suas gargantas.
Subitamente, sua alma se acalmou. A loira moveu os olhos castanhos para a esquerda sem saber o porque.
Os hellhounds também pareciam ter notado algo, e suas orelhas e olhos se voltaram para aquela direção.
No fim da quadra, algo aparecia na esquina.
E Lucy entendeu porque se acalmara.
Uma aura imensa cercava o ser, o tom forte de azul se misturando com o branco e com pontos mais escuros. Os olhos castanhos encaravam os cães demoníacos com desprezo e tinha uma espécie de cajado entalho em madeira em uma das mãos.
Ele sorriu de modo maldoso para a matilha, a tatuagem vermelha sob o olho contrastando com os cabelos azuis.
–Finalmente alguma coisa pra me tirar do tédio.- a voz inundada de ironia, a mão direita já brilhando em azul e branco com suas ondas de alma se concentrando.
Diferente da loira, Jellal era um guerreiro.
–x-
Loki ergueu os olhos escuros do livro que lia, e franziu as sobrancelhas com o som da campainha.
Foi até a porta e a abriu, sem olhar pelo olho mágico quem poderia ser.
Sentiu alguém se chocar contra seu corpo e ele quase caiu com o impacto. Olhou para baixo e viu uma cabeça loira, o rosto escondido contra o tecido de sua jaqueta.
Seu coração se apertou levemente quando ouviu a garota soltar um pequeno soluço.
–Lucy?-os braços dele a envolveram, protetores- Hey, você está bem?
Ela tirou o rosto do peito dele e olhou para o ruivo, as lágrimas caindo do olhos castanhos.
–L-loki.- a loira sussurrou, ainda tremendo, assustada.-J-jellal me mandou v-vir para cá.
Os olhos dele faiscaram.
Hoje era o dia de Jellal patrulhar o bairro em que moravam, costume feito apenas por precaução, afinal nunca haviam sido atacados ali.
–O que aconteceu com você, pequena?-ele a abraçou mais forte, puxando a mesma para dentro da casa luxuosa.
Os dois se sentaram no sofá escuro, e o ruivo notou os joelhos machucados, assim como as palmas das mãos dela.
–Você caiu?-perguntou, virando delicadamente a mão para examinar os ferimentos, vendo que a garota ainda estava nervosa demais para falar.
Lucy acenou um 'sim' com a cabeça, começando a se acalmar com a presença protetora do Anjo.
–Vou pegar algo para cuidarmos disso.- ele se levantou, andando rapidamente até o armário da TV e tirando uma malinha branca com uma cruz vermelha em cima dali.
–Por que você tem algo assim na sua sala de estar?- a loira perguntou, a voz ainda meio fraca.
–Temos kits como esses em quase todos os cômodos da casa.- ele sorriu, molhando um pedaço de algodão com um antisséptico. -Nunca se sabe quando pode ocorrer um acidente. Pode arder um pouco, Lucy.- falou, antes de passar o algodão delicadamente sob as feridas dela.
A Anja ficou em silêncio vendo o ruivo cuidar de si, com uma gentileza admirável. Já se sentia bem mais calma, a aura alaranjada de Loki parecia querer cercar a sua, e a loira sabia que tudo o que ele queria era protegê-la. Quando ele terminou, pegou gazes e esparadrapo, fazendo curativos em ambos os joelhos, e band-aids grandes em suas mãos delicadas.
–Está melhor?-perguntou, olhando nos olhos castanhos dela, buscando a verdade.
–Sim.- ela sorriu levemente- Obrigada.
–De nada Lucy.- o ruivo sorriu, verdadeiramente feliz que ela estava mais calma.-Quer um chá antes de me contar o que houve?
A loira riu de leve. Sua especialidade era acolher e acalmar, e era exatamente isso que aquele Anjo Guerreiro estava fazendo com ela.
–Não...Eu estou bem.- sorriu, olhando nos olhos escuros dele -Você me acalma.
Ele respondeu o sorriso, se sentindo relativamente orgulhoso.
–Eu...Fui atacada.- explicou a loira, se lembrando dos cães.- Se Jellal não tivesse aparecido eu provavelmente estaria morta. Nunca tinha lidado com uma situação como essa.
Loki franziu as sobrancelhas.
–Atacada por quem?
Ela mordeu o lábio inferior, meio nervosa.
–Acho que seria mais 'pelo que'... — uma pequena pausa- Por Hellhounds.
A expressão do Anjo mudou e a loira sentiu a aura dele se expandir, irritado. O brilho guerreiro nos olhos castanhos surgiu, com força.
–O quê?
–x-
Jellal sacudiu o cajado, fazendo o sangue negro dos Hellhounds respingar.
Havia matado todos eles facilmente, mas ainda estava desconfiado. Não havia porque aquelas coisas atacarem a loira.
Hellhounds seguiam ordens diretas de Demônios.
E que demônio iria ter algo contra Lucy?
Seu primeiro pensamento foi, obviamente, Natsu. Ele já havia aprontado tanto com mulheres que o Anjo não se surpreenderia se ele fosse o demônio responsável.
Mas...não.
O rosado gostava de brincar tanto com o corpo quanto com os sentimentos das fêmeas. Não de matá-las. Talvez tortura, mas ele não era irresponsável o suficiente para ir simplesmente atacando qualquer uma. Chamaria muita atenção.
Gray e Gajeel também entrar na sua lista de suspeitos, afinal ambos conheciam a loira. O primeiro havia provocado a garota no primeiro dia, e o segundo a ignorava completamente. Faltavam apenas...
–Sabe, você realmente fica muito sexy quando luta.
Jellal conhecia aquela voz.
Se virou e olhou para a árvore próxima a si, notando uma mulher empoleirada em um dos galhos da mesma, o observando.
Os olhos se encontraram e o Anjo sorriu de canto.
–Relembrando os velhos tempos, Erza? Sentiu saudades de me vigiar?-ele perguntou, meio debochado.
A ruiva usava uma de suas tão famosas armaduras, embora não cobrisse muita parte do corpo. Uma meia roxa 7/8 cobria suas pernas, com placas leves e finas de metal por cima, protegendo as mesmas. Um shorts preto extremamente curto era parcialmente coberto por uma espécie de saia branca, que estranhamente cobria apenas um lado de sua silhueta curvilínea. Na parte de cima, um top parecido com um biquíni cobria o busto avantajado, preto com detalhes em cinza. Os braços também eram cobertos com luvas roxas e depois com a armadura, o mesmo metal escuro das pernas. O cabelo estava preso em um rabo alto e a franja escondia um dos olhos castanho avermelhados que brilhavam de malícia.
Ela sorriu, e pulou até o chão, andando sugestivamente até o homem de cabelos azuis.
–Deveria perguntar o mesmo, Jellal- a Demônia falou o nome do anjo pausadamente, os lábios carnudos se curvando e chamando a atenção do mesmo.-Seus movimentos me são bem familiares, sentiu saudades das nossas aulas?
Ela se aproximou mais, olhando nos olhos escuros dele. Suas auras tinham reações estranhas em volta dos dois. O branco do Anjo se repelia fortemente com o negro da Demônia; mas o azul escuro implorava pelo carmim e vice-versa.
–Talvez.- ele sorriu, se deixando admirar os belos traços do rosto dela -Gostava de ver trocando as armaduras. Principalmente sem magia.
Ela sorriu também, se lembrando.
–Tsc tsc tsc, você sempre se distrai com fêmeas em volta de si. E eu sempre ganhava, no final.- ela o provocava, sabendo que o homem lutava contra seu instinto para não olhar em seu decote.
–Mentirosa.- ele falou baixinho, antes de rapidamente puxar o braço dela e prensar o corpo curvilíneo da ruiva contra o seu, emburrando-a contra a árvore que ela estava momentos antes.- Você sempre fica mole perto de mim, Erza. Tão distraída e vulnerável...-ele sussurrou contra o ouvido dela, que suspirou baixinho- E você bem sabe que só você me desconcentra.-mordeu o lóbulo de sua orelha, sedutor.
–Você sempre acha que consegue me dominar, Anjo.- ela rosnou, girando os dois de forma que era a vez dele estar com as costas nas árvore.
–Verdade.- Jellal sorriu, colocando as mãos contra a cintura nua dela, puxando-a contra si.-E eu acho que já sabemos como essa luta vai terminar.
–Convencido.- ela reclamou, antes de grudar seus lábios contra os dele, suspirando quando suas línguas lutavam pelo domínio. A ruiva colocou os braços em volta do pescoço do homem, apertando os fios azuis com os dedos.
Ele gemeu baixinho com a força que ela aplicou em seu couro cabelo.
–Violenta.- O Anjo rosnou, a boca dela logo sobre a sua novamente, febril. Precisando mais do gosto dele, da sensação dele, do toque dele. Precisando dele. Se afastaram sem ar.- E impaciente.- ele riu levemente, encostando sua testa contra a dela, ofegante.
–Cale a boca, Jellal.- Erza falou arfando, irritada, tentando buscar o ar que perdera.
Ele sempre gostara de vê-la irritada.
Se conheceram quando o Anjo fora mandado em uma missão de espionagem no Inferno, e ficara na legião da Demônia das Armas.
Foram durante apenas três meses lá em baixo, ou um mês terreno.
Tempo mais que o suficiente para que nenhum dos dois conseguisse aguentar o desejo ardente e incontrolável que sentiam.
Tudo apenas terminou quando Natsu fora visitar a ruiva, e graças ao seu sexto sentido, notou que o homem de cabelos azuis era um anjo, mesmo que tinha grandes machas bem escuras em sua alma.
E no final, acabou que a única responsável por torturar o traidor e lhe destinar as punições havia sido a ruiva.
Ninguém além dos dois sabiam as formas diferentes de tortura que ela havia usado no Anjo.
Jellal se lembrava claramente das horas que passaram trancados na sala, sem ninguém com coragem suficiente para incomodar a Demônia, que parecia irada com o traidor. Apenas parecia, uma vez que a luxúria sempre se sobressaía quando estavam juntos.
Ele acariciava a cintura nua da ruiva, enquanto a olhava com certa calma. Ela era realmente linda.
–Pare de me olhar assim, idiota.- ela resmungou, a respiração mais normal e o olhos brilhando diferentes.
–Por que, está com vergonha, Erza?- ele perguntou, começando outro joguinho de provocações- Mesmo depois que eu já tenha te visto por inteiro?
A Demônia rosnou, irritada por ficar tão derretida nos braços do Anjo.
–Eu ainda estava por cima.- retrucou, convencida. Eles sempre acabavam assim, com pequenas alfinetadas maliciosas. Outra de suas pequenas batalhas.
–Porque eu estava amarrado na cama, ou não se lembra?- ele reclamou, caindo no joguinho dela.
–Não sei, eu só me lembro de te ouvir implorando para eu ir mais rápido.- a ruiva sorriu, fingindo uma expressão inocente.
O Anjo se virou, prensando-a novamente contra a árvore. Levou os lábios ao pescoço alvo, empurrando o cachecol roxo do local, enquanto mordia e sugava com força.
Ela sentiu o ar fugir de seus pulmões, e gemeu quando a língua dele tocou sua pele sensível recém marcada.
–Andou vendo muitos traidores, Erza?-ele perguntou, os olhos brilhando ameaçadores, característica desenvolvida no seu intercâmbio pelo Inferno.
–N-não.- suspirou, sem fôlego, sentindo todos os músculos dele contra seu corpo. Jellal era excitantemente frio, mesmo com as roupas.- Apenas você.- respondeu baixinho, deixando que seus olhos se encontrassem.
O clima mudou com as palavras da ruiva, o tom incrivelmente doce.
O Anjo relaxou, diminuindo a força aplicada no corpo dela e se aproximou, roçando seus narizes.
–Apenas eu?
–Apenas você.- ela repetiu, e levou uma mão hesitante até o rosto do Anjo, fazendo um carinho sutil em sua bochecha. Contornou suavemente a tatuagem vermelha que ela mesma fizera nele com a posta dos dedos, os olhos ainda presos nos dele.
Provavelmente essa era uma das únicas coisas em comum entre eles.
Ambos eram gênios precoces da batalha, suas habilidades os destacando dos outros. Nunca haviam tido tempo para prestar atenção no mundo ao seu redor, exceto pelas lutas que travavam.
Nem mesmo Erza, que nascera num ambiente onde a luxúria era quase comum, havia se aventurado nesse mundo, sempre preferindo treinos e armaduras do que os convites descarados que recebia.
No Céu era diferente. Anjos podiam ter relações entre si, mas estas eram raras, ainda mais nas legiões de guerreiros como a de Jellal. Toda sua atenção era dedicada apenas à prática de lutas.
Quando o homem de cabelos azuis chegou e fora designado sob sua responsabilidade, a ruiva se encontrou pela primeira vez nas garras do desejo.
Tentava suprimir o que sentia com a ira, usando a força sem limites nos treinos contra o garoto. Mas uma hora a barreia havia se rompido e ela se vira correspondendo o beijo do Anjo com a mesma quantidade de luxúria que ele sentia.
Aqueles momentos no canto de um dos depósitos de armas eram tão novos para ela quanto para ele.
–E você?- Erza perguntou, desejando que a insegurança que sentia não transparecesse nem nos olhos nem no tom de voz.
Ele sorriu com a pergunta dela.
–Apenas você, Erza.- respondeu, aproveitando um dos poucos momentos calmos entre eles. Sem piadinhas, provocações, reclamações ou brigas. Sem querer se lembrar que ele era um Anjo e ela uma Demônia.-Afinal, ninguém mais consegue me bater como você.
A ruiva riu, e olhou para as carcaças dos Hellhounds que ele havia matado.
–Eu sabia que eles não estavam nem perto de serem suficientes.
As sobrancelhas dele se franziram.
–Conhece essas coisas?
–Conheço e já os vi treinando. Deve ser uma das matilhas mais paradas de todo o Inferno. Eu estava andando por aí e os vi. Resolvi segui-los já que nunca os tinha visto aqui fora antes. Então encontrei você.- ela sorriu levemente, de uma maneira que o coração do Anjo falou uma batida com a visão de uma Erza sorrindo encantada com ele.
Jellal suspirou, e abraçou a Demônia, puxando-a para seu peito largo, a surpreendendo.
–Hey, o que você pens-
–Quieta, Erza. Eu só quero lembrar da sensação de ter você nos meus braços de volta, sem provocações. Já vou lhe soltar.- ele respondeu baixinho, aproveitando o contanto com o corpo quente da ruiva e enterrando o rosto em seu cabelo.
A mulher ficou tensa por um instante, mas depois relaxou. Seu coração amoleceu dentro da armadura, a sensação de segurança que Jellal lhe passava correndo por suas veias.
Ele se afastou um pouco e beijou levemente os lábios da ruiva, repetidas vezes. Com uma delicadeza digna de um Anjo.
–Pare de me tratar como vidro.- ela reclamou, seus lábios ainda colados sutilmente.
Ele sorriu malicioso e a beijou com força, a língua fria entrando na boca quente da Demônia, que gemeu, surpresa com a ferocidade repentina.
Erza deixou a língua dele tocar cada pedacinho de si que podia, se deliciando com as sensações que isso lhe causava.
O Anjo apertou mais o corpo dela contra o seu, sentindo os seios se achatarem contra seu peito. Moveu a boca sobre a pele macia, chegando no pescoço alvo, sentindo a jugular pulsando sob seus lábios. Continuou dando beijos molhados ali, fazendo Erza se arrepiar e contorcer em seus braços.
A ruiva arfou quando as mãos frias do homem subirem de sua cintura para seu busto, apertando seus seios sobre o tecido do top.
Usando a força natural que possuía, Erza se impulsionou e enlaçou as pernas em volta da cintura do Anjo, puxando-o para si. Ele gemeu com o contato contra seu membro, que já começava a endurecer.
A Demônia sorriu maliciosa, sentindo o volume contra sua virilha e remexeu os quadris, causando mais atrito e outro gemido rouco da garganta do homem.
O Anjo a olhou os olhos antes de voltar a beijar sua pele, apertando mais os seios da ruiva. Ela suspirou quando os lábios dele se arrastavam sobre seu colo, ameaçando descer.
Jellal passou a língua lentamente no vale entre os seios da dela. Erza arqueou as costas e gemeu o nome dele baixinho.
As mãos deles desceram e apertaram as nádegas da ruiva, ajudando a sustentá-la. Erza gemeu e rebolou mais contra o corpo musculoso do Anjo. O mesmo tentou a voltar a beijar o pescoço convidativo dela, mas não pode mais quando uma das mãos dela seguraram com força seus fios azuis, puxando rudemente para um lado, expondo o pescoço masculino.
Erza deveria ter tara pelo seu cabelo, do jeito que adoava puxá-lo.
Ela beijou e chupou o locar com ferocidade, mostrando que não o deixaria dominá-la tão facilmente, rebolando com mais força contra a virilha dele no processo. Jellal gemeu o nome da Demônia quando sentiu os dentes dela morderem seu pescoço, deixando uma marca roxa.
Fazia tanto tempo que não estavam sozinhos assim...
A razão voltou ao Anjo, e ele trincou os dentes, movendo as mãos até os quadris largos da ruiva, usando a força para fazê-la parar de rebolar contra si.
Erza bufou, irritada, e o encarou com os olhos faiscando de raiva. Odiava deixar as coisas pela metade.
Ele riu com a frustração dela, e beijou suavemente seus lábios, que estavam fechados num bico. Ela tirou as pernas da cintura dele, mas continuou com os braços em volta de seu pescoço.
–Terça e quinta, das cinco às sete.- ele sussurrou, ainda tentando conter o próprio corpo. -Meus horários de patrulha.
Ela piscou, surpresa.
Ele estava lhe contando uma informação?
Ouviu o suspiro dele e a mão gelada em seu rosto, o polegar acariciando sua bochecha.
–Quero te ver.- ele sussurrou novamente, explicando. Sabia que o que estava fazendo era extremamente perigoso. Ela ainda era uma Demônia. A criatura mais linda que ele já havia visto na face da Terra, mas ainda uma Demônia. Não havia como saber se ela não faria uma emboscada, nem que contasse para outro demônio ou até mesmo para o Inferno inteiro.
Mas ele estava farto de resistir ao desejo de agarrá-la cada vez que a via nos corredores do colégios, ficar na mesma sala todos os dias, e simplesmente agir com indiferença ou até mesmo desprezo.
Jellal estava cansado de tentar resistir à Erza.
Viu um brilho de compreensão nos olhos castanho avermelhados e ela assentiu, ainda meio pasma.
–Terça. -Erza sussurrou, apertando-o contra si. -Também quero te ver.- ela admitiu mais baixinho do que antes, sua razão lhe dizendo que não deveria ter feito isso.
Jellal suprimiu um sorriso de alegria e beijou-a lentamente. Não houve nenhuma ferocidade ou briga pelo domínio, apenas o contentamento de ambos por saborearem o beijo tranquilo e delicioso.
Se afastou dela, contra a sua vontade.
Sorriu meio orgulhoso ao vê Erza ajeitar os seios dentro do top, sem um pingo de vergonha por ele a estar olhando; enquanto ela resmungava baixinho que ele só fazia bagunça.
–Você falou que conhecia essa matilha.- Jellal começou, sério agora. -Qual Demônio?
A ruiva hesitou. Era um informação sobre eles, e não sabia se contava ou não.
Pensando que ele acabara de lhe contar uma coisa que poderia deixá-lo em uma situação realmente ruim, ela deu de ombros.
–Lisanna. Ela tem esse gosto estranho por animais e formou essa matilha à algum tempo. Eu só nunca os havia visto em uma missão, por isso os segui.
O Anjo franziu as sobrancelhas com o que a mulher falara, mas apenas acenara, agradecendo em silêncio o que Erza falara.
Ficaram em silêncios alguns segundos, apenas olhando uns nos olhos dos outros. O Anjo se virou, andando de volta para casa, sem se despedir ou olhar para trás. Uma lufada de ar quente em sua nuca lhe disse que ela também já havia partido.
–x-
Quando o homem de cabelos azuis chegou em casa, levantou uma sobrancelha ao ver Loki bufando de raiva e uma Lucy tentando acalmá-lo.
O ruivo o puxou para fora da casa, deixando a loira parada na porta, sabendo que não deveria interferir. Jellal conseguiu sentir as ondas dela e sabia que ela era uma Anja, exatamente como suspeitara, e sorriu cúmplice para a garota enquanto o ruivo discutia em sussurros consigo, sobre o que deveriam falar e fazer com ela. Lucy deixou um pequeno sorriso chegar aos seus lábios, vendo os dois Anjos.
–Céus Loki, você realmente não percebeu?- suspirou, depois que o outro ficara falando sozinho por longos minutos.
O Anjo piscou.
–Percebi o que? Que a Lucy está em perigo,sim eu percebi, só me ajude um jeito de contar toda a história e a nossa situação de um jeito que não a assuste e não a faça acreditar que somos loucos!
Jellal revirou os olhos e passou um dos braços pelo ombro de Lucy, que sorria abertamente ao seu lado.
–Explicar o que, se ela já sabe de tudo, idiota?
Loki olhou para a loira, que estava completamente à vontade ali.
–Sabe do que?
–De tudo, Loki. Ela é uma anja.
Silêncio.
Lucy resolveu falar algo, a expressão de Loki não era exatamente uma das melhores.
–Eu só me assustei com o Hellhounds porque não sei como lutar contra eles, e não achei que alguém viria me ajudar- ela o olhou, meio culpada.-Não porque eles são cães do Inferno.
–Você...-o ruivo murmurou, ainda sem acreditar.
–Anja da Reconciliação.- explicou nervosa, esperando que ele ficasse bravo consigo.
Loki a puxou pela cintura, tirando-a debaixo do braço de Jellal e a abraçou, erguendo seu corpo pequeno.
–Eu vou matar o Gabriel- ele rosnou, apertando ela contra si.
O Anjo de cabelos azuis revirou os olhos de volta. Loki sempre fora meloso demais com as Anjas e seria o dobro com Lucy.
–Agora, o que vamos fazer sobre isso?-perguntou, enquanto Lucy se virava para olhá-lo, ainda suspensa nos braços do ruivo, que resmungava sobre ela estar em perigo desde que chegara e não poder fazer nada pela loira.
–E-eu não sei...- a voz da garota soou sufocada.
–Loki você a está deixando sem ar.
–Desculpe, Lucy.- ele a soltou, os olhos ainda preocupados. -Você está bem?
Ela sorriu, aliviada.
–Sim, obrigada.- moveu os olhos castanhos de um Anjo para o outro.
–Você não sabe nada sobre lutar?-Jellal perguntou, meio confuso.
–Eu insisti feito louca para Gabriel me deixar descer. Mesmo sem ser como vocês eu queria ajudar...E bom, eu acho que só minha presença já é algo, não?- ela sorriu, sabendo que sua aura seria indispensável dentro do colégio.
Loki suspirou, sua mente voltando a funcionar normalmente depois de absorver o fato de Lucy ser uma Anja.
–Vamos ter que grudar em você 24 horas por dia.
Jellal franziu as sobrancelhas. Lucy não parecia exatamente gostar de ser protegida. Provavelmente estava aqui para provar para o Arcanjo que podia fazer tanto quanto sua mãe. Provavelmente teria uma força em potencial e Gabriel sabia disso.
–Eu tenho uma ideia melhor.- ele falou, olhando para a Anja.-Pode ser difícil e vai exigir muito de você.
A loira nem pensou antes de responder.
–Eu topo. -faria praticamente de tudo para ficar na Terra e ajudar.
O homem sorriu para ela e olhou para o parceiro, que já tinha entendido sua ideia.
O ruivo passou um braço pelos ombros da loira, enquanto Jellal fazia o mesmo com a cintura dela, do outro lado. Começaram a andar de volta para casa, animados com a nova aliada.
Lucy olhou de um para outro, desconfiada com seus sorrisos.
–Então...
–Então, a partir de hoje, você vai ser a nossa aprendiz, Anjinha.
Notas finais
Explicações que eu não consegui enfiar no meio de tudo:
Ps: Cernelha é a altura medida entre a última vértebra da
coluna vertebral de um cachorro até o chão. Mais ou menos a nuca dos cães.
Pss: A roupa da Erza era pra ser a que a Edolas Erza usa, mas eita coisinha difícil de descrever, desculpem se ficou confuso :c
O final foi a única parte até agora na fanfic que eu escrevi direio no computador. Se ficar muito ruim, eu apago e escrevo de volta, tá?XD
Qualquer comentário, erros, ideias (aceito todas de qualquer tipo, sérião gente.), reclamações, tédio, fome, sono, fome, frio, qualquer coisa, comentem :3
Ah, estou escrevendo uma nova sinopse, daqui a pouco já arrumo ela XD Chega desta improvisada, né?XD
Ja Ne~
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