Anjos Da Noite
4 Capítulo 4 - This is a trick?
Notas iniciais
Aquele garoto.. Eu tinha uma sensação tão estranha a respeito dele, me parecia que eu já o conhecia a tempo mas ao mesmo tempo ele era totalmente estranho pra mim, quando nossos olhares de cruzaram eu senti um arrepio inexplicável, senti um calor percorrer meu corpo naquele segundo. Bieber. Justin Bieber.. Esse nome não me era estranho, eu acho... Arrisquei mais uma olhada e ele continuava me fitando intensamente, eu senti minhas bochechas ferverem e corar violentamente, virei a cara e me concentrei no suco de maracujá a minha frente. Aqueles olhos...
– Tudo bem com você Aly?
– Anh? Ah, sim tudo bem, eu acho..
– Ele não é boa..como posso dizer, boa pessoa. Ele sua gangue, só pra você saber, são os piores da escola. Tem gente que fala que o Bieber ameaça todos os professores, inclusive o Diretor, e que ele já matou dois professores.. — Ela engoliu em seco ao falar isso.
– Ah fala sério,matar alguém? Me faça rir Sam!
– Acredite se quiser Aly, eu falo sério..Ah não, a Jazmyn tá vindo pra cá..
– Quem?
– Oi garotas! Prazer novata, Jazzy. — Ela falou estendendo a mão para mim.
– Am.. Prazer, Alyssa, mas me chame de Aly.
– Legal seu nome, a Caitlin gostou de você, ela viu o Bieber te olhando e.. — Ela se calou imediatamente e olhou para o lado, tentando ver sobre seus próprios ombros.
Eu olhei para a mesa do Justin e estavam todos nos olhando, o Bieber parecia nervoso, a latinha de refrigerante em sua mão estava amassada e o resto do líquido pingava da mesa ao chão. A de cabelos longos, que deduzir ser Caitlin estava com uma expressão estranha, aflita talvez. Quando repararam que eu estava olhando voltaram ao normal, menos o Bieber.
– An...está gostando da escola? — Falou Jazzy tentando deviar do assunto, olhando para mim.
– Estou, eu acho, não tive chance de conhecer tudo ainda..
– Ah sim, bom, espero que goste, tenho que ir, tchau e foi um prazer te conhecer.
– O prazer foi meu!
Ela foi embora e eu a segui com o olhar, ela se sentou e Justin começou a falar, ou brigar com ela, ele não tinha uma cara boa. Parei de prestar atenção e comi em silêncio, Sam parecia desconfortável com o ocorrido, depois eu falaria com ela sobre isso.
Escutei o sinal soar alto na cantina e me assustei, me levantei junto com Sam e fomos juntas ao dormitório, ela entrou no dela e eu no meu, fui direto em cima da escrivaninha e peguei meus horários, tinha aula de História grega agora, depois seria dois horários diretos de Matemática, intervalo, Geaografia e dois diretos de Educação Física. Na prateleira, tirei meus livros das matérias e coloquei em minha bolsa o de matemática e geografia junto com meu estojo, meu celular e fone de ouvido. O caderno e livro de História resolvi levar na mão mesmo, ajeitei-o em frente ao meu corpo com os braços e sai do quarto fechando a porta. O corredor estava vazio e escuro, assustador, parecia que não tinha ninguém naquele colégio. Sai andando com receio. No corredor do terceiro andar já tinha alunos andando para lá e para cá, mexendo em seus armários, pegando ou guardando coisas. Olhei no mapa e segui em direção da minha primeira aula. Não preciso nem falar que me atrasei né?! Estava andando meio que sem rumo em um corredor vazio e escutei passos atrás de mim, me virei rapidamente mas não havia ninguém. Respirei fundo e continuei andando olhando os números das portas.
– Aly...
Escutei alguém sussurrando meu nome e dei um pulo de susto, olhei para trás e novamente, nada. Comecei a andar mais rápido, aquilo estava me assustando, o corredor estava escuro, quando percebi eu estava no sexto andar. Estava quieto e escuro, puro silêncio. Eu respirava rapidamente devido ao susto e o esforço de andar rápido, estava meio ofegante. De repente senti alguém passando atrás de mim, me virei nervosa e não tinha nada.
– Quem está ai? — perguntei já com raiva, quem quer que fosse deve estar querendo pregar uma peça na 'novata' aqui.
Ninguém respondeu, apenas senti um vento forte e novamente passos em minhas costas, mi virei e nada. Escutei um barulho vindo da última porta do corredor, parecia uma risada, ou choro, sei lá. Andei lentamente até a porta e parei a sua frente, meu coração estava acelerado que chegava até a doer meu peito que subia e descia rapidamente. Depositei minha mão sobre a maçaneta e respirei fundo, a girei lentamente e com muito cuidado e a abri. Coloquei minha cabeça para dentro da sala e não tinha ninguém, apenas carteiras e um quadro branco. Entrei na sala e observei melhor cada canto. Novamente escutei aquele barulho, agora mais perto, parecia vir do corredor, era uma risada. A porta se fechou com um estrondo e um vento forte passou pela sala vazia, pelo menos era o que eu pensava...
Aquilo não me parecia mais uma pegadinha...
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