Anjos Da Noite

5 Capítulo 5 - Like, as I'm still the same?


Notas iniciais
Chegueeei, gentee espero que gostem! Talvez mais tarde eu tenha animo e já poste o outro, mas vai depender de vocês também!! Boa leitura:

Deus o que estava acontecendo, eu estava tremendo pois o vento que adentrou a sala já havia infestado cada canto do lugar, de repente esse frio e eu estava totalmente assustada, estava escuro, frio e um silêncio mortal tirando a risada maléfica que soava de algum canto daquele lugar. Aquela risada me dava calafrios, ela não me era estranha, eu conhecia aquela voz..


Muito assustada resolvi me mexer, coisa que não havia feito durante esse tempo todo, passei o olhar pela sala novamente e avistei uma janela, cheguei perto e olhei para baixo. Tive uma leve tontura e me segurei na parede, estava parecendo mais alto do que já é, senti meu estômago embrulhar de leve e apertei mais minha mão contra a parede. Passei a mão em minha testa e senti o suor na mesma, de repente escutei um meio riso em minha orelha que me fez arrepiar e senti uma respiração batendo contra o meu pescoço. Eu tremi mais ainda, o calor subiu pelas minhas pernas e chegou em meu peito, meu coração se acelerou mais ainda e eu fiquei ofegante. Estava com medo de virar e me deparar com o inesperado, vai que era um maníaco, tarado ou sei lá que conseguiu entrar no colégio, e eu burra vim parar aqui por pura curiosidade, sozinha... Como sou burra!


– Não deveria estar na sala de aula novata? — Escutei sua voz ao pé do meu ouvido, sua voz era rouca e baixa.


Mãos envolveram minha cintura me fazendo dar um pulo de susto, eram mãos quentes, levantou um pouco de minha blusa e passou uma delas em minha barriga me fazendo arfar. Não sabia o que fazer, estava com medo, apavorada, não conseguiu gritar, a voz não saia, não conseguia me mexer também, estava paralisada. Aquela mão era macia e quente, muito quente, tirou sua mão dali e voltou a segurar minha cintura, me virou lentamente para trás e com isso fechei meus olhos com medo de encarar a verdade. Senti sua respiração pesada bater de leve em meu rosto mas não consegui abrir os olhos. Suas misteriosas mão desceram até minha coxa a apertando de leve e me fazendo arfar, eu queria saber se quem eram aquelas mãos mas não conseguia fazer nada, mas que porra, até em um situação como essas a minha burrice prevalece...


Suas mãos continuavam em minha coxa e cintura, as apertando de leve mas mesmo assim eu arfava, eu era tão idiota a ponto de não conseguir abrir meus olhos em uma hora dessas. Respirei fundo duas vezes pegando a coragem que ainda devia me restar em algum lugar aqui dentro, eu mal cheguei em um lugar e já vem um tarado escroto tentar me estuprar nessa joça aqui. Abri meus olhos e já ia tomar fôlego para xingar o desgraçado mas me deparei com um par de olhos, muito lindos por sinal, que não me eram estranhos. Em minha mente passou uma fileira imensa de todos os olhos que já vi em minha vida toda mas não encontrei nenhum até que... Não, não podia ser, ele não, como assim, eu.. Não! Observei seu rosto com cuidado, ele tinha traços perfeitos, um nariz que parecia ser feito sobre medidas, sua boca era avermelhada e muito convidativa e não preciso nem comentar sobre seus olhos, eram lindos, em um tom de castanho claro que, nossa.


Depois de mais alguns segundos o observando eu finalmente me toquei, coloquei minhas mão em seu peito quente e tentei empurrá-lo mas ele era mais forte e ao invés de afastá-lo eu acho que piorei a situação, ele apertou mais minha cintura e me empurrou na parede, me prensando na mesma com força. Soltei um gemido de dor pelo forte impacto entre a parede e as minhas costas mas tentei ignorar, olhei novamente em seus olhos e os mesmos brilhavam de pura malícia, eu não estava entendendo, só podia ser alguma piada, ok as câmeras podem sair agora!


– O que..você pensa que está..fazendo? — Falei tentando empurrá-lo. Sem sucesso. — Huum, você continua a mesma não é verdade? — Ele disse rindo pelo nariz. — Que? Que merda é essa que você tá falando garoto, eu nunca te vi na minha vida, eu..eu.. — Aquele menino era louco, como assim eu continuava a mesma? Mas perdi a fala quando senti sua respiração mais próxima de meu rosto. — Como você obviamente não se lembra de nada eu já vou avisando..Você devia saber desde já que está brincando com fogo, e quem faz isso pode se queimar.


Ah agora ele pensa que pode me dar lição de moral, a fala sério.


– Cara, eu nem te conheço, me solta seu idiota, quem você pensa que é? Ein?


– Eu penso que sou Justin, Justin Bieber, muito prazer! — Quando ele falou minha boca se abriu em um 'O' perfeito confirmando meus pensamentos.


Era ele.. O dono desses olhos perfeitos, que possivelmente era a pessoa mais perigosa desse colégio segundo Sam. Eu ri internamente com esse pensamento, onde já se viu, um garoto idiota desses ser perigoso, ai ai... Será? Eu acho que não.


– E você não devia estar aqui também. — Falei arrancando uma risada abafada de Justin.


– Mas você é a novata, não devia ser atrasar logo no primeiro dia.


– Em primeiro lugar, para de me chamar de novata, eu tenho um nome.. Em segundo, eu me perdi, por isso estou atrasada e agora você fica me prendendo aqui.


– Bom, pode ir se quiser... — Ótimo! Fui andando em direção a porta mas ele me segurou forte pelo pulso, ai, meu pulso recém cortado não, droga. Mordi meu lábio inferior tentando conter o gemido de dor que queria escapar – Mas, só vai sair quando me disser seu nome!


– Tá de brincadeira né.. Me solta, tá me machucando. — Quando eu falei isso ele levantou meu braço e olhou meu pulso, ali estava a marca de meu último corte feito e ainda estava sensível.


– Haha você se corta novata?


– Isso não é da sua conta, me solta, e eu tenho nome, é Alyssa..


– Um Alyssa, posso te chamar de..


– Aly.. Idiota, agora me larga. — Ele soltou outra risada estranha que me deu calafrios e me soltou. Fui em direção a porta enquanto ele se dirigia a janela mas antes que eu saísse ele falou.


– E eu acho bom você não sair andando sozinha por ai, pode ser perigoso.. — Ele falou com um olhar estranho e soltou um sorrisinho de lado.


Rolei os olhos e abri a porta, fui direto procurar a sala de aula, que logo achei sem dificuldades. Entrei e o professor me lançou um olhar reprovador, eu me expliquei falando que era a aluna nova e que me perdi, mas que não se repetiria novamente. Ele fez uma careta mas deixou passar pois como eu era nova a estória fazia sentido, e de fato não era mentira. Me sentei na última cadeira da fileira da parede e escorei minha cabeça na mesma suspirando. As duas aulas de matemática foram igualmente chatas e eu não conseguia parar de pensar no que havia acontecido naquela sala, com Justin, e uma pergunta ficava rondando na minha mente me deixando bem incomodada:



Como assim continuo a mesma?



Não conseguia parar de pensar em cada palavra que ele me disse, principalmente quando ele falou que eu continuava a mesma, ele já me conhecia? Não é possível, eu nunca o vi na minha vida, tenho quase toda certeza disso. Escutei um som alto ecoar em minha cabeça me tirando de meus devaneios, deduzir ser o sinal anunciando o final da aula e o início do intervalo, juntei minhas coisas destraidamente e sai da sala, indo em direção a cantina, ele provavelmente estaria lá...


Notas finais
Espero de coraçãaao que vocês tenham gostado, peço desculpa se houver algum erro de ortografia, eu revisei três vezes mas mesmo assim posso ter deixado algo escapar. Bom, me façam feliz e deixem Reviews, me contem o que estão achando! Muito ruim? Devo continuar? Recomendação? ~PAREY!! Amo vocês suas lindaas, beijos!