Notas iniciais
Oi amores :)

O resto da semana choveu. Fiquei em casa com Marian assistindo filmes e comendo pizza todas as noites. Eu pensei que ela não tinha aula assim como eu, mas depois ela admitiu que queria dar um tempo para relaxar.
— Você é maluca sabia? Quero ver se perdeu várias matérias para prova. — falei jogando pipoca nela.
— Paguei a nerd para copiar tudo para mim.
— Com que dinheiro?
— A mesada que ganho do meu padrasto. Bom, eu pedi um aumento. Mas foi por boa causa.
— Só você mesmo amiga. — falo pegando o controle e colocando no próximo episódio da série.
A campainha tocou.
— Laura você pode atender já estou descendo! — minha mãe gritou.
Eu revirei os olhos e entreguei o balde de pipoca para Marian. Caminhei até a porta e abri. Arregalei os olhos por um segundo quando vi que era Enzo.
— Oi anjo. — ele disse com um sorriso no rosto.
— O que você quer? Não aguentou ficar esses dias sem me perturbar? — revireu os olhos e voltei para o sofá. Marian riu.
— Fala aí Enzo. — ela disse.
— Oi... Ér não sei seu nome. — ele disse entrando e fechando a porta.
— Marian. — ela disse sorrindo para mim.
Eu joguei pipoca nela.
— Por que você não vem assitir ao próximo episódio com a gente enquanto a Tia Júlia não desce? — ela falou rindo para mim.
— Por que ele não quer. — eu falei olhando para Marian que se mijava de rir.
— Que nada. Adoro séries. — Ele disse se sentando no sofá.
— O controle ta com você querida. — ela disse.
Eu bufo e aperto o play do controle.
Umas 5 vezes peguei Enzo olhando para mim. Não só eu percebi como Marian estava tentando controlar suas palavras.
— Eu vou deixar vocês a sós.- ela sussurrou para mim.
Ela levantou e quando estava saindo da sala taquei uma almofada na cabela dela. Ela riu e jogou de volta.
— Sua vaca. — falei rindo.
— Me respeita. Senão não te dou pipoca. — ela falou abrindo o armário pregando pipoca de microondas.
Voltei a atenção para a série, ou melhor para Enzo.
— Ér, fiquei sabendo que você e aquela vadi...vanessa terminaram... Po sinto muito. — falei.
— Não, você não sente. — ele fala levantando a sobrancelha.
— Tem razão. Aquela garota é um nojo.
— Isso tudo é ciúmes anjo?
— Eu? Ciúmes? De você? — começo a rir ironicamente. — tenho é dó dela de ter que te aturar.
— Tenha dó de você também. Por que sei o que está fazendo. — ele disse e logo em seguida me engasguei com a pipoca.
— Como assim? — eu falei.
— Você está se afastando de mim. Tentando me odiar, mas você não consegue não é? — ele disse.
— Ah mas você é muito convencido mesmo. Me erra garoto. — taquei uma almofada nele. Ele fez um escudo com os braços e riu. — eu não suporto você.
Ouço as risadas de Marian na cozinha.
— Nem ela acredita em você. — Enzo aponta para minha amiga que está rindo como se estivesse no circo.
— Ela é maluca. Não bate bem da cabeça.
Alguém desce as escadas.
— Oh, desculpa a demora Enzo. Estava procurando o vestido. Parece que alguém pegou ne Laura. — ela me olhou feio.
— O que foi? Tia Bel e eu temos o mesmo corpo, qual problema de pegar roupa emprestada?
— Ela emprestou para mim não para você.
— Sim, mas nem usei direito. Coloquei e tirei.
— Não é culpa minha você não ter usado, você que não quis sair comigo e com Pedro. — Marian fala andando com o balde de pipoca até a sala.
— Não tem problema. Aqui está Enzo. Agradeça ela por mim. — minha mãe entregou para ele.
— Tchau meninas. — ele falou saindo.
Suspiro de alívio e volto ao sofá da sala.

X

No dia seguinte quase perdi a hora. Todos os dias Enzo me acompanha até a escola e aquele dia... Bom, ele me acordou.
— Acooorda Laaaaura! — alguém grita.
Tomo um susto tão grande que caio da cama e bato a cabeça no criado mudo, meus olhos permanecem fechados. Quem foi o desgraçado que gritou?
— Deixa eu te ajudar. — Ouço a voz de Enzo. É claro! Tinha que ser ele.
— Não, sai daqui! — eu falo rejeitando sua ajuda. Levanto e pego o edredom que caiu junto comigo.
— Você não colocou o despertador para tocar não? — ele falou rindo.
— Precisava gritar no meu ouvido e me fazer cair? — falo indo até o guarda roupa e escolhendo um jeans e um moletom. Era isso mesmo que eu ia vestir. Quando olhei para trás, vi que Enzo continuava no quarto e me observando.
— Que foi? Perdeu o olho aqui? Sai do meu quarto. — eu disse voltando a atenção ao guarda roupa.
— Doce como mel. — ele fala com um tom se sarcasmo. — Estou te esperando lá em baixo anjo.
Ouço a porta se fechar.
5 minutos depois, corro apressadamente as escadas tentando colocar a mochila nas costas. Minha cara já estava dizendo o meu humor. Estava péssimo. No último degrau eu me desequibro e quse caio, Enzo me segura a tempo.
— Opa! Vai com calma. — ele disse me suspendendo.
Me soltei dele.
— Tudo culpa sua! Que droga.
Vou até o corredor e vejo minha mãe com roupão bocejando.
— Olha tem que dar um jeito nessas escadas. Eu quase cai agora mesmo. 2 vez! Ah, e desde quando Enzo tem a nossa chave? Entra a hora que quer. É melhor trocar a fechadura.
Sem espera, caminho apressadamente para porta, mas antes olho para meu primo que esta com segurando a risada. Que raiva!
Acelero meus passos para ficar mais a frente dele, mas ele corre para me acompanhar.
— Que mal humor. Eu ainda faço um favor de te acordar para não faltar a escola.
— Preferia faltar do que ouvir você gritando no meu ouvido e cair, duas vezes ainda por cima! — falo com a voz transbordando ódio.
— TPM anjo? — ele fala com um tom de humor. — Pode deixar que sei lidar com mulheres agressivas e grossas como você. Lido com minha mãe todo dia.
— Tenho pena da Tia Bel. Ter que te aturar toda hora deve ser um inferno. — falo olhando para o lado oposto de Enzo.
— Ah você fala isso mas no fundo você me acha boa pessoa.
— Não te acho má pessoa, só te acho extremamente irritante, insuportável, chato, mimado e convencido.
— Preferia ser má pessoa.
Um cara de bicicleta passa voando pela gente e NOVAMENTE meu primo heróico me puxa para trás, salvando minha pele.
— Por pouco.
— Você tem que parar de ficar fazendo isso. — eu falo com mais raiva do que antes.
— Te salvar? Não era para você estar me agradecendo? — ele diz levantando as sobrancelhas.
— O dia em que eu te agradecer de alguma coisa pode me internar ou me colocar em uma cadeira elétrica.
— Essa doeu. — ele fala fazendo cara de feia.
Chegamos na escola e logo acelerei meu passo para chegar até Paola que estava conversando com Lucia.
(continua...)