Anjo de olhos vermelhos
6 Salvo
Na mesma noite, Riley comunicou a nós que um grupo de vampiros, os “vampiros de olhos amarelos” e mais maduros iria tomar o território de Seattle, o que logicamente despertou a vontade de luta no nosso grupo. Entre gritos e rosnados Riley disse também que devíamos ter união , que devemos surpreende-los treinando, pois eles esperavam que nós seriamos nós mesmos: um bando de vampiros descontrolados.
Todos os vampiros se organizaram em duplas treinando a luta, por inacreditável que pareça todos ali estavam determinados. Eu me afastei da área, pois não queria perder um membro antes da hora. Os instintos a flor da pele de todos, atrapalharia meus planos. Como iria falar com ele agora? Certamente, se alguém me visse falando com ele, isso desencadearia um monte de problemas.
Só havia um jeito.
Iria falar com ele na hora H.
O grupo estaria muito distraído lutando.
A madrugada de um dia que passamos num galpão chegou num aviso de Riley:
– Chegou a hora! – Gritou.
Todos estavam eufóricos.
Andamos bastante, Riley ia sempre na frente, seguro de si, era um excelente líder, charmoso até. Atravessamos um rio em assustadora sincronia e depois de uma trilha em uma floresta, cujo a área tinha um cheiro doce de sangue humano, todos ficaram doidos seguindo a trilha em disparada. Em meio a confusão toda percebi que ele tinha sumido, fiquei atordoada. Me concentrei respirando fundo e rastreei o cheiro dele. Subi até uma montanha coberta por neve.
Ele estava lá e não estava sozinho, a ruiva cretina estava com ele, também um outro vampiro e alguém humano. Não pude ver quem era.
– Riley. – Começou uma voz firme e desconhecida. – Pare, Victoria só está usando você. Você é de Forks, conhece a área. Ela não ama você. Só quer vingar James.
Riley olhou para a ruiva, confuso.
– Só existe você, sabe disso. Eu te avisei sobre os truques dele. Eu te amo. – Ela disse num tom choroso, que soltei um rosnado.
Riley olhou para frente, encarando o inimigo.
– Você já era. – rosnou avançando.
Mas antes que pudesse atacar, um lobo enorme bege pulou em cima dele. Riley chutava o rosto do lobo, quase sem defesa, o lobo era forte, que arrastou-o com a boca há metros dali.
– Victoria! – gritou.
A ruiva o ignorou, com nojo.
O lobo continuava a arrastando brutalmente.
– Não! – gritei, pulando em cima do lobo com os braços em volta dele quebrei seus ossos e seu pescoço. Um choro de cachorro soou em meu ouvidos e o larguei no chão, já inconsciente.
Fiquei orgulhosa de mim mesma por não ter dado ao lobo a chance de agir.
Riley me encarava ainda no chão com os olhos vermelhos arregalados.
Fale com o autor