Anjo de olhos vermelhos
7 Convencido
Ele se levantou num movimento rápido me encarando de forma espantada, como estivesse não acreditando no que acabara de acontecer.
– O que aconteceu?! – Riley quase gritou. – Você... Victoria!
Revirei os olhos. Riley foi avançando subindo montanha acima. Mas eu o agarrei pelo braço como pude, me controlando para não quebra-lo, afinal era mais forte. Podia ouvir o barulho dos gritos da ruiva ali perto e o cheiro de fogo começando.
– Ela está morta. – contei, mesmo não tendo certeza. – Riley....
– Não! – Rosnou, me jogando para longe libertando seu braço.
Com minha queda acabei rolando e derrubando uma arvore, tive medo de perder meu braço. Riley saiu disparado, me levantei como pude correndo atrás dele, me preparando para qualquer tipo de ataque de qualquer lado.
– Riley! Por favor ! Não! – gritei tentando alcança-lo.
– Não ! – ele gritou, ao se deparar com a fogueira somente ali.
Não havia mais nada, nem ninguém.
Ele se ajoelhou com as mãos no rosto sob a neve. Aposto se tivesse lagrimas estaria chorando. Não o condenei, fiquei feliz, admito, não por ver ele sofrendo, mas por ver que por trás da ilusão, o exercito e tudo que ele viveu, ainda tinha um coração.
Meu coração estava tão apertado (modo de dizer) que tive vontade de abraçar ele, mas relutei.
Que sentimentos mais humanos.
– Victoria... – sussurrou, abatido.
Me aproximei dele, pus a mão em seu ombro, desejando que ele não a arrancasse.
– Riley... – sussurrei.
Ele me encarou com a expressão vazia.
– Me escute primeiro, depois você pode fazer o que quiser. – pedi.
– O que você quer? – perguntou.
– Que me escute agora.
– Não podia simplesmente ter me deixado morrer?
– Não sou igual a ela. – disse eu esperando o ataque.
Ele não fez nada.
– Ela não amava você, só usou você.- disse encarando Riley de maneira suave.- Se amasse tinha te salvado, tinha largado o plano dela de vingança, não ia te colocar em risco, ao contrario teria te deixado seguro, porque é isso que todo mundo faz quando ama.
Ele ficou em silencio, estava pensativo demais.
– Ainda não é tarde, nunca é tarde. – estendi a mão para ele.
– Ela me transformou num monstro.
– Monstros não amam, não tem sentimentos. – falei.
Naquele momento ele pegou minha mão ainda estendida para minha surpresa e olhava em meus olhos.
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