O veneno vampiresco me fez andar. Era tudo que sempre quis.

No primeiro momento, o ato de me levantar e andar foi um instinto ajudado pela sede enlouquecedora.

Eu também quis procurar Riley, para perguntar o que estava acontecendo, mas ele estava ocupado demais arrancando partes dos vampiros descontrolados em busca de sangue, assim como eu.

Eu encontrei um corpo de uma mulher num canto afastado. Enquanto me aproximava da mulher desacordada no canto do enorme galpão em ruínas, uma vampira pulou sobre o corpo da mulher.

– É minha! – rosnei.

Eu pulei em cima dela e a joguei para longe dali, como se fosse uma boneca.

Ao se levantar ela rosnou para mim enquanto eu mordia o pescoço da humana.

O sangue era amargo, mas cessou a sede por minutos. Senti a vida do sangue descer pela minha garganta a cada fração de segundo, eram segundos tão gloriosos.

Depois de acabar, joguei a humana morta num canto. Corri com dificuldade, afinal de contas eu não era acostumada com a novidade de “utilizar as pernas”. Os únicos sons que escutava ali eram gritos, barulhos de brigas, o ultimo suspiros suspiro dos humanos que estavam ali. Minha liberdade começava ali.

Isso tudo aconteceu há duas semanas e eu ainda não tinha conseguido falar com Riley.