Notas iniciais
Olá meus amores, perdão a demora, mas eu estive com problemas esse ano (de todos os tipos) Mas como não gosto de arrumar desculpas, mesmo estando em divida com vocês, aí está o capítulo.

Capítulo oito.

Derek não era romântico. Não. Ele era uma merda quando se tratava de romances, nunca fora bom com mulheres, mesmo na adolescência ele era um garoto boçal e estupido sem um pingo de tato com as garotas. Como diabos ele conseguiu perder a virgindade cedo, ainda era um mistério para ele.

Ele se lembrava de suas namoradas na infância, estapeava-se por suas cantadas ridículas e dava graças por nenhum de seus namoros terem dado certo, o motivo...? Que tipo de garota aceitaria sair com um cara com uma cantada tão ruim? Pior, que tipo de garota iria pra cama com um garoto boçal, metido e estupido, sem um pingo de moralidade? Ele só tinha duas respostas. Uma: a garota era muito retardada ou desesperada. Duas: a garota tinha pena dele.

Então ele se estapeava de novo ao ficar se lembrando daquela época nada feliz de sua vida.

Derek definitivamente não era um romântico.

Ele gostava de sexo. Qualquer ser humano ou não humano da face da terra gosta de sexo. É algo natural, é algo sujo, é bom e satisfatório. Derek gostava de sexo porque se sentia satisfeito com ele. Ponto. Não tinha flores, não tinha cantadas ou qualquer tipo de compromisso.

Era só sexo.

Puro e sujo.

E satisfatório. Claro.

Quando ele experimentou sexo com homens pela primeira vez foi... muito satisfatório. Homens não têm as mesmas ideias que as mulheres. Mulheres querem romance, homens querem sexo. Pensar com o pênis foi a melhor coisa na vida que ele pôde experimentar. Era só escolher um e depois foder.

Simples não?

Pois é. Derek amava essa parte da sua vida. Achava ser a única parte humana ainda existente nele, ou ao menos a mais próxima a ela. Ao menos... era o que pensava. Até saber que Stiles era seu companheiro predestinado.

Stiles não era homem ainda, muito menos uma mulher, era um garoto. Um adolescente matreiro e cheio de hormônios e cheiros deliciosos. Ele tinha a inocência de alguém inexperiente, mas a esperteza de um sábio de mil anos. O garoto era maduro demais para sua idade, esperto demais, chegava a ser perigoso o modo como o brilho de esperteza pairava nos olhos do outro, clamando sua sagacidade e rapidez nos assuntos.

Ele era jovem, bonito, esperto, inexperiente e louco de curiosidade.

E Derek queria ensinar-lhe tudo o que podia.

Olhou-se no retrovisor central do carro assim que chegou à frente da casa do garoto. Treinou um ou dois sorrisos, tossiu e respirou fundo, tentou novamente sorrir de maneira calma e sexy, então estapeou-se mentalmente por estar fazendo algo ridículo. Ele tinha de ser calmo, ele tinha de ser responsável, afinal. Ele era responsável pelo o que aconteceu com Stiles. Ele devia ter seguido seus instintos como qualquer outro lobo faria, se ele tivesse marcado Stiles como dele, outros não estariam atrás do que era seu por direito.

Ele estapeou-se de novo, então bateu a testa no volante. Ficar no carro tendo uma guerra interna entre o que é ou não certo não iria ajuda-lo naquela situação.

Ele saiu do carro e bateu a porta, acionando o alarme. Com passos calmos e retos ele alcançou a porta de madeira, tocando a campainha e sorriu minimamente ouvindo passos ligeiramente apressados e cambaleantes até a porta se abrir e um cheiro agradável de comida e Stiles misturado invadindo suas narinas.

Oh aquilo era bom.

Ele sorriu torto e olhou com desejo para o adolescente afobado lhe falar em pouco folego algo sobre horas, cedo, alguma coisa sobre o Sr. Stilinski não voltar até o outro dia, então ele ria e convidou Derek para entrar, comentando algo bobo sobre estatuas de lobos indígenas.

Derek andou ligeiramente atrás de Stiles, seus sentidos aguçados pelo cheiro forte de carne suculenta e batatas, também tinha um cheiro doce de torta, então ele voltava suas atenções para Stiles e seu cheiro também suculento e desejoso. O garoto estava usando uma calça jeans cinza escura frouxa e levemente desgastada, uma regata branca e, para completar o look, um avental branco de cozinheiro que dizia “Eu não cozinho em dias que terminam em ‘days’”*, o que combinava incrivelmente com a personalidade divertida e descontraída do garoto.

Stiles voltou a falar sobre o almoço e Derek já estava salivando em olhar como o corpo do menino se movimentava pela cozinha de maneira habilidosa, sabendo exatamente onde encontrar o que e misturando os ingredientes com maestria. Parecia um daqueles pocionistas que Stiles lia e comentava regularmente, assim como seus objetos mágicos e estudos estranhos. Cortava e misturava as coisas, acrescentando temperos e os demais ingredientes.

Derek inalou o cheiro de batatas douradas quando Stiles puxou a portinhola do forno, mexendo em algo dentro e então voltou a fechá-lo. Aproveitando-se da distração do rapaz, Derek tomou consciência de suas mãos em sua cintura fina, apertando-o. Ele gemeu seu nome de maneira assustada e aquilo foi um gatilho para o desencadeamento de acontecimentos naquela cozinha.

Uma hora Stiles estava tentando afastar as mãos de Derek de si, arranhando e repuxando alguns pelos negros do homem lobo, em seguida o vermelho e o castanho se encaravam compenetrados. Lábios encontraram-se de maneira sôfrega, línguas lutavam por espaço e domínio, ar se tornava escasso. Gemidos e ofegos baixos, tímidos se tornavam cada vez mais altos e despidos de pudor enquanto dentes famintos forçavam a carne do pescoço branco. Mãos se confundiam em roupas, puxando e esticando os tecidos de maneira bruta. Então Stiles estava sobre a mesa da cozinha, suas pernas estava em volta da cintura de Derek enquanto o mesmo não se fazia de rogado, e chupava e mordia o pescoço e clavícula do adolescente.

Eles tentaram se afastar, eles tentando parar em busca de ar, mas o desejo já inundava o mesmo ao seu redor, empurrando-os de volta para aquela esfregação selvagem e sem sentido.

– Derek... – chamava Stiles, ofegante, seus cotovelos o mantendo sobre a mesa de modo frágil e trêmulo. – Derek... devagar... Calma, por favor.

– Eu estou calmo. – respondeu o mais velho, sem desgrudar sua boca do pescoço do outro.

– Mas não está indo devagar. – bufou o menor, empurrando o outro pelos ombros. – Espera, por favor! Aí, Derek!! – gemeu, indignado. O outro o mordera de novo! Agora ele tinha uma mordida no pescoço e outra no ombro. – Seu bruto.

Derek sorriu de lado para o bico exagerado do mais novo, então lhe roubou um beijo. Suas línguas voltaram a travar aquela batalha quase ridícula pelo poder de subjugar o outro. As mãos de Derek estavam depositadas comportadamente nas coxas do adolescente, fazendo carinhos inocentes. Mas não por muito tempo.

Seu lobo estava impaciente.

Nenhum dos dois estava suportando a ideia de outro ter tocado e marcado seu Stiles.

Eles queriam vingança.

Ambos queriam Stiles para si.

Assim ele puxou a cintura do menor para mais perto, fazendo seu corpo cair duramente na mesa. Olhos castanhos o encarando de maneira acusatória, confusa e amedrontada.

Derek sorriu-lhe de volta, lambendo os lábios de maneira sugestiva e praticamente ronronou quando viu Stiles engolir em seco.

O avental fora puxado para cima, a calça jeans desabotoada e arrastada de maneira preguiçosa para baixo, deixando uma cueca azul escura a mostra e o membro duro de Stiles a mostra. Sua língua travessa brincava de desenhar um caminho molhado pelo estômago do garoto, parando algumas vezes para chupar e morder de leve, causando arrepios no menor.

Este gemia seu nome baixinho, as mãos trêmulas cravadas em seus ombros e o empurrando para baixo, para longe, tentando afastá-lo de maneira fraca. Gemia e grunhia palavrões entupidos de erotismo que estava levando Derek e seu lobo à loucura. Eles queriam ouvir mais daqueles gemidos e palavrões, queriam ver Stiles louco de desejo, pedindo mais, gritando por Derek.

– Oh Deus... oh Deus... Deus!!! – repetia o mais novo diversas vezes, remexendo-se na mesa de forma inquieta. Seus olhos bem fechados, a boca entreaberta soltando de vez em quando frases e sons perversamente indecorosos que levavam Derek à loucura. As mãos trêmulas se prendiam na blusa do mais velho, hora apertando com força e hora o arranhando onde podia.

Derek sentia seu lobo rosnar dentro de si, em puro tesão, louco para poder morder e marcar Stiles. Ele estava contendo-se para não virar o garoto na mesa e devorá-lo ali mesmo. Mas os gemidos e sons indecorosos só faziam com que seu lobo uivasse em uma demanda selvagem:

“Morda-o! Morda-o!”

Ele refreou os instintos, movendo-se sobre o menor e lhe roubando um beijo sôfrego, enquanto suas mãos voltaram a trabalhar nos tecidos à cintura do mais jovem. Repuxou as roupas do outro o máximo que conseguira, lambendo os lábios do outro em deleite ao tocar na pele desnuda da cintura estreita.

Estreitas demais...

Ele soltou a boca do menor e se afastou o suficiente para analisar o corpo estirado na mesa. O peito magro arfante e cheio de pintinhas de diversas tonalidades, a cintura estreita – quase feminina do corpo menor, frágil. Linhas claras eram desenhas em volta da cintura, em cicatrizes que aparentavam serem profundas, maculando o corpo claro.

Seus dedos seguiram com calma o contorno do desenho claro, fazendo um carinho curioso e cuidadoso sobre eles. Desenho de garras.

Sua própria respiração estava sobressaltada quando agarrou com firmeza as bordas da mesa, seu corpo curvando-se sobre o outro, os lábios torcidos em um rosnado selvagem e sedento.

Sedento por sangue.

“Ele me paga! Ele tem de pagar!! Sangue com sangue! Companheiro por companheiro!”

Isso! Ele rosnou alto, possesso, sua mente iludida pela ira.

Ele ia atacar onde dói mais no outro. Ele iria destruir tudo de mais precioso que seus inimigos possuíam. Ninguém nunca mais tocaria em Stiles. Somente ele.

Stiles era só seu.

DE MAIS NINGUÉM!

Notas finais
Um beijo, comentários, críticas, sugestões, apontar erros é tudo bem vindo.