Anima Dead- Fic Interativa

12 Kubikova - Capitulo 2- Sobrevivi.


Notas iniciais
Este é o maior capitulo até agora, vamos ver o desfeche de Kubikova

Kubikova


Dia 1-


Ao ver a bomba corro sem pensar fazendo todo caminho até a escadaria, ao passar pelo bar vejo o canibal no qual dei três tiros no coração, ele está de pé, mas como? Ele vem em minha direção tentando me impedir, seguro seu braço e o estico, em seguida bato com minha mão em sua junta quebrando o na hora, ele tenta me acertar com a boca, agarro seu pescoço com a mão estendida e o levanto enforcando-o. Vou acabar logo com isso, chuto a barriga da criatura e salto por cima de suas costas que tinham se envergado com o chute, corro para uma porta ao lado da escadaria e salto a chutando com os dois pés, viro uma pirueta no ar para manter o equilíbrio e não me machucar com a queda. Caio de pé e continuo correndo, estou na ala dos acentos, está lotado dessas criaturas, os paraquedas ficam na cabine logo a frente. Tem aproximadamente vinte deles aqui. Acerto a boca do primeiro com um soco certeiro, outro já vem em seguida por minhas costas, me vira e dou uma rasteira, ele cai no chão de costas. Estão amontoando em mim, saco a arma e atiro para todas direções sem mirar enquanto corro, eles vão caindo e alguns resistindo. Estou no final do corredor, um brutamontes aparece e tenta me acertar com um soco, deslizo entre suas pernas com muita agilidade e continuo a correr. Chego perto da porta no final da ala e tento abri-la. Está fechada. Ferrou. Olho para trás e estou encurralada, mas tenho o plano B, corro em direção ao brutamontes e chuto seu peito com toda força que tenho, meu vestido se rasga por eu ter estendido minha perna para o chute, o brutamontes cai empurrando mais alguns amiguinhos, isso vai me dar tempo. Volto a porta e pego meu molho com as agulhas, começo a mexer na fechadura da porta, usando uma por uma das agulhas. Eles se recuperam da queda e vem em minha direção, merda! O tempo! Me levanto impaciente e atiro várias vezes na porta de madeira fazendo um pequeno buraco perto da fechadura, enfio minha mão, o buraco não é grande o bastante, o sangue escorre por meus pulsos, as farpas estão me cortando pelo espaço ser pequeno, mas dane-se! Consigo abrir a porta, tiro minha mão que está toda ensanguentada. Chuto a porta e já entro atirando em um bastardo que estava me esperando, o tiro é certeiro e ele cai no chão, me viro e abro a cabine onde estão os paraquedas. De acordo com meu raciocínio tenho apenas alguns segundos.

Pego um paraquedas e o coloco em minhas costas, saio da cabine. Vejo a cabine onde meu pai está, não vou perder meu tempo salvando esse gordo inútil. Lá está a porta de emergência, checo se o paraquedas está firme, puxo a alavanca e depois a porta. Salto antes mesmo de ela se abrir por completo. Está de noite e começo a me distanciar do avião rapidamente, meu cabelo voa com a força do vento e solto minha arma, escuto a explosão do avião, e em seguida com o impacto sou lançada mais longe ainda, minha velocidade aumenta muito e estou chegando, não consigo ver onde vou cair, puxo o cordão e o paraquedas abre, mesmo com ele aberto continuo a cair rapidamente, isso vai dar merda! Olho para cima e vejo o paraquedas com um furo, vários estilhaços do avião estão caindo, algum deve ter rasgado ele, merda em dobro! A queda vai ser dura caso eu sobreviva, mas eu sempre sobrevivo. Estou me aproximando e ainda não vejo nada a não ser arvores grandes, é ali, solto o paraquedas ao passar perto de uma das arvores, caio em direção as folhas e galhos, tento parar a queda com as mãos, vou desviando eles e mesmo assim me machuco bastante, os galhos batem em meu rosto, rasgam meu vestido mais ainda e me cortam, a queda é muito rápido e acabo batendo de cara no gramado, os galhos me ajudaram a diminuir a velocidade bastante, vou sobreviver...


Dia 2-


Abro meus olhos que estão pesados, já é manhã. Me levanto rapidamente e olho para os lados, estou em uma floresta, estou com alguns cortes, ralados e escoriações no corpo, meu rosto dói muito com a queda, por pouco não morri. Meu vestido está todo rasgado, deixando a mostra partes de meu corpo, mas que se dane. Mataram minha família e tenho que descobrir o que aconteceu.

Vou andando pela floresta com a mão em meu abdômen, está doendo muito. Vejo vagando alguns canibais, eles estão com mordidas, alguns com membros faltando, oh merda! Achei que isso só tinha acontecido no avião, preciso de alguém que me explique isso urgente. Passo por eles furtivamente. Ando até chegar perto de um muro alto, as criaturas estão todas perto do muro. Corro e o escalo sem nenhuma dificuldade, eles tentam me pegar mas sem sucesso. Fico encima do muro e observo o edifício. É um hospital grande, salto do outro lado do muro e caio de pé. Estou no estacionamento, mas está vazio, o portão de saída dos carros está fechado, vou até uma porta enorme que está aberto, entro no hospital e vejo muito sangue pelo chão e paredes. Vou até a recepção e vejo o mapa enorme pregado na parede. De acordo com o mapa estou na ala infantil. Olho para trás ao sentir uma presença, vejo uma garotinha de aproximadamente cinco anos sem o braço direito e com os olhos brancos, sua boca está toda ensanguentada e com pedaços de carne nos dentes, ela me olha seriamente e caminha com a perna direita quebrada lentamente em minha direção, antes mesmo de se aproximar acerto seu pescoço com um chute deslocando-o, ela cai no chão, piso em seu pescoço quebrado e ela fica tentando reagir rosnando como um cão. Isso é estranho mas ao mesmo tempo interessante. Olho para o lado e vejo em um corredor um garotinho careca, sua barriga está aberto e suas tripas a mostra derramando sangue pelo caminho que faz. Piso na cabeça da garotinha até estoura-la, o garotinho salta para tentar me pegar, mas o agarro no ar e o jogo de costas no balcão da recepção, ele derruba um computador, salto para seu lado por cima do balcão e ele já se levanta, suas tripas caíram com a queda, está pendurada com sua barriga. Puxo sua tripa que está no chão e a estico fazendo ele vir em minha direção gritando. Chuto sua cabeça, ele cai novamente no chão, amarro a tripa dele em seu pescoço enquanto o imobilizo e vou arrastando pelos corredores do hospital. Vejo uma sala bloqueada com madeira escrito com tinta vermelha.


“ Jeff, Marco, Nicolas, Sandy, Thompsom, Merryl, Daniel, Selena, Joanne”


Escrito um nome embaixo do outro, como se fosse uma lista de chamada. Isso me soa estranho, deve ter mais gente por aqui. Continuo arrastando o garoto pelas tripas, e vejo uma porta aberta, no chão tem algumas toras de madeira, pregos e um martelo, e logo a frente cinco crianças devorando o corpo de um homem vestindo uma roupa de fazendeiro, não consigo ver seu rosto, as crianças o devoram como se ele fosse um bolinho gigante, muito sangue está espalhado no chão e logo ao lado tem uma escopeta M37 jogada. Pego a arma no chão e solto a criança, passo calmamente do lado do corpo do homem que está sendo devorado pelas crianças, elas nem sequer notam minha presença, estão entretidas com o lanchinho. Vou até o final do corredor, tem uma porta grande. Abro-a. Fecho a porta e vou caminhando pelo hospital, nos corredores todos os quartos e salas estão bloqueados com barricadas de madeira e a mesma lista com nomes diferentes em cada porta.

Chego no final do corredor. Tento abrir a porta mas está trancada, chuto a porta várias vezes, mas sem sucesso. Ouço alguém falar do outro lado.


– Já voltou Ned? – Hum. Americanos, fui bem disciplinada, aprendi a falar várias línguas. Pego a arma e coloco embaixo de um cobertor de uma maca que estava perto. Respondo com a voz de garotinha indefesa.


– Socorro, por favor abra! Meu deus por favor! – Forço um choro seguido de soluços, a porta se abre rapidamente e dois homens armados aparecem, um deles me puxa e o outro fica no corredor apontando para os lados. O homem espera o outro passar e tranca a porta, fico chorando no canto. Algumas pessoas estão me olhando espantadas e cochichando.


– Você foi mordida? – O homem armado diz enquanto tenta me acalmar.


– Não. – Digo chorando. – Eu sofri um acidente de carro e acabei vindo para cá, eles estavam me perseguindo.


– Acalme-se senhorita. Você está a salvo agora.


Eles me levam até uma enfermaria, lá um senhor faz alguns curativos em meus ferimentos. Todos ficam me fazendo perguntas chatas e irritantes. Respondo fazendo cara de choro. Estou com algumas faixas no pulso e pernas. Saio e vejo um corredor cheio de pessoas, algumas no canto comendo. Outras conversando ou cuidando de pessoas feridas e doentes, onde fui me meter?



Escolhas:

1- Tentar interrogar as pessoas sobre as estranhas salas com nomes.

2- Sair do hospital e ir atrás de respostas na cidade mais próxima.

3- Conhecer melhor as pessoas e descobrir mais sobre o lugar.