Anima Dead- Fic Interativa
13 Howard/ Maya- Capitulo 2-O estranho Hospital.
Howard
Dia 2-
Acordo pela manhã, consegui arrumar um lugar para dormir, me ofereceram um quarto junto a Maya. É um daqueles quartos onde cuidam de doentes, fica no segundo andar. Vejo que Maya não está, estranho. Me levanto da cama, estou morrendo de fome, olho para o lado e vejo uma bandeja com uma garrafa de agua e sopa bem quentinha. Abro um sorriso e começo a degustar do presentinho. A outra bandeja está vazia. Depois de comer a sopa quentinha me levanto e pego a camisa que deixei jogada no chão, visto-a. A porta se abre e a gostosa ruiva aparece, ela sorri ao me ver e diz:
– Olá, Howard não? – Sorrio e me sento em minha cama.
– Sim, e você é? – Ela entra no quarto.
– Meu nome é Ruby. Sou a coordenadora daqui. – Coordenadora? Isso me soa estranho.
– Coordenadora?
– Sim. Eu organizo a distribuição da comida e suprimentos no hospital. Eu era cirurgiã daqui. – Hum.
– E quem é o líder?
– Ele se chama Preston. Ele é quem nos mantem protegidos por aqui.
– Aqui é seguro? – Ela desvia o olhar, isso é sinal de que não. – Não é?
– Claro que é seguro aqui. Pelo menos nessa ala sim.
– O que tem na outra ala?
– “Eles”. – Ela diz fazendo aspas com os dedos.
– Tem zumbis na outra ala?
– Sim, mas já cuidamos disso. Não precisa se preocupar. – Como não me preocupar dividindo o teto com monstros?
– Hum, isso não me soa bem. – Ela sorri meio desajeitada.
– Mas eu vim aqui porque notamos que você tem um carro que pega.
– Sim, aquela perua velha.
– Ela é velha mas pode carregar suprimentos. – Oh merda.
– Vocês querem levar os suprimentos aonde?
– Não quero levar, quero pegar, nossos suprimentos estão acabando.
– Como é? Estão acabando e vocês tem todas essas pessoas para alimentar?
– Sim. E está ficando difícil de alimentar todos.
– E qual o seu plano? Enfiar um mercado dentro do carro? Acho que isso não daria certo. – Ela me olha séria.
– Não, tem um armazém em Bluepone. É o maior da cidade, é onde fica a mercadoria que os caminhões de carga trazem das empresas maiores.
– E você acha que minha perua velha vai conseguir trazer tanto suprimento assim?
– Não, por isso Harry e Dave vão com você. Eles sabem onde tem um dos caminhões de carga, Harry vai buscar o caminhão enquanto você e Dave pegam os suprimentos.
– Só nos três? Cadê Maya?
– Se ela aceitar pode ir junto a vocês, eu conversei com ela mais cedo.
– Eu aceito. – Ela sorri com seus lábios belos e carnudos.
Em um piscar de olhos me vejo do lado de fora do hospital dentro de minha perua. Lá estão Harry e Dave, Harry é um homem alto, meio gordo, com a barba por fazer e cabelos compridos usando um boné vermelho e roupas de frio. Dave é mais novo, tem o rosto liso, cabelos curtos e veste uma jaqueta de couro cinza. Harry tem um rifle M21 de caça e Dave uma Ak-47. Não sei bem onde acharam essas armas. Maya está junto mas dessa vez vestindo algo. Ela está com uma jaqueta de frio azul escura e por baixo uma camisa social que deve ter ganhado dos médicos “bonitões”. Estão todos na parte de trás sentados esperando pela chegada. Dave começa a conversar com Maya. Ele oferece um cigarro para ela, ela aceita e ambos começam a fumar aquela merda dentro do carro. Harry permanece calado. Estamos chegando, já deve ser umas três horas da tarde. Esse carro está bem fodido, depois tenho que dar uma olhada nele. Dave diz:
– Ei! Motorista!
– Que foi?
– Vocês podem esperar do lado de fora que a gente busca os suprimentos.
– Não. Eu vou com vocês. – Ele sorri enquanto dá uma tragada no cigarro.
– Melhor ficar esperando no carro vigiando.
– Eu vou ir. – Ele põe a mão em meu ombro.
– Não complica as coisas cara. Você nem tem uma arma. – Levanto a camisa e mostro minha arma na cintura, ele se cala. Depois diz. – Harry... – Harry diz.
– Deixa ele ir. – Maya fica olhando confusa para os dois. Isso me soou estranho.
Chegamos na cidade, está mais ferrada do que ontem, mais mortos, mais carros ferrados e sangue. Que coisa terrível. Dave e Harry não falam nada no caminho até o armazém. Ao chegar vejo o muro alto e o prédio. Um portão enorme fica na entrada, está fechado. Harry e Dave já abrem a porta de trás e saem com suas armas em mãos. Desço junto com Maya, está fazendo bastante frio. Olho para os lados e as ruas principais estão bloqueadas por carros impedindo os monstros de passarem. Estacionei o carro um pouco antes das barricadas de carro. Caminhamos até o portão, vejo um homem atrás do portão segurando um taco de baseball. Que diabos é isso? Dave diz:
– Voltamos. – O homem respira bem fundo e diz.
– Não. – Dave sorri e depois dá uma risada bem baixa.
– Não? Tem certeza que pensou bem no trato? Você lembra não é? – Ele abaixa a cabeça.
– Lembro. – Me aproximo e pergunto espantado com a conversa.
– Qual trato? Vocês se conhecem? – Dave sorri e responde.
– Por isso disse pra ficar no carro. – O homem fala interrompendo-o.
– Qual a porra do trato? – Dave responde imediatamente.
– Eles nos entregam os suprimentos ou matamos todos eles. – Qual é!?
– Como que é!? – Maya grita espantada. Harry aponta a arma para Maya.
– Vocês são malucos? – Digo também espantado. Dave aponta a arma para minha cabeça.
– Então é isso. Se não nos ajudar, não vai atrapalhar.
Escolhas:
1- Ajudar a matar as pessoas do armazém.
2- Confrontar Harry e Dave e ajudar as pessoas do armazém.
3- Voltar para a perua com Maya e somente esperar que façam o trabalho sujo.
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