Anima Dead- Fic Interativa

36 Dracule Mihawk- Capitulo 2-Negócios.


Notas iniciais
Aqui vai o capitulo de Mihawk, o próximo é de Maya e depois Markus e.e
Espero que gostem, é um capitulo cheio de diálogos

Aliás. Eu estou acompanhando uma historia que é muito boa mesmo, estou gostando muito e vim aqui divulgar ela para os interessados, é realmente boa

http://fanfiction.com.br/historia/349667/O_Mal_que_o_Homem_faz_-_Fic_Interativa/

Dracule


05 de julho



Acordei quase na hora do almoço. Tinha levado Nancy para meu quarto para transar, foi uma noite boa. Ultimamente tenho mantido alguns casos com ela já que a garota anda carente, não que eu goste dela mas é a única opção no momento mesmo.



Quase todos estão ajudando a fazer uns reparos na casas. Gaspar está consertando os degraus junto a Howard. Nancy e Josh estão na cozinha preparando a comida, parece que eles tem energia aqui neste lugar. Maya está em frente a tv vendo um filme com Raj e Jake. É um filme de comédia romântica, até que algumas são engraçadas, mas acho errado desperdiçarem a energia para ver filmes. Jimmy está pintando as paredes da sala de estar e Earl e Bill estão bebendo na cozinha sentado nas cadeiras em frente a janela e rindo como idiotas.


Acho que vou dar uma volta e conhecer melhor esse lugar. Deixo meu fuzil ao lado de minha bolsa e saio sem nada para um passeio pela comunidade.

Saio e vejo várias pessoas caminhando pelas ruas, devem ter umas duzentas aqui dentro confinadas. As ruas parecem com as do Brasil quando tinha feira de sexta-feira. Isso me dá saudades... Várias barracas estão nas calçadas e pessoas caminham sorrindo como se nada de ruim estivesse acontecendo fora destas paredes. Vejo uma barraca grande com um senhor de idade dentro esfregando suas mãos, o frio é intenso aqui. Mesmo usando várias roupas para me proteger ainda me sinto no polo norte. Vou até a barraca deste senhor, ele está conversando com outro homem de aparentemente quarenta anos, calvo. Fico parado do lado só observando os dois conversarem. O homem calvo está carregando uma pequena mochila, ele a coloca sobre o balcão da barraca do senhor e a mochila se revela estar cheia de latinhas de comida. O calvo diz:


– Aqui tem sete latas de doce de coco. É uma delicia e muito raro de encontrar. – O senhor examina as latas e checa as datas de validade. Ele coça seu bigode enorme e grisalho.



– E o que você quer em troca disso tudo? – O homem calvo abri um sorriso imenso e mostra seus dentes amarelos. Ele responde:



– Por cada lata quero um pente de nove milímetros para minha arma. – O senhor sorri satisfeito com a proposta. A barraca deste senhor fica de frente com uma loja tapando a porta de entrada. Deve ser uma loja de armas e este senhor possivelmente era o dono dai. Ele entra na porta que estava bem atrás dele carregando a mochila com os deliciosos doces de coco. Em seguida o senhor volta com uma sacola de papel, aquelas de supermercado e entrega para o calvo.



– Aqui está, sete pentes de nove milímetro. – Ele pega a sacola e sai sorridente. Mais pessoas estão tentando interagir com o senhor. E nesse meio tempo eles trocaram comida, objetos, aparelhos eletrônicos com ele. Tudo por munição ou armas. Quanto mais raro for o item o senhor aumenta a oferta, é como uma espécie de troca que ele faz, os que não têm muito para trocar ele acaba cedendo a um desconto. Afinal a sobrevivência aqui para ser mais importante. Volto para em frente a nossos aposentos. A comida que conseguimos trazer do hotel ficou na caminhonete que Jimmy achou. Está coberta por uma lona para não ficar cheia de neve. Pego uma caixa de enlatados congelados em mãos e vou até a barraca do senhor. Ele está sentado se deliciando com o doce de coco. Homem de sorte. Ele me nota e me olha de relance, coloco a caixa de enlatados com cuidado encima de seu balcão.



– Vim fazer uma troca. – Ele se levanta deixando a lata de doce perto de um telefone quebrado. O senhor limpa seus lábios com as mangas de sua blusa de frio. Ele é negro com lábios muito grandes, olhos de cor castanhos e cabelos grisalhos estilo dreads, me lembra muito um brasileiro.



– Caramba. Quantos enlatados têm aqui dentro? – Não é que só existam enlatados agora no mundo mas é que os alimentos ficam mais preservados assim. E imaginar que daqui a mais uns meses os hambúrgueres serão extintos.



– Tem vinte unidades de vegetais congelados ai. Estão frescos e bem conservados. – O senhor abre a caixa de papelão e começa a examinar as latas. São azuis e com um milho como logotipo nas laterais.



– Santo deus! Esse tipo de comida é extremamente raro de se encontrar. Não vejo vegetais desde quando tudo isso começou. O que você quer em troca dessa caixa?



– Você tem munição para Ak-47?



– Tenho sim. Posso te dar... Deixa-me ver... – Ele fica contando em seus dedos e cochichando bem baixinho. – Cinco pentes pela caixa.



– Por mim está ótimo. – Ele sorri e pega a caixa a levando para detrás da porta. Eu só tinha mais dois pentes para minha arma, logo acabaria me ferrando sem munição e seria obrigado a lutar corpo a corpo. O senhor retorna com uma sacola de papel só que mais cheia, afinal, os pentes da Ak são bem grandes. Ele me entrega e diz:



– Muita coragem sua de trocar uma quantidade tão grande de alimentos e tão raros assim. – Mal sabe ele que temos dezenas de caixas com alimentos bem conservados na caminhonete. Mas como não confio muito nessas pessoas não revelarei nada. Pego meus novos pertences e volto a dar meu passeio pelo local carregando a sacola de papel não mão esquerda.



As ruas continuam cheias de pessoas, vivem como se estivessem em uma cidade comum mesmo. Crianças brincando, os velhos tirando a neve de seus jardins e os jovens paquerando as garotas. Vejo algumas crianças treinando tiro ao alvo com arcos. Estão em um beco. Continuo a caminhar.



Jack o líder deles está em uma praça encima de uma plataforma de madeira, a praça é grande e não tem muitas pessoas por lá, vejo um poste de madeira encima da plataforma, é uma forca. Porque teriam uma forca aqui? Ele está conversando com três homens segurando um caderno. Vou rumo a sua direção e fico ouvindo eles conversarem:



– Pierre. Você vai ficar encarregado hoje de distribuir os remédios para os doentes da comunidade. Aqui está a lista. – Jack rasga uma folha de seu caderno e entrega para o jovem que fica a observando. – No final do dia você pode passar no armazém e receber seu pagamento de quatro alimentos.



– Sim senhor. Mas onde estão os remédios?



– Estão na clinica da doutora Grace. Entregue a lista para ela que receberá os remédios. – O garoto assenti e sai. Ele volta a olha em seu caderno e diz. – Jam. Você vai tirar a neve do quintal dos idosos. – O garoto fecha o rosto emburrado. – Sei que não gosta dessa tarefa mas todos estão fora hoje e precisamos que alguém faça isso, no final do dia você pode pegar quatro alimentos. E você Nathan, vá para o armazém com essa lista e distribua os alimentos para quem está com o estoque em falta. – Os dois saem em disparada. Jack fecha seu caderno e me vê, ele abre um sorriso e desce da plataforma por uma pequena escada de madeira. – Eu nem o notei se aproximando. – Ele aperta minha mão e bate em meu ombro esquerdo com um sorriso no rosto.



– Eu sou uma pessoa com a presença não notável mesmo. – Jack solta uma risada forçada. Que merda de cara.



– Muito engraçado! Mas me diga o que está fazendo por estas áreas sem o seu pessoal?



– Estou passeando, conhecendo melhor sua comunidade. Parecem boas pessoas.



– E são. No começo tive alguns problemas mas com o tempo foi se ajeitando.



– Você era um militar?



– Não.



– Xerife?



– Também não.



– Lutador profissional?



– Com certeza não! Hahahaha! – Novamente a risada forçada. Então que diabo de profissão este homem empregava quando tinha sua vida normal? – Eu era um simples mendigo. Aqueles que ficam na porta da igreja implorando por trocados para poder comer. – Fico boquiaberto com sua resposta. Eu nunca imaginei isso, uma pessoa que comanda várias outras pessoas era um mendigo antes de tudo acontecer, e eu me gabava por ser da marinha brasileira sendo que não ocupo uma posição tão importante quanto essa. – Eu fui eleito como líder porque conhecia essa cidade como ninguém e estas pessoas também. Mesmo me tratando mal antes de tudo acontecer eu não guardei rancor delas e as protegi com minha vida.



– Puta merda! – Solto esta frase espontaneamente. Ele solta uma risada só que agora não foi forçada.



– Você é engraçado garoto. Mas já que estou aqui posso te mostrar o que temos em nossa comunidade.



– Seria um prazer. – Ele me guia pela comunidade me mostrando as localidades mais importantes.



A comunidade tem como bens um armazém de alimentos, uma clinica médica e dentária, um auditório, uma loja de armas e um salão que usam para festividades ou comemorações de aniversários ou datas importantes. É uma boa estrutura, mesmo só pegando um pedaço da cidade eles conseguem ter uma boa vida por aqui. Eu até me identifiquei com esse local. Mas algo que notei no nosso passeio é que a comunidade sofre com um problema, a comida. Parece que os alimentos estão se tornando escassos e por isso as pessoas reclamam por não terem o suficiente em seus estoques. Jack organiza grupos para buscar comida dentro e fora da cidade. Mas como seus homens não são experientes nesse tipo de trabalho alguns acabam morrendo e geralmente a culpa sobra para ele, é uma grande responsabilidade ser um líder.



– Amanhã vou organizar um grupo para buscar alimentos no sul da cidade. Isso se os que eu mandei hoje de manhã retornarem com vida. Eles dizem que veem criaturas mais terríveis que os mortos-vivos. – São os gigantes que Josh disse. Já matamos dois desses e não foi nada fácil. Resultou na quase morte do grupo inteiro.



– Isso é uma merda mesmo. – Digo com as mãos nos bolsos da jaqueta. Já está escuro, tenho que voltar para casa e comer, estou faminto. – Estou indo Jack, nos vemos por ai. – Nos despedimos e volto para nossos aposentos. Vejo Gaspar sentado no banco de seu jipe com as mãos no rosto como de costume e esperando por algum sinal dos militares pelo rádio. Parece que esse cara não desiste mesmo. Entro e vejo Earl e Bill jogados no chão da cozinha dormindo. Estes caras não prestam para nada mesmo.



Depois de comer o resto da comida que sobrou do almoço subo as escadas para meu quarto. Todos estão dormindo. Abro a porta de meu quarto e vejo Nancy dormindo, lá tem duas camas de solteiro, uma de cada lado do quarto. Deito na outra, retiro a touca que usava e coloco no criado-mudo ao lado. Fecho meus olhos e durmo.



Notas finais
Armas:
Ak-47 (21/30)
Faca de caça
Pistola M9 (7/10)

Itens:
Munição de Ak-47 (Sete pentes)
Lanterna
Bússola