Anima Dead- Fic Interativa
37 Maya- Capitulo 5-Por onde andou esta manhã?
Notas iniciais
Bem, eu ando cansado essa semana por causa da escola e essas coisas chatas... Mas nos fins de semana eu posto mais de um capitulo por dia, tenham uma boa leitura, o próximo capitulo é de Markus e depois de Gaspar.
Maya
07 de Julho
Foi um dia chato ontem, todos estavam ocupados em arrumar essa casa velha. Pelo menos assistimos a um filme. Que por sinal era muito engraçado.
Já é manhã, acordo ao lado de Howard, demos uma bela transa ontem. Mesmo estamos bem cansados mas ele sabe como sou ninfomaníaca as vezes hahaha. Ele dorme como um anjinho. Seu olho direito que havia sido ferido por aquela vadia está coberto com uma faixa branca. Ele nunca chegou a mostrar o ferimento, parece que ele se envergonha disso.
Saio do quarto e fecho a porta deixando a brisa gelada penetrar meus ossos. Volto para o quarto rapidamente e pego outra jaqueta de frio preta, uma touca e um cachecol azul com listras brancas. Desço pelas escadas e vejo Kim e Jake no sofá, ela está o examinando, o garoto está pálido, olho ao redor e não vejo ninguém a não ser os dois, nesse horário geralmente estão acordados com o barulho que Earl faz.
– Cadê todo mundo? – Pergunto diretamente para Kim, ela me dá uma olhada de relance enquanto examina Jake.
– Earl, Gaspar e Dracule saíram bem cedo hoje. Foram fazer um trabalho. – Trabalho? Estranho...
– Que tipo de trabalho? – Interrogo Kim em um tom sério.
– Não sei. Algo sobre buscar alimentos para o povo daqui. Só sei que eles disseram que voltariam logo.
– Hum. E o que está fazendo com Jake? – Vou até a janela que estava um pouco aberta e a puxo fazendo força para fechar de uma vez. Minhas mãos se congelam só de entrar em contato com o ar gelado. Preciso pegar minhas luvas.
– Ele está com febre. Deve ter sido porque dormiu aqui na sala e acabou recebendo muito frio. Ele ainda inventou de dormir no chão com Earl e Bill. – O garoto nunca foi de falar, e não é de agora que ele vai se expressar. Olho para a janela que estava aberta, acho que sei o que o deixou doente. – Fiquei sabendo que aqui na comunidade tem uma clinica. Lá eu posso achar algum antibiótico para ele.
– Eu vou com você. Howard está dormindo e estou ficando entediada de tanto ficar aqui dentro jogando baralho. – Ela se levanta do sofá enquanto cobre Jake que treme de tanto sofrer com este frio. Não vou precisar de minha arma aqui dentro. Então posso sair sem preocupações.
– Vamos. – Saímos pela porta da frente e nos deparamos com várias pessoas caminhando pelas ruas e conversando normalmente, é um dos poucos momentos que vou ter assim daqui para frente, de ver que as pessoas ainda tem esperança.
Há várias barracas espalhadas pelas calçadas. Um garoto está com uma pá tirando a neve do jardim dos moradores. O frio é de matar mesmo, puta merda!
Vejo a clinica médica que fica entre dois edifícios, é de três andares e a janela do terceiro está aberta, vejo uma garota vestida de médica com óculos finos e cabelos castanhos presos. Deve ser a doutora, ela observa o movimento das ruas. Entramos no edifício e um sino soa ao primeiro passo. É uma bela recepção, com os papeis organizados encima da mesa e alguns armários de arquivos atrás do balcão, uma escadaria bem ao lado e duas portas uma em cada canto. Logo de cara já tem vários acentos azuis posicionados encostados na parede lateral esquerda perto da porta. Uma senhora está de costas para nós duas. Ela tem os cabelos loiros pintados, um corpo não muito esbelto, com algumas gordurinhas e veste roupas de médica só que com mais apetrechos para se proteger do frio, como um cachecol branco e botas que por sinal são horríveis.
Olho para Kim que parece meio tímida, ela coça seus cabelos, tomo atitude e vou até a mulher, cutuco seu ombro direito e ela se vira mostrando uma verruga no queixo, algumas rugas e olhos negros como carvão. É uma mulher bem feia. Ela está segurando uma prancheta e anotando algumas coisas com uma caneta azul. A mulher tem uma expressão nada agradável e logo manda uma pergunta com mal humor:
– Quem são vocês e o que querem aqui? – Quanta informalidade desta mocréia. Olho para Kim já irritada com a má educação da senhora botas de lixeira. E ela responde com toda educação e calma do mundo, coisa que não tenho muito.
– Nós chegamos a uns dois dias e vim aqui ver se vocês tem algum antibiótico para nosso amiguinho e..- A senhora interrompe.
– Tá! Tá! Tá! Então converse com Paola sobre isto e parem de encher meu saco. – A mulher sai irritada sem sentido algum. Já eu tenho um bom motivo para isto. Me preparo para ir rumo a mulher tirar satisfações sobre seu “tratamento” com a gente mas a moça que estava no terceiro andar aparece com um sorrio estampado no rosto. A senhora passa por ela subindo as escadas.
– Olá! Meu nome é Paola. – Ela diz simpaticamente. Nos apresentamos. – Eu sei que estão irritadas com Doutora Grace. Mas é que ela anda muito confusa sobre seus sentimentos e... – A interrompo.
– Ela brigou com o marido e desconta na gente?
– Acalme-se Maya. – Diz Kim botando as mãos sobre meus ombros.
– Na verdade foi com a esposa dela. Doutora Grace é homossexual. – Puta merda! Fico quieta e boquiaberta junto a Kim. Como uma mulher feia dessas arrumou uma esposa? E ainda mais com aquelas botas horríveis que chegam a dor um nó em meu estomago.
– Ela é... Lésbica? – Kim pergunta calmamente. Solto uma risada baixa com a pergunta de Kim. As vezes ela é meio bobinha mesmo.
– Bem... Sim... – Uma mulher loira aparentando ter entre quarenta anos, bonita e alta entra na clinica com um vestido vermelho curto. Ela cumprimenta a nós e sobe as escadas. Ficamos a olhando subindo as escadas rebolando sua bunda enorme. Caraca. – Essa é a esposa dela. – Nossas bocas se abrem tanto que sinto até uma friagem na garganta. Puta merda!
– Eu não acredito... – Digo abismada. Kim também está muito espantada com os olhos arregalados.
– É... Mas do que vocês precisam? – Kim volto ao normal mas ainda continuo espantada.
– De antibiótico para nosso amigo. Ela está com febre devido ao frio.
– Hum... Tudo bem. Vou buscar. – Paola entra na porta detrás dela e volta em alguns instantes segurando o remédio ainda na embalagem. Ela entrega para Kim, saímos da clinica nos despedindo de Paola, ainda estou abismada com a esposa de Grace.
Voltamos para nossa casa. Agora estão acordados. Nancy está na cozinha fazendo nosso almoço. Jake está no sofá junto a Josh que está fumando como de costume. Josh é aquele tipo de cara bonito e descolado da escola. Ele é loiro com os cabelos meio compridos e olhos azuis, sua barba loira é de um comprimento razoável. Ele veste um terno e por cima uma jaqueta preta de tecido fino, mas confortável. Kim senta entre Josh e Jake. Ela retira o remédio da embalagem enquanto subo as escadas para ver Howard. Abro a porta de nosso quarto e vejo-o se estendendo sem camisa. Ele tem um corpo magro mas pouco definido, sua barba está rasa mesmo tendo dezessete anos, sou quase cinco anos mais velha que ele.
– Já é quase uma hora da tarde. Você anda dormindo muito How! – Exclamo enquanto recolho os cobertores caídos no chão. Ele sorri e vai até o banheiro já pegando suas roupas e as vestindo.
– Por onde andou esta manhã? – Ele pergunta do banheiro.
– Eu fui com Kim na clinica.
– Clinica? Você tá doente? Não me diga que... – Ele põe sua cabeça na porta aberta do banheiro com a expressão de espanto.
– Não. Não estou com suspeitas de gravidez. – O que o faria pensar isso? Só porque mantemos relações sem usar preservativos? Babaca. Ele sorri aliviado e volta ao banheiro.
Ele sai do banheiro com a barba feita e os cabelos meio compridos enrolados nas pontas. Descemos as escadas, todos estão comendo na mesa da cozinha. Josh, Kim, Jake, Nancy, Bill e... Jimmy não está ai... Hum. Estranho.
– Cadê o Jimmy? – Pergunta Kim meio desconfiada da falta da presença do amigo. Não o conheço muito bem mas sei que ele está sempre presente em todas ações do grupo. Mesmo estando bem acabado com a idade e seus problemas de saúde.
– Não sei, não o vi desde quando acordei. – Diz Bill enquanto come os deliciosos vegetais frescos enlatados. – E olha que eu acordei bem cedo.
– Ele nunca sai sozinho. Ainda mais em um lugar onde não conhece ninguém. – Josh fala comendo um enorme prato recheado com espaguete e almondegas gordas e saborosas. Ele aprecia cada colherada com uma enorme felicidade exposta em seus olhos azuis cheios de brilho.
– É verdade. Josh tem razão. – Abro uma lata de feijão que acabara de ser esquentada por Nancy e jogo no prato junto a um pouco de macarrão, é uma mistura estranha mas nos acostumamos com isso. Todos estão comendo, ultimamente não tivemos muito tempo para apreciar o gosto da comida pois sempre estávamos preocupados com a segurança do grupo, mas agora isso se tornou um momento mais apreciativo e gostoso do dia.
Um som alto e bruto é ouvido da porta, alguém está batendo nela com muita força e impaciente ainda. Todos se olham assustados menos Howard e Josh que estão distraídos com seus alimentos. Me levanto junto a Kim e vamos até a porta. Ela abre e Raj está lá ofegante, atrás dele estão várias pessoas aparentemente revoltadas caminhando em direção da praça central da comunidade.
– O que aconteceu Raj? – Pergunta Kim com a mão no peito mostrando preocupação.
– Eles! – Ele para e toma um pouco de ar e volta a falar. – Eles pegaram Jimmy e vão mata-lo! – O que!? Olho para trás e todos já se levantam de seus acentos revoltados.
– Porque fizeram isso Raj?
– Ele foi acusado de assassinar uma garota agora pouco e estão batendo muito nele. Ele precisa de ajuda!
Escolhas:
1- Ir ajudar Jimmy.
2- Deixar que os outros ajudem, ficar na casa a protegendo.
Notas finais
Não revelados.
Itens:
Não carrega nenhum consigo.
Ps: Obrigado pelas duas recomendações WhiteCeci e PrincessClumsy, eu estava relendo elas agora e tinha até esquecido de agradecer vocês duas e.e Muito obrigado eu gostei muito
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