Anima Dead- Fic Interativa
35 April e Alexander- Capitulo 5-Comunicação.
Notas iniciais
April e Alexander (Narrado por Alex)
Eu estou fazendo de tudo para manter April viva. Não só ela mas também o resto do grupo, cada um se mostrou bem útil em muitas tarefas. De semana em semana seguimos por cidades e mercados a procura de comida, roupas e gasolina. Não é nada fácil, somos um grupo de nove pessoas. Eu, April, Chase, Beth, Morrison, Mary, Markus, Kubikova e Phil. Temos pouca munição, então por isso começamos a nos aprimorar mais no combate corpo a corpo. Bethany usa seu arco e é de grande ajuda para todos nós. Furtividade é uma palavra chave agora, todos precisamos ser furtivos para não sermos mortos. Markus é o melhor lutador do grupo, com seu machado ele consegue derrotar até dez infectados sozinho, o mesmo de Kubikova. O ônibus é nosso meio de transporte, ele é grande e podemos carregar o necessário para viagens longas.
04 de julho
Estou dirigindo o ônibus por um atalho que achei para desviar de uma rota não segura. Os flocos de neve caem pela janela, o atalho é cheio de buracos. Todos estão sentados nos bancos, Mary está dormindo ao lado de Morrison. Markus está do meu lado tentando ler o mapa e me guiar para alguma área segura. Ele está com a barba muito grande, continua careca, veste roupas pesadas para não sofrer com esse frio maldito. Me olho pelo retrovisor do ônibus e vejo meus cabelos castanhos meio compridos, a barba também grande, preciso fazer, April está reclamando a muito tempo de minha barba. Chase está conversando com Beth e April. Ele já tem cabelos compridos, o único detalhe novo é a barba rasa. As garotas estão com olheiras e os cabelos enrolados. Kubikova está sentada no fundo com os braços cruzados, ela usa uma espécie de manto em seu corpo para o frio, de cor roxo. Sua espada ela carrega nas costas e a pistola no coldre na cintura. Phil o ex-policial ainda usa o uniforme só que ele também usa um manto como o de Kubie. Só que marrom.
– Bem. Eu não entendo muito desse mapa. – Diz Markus meio confuso segurando o mapa, ele está de pé do meu lado e balançando com os movimentos do ônibus.
– Acho que estamos perdidos... Merda. – Ele dobra o mapa e o coloca no porta-luvas do ônibus. Alguns zumbis caminham pelas florestas, estão congelando com esse frio maldito.
– E se você.. – Antes que Markus terminasse a frase o rádio chia cheio de estática e grunhidos estranhos. Todos ficam em silêncio e somente o som do ônibus em movimento e o rádio prevalecem. E uma voz emerge:
– Se tem alguém me ouvindo... Me... –Grunhidos. -...Na torre de rádio no morro Saint’Mac. – Merda. Pego o rádio comunicador e entrego para Markus. Ele diz:
– Repita, por favor. – O homem do rádio volta a dizer só que mais claro desta vez.
– Me ajudem por favor. Estou na.. – Grunhidos. -... No morro Saint’Mac e eles cercaram a área toda e... Eu vou morrer. Por favor! – Olho para Markus que permanece sério. Os outros ficam escutando meio surpreendidos pelo imprevisto.
– São quantos? – Markus diz interrogando o homem.
– Devem ser uns trinta, não sei. Mas estão a horas batendo na porta e estou aqui tentando comunicar com alguém e... – Ele interrompe o homem e diz ao notar o meu olhar de relance.
– Escute o que irei dizer. Nosso grupo não pode se arriscar assim sem pensar, então amanhã de manhã vamos contata-lo novamente e veremos qual decisão o grupo tomou. – E ele desliga sem mais nem menos. Pode parecer frio de nossa parte, mas a sobrevivência do grupo deve prevalecer acima de tudo. Não podemos nos arriscar por um desconhecido.
Todos ficam quietos. A escuridão logo toma posse da estrada impossibilitando de seguir em frente.
Markus, Chase e Beth pegaram lenha para a fogueira que fizemos do lado de fora do ônibus bem perto dele. Todos estão sentados em troncos ao redor da fogueira e esquentando nosso alimentos. April está toda estremecida, eu ainda estou dentro do ônibus pegando um cobertor. Desço pelas escadas e vou até o grupo, coloco o cobertor em April que agradece com um sorriso e sento ao seu lado. Todos estão me olhando esperando uma resposta, menos Markus e Kubikova que parecem mais concentrados com seus enlatados recém-esquentados. Chase indaga ao meio do silêncio:
– Vocês devem saber que a vida humana deve ser o bem mais valorizado no meio disso tudo não é? – Fico quieto, pois ultimamente não venho pensado muito nos outros e sim somente na minha sobrevivência e na de April, pode parecer egoísmo, mas é o que sinto. April é mais sensível e generosa do que eu. Ela responde ao argumento de Chase:
– Eu concordo com Chase. Se uma pessoa precisa de ajuda temos que ajudar não é? Poderia ser um de nós e...- Kubikova a interrompe com sua voz mais fria que a neve que enfeita o chão e árvores:
– Mas não é um de nós. Não vão sacrificar suas vidas por uma pessoa que nem conhecem direito. Pode muito bem ser uma armadilha. – Ao terminar sua fala ela enfia na boca uma colher cheia de sopa de tomate enlatada. Markus já está na segunda lata. Beth come uma fruta e somente escuta a conversa quieta. Ela não é muito de falar, é meio tímida.
– Mas pode muito bem não ser uma armadilha. – Retruca April com a voz já alterada, ela se estressa bem rápido com pessoas “egoístas” em seu pensamento. Mas o egoísmo talvez seja a nossa maior arma para sobreviver. Já que tudo se baseia da sobrevivência agora. Todos me olham esperando por uma resposta. Markus já está comendo a terceira sopa de tomate. Merda. Solto uns tossidos meio sem jeito. Eles não tiram os olhos de minha face, coço a barba para disfarçar e dou uma olhada para Markus que fingi não ouvir nem ver nada. Conheço bem esse cara. – Diga algo Alexander. – Pronuncia April já irritada.
– Amanhã vamos decidir o que fazer quando entrarmos em contato com o homem novamente.
– Você vai esperar ele morrer e..- April já está me irritando. A interrompo:
– April. Não podemos agir sem antes pensar. Mantenha calma por favor. – Kubikova rufa indignada e se levanta indo para o ônibus. April também se mostra irritada e volta a comer sem dizer uma palavra. Chase abraça a irmã pelo ombro, ela solta um sorriso no canto do rosto. Markus está comendo a quarta lata de sopa de tomate. Ele já se mostra satisfeito e bebe em seu cantil de agua.
– Eu acho que devíamos deixar esse cara morrer. A não ser que ele ofereça algo bom em troca. – Ele diz e se levanta também indo para o ônibus. April se irrita e grita enquanto ele entra.
– Vocês são uns desumanos! Insensíveis e egoístas! – Markus não liga para os insultos e logo desaparece na escuridão indo para o ônibus. Chase e Beth também saem nos deixando a sós. Isso vai dar merda. Levanto e vejo April muito zangada com os pensamentos de Markus e Kubie. Eu não expus minha real resposta sobre essa situação para ela pois a conheço bem. Como ela estava cursando medicina sempre foi instruída a pensar na vida do próximo. Isso pode nos atrasar mas eu realmente amo esta mulher.
No final da noite nos dirigimos para o ônibus depois de apagar a fogueira, nossos acentos para dormir ficam no fundo. Cada um ocupa dois acentos e o encobre com cobertores e travesseiros para ficar confortável. Não precisamos de ficar de guarda durante a madrugada pois o ônibus é trancado com correias e cadeados. April está dormindo em meus braços enquanto olho para o teto. A escuridão é tanta que consigo até ver os rostos de todos que matei, eles vem como sombras, eles tinham nomes, famílias, filhos, esposas, irmãos, irmãos... Isso me faz pensar no sentido disso tudo, as vezes acho que é só um pesadelo e que quando acordar vou estar em minha casa junto a April que estará sonolenta como um bebê. Mas isso é tão real...
05 de Julho
Já é manhã, estou acordado sentado em um dos bancos do ônibus esperando pelo rádio chiar e ouvir novamente a voz daquele homem, comigo estão Markus e April atentos a qualquer som suspeito. Chase, Beth e Kubie estão do lado de fora fazendo guerra com bolas de neve. Morrison e sua prima Mary continuam em seus acentos, eles raramente saem de lá. E em meio de conversas e brincadeiras o rádio chia e escuto a voz do homem radialista. Todos ficam em silêncio menos Chase e Bethany que continuam sua brincadeira.
– Vocês estão ai?
– Sim. Estamos. – Respondo rapidamente.
– Vocês vão vir me salvar? Essas criaturas não desistem nunca e...
– Como está sua situação?
– O que quer dizer com isso? – Olho para Markus que está sério. April começa a roer suas unhas já ansiosa.
– Eles estão somente do lado de fora?
– Não. Os que estavam aqui comigo acabaram se transformando também, eu não sei como isso aconteceu e eu me tranquei no auditório esperando por ajuda, estou aqui a três dias. Eu não aguento mais! – Merda. Olho para April, ela está me olhando esperando que eu responda.
– Porque você acha que deveríamos te ajudar? – Ela arregala seus olhos revoltada com minha pergunta mas nenhuma palavra sai de sua boca. Markus permanece sério.
– P-Porque eu... Eu tenho um barco a motor em Sunville. E se me tirarem daqui eu os levo até ele. – Um barco? Isso é genial, eu nunca tinha pensado nisso antes. Nos manteria longes das criaturas e seguros. Mas mesmo assim parece uma decisão difícil a ser tomada já que não temos munição o suficiente para quase quarenta deles. Merda.
Votação:
Alexander, April, Chase, Bethany, Markus e Kubikova, os que tem dois personagens vão dar um voto por personagem.
1- Não ajudar o homem e seguir na estrada longe de perigos.
2- Ajudar o homem, ir para a torre de rádio e enfrentar os quase quarenta zumbis.
Notas finais
Colt.45 (7/7)
UMP (18/30)
Hachet
Itens:
Lanterna
Munição para Colt.45 x4 pentes
Munição para UMP x2 pentes
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