Anima Dead- Fic Interativa

2 April e Alexander- Capitulo 1- Amor no inferno.


Notas iniciais
Aqui está a parte de Alex e April, espero que gostem

April e Alexander (Narrado por April)


Meu nome é April, vim de uma família de fazendeiros do interior, meus pais eram bem ricos com suas plantações e gados, meu pai era um homem protetor, sempre me ensinava a caçar nos fins de semana, ele queria que eu fosse independente como meus irmãos mais velhos, já que era a caçula. Ele me ensinava a tratar dos animais doentes e até a fazer cirurgias quando alguns deles precisavam. Minha mãe morreu quando eu tinha treze anos, o que deixou meu pai abalado, e o que o fez se suicidar.. Desde então minha tia Anabelle ficou com minha guarda e fui morar na cidade grande, minha vida não foi a mesma. Mas ai conheci Alexander, nos conhecemos na escola quando eu estava no primeiro ano. Ele era mais velho mas sempre me tratou com carinho, começamos a namorar e logo já tinha saído daquela depressão, mesmo os fantasmas ainda me assombrando. Estava cursando medicina em uma faculdade local e meu noivo seguindo carreira militar, mas o inesperado aconteceu, os mortos se levantaram de suas tumbas e o mundo mudou. Alexander voltou para casa o mais rápido que pode e nos trancamos em nossa casa junto com minha tia. Tudo isso aconteceu justo no ano que ele pretendia me pedir em casamento...


Dia 1-


Estamos em nossa casa, fica em uma cidade não muito grande chamada Bluepone perto de Atlanta. As janelas estão todas bloqueadas com barricadas feitas com toras de madeira. Minha tia está em meu quarto em estado de choque, Alexander anda pela casa pensativo e aparentemente nervoso com a situação. Me aproximo dele ainda vestindo minha camisola, ele nem me nota chegar, o abraço por trás bem forte. Ele segura minha mão e se vira me dando um beijo curto. Olho em seu rosto e volto a abraça-lo. Ele diz:


– April, não quero ser pessimista mas vamos todos morrer cedo ou tarde. – Algo que eu odiava em Alex era seu pessimismo.


– Cale sua boca. Não vamos morrer, logo o exercito chega e estaremos todos salvos. – Ele coça seus cabelos castanhos e curtos.


– Não sei muito bem se eles realmente vão vir, devem ter problemas maiores do que uma cidade pequena como essa.


– Alex. Por favor, lute por mim. – Ele se mostra sério, coloca sua mão sobre meu ombro e sorri.


– Por você eu morro querida. – Ambos nos abraçamos. Ele beija minha testa e vai até uma janela perto da porta da sala, lá tem uma brecha entre a barricada, ele começa a olhar procurando atentamente com seus olhos por algo.

Vou até meu quarto ver minha tia. Ele já está assustada, em estado de choque. Sento ao seu lado enquanto ouço as criaturas lá fora fazendo seus zumbidos estranhos.


– Tia, se acalme, tudo vai ficar bem. – Ela não diz uma palavra, somente fica tremendo e olhando para um ponto fixo. Me levanto e vou até um armário onde guardo remédios e um kit de primeiros socorros. Volto com alguns calmantes e sento ao seu lado. – Tia. Tome, isso vai te deixar melhor. – Ela segura os remédios e os joga em sua boca. Isso vai tirar um pouco de minha preocupação e sua também.

Volto à sala de estar e não encontro Alex, ando pela casa procurando por ele preocupada. A porta que dá no porão está aberta, não vou entrar ai, é nojento. Está com as luzes acesas, ele deve estar mexendo em suas ferramentas. Dou mais uma olhada em minha tia e ela está quase dormindo em nossa cama. Escuto um estrondo da porta da frente ,que diabos é isto? Vou até lá. Pelo visto eles querem arrombar a porta. Grito quando ouço a primeira batida e em seguida a criatura retribui o grito, começo a gritar por Alex desesperadamente. A porta não é muito resistente e o braço de uma das criaturas arrebenta a janela, o sangue escorre manchando o chão, a criatura se cortou toda nos vidros quebrados, mas parece ser resistente e não se importar com os ferimentos. Quando menos espero a porta cai sobre o chão e um deles cai de cara em minha frente. São quase dez deles que entram na casa com seus corpos fedidos e gravemente feridos, corro até meu quarto onde está minha tia o mais rápido possível. Alex aparece em um corredor ao lado da porta do porão com uma cara de confuso. Rapidamente ele vê as criaturas e faz um sinal para que eu entre no quarto. Ele está com uma arma de fogo, uma pistola acinzentada.


– April vá para o quarto e faça as malas, estamos partindo agora. – Ele diz sério e em seguida completa. – Tranque a porta e feche os ouvidos.


Ao terminar a frase me tranco no quarto com minha tia. Com o corpo apoiado na porta e o coração acelerado vou até o guarda roupas, pego uma mochila velha e começo a colocar algumas roupas e remédios que guardo, o kit de primeiros socorros e meu creme para cabelo. Pode ser bobeira mas sem isso meu cabelo fica horrível. Vejo no fundo de minha gaveta uma fotografia, estendo minha mão e a pego, os tiros ecoam sobre a casa mas ao encontrar a foto parece que tudo ao redor ficou em silêncio. Lá está meu pai, montado em um cavalo sorridente como sempre ao lado de minha mãe e meus irmãos, estou em seu colo feliz como nunca, me lembro que acabáramos de voltar de uma caçada e meu pai queria tirar essa foto para poder carregar enquanto trabalhava fora, para sempre lembrar de como tinha uma linda família. As lágrimas escorrem por meu rosto e abraço a foto apoiando sobre meus seios. Vou proteger isso com minha vida. Coloco dentro da bolsa e ao me virar minha tia está de pé, seu corpo está muito pálido, e ela está soltando muita saliva. Os cabelos cobrem seu rosto, oh deus! Vejo em seu braço uma mordida enorme que nem sequer tinha notado. Ela olha para mim, droga.



Escolhas a serem feitas pelo dono dos personagens:

1- Tentar trancar Anabelle no banheiro do quarto.

2- Tentar mata-la.

3- Gritar por Alex.