Angels and Fairies: The War
2 Capítulo 2 - As calças da minha irmã pegam fogo.
Notas iniciais
01 de Dezembro de 2014.
Acordei com um barulho inquietante de sirene vindo de fora e um cheiro horrível de fumaça. Deve ser só a Clarity queimando a pipoca. Voltei a dormir mas um calor intenso percorria por todo meu corpo. Em pleno inverno? Isso é impossível! Levantei calçando os chinelos indo até a porta a fim de desligar o termostato do quarto. Ele estava desligado. Mas que diabos está acontecendo? Abri a janela de meu quarto e me deparei com a confusa cena: Um caminhão de bombeiros e uma ambulância em frente ao prédio. Pessoas de branco cuidavam de uma mulher dentro do carro também branco. Um homem com uniforme de bombeiro afagava as costas e os cabelos de uma menina que aparentava ter 14 ou 15 anos. Clarity. O desespero tomou conta de mim, eu saltei porta á fora, mas a sala estava pegando fogo. A fumaça que saia de lá era nauseante. Deve ter demorado uns 5 ou 10 minutos até eu perceber que estava sobre o fogo, pisando nele. Estava queimando, doendo e ardendo. Tudo ficou preto.
Acordei com a visão embasada. Vozes distantes. Maquinas apitando constantemente a cada 4 segundos. Gotas de água caindo. Algo pulsante. E por fim, uma voz aguda e irritante.
— Você está acordada, querida? — Uma garota loira com os cabelos presos para trás em um coque bem apertado surgiu diante de mim. Pensei que fosse minha irmã, por um instante.
Meus olhos de abriram rapidamente com o susto, me fazendo sentar e sentir uma enorme dor por todo o meu corpo.
— Não! — disse a garota que, na verdade, era uma senhora de aproximadamente 40 anos, com os cabelos levemente grisalhos e desarrumados. — Não se levante! — Ela me deitou. Agradeci mentalmente, acho que não conseguiria fazer aquilo sozinha devido a dor. — Como está se sentindo?
Quando tentei falar que percebi o quanto minha boca estava seca. Meus lábios se desgrudaram lentamente para falar.
— Oh, espere. — Ela disse pegando uma bandeja em cima de uma cômoda branca que ficava a frente da cama. — Vai precisar disso se quiser falar algo.
Ela me entregou um copo com água. Eu bebi como se não bebesse agua á dias, o que não era muito difícil de ser verdade.
— Estou bem. — Foi tudo que consegui dizer.
— Você se lembra te tudo? De quem é, de onde veio, e como veio parar aqui?
— Sim. — Eu me lembrava. Minha casa estava pegando fogo, minha irmã estava sendo consolada por um bombeiro e minha mãe... Minha mãe era a mulher na maca com 10 enfermeiros em volta. O desespero fez minha voz falhar.
— Onde minha mãe está? Ela está bem?
— Sua mãe... Bom, da última vez que a vi ela estava na... — A enfermeira vez uma pausa. Algo me disse que eu não gostaria do resto da frase. — Sala de cirurgias.
A vontade de chorar chegou. Minha mãe e minha irmã são as coisas mais preciosas que eu tenho. Eu não poderia deixa-las ou perde-las.
— Querida, sua mãe desmaiou com a fumaça no chão fervente. Diz sua irmã que demorou para chegar até o telefone mais próximo pois suas calças queimavam.
— Minha irmã. Ela está bem? — Meu coração disparava a cada pensamento que eu tinha sobre o que poderia estar acontecendo com elas.
— Ela não chegou nem a desmaiar. Ela está na ala de consultas. Ela não teve nenhum arranhão, diferente de você e sua mãe.
— Eu desmaiei sobre o fogo? — Perguntei assustada.
— Sim, sorte que os bombeiros te socorreram. Você só queimou os pés.
Levantei o lençol do hospital. Meus pés estavam enfaixados.
— Aliás você está com fome? — Ela desviou de assunto.
— Estou, um pouco.
— Vou buscar sua comida, se precisar, toque a campainha ao seu lado.
Ela deixou o quarto com a mesma rapidez que surgiu sobre mim. Eu pensei em como estaria minha mãe, minha irmã, minha casa. Onde estaria meu pai em uma altura dessas, e se ele já sabia ou se importava sobre o ocorrido. De repente uma coisinha loira de olhos azuis surgiu na porta do quarto. Clarity.
— Eeei, você está bem? Está machucada? — Ela perguntou.
— Não, está tudo bem.
— E a mamãe? Não me falaram nada dela.
— Ela está bem. — Abri os braços para um abraço, ela se aconchegou neles.
— Tem um moça com lá fora que quer falar com você. — Ela se soltou de mim.
— Uma m... — A porta se abriu violentamente.
— MENINAS! — Uma moça loira brotou ali, sorridente e alegre. — Ha quanto tempo, não? Vou ficar com vocês até sua mãe ficar melhor.
— O que aconteceu com ela? — Os olhos de Clarity marejaram. — Agatha, você disse que ela estava bem. — A moça irrompeu.
— Mas ela está certa, Clarity. Sua mãe está bem, apenas quer que eu fique com os bebês dela enquanto ela se recupera. — A alegria naquela moça era imensa.
A enfermeira entrou com uma bandeja de comida.
— Só vim trazer a comida, já estou de saída. — Ela disse se desculpando. A Loira Alto-Astral deu um sorriso.
Esperei a enfermeira sair para continuar falando.
— Desculpe, — Comecei. — mas eu não sei quem você é.
— Sou irmã do seu pai. — Outro grande sorriso — Ah, Preciso comprar as passagens para Londres. Clarity, quer vir comigo? Acho que podemos comprar alguns doce para você e sua irmã. — Clarity correu até a moça, elas caminharam até a porta. — A propósito, meu nome é Karen. Lawghintan, Karen.
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