Angels : Heaven Against Darkness [Fic Interativa]
37 Don't Let It Burn
Notas iniciais
Pov by Jennet
Depois de passar a noite fazendo poções, Derek finalmente terminou ao amanhecer. Ele tinha em mãos 3 poções. Uma era pra se transformar em corvo, uma era pra gente ficar invisivel e a outra era pra evitar que Strayder me controlasse.
Bem, quanto a essa curiosa poção de corvo, ele disse que como corvo seria mais facil para ele me guiar e me proteger. E que corvos são geralmente ligados a seres das trevas, então, os guardas do palacio nem iriam ligar pra ele.
Então, quando estavamos prestes a partir, ele tomou a poção. Eu juro que achei que algo ia dar errado, mas não. Ele realmente começou a se tornar um pássaro e um bico cinzento surgiu no lugar de seu nariz, sua pele começou a ganhar penas negras e ele foi diminuindo de tamanho. Ele foi ficando cada vez mais pequeno, até realmente adiquirir a forma de um corvo.
– Nossa! Funcionou! Você consegue falar?
Ele olhou pra mim por um momento tombando a cabeça de lado e ai tomou voo.
– Ei! Espera!
E então um portal cintilante se abriu na parede, ao lado da cama dele.
– Sim, eu consigo falar. Agora Vamos! — respondeu se pondo a minha frente e atravessou o portal.
Um pouco inconfortavel, fitei o portal por alguns minutos e respirei fundo:
– Tá legal! Seja o que Deus quiser! — e o atravessei.
******
Minutos depois eu estava correndo pela floresta de Kane, logo atrás do corvo que Derek havia se tornando. Ele era rapido demais!
– Ei, vai mais devagar! — gritei já cansada e parei pra descansar um pouco.
Eu sei, eu sou uma aluna horrivel. Eu poderia usar meus poderes e alcança-lo rapidinho. Mas eu ainda não aprendi a controlar minha velocidade ao correr.
– Ora, Jenn! Vamos! O quanto mais rapído andarmos, melhor será! E eu não estou com um pressentimento muito bom.
– Eu estou tentando, Derek. Mas você é rapido demais e eu — respirei fundo e apoiei minhas mãos nos joelhos pra poder tomar fôlego — eu ainda sou uma aprendiz de anjo.
Mas quando olhei pra cima de novo, ele não estava mais lá.
– Derek? — gritei olhando em volta, procurando onde ele poderia estar. Mas nada — Derek! — Ate que ele saiu voando de trás de um arbusto, gritando desesperadamente:
– Corre! Corre! — e atrás dele, o que parecia ser uma pantera saltou em nossa direção, rugindo com firmeza ao mesmo tempo que mostrava seus dentes enormes e afiados.
Desesperada, sai dali e corri o mais rapido que eu pude, mas tentei não me distanciar de Derek.
– As árvores! Tente subir em uma delas! — ele gritou pousando em um pinheiro.
– Como? — gritei de volta.
De repente a pantera passou por mim e correu até a árvore onde estava Derek. É, a fera realmente queria ter Derek como seu jantar.
E pra o azar dele, o efeito da poção se esgotou e ele voltou a ser um humano.
– Merda! — resmungou e se segurou no tronco da árvore pra não cair.
– Cuidado! — gritei desesperada.
A pantera que parecia decidida a mata-lo se apoiou na árvore e fincou suas garras no tronco. Ela começou a escalar tal até conseguir chegar bem perto dele.
– Há, meu Deus! Droga! Piedade! Por favor! Piedade!
E por um momento a pantera parou de rugir e começou a rir. Rir de verdade! Pois é, estava rindo de Derek.
– Mas o quê...? — Derek parecia bem confuso — Ei! Pare com isso! — e ofendido também.
– Que droga, garoto! Não se lembra de mim? — a fera o perguntou.
– Shendrick?
Nesse momento por pouco não cai no chão de joelhos. Os dois se conheciam!
E Derek, em sua forma humana, desceu da árvore e a fera fez o mesmo.
– Poxa, que saudades, cara! Você me deu um baita susto, sabia?
– Me perdoe, senhor. É que eu estava com um pouco de fome e como sabem, gatos não resistem a passaros.
– Não! Espera ai! Mas como assim? Você é um gato? — perguntei surpresa.
– Sim — ele respondeu e seu pêlo começou a se tornar mais claro, passando do preto para o cinza e do cinza lentamente para o branco — eu sou um gato — e seu tamanho foi diminuindo, até ele finalmente se tornar um gato branco e peludo — surpresa, senhorita?
– Um pouco.
– É uma honra poder vê-lo, Shendrick! — Derek se curvou em reverência e se voltou pra mim — Jenn, Shendrick foi o companheiro leal de Lil Wick durante toda sua vida — Derek dizia com os olhos brilhando de tanto orgulho.
– Puxa, é um prazer conhecê-lo! Confesso que fiquei bastante assustada! Se eu te visse assim como um gato, acho que jamais suspeitaria da fera que você é — eu estava impressionada.
– Engano bem, não é?
Assenti e resolvi tratar do assunto que mais me interessava no momento:
– Mas então quer dizer que era parceiro de Lil Wick?
– Sim. Ele era meu dono. E eu lutei ao seu lado enfrentando as criaturas mais perigosas já vistas em Relsyn e também o ajudei na ultima guerra. Mas depois que ele morreu, Strayder deu um jeito de me capturar e me prendeu em seu palacio. Eu fiquei trancado em um calabouço por um bom tempo, até que ele me colocou em uma missão e — ele riu — eu fugi com a filha dele.
– A Amanda! — conclui — então quer dizer que ela estava com você?
– Sim, ela me libertou de seu pai. Ela queria fugir dele. Digamos que a menina estava apaixonada por um anjo que não pertencia a seu clã e seu pai não aceitava isso. Mas ela estava decidida a viver uma paixão proibida e então eu resolvi ajuda-la a fugir — ele deu uma pausa e continuou — ela é uma garota incrivel! O problema é que também ama demais o pai. Mas quanto a você, senhorita. Se vai roubar as duas reliquias de Strayder sugiro que o mate — ele enfim me aconselhou.
– Mata-lo?
– Sim. Receio que seja preciso cravar uma espada de prata na cabeça dele.
– Na cabeça? — perguntei perplexa.
– Sim, pois o coração dele é feito de algo que não se destroi tão facil. Por isso, deve cortar a cabeça dele em pedaços!
– Cortar a cabeça dele? — engoli em seco.
Aquilo parecia ser algo forte demais pra mim! Mas não era a parte de cortar a cabeça dele que me incomodava, e sim, a parte em que eu deveria "fazer picadinho" do cerebro dele.
– Sei que parece horrivel, mas você terá de fazer isso. Pois só assim ele vai morrer.
– Puxa, mas não tem nenhum outro jeito? — Derek perguntou por mim, pelo visto, também meio desconfortavel com isso.
– Ter até tem. Mas teria que jogar ele dentro da cachoeira dos elfos. Ele iria entrar em combustão e seu corpo iria se desintegrar! Porém, acho que fazer isso é uma tarefa bem mais dificil que cortar a cabeça dele.
Pra ele era simples falar, mas pra mim todos os dois modos eram complicados. Talvez eu pudesse atrair Strayder até a cachoeira, mas anjos tem asas! Ele poderia voar! E onde eu arranjaria uma espada de prata?
– Vamos! — ele disse indo em direção a cachoeira — Precisamos passar no mercado dos elfos pra comprar sua espada de prata.
Bem, pergunta respondida!
– Espera um pouco, mas nós não temos dinheiro! — Derek disse o seguindo e eu fiz o mesmo.
– Eu sei. Por isso, vamos passar pela cachoeira de Kane. Precisamos pegar o ouro do arco-iris antes que outros o peguem.
– Pera ai, você ta de brincadeira, né? — perguntei ao gato — Essa coisa de ouro no fim do arco-iris sempre me pareceu histórinha pra boi dormir.
– É o que todo mundo acha. Mas acredite, senhorita! Não é. E bobos daqueles que não tem coragem de acreditar neste sonho. É como perder o maior tesouro da sua vida!
Pov by Sarah
No dia seguinte, Iryna me acordou bem cedo. Disse que iria me levar pra casa, mas antes fez questão de que eu tomasse o café da manhã primeiro.
Quanto a Lil Wick, esse já tinha saido e Adam ainda não havia acordado. Assim, estavamos apenas eu, Iryna e a rainha sentadas a mesa.
– Pobre, Adam. Ele queria tanto ver a hora em que Lil Wick iria partir — a rainha disse e bebericou um pouco de chá.
– Ele devia estar bem cansado — respondi e abocanhei uma torrada.
– Pois é, azar dele. Mas e a princesinha das trevas? Ela não acordou? — Iryna perguntou com sarcasmo enquanto segurava uma maçã.
– Não, Amanda ainda não despertou — a rainha parecia extremamente calma.
– Esses dois gostam de dormir, ein? E gente, será que os dois já não... dormiram juntos? — perguntei e quase fiz a rainha engasgar com o chá.
– Se dormiram, eu nem quero saber — respondeu Iryna mordendo a maçã.
– Iryna! E não, Sarah. Mas que pergunta! Claro que não dormiram. Até porque eles não podem fazer isso. Eu já disse a Adam! Se o conselho descobrir que ele está com Amanda, eles vão acabar o punindo por tudo isso!
– Mas por que? Gente, eles se amam! Qual o problema nisso?
– O problema, senhorita. É que Adam é um anjo dos céus e Amanda das trevas — respondeu a rainha.
– Ha, então é isso.
Ela assentiu e voltou a beber seu chá.
Depois disso, o silêncio tomou conta do lugar... até ouvirmos Adam resmungando:
– Droga! Como ela pôde fazer isso comigo? Eu não acredito! Droga! Droga! Droga!
– Meu Deus! Pra quê tanto escânda-lo, Adam?! — Iryna gritou já sem paciência.
E então ele desceu as escadas chorando com um pedaço de papel em suas mãos.
E ao vê-lo de tal forma Iryna baixou a guarda. E eu a entendo, realmente dava dó de olhar pra ele. Ele estava aos prantos, tadinho.
– Mas ei, o que aconteceu? — ela perguntou preocupada.
– Ela foi embora, Iryna. Amanda voltou pro palacio! — ele respondeu e caminhou até a mesa.
– Adam, você está falando sério? — perguntou a rainha.
– É claro que estou! Eu fui no quarto dela agora cedo pra vê-la, mas ela não estava lá. Daí eu notei que as janelas estavam abertas e eu achei que ela tivesse sido capturada. Mas ai eu encontrei esse bilhete maldito! — ele jogou o bilhete sobre a mesa e a rainha o pegou pra ler.
Querido Adam,
Me sinto um pouco mal por lhe escrever este bilhete, mas foi preciso, então... Durante a reunião com Lil Wick, percebi que meu lugar não é nesse templo. Na verdade, nunca foi. Eu vim aqui por sua causa, por que eu queria te ver feliz e achava que poderia morar com você aqui. Mas não posso. Não posso ficar contra meu pai. Sei que é capaz de haver uma guerra e não posso ajudar vocês a mata-lo. Não posso fazer isso, Adam! Eu preciso ficar ao lado do meu clã nesse momento. Por isso, voltei ao palácio. Mas querido, por favor, entenda. Eu sei que você vai ficar com raiva de mim pra sempre depois disso, mas... saiba que jamais vou esquecer você. Aconteça o que acontecer saiba que eu sempre te amei e que os dias que passei com você foram os melhores da minha vida. Eu te amo, Adam, me perdoe. Eu precisei ir.
Beijos, A
– Isso não é nada bom! — concluiu a rainha ao terminar de ler e jogou o bilhete na mesa.
– Não, isso é ótimo! Ela voltou pro papaizinho dela e finalmente nos deixou em paz!
– Chega, Iryna! — gritou a rainha se levantando e cerrando os punhos — Você não percebe a gravidade disso? Amanda estava na reunião quando Lil Wick contou o que iria fazer com o pai dela. E se ela contou aquilo a Strayder... ha meu Deus! Se ela contou, Lil Wick está com problemas.
– Puxa, eu não tinha pensado assim. Mas não tem jeito de avisar a ele sobre isso ou sei lá? — perguntei.
– Bem, eu vou tentar dar um jeito. Mas Iryna, por favor, leve Sarah pra casa agora! Ela não pode ficar aqui em Relsyn, não é seguro! — Iryna assentiu — E quanto a você Adam... suas costas não estão doendo?
Ele enchugou as lágrimas com as costas das mãos e respondeu:
– Agora que você falou, estão doendo um pouco sim, rainha. Mas por quê?
– Erga-as! Eu preciso ver uma coisa.
Adam, mesmo um pouco confuso, se levantou da mesa e então obedeceu a rainha, erguendo suas grandes asas de anjo — na verdade, o que restava delas — porque as asas dele estavam quase todas despenadas!
– Eu sabia! — gritou a rainha.
– Mas que droga é essa? Por quê elas estão assim? — perguntou Adam um tanto assustado.
– Eu disse que o conselho iria te punir uma hora ou outra! Viu? Eles estão tirando suas asas! Estão te tirando do posto de anjo!
– O quê?! — gritou Adam desesperado.
– Iryna, vá agora! Eu preciso levar Adam ao conselho.
– Mas...
– Vá, Iryna! Estou mandando você ir!
– Está bem. Eu já tô indo! Vamos? — Iryna perguntou e eu assenti. Assim, ela pegou na minha mão e saimos do templo.
No jardim, ela abriu um tipo de portal e o atravessamos. Segundos depois aparecemos no mundo dos humanos, dentro de um beco da cidade de San Francisco.
– Muito bem, garota. Me diga onde você mora — Iryna disse saindo do beco e olhando em volta. Mas ela logo recuou — droga!
– O que foi?
– Parece que os seres das trevas passaram por aqui.
Me aproximei pra ver do que ela estava falando e me surpreendi. Havia varios prédios pegando fogo e as ruas tinham varias poças de sangue junto a corpos destroçados.
No mesmo instante tapei minha boca em resposta á aquilo:
– Que horror!
– Parece que a rainha estava errada. Relsyn está bem mais seguro que isso aqui. Acho melhor voltarmos!
– Não! E quanto aos meus pais? Eu preciso ver eles! Não posso voltar a Relsyn sem eles!
Iryna assentiu e então caminhamos pela cidade, até chegarmos a rua onde eu morava. Lá haviam várias pessoas correndo pra todos os lados e haviam seres como ogros, succubus, lobos e vários outros atacando e rasgando os corpos delas com suas garras e dentes. Aquilo foi horrivel, pois vi pessoas que eu conhecia morrerem.
Tentando me proteger de tudo aquilo, Iryna me puxou pelo braço e corremos até minha casa, entramos dentro dela e trancamos a porta.
Mas quando me virei, eu vi uma trilha de sangue que saia da sala e se arrastava até a cozinha.
– Iryna! Olha so pra isso!
– Meu Deus! — ela tratou de seguir cautelosamente aquela trilha e curiosa. eu fui atrás dela. A poça de sangue estava aumentando a medida que chegavamos mais perto da cozinha, até que finalmente encontramos a fonte daquele liquido vermelho... aquele sangue, era o mesmo que corria nas minhas veias...
– Ha meu Deus! — gritei apavorada — Não, não pode ser! — Eu não podia estar vendo aquilo! — Iryna! — Era um pesadelo! Tinha que ser!
Aquele sangue, era o sangue dos meus pais.
– Se acalma! É só você não olhar! — Iryna me abraçou e me impediu de fitar aquela cena.
– Mas eu vi! Eu vi!
– Vamos, acho melhor sairmos daqui e voltarmos a Relsyn.
– Iryna, diz que isso é um pesadelo! — não consegui segurar o choro e as lágrimas rolaram pelo meu rosto uma atrás da outra — Pelo amor de Deus! Diz que não é verdade!
– Se acalma! A gente precisa sair daqui! — ela me guiou até a escada e subiu comigo até meu quarto. Lá, desabei na cama. Eu não aguentava mais, não dava pra segurar o choro com tudo aquilo.
– Calma, Sarah. Fica aqui que eu vou só pegar um pouco de água pra você e ai depois a gente caí fora.
– Espera! Não, eu não quero! Não me deixa aqui sozinha!
– Ta bom. Certo. Eu fico aqui com você. Mas só um pouco por-porque a gente tem que ir pra Relsyn logo e...
– E quanto ao Blake?
– O quê?
– Quando eu sai da casa dele com Lil Wick, ele tinha desmaiado, Iryna! E a Jenn estava lá!
– O quê?! Mas por quê Lil Wick não o levou pra Relsyn?
Apesar de eu conhecer bem a Jenn, não sabia se poderia confiar nela agora.
– Eu não sei. Ele disse que Blake iria ficar bem, mas depois do que eu acabei de ver... Por favor, Iryna! Precisamos ir a casa de Blake.
– Mas está perigoso demais aqui!
– Por. Favor.
– Está bem! Mas preciso que você segure na minha mão e imagine a casa de Blake. Digamos que como não sei onde é a casa dele, preciso que você faça isso.
Assim me levantei da cama e fui até onde ela estava, de frente pro espelho. Segurei em sua mão direita, respirei fundo e tentei limpar minha mente. Foi um pouco dificil e demorou um pouco pra eu conseguir me concentrar, mas eu finalmente consegui visualizar a casa de Blake. Assim, um portal cintilante se abriu em frente ao espelho.
**********
Depois de o atravessarmos, aparecemos no jardim da casa de Blake e esta, esta estava em chamas!
– Droga!
– Merda! Precisamos tira-lo de lá!
Então Iryna ergueu suas asas brancas e tentou voar até janela do quarto de Blake. E quando ela estava perto da janela, um vulto preto a empurrou de volta ao chão.
– Iryna!
– Olá, queridinha! — disse o ser de asas negras gigantes.
– Skyler! — Iryna rugiu se levantando.
– Mas olha só! Veio para festa, é anjinha? E pelo visto trouxe companhia! Pois bem, sejam bem vindas!
– Sua filha da mãe! O que está fazendo aqui?!
– Apenas dando uma festinha, não está vendo? E deixa eu te dizer uma coisa, é inutil tentar entrar naquela casinha ali! Não tem mais nenhum humano vivo lá dentro.
– Você está brincando comigo não, é?
– Não. Ele já era! Eu o matei.
– Você não pode ter feito isso! — falei cerrando meus punhos.
– Você me ouviu, garota. Eu. O. Matei.
Aquele era o pior dia da minha vida e parecia ficar cada vez mais horrivel! Minha vontade era de matar aquela tal de Skyler. Mas não tinha como, eu não tinha poderes como Iryna.
Mas Iryna também não estava nenhum pouco contente.
Ela fitou Skyler por alguns segundos, cerrou os punhos e deu um belo soco na cara dela:
– Sua cretina! — e Skyler foi jogada até o quintal do vizinho — Eu vou acabar com a sua raça! — e Iryna ergueu suas asas pra ir atrás dela.
Assim, fiquei sozinha no quintal dos McCartney. E confesso que havia algo que me atraia para aquela casa, como se eu precisasse muito, mas muito mesmo entrar dentro dela. E eu ainda tinha esperanças! Eu não queria acreditar que Blake estava morto, na verdade eu tinha certeza de que Skyler havia mentido e eu que não ia ficar ali parada vendo a casa queimar.
Eu caminhei até a árvore que ficava ao lado do quarto do Blake e comecei a escalar ela. Se ele estivesse ali, eu ia tentar salva-lo.
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