Notas iniciais
-Rose-
Oi minna.
Sei que demoramos. São as ferias. De qualquer forma, escrevemos o, actualmente, maior capitulo. Com a introdução do nosso fofo Allen.
Espero que aproveitem.

1- rosa

2- Shiki

3- Rima

A luz do sol batia nas pálpebras do jovem loiro, forçando-o a abrir os olhos. Link olhou em volta, estava no seu quarto. Teria sido um sonho? Não. As marcas da noite passada ainda se encontravam no seu corpo, tal como uma certa dor nas partes de baixo. (N/A: se é que me entendem :3)

-Não! Merda! Nem pensar! – resmungou o loiro aconchegando-se na cama

Aquilo não podia ser verdade. O arcanjo conseguira leva-lo para a cama (N/A: Para a secretaria mais precisamente. XD) Agora Link tinha a certeza que era completamente dispensável a Dark assim que apanhassem Shiki.

–Se eu quisesse fazia-se rastejar Link.

–Queres que te obrigue a pores-te de gatas como um cachorrinho obediente que balança a cauda ao dono pedindo por atenção?

–Tens a certeza de que eu tenho coração?

–Hoje não, Zero. Nem hoje nem nunca.

–O quê, Link? Não me digas que não queres porque eu sei que é mentira. Eu nunca te controlei para dormir contigo. Isso é uma escolha tua.

-Vou dizer algo que nunca disse a ninguém … eu realmente apaixonei-me por ti Link. Não me perguntes como ou porquê. Porque nem eu mesmo sei a resposta.

–Eu sou todo teu Link e as minhas asas também.

O loiro mordeu o lábio ao lembrar das palavras ditas pelo moreno na noite anterior. Tinha caído que nem um patinho na lábia do mais velho. Tinha acreditado no eu falso ciúme, na declaração de amor. Merda. Link declarou-se para o arcanjo. De tanta burrada que ele fez na noite anterior aquela fora sem duvida nenhuma a maior.

Link apertou a maravilhosa coberta de algodão egípcio entre os dedos, semicerrou os olhos e todas as possibilidades para sobreviver depois disso.

Opção 1: Tentar desistir.

Resultado provável: Morte apos tortura dolorosa.

Opção 2: Cumprir a missão e ter esperanças.

Resultado provável: Morte, possivelmente sem tortura alguma.

Opção 3: Conseguir que Dark jure não o matar.

Resultado provável: Os juramentos são para levar a serio, portanto, salvação.

-Vou tem que pensar num juramento melhor. – resmungou o loiro consigo mesmo – Não me matar. Não me torturar. Não me transformar em vampiro.

Ele mordeu o lábio inferior e perguntou-se a si mesmo se o juramento poderia abranger os seus amigos, irmãos e outros familiares. Outros familiares? Sim. eles odiavam-no mas ele não queria vê-los cortados ao meio a sua frente.

O sangue a molhar os mosaicos.

Ping.

Ping.

Ping.

Uma suplica balbuciada, assobiada.

-Mamã?

Levanta os olhos e descobre que a sua progenitora ainda esta viva.

O ser de cabelos loiros sorri.

-Anda cá caçadorzinho. Prova.

Um som húmido, dilacerante, espesso, obsceno, tirado de um pesadelo.

Link atirou as cobertas para o lado e pôs os pés no chão com uma expressão gélida no rosto. Aquela recordação em particular tinha a capacidade de destruir todo o calor na sua alma.

Foi ai que os seus pensamentos foram roubados para um objecto em especial sobre a sua mesa-de-cabeceira. Um tubo cilíndrico com cerca de vinte e cinco centímetros de largura e seis de espessura.

O telemóvel tocou.

Ainda pensou em ignora-lo. Estava curioso. Mas quando olhou para o aparelho e viu que a chamada era da Layna, decidiu atender.

-Ola, que conta de novo minha querida irmãzinha?

-Ia fazer-te a mesma pergunta. Recebi um relatório muito esquisito ontem a noite.

Link mordeu o lábio.

-De quem?

-Ikuto.

-Tinha de ser. – murmurou entre dentes

O seu amigo tinha um hobby muito estranho tendo em conta a sua paixão pelas armas em geral … e o que quer que a sua metade felina gostasse. Mas o facto de viverem numa cidade cheia de poluição luminosa não parecia impedi-lo de o fazer.

-Ele estava a ver as estrelas?

-Sim. Eu liguei-lhe para pedir que fizesse um trabalhinho a ultima da hora por mim porque eu tive de cuidar do Akira, ele não se encontra muito bem, quando ele disse que te viu pelo seu super-híper-telescópio-ultimo-modelo. E disse que te viu, hum, voar?

-Tenho de agradecer ao Ikuto por me chamar estrela.

-Eu não acredito. – exclamou Layna com um suspiro – Não acredito … estiveste la em cima? A voar?

-Sim.

-Com um anjo?

-Arcanjo. – corrigiu

Silencio de apenas alguns segundos e depois … gritos de euforia.

-Não acredito. Não pode ser.

-Acredita e pode ser sim. – disse Link com a voz um pouco baixa

-Esta tudo bem Link? Ficas com a voz falha quando estas nervoso.

-Ah … Bem … eu …

Link não sabia o que fazer. Contava ou não contava a irmã o que acontecera na noite anterior.

-Não estou a ficar mais nova senhor. – disse a outra do outro lado da linha

-Eu e o Dark … nós fizemos …

-Fizeram o quê?

-Tu sabes Layna … sexo.

Dito isto, o loiro afastou o aparelho do ouvido ouvindo os gritos da irmã tao altos que parecia que ela estava mesmo ao seu lado. Suspirando, Link começou a destapar o cilindro

-Que estas a fazer? Estou a ouvir a tua respiração.

Link sorriu.

-És uma irmã mais nova muito bisbilhoteira.

-Vem no manual das irmãs mais novas. Despeja o saco enquanto eu tento recuperar do choque.

-Quando acordei tinha algo em cima da minha mesa-de-cabeceira.

-E o que é?

-É o que eu estou a ver se descubro e … Oh, não acredito.

A voz de Link foi baixando a medida que ia retirando a tampa com as mãos tremulas. Olhou para o conteúdo do tubo, um tubo que estava forrado com varias camadas de um material acolchoado

-Linkie? Ainda me matas de suspense.

Com o coração na boca, Link retirou com o maior cuidado a peça requintadamente esculpida.

-Ele enviou-me uma rosa.

Do outro lado da linha ouviu-se um suspiro de decepção.

-Sei que não sais muito Link, mas podes comprar uma rosa com uns simples trocados na loja da esquina.

-É de cristal. – enquanto falaca, a rosa reflectia a luz de uma forma característica e a boca de Link continuou aberta – Não pode ser.

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Incrédulo, Link abriu uma gaveta próxima, retirou um x-acto em aço de alta resistência, que raramente usava porque estava desequilibrado, e tentou com cuidado fazer um risco no caule. A lamina não conseguiu. Mas quando realizou a experiencia inversa, a rosa riscou a superfície “resistente ao risco” da lamina.

-Oh, não!

-Linkie, eu juro que dou cabo de ti se não me contares o que se passa. O que é isso? Uma rosa mutante assassina sugadora de sangue?

Reprimindo uma gargalhada, Link fitou o objecto de beleza indescritível que tinha na mão.

-Não é cristal.

-Zircónica cubica? – perguntou Layna num tom seco – Ah, já sei. Plastico.

-Diamante.

Silencio total

Tosse.

-Importas-te de repetir?

Link levantou a rosa para a luz.

-Diamante. Impecável. Um só.

-Isso é impossível. Sabes de que tamanho tinha de ser o diamante para o esculpirem em forma de rosa? É microscópica?

-Cerca de vinte centímetros.

-Então é impossível, repito. Alias, os diamantes não se esculpem. É impossível. E mesmo assim o homem enviou-te uma rosa de diamante?

-Ele não é um homem. – disse Link tentando que o seu coração parasse de acelerar a natural maravilha do presente – É um arcanjo. Um arcanjo muito perigoso.

-Que esta louco por ti. Ou isso ou trata os seus funcionários muito bem.

Link voltou a rir.

-Não. Ele só quer alguém para fazer sexo enquanto temos este trabalho. – esperou ate Layna parar de rir do outro lado da linha para poder falar com a voz baixa – Ontem disse-lhe não. Acho que ele não gosta dessa palavra sabes? Depois ele começou a agir como se eu fosse dele …

-Espera! Ele estava com ciúmes? Porquê?

-Ele não tinha ciúmes. Foi só fingimento.

Silencio do outro lado da linha.

Link suspirou.

-Um dos vampiros dele tentou levar-me para a cama. Parece que era o seu subordinado mais fiel. Zero o nome dele.

-Aquele deus grego quis levar-te para a cama?

-Layna! – o loiro gritou para a irmã

-Desculpa. Continua.

O loiro voltou a suspirar, arrependendo-se de ter começado a contar o que tinha acontecido a sua irmã.

-Ele … ele disse que me amava. – uma lagrima escorreu dos olhos de Link – Dói Lay. Dói saber que fui usado. Dói …

-Saber que tu o amas e que ele não corresponde? – ela completou

-O que é que eu faço Lay?

-Primeiro acalma-te. Se o que tu dizes é verdade ele vai parar assim que terminares o trabalho que ele te deu. Mas diz-me … como vais garantir que ele não te vai procurar depois?

-Vou obriga-lo a fazer um juramento.

Ele percebeu que a irmã sorriu do outro lado.

-Muito bem. Procedimento normal. Os anjos levam os seus juramentos a serio. Mas tens de falar correctamente. É toma la da ca. Ele vai querer qualquer coisa em troca. Neste caso, tu próprio provavelmente.

As faces do loiro coraram, as suas entranhas comprimiram e de repente sentiu o coração a palpitar na boca.

-Vou devolver a rosa.

Era extraordinária, uma obra notável, mas não podia aceita-la. Aquele ornamento iria lembra-lo do arcanjo.

-Isso não é suficiente. Tens de ter alguma coisa para negociar.

-Deixa o assunto comigo.

A loira suspirou.

-Mas porque é que os lindos só calham aos meus irmãos?

Link estranhou a frase.

-Como a …

-Vou ter de desligar Link. Diz ao Akira que encontrei o que procurávamos.

Dito isto, a jovem desligou.

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Layna desligou o aparelho e começou a correr entre os armazéns abandonados. A quanto tempo aqueles sítios não viam um ser humano? Segundo o olfacto de Layna (que não era tao bom quanto o de Link) não há muito tempo. Aquele sitio tresandava a sangue.

A mais jovem dos três irmãos fez força para abrir a grande porta do último dos armazéns, presenciando uma cena horrível. Era como olhar para a própria morte.

E la estava ele. O ser por quem ela procurava. Mas ele estava diferente. Os cabelos negros davam agora pelo joelho, os olhos brilhavam como dois faróis vermelhos, os dentes mais pareciam os dentes de um animal selvagem por onde pingava sangue e as asas vermelhas tinham perdido todo o seu encanto.

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-S-shiki? – Layna chamou com a voz falha

Os olhos vermelhos pararam em cima dela antes avançarem na sua direcção. A ultima coisa que a loira viu foi um par de asas de penas preto-azuladas.

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Colocou o tubo com a mensagem em cima da secretaria de Dark.

-Não posso aceitar.

Dark levantou um dedo e continuou de costas junto a janela de telemóvel na mão. Surpreendeu o caçador ao vê-lo usar um aparelho tao moderno, mas era uma reacção pouco logica já que os anjos eram mestres em tecnologia por mais que parecessem saídos de uma lenda ou conto de fadas.

Enquanto Vossa Alteza continuava a falar para o aparelho com a voz irritada, Link deu uma volta pela sala. As prateleiras fundas na parede lateral chamaram a sua atenção. Na verdade fora a solitária pena que lhe tinha chamado a atenção. Era de uma cor extraordinária. Um azul celeste puro.

-Natural ou sintética? – perguntou o loiro quase de si para si

-Oh, muito natural. – disse a voz suave de Dark – Gray ficou com um desgosto sem as suas adoráveis penas.

Link virou-se para ele fazendo uma careta.

-Porque estragar um ser tao maravilhoso? Por inveja?

Qualquer coisa brilhou nos olhos de Dark. Uma coisa quente e seguramente letal se fosse libertada.

-O Gray não te interessa minimamente. Ele gosta dos seus parceiros submissos.

-E então? Porque tirar-lhe as penas?

-Precisava de ser castigado. – Dark encolheu os ombros avançando ate estar a menos de trinta centímetros do loiro – Foi o facto de ser castigado que realmente o magoou … as penas voltaram a crescer ao fim de um ano.

-Um abrir e fechar de olhos.

O nível de perigo baixou com o nível de sarcasmo do caçador.

-Para um anjo é.

-E as penas novas cresceram iguais as antigas?

-Não – respondeu Dark esticando a mão para acariciar a orelha de Link – Cresceram mais belas. Azuis debruadas a prata.

Link riu da voz contrariada dele.

-São as cores do meu quarto.

Um calor puro vibrou entre os dois. Sem tirar os olhos do loiro, Dark deixou os seus lábios irem contra a pele suave do pescoço do caçador, beijando o local.

-Tens a certeza que não mo queres mostrar?

Ele era incrivelmente belo.

-Só uma vez.

Era o lado obscuro de Link, o pequeno núcleo nascido num chão de cozinha banhado em sangue no dia em que ele perdeu a sua infância.

Ping.

Ping.

Ping.

-Vem ca caçadorzinho. Prova.

-Não. – Link afastou-se com as mãos húmidas de medo – Só vim devolver a rosa e pedir informações sobre Shiki.

-Shiki esta no Japão.

-O quê?

Alarmado, mas satisfeito pela repentina passagem ao trabalho, Link levantou as mãos para compor o cabelo que o vento despenteara. Mas acabou por colocar o seu barrete verde.

-Isso torna o nosso trabalho estupidamente fácil. Basta-me alertar a rede de caçadores para estar com atenção a um anjo com asas vermelhas debulhadas a ouro.

-Vejo que fizeste os trabalhos de casa.

-O padrão dele é inconfundível com o teu. – disse o loiro

-Não vais alertar toda a gente.

-Como queres que eu faça o meu trabalho se se me proíbes justamente daquilo que permite faze-lo como deve ser?

-Tudo isso será inútil nesta caçada.

-Oh, não me venhas com essa. Ele é um anjo grande como tudo e com asas diferentes de todas as outras. As pessoas vão reparar nele.

Dark olhou Link nos olhos com os seus vermelho vivo como os mais belos rubis. O poder emanava dele em ondas que Link quase era capaz de sentir.

-Ele não vai dar nas vistas, tal como eu não dou.

Link franziu a testa.

-De que estas para ai a falar? Tu … Oh merda.

Ele já se encontrava ali. Link sabia que ele não tinha saído dali, mas os seus olhos já não o viam. Engoliu em seco, dirigiu-se ao ultimo pontoem que o vira e esticou as mãos. Tocou numa pele quente e masculina.

Uma mão fantasma agarrou-lhe no pulso quando ele se preparava para recuar. Depois um dos seus dedos foi sugado pela boca para onde ele tinha olhado pouco antes e aquele calor húmido foi uma violenta provocação ao formigueiro que desceu ate ao seu baixo ventre. Reparou então que não via esse seu dedo.

-Para com isso! – disse o loiro puxando o braço

Dark apareceu em forma de miragem, materializando-se de seguida.

-Estava a explicar uma ideia. – disse o arcanjo colocando-se em frente ao loiro, bloqueando-lhe o caminho

-E costumas sugar as pessoas para explicares as tuas ideias? – Link sentia arrepios nas pontas dos dedos – Que foi aquilo?

-Glamour. – respondeu o moreno contornando a forma da boca do menor com o seu olhar de rubi – Permite-me passar despercebido no meio das massas. É uma coisa que distingue um anjo de um arcanjo.

-Quanto tempo consegues estar assim?

-O tempo que for necessário. Shiki é mais velho do que eu. O seu poder é maior. Ele só precisa de … — calou-se tao repentinamente que Link percebeu que ele receava falar demais – Com o poder máximo pode manter o Glamour por tempo quase infinito. Mesmo mais fraco, consegue mante-lo durante a maior parte do dia, retirando-se para o subsolo a noite.

As mãos de Dark pousaram a cintura de Link sem que o mesmo desse conta da aproximação do arcanjo.

-Por isso precisamos do teu olfacto.

-Eu detecto o cheiro dos vampiros, não dos anjos. Não consigo sentir o teu cheiro.

Dark escondeu o rosto na curva do pescoço de Link, inspirando o cheiro doce que o menor tinha.

-Temos de aguardar.

-Aguardar o quê? – perguntou o menor com a voz meio rouca

-Que chegue a altura certa. – respondeu o moreno beijando a pele macia do pescoço do loiro – E enquanto esperamos, quero sentir o teu sabor doce mais uma vez.

-Para Dark. – resmungou Link tentando afastar o moreno – Sacana! É a violação que te excita?

Por um misero segundo o loiro julgou ver um toque de surpresa na expressão dele mas depois aquela arrogância que ele tao bem conhecia voltou a fita-lo.

Irritado, Link libertou-se dos braços do arcanjo de forma violenta, dando com o punho no rosto do moreno, olhando-o nos olhos.

-Não vou voltar a ser o teu brinquedinho Dark. Enganaste-me uma vez, mas não vais voltar a enganar.

Dark ficou com a surpresa presa no olhar sem se conseguir mexer ou falar alguma coisa. Uma pequena dor trespassou o seu peito no local onde os humanos dizem estar as suas emoções, mas que para Dark não passava de um órgão como outro qualquer.

Assim que ouviu as portas do elevador fecharem-se, Dark telefonou ao segurança.

-Não o percas de vista. Não quero que ele corra perigo.

-Com certeza. – foi a resposta de Zero, mas Dark sentiu uma certa insegurança ao ouvir essas palavras

.-.-.-.-.-.-.

Link saiu pela porta da Torre e continuou a caminhar. Uma raiva incandescente, mais forte, profunda e mortífera do que tudo o que sentira ate então, disparou pelas suas terminações nervosas, provocando dor, mas também mantendo-o vivo, impedindo-o de caminhar.

Que sacana! Que sacana filho da mãe!

Lagrimas ardiam nos olhos do loiro. Recusou-se a deixa-las sair. Chorar seria admitir que esperava mais de Dark. Que esperava dele humanidade.

Detectou um cheiro familiar e deu meia-volta com a faca na mão.

-Vai-te embora vampiro. – a sua voz era fúria derretida

Zero fez uma vénia cortês.

-Oxalá eu pudesse satisfazer a sua vontade meu querido Link. Infelizmente recebi outras ordens.

-Só fazes o que o teu patrão manda?

Os lábios dele cerraram-se.

-Estou com Dark por uma questão de amizade e lealdade.

-Sim, claro. Como um cachorrinho também suplicas quando ele manda?

De repente Zero tinha passado para a frente dele com tal rapidez que lhe arrancou a faca da mão antes que ele pudesse respirar fundo.

-Não me provoques caçador. Sou o chefe das forças de segurança de Dark. Se dependesse de mim a esta hora estavas acorrentado e aos gritos enquanto a tua carne era separada dos ossos.

O loiro não respondeu. Em vez disso sacou da faca e fez-lhe um corte no pescoço.

O sangue jorrou de numa chuva arterial da qual Link se desviou com facilidade. Zero levou as mãos ao pescoço e caiu de joelhos e fitou Link com os olhos cor de fogo. O loiro viu morte nesses olhos.

-Não sejas bebé. – disse ele limpando a faca nas ervas e voltando a embainha-la – Ambos sabemos que um vampiro da tua idade recupera ao fim de dez minutos. – uma onde de cheiro a vampiro invadiu as narinas de Link – Já la vêm os teus cãezinhos socorrer-te. Prazer em ver-te Zero querido.

-Putinho nojento. – foi um insulto húmido

-Obrigado.

Um instante depois, Link já estava a metros de Zero e entrou nas movimentadas ruas da cidade, mas em vez de abrandar, começou a correr ainda mais depressa. Enquanto corria, levou a mão ao bolso tirando de la um telemóvel e pressionou um numero de emergência.

-Preciso de uma recuperação. – disse ofegante assim que alguém atendeu – Envio a localização.

Carregou num botão para activar o widget especial do GPS e transmitiu a sua localização para os computadores da Guilda até ele o desligar. Porque não podia ficar sempre no mesmo lugar. Assim que o fizesse, o jogo terminaria.

Continuou a correr e detectou um certo cheiro bem conhecido por ele.

-Oh, raios!

Olhou por cima do ombro e viu que Zero o tinha alcançado. O sangue na camisa dele era uma flor escarlate, mas o pescoço estava intacto. Link atirou a cabeça para trás e meteu-se no meio do transito, atravessando a rua ao som estonteante de buzinas, pragas e vários gritos de excitação. Um turista desatou a fotografar. Ótimo! Provavelmente ia ficar com uma foto dele a ser mordido por um vampiro imediatamente antes de Zero o transformar numa coisa suplicante, rastejante, relacionada apenas com sexo.

Sim, estava-se mesmo a ver. A raiva ferveu dentro dele numa segunda onda violenta. Ia virar-se, tinha o dedo já no gatilho quando uma mota travou com guincho mesmo a frente dele. Era completamente negra, tal como a roupa e o capacete do condutor. Mas havia um “I” dourado e discreto no deposito de gasolina.

Mudando de ideias, Link saltou la para cima e esperou que tudo corresse bem.

A mão de Zero roçou-lhe no ombro quando a moto arrancou. Virou-se e viu-o de pé a borda do passeio, a olhar para ele.

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Dark fechou a porta do quarto inteiramente negro. Por um segundo ficou na mais total ausência de luz e meditou sobre o que é que se preparava para fazer. O que se passava entre ele e Link era muito humano, muito real.

Foi nesse preciso momento que a imagem de uma mulher apareceu no centro da sala. O arcanjo mais antigo de todos e ao mesmo tempo aquele que detinha a aparência mais jovem. Rima.

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-Dark. – disse ela num tom fraco e aberto – Arriscas-te a usar esse poder com Shiki nos teus domínios?

-É necessário. Regressarei ao estado normal quando ele passar a faze seguinte.

-Sim. Ele ainda não passou ao limite derradeiro pois não?

-Quando ele o passar saberemos. O mundo inteiro saberá. Toda a gente ouvirá o grito dele. – suspiro – Preciso de te fazer uma pergunta.

Os olhos de Rima mal se viam quando esta se virou para ele, tao claros que quase não se distinguiam do branco dos olhos.

-Há um monstro dentro de todos nós Dark. Uns sobrevivem, outros sucumbem. Tu ainda não sucumbiste.

-Perdi o controlo da minha mente. – respondeu Dark sem lhe perguntar como sabia aquilo tudo

Rima era mais um fantasma que um arcanjo. Uma sombra que se movia por vários mundos que para os restantes arcanjos eram desconhecidos sem deixar rasto.

-É a evolução. – segredou com um sorriso meigo – Sem mudança ver-nos-íamos reduzidos a pó.

Dark não percebeu se Rima falava dele ou dela mesma.

-Se eu continuar a perder o controlo serei inútil como arcanjo. – disse ele – A toxina …

-Isto não tem nada a ver com o Flagelo. O que estas a viver é uma coisa inteiramente diferente

-O que é?

Ela podia estar a mentir, a encaminhar a conversa de modo a fragiliza-lo. Não seria a primeira vez que dois arcanjos trabalhavam concertadamente para derrubar um terceiro.

-Ou não sabes nada e estas a armar-te em deusa?

Gelo naqueles olhos vermelhos, centenas de emoções tao invulgares que pareciam outra coisa.

-Estamos a falar de ti Dark. Não receias que eu use o teu problema para te destruir?

-Acho que o Japão não te interessa para nada.

Rima riu. Um riso fresco que evocava simultaneamente o tumulo e o sol.

-És esperto. Muito mais esperto que os outros. Aqui esta o que precisas de saber … tu não perdeste o controlo

-Obriguei o Link a desejar-me. O que é isso se não total perda de controlo?

-Estavam duas pessoas naquele quarto.

Por instantes, Dark não entendeu a observação de Rima. Mas quando percebeu foi a sua vez de falar num tom gélido.

-Ele é capaz de me influenciar!

-Matá-lo-ias por isso?

-Sim.

Mas qualquer coisa nele impedia-o de estar seguro de si.

É a violação que te excita?

O impacto daquelas palavras ainda reflectia na noite interminável a que chamava alma.

-Que achas?

-Acho que és mais forte do que os outros imaginam.

A sua expressão era calculista mesmo quando usava um discurso informal.

Normalmente, Dark teria praguejado contra si mesmo por ter cometido um erro, mas sabia que aquilo fazia parte do modus operandi de Rima. Para falar com ela era preciso ser seu igual, ou, pelo menos, suficientemente forte para as coisas se tornarem interessantes.

-Se não fosses mulher eu diria que tens necessidade de provar que tens um pénis maior.

Ela riu, com um tom … desafinado.

-Oh, se eu te encontrasse quando ainda estava interessada nessas coisas. – fez um gesto cm a mão – Havias de dar um belo amante. – os lábios dela tornaram-se sensuais, uma recordação longínqua pôs um pouco de brilho no frio invernoso dos seus olhos – Alguma vez dançaste com um anjo em pleno voo?

A recordação atingiu-o como um soco. Sim, já tinha. Mas não por prazer. Porem, não respondeu, limitou-se a olhar, a escutar, sabendo que ela era o seu próprio publico.

-Já tive um amante que me fez sentir humana. – piscou os olhos – Extraordinário não é?

-Ele ainda esta contigo?

-Mandei mata-lo. Um arcanjo não pode ser humano. Há alguns humanos que nos mudam e tornam diferentes do que somos. As defesas caem, os fogos acendem-se, as mentes fundem-se.

Dark permaneceu absolutamente calado.

-Tens de o matar.

As pupilas de Dark aumentaram até ocuparem quase toda a iris.

-A não ser, ou até que, o faças, nunca saberás de as defesas vão ou não cair.

-E se eu não o matar?

-Mata-te ele. Torna-te mortal.

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Ikuto estacionou a moto nas entranhas da sede da Guilda. Tirou o capacete da cabeça e pendurou-o no punho direito do guiador.

-Oh, tens uma vida muito interessante Linkzinho.

Link encostou o rosto nas costas de Ikuto, demasiado feliz para lhe pedir que parasse de usar aquele apelido estupido. Esticando o braço, o neko colocou-lhe a mão na coxa.

-Vamos ter sorte esta noite?

-Não queres mais nada.

Com um sorriso, o loiro deu uma palmada na mão dele e desceu da moto.

-Podíamos ao menos experimentar. – disse Ikuto devolvendo o sorriso

-Na noite em que eu dormir contigo vais chorar que nem um bebé

O moreno abriu muito os olhos, fechando o fecho do blusão.

-Sei que facas é contigo, mas .. na cama? Não será exagero?

-No instante em que fizermos sexo deixaremos de ser amigos. E isso será de ir as lagrimas queridinho.

Ikuto abraçou o loiro pela cintura.

-Nem sabes o que perdes.

-Vou sobreviver.

Não puderam continuar a falar pois as portas deram entrada para uma mulher jovem na casa dos vinte e cinco anos com longos cabelos loiros, e roupa de executiva.

-Pelo teu cheiro parece-me que acabaste de correr a maratona. – foi o cumprimento que dirigiu a Link – E tu … — olhou para Ikuto — … parece que foste expulso de uma corrida de motos.

-Ei! – Protestou Ikuto ofendido – Fica sabendo que sou um motociclista encartado.

Zelda ignorou-o completamente, dando toda a sua atenção a Lin.

-Linkie, meu querido, por favor explica porque razão o escritório foi inundado com chamadas sobre, e passo a citar, um vampiro demoníaco que anda por ai a solta, um tarado de faca na mão, e, oh, esta é a minha preferida, um assassino armado.

-Posso explicar.

Zelda cruzou os braços e pôs-se a bater o pé no chão.

-Explicar teres mostrado não só uma faca como também a usaste? Só peço a Deus que a sede global não descubra, porque se ela descobre esta tudo lixado.

-Ele queria fazer sexo comigo. Eu apenas declinei o convite

-A serio? Diz la de que maneira é que “declinaste o convite” do vampiro?

-Cortei-lhe o pescoço.

Zelda e Ikuto limitaram-se a olhar até que o macho idiota desatou a rir histericamente. Rui tanto que caiu da moto para cima do cimento manchado do chão da Guilda, mas nem por isso deixou de rir.

-Cala-te antes que te faça o mesmo. – ameaçou Zelda

Ikuto tentou parar de rir. Mas não conseguiu.

-Ceus Linkie, és um espanto. Por tua causa tenho o meu telefone cheio de mensagens dos lideres do país. Por tua causa metade de Tokio pensa que anda um vampiro assassino a solta. Por tua causa nasceram-me mais três cabelos brancos.

A ultima frase de Zelda fez Link rir.

-Também te adoro.

Sacudindo a cabeça, Zelda quebrou o frio entre eles e abraçou Link com força.

-Estas metido nalgum problema Link?

Link mordeu o lábio inferior e olhou do rosto finalmente serio de Ikuto para o de Zelda.

-Mais ou menos. O Dark e eu tivemos um pequeno … desentendimento. E parece que o Zero me considera um alvo fácil.

-O vampiro? Chefe de segurança do Dark? – quis esclarecer Ikuto

-Nem mais. – disse o loiro passando a mão pelo cabelo

-Ótimo. A situação é tao ma como eu pensava. – murmurou Zelda com a mão na testa – Achas que ele vai apresentar queixa?

Link lembrou-se da forma de como foi tratado pelo vampiro desde que se conheceram

-Não. Ele só quer brincar.

-Bom para a Guilda, mau para ti. – disse Zelda voltando a bater com o pé no chão de forma impaciente – Tu voltas para a Cave ate poderes voltar a contactar Dark e convence-lo a acalmar o Zero. Entretanto, o Ikuto trata do pinga-amor …

-Não. – interrompeu Link

Ikuto levantou-se sacudindo as calças com as mãos.

-Achas que não sou capaz de dar conta dele? – havia uma certa insinuação no tom de voz dele

-Não sejas tao machista. – respondeu Link com rispidez – Ele tem aquela coisa do perfume.

Ikuto era um caçador. Não tao forte como Link, mas suficientemente forte para ser vulnerável ao perfume de Zero.

Novo silencio. Zelda olhou para Link, depois para Ikuto.

-Muito bem. Novo plano. Vou mandar o Sting cuidar do senhor Vamp se ele voltar a aparecer.

Sting era um humano. Alem disso era capaz de levantar um carro deitado de costas no chão e era um dos raros indivíduos imune a qualquer tipo de poder de vampiro.

-Merda. – Ikuto virou-lhes as costas enquanto desfiava uma serie de palavrões que teriam arrancado a tinta das paredes se estas estivessem pintadas, o que não era o caso – Já que sou um inútil, vou embebedar-me.

Link pousou a mão no musculo rígido do ombro dele.

-Não és um inútil. És um homem sexy até a raiz dos cabelos e não sei se o Zero gosta de fazer brincadeiras entre as brincadeiras. Tens de compreender que só quero proteger um amigo. Fazias o mesmo se estivesses na minha situação.

-Não foste tu que seguiste um cheiro e acordaste todo nu e com o corpo todo mordido.

Link não estava a espera de ouvir Ikuto pronunciar o incidente. Nunca o tinha feito.

-Vou para casa. Passei a noite passada a procura dos dois vampiros que a Lay me pediu para caçar. – disse o outro antes de subir para a moto e desaparecer da garagem

Link olhou para Zelda, enfiou os polegares nos bolsos dos jeans e inclinou-se para trás.

-Não gosto da Cave.

-Azar. – Zelda comportava-se agora como uma autentica directora da Guilda – Não vou perder o meu melhor caçador, e não te atrevas a dizer isto ao Ikuto, para um vampiro com as hormonas aos pulos. Entra no elevador.

Link entrou com Zelda e fez deslizar um painel que escondia um teclado adicional. Inseriu o código do esconderijo secreto que havia em todos os edifícios oficiais da Guilda e voltou a colocar o painel no sitio.

-É verdade que na América os esconderijos ficam nos poços dos elevadores?

Zelda fez que sim.

-São pequenos cubículos que comunicam entre si. O nosso é melhor.

As portas abriram-se para uma rede subterrânea antiquíssima, dos tempos da primeira Guilda.

-Ficas bem? Tenho de ir la para cima dar inicio ao controlo de danos.

Link fez que sim com a cabeça. Quando as portas se fecharam, Link ficou mergulhado na mais completa escuridão sem saber ao certo se queria voltar a falar com Dark. A sua mão estremeceu ao lembrar-se que Dark o tinha obrigado a magoar-se a si próprio e, o pior de tudo, o tinha enganado para ficar com o seu corpo. E agora estava a deseja-lo, a ama-lo. Os lábios dele comprimiram-se. Se calhar Dark tinha estado desde o inicio a interferir na sua mente deixando que ele se julgasse livre quando na verdade estava cada vez mais nas mãos dele.

-O que faz dele um arcanjo sem sentimentos e de mim um idiota. – murmurou Link com a voz carregada dos sentimentos de raiva e angustia

Avançou dez passos para a esquerda e foi as apalpadelas até a base da coluna existente. Uns minutos depois, desenterrou, literalmente, o monte de lanternas a prova de água. Depois de se certificar que a dele funcionava, gastou mais alguns minutos a enterrar o material para o caçador seguinte e penetrou na selva de terra, betão e metal.

Só ao fim de uns dez minutos chegou a porta que dava para a Cave. Parecia uma porta de um agarrado qualquer, toda retorcida, cheia de graffiti e de buracos de balas, mas Link sabia que aquela porta estava reforçada com dez centímetros de aço puro. Dirigindo a luz da lanterna para o que parecia um teclado há muito avariado, inseriu o código.

«Bem-vindo Link.»

A mensagem cintilou no ecrã minúsculo uns segundos antes do scâner de retina sair por uma ranhura. Obediente, Link encostou-lhe um olho e dois minutos depois entrava. Mas isso só significava que tinha passado no primeiro teste. Aquele abrigo fora concebido para resistir mesmo que um caçador fosse obrigado ou coagido a levar um inimigo la para dentro.

De pé no cubículo de aço aparentemente solido, esperou que Allen o conduzisse ao segundo conjunto de portas. Foi revistado por vários equipamentos de laser mal pos os pés fora do cubículo. Todas as suas armar foram registadas, bem como a ausência de armas biológicas ou químicas.

-Barev, Link.

As palavras vinham de altifalantes invisíveis.

-Barev, Allen. Como tem estado o tempo na Arménia?

O director da Cave era um verdadeiro poliglota. Ao longo dos tempos, adivinhar a origem dos comprimentos dele era como um jogo.

-Encoberto, com três por cento de hipóteses de chuva.

Com um sorriso, Link dirigiu-se ao corredor principal.

-Então quais são os planos diabólicos que tens para mim hoje, ó Grande Conhecedor de Todas as Coisas?

Allen riu na segurança no seu quarto a prova de bombas, inundações, sismos, e provavelmente a prova do fim do mundo.

-Vai um Scrabble?

-É para já. Ficaste a dever-me 30.000 ienes. (aproximadamente 683 reais ou 225 euros)

-Isso foi porque tu fizeste batota.

Havia um toque de mesquinhez no seu tom de voz, ou não fosse ele Allen. Vivia ali vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, e por opção.

La em cima não sou nada, não existo. Aqui em baixo sou o rei.

Link não podia discordar. Allen controlava tudo na Cave.

-Da-me um minuto para tomar um duche.

Dark não era um vampiro, mas o seu cheiro intensamente masculino entrava entranhado no seu cérebro, na pele, nos próprios poros. Queria correr com ele.

Continua …

Cap. 7 – Da Cave a Torre

Notas finais
-Himea-
Esperamos que tenham gostado. As coisas estão a começar a aquecer agora.

Minna. queremos pelo menos 3 reviews se não, não continuaremos.
Como somos simpáticas esta aqui uns excertos do próximo capitulo.
.-.-.-.-.-.
-Já passa ... - murmurou o loiro tentando convencer-se a si mesmo que não o tinha ferido, mas as suas lágrimas desmentiam o que ele dizia - És imortal. Já passa.
-Porque fizeste isso?
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-Allen?
-Link! Estás vivo!
-Allen. O que havia dentro daquelas balas?
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-Porque raio não melhoras?
Um pouco de brilho naqueles olhos vermelhos.
-Eu apaixonei-me por ti. Tornaste-me um pouco mortal.
.-.-.-.-.-.-.
Ate a próxima minna