Notas iniciais
_Rose_ Olá queridos leitores que nos amam. Para aqueles preocupados com a temporária exclusão de fic queremos dizer que ela NÃO FOI EXCLUIDA. A culpa foi da Himea u.u Himea: Basicamente. O meu primo de oito anos quis saber o que é excluir a fic e só viemos a saber que ele descobriu o que era no dia seguinte quando vimos as perguntas desesperadas no nosso Ask.fm XD Portanto fiquem relaxados. A fic não foi excluída de preposito.

Ao fim de dez minutos de estrada, Link reparou que se tinha esquecido de ligar a Zelda. Olhando de relance para Zero, retirou o telemóvel do bolso e marcou o número.

A amiga atendeu ao primeiro toque.

–Estou doida com os boatos que por aí andam. Dizem que um anjo de asas escuras fugiu a voar contigo ao colo.

–Os anjos não se rebaixam a transportar a não ser quando querem o dito mortal algures o mais depressa possível.

–Importas-te? – Link dirigia-se a Zero que tinha interrompido a conversa com aquele comentário completamente desnecessário – Há mais para saber? – perguntou para a amiga

–Mulheres desaparecidas. Quinze na semana passada. – o tom era de Diretora da Guilda – Apanha o sacana, Linkie.

Vou apanhar. – Quinze? Como raio ele escondeu os outros sete corpos que Zero o levava para ver agora? – Cronologia?

–Não a tens já?

–Não. – portanto ou os anjos não sabiam tudo ou queriam mantê-lo na ignorância – Conta lá.

Zero podia ter a certeza de uma coisa pelo tom de voz irritado usado pelo o loiro. Dark estava em sarilhos.

–Não há grande coisa para contar. Umas desapareceram há dois dias … parece que na mesma noite. E o outro grupo ontem a noite, ou de manha muito cedo.

–Obrigado Zel. Dá um beijo ao mini-eu por mim.

–Tu estás bem? – preocupação em cada palavra – Juro, Linkie. Basta uma palavra tua e arranjamos maneira de te safar.

Link sabia que era verdade. A Guilda existia há séculos porque se baseava numa lealdade total.

–Estou óptimo. Tenho de apanhar este tipo.

–Eu sei.

Zelda percebeu que o amigo não estava nada bem. Nervosismo ou outra coisa, ela não sabia. Mas percebeu. Porque o seu próximo comentário destinava-se a fazê-lo sorrir.

–Sabes como o Sting é assustador? Telefonou aqui há uma hora a pedir-me que lhe dissesse onde raio é que escondi aquele monte secreto de lança-granadas manuais que lhe confisquei e que talvez isso também me interessasse. A minha resposta foi: «Para quê?» e mesmo não estando a vê-lo percebi que ele ficou vermelho porque não parava de gaguejar.

Link riu ao lembrar-se dos minutos no táxi. Com certeza ele tinha telefonado depois de Dark o ter interrompido com o amante.

–É mesmo coisa do Sting.

–Mas olha. – continuou Zelda – Até que davam jeito para usar contra tu-sabes-quem. Só uma palavra Linkie. Não é preciso mais nada.

–Obrigado Zelda.

Link sorriu perante a preocupação da melhor amiga.

–Já agora. Diz ao pseudo noivo/namorado vampiro do Ikuto que ele veio até aqui e que pretende trabalhar até ao fim da gestação.

–O quê!?

A pergunta praticamente gritada veio de Zero, que chegou até a perder a direcção do carro perante a informação recebida.

–Pois. Eu bem que calculei que seria essa a reacção. Eu bem que lhe disse que ele podia tirar licença de maternidade pelos três meses da gestação, mas aquele rapaz é mais teimoso do que tu e a Layna juntos e irritado parece a minha avó quando perde no bingo contra o Kaname. – risos – A sério, ele merece um valente puxão de orelhas. – disse a loira suspirando – Mas não conseguiria fazer isso. As orelhas dele são fofas demais para eu as puxar.

–Mas eu tenho coragem de fazer isso. Ai, se tenho. – resmungou Zero apertando o volante com força – Diz a tua amiga que o vou buscar agora e que, se alguém me impedir, eu corto o desgraçado ao meio.

«-Considera o aviso dado.» — respondeu Zelda sabendo que ele ouvia

Zero travou o carro tão de repente que Link não teve como não ser quase projectado para a frente. Felizmente ele tinha colocado o cinto de segurança. O albino tinha parado em frente aos armazéns abandonados.

–Dark está no ultimo armazém. Avisa-o que vou buscar o Ikuto e que talvez volte tarde para a Torre. – pediu o vampiro

–Ok. – respondeu Link saindo do carro – Já agora. Tem cuidado se ele estiver de mau humor. Ele gosta de arranhar. – avisou o loiro com um sorriso

–Obrigado pelo aviso. – disse o outro arrancando com o carro

Link esperou que o carro de Zero virasse a rua para andar no sentido dos armazéns. A medida que se aprofundava no local, este parecia cada vez mais abandonado. O ultimo armazém era o que estava em pior estado. A vedação de arame estava cheia de buracos e o edifício cheio de graffiti. A vegetação raquítica salpicava o chão com cores secas e mortas. A impressão prevalecente era de abandono total, mas pairava um cheiro a lixo e a podridão … e qualquer coisa ainda mais nauseabunda que fez o loiro engolir em seco.

Com algum esforço, a porta de correr do armazém foi aberta e os seus olhos foram forçadamente tapados.

–Relaxa. Sou eu.

A voz doce do arcanjo relaxou-o assim que lhe chegou aos ouvidos.

–Não tens de ver isto. Sente apenas o cheiro.

O que Dark não sabia era que tapar-lhe os olhos não valeria a pena tendo em conta o seu olfacto desenvolvido lhe permitiria ter uma grande ideia de como era o local. Isso porque o cheiro a lixo, a abandono, foi subitamente substituído por um fedor repugnante.

Uma mistura repelente de fluidos corporais a deteriorarem-se num espaço fechado.

Só o cheiro fez com que a vontade de vomitar lhe apertasse a garganta.

Munido de coragem, o loiro retirou as mãos que já massacraram tantos mas que, naquele momento, só o queriam proteger. O armazém era enorme, iluminado apenas pela luz que vinha das estreitas janelas junto ao teto. O seu cérebro só percebeu porque razão essa luz era tão intensa quando sentiu vidro a ranger sobre os seus pés.

–As janelas estão todas partidas.

Dark não disse nada mas o seu olhar dizia muito. Ele evitava olhar para uma certa parte do armazém, e foi para lá que Link se dirigiu. Caminhou por cima do vidro partido e foi dar a uma área de cimento. Decidido a concentrar-se, aguçou os sentidos, procurou.

Ping.

Ping.

Ping.

«Não.» disse para consigo rangendo os dentes «Não é altura para perder o controle.»

Ping.

Ping.

Ping

Link sacudiu a cabeça, mas aquele som, o ruido surdo, suave, do sangue a bater numa superfície sólida, não desapareceu.

–O gotejar. – sussurrou ao perceber que o barulho não vinha da sua cabeça.

O horror quase o impediu de respirar, mas conseguiu avançar pela escuridão até ao fundo do espaço sepulcral e, pouco a pouco, o pesadelo ficou a vista.

No inicio, não percebeu o que era aquilo que estava a ver. Estava tudo no lugar errado. Como se um qualquer escultor amador tivesse baralhado os pedaços de uma obra e voltado a cola-los, mas de olhos vendados. Aquela perna, um osso, tinha sido espetada no externo de um mulher cujo o tronco terminava num coto ensanguentado. E aquela outra tinha uns belos olhos azul-céu, mas no lugar errado, fitando Link de uma cavidade aberta no pescoço.

O sangue estava em toda a parte. Link olhou para o chão horrorizado, apavorado com o espectáculo a sua frente. Sentiu um alivio esmagador quando percebeu que os fios de sangue corriam lentamente, eram fáceis de evitar. Mas os corpos continuavam a pingar, pendurados num emaranhado de cordas como um puzzle macabro. Agora que tinha conseguido olhar para baixo, a ultima coisa que queria era olhar para cima.

–Link. – a voz preocupada alcançou os seus ouvidos

–Um minuto. – sussurrou ele com a voz falha

–Não precisas de olhar. – disse ele – Segue só o cheiro.

–Preciso de conhecer este cheiro antes de ir seja para onde for. – recordou-lhe o loiro – Algum dos teus subordinados passou muito tempo junto dos corpos?

Uma pausa.

–Gray encarregou-se de verificar se alguns tinham sobrevivido.

–Tiraste-lhe as penas e ele continua contigo?

–Outros tirar-lhe-iam as asas.

Um anjo sem asas. Fez-lhe lembrar do tiro que dera a Dark. Um pensamento que o fez estremecer.

–É obvio que elas morreram. – disse o loiro fugindo ao assunto

–Falava das que estão no chão. – esclareceu Dark – O que lhes aconteceu não ficou imediatamente claro.

Link arregalou os olhos. Ficara tao horrorizado ao ver os corpos suspensos no ar que nem ligou aos que estavam no chão. Ou talvez não tivesse querido vê-los com os seus próprios olhos. Pois quando o fez, fê-lo para logo se lamentar de o ter feito. Ao contrario do pesadelo suspenso, aqueles corpos pereciam adormecidos uns em cima dos outros.

–Foram colocados nesta posição?

–Sim. – respondeu o moreno

–Não entendo. Porque estão tão exaustos?

Eram uma raça imaterial. Branco como giz, escuro como mogno, pouco importava. As três raparigas do monte estavam tao pálidas que pareciam gritar «Vampiro.» Tinham sido alimento de um vampiro. Que lhes sugou o sangue. Link ia dar um passo, mas parou.

–O médico legista ainda não esteve aqui. Não posso tocar-lhes.

–Faz só o que tens de fazer. Só os nossos olhos verão o que vai passar aqui.

O loiro engoliu em seco.

–E as famílias?

Vais deixa-las com esse ar de sofrimento? Um acidente de carro ou avião explica estes corpos irreconhecíveis?

Rodeado de sangue por todos os lados, o cérebro de Link tentou afastar as memorias de antigos horrores, coisas que o tempo, por mais anos que passassem, nunca conseguiria apagar.

–Ele … ele não secou os outros. Só estes três. – disse com a voz falha

–Os outros foram a brincar.

De algum modo Link sabia que os que estavam lá em cima tinham sido esquartejados a frente das outras mulheres ainda vivas, enchendo-as de terror, alimentando-as do seu próprio medo. Aproximou-se das raparigas secas, depois de contornar o pesadelo que pingava por cima. Acocorou-se e afastou o cabelo longo e negro do pescoço esguio.

–Nos casos em que morre um ser humano, em geral, o cheiro mais intenso vem do ponto de onde o sangue foi extraído. – explicou, falando só para não ouvir o som interminável do sangue a bater contra o cimento – Oh, meu Deus! – num segundo, Dark estava ao lado dele – Isto não se tratou de uma refeição. – comentou horrorizado – Ele rasgou-lhe o pescoço. – desceu um pouco o olhar – O coração. Desapareceu. Ele arrancou o coração dela do peito.

–Uma refeição teria demorado mais tempo. – concordou o arcanjo, afastando as asas do chão ensanguentado – A não ser que ele estivesse esfomeado. As presas não abririam um orifício suficientemente grande.

A descrição clinica ajudou Link a acalmar-se.

–Vejamos se consigo apanhar o cheiro dele.

Contraindo todos os músculos do corpo, Link encostou-se ao pescoço da rapariga morta e inspirou profundamente.

Canela e maçãs.

Creme hidratante para o corpo.

Um forte travo a ácido. Intenso. Interessante. Muitas camadas. Pungente mas não pútrido.

–Já está.

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Uma palavra que definia Zero era, com certeza, superprotector. Especialmente agora. Não suportava a ideia de que o noivo caçador de vampiros, um trabalho bastante perigoso, fosse trabalhar com o filho ainda dentro dele.

Ok. Eles ainda não eram noivos. O vampiro ainda estava a espera do momento certo para lhe pedir em casamento. Mas isso não queria dizer eu ele podia arriscar tanto a própria saúde como a da princesinha deles. Sim. Zero insistia em dizer que eles teriam uma menina enquanto Ikuto tinha a certeza que ele iria ficar desiludido quando nascesse um rapaz. Segundo o mesmo, a raça dele não produz fêmeas.

Voltando ao assunto principal. No momento zero encontrava-se em frente a guilda. O edifício que não parecia nada mais que uma empresa de sucesso mediano era um dos lugares mais impenetráveis do mundo. Pelo menos para vampiros.

Da porta de entrada saiu uma Zelda meio apreensiva. Não por ir deixar entrar um vampiro na Guilda, já que muitos entravam para fazer pedidos pelos seus mestres e outras vezes eram trazidos sob custodia para lá. Ela estava preocupada era com a algazarra que Ikuto iria fazer quando visse o vampiro albino.

Com um leve aceno depois do «Ele está no refeitório.» de Zelda, Zero despediu-se da loira e rumou para o lugar indicado pela mesma. Uma coisa Zero tinha certeza. Não gostou de ver o seu neko a ser suspenso do chão pelas roupas por dois jovens mais altos do que ele.

–Pensas que podes escapar? És uma vergonha para a Guilda. Um caçadorzinho de merda que ainda emprenhou do inimigo. – disse oque o segurava

Zero sentiu a irritação subir por cada célula do seu corpo. Ele próprio teria avançado sobre os dois se não fosse uma mão a segurar o seu ombro. Ao fitar quem o segurou, Zero reconheceu o caçador que fora encarregado de procurar Rogue. Sting era o nome dele.

–Não te preocupes. São apenas novatos a tentarem chamar a atenção dos caçadores mais experientes. Eles costumam achar que isso faz com que subam de posto mais depressa. – explicou o loiro – Estes novatos cometem sempre o erro de mexer com os caçadores mais experientes sem nem saber. O Ikuto e a Layna são os que são mais incomodados com novatos idiotas e … — o loiro parou ao sentir alguém cutucar o seu ombro – Ah! Rufus. Vinte no Ikuto. – Zero levantou uma sobrancelha – É um costume aqui apostar quando há uma luta. Os novatos votam todos nos seus colegas.

–Pensei que os caçadores fossem estupidamente ricos. Para quê apostar em dinheiro?

Sting sorriu.

–É mais pela humilhação do que pelo dinheiro. – respondeu

Zero voltou a fintar o neko, vendo agora os dois jovens caídos no chão, um deles desmaiado e o outro com um braço deslocado.

–Voltem a dirigir-me palavras dessas e prometo que não serei tão gentil. – disse o neko com ódio na voz

–Vou andando. – disse Zero a Sting começando a dirigir-se na direcção do moreno

Quando o viu, o moreno sentiu uma mistura de sentimentos. Por um lado estava feliz por ver o albino mas, por outro lado, sentia receio de o outro ter visto o que acontecera e ainda temia um pouco pela vida dos outros dois. Podiam ser idiotas, mas todos os caçadores são uns idiotas quando entram na Guilda.

Ia abrir a boca para falar, mas antes disso o albino já tinha abaixava, colocava o neko ao ombro e andava calmamente em direcção a saída ignorando os protestos do moreno. Só o largou quando chegaram ao carro.

–O que fazes aqui? – perguntou o moreno irritado com a presença do outro no seu local de trabalho

–Eu é que pergunto isso Ikuto. – gritou o albino – Tu fazes ideia da preocupação que senti quando soube que vinhas trabalhar? Sabes muito bem que a tua gravidez é de risco. E mesmo assim foste trabalhar. Fazes ideia o que aquilo no refeitório podia ter originado? Fazes alguma ideia de como eu ficaria se eu vos perdesse? Já perdi os meus pais, o meu irmão gémeo, não vos quero perder a vocês também.

Zero só teve forças para abraçar um Ikuto chocado. Ele sabia que o albino poderia ficar irritado quando descobrisse, mas nunca pensou que ele ficaria preocupado aquele ponto. Agora, ao aperceber-se disso, sentiu-se culpado por não ter pensado em como o vampiro ficaria preocupado.

O moreno despertou do seu transe ao sentir a camisa molhada. O arrependimento atingiu-o em dobro, fazendo-o abraçar Zero de volta com força.

–Desculpa. – uma lagrima solitária desceu pelo rosto do neko – Desculpa, meu amor. Eu não queria magoar-te. Desculpa.

.-.-.-.-.-.-.

–Muito bem irmão. Nem parece que há dois dias não mexias sequer um dedo.

Allen encontrava-se com Lavi na cozinha da grande mansão que servia de ponto de encontro entre os arcanjos. O albino descobrira no ruivo um grande amigo, mesmo com o terrível começo. Lavi parabenizava-o por tudo e por nada. Só por andar até a cozinha e fazer uma omelete já foi razão para festa.

–Posso saber o que se passa aqui? – uma terceira voz fez-se pressente e, sem saber porquê, o rosto de Allen atingiu novos tons de vermelho

–Ah! Yuu. O Allen conseguiu vir do quarto até a cozinha sozinho e fez uma omelete para comer. Isso não é fantástico? – perguntou um Lavi sorridente

–Primeiro: não me chames pelo primeiro nome. Segundo: o moyashi não devia estar de pé. Ele acabou de recuperar os movimentos então não pode abusar.

Allen não sabia agora estava vermelho de constrangido ou irritado.

–Eu posso fazer o que me apetecer. Não sou tua propriedade. – pronunciou-se

Ambos, fae sombra e arcanjo, trocaram olhares sérios, deixando aquele silencio cada vez mais desconfortável. Um a espera que o outro se pronuncia-se.

–Lavi. Vai avisar Dark e os outros que eles já podem vir para cá. – o cifra tentou relutar – Agora Lavi. – frisou o arcanjo

Sem se pronunciar, o ruivo saiu do local para cumprir a ordem dada. Não sem antes lançar um olhar sofrido ao novo amigo.

Assim que ele saiu Allen sentou-se num dos bancos da grande bancada. Numa coisa o moreno acertara. Ele sentia-se bastante cansado pelo pouco esforço físico que fizera.

–Eu avisei. – disse o moreno em tom provocante, coisa que irritou profundamente o albino – Como te sentes?

Ok. Não estava a espera daquela pergunta. Como ele se sentia? Nunca se sentira melhor. Os seus movimentos do pescoço para baixo voltaram depois de anos. Sentiu a luz do sol na pele mais uma vez, embora tivesse de usar óculos de sol por causa da claridade. Mas, acima de tudo, sentia algo novo em relação ao arcanjo que tinha feito aquilo. Algo que não era o ódio profundo que se alojava no seu peito há muito tempo.

Tudo graças a Kanda. Se não fosse pelo … Allen voltou a corar fortemente. Kanda tinha-o beijado. Ele tinha esquecido completamente isso. Mas agora que se lembrava bem, não tinha desgostado do beijo. Na verdade ele tinha gostado imenso.

Enquanto Allen estava perdido nos seus pensamentos, Kanda observava-o com um olhar curioso e, sem reparar, um sorriso no rosto.

Ele ficava lindo com o rosto corado. Dava-lhe um ar de criança inocente e isso só fazia o seu peito pesar mais. Aquele rosto pelo qual não deviam escorrer lagrimas com um sorriso que devia permanecer sempre lá. Mas não permaneceu. Por sua culpa não permaneceu. Sentia até o coração sangrar ao lembrar-se disso.

–Obrigado. – ouviu o albino murmurar – Se não fosse por ti eu …

–Foi só para redimir um erro. – interrompeu o moreno – Não penses que és especial ou coisa parecida. Eu cometi um erro e não gostei disso, então remediei-o. Simples assim.

O sorriso do albino diminuiu e Kanda sabia que o que tinha dito fora um erro, mas ele simplesmente não conseguia admitir para si mesmo que ele era especial quanto mais para Allen.

–De qualquer forma … — o albino levantou-se, estalando um beijo no rosto do moreno que arregalou os olhos com o feito – Obrigado.

Allen tinha saído da cozinha em direcção ao quarto, mas Kanda não reparara. O moreno estava muito ocupado no momento com um única pergunta. Porque é que o seu coração batia tão depressa?

Continua ...

P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Notas finais
_Himea_ Atenção caros leitores. Lamentamos informar que vamos excluir a fic. *levam pedradas* Brincadeira. Ela vai continuar. ^_^ Rose: Só queremos avisar que vamos abrir uma espécie de concurso. Himea: Concurso para o nome do bebé do Ikuto. ^_^ Rose: Exactamente. Estamos ainda com problemas a escolher o nome e decidimos que seriam vocês a dar sugestões de nomes. ^_^ Himea: Digam se acham se vai nascer uma menina ou um menino (ou dois ou três XD) e o nome que lhe dariam. Rose: Também estamos abertas a sugestões para futuros bebés dos outros casais. É só darem a sugestão e o nome fica a concurso. Himea: Mas só saberão o nome escolhido quando o(s) bebé(s) nascer(em). As Duas: Dêem a vossa sujestao e participem. ^_^ Até a próxima ^_^