Notas iniciais
_Rose_ Como Cristo que se ergueu do túmulo, eu RENASCI. Brincadeira XD Demorou? Nós sabemos. Vão prometer outra vez postar rápido e não o vão fazer? Provavelmente. Engordamos cinco quilos no Natal? Isso não é da vossa conta. A fic vai ser eliminada? Só por cima do meu cadáver. Agora que as duvidas estão esclarecidas vamos ao capitulo. P.S: Concurso para os leitores nas notas finais.

A consciência voltava aos poucos. Sentia frio o que significava que estava num local onde a luz do sol não chegava. Estava deitado sobre algo macio, um colchão talvez, e uma mão acariciava os seus cabelos.

–Akira. – uma voz doce chamava. Ele conhecia aquela voz. – Eu sei que estas acordado.

Sim. Reconhecia muito bem aquela voz.

–Layna? – perguntou o albino abrindo os olhos

–Ei, mano grande. – disse a loira sorrindo

–Onde estamos? – perguntou Akira olhando em volta

O local era uma espécie de masmorra. Além do projecto daquilo que devia ser uma cama, o local detinha também uma pequena mesa de madeira e uma cadeira próxima a mesma. Na mesa estavam dois pratos que Akira percebeu terem comida pelo cheiro. E que cheiro. Era maravilhoso.

Só nessa hora é que o albino se apercebeu que não comia nada há paticamente um dia inteiro. Estava tao preocupado em encontrar a irmã e Shiki que nem se lembrou que precisava de comer.

Parecendo ler os seus pensamentos, Layna levantou-se do seu lugar, trazendo os dois pratos para perto do irmão, junto com talheres, dois copos e uma garrafa com o que eles beberiam.

–Hoje do Drago’s temos uma deliciosa lasanha de quatro queijos e uma bebida especial, cortesia do nosso chef. – disse a loira entregando um dos pratos para o irmão

–Lasanha de quatro queijos? – perguntou o albino com uma sobrancelha franzida

–Eu também suspeitei da sua existência durante muito tempo, mas afinal existe.

–Estamos na Cave ou em qualquer outro esconderijo da Guilda? – o albino tinha a certeza que a irmã nunca se iria sentir tao relaxada estando presa no esconderijo do inimigo

–Nop. Estamos no esconderijo daquela … Merda! Nem consigo chama-la de puta porque me lembro sempre que ela é mãe dos noivos dos meus irmãos e do Sting. Ai! Só me apetece mata-lo e atirar os restos do corpo ao mar para que nunca mais fosse encontrado por não me contar que está noivo! – exclamou dando uma grande, e cheia de raiva, garfada na lasanha

–Espera ai! Rebobina. O que disseste? – pediu Akira com um semblante chocado

–Que me apetece matar o Sting por não me ter contado que estava noivo? – questionou depois de engolir

–Antes.

–Que não estamos em nenhum esconderijo da Guilda? – ela agora estava com um sorriso zombeiro

–Depois. Não te faças de desentendida que sabes bem do que eu estou a falar. – o albino já estava irritado com aquela brincadeira

–Para além de ti, Link e o Sting também estão noivos de um arcanjo. – uma terceira voz fez-se presente no ar

O olhar de Akira foi dirigido para a porta, fitando um anjo de asas escuras. Não. Não era um anjo. Era um arcanjo. Um arcanjo de asas negras com um belo toque de azul escuro. Os cabelos eram de uma cor preta e completamente despenteados e os olhos de um azul intenso como o mais profundo oceano.

–Oh! Drago, a tua lasanha é uma delícia. Dou-te já as cinco estrelas para quando abrires o teu restaurante.

–Agradeço principessa. – o arcanjo sorriu ante o elogio da loira

–Italiano?

Akira não sabia se ficava furioso pela audácia do moreno de chamar a sua irmãzinha de “princesa” a sua frente ou curioso por ele ter dito algo na língua do país onde o seu arcanjo habitava. Uma leve onda de insegurança levou-o a perguntar pelo segundo.

–Shiki ensinou-me. – respondeu Drago como se não fosse nada demais

O albino não gostou nada da resposta. Já prevendo isso, Layna empurrou uma grande garfada de lasanha para a boca do irmão.

–Cala-te! Eles são irmãos. Ignora o ciúme e come a lasanha.

Um silencio instalou-se no local.

–Pensei que era suposto contar-lhe de maneira subtil. – Drago quebrou silêncio

–Antes ou depois de ele te queimar como uma torrada com o olhar?

–Eu não …

–És um ciumento de todo o tamanho. Nem o negues. – Layna interrompeu Akira

–Está bem! Está bem! Eu admito. Sou ciumento. Agora o que fazemos?

–Temos de vos tirar daqui. – Drago pronunciou-se – Mantive a Layna aqui pois achei que ela estaria protegida aqui, mas as coisas estão a descontrolar-se.

–Dray? O que se passa? – perguntou a loira com certo receio

–As coisas estão a ficar tensas. Debra, … a minha mãe … — detestava ter de chama-la de “mãe” mas a verdade era o que ela era – Ela está a reunir um exercito para atacar e derrubar os arcanjos e torna-los seus escravos. Ela ainda não me fez nada porque pensa que sou completamente submisso a ela. – suspiro – Shiki nunca me perdoaria se eu deixa-se o amor da vida dele e a irmã morrerem sob minha protecção …

O moreno parou de falar ao sentir-se ser abraçado pela loira.

–Sem ti não vou.

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«Perdemos o rasto.» Era o que Link dizia, ou melhor, resmungava. Eles tinham percorrido cerca de dez quilómetros desde o armazém e o cheiro de Shiki tinha simplesmente desaparecido.

–Ele levantou voo. – Dark sussurrou mais para si do que para Link

–Sim. Com vampiros não há esse problema. Por isso é que consigo segui-los. Mas é impossível para mim perseguir um ser que voe.

Link sentia o sangue ferver. Nem fazia uma semana que estava com aquele caso e quando conseguiram avançar mais um pouco as suas capacidades tornavam-se inúteis.

–Está tudo bem. De qualquer forma, eu calculei que mais cedo ou mais tarde perderíamos o rasto dele. – o moreno tentava, em vão, acalmar o loiro – Mais tarde faremos uma ronda pela cidade e tentamos localizar os locais onde o cheiro é mais persistente e, talvez assim, possamos localizar a sua posição. – ele agarrou a cintura do loiro – Agora voltamos, pegas nas tuas coisas e vamos para um local seguro.

–Local seguro?

Link não entendia o que ele queria dizer com aquilo. Por suposto, o local mais seguro seria a Cave, mas, sendo Dark, devia referir-se a Torre. Obviamente, ele queria que o loiro estivesse sempre perto dele ou de um outro anjo para que, quando uma nova vitima surgisse, ele poder voar para o local ainda “fresco”. A ideia era inteligente. Shiki voltaria a matar. Deixaria pistas. Quanto mais depressa chegasse ao local mais facilmente poderia detectar o rasto dele.

–Entendi. – disse por fim – Além disso, acho que ambos precisamos de um banho.

Os olhos foram automaticamente para as roupas ensanguentadas de Link e as asas maculadas com o liquido vermelho de Dark.

O arcanjo sorriu, segurando o loiro como uma noiva.

–Pronto? – perguntou verdadeiramente preocupado. O primeiro voo deles não foi o melhor. Se bem que o resto da noite.

–Tarado. – resmungou o caçador ao perceber para onde os seus pensamentos de dirigiam

Despertando das lembranças nada puras com o seu caçador, o arcanjo levantou voo.

Link só teve tempo de se agarrar ao pescoço de Dark com medo de uma queda mortal. No entanto, uma coisa nunca mudaria. O caçador loiro amava voar nos braços do seu arcanjo de cabelos negros.

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–Acho que isto se chama Full House, não? – perguntou um jovem albino pousando as cartas na mesa de jogo

Allen encontrava-se na sala da mansão que servia de esconderijo para os arcanjos quando queriam “desaparecer” de tudo e todos (apesar de Allen ter pensado ao inicio que a mansão era de Kanda).

–Acabei de descobrir que és um tremendo batoteiro, Allen Walker. – resmungou Ikuto fitando as suas cartas com um olhar aborrecido

–Verdade! – resmungou Lavi – Allen! Ao contrário de ti e do Ikuto, eu não sou rico então faz o favor de não me arruinar financeiramente.

–O Kanda não te paga? – perguntou Allen surpreso

–O Yuu é um péssimo chefe. Ele diz que não precisa de me pagar porque sou obrigado a obedecer-lhe. – explicou o ruivo depressivo

–A sério Lavi? É isso que pensas de mim?

O corpo todo do cifra gelou ao ouvir a voz do impiedoso arcanjo para quem trabalhava mesmo atras de si.

–Claro que não Yuu! Para mim tu és tudo. Mi compadre. O Yin do meu yang. O ping do meu pong. O vento sobre os meus braços. –disse ele abrindo os braços de forma dramática

–Acho que a terminação correta é “sobre as asas”. – corrigiu Ikuto

–Eu não tenho assa neko-chan. – respondeu Lavi piscando o olho para o outro sentindo algo passar de raspão pelo deu rosto

–Zero! – repreendeu Kanda

–O teu Cifra que pare de olhar para o meu noivo como um lobo para um carneiro e eu paro com os disparos. – Resmungou o albino

–Então!? – repreendeu Allen – Não discutam! Vamos mas é terminar o jogo que eu ainda não limpei as vossas contas bancárias.

–Para voltares a fazer batota? – perguntou Ikuto com uma sobrancelha franzida

–Isso não Iku, faço batota a anos. Sou bom nisso. Se eu tivesse feito batota vocês nunca teriam percebido. Dizerem que eu o fiz é um insulto a minha arte de fazer batota. – rebateu o Sombra

–Ok. Ok. Mas mesmo assim não me apetece voltar a jogar. – finalizou o moreno

–Eu também não. Se continuar não posso comprar mais livros para a minha biblioteca privada. – disse o ruivo sentando-se de forma relaxada na cadeira

–Referes-te ás revistas pornográficas que assinaste em nome do Harold Foxworth? – rebateu Kanda

–Quem é Harold Foxworth? – perguntaram Ikuto e Allen ao mesmo tempo

–O suposto dono desta mansão. – respondeu Zero

A conversa foi interrompida pelo barulho da porta de entrada a abrir-se. Depois de alguns segundos puderam vislumbrar Dark e Link a trespassar a sala da mansão.

–Alguma coisa? – perguntou Kanda

–Ele levantou voo. – respondeu o moreno percebendo que o loiro estava frustrado demais para responder

–Ele voltará a atacar. Quando o fizer estaremos prontos. – disse Zero

Allen e Ikuto olhavam para eles com uma expressão de duvida que demonstrava que não sabiam de nada do que eles falavam.

–Não se preocupem. – o ruivo pronunciou-se – Vocês já vão descobrir do que estamos a falar.

Os outros assentiram e voltaram a prestar atenção á conversa.

–Os outros ainda não chegaram. Podem ir para cima tomar um banho enquanto eles não chegam. Tenho a certeza que o loiro está incomodado com o cheiro do sangue das roupas. – recomendou Kanda vendo o estado das roupas deles

Ambos tinham as roupas encharcadas em sangue e, mesmo Dark tendo também as asas sujas, Link era, sem duvida, o mais sujo. Para além adas roupas, tanto as suas mãos quanto o seu rosto tinham marcas do liquido carmim.

–É uma boa ideia. – respondeu o arcanjo de olhos vermelhos antes de guiar o loiro pelo ombro até o andar de cima

–Alguém curioso sobre o que eles vão fazer lá em cima? – perguntou o ruivo

–Lavi, espiar é má educação e uma grande invasão de privacidade. – repreendeu Ikuto

–Não penses que é espiar. Pensa que é ciência. Vamos apenas observar o comportamento … atrás de uma porta, ou de uma planta se eles fizerem no corredor

–És doentio. – exclamou Allen rindo da atitude do outro

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Dark levou o loiro até ao terceiro andar da mansão, onde se localizavam a maior parte dos quartos. O corredor em si era, de certa forma, sombrio. As parede eram da cor de vinho e o chão revestido com madeira de um tom escuro. A única decoração do local eram algumas mesinhas de cor negra que se enquadravam bem no local.

O arcanjo abriu a segunda porta a direita, dando espaço para o loiro entrar primeiro. O quarto era muito diferente do corredor. As paredes eram revestidas com um papel de parede azul-claro com pequenos desenhos de asas num azul um pouco mais claro. Haviam duas portas, uma de madeira clara que se via que dava para a casa de banho, por esta estar aberta, e uma branca que, provavelmente, dava para um closet devido a falta de armários ou comodas no local. Na verdade, metade do quarto era ocupado por uma extensa cama de lençóis de seda egípcia branca.

–Para quê uma cama tao grande? – perguntou Link analisando o local

Como resposta o moreno mostrou as grandes asas brancas. Claro. As asas.

O caçador não conseguiu evitar fitar a asa com a cicatriz que infringira ao arcanjo. Agora parecia mais uma forma de marcar Dark como seu.

–Entao gostas de marcas. – disse o moreno rindo enquanto se dirigia para a casa de banho

–Temos de falar seriamente sobre as tuas invasões de privacidade. – resmungou o loiro

–Porquê? Estou a aprender muitas coisas novas dobre ti. – respondeu o moreno da casa de banho, pelo som vindo do local, ele tinha ligado a torneira – Tira as roupar aí. Os empregados virão busca-las durante o banho.

Link olhou em volta e farejou o ar para ter a certeza que ninguém o espiava e começou a tirar as roupas. Foi ao retirar o casaco que algo caiu ao chão. O diário de Mirajane, mãe de Link, Layne e Akira. Mais tarde Link iria lê-lo.

Quando se encontrava completamente nu, o caçador dirigiu-se a casa de banho. O que lá encontrou deixou o loiro chocado e, porque não, um pouco excitado.

A banheira do local era quase tao grande como a cama (obviamente por causa das asas) e a água que exaltava um vapor quente chegava até a cintura. Como é que ele sabia sem lá entrar? Porque Dark também estava lá dentro. Se achavam o arcanjo de Tokio sedutor é porque nunca o viram como Link o via agora.

O moreno estava completamente nu, permanecendo em estado de repouso com as asas fechadas nas suas costas mergulhadas na água.

–Nunca te vi assim tao calmo.

Link cortou o silencio do local.

–Só consigo relaxar completamente quando estou contigo. – revelou o arcanjo – Na minha vida foram muitos os que se aproximaram com segundas intensões. Os meus casos costumavam ser só de uma noite e depois eram todos despachados, homens ou mulheres. Tu és diferente.

–Diferente? – perguntou o loiro entrando na banheira

–Tu foste o primeiro que me disse “não”.

–Ferida no orgulho? – perguntou o loiro divertido enquanto abraçava o moreno

Dark riu.

–Não. Eu tive de te conquistar antes de te ter e, durante o processo, apaixonei-me por ti.

O moreno retribuiu o abraço, inalando cheiro do pescoço do seu caçador.

–Eu também te amo. – Link sussurrou na orelha do outro arrancando um sorriso do mesmo

–Temos de nos despachar. Assim que os outros chegarem temos de estar prontos.

O caçador apenas assentiu antes de dar um beijo rápido no arcanjo e começar o seu banho.

–Achas que vamos ganhar? – perguntou depois de um longo silencio

O moreno demorou a responder. Talvez estivesse a pensar nas probabilidades ou então iria revelar algo que ainda não fora desvendado.

–O futuro é incerto. Mas a verdade é que eu acho que é outra pessoa por detrás disto tudo.

«Shhh, meu querido. Shhh»

–Outra pessoa …

«Anda cá caçadorzinho. Prova.»

Sem perceberem, ambos tremeram ao recordar tais palavras.

A mãe de Dark fora outrora uma grande arcanjo do Grupo dos Dez. Era considerada a mais bela de todos os anjos. Mas tudo isso mudou quando, brutalmente, ela assassinara o pai de Dark e dos irmãos. O moreno quase morreu ao tentar impedi-la de fugir.

No caso de Link, a história já é de conhecimento geral que a sua mãe fora brutalmente assassinada. O que não era de conhecimento geral é que ele próprio viu o assassino da mãe ao lado do seu corpo. O loiro nunca esqueceu a forma de como os olhos da mãe perdiam o brilho a medida que a vida se esvairava do seu corpo.

Os pensamentos de ambos foram interrompidos pelas batidas continuas na porta da casa de banho.

–Dark os outros chegaram. Deixem as brincadeiras para depois.

–Ciúmes Zero? – o moreno provocou

–Vai á merda! – resmungou o albino antes de sair

Link riu da situação enquanto agarrava numa das toalhas brancas convenientemente deixadas ao lado da banheira para se limpar.

–Vocês são sempre assim? – perguntou divertido

–Ele é o meu melhor amigo. – respondeu Dark – Só o deixo tratar-me por “senhor”, “alteza”, “senhoria”, etc. quando estamos na companhia de outros vampiros ou anjos de nível inferior. De resto falamos sempre de forma informal. Até com os outros arcanjos ele fala assim. – Dark também tinha agarrado uma das toalhas, colocando-a a cintura – Protege-te. – Antes mesmo do loiro se poder proteger o arcanjo fez rápidos movimentos para cima e para baixo com as asas deixando-as completamente secas.

–Que piada. – ironizou um loiro, novamente, encharcado

–Desculpa. – o arcanjo segurou o outro pela cintura e beijou-o antes de se dirigir para o quarto

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Allen estava na cozinha a preparar um relaxante chá de tília. Depois de anos fechado num subsolo praticamente deserto a ultima coisa de que precisava era de uma reunião numa sala cheia de arcanjos. O chá acalmava-o. Afinal, ele era britânico.

–Passa-se alguma coisa? – a voz de Kanda soou atrás do albino, assustando o mesmo

–Kanda-sama? Não. Eu só precisava de beber algo que me ajudasse a relaxar.

O jovem Sombra sorria. Era estranho. Não o sorriso de Allen, mas o facto de Kanda gostar dele. Kanda era o tipo de pessoa que não quer ninguém perto de si. Lavi era o seu melhor, e talvez único, amigo e pode ver-se muito bem como o pobre ruivo é tratado. Se bem que o comportamento dele não ajudava muito.

–Ninguém aqui te vai fazer mal. – garantiu Kanda – Aqui és meu protegido.

Aquelas palavras, de certa forma, aqueceram o coração de Allen. Desde a morte do pai que o albino não conseguia sentir-se confortável com a aproximação excessiva de alguém pois isso fazia-lhe sempre lembrar de como a sua família o ignorou depois do acidente. O estranho era que com Kanda não sentia esse desconforto. Na verdade, ele conseguia ser quem era na realidade em vez de esconder no canto mais escuro do seu ser.

«Eu cometi um erro e não gostei disso, então remediei-o.»

Verdade. Kanda não se importava com ele. Eles apenas se conheceram por consequência de um erro do arcanjo. Como se ele pudesse gostar dele. Kanda não gostava de ninguém.

–Proteges todos os erros que fizeste? – perguntou o albino com certa amargura na voz

O arcanjo não deixou transparecer a surpresa que aquela pergunta lhe causara. Como assim? Kanda era um arcanjo. Arcanjo não cometiam erros. Na verdade, Allen tinha sido o seu primeiro, e único, erro e, surpreendemente, o único que não se arrependia de ter cometido.

–Não és um simples erro. Tu és especial.

Foi com este pensamento em mente que o arcanjo se aproximou do sombra e selou os seus lábios num beijo casto.

Allen não conseguia raciocinar. Kanda estava a beija-lo. O arcanjo mais frio e sem sentimentos do mundo estava a beija-lo. E o mais estranho era que ele não se importava. Na verdade, ele queria mais.

Infelizmente, o momento foi interrompido pelo jovem cifra ruivo, que entrou na cozinha a correr.

–Peço desculpa por interromper. – disse ele ofegante

–Espero que seja importante. – ameaçou o arcanjo

Não queria ninguém a interromper aquele momento que, para ambos, era único.

–Encontraram outros corpos numa mansão não muito longe daqui. – avisou Lavi

–Os outros já foram para lá? – perguntou Allen, desta vez

–Sim. – Lavi parecia nervoso

–O que se passa Lavi? – perguntou o moreno levemente preocupado

Ele conhecia o cifra e sabia que ele não estava a contar alguma coisa.

–Um dos corpos é de um anjo.

Continua …

P.S: Concurso para os leitores nas notas finais

Notas finais
_Himea_ Oi minna. Eu sei que demoramos, mas tentem ver o nosso lado. Faz dois capitulos que nao temos comentários nenhuns. Como é que conseguimos escrever se não sabemos se os leitores gostam ou não do nosso trabalho? Além disso a Rose queria matar a Layna para o Draco ficar com o Lavi. u.u' (Rose: I ship it /I don't care / I ship it 8D) Em relação ao concurso. Ele já era do capitulo passado mas como ninguém respondeu vamos deixar ainda em aberto. O concurso consiste em dar o nome ao bebé do Ikuto, dizendo se é um menino ou uma menina (ou dois ou três XD). O vencedor dará o nome ao bebé, tal como o sexo e se terá gémeos ou não. O concurso também está aberto para outros personagens caso achem que x casal devia ter um (dois, três, ...) filho(a) com x nome. Participem e dêem a vossa opinião. Não vão perder um braço por isso. Até ao próximo capitulo.