Notas iniciais
Bem em dia? Bem em dia! Meus gentems e minhas gentneys, sejam bem-vindos ao primeiro capítulo do terceiro arco de Angel of Light! AEEEEEEEEEEEEE! ♥ Não sabem o quanto eu fico feliz de terem acompanhado esse ciclo maravilhoso e vocês estão vendo que vem muito mais pela frente. Tipo... muito mais mesmo :3 Obrigada por serem esse carinho todo que ScarletStrange precisa e obrigada por me darem essa força enorme para continuar, sem vocês eu sou nada ♥ Tivemos uma singela adição na playlist da fic (Spotify e Deezer), que musicão da porr* : — Waters Rising, Alter Bridge. Nesses trinta primeiros capítulos vocês viram a evolução da Wanda como Feiticeira Escarlate e do Stephen como Doutor Estranho, mas a partir de agora vocês vão ter contato com as consequências de tudo que eles fizeram até aqui e vão continuar fazendo porque sim :v Agradecimentos a Lídia Albano, Ophelia, Juliane Bernardes, Sarabi e Lady Liv pelo comentário no capítulo anterior 29 ♥ Agradecimentos a Lídia Albano, Ophelia, Juliane Bernardes, Sarabi, Tharine Lillena Veiga e Lady Liv pelo comentário no capítulo anterior 30 ♥ Há coisas que vocês ficarão em dúvida, então conversaremos um pouco mais nas notas finais. Apreciem a leitura!

Quando alterou as memórias de seu próprio irmão, se encarregou de fazer o mesmo com Erik Selvig e mexeu um pouco com Stephen Strange. Vê-lo tão vulnerável depois que Rodrick o usou e abusou foi algo não havia sido algo particularmente bastante perturbador para a sua mente milenar, decerto já havia visto muito disso. Se Rodrick brincasse com a sua mente, provavelmente mostraria Frigga morrendo mesmo que não tenha visto a sua mãe perder a vida pela humana Jane Foster.

Ao acessar as memórias de Stephen, sentiu toda a agonia dele ao relembrar os momentos finais tanto da irmã dele quanto do resto todo. Não sabia aonde o seu Dividido havia conseguido tais lembranças, mas ele tinha feito um ótimo trabalho quebrando ainda mais a mente do Doutor Estranho. Nem o próprio Loki seria capaz de fazer isso.

Estava fraco, sentia a sua alma esquálida pelo fato de ter ajudado Wanda com Rodrick, mas o quanto havia ajudado? Se ela conseguiu pulverizar a existência da vil criatura sem os seus dedos, então a amplificação fornecida pela rede de cabelos era muito maior do que imaginava. Isso ou algo havia mudado no interior de Wanda Maximoff.

Strange, ela era Wanda Strange agora.

Até aonde havia ajudado Wanda? A capa de levitação de Stephen não havia sido uma artimanha sua. Tinha ouvido os pensamentos dela durante os momentos em que foi rendida por Rodrick e ouviu quando ela gritou desesperadamente por ajuda. Wong também não havia ajudado, ele só percebeu que algo estava errado quando a capa foi até o tal Kamar-Taj. Teria sido o caos em Wanda que provocou isso? Se sim, agora tinha dúvidas sobre a sua participação no confronto final e sobre o quanto aquilo tinha a sua influência.

Tinha previsto a decisão de Stephen de investigar o sonho que enviou para a cabecinha perturbada da Maximoff, só não tinha como prever que o caos nela se envolveria com ele. Era como se ela realmente fosse de Stephen, todas as partes dela o reconheciam como pertencentes a ele. Talvez não pertencentes de um jeito esdrúxulo e vazio, um pertencente de querer estar com ele a todo custo. Isso era realmente interessante.

Um jovem dormindo em um banco do Central Park era o seu alvo. O punho brilhante dele era uma arma perfeita. Ele era uma arma viva assim como Wanda, não havia dúvidas de que seriam excelentes amigos.

Não havia sido preciso muito para que agora sentisse o Sanctum de Nova York preenchido com um pouco mais de poder. Tão ínfimo e discreto, mas algo que ansiava há tempos. Primeiro havia se perguntado se deveria deixar isso acontecer, entretanto, a sua ânsia por poder lhe pedia para que fosse do jeito que fosse. Poder é poder e Loki amava ter poder.

[...]

A sensação de estar novamente em um quarto de hospital não era das melhores. Sabia que era um quarto de hospital por estar sentindo um scalp na sua mão e outro no seu braço, fora a máscara de oxigênio. Precisava manter a calma e não se desesperar como da primeira vez, agora não havia nada que pudesse fazer para si mesmo.

Sentiu o peso das pálpebras e forçou a abertura dos olhos. A luz branca denunciava que estava realmente no Metro-General ou qualquer outro hospital que fosse.

“Ele acordou, Wanda”, a voz era irritante e a conhecia bem demais, não gostou de Domenico estar ali. “Wendy, ele acordou, você precisa acordar também”.

Virou a cabeça com dificuldade e viu Wanda se levantando com pressa da poltrona de acompanhantes. Ela parecia tão cansada e tão diferente. Se lembrava com aleatoriedade das coisas que aconteceram nos momentos anteriores.

Se lembrava de estar com Wanda no Dia dos Namorado, comemorando, e depois saírem para o corredor para ver o rastro de destruição causada por Rodrick Errol-Wing. Depois de tudo isso, ainda sentia pelas suas pernas a comichão de ser sugado para dentro da própria dimensão infernal do dividido e nem sabia que esses seres eram capazes de criar seus próprios espaços dentro do multiverso.

O que viu... esperava nunca mais ter que viver e sentir tão vividamente tudo o que sentiu na morte de Donna.

Tinha ido passar as primeiras férias da faculdade em casa, tinha acabado de chegar de Nova York e o calor estava insuportável naquele ano. Já havia trocado as suas roupas nova-iorquinas por algo mais leve e queria nadar no lago, merecia isso depois de conseguir uma bolsa de estudos bem rechonchuda. Os seus pais tinham dito que Donna estava nadando no lago e que Victor estava brincando na casa de um amigo da escola na cidade. Teve o pressentimento de algo estar acontecendo e só sabia que alguma estava muito errada naquela hoje. Tinha olhado pela janela do seu quarto e não a tinha visto, não havia percebido antes... correu o mais rápido que as suas pernas permitiam, mas quando chegou no lago já havia sido tarde demais e o corpo de Donna boiava na água escura de bruços. Cair, nadar, revirar o que lá havia não tinha sido o suficiente, ela já estava morta. Tinha chegado tarde demais.

Ao contrário de si mesmo naquela época, Wanda não havia chegado tarde demais. Não entendia ou compreendia, só sabia que ela havia conseguido.

Desesperança era a palavra para que o definia quando se lembrava. Rodrick o havia feito reviver todos os bons momentos com Donna antes de lhe dar um golpe quase certeiro usando a sua memória mais terrível, aquela que dividiu a sua vida para o que tinha sido antes do Kamar-Taj. Isso e algumas coisas perturbadoras sobre o seu próprio futuro. Ele havia mostrado depois de Donna a morte dos seus filhos, de todos os que viu quando usou o Olho de Agamotto para ver o seu futuro com Wanda. Viu Wanda morrendo nas mãos de alguma criatura depois de se ajoelhar no chão não aguentando mais lutar contra alguma coisa.

Os aparelhos ao lado da sua cama começaram a disparar, estava sentindo a sua pressão cair e logo desmaiaria por conta do susto de se lembrar das imagens que passaram em loop na sua mente tantas e tantas vezes que era impossível que elas não criassem raízes na sua mente. Tinha sentido o coração de todos, inclusive o seu, parar de bater para que se entregassem aos braços de uma morte heroica naquele momento.

Sabia que nada do que Rodrick havia mostrado depois da sua irmã deveria ser encarado como uma verdade. Wanda não morreria, nem os seus futuros filhos, nada daquilo era verdade, mas ao mesmo tempo era tão real. Tinha visto o seu futuro, tinha visto que Wanda estaria com ele para sempre.

Ainda tinha força suficiente para uma projeção astral. Respirou fundo e logo sentiu a sua parte etérea se desprendendo do corpo de matéria palpável para flutuar na dimensão espelhada. De longe e levitando, viu Wanda, Domenico e Billy aguardando algum sinal de que estava lá ainda, pareciam ansiosos para que tivesse alguma reação. Olhou no relógio do quarto e ele marcava três da madrugada, mas não fazia ideia de que dia seria. Não tinha sido uma ideia muito inteligente assim sair do seu corpo enquanto precisava se curar. Retornou e logo abriu os olhos de novo, ainda assustado.

Wanda estava ao seu lado, não havia o que temer. Ela era linda e tão lindamente poderosa. Ainda no colo dela, conseguiu ver o corpo de Rodrick no chão do Sanctum jazendo sem vida alguma.

Tremulando, tentou encostar na mão na proteção plástica da cama para chamar a atenção dela. Gemeu, tentou se mexer. Ela notou, ela sabia que estava tentando se comunicar. Ela parecia mudada, alguma coisa nela estava diferente, algo que não havia notado nos últimos dias.

“Eu estou aqui, eu não vou sair daqui”, ouviu a sua esposa dizer.

Wanda segurou a sua mão com força e beiju a sua testa. Não sabia há quanto tempo estava lá, mas não importava agora. Ela estava bem e havia conseguido conter Rodrick, o depois vinha depois.

[...]

Wanda estava tendo um pouco de dificuldade. O quão difícil seria fazer xixi em um palito? Um risco queria dizer que não estava grávida, dois riscos queriam dizer que Amy e Donna ganhariam um primo ou prima para logo mais. A dificuldade não era o ato em si, mas sobre decidir ou não fazer xixi naquele negócio para saber se ela e Stephen seriam pais.

Não havia sido um mês fácil o que Stephen passou se recuperando do feitiço de Rodrick e da surra que levaram dele. Três semanas de hospital, uma em casa e ele já estava cogitando retornar para o Metro-General. Fazer este tipo de coisa que eles faziam cobrava um preço e esse preço era ter que viver uma vida dupla. Tirando Billy e Christine Palmer, ninguém mais lá sabia o que Stephen fazia embora desconfiassem do seu envolvimento com o oculto.

Stephen não havia lhe dito uma única palavra sobre o que Rodrick fez com ele e sobre o que viu enquanto estava em torpor. Ele não se abria e não sabia como insistir. As emanações dele eram sempre arredias e todas as vezes que mencionava tocar no assunto, ele simplesmente fugia e limpava os seus pensamentos. Sentia que ele só queria esquecer tudo o que passaram nas mãos do dividido.

Por mais difícil que fosse, decidiu por sim, faria uso daquilo. Andou preocupada até o banheiro eu ficava no térreo do Sanctum e se trancou lá, Stephen estava dormindo depois do almoço mesmo, então era a hora certa. Deixou a caixinha descansando na bancada da pia enquanto se despia da roupa íntima por baixo do vestido.

Se sentou ali e pegou a caixinha, não deveria ser tão difícil assim. Abriu a caixa e dentro tinha um pacote metálico. Abriu o pacote e viu uma tira fina e um copinho para que pudesse mergulhar a ponta da tira. Tinha tomado bastante suco de laranja, isso não seria um problema.

Tentou dosar, mas encheu o copinho, precisou até esvaziar um pouco para não acontecer um acidente no tapete. Ali mesmo, sem olhar muito, molhou a ponta da tira até onde estava sinalizado em azul. Segundo a bula, precisava esperar cinco minutos para ter o seu resultado e desconsiderá-lo cerca de quinze minutos depois. Esses seriam os cinco minutos mais longos da sua vida.

Tudo havia começado com uma presença. Não era imponente, parecia calma e nenhum pouco ameaçadora. Não era como se pudesse lê-la ou algo assim, só conseguia senti-la. Era claro que ter alguém para lhe fazer companhia e cuidar seria bom, mas não estava pronta para isso. Querer ser mãe não significava que estava pronta para assumir essa responsabilidade. Tinha acabado de se casar com Stephen e o casamento deles não havia sido pautado sobre constituírem família apesar de já terem chegado à conclusão de que estavam apaixonados um pelo outro tão violentamente que dariam a vida pelo outro.

Olhou no seu relógio de pulso: quatro minutos.

Queria poder levar as suas dúvidas e anseios para Glenda, mas ela com certeza transformaria tudo isso numa coisa enorme e não saberia guardar segredo, então logo Victor saberia e ele contaria a Stephen. Pelo que sentia do seu marido, ele ficaria mais ansioso que si próprio para saber o resultado de um exame de sangue. Donna e Amy ficariam felizes por ganharem um primo ou uma prima. Estava com saudades das suas meninas, talvez fizesse uma visita no final da semana com Stephen, eles precisavam estar com a família em um momento como esse.

Olhou no seu relógio de pulso: três minutos.

Nova York ainda estava fria, tinha visto alguns vídeos na internet sobre como começar a tricotar, precisava correr atrás das agulhas e das lãs, queria poder fazer coisas bem aconchegantes para as suas sobrinhas e, claro, para o seu filho de quatro patas mais lindo do mundo. Black, de alguma forma, sabia que alguma coisa estava se passando no seu corpo, ele que havia dado a pista quando cutucou a sua barriga quando subiu na cama no dia anterior e começou a querer entrar dentro da blusa do seu pijama. Ele havia dado algumas lambidas na sua barriga e só parou quando Stephen o carregou no colo para tirá-lo de lá.

Olhou no seu relógio de pulso: dois minutos.

Nova York era Nova York e ela nunca dormia. Tinha lido no Bulletin sobre o sumiço do tal Demolidor, o Demônio de Hell’s Kitchen. Sabia que se ele não tivesse sumido, as crianças que Rodrick havia matado talvez não tivessem morrido. Não havia mais um vigilante para cuidar do bairro. Nova York era Nova York e ela estava cheia de vigilantes, incluindo o garoto aranha que volta e meia aparecia nos jornais. Bufava todas as vezes que lembrava dele e de como ele estava sendo protegido por Stark somente para provar que proteção e prisão eram coisas parecidas e ao mesmo tempo distintas para ele.

Olhou no seu relógio de pulso: um minuto.

Se recompôs e lavou as mãos enquanto esperava o resultado que descansava em uma do cesto de toalhas do banheiro. Haviam coisas no seu corpo que havia notado que estavam diferentes. Stephen tinha dito que os seus seios estavam ligeiramente diferentes quando ele chegou em casa e quis que ficasse por cima para não piorar os seus machucados, ele também havia dito que o seu comportamento estava um pouco mais diferente. Se estava grávida ou não, deveria estar tão no começo que demoraria para qualquer coisa denunciar. Estava atrasada desde que Stephen havia acordado no hospital, mas tinha começado a acreditar que era pelo fato de terem passado por um estresse sem tamanho com Rodrick.

Olhou no seu relógio de pulso e já tinha dado os cinco minutos. Suspirou e enxugou as suas mãos na toalha que tinha trocado no dia anterior. Respirou fundo e se percebeu tremulando. Estava ansiosa, eram dois riscos em uma tira que poderiam mudar a sua vida completamente.

“Que Agamotto pense bem no que vai fazer conosco”, fechou os olhos e pegou a tira de cima do cesto de palha... estava protelando.

Abriu os olhos e viu uma tira vermelha bem viva e outra do lado não tão forte assim, mas ainda aparente o suficiente para ser considerada como um resultado. Levou uma mão a boca e os seus olhos tornaram a se fechar. No fim, as mudanças no seu corpo continuariam pelos próximos meses. Precisava contar a Stephen. Como contaria a Stephen? Tinha que contar a Stephen, era a sua obrigação, ele era o pai da criança que crescia no seu corpo.

Ouviu a campainha da porta da frente e já tinha um tempo que aquilo não tocava de forma apropriada, geralmente as pessoas que conheciam o oculto só entravam e Wong as atendia já que ele havia se mudado definitivamente para o Sanctum, deixando Domenico responsável pela biblioteca do Kamar-Taj. Guardou o teste no bolso o vestido e a pessoa que estava na rua estava insistindo bastante e logo acordaria Stephen.

Saiu do banheiro e andou de volta até a sala principal. Girou a maçaneta para abrir e sentiu o seu primeiro enjoo de grávida ao ver um garoto com o cheiro forte na sua porta.

“Boa tarde, aqui é o Sanctum de Nova York, não?”, ele perguntou.

“Sim, o que deseja?”, perguntou ao rapaz. Ele precisaria de um banho logo e talvez um corte no cabelo.

“Me disseram para procurar o Mestre do Sanctum, acho que é Strange o nome dele”, o rapaz coçou a cabeça.

Doutor Stephen Strange, ele não é um mestre qualquer”, riu.

“Que seja. Disseram que se eu o procurasse, ele poderia me abrigar por um tempo”.

“Quem é você?”, perguntou estranhando o rumo que isso tomaria.

“Sou Danny Rand, moça, O Punho de Ferro Imortal. Protetor de K’un-Lun e Inimigo Declarado do Tentáculo”, a confiança na voz dele era evidente.

Já tinha ouvido falar de K’un-Lun.

Notas finais
Okay, estamos prontes para conversar, né, nom? (vou enumerar os pontos aqui embaixo) 1 – Sobre o Loki, ele agora sentiu um gostinho do que a Wanda pode fazer sozinha já que ela não precisa de ajuda alguma. A partir de agora o cerco contra ele poderá se fechar um pouco mais, é melhor ele ter cuidado... 2 – Sobre o Stephen, essa foi apenas uma pequena explanação sobre o que de fato o Rodrick mostrou para ele, então acho que podemos aguardar ele devaneando e finalmente falando (ou não) sobre as visões postas na mente dele pelo Rodrick; 3 – Sobre a Wanda... a LilyMPHyuuga me deu um facepalm uma vez sobre isso, mas alguma coisa tinha que fugir da rotina deles. Welcome, Baby Strange, the mightiest baby of Earth (for now); 4 – Passaremos 2018 e 2019 dizendo a frase mais falada de 2017 porque sim! (sim, a fic vai ser esse tantão de longa :v). Teremos um montão de capítulos para dissecar o que houve nesse momento :) PS: o nome do arco faz uma referência ao que vai começar acontecendo nos próximos capítulos: uma aventura totalmente nova ♥ . Todas as músicas do capítulo vocês encontram nas playlists oficiais de Angel of Light no Spotify e no Deezer: — AOL: https://open.spotify.com/user/stormqueen_/playlist/2rFk8r7q09yZDMScy0wYAY — AOL: https://www.deezer.com/br/playlist/3491740646 — Wong: https://open.spotify.com/user/stormqueen_/playlist/5hZZk7g9EsTdTZb5ZgvBw0 Me deixem saber se gostaram ♥