Angel Or Devil?
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Bom, ninguém comenta - exceto por uma pessoa - mas ainda sim estou postando, mas seria bom né gente? Enfim, boa leitura.
— Faria. — ele respondeu, e agora, algo a mais estava presente em sua voz: Frieza.
Eu respirei fundo, tentando acabar com toda dor que estava se alastrando pelo meu corpo agora. Mas isso apenas piorou. E a cada segundo que se passava, eu sentia-me ainda mais mal, ainda mais quebrada.
Eu não esperei Miguel falar mais nenhuma palavra. Eu corri daquela cabana, indo diretamente para o meu dormitório. Eu não estava conseguindo entender o porquê que as palavras dele estavam me afetando deste jeito. Pois não era para ser assim. Eu deveria – tinha – que esperar tal atitude dele.
Eu suspirei pesadamente quando fora abrir a porta do meu quarto, e quando terminei de fechá-la, joguei-me sobre a minha cama.
Você realmente está apaixonada pelo Miguel? Relembrei do que aquela vampira havia insinuado em meu sonho. Não, eu não estava apaixonada por ele. Eu não queria, eu não podia. O que eu sentia era apenas uma forte atração. Apenas isso.
Eu coloquei o meu travesseiro sobre o meu rosto, e o grito que eu dei a seguir fora abafado.
Eu estava com raiva de mim mesma. Raiva da minha ingenuidade. Pois nesse mundo não dava para ser do jeito que eu era. Eu teria que mudar para não me machucar ainda mais, para não ser massacrada.
Batidas soaram pelo meu quarto, e quando eu fora abrir a porta, fiquei surpresa ao ver Pedro ali.
— Posso entrar? — indagou.
Eu escancarei a porta, dando espaço para ele adentrar em meu quarto.
— Obrigado. — de alguma forma, parecia-me que ele não estava se sentindo muito bem.
— Algo aconteceu? — perguntei enquanto me sentava sobre a minha cama, dando uma leve batidinha do meu lado para ele fazer o mesmo.
— Aurora. — ele disse, e eu pude perceber o nojo que havia na voz dele.
— O que houve?
— Olha, não quero te encher dos meus problemas. Mas você me pareceu ser a mais certa para conversar sobre isso... — ele tentou se explicar, mas ainda assim eu percebi o quanto aflito ele estava.
— Pode me contar tudo o que quiser Pedro.
Seus olhos eram negros, tão negros quanto à escuridão da noite. — Eu a vi beijando uma garota.
De certa forma, aquilo não me impressionou. — Sinto muito.
— Nós sempre brigamos por coisas bobas. Mas eu não havia imaginado que ela me trairia deste jeito, bem na minha frente para se vingar.
— Desculpe eu te dizer, mas ela é uma vadia em ter feito isso.
— Todas aqui são assim, Anne. — ele falou, me olhando. — Eu estou me sentindo bem agora, justamente por você não ser que nem elas.
Todo o plano de mudar o meu jeito de ser, fora por água abaixo ao ouvir ele me dizer isso.
— Obrigada. — eu sorri, sinceramente para ele.
— Se precisar de qualquer coisa, pode contar comigo.
Eu me deitei na cama, puxando ele para fazer o mesmo. Ele se deitou ao meu lado, e me abraçou. — Obrigado. — murmurou no meu ouvido.
Eu me senti melhor com ele ali. Claro que tudo meu ainda estava doendo por Miguel, mas Pedro me acalmou me abraçando daquele jeito.
Eu não havia percebido o momento em que eu dormi nos braços dele. Mas quando eu acordei, Pedro estava acariciando o meu cabelo. — Fiquei com pena de te acordar. — ele disse, sorrindo acolhedoramente para mim.
Eu me levantei, me espreguiçando logo em seguida. — Desculpe por eu dormir assim. É que hoje eu acordei muito cedo...
— Não precisa se explicar. — ele pediu, se levantando e indo abrir a porta do quarto. – Te vejo no refeitório. — e saiu.
Quando eu terminei de tomar o meu banho, e colocar uma nova roupa limpa, sai do meu dormitório.
Só que não deu tempo nem ao menos de chegar ao pátio, pois Luna e mais duas garotas, incluindo Aurora, estavam trancando o meu caminho na escada de mármore.
Eu desci os degraus, ficando apenas um acima de onde elas estavam. — Me dêem licença. — comandei. Não estava muito interessada em começar uma discussão.
— Claro que nós daremos. – Luna falou, e pareceu-me que ela a era quem mandava em Aurora e mais outra garota cujo não sabia o nome. — Se você não nos seguir agora, contarei para todos sobre a carta que sua mãe te enviou.
Oh céus. Como ela descobriu sobre isso?
Eu não tive outra escolha. Não pensei duas vezes em segui-las.
Elas me levaram para uma floresta, que ficava no lado extremo do internato, e que era proibida a entrada de alunos.
— Você terá o que merece agora, Annelise. — Aurora falou, rindo ao chegar mais próximo a mim.
Elas se juntaram ao meu redor, mas ainda assim eu consegui ver Pedro. A neblina daquela noite conseguia escondê-lo um pouco, mas dava para o ver claramente encostado em uma árvore.
Ele sorria, e deu-me um aceno de cabeça quando Aurora me deu um forte soco no rosto, fazendo-me cambalear para trás.
Ódio era o único sentimento que eu estava sentindo agora, e quando eu iria retribuir o soco que ela havia me dado, Luna segurou minha mão, me dando um chute nas costas, já que ela estava por atrás de mim.
Eu gritei pela dor aguda que me invadiu, e a minha visão havia ficado turva por um lento segundo.
— Eu falei para se distanciar do Miguel! — Luna falou, e seu tom de voz estava perverso.
Outra Nephilim me deu dois socos seguidos em meu peito, enquanto Aurora tapeava-me o rosto. Eu estava ficando desnorteada pelas dores intensas em meu corpo.
Luna agarrava-me enquanto eu tentava desesperadamente me soltar, o que apenas me fazia apanhar ainda mais. Gargalhadas eu escutei, e presumi que fossem as de Pedro.
Fora ele que havia pegado a carta, enquanto eu pensava que dormia em seus braços.
Náusea me preencheu, enquanto elas me batiam, me puxavam o cabelo, e me davam chutes e socos tão fortes que por um momento eu ficava sem ar.
Elas eram mais fortes do que um ser humano, por serem Nephilim, e eu estava vendo essa enorme diferença agora.
Eu sentia cada lesão em meu corpo ardendo de tal forma que me fazia querer desmaiar. As feridas que elas estavam me causando estavam abertas, tão abertas que eu vi o meu sangue pingando no chão daquela floresta.
Luna me pegou pelo cabelo, e me jogou contra a árvore que ali havia.
Céus, elas não iriam parar?
Quando eu abri os meus olhos, que até agora estavam fechados pela dor que me consumia, eu vi Nathanael correndo para cima de Pedro. Eu estava completamente surpreendida por vê-lo ali, tentando me defender, e carregando sobre os seus ombros a minha salvação.
Mas Pedro parecia-me que sabia de todos os movimentos antes até mesmo de Nathanael os dar, desviando facilmente dos ataques que se seguiam.
Aurora riu enquanto se aproximava de mim. — Nathanael não tem nenhuma chance com Pedro.
Eu queria ajudar Nate agora. Mas como eu poderia, se as minhas pernas não me sustentavam?
— Deixe-o em paz! — eu consegui murmurar com dificuldade, enquanto eu tentava rastejar-me até onde Pedro e Nate estavam lutando.
Só que Aurora pisou em uma das minhas mãos, esmagando-a, e fazendo-me parar quase que imediatamente.
Eu estava sendo torturada. Torturada por sentir todas as partes do meu corpo latejando de dor, uma dor cuja era insuportável para mim aguentar. E piorou ainda mais ao ver Nate apanhando por minha causa.
Só que algo que eu não esperava aconteceu. E inesperadamente, Miguel desceu do céu. As asas dele, com uma beleza sem igual, sumiram quando os pés dele tocaram no chão.
Ele sorriu, enquanto observava Luna, Aurora, e a outra Nephilim o olharem como se estivessem vendo algo impossível de acontecer. Mas para mim, ele era um milagre. O meu milagre.
Pedro tentou fugir, mas parou ao ouvir o relâmpago estourar no céu. Miguel o olhou, o sorriso ainda estava preso em seu rosto, cheio de maldade.
— Vejo que Nathanael não cuidou de você como deveria. — Miguel falou, sua voz era tão forte que por um momento eu vi as pernas de Pedro tremer.
— Miguel, eu posso explicar... — Luna tentou falar rapidamente, mas parou ao ver Miguel em sua frente em um piscar de olhos.
Os pingos de chuva começaram a cair do céu, juntamente com os relâmpagos que o clareavam.
Miguel a pegou pelo pescoço, levantando-a logo em seguida. — Me explicar o que? — a voz dele estava feroz quando ele a perguntou, transbordando de raiva.
Miguel iria matá-los. E eu tinha certeza absoluta disso quando eu olhei em seus olhos, e vi que ali, não havia nenhum espaço para piedade.
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