Angel Of Mine

14 Um infeliz aniversário.


Notas iniciais
oi oi oi, postando o último capítulo aqui no nyah e depois disso vou postar o 15 apenas no meu tumblr dedicado pra essa fanfic que será somente no ano que vem (pelo menos eu acho) enfim, espero que gostem pois deixei bem grande pra vocês :3

Em toda minha vida eu nunca me senti tão feliz.

Namorar Jimmy era maravilhoso. Ser amigos dos amigos dele era bom, ter Candy por perto era um bônus que nunca imaginei ter e por incrível que pareça Chad também estava em minha pequena lista, Lacey e Gena eram essenciais nela.

Fazia apenas um mês que estava com Jimmy, mas estava tão feliz que sentia um certo medo, sempre quando ficava daquele jeito acontecia algo de ruim em minha vida. Acredite, eu sabia muito bem, então eu ficava meia que cautelosa.

– E aquela constelação ali, Rose? — perguntou Jimmy tirando-me de meus devaneios.

Estavámos na caçamba de sua caminhonete, deitados em cima de um lençol qualquer e olhávamos o vasto céu acima de nós, ele olhava interessado pro céu. Um sorriso tomava conta de seu rosto.

– Andrômeda. Minha favorita — disse olhando na mesma direção que ele.

– Como você sabe disso tudo? — me perguntou curioso.

– Sempre quando o céu do Canadá colaborava meu pai me levava pro lado de fora de minha casa e me mostrava todas as contelações. Era bem legal quando ele levava o telescópio — disse nostálgica.

– Interessante — murmurou ele.

– O céu daqui é lindo — falei suspirando.

– Perfeito — concordou Jimmy.

Olhei em sua direção e me aproximei de seu corpo, repousei minha cabeça em seu peito e fechei meus olhos. Fazia tempo que não ficava ao lado de Jimmy, estava trabalhando tanto que sentia que estava ficando sem tempo pra mim mesma, a boate de Candy era bem cheia e o bar em que eu ficava era muito movimentado. O que fazia eu ficar muito atarefada e cansada, e Jimmy tinha seus compromissos com a banda e com... Leana, odiava quando ele sumia por causa dela, respirei fundo não era culpa dele e nem dela os dois teriam um filho juntos e ele tinha suas responsabilidades de pai, então eu deixava ele ir sem reclamar. E tentava não pensar no Brian, agora ele vivia no ZeroSum as vezes trancado no escritório de Candy por horas, e eu tentava não imaginar o que ele fazia ali, mas sempre pedia mentalmente que Adam chegasse a qualquer momento e visse meu maravilhoso amigo com sua namorada.

– No que está pensando? — perguntou Jimmy, ele afagava com delicadeza meus cabelos.

– No quanto senti sua falta nesses últimos dias — falei olhando seu rosto.

– Me desculpe...

– Não precisa se desculpar, eu te entendendo — sorri tocando em seu rosto.

– Mas eu fico tanto tempo longe de você — suspirou me abraçando.

– Não tem problema, Jimmy.

– Feliz aniversário, Rose — sorriu me abraçando.

Nem acreditava que hoje era treze de Março, como passou assim tão rápido? Aquele seria meu segundo aniversário que passaria sem meus pai, mas dessa vez não estaria sozinha tinha Jimmy ao meu lado e meus amigos. Aquilo era tão bom, pela primeira vez não me sentia deslocada do mundo, me sentia até um pouco normal.

– Estou ficando velha — murmurei comigo mesma.

Como eu estaria se meus pais estivessem vivos? Acho que não teria conhecido James, pela primeira vez na minha vida passei a pensar na possibilidade de ser coisa do destino mesmo, mas será que meu destino era assim tão cruel? Porque tive que perder meus pais para conhecer o amor de minha vida, cara isso é tão bizarro.

– Vejo um cabelo branco aqui — disse Jimmy divertido, suas mãos afagavam delicadamente meus cabelos.

– Muito engraçado você — disse ironicamente.

Olhei seu rosto mais uma vez tinha um sorriso discreto ali, seus olhos brilhavam. Queria saber o que se passava na mente de Jimmy pra ele estar daquele jeito, eu havia dito que não queria presentes dele, não queria mesmo eu me sentiria uma idiota ganhando coisas dele já que em seu aniversário dei o álbum "Soundtrack to the apocalypse" edição especial vinham com quatro cd's e um dvd com mais de oitenta e oito faixas, não fiquei muito feliz. Mas Jimmy ficou radiante pois Slayer era de uma de suas bandas favoritas. O que me deixou feliz pois não sabia desse detalhe só havia escolhido essa banda porque... Era a única banda de thrash metal que realmente conhecia.

– Vamos? — perguntou Jimmy acordando-me de meus devaneios.

– Tudo bem — suspirei pesadamente.

Ele me ajudou a descer da caçamba da caminhonete iria me afastando dele mas Jimmy me puxou para perto de seu corpo, olhou daquele jeito abrasador em meus olhos, me deixando completamente sem folêgo. Sua mão fora para lateral de meu pescoço, seu polegar traçou desenhos em minha nuca. Fiquei arrepiada do jeito que ele queria, então ele sorriu de canto e me beijou, fazendo eu entrar em combustão. Cara, ele beijava tão bem! Tudo bem que as vezes ele era meio bipolar quando se tratava de beijo, mas da melhor maneira possível, sempre fazia eu ficar meia perdida e esquecia até meu próprio nome. Fiz a coisa que mais adorava quando o estava beijando fiquei na ponta de meus pés e joguei todo peso de meu corpo em sua direção, ele riu e me abraçou mais apertado e para minha infelicidade parou com que estava fazendo para me encarar divertido.

– Porque parou? — perguntei emburrada.

– Porque temos que ir — murmurou sussurrando em meu ouvido.

– Não quero ir mais — falei fazendo bico.

– Mas temos que ir — ele riu de minha careta.

– Mas é meu aniversário, não possso desejar ficar aqui? — perguntei arqueando a sobrancelha.

– Vamos logo, Rose. Não quero nos atrasar — disse me puxando em direção de seu carro.

– Mas, Jimmy! — exclamei magoada.

– Você não vai se arrepender, eu prometo — falou me colocando com delicadeza no banco do carona.- Vai ser divertido.

– Se vai ser divertido porque não me conta o que é? — perguntei curiosa.

– Ai vai deixar de ser surpresa — disse docemente.

– Aaaargh, James — bufei indignada.

– Pare de reclamar — ele riu e foi para seu lugar no banco do motorista.

Girei os olhos e cruzei meus braços, ainda achava uma injustiça não saber pra onde estava indo. Jimmy apenas sorria em meu lado, ele era tão idiota queria socar sua cara e ao mesmo tempo ficar o beijando, estava com tanta saudade dele...

– Jimmy... — o chamei manhosa.

– Sem drama, Rose — disse ele sem olhar em minha direção.- Não vou me comover.

– Nem se eu pedir com jeitinho? — choraminguei.

– Nem se você pedir com jeitinho — ele riu.

– Sacanagem, Jimmy! Porque você faz isso? — perguntei irritada.

– Que eu fiz agora? — rebateu ele surpreso.

– Não me conta o que está acontecendo — bufei.

Ele fingiu não me dá ouvidos e continuou dirigindo, eu conhecia aquele caminho estávamos voltando para o apartamento de Brian e quando chegamos no estacionamento Jimmy ficou bem ao meu lado, a mesma coisa aconteceu no elevador e mas achei estranho quando ele não apertou o botão que era o andar certo, estreitei os olhos, o que será que ele estava tramando?

– Agora eu vou vendar seus olhos — murmurou indo atrás de mim.

– Isso é besteira, não precisa vendá-los. Coloque apenas sua mão ai e pronto — disse azeda.

– Porque tão chata? — ele me perguntou indignado, mas fez o que pedi.

Senti um certo frio na barriga quando tudo escureceu e um dos braços de Jimmy se estreitaram ao redor de meu corpo. Ele me guiou por um caminho estranho e riu as vezes quando tropeçava em meus próprios pés, depois abriu uma porta, senti uma rajada de vento fazendo meus cabelos esvoaçarem porém não estava frio era uma brisa morna tipíca daqui. Fiquei curiosa quando ouvi musica e algumas risadas conheci a de Candy imediatamente e de Brian também.

– Está pronta? — perguntou ele ao pé de meu ouvido.

– Acho que sim — respondi, sem deixar de me arrepiar com seu hálito quente.

Jimmy tirou sua mão de meu rosto e olhei bestificada.

– Onde estamos? — perguntei piscando atônita.

– Terraço do edifício Commodore, nunca venho aqui não é mesmo? — perguntou ele com um certo orgulho.

Não respondi Jimmy porque estava ocupada demais olhando aquilo a paisagem era maravilhosa era possível ver quase todas as luzes da cidade ali. Uma enorme mesa cheia de bebidas ocupava a maioria do espaço, havia puffs para se sentar por todo lado. E me perguntava porque a TV e aparelho de DVD estava fazendo ali, Zacky me olhava com um certo sarcasmo, girei os olhos ele sempre será tão chato assim? Johnny estava ali com Lacey, sorri envergonhada para os dois, Gena minha amiga que se parecia com uma boneca também se encontrava ao lado deles. E por último olhei Brian que estava ao lado de Candy, esse sorriu abertamente pra mim fazendo eu me sentir estranha e evitar sorrir pra ele, meus olhos varreram aquele terraço à procura de Matt e Val, mas não estavam ali. Como assim não estavam ali?

– Feliz aniversário, Kaya! — exclamou Candy feliz da vida.

Ela venho pra cima de mim e me abraçou apertado, queria saber o que Candy comia em seu café da manhã porque estava sendo esmagaçada por seu simples abraço.

– Candy, sua filha da mãe — arquejei irritada.- Para de esmagar meus ossos!

– Desculpe.

Mas não adiantou nada eu reclamar alguma coisa sobre abraços apertados demais Zacky era um grande gordo filho de uma puta, baaaaaaastardo quase quebrou minhas costelas, Johnny não foi diferente me abraçou tão apertado que juro que meus olhos quase saltaram das órbitas. O último a me abraçar fora Brian, mas ele não foi como os outros, primeiro pegou em minha mão e entrelaçou nossos dedos e depois me puxou afim de me abraçar. Fiquei meia que sem reação, mas o abraço dele era tão bom! Tentei não olhar pra ninguém e muito menos pra Jimmy, sentia vontade de me matar pelo simples fato de pensar aquilo tudo.

– Feliz aniversário, Kaya — disse Brian de modo gentil, fazendo com que eu me deretesse por dentro.

– Ahn... Obrigado — murmurei corando e saindo de seu aperto.

Depois do ocorrido não fiquei muito perto de Brian, pelo contrário fiquei longe dele o máximo possível, ganhei presentes que havia dito que não precisava. Lacey me deu um sapato de salto com quase 20 cm, parecia de uma boneca só que com tamanho real ela me obrigou a colocar a aquilo. Admito que não era muito boa andando com saltos, mas me sentia confiante com aquele porque o salto do sapato não era assim tão fino, então dava pra eu andar tranquilamente. Jimmy me observava com um sorriso malicioso, fui em sua direção e pela primeira vez não me senti uma criança perto dele.

– Como estou? — perguntei dando uma volta em sua frente, para que pudesse ter uma visão ampla de mim.

– Suas pernas são lindas, nunca havia reparado nisso — elogiou me puxando para mais perto.- Deveria usar mais vezes sapatos assim, você fica sexy.

– Posso usar mais vezes se quiser — murmurei sorrindo.

– Perfeito — disse ele.- Use apenas os sapatos, somente eles, entende? Quando estivermos sozinhos, vou adorar — sussurrou com os lábios colados em meu ouvido, me levando à loucura. Jimmy gostava tanto de me torturar com suas provocações.

– C-claro — gaguejei.

Jimmy mordiscou minha orelha, fazendo eu ficar arrepiada dos pés a cabeça. Respirei fundo, trazendo seu cheiro para meus pulmões, havia me esquecido do quanto eu gostava de fazer aquilo. De sentir seus braços ao redor de meu corpo, de sentir seu cheiro que tinha o mesmo efeito que certas drogas causava em mim. De ver aquele sorriso perfeito em minha direção, e fitar aqueles olhos azuis como o céu e ficar bestificada com tamanha perfeição. As vezes achava que Jimmy era um sonho, que tudo aquilo era um bom e perfeito sonho, tinha certeza que uma hora eu iria acordar desse doce sonho e estar naquele velho banheiro sujo, com uma seringa na mão e mais desanimada do que nunca para continuar vivendo. O fato era que Jimmy estava sendo a essência em minha vida, eu nunca me senti tão viva e feliz. E aquilo tudo devia somente a ele.

– Jimmy, não roube a Kaya somente pra você! — exclamou Gena, ela me puxou pra longe dele. Fazendo-me andar desajeitada em sua direção.

– Eu queria ficar apenas com ele — reclamei.

– Você não tem direito de querer nada, agora sente aqui porque é a vez do meu presente — disse Gena autoritária, as vezes ela conseguia ser tão chata quanto Zacky.

– Achei que em meu aniversário poderia fazer o que eu quisesse — arquiei a sobrancelha, incrédula.

– Fique quieta — mandou ela.- Espero que goste, eu sei que vai gostar. Eu que escolhi.

Girei os olhos, Gena era tão convencida, mas não pude deixar de sorri ao ver minha amiga loira animada mais que o normal. Ela venho com uma caixa média em mãos e colocou em meu colo. Zacky estava de seu lado e um sorriso malicioso tomava conta de seus lábios, abri a caixa receosa temendo o que havia ali dentro.

Pisquei atônita e corei intensamente, mas que porra é essa?

– Mas que diabos...? — perguntei, incapaz de completar alguma coisa coerente.

Olhei pra aquela coisa de renda preta, o pior não era só aquilo, eu poderia chamar isso de camisola? Santo Deus. Havia um chicote, sintas-ligas e alguns óleos de massagem, eu queria cavar um buraco e me enfiar dentro, sentia meu rosto quente. E não tinha coragem de olhar na direção de Jimmy.

– Foi ideia minha — murmurou Zacky dando uma risadinha.

– Seu bastardo — olhei pra ele indignada.

– Não vai nos mostrar, Kaya? — perguntou Jimmy se aproximando.

– Não! — exclamei corando, fechei aquela caixa rapidamente e corei mais ainda.

Zacky e Gena riu abertamente, fuzilei aqueles dois com o olhar.

– Vocês dois me pagam — murmurei irritada.

– Qual é, sabemos que você vai fazer bom uso — disse Gena sorrindo sapeca.

– O que é? — perguntou Lacey, ela olhou em minha direção com os olhos brilhando de curiosidade.

Será que era possível eu ficar mais corada ainda? Sim, era.

– Nada, parem de ser curiosos. Não vou dizer o que é — sacudi minha cabeça, tentando não me imaginar dentro daquela coisa horrível de renda.

– Mas Jimmy vai — falou Zacky dando uma piscadela pro amigo.

– E você, Zachary. Me pega, tenho certeza que isso foi ideia sua!

Ele riu abertamente, gordo filho da puta, eu não sabia se ria junto com ele ou se chorova de desgosto.

– Rose, eu quero ver — pediu Jimmy.

– Não, não, não e não! — exclamei me levantando e levando a caixa junto comigo, me afastei o máximo possível de Jimmy. Zacky e Gena somente riam.

Como se adiantasse alguma coisa me afastar dele, é claro que ele viria atrás de mim.

– Jimmy, pare de ser teimoso — bufei virando-me em sua direção.- Não irei te mostrar.

– Se não me mostrar, vou perguntar para Zacky e Gena. Sei que você não vai querer isso, não é mesmo? — perguntou arqueando as sobrancelhas.

Suspirei pesadamente, e fiquei nas pontas dos pés e observei se alguém olhava na nossa direção. Ah merda, todos olhavam, inferno. Puxei Jimmy para mais longe da visão de todos e quando vi que estavamos distante o suficiente abri aquela porcaria de caixa e mostrei que tinha dentro.

– Ual — murmurou ele com um sorrisinho no rosto.- Você poderia usar essa camisola com esse sapato, vai ficar perfeito.

– Jimmy! — exclamei repreendendo ele, senti meu rosto quente outra vez.

– Vai usar não é mesmo? — perguntou ele com os olhos brilhando de pura malícia.

– Você acha mesmo que isso combina comigo? — perguntei pegando aquela coisa como se fosse um bicho peçonhento.

– Quer mesmo que eu responda? — perguntou sorrindo abertamente.

Bufei e fechei a caixa, eu não iria mostrar aquilo pra ninguém mais. Nunca em toda minha vida pensei que iria usar aquele tipo de coisa.

– Lindo mesmo, ver vocês assim... Mas estão esperando a Sra. Sullivan, e o que é isto?

Girei os olhos e fechei a caixa, com toda certeza não iria mostrar aquilo para Brian, iria ser vergonhoso demais.

– O quê, Brian? — perguntei me fingindo de desentendida.

– Esta caixa — falou gesticulando em direção da caixa.

– Ah, isso não é nada! — exclamei corando.

– Nada? Então me deixa ver.

– Não mesm... – mal terminei a frase, Brian tinha roubado a caixa das minhas mãos me deixando furiosa.

– Então, isto não é nada? — perguntou sorrindo malicioso.

– PORRA, Brian! Guarda isso — disse indo em sua direção furiosa.

– Nossa, Jimmy. Você é um cara de sorte — disse Brian rindo e se afastando de mim.

– Brian, volte aqui com essa caixa!

– Porque? Deixe seus amigos ver seus chicotes, menina malvada — ele ria abertamente.

– Chicotes? — perguntou Johnny.

– Sim, olhe aqui — Brian pegou aquela coisa e girou em seus dedos.- Legal, não?

– Ual, não pensava isso de você. Kaya

– Mato você, Brian! — sentia meu rosto mais vermelho que um tomate.- Mato você também, Zacky.

– Como? Na base das chicotadas? — perguntou Zacky ironicamente.

Bufei e fui para o lado de Jimmy, não iria adiantar nada tentar esconder aquelas coisas, então eu iria ter que aguentar as zombações daqueles três idiotas. Agradeci aos céus por Matt não estar ali.

(Kaya's POV'S OF)

"Não me importo de dividir Jimmy"

Aquelas palavras ecoavam em minha mente, ainda não acreditava no que tinha acabado de ouvir, me perguntava como aqueles dois tinha coragem de fazer aquilo.

Me perguntava como Sullivan conseguia dormir tranquilo fazendo tudo aquilo.

Não era certo, pobre Kaya, ela ficaria arrasada se soubesse de uma coisa dessas, eu via pelo seu olhar como ela amava aquele cara, e ainda se repreendia por sentir atração pelo seu outro amigo Brian! Mal sabia ela que seu suposto namorado fazia algo bem pior.

Imaginava como ela iria se sentir se soubesse, as vezes me sentia um grande filho da puta por ir tentar resolver as coisas e acabava descobrindo outras mais cabulosas ainda.

Admito que tinha uma certa esperança com Leana ainda, achava que ela havia esquecido Jimmy.

Mas achei errado, como sempre. Queria ver a merda que ela iria inventar sobre a falsa gravidez, inferno.

Eu poderia contar tudo pra Jimmy e Kaya, mas veja eu não saberia como iria ser reação daqueles dois, pois achava que Sullivan estava divido por causa da falsa gravidez de Leana. Mas iria adiantar alguma coisa contar aquilo? É óbvio que não, iria magoar as duas partes, ou deixar ambos furiosos. Aquela porra toda era complicada, mas se estivesse no lugar de Kaya iria ficar tanto quanto magoado e furioso.

Senti meu celular vibrando, e perdi a coragem de atender ao ver quem era. Vamos lá, Chad. Pare de ser um covarde.

– Hey, Lolita — chamei ela carinhosamente por seu apelido.

– I know what the boys want, I'm not gonna play — respondeu ela cantando.

Ri ao ouvir o som de sua voz, Kaya as vezes era tão infantil.

– Onde você está? — perguntou ela.

– Já estou chegando, agora é serio — respondi calmamente sem tirar os olhos da estrada.

– Terceira vez que ouço isso — bufou Kaya.- Venha logo.

– Está ansiosa pelo meu presente ou pela minha ilustre presença? — perguntei divertido.

– Pelos dois, idiota — respondeu ela bufando.

– Ok, agora vou desligar — disse suspirando.

– Até daqui a pouco — disse Kaya.

Desliguei o celular com certa dificuldade, queria saber porque no começo não gostava de Kaya. Ela era uma pessoa legal, chata as vezes e completamente teimosa. Aquilo tudo fazia eu me lembrar de minha irmã que era pra ter mais ou menos sua idade se estivesse viva.

Sentia falta de Chloe, sentia falta de sua vitalidade e alegria naquela casa. Devia ser por isso que havia deixado meus pais para trás, me sentia tão culpado, eu como um irmão mais velho deveria proteger ela. Mas como sempre fracassei nisso também.

O fato era que só voltaria ver meus pais quando estivesse formado em medicina, o que era meio difícil, queria dar um motivo pra eles terem orgulho de mim. Mas aquilo tudo era cansativo, trabalhar no ZS acabava comigo, minha sorte era que Candy entendia meu lado e me dava folgas. O que era bom, porque tinha dia que não me aguentava de pé naquele lugar, mas tinha uma certa amiga que me ajudava mais que devia. Kaya vivia me acudindo quando ZS estava cheio demais e eu cansado demais. Parei meu carro e fui em direção daquele imenso edifício, o que sabia era que a festa seria no terraço daquele lugar. Imaginava o quanto Kaya estava feliz e me perguntava se valeria a pena contar aquilo pra ela ainda hoje.

Não me entenda mal, ultimamente não escondia nada dela.

O que era bom, tinha alguém que não se importava em ouvir minhas autos-flagelações, ela sabia que era apaixonado por alguém que já havia me usado — agora era só dizer quem era a tal pessoa- mas isso não estava em meus planos, é óbvio que não contaria à ela que era Leana, ela enlouqueceria e me chamaria de insano porque ela sabia que Leana não era uma boa pessoa, sabia não, ela tinha suas dúvidas.

Pensava qual seria sua reação se soubesse que foi eu que droguei ela naquela maldita praia.

Sacudi minha cabeça, tentando expulsar os pensamentos ruins de minha cabeça. Ajeitei o presente de Kaya em minhas mãos e fui até a portaria daquele lugar dar meu nome. Subi rapidamente e respirei fundo algumas vezes, tinha quase a plena certeza que ela sacaria tudo muito rápido.

Pedia silenciosamente que pelo menos dessa vez a sorte estivesse do meu lado.

Entrei naquele terraço e deixei minhas dúvidas de lado, depois eu contaria aquilo, ou iria fazer algo melhor, guardaria pra mim mesmo.

– Chad! — exclamou Kaya assim que coloquei meus pés no terraço, fui pra trás com o impacto que seu corpo causou no meu quando ela se jogou em meus braços.

– Estava morrendo de saudades de mim, não é mesmo? Pode admitir — disse de modo sarcástico.

– Um pouquinho de nada — respondeu divertida.- Quero meu presente!

A encarei, seus olhos estavam mais cinzas que o normal, estavam parecendo fumaça. Suas bochechas coradas indicavam que ela havia ingerido coisas alcoólicas, então ela não iria perceber meu estado de espiríto hoje.

– Está aqui seu presente, acho que vai gostar — disse entragando aquele pacote em suas mãos.

Ela pegou aquilo com o olhar curioso, sacudiu perto de seu ouvido pra descobrir o que era e depois rasgou o belo papel de presente que tinha escolhido com tanto amor. Girei os olhos, acho que Kaya não fazia muita questão disso.

– Como você sabe que gosto de I Love Lucy? — perguntou ela surpresa.

– Uma pessoa me contou — respondi sorrindo.

– Sei — murmurou ela estreitando os olhos.- Mas adorei, sério. Se caso um dia chover aqui e fizer frio vou assistir todas as temporadas!

Sorri pra ela, com toda certeza Kaya era igualzinha Chloe, tinha até aquele jeitinho de encantar qualquer um com seu sorriso.

Acho que tinha ganhado outra irmã mais nova e estava gostando daquilo.

(Chad's POV'S OF)

Fiquei feliz de ver Chad ali, mas fiquei com esperanças que Arin estivesse junto com ele, gostava da amizade dele na verdade tinha uma amizade saudável com Arin e Chad também, mas Jimmy não aceitava aquilo, nem imaginava qual seria sua reação.

– Agora é a vez do meu presente — disse Brian próximo, seu hálito quente causou arrepios em minha nuca.- Está preparada?

– Acho que sim — respondi timidamente.

– Aqui está — falou ele.

Ele colocou algo gelado em meu pescoço, percebi que era uma correntinha de prata, e peguei o pingente ficando impressionada e emocionada ao mesmo tempo.

– Gostou? — perguntou ele.

– Oh, Brian... É tão bonita!

Segurava com um certo fascínio a pequena Schecter Gates, tinha tantos detalhes! Não deixei de reparar que no pingente tinha o nome artístico de Brian ali, "Syn" eu odiava aquele nome, mas estava tão fascinada com meu presente que havia esquecido de reclamar. Olhei mais uma vez a pequena guitarra de prata com listras douradas, era tão perfeita.

– Como você conseguiu isso? — perguntei finalmente olhando em sua direção. Um sorriso satisfeito brincava nos lábios de Brian, o deixando mais bonito que de costume.

– Tenho meus contatos, já estava pensando nisso faz um tempo. Então pedi para um amigo meu fazer um mês antes de seu aniversário. Gostou mesmo? — perguntou com os olhos brilhando.

– Claro, Brian! — exclamei o abraçando.

Dessa vez não me reprimi em abraça-lo de todos os presentes que havia ganhado aquele com toda certeza fora o mais lindo, e de uma certa forma eu sabia que não iria deixar de usar aquela corrente nunca. Abracei o corpo de Brian apertado, e respirei fundo, sentindo seu cheiro ardido de menta. Era tão bom e tinha um toque de... Chocolate? Respirei fundo outra vez, sim era chocolate, que irônico, uma fragância irresistível para um homem irresistível.

– Vai usar ela sempre? — perguntou ele ao pé de meu ouvido, me arrepiei outra vez.

– Claro — respondi sorrindo.

– Fico feliz então — Brian sorriu abertamente, fazendo eu ter um quase infarte.

Sai do aperto de seu abraço antes que fizesse algo com ele, Brian era um grande filho da puta porque mesmo não querendo ele soava de um jeito sexy. O que era uma merda, ele ficava tão...

Olhei pra ele mais uma vez e me encantei com seu sorriso, droga.

Me afastei de Brian, aquilo que eu sentia por ele tinha que passar. Ou eu acabaria fazendo uma grande burrada, acabaria magoando ele e Jimmy. Merda, porque tenho que ser tão complicada?

– Kaya, você está aí? – perguntou, tentando chamar minha atenção.

– Ah, desculpa — respondi corando

– Você quer dançar? — perguntou indicando a pista de dança, observei Johnny e Lacey dançando e quase ri, aquilo era tão engraçado de ver. — Er... sim, só que..

– Então, vamos — falou Brian puxando minha mão.

– Primeiro, tenho que receber os outros convidados — disse me esquivando dele, odiava dançar.

– Estarei esperando, Senhorita – ele saiu fazendo reverência.

– Bobo – sorri e me afastei dele.

– O que está havendo, entre você e Brian, Posso saber? – Chad perguntou curioso.

– O quê? Não está havendo nada, somos apenas amigos você sabe disso. – respondi nervosa.

– Acredito em você. – murmurou irônico.

– Ah, para! – bati em seu braço.

– Onde a Candy está? — perguntou olhando ao redor.

– Deve estar dançando — dei de ombros.

– Hum... Acho que tem alguém te esperando também — disse gesticulando a cabeça em direção de Brian.

– Chad! — repreendi ele, não queria dançar com Brian. O que faço agora?

– Ok, desculpe — disse rindo.

– Idiota — bufei.

– Linda — ele apertou minha bochecha e riu.

– Acha que devo ir dançar com ele? — perguntei, olhando Chad aflita.

– O que tem de mais? — rebateu ele.- Vocês são amigos, certo?

– Sim, mas...

– Mas você tem uma puta de uma atração por ele, certo? — perguntou sorrindo malicioso.

– Shiiii! — exclamei olhando ao redor pra ver se ninguém tinha ouvido.

– Você vai acabar se dando mal — suspirou Chad, seu olhar estava preocupado em minha direção.

– Eu sei — respondi tristemente, ou eu acabaria me dando mal ou Brian. Queria que fosse eu, porque não iria suportar machucá-lo.

– Sim, você sabe! Mas mesmo assim, não faz nada para impedir.

– O que eu devo fazer? — perguntei.

– Kaya, eu não posso te responder, pois só você sabe a resposta, eu posso te falar mil coisas, mas isso não vai fazer você mudar. Então...

– É eu sei — mentira, não sabia de nada. Estava perdida e confusa.

– Um conselho, quando você tiver sua decisão não pense antes, faça! — exclamou ele.

– Obrigada, Chad. Tenho muita sorte de ter, como eu um dia eu te odiei? — perguntei pra ele divertida.

– Esta pergunta também não posso responder. Por que ninguém odeia o Chad aqui — disse com tom convencido.

– Cale a boca, Charles — disse girando os olhos.

– Tem alguém te esperando — disse Chad indicando Brian com um aceno de cabeça.

Suspirei pesadamente e dei as costas para Chad, estava entrando em pânico. Não queria fazer nenhum tipo de contato físico com Brian.

Tentei deixar de ser covarde e fui dançar com aquele ser sexy que infelizmente era meu amigo.

(Kaya's POV'S OF)

Eu sorri ao vê-la em minha direção, a corrente que havia dado de presente à ela reluzia em seu pescoço alvo, foi um presente perfeito mesmo. Já que ela não deixaria de usar, tinha visto em seus olhos que tinha gostado do presente, me senti tão esperto porque dei aquele presente na intenção de não afastar ela de mim e deu certo.

Kaya parou em minha frente e me olhou séria, estava quase do meu tamanho com aquele maldito par de saltos, sua boca estava mais rosada que de costume, lembrei do dia que a beijei. Eram tão suaves e um pouco frios, mas eu sabia que beijasse ela por mais algum tempo eles iriam ficar quentes...

Droga, havia prometido que não iria pensar naquele tipo de coisa. Pelo menos não quando estivesse perto dela e de Jimmy.

– Somente uma dança, Brian — disse Kaya de modo sério.

– Porque? — perguntei curioso, a puxei pela mão e a levei pra pista de dança.

– Porque não sei dançar — disse ela girando os olhos.

Gostava do modo que ela girava os olhos, ficava parecendo uma criança teimosa, era engraçado.

– Filha de bailarina e não sabe dançar, mente pra outro, Kaya — disse sarcástico.

– Não estou mentindo — ela bufou.

– Então vamos ver.

A puxei e repousei uma de minhas mãos em sua cintura, senti que ela queria se esquivar de meu aperto, peguei sua mão e entrelacei com a minha. A olhei em desafio arqueando a sobrancelha, ela não iria sair dali enquanto não dançasse comigo. O ritmo da musica era bem legal, eu sabia dançar porque lembrava de minha mãe tentando me ensinar alguns passos de dance music, seria engraçado dançar aquilo junto de Kaya.

– Brian, eu não sei dançar isso. Materei a pessoa que escolheu essa porra de musica — reclamava ela emburrada.

– Pare de reclamar, eu sei dançar isso — disse tranquilamente.

– Você sabe dançar esse tipo de musica?! Essa eu quero ver, chamar o Zacky pra filmar isso — exclamou Kaya zombando de mim.

– Vai ser fácil, porque essa musica é meia lentinha. Vamos ter que dançar colados — sussurrei em seu ouvido, gostei de provocar arrepios em sua pele.

– Idiota demais, como pode? — perguntou ela rindo, seu corpo que estava tenso foi relaxando aos poucos.

Giramos na pista em perfeita sincronia e fiquei admirado, Kaya sabia dançar sim e muito bem diga se de passagem.

– Você dança bem — disse apertando a cintura dela um pouco mais forte.

– Você que está me conduzindo, se não sabe é o homem que conduz a dança. Então quem dança bem aqui é você — disse Kaya em tom azedo.

Eu ri e a girei outra vez, Kaya girou os olhos vi de esguelha que Jimmy observava a gente. Tinha que me comportar pois esquecia que estava dançando com a namorada do meu melhor amigo.

Pela primeira vez em minha vida senti inveja de Jimmy.

– Kaya, o Jimmy está nos encarando, estou ficando com medo.

– Você? Medo? Cadê o Zacky, pra gravar isso aqui — disse Kaya divertida.

– Eu falei medo? Não me lembro — perguntei fingindo estar confuso

– Vou fingir que acredito! Ok? — ela riu. — Ele não precisa sentir ciúmes, somos amigos.

– É eu sei, amigos... — suspirei tentando não olhar seu rosto.

– Por que essa cara? — perguntou Kaya curiosa.

– Que cara? — rebati.

– Não é nada, esquece — suspirou ela, tentando não olhar meu rosto.

– Melhor parar por aqui — disse soltando sua cintura de má vontade.

– Boa ideia — seus braços caiu de meus ombros, ela suspirou. Pensei debilmente que ela não queria se afastar de mim, até parece.

Paramos de dançar, e Kaya foi até Jimmy. Agora me pergunto.

– Boa ideia — seus braços caiu de meus ombros, ela suspirou. Pensei debilmente que ela não queria se afastar de mim, até parece.

Paramos de dançar, e Kaya foi até Jimmy. Agora me pergunto.

Como eu poderia estar sentindo inveja do meu melhor amigo? Eu deveria estar feliz por ele! É só que quando eu a vejo, tenho uma vontade imensa de ficar com ela, eu definitivamente não posso sentir isso, eu não quero amar ninguém.

E por que Kaya, insistia em dizer que eu estava com medo de Jimmy? Não falei que estava, tenho certeza.

(Brian's POV'S OF)

– Jim, você acredita que o Brian estava com medo de você? — perguntei assim que me aproximei de meu namorado.

– O quê? Ele falou isso? — perguntou divertido.

– Uhum, “ Kaya, Jimmy está nos encarando estou ficando com medo”. Você estava nos olhando? — rebati rindo.

– Na verdade, estava olhando pra você, nunca me disse que dançava tão bem — ele sorriu e me abraçou.

E me senti culpada quando seus braços se estreitaram em meu redor. Cara, eu amava Jimmy, isso era fato mas fiquei tão abalada quando senti as mãos de Brian em minha cintura, elas eram fortes e precisas em meu corpo. Mostravam o quanto ele era cheio de atitude quando estava com uma mulher... Eu tenho que parar de pensar nesse tipo de coisa, estou enlouquecendo.

– Rose? Ouviu que eu disse? — perguntou Jimmy afagando com delicadeza meu rosto, estremeci ao sentir seu toque.

– Ahn... Não, me desculpe — admiti corando.

– Perguntei se você quer ficar comigo hoje, aceita o convite? — perguntou com aquele sorriso adorável no rosto.

– Claro, Jimmy — disse sorrindo, seria bom ficar perto dele e longe de Brian.

– Matt ligou e pediu desculpas por não vim, Michelle estava com problemas — disse Jimmy depois de algum tempo.

Fechei minha cara, eu não aceitaria o pedido de desculpas daquele armário furão, não mesmo.

– E porque ele e a Val não trouxe Michelle junto? Isso não é desculpa — falei bufando, eu não me importaria de ter Michelle aqui.

– Não? — perguntou Jimmy confuso.

– Não e porque iria ser um problema?

Olhei o rosto de Jimmy que encarava algum ponto da festa, olhei curiosa e ele estava observando Candy e Brian conversando, senti um certo incomodo ao ver aqueles dois rindo e trocando olhares suspeitos.

– Matt acha que você tem ciúmes do Brian — disse Jimmy finalmente, sua voz soou estranha, quase como ele estivesse escondendo algo mais de mim. Droga.

– Eu não tenho ciúmes do Brian — disse tentando não manter contato visual com ele.

– Então consegue falar isso olhando nos meus olhos? — perguntou ele daquele jeito indecifrável e estranho.

Então fiz o que ele pediu, o encarei, olhei diretamente em seus olhos e fiz algo impossível: tentar mentir pra ele.

– Jimmy, isto é ridículo. Estou com você... — não consegui terminar olhando em seus olhos, eles estavam tão intensos.

Respirei fundo e mordi meu lábio, Jimmy sabia quando estava mentindo o que tornava tudo mais difícil, eu não conseguia dizer mentiras olhando naqueles olhos azuis que agora estavam mais claros, será que ele estava com raiva de mim?

– Tem ou não? — perguntou arqueando a sobrancelha.

Inferno, porque não contar a maldita verdade?

– Sim, tenho. Como tenho ciúmes de todos os outros, normal. Sempre fiz do tipo que tem ciúmes de amigos — argumentei.

– Então você tem ciúmes de Johnny, Zacky, Matt e até mesmo de Chad? — perguntou ele sem engolir aquela minha desculpa fajuta.

– Sim.

– Não precisa mentir pra mim, sabe disso — ele suspirou, senti que seu corpo ficava rígido, Jimmy estava ficando nervoso.

– Porque acha que estou mentindo? — perguntei sem me abalar, se demonstrasse que estava com medo de sua reação poderia intrigá-lo ainda mais.

– Porque eu sei, quando você está ou não mentindo pra mim — sorriu convincente, assim como Brian, Jimmy me conhecia muito bem.

– Ah claro, porque você lê mentes e me conhece como ninguém certo? — perguntei irritada.

– Exato — murmurou sorrindo abertamente.

– E se fosse ao contrário? E se eu soubesse quando você está mentindo ou escondendo alguma coisa de mim? — perguntei ainda irritada.

Silêncio.

Achei meio estranho, mas depois daquela pergunta Jimmy ficou calado e aquilo me intrigou, será que Jimmy escondia algo de mim?

Então, estávamos quites, porque eu escondia coisas dele também. Inferno, não era pras coisas ser assim.

Depois de mais algumas horas eu não estava mais aguentando ficar naquela porcaria de festa, havia perdido o ânimo. Fiquei imaginando o quão chata eu era porque aquela era a minha festa e não a de um estranho, mas estava me sentindo uma estranha ali. Me sentia incomodada com a conversa que tive com Jimmy, aquela pergunta ainda martelava em minha mente. Será que Jimmy escondia algo de mim?

Sacudi minha cabeça e depois de um tempo insisti pra Jimmy me levar embora, não estava mais aguentando aquele barulho de rock pesado e as risadas de meus amigos, queria descansar e parar de ficar vendo Brian conversando e rindo daquele jeito sexy dele. Inferno de vida.

Eu e Jimmy seguimos silêncio até seu carro, entrei e continuei quieta, eu não queria conversar com ele. Minha cabeça estava começando a doer com a quantidade de pensamentos idiotas que estava tendo.

– Kaya, aquela pergunta...

– Não precisa responder.

– Você confia em mim?

– Claro que confio, Jimmy. Por que isso agora?

– Não... É nada.

– Se você acha, então tudo bem.

Silêncio.

– Kaya, você está bem?

– Não, preciso da minha cama.

– E do Jimmy? Não precisa?

– Cala a boca.

– Parei.

– Acho bom.

– Kaya?

– Hum...

– Eu te amo.

– É, eu sei.

– Não vai dizer nada?

– Não.

– Ok.

– Bobo.

– Só isso?

– Te amo. Satisfeito?

– Sim.

Não pude deixar de sorrir, eu amava Jimmy, com todas as minhas forças. Achava que não tinha espaço pra mais ninguém em meu coração, mas como sempre pensei errado, é claro que ele ocupava uma boa parte dele mas Brian como sempre chegou e tomou espaço, e não resisti, eu abriguei ele ali assim como fiz com Jimmy, o que me deixou assim. Completamente confusa, mas eu sabia que não poderia viver sem nenhum dos dois e esconder aquilo estava cada vez mais difícil.

Jimmy parou o carro e desceu sem me esperar, eu mereci isso. Fui tão idiota com ele, mas estava confusa e isso me irritava, porque eu não era uma pessoa normal que se apaixona por um cara só e pronto? Não, sempre tem que ter alguma coisa pra foder mais um pouquinho minha vida, segui ele desanimada eu não queria brigar com Jimmy, entrei em sua casa e o avistei no sofá vendo alguma coisa qualquer na tv já estava sem camisa e não me olhou nenhuma vez. Bufei e fui para seu lado, me sentei em seu colo e repousei meu rosto em seu ombro, estava me segurando em não desabar em lágrimas, droga. Sua mão afagou minhas costas, fazendo eu sentir arrepios, era tão boa aquela sensação de formigamento que sentia quando ele me tocava.

– Kaya, você está bem? Não minta! — exclamou Jimmy preocupado.

– Não — respondi suspirando.

– O que está acontecendo, minha Duck? — perguntou docemente, eu iria xingá-lo por me chamar com aquele apelido tosco, mas seu tom fora tão adorável que me esqueci de brigar com Jimmy.

– É só que... Jimmy eu não quero te magoar, nunca — murmurei olhando seu rosto, que estava com a testa franzida. Ele devia estar achando que enlouqueci, tenho certeza.

– E você não vai, Kaya. Você disse que confia em mim — ele sorriu meigo e tocou meu rosto.

– Sim, confio — suspirei e fechei os olhos ao sentir seu toque.

– Então, me deixa te ajudar — pediu ele.

– Não.

– Por que não?

– Porque ninguém pode, Jimmy.

– Eu fiz alguma coisa? — perguntou preocupado.

– O problema não é você...

– "O problema não é você sou eu". Certo? — perguntou me cortando.

– Sim, Jimmy. Sou eu — respondi corando.

– E o que eu posso fazer?

– Ficar comigo pra sempre — o abracei fortemente, sentia que iria chorar a qualquer momento.

– Eu já faço isso, Kaya — ele riu baixinho em meu ouvido, fazendo eu sentir cocégas.

Ele se levantou comigo ainda em seu colo e me levou rumo a seu quarto, o olhei admirando sua beleza. Jimmy estava mais bonito que de costume, os olhos estavam azuis como o mar, os lábios vermelhos e seus cabelos estava daquele jeito que tanto gostava, um pouco grande nas laterais e um pouco arrepiado em cima e atrás, o deixando tão atrativo que chega doía e tudo isso combinava com suas tatuagens e sua pele branca.

– Você é tão bonito — suspirei tocando de leve seus lábios.

– Sou? — perguntou sorrindo, ele deu uma leve mordida em meu dedo me fazendo rir.

Assenti positivamente, ele sorriu e parou no meio do caminho, senti a estrutura fria da parede em minhas costas. Jimmy me olhava intensamente com aqueles olhos azuis abrasadores, fiquei sem folego e arrepiada. Caramba! Como ele conseguia me deixar sem folego apenas com aquele olhar?

Questão impossível de responder.

Ele me colocou no chão e riu, estava sem meus sapatos novos e então fiquei do meu tamanho normal e se quisesse continuar com meus braços em seus ombros tinha que ficar na ponta dos pés e isso parecia divertir ele.

– Você é tão baixinha — ele riu gostosamente, quase suspirei ao ouvir o som de sua risada.

– Errado, você que é alto demais — girei os olhos.

– Será? — perguntou sarcástico.

– Aham — murmurei debilmente, estava olhando seus lábios. Eram tão bonitos...

Jimmy viu onde meu olhar estava e com isso me beijou, suspirei e o correspondi de boa vontade, sua boca estava com gosto de suco de laranja, ri entre o beijo. Aquele era o suco que menos gostava mas no entanto adorei aquele gosto na boca de Jimmy e o beijei com vontade. Ele grunhiu e me pegou no colo outra vez aquilo era bom pois facilitava tanto pra mim quanto pra ele, entralacei minhas pernas em sua cintura, ao fazer isso ele suspirou e quebrou nosso beijo e me olhou com censura.

– Porque faz isso? — perguntou rabugento.

– O que eu fiz? — rebati inocentemente.

– Fica me beijando desse jeito, depois não reclame se for um pouco bruto como você — reclamou Jimmy fazendo um bico.

– Não te acho bruto — girei os olhos, e não achava mesmo. Adorava quando Jimmy era um pouco mais intenso comigo.

Ele sorriu malicioso e continuou nosso percurso até seu quarto, senti um frio na barriga eu sabia o que iria vir depois, conhecia aquele sorriso, fiquei arrepiada, sentia falta dele. Deus, como eu sentia falta de Jimmy.

Ele abriu a porta do quarto e me colocou na cama gentilmente, seu olhar estava era pura malícia, ele acabaria me matando em qualquer momento se continuasse me olhando daquele jeito. Toquei em seu peito, minha mão foi descendo, sentir a textura de sua pele era maravilhoso e ele estava tão perto que não precisava respirar muito fundo pra sentir seu cheiro.

– Isso é bom — ele suspirou.- Mas me espere aqui.

– Onde você vai? — perguntei.

– Pegar seu presente.

– Eu disse que não queria presentes — murmurei rabugenta.

– Mas não dei ouvidos como sempre — ele riu e foi em direção de seu closet.- Me espere aqui.

Me encostei na cabeceira da cama e abracei meus joelhos, sentia a curiosidade tomar conta de mim, o que seria?

– Jimmy, morreu? — perguntei ficando impaciente.

– Espera, esqueci onde está — disse ele com a voz abafada.

– Ah — murmurei.

– Achei! — exclamou ele feliz.

– Onde está? Vem aqui, quero ver — disse com uma certa ansiedade.

– Aqui — falou Jimmy saiu do closet com alguma coisa em mãos, balançava no ar com um sorriso no rosto.

Estreitei as vistas, ele estava longe mas o que ele segurava parecia com uma correntinha. Senti meu rosto corar, não acredito que ele iria me dar algo semelhante que Brian me deu.

– Espero que goste — disse Jimmy se sentando ao meu lado, e o que tinha em mãos era mesmo uma correntinha.

Diferente que tinha ganhado de Brian, o que era aquilo? Olhei mais de perto, era uma caveira com asas, mas não igual do logo de sua banda ela tinha cabelos? Cabelos igual do Jimmy, era em prata com detalhes em preto e tinha umas pedrinhas azuis. Ai depois de muito tempo cai na real e percebi que aquela caveira era Jimmy, pisquei atônita não acreditando muito.

– Gostou? — perguntou ele, tinha uma certa ansiedade em sua voz. Olhei em seus olhos e percebi que as pedras que tinha no pingente era da mesma cor de seus olhos.

– É lindo Jimmy! Obrigada — disse sorrindo, era uma coisa diferente e bonita. Assim como Jimmy, eu realmente tinha gostado.

Mas os olhos de Jimmy se repousaram em meu pescoço, senti meu rosto corando fortemente, seus lábios se crisparam e vi seu rosto ganhar um tom de vermelho, não tinha dúvidas que ele estava bravo.

– É vejo que alguém chegou primeiro, bela guitarra — ele bufou e se levantou da cama.

– Espera nós não vamos brigar, por isso! Ou melhor não vamos brigar pelo Brian! — exclamei surpresa, aquilo estava mesmo acontecendo?

– Como não Kaya? Ele sempre atrapalhando — disse ele rispído.

– Atrapalhando? Jimmy,o que ele fez? Vocês são amigos, ou melhor irmãos! — disse ainda com o mesmo tom de surpresa.

– Você não entende — ele suspirou passando a mão no cabelo.

– Não entendo o quê? Que você não assume que está com ciúmes? Jimmy, você sempre me pergunta se confio em você, eu sempre falo que sim! Mas agora, eu pergunto! Você confia em mim?

– É nele que não confio Kaya.

– Você não me respondeu, sim ou não? — perguntei irritada.

– Kaya...

– Porra, não muda de assunto, quer saber eu vou embora! Adeus James — o fuzilei com o olhar antes de sair daquele quarto.

Estava furiosa, eu não acreditava naquilo, Jimmy não confiava em mim, enquanto eu confiava naquele ser até de olhos fechados. Se eu fosse uma namorada ruim, que o traísse com seu melhor amigo ai sim ele iria confiar em mim, filho da puta bastardo.

Sai daquela casa batendo a porta furiosa, soltei um palavrão quando vi que estava sem meus sapatos e sem minha jaqueta e fazia frio, inferno. Onde estava os táxi's quando a gente precisa de um?

– Kaya, espera! — ouvi Jimmy gritando ao meu encalço.

– Por você, não mais! — gritei olhando pra trás.

– Desculpa Kaya, é só que... Eu te amo — gritou ele de volta, os cachorros na vizinhança começam a latir, não demoraria muito para curiosos estar olhando pela janela.

– Como ama? Você não confia em mim — perguntei estancando no meio do caminho, meus pés doiam e minha cabeça também.

– Eu não disse isso — murmurou ele não estava muito longe de mim, tentei não olhar em seus olhos que estavam aflitos.

– Se você confiasse em mim, falaria — disse friamente.

– Olha, eu sei que estou agindo como um perfeito idiota, mas Kaya! — exclamou ele como uma perfeita criança, tentei não me comover com aquilo.

– Mas... o quê? — perguntei arqueando a sobrancelha.

Ele foi interrompido pelo o barulho estridente de seu celular, ele pegou rapidamente e desligou aquele coisa e voltou a me olhar.

– Não vai atender? — perguntei intrigada.

– É apenas uma mensagem — respondeu dando de ombros, mas vi que ele estava nervoso.

– De quem posso saber? — perguntei desconfiada

– Isso não é nada — ele bufou.

– Então, deixa eu ver – tomei celular de suas mãos.

E não acreditei no estava lendo, enquanto lia cada pequena linha sentia meus olhos marejados.

“Jimmy quando posso te ver? Preciso de você! Você tem visto aquela tal de Kaya? Francamente como você convive com ela, ela não é boa o bastante pra você. Sinto isso, me pergunto “ Por que está comigo?” Enfim... Estou pensando em você.Beijos.” Leana.

– Rose, não é isso que você ta...

– Não ouse me chamar assim e não to pensando, estou vendo! Ora seu... — pisquei e senti uma lágrima estúpida caindo.- Você estava comigo e com ela? Me responde, James!

– Não era bem assim — suspirou ele olhando em meus olhos.

– E como era,James? Não sou boa o bastante pra você? Como eu amei você? Você é despresível — respondi friamente, sentia tanta raiva queria bater nele. Esmurrar sua cara e de sua... Aaaaaaaargh.

– Kaya... Eu sinto muito mesmo — disse ele tentando se aproximar, o olhar estava aflito.

– Não sinta por mim, mas por você. E não se aproxime! — exclamei me afastando.

– O que posso fazer? Kaya não quero te perder — seus olhos estavam mais brilhantes que o normal.

– Você já perdeu, e quanto ao que você pode fazer VAI PRO INFERNO! — exclamei dando as costas. Mas voltei pra trás.- E toma aqui seu presente, faça bom proveito dele!

Disse furiosamente e arranquei aquela coisa de meu pescoço e joguei rudemente em sua direção, praticamente corri até o ponto de táxi mais próximo. Não ousei em olhar pra trás, entrei em um táxi que tinha acabo de sair um casal, o motorista me olhou assustado.

– Qual seu destino, senhorita? — perguntou o motorista sem se abalar com meu estado deplorável.

– Bem longe daqui, por favor — disse tentando não sucumbir às lágrimas.

Depois de dizer o endereço certo para o taxista liguei pra Brian, pois estava sem minha bolsa e ele iria ter que pagar aquele taxista, espero que ele atenda o celular. Só espero que a sorte esteja ao meu lado.

– Brian? — perguntei com um certo alívio.

– E quem mais seria? — perguntou sarcástico

– É sério, Brian — disse fungando.

– O que aconteceu? Está chorando? — perguntou deixando suas bricandeiras de lado.

– Eu posso ir pro seu apartamento? — perguntei fingindo não ouvir sua preocupação comigo.

– Claro, mas Kaya... Explica! — exclamou ele nervoso.

– Depois — disse cortando ele.

– Foi o Jim...

Desliguei antes mesmo dele terminar de pronunciar aquele nome. Sacudi minha cabeça, como fui ingênua e idiota, como pude acreditar nas malditas palavras dele? Porque não saquei que ele estava saindo demais pra ver Leana? Inferno, havia ficado cega, completamente cega e confiei na pessoa errada mas como iria desconfiar de uma pessoa que dizia com todas as letras que me amava, que era a única e essas coisas idiotas que você ouve da pessoa que ama e acredita porque está completamente apaixonada pelo bastardo?

Eu sou uma idiota.

Meu peito doía, sentia uma dor lacinante, minha garganta também, parecia que havia engolido um monte de taxinhas e elas havia se alojado ali em meu peito. Aquilo queimava de um modo insurportável, pisquei para poder ver melhor.

Até ontem mesmo James Owen Sullivan era o homem da minha vida, hoje caiu a ficha de que tudo não passava de uma brincadeira e que todas aquelas palavras não eram sinceras... Isso tudo foi um jogo.

E com esse pensamentos venho as lágrimas outra vez, em pensar que queria passar o resto de minha vida junto dele e me sentia culpada por desejar seu amigo mas veja bem ele tinha duas mulheres! Poderoso não? Espero do fundo de minha alma que ele fique sozinho...

Era uma mentirosa, não esperava nada daquilo, sou tão tola era pra estar o odiando e cá estou eu amando ele ainda.

Idiota.

– Senhorita, chegamos — disse o táxista me tirando de meus devaneios.

Olhei pela janela e suspirei de alívio, Brian estava ali com sua carteira em mãos e com um olhar mais preocupado do que nunca.

– Kaya, o que houve? — perguntou assim que desci daquele táxi.

– Desculpa por ter ti deixado preocupado — disse corando.

– Sem problemas, vamos entrar — falou assim que pagou o táxista, ele me abraçou e desabei em seus braços.

– Ok — respondi fungando.

Fomos até o elevador em silêncio, eu não conseguia falar. Parecia que minha garganta estava fechada, aquilo era tão ruim.

– Agora, fala o que aconteceu? — perguntou assim que entramos em seu apartamento.

– Eu descobri que o Jimmy, estava com a Leana e comigo ao mesmo tempo — falei em meio as lágrimas um soluço débil escapou de mim.

– O quê? Não Kaya, não pode ser! Jimmy nunca faria isso com você, ele te ama — exclamou Brian surpreso.

– Eu vi Brian, como eu fui burra!

– Burra você? Não Kaya, não se culpe — ele entrou no meu campo de visão. Seus olhos castanhos estavam cheios de preocupação, sua mão grande limpou meu rosto borrado de rímel.

– Não ouse sentir pena de mim — murmurei fechando os olhos.

– Não estou com pena de você, e sim de Jimmy que foi otário o suficiente pra fazer uma coisa dessas — argumentou Brian tranquilamente.

– Não quero ouvir o nome dele — suspirei soluçando.

– Shh, Kaya não quero que pense nisso nem mais um segundo, eu estou aqui e vou cuidar de você.

– Brian...

– Shh, quieta.

Ele me abraçou e afundei meu rosto em seu peito e chorei como nunca, chorei até molhar sua camisa e sentir minha cabeça doer. Brian me abraçou um pouquinho mais apertado e ficou em silêncio de algum modo eu sabia que ele não tinha nada o que me dizer porque assim como eu Brian não era bom com palavras.

– Brian? — o chamei recostando minha cabeça em seu ombro.

– Sim? — perguntou ele.

– Faz chocolate quente pra mim? — perguntei olhando seu rosto.

– Claro — ele sorriu de um modo tão adorável que seus olhos ficaram pequenos.

Brian me puxou em direção da cozinha e me sentou pertinho dele no balcão mais próximo, vi ele remexendo os armários, enquanto estava de costas observei seu corpo. Ele não era muito alto porém eu como sempre ficava baixa ao seu lado, sua pele era bonita, bronzeada de dar inveja a qualquer mulher que passava horas na praia esturricando tentando ter uma pele como a dele e aquelas tatuagens o deixava mais bonito ainda e seus cabelos negros e espetados também, sua blusa branca em gola V estava meia amassada me perguntei se foi por causa de meus abraços ou se ele estava com alguém antes de ligar...

– Brian... — o chamei com um certo desconforto.

– Hum? — perguntou ele distraído.

– Er... Você estava com alguém aqui? — rebati curiosa

– Por que?

– Sua camisa — ainda estava intrigada, queria saber porque estava toda amassada.

– Ah... Não, eu estava sozinho — respondeu sorrindo

– Hum — disse com um muxuxo.

– Você não está com ciúmes, está? — perguntou ainda sorrindo.

– Ciúmes de você, se toca — girei os olhos.

– Nossa, magoou, Kaya — disse fazendo beicinho, eu odiava quando ele fazia aquilo.

– Ah Brian, para de ser gay — reclamei

– Ah é? Te mostro o gay, vem aqui! — ele riu e se aproximou de mim.

Me puxou pela cintura e me olhou nos olhos, é claro que ainda estava magoada, ainda sentia aquela dor idiota em meu peito mas com Brian por perto ela se amenizava, dóia mas não tanto. Eu já sabia que ele me fazia bem e aquilo só foi pra confirmar que estava certa.

– Odeio ver seus olhos borrados assim — reclamou ele me encarando.

– Porque? — perguntei curiosa.

– Você fica com um ar que tem um certo apetite por destruição, não gosto disso — murmurou passando sua mão em meu rosto tentando limpá-lo.

– Então, você vai me maquiar também? — perguntei sarcástica.

– Falei que iria cuidar de você — ele girou os olhos.

– Tirei a sorte grande então, ganhei o pacote completo — respondi sorrindo e batendo palmas feito uma criança,

– Não se acostume — ele riu.

– Como farei isso, você é tão...- corei quando nossos olhares se encontraram.

– Eu...? — perguntou arqueando a sobrancelha perfeita.

– Deixa pra lá, não é nada importante — dei de ombros.

– Porra, seu chocolate! — exclamou ele se afastando de mim.

Eu ri e o observei ele no fogão, murmurava alguns palavrões e foi em direção da geladeira pegou marshemellow's ali e foi em direção da pia. Sorri quando vi que ele estava esfriando o chocolate quente pra mim, colocou tudo em uma caneca e me trouxe com aquele seu sorrisinho zombeteiro nos lábios.

– Espero que goste — falou me entregando aquela caneca que exalava um cheiro maravilhoso.

– Vem, vamos pra sala — disse o puxando pela mão.

Me sentei no sofá e peguei o controle da tv e coloquei na Disney Channel, vi Brian me olhando indignado.

– Você vai me fazer assistir isso? — perguntou arqueando a sobrancelha e colocando suas mãos em seus quadris.

– Olha lá o Nemo tá nadando em alto mar! — exclamei a fala do personagem do filme Pocurando Nemo e fazendo Brian rir.- Adoro esse filme, vem aqui e veja comigo.

– Nada de Nemo, me dá o controle! — exclamou tomando o controle de minha mão.

– Nada de luta, me dá o controle! — rebati me jongando em sua direção, ele colocou o controle no alto pra me impedir de pegar, mas eu era ninja e conseguir tomar o controle de suas mãos e coloquei na Disney Channel de novo.

– Teimosa, por que você sempre ganha? — perguntou emburrado.

– Ah, talvez assim... Num sei, acho que você me ama — disse tomando meu chocolate quente e olhando pra tv.

– Nossa sério, como adivinhou?! — perguntou divertido.

– Você me fala isso a cada olhar — murmurei rindo.

Ele ficou em silêncio por um momento olhei em sua direção e vi que ele me encarava, corei com a intensidade que seu olhar estava sobre mim.

– Meu presente ficou bonito em seu pescoço — disse ele de repente.

Pisquei atônita.

– Gostei dele — falei meio débil.

– Posso ver? — perguntou com a voz meia arrastada. Santo Deus, ele ficava sexy daquele jeito.

– S-sim — gagueijei sem pestanejar.

Brian se aproximou e pegou meu colar mas ele não estava olhando pra ele, me fitava ainda daquele jeito intenso, senti minhas entranhas se revirando pois ele nunca havia me olhado daquele jeito. Observei seu rosto bonito, os olhos castanhos intensos e com deliniador borrado, os cabelos espetados no estilo Goku que ele tanto adorava e por último observei aquele seu cavanhaque idiota e seus lábios finos...

Ele diminuiu o espaço entre a gente, senti sua testa se encostando na minha e cheiro de Malrboro invadindo minhas narinas, aquilo não seria certo eu tinha acabado de terminar um namoro conturbado e.... Perdi qualquer linha de pensamento quando a mão de Brian pegou a minha, senti seus dedos cheios de calos apertando os meus, fechei meus olhos e suspirei invonluntariamente eu sempre havia gostado de sua palma contra a minha desde o momento que conheci ele gostava de sentir aquilo, era tão bom.

O encarei de novo meia ofegante, seus olhos não paravam de me fitar daquela maneira intensa, fechei meus olhos outra vez tentando não pensar. Iria fazer o que Chad me disse, eu não iria pensar em nada, apenas fazer.

Seus lábios se encostaram nos meus, beijou uma, duas, três vezes e esperou uma resposta minha. Entrei em estado de combustão e o correspondi com um simples roçar de lábios e foi a deixa para Brian me puxar pela cintura e me beijar com gosto.

Seus lábios eram finos, quentes e precisos, assim como seu abraço ou qualquer outra coisa, seu beijo era de uma atitude que me deixava sem folego, minhas mãos foram para sua nuca o puxava para mais perto, nossas línguas estavam travando uma intensa batalha, estremeci quando seus dentes puxaram meu lábio inferior. Brian me deitou no sofá e ficou por cima de mim, minhas mãos passearam por suas costas, por baixo de sua camisa senti seus músculos que estavam rígidos, fiz contornos com meus dedos em suas belas costas, seus lábios partiram para meu pescoço estremeci quando senti seu cavanhaque raspando ali.

– Brian...- o chamei baixinho.

Ele ronronou em resposta me levando à loucura, senti sua língua quente ali e depois subiu um pouquinho em direção de minha orelha, mordeu ali me fazendo suspirar baixinho.

– Feliz aniversário, Kaya — disse de modo ofegante.

Abri meus olhos e o encarei, Brian estava com as faces coradas e quando seu olhar se encontrou com o meu ofeguei, ele sorriu tão lindamente pra mim que havia ficado meia tonta.

– Obrigada — respondi sorrindo.

Abracei seu corpo e respirei fundo. Eu sabia que tinha feito a pior burrada de minha vida, mas me sentia tão satisfeita e um pouco feliz, um certo ser ainda tomava conta de minha mente. Me perguntava se ele estava bem, sacudi minha cabeça, claro que estava. Ele tinha uma válvula de escape pra tudo aquilo, olhei para Brian outra vez e sorri, acho que ele sabia que eu amava seu melhor amigo, mas não parecia se importar.

Porque o sorriso que tomava conta de seu rosto era estonteante.

E me senti feliz por ser a causadora daquilo.





Notas finais
Comentem porque quase dormi em cima do teclado por causa desse capítulo.