Angel Of Mine

5 Um certo romance.


Notas iniciais
postando mais um capítulo, espero que vocês gostem (ou não) esse cap está enooooooorme acho que de toda a fic esse é o maior mesmo, mas gostei de escreve-lo pq vai ter um gostinho de Kaya e Jimmy pra vocês :B

Londres, 28 de Dezembro de 2040.

Depois de uma visita dos médicos, e acalmar minha Allie dizendo que ainda estava bem ela voltou a ler. De má voltade dizia que ler aquele diário não estava me fazendo bem, mas como uma boa mentirosa que eu era insisti dizendo que estava ótima, mas é claro que eu não estava me sentia fraca demais. Se não fosse aqueles aparelhos nem respirando eu estaria. Quem diria que um dia eu, Kaya Scodelario iria precisar de aparelhos respiratórios. Algo me dizia — um mal pressetimento,talvez- que eu não passaria desse dia. Não fazia a miníma ideia de que dia era hoje, mas lá fora nevava então ainda estavamos em Dezembro. Se eu fosse morrer hoje quero levar minhas lembranças comigo. Levar meu James comigo, pra onde quer que eu vá. E por favor, Deus deixe-me ouvir minha própria história antes de morrer.


Denver, 20 de Janeiro de 2009.

A cidade de Denver seria a última que o Avenged Sevenfold faria show, depois eles entraria em estúdio para o novo cd. Minha relação com eles estava indo bem, já me sentia da famíla era bom ter cada um deles por perto. Até mesmo Jimmy que não conversava mais comigo, depois do ocorrido no Arizona cumpri minha própria promessa de ser fria e indiferente com ele. No começo todos achara meio estranho, mas depois se acostumaram com tal frieza minha com ele, agora eu tinha um diário e escrevia nele no camarim dos meninos, que estavam um pouco tensos era sempre assim antes de subir em palco. Tinha medo por eles, acontecer algo errado antes do show mas nunca deu nada errado. Depois que Val e sua amiga irritante voltaram para Califórnia fiquei responsável por cada um deles. Me sentia uma mãe cuidadando de seus filhos. E era quase isso mesmo, quando Matt tinha dores musculares depois de alguns shows era eu que fazia massagem nele, quando Brian e Zacky inventavam de comer algo diferente era eu que ia pra cozinha do ônibus e quando Johnny não tinha ninguém pra desabafar era eu que o ouvia. As vezes me tiravam do sério na maioria das vezes era Brian e Zacky os dois sempre disputavam minha atenção aquilo me irritava e me divertia ao mesmo tempo. O único que não queria meus cuidados era Jimmy ou melhor The Rev que me evitava ao máximo e vice-versa. Cara, aquilo me machucava tanto mas eu sorria e fingia que não me importava, eu ainda não entendia por que aquilo me machucava tanto, o pior era quando Leana inventava de ir com a gente, tinha que ver aqueles dois juntos, dormindo juntos. Queria desesperadamente que minha obsessão por ele acabasse.

– Hoje você está mais tensa que todos nós juntos, Kaya. Você está bem? — perguntou Johnny se sentando do meu lado.

– Sim, estou. É apenas sono — falei a mentira que estava quase virando verdade de tantas vezes que eu usava quando me sentia daquele jeito.

Ele me olhou, aquilo realmente me irritava Jojo parecia ver atráves de mim, parecia enxergar os meus segredos mais ocultos. Mas eu agredecia que ele não comentava nada, ficava apenas na sua. Quando Jason os chamou avisando que dali a cinco minutos era pra eles estar em palco todos se levantaram. Zacky estralava seus dedos, Matt bebia água, Brian massageava os próprios ombros, Jimmy se alongava, Johnny estava sentado do meu lado, pensativo. Dessa vez queria ficar ali, não estava bem o suficiente pra ver Jimmy com sua bateria idiota, não queria ouvir sua voz no backing vocals. Mas eu fui praticamente arrastada com eles. O show foi o de sempre, não sabia da onde vinha tanto talento e energia sabia que estava sendo cansativo pra eles fazer um show atrás do outro, mas sempre estavam com a mesma energia com os fãs. A mesma animação era admirável de se ver o quanto eles se importavam com aqueles que estavam ali tão animados quanto eles. A segunda musica que eu mais adorava do Avenged começou a tocar Brompton Cocktail, meus olhos se pousaram em Jimmy ele tocava tão animado e sempre sorria, senti meus lábios se recurvando em um sorriso quando vi o dele, algo dentro de mim me atingiu como um ferroada quando nossos olhares se encontraram, seu sorriso sumiu, agora ele estava sério. Mas de alguma forma seus olhos me queimava, senti que de alguma forma aquele simples olhar conseguia me arrepiar por completo, deixar minhas pernas bambas fazer minhas mãos soarem frio. Em meu estômago algo se agitava, desviei o olhar corando. Deus, não deixe ser verdade o que estou pensando, não deixe por favor mas eu sabia que não podia mentir pra mim mesma meu corpo reagiu aquele olhar como nunca pensei que um dia pudesse reagir. Eu nunca senti meu coração tão acelerado em toda minha vida, nunca me senti tão... Apaixonada como estou me sentindo agora, estava claro que eu não sentia apenas admiração por ele como sentia pelo os outros. Tenho certeza que se fosse Zacky que estivesse me magoando eu não me importaria como me importava com a falta de atenção de Jimmy, me magoaria é claro mas não como Jimmy está me magoando só por que está me evitando. Querendo não ficar mais no mesmo ambiente que ele sai dali, voltei quase correndo pro camarim fui para o banheiro que tinha ali tranquei a porta, me sentindo mais deslocada do mundo como nunca me sentei no chão e ali fiquei por muito tempo, me dóia pensar que me apaixonei por alguém que está noivo e sabe-se lá quando vai se casar, alguém que nem sequer se importava comigo. Senti que as primeiras lágrimas molhando meu rosto e escorrendo por meu pescoço, chorar era a única coisa que eu pudia fazer e assim o fiz desatei a chorar até minha cabeça doer.Ouvi quando eles entraram no camarim rindo, felizes e não demoraria muito pra sentir a minha falta ali. Suspirei e me levantei, me olhei no espelho estava um horror a maquiagem que eu usava acabou se borrando toda deixando meu rosto manchado de rímel. Abri a torneira e lavei meu rosto com aquela água fria, que de algum modo me despertou prendi meus cabelos e sai dali. Meu olhar se encontrou com o de Johnny ele me olhava como se soubesse muito bem o que eu fazia ali dentro desviei o olhar e me sentei o mais longe possível dele.

– O show de hoje me deixou com muita fome, cara — Zacky se deitou no sofá e fechou os olhos.

– Em todos os shows você fica com fome, não é atoa que está fora do peso — Brian jogou os pés dele pro chão e sentou do seu lado.

– Não fode, Gates — falou Zacky mal humorado.

– Pelo contrário, vou foder muito hoje — sorriu ele malicioso, girei os olhos. Nunca conheci alguém tão galinha e safado como Synyster Gates.

– Se você não percebeu tem uma garota nesse ambiente — falei me intrometendo na conversa deles.

Aquilo fez Syn rir e vim para meu lado, ótimo devia ter ficado com a boca fechada. Quando ele realmente me olhou o sorriso no seu rosto sumiu, seu olhar agora era desconfiado.

– O que foi minha pequena? — perguntou ele preocupado.

Sorri pra ele, claro que Brian sempre ganhava sorrisos de mim quando falava comigo naquele tom. Mas não estava afim de me abrir com ele, não sobre esse assunto. Não queria ir pra bar nenhum com eles esta noite, todos ficaram desapontados queriam compartilhar comigo a alegria deles de ter feito mais um show, nenhum quis me levar pro hotel. Se estava achando que eu iria estavam muito enganados, como era a única que não iria pra lugar nenhum tive que esperar no camarim por horas, mentira não passou horas ainda não. Só estou tentando não pensar que Jimmy está aqui comigo e me encarando com sua adorável cara de bunda, até com aquela cara de paisagem ele ficava bonito puta que pariu, para piorar a minha pobre situação ele estava sem camisa. Já mencionei que isso é uma puta falta de consideração com a minha pessoa? Não? Então é, de vez em quando eu olhava pra ele e admirava suas tatuagens a que me deixava mais intrigada era que aquela no meio de seu peito escrito "Fiction", senti a curiosidade falando mais alto pedindo para perguntar o porquê dela, mas reprimir a minha curiosidade mórdida era uma boa ideia e foi isso que eu fiz continuei escrevendo em meu diário fingindo que ele não estava ali com suas tatuagens absurdamentes sexys e idiotas. Aquilo era realmente irritante, os dois fingir que nenhum estava ali estava com vontade de jogar algo na cara de Jimmy, gritar com ele e admitir que erámos dois grandes idiotas. O encarei irritada, e por incrivél que pareça ele também me encarava irritado, se fosse em outra situação eu iria rir da cara dele. Não desviei o olhar e nem ele, estava claro que nós dois estavamos irritados um com o outro. Mas quem iria ceder primeiro? Pedir desculpas? Com toda certeza não seria eu, Jimmy se levantou — ainda me impressionava com sua altura, perto dele eu era uma formiga. Andava de um lado pro outro e de quando em quando me olhava, aquilo era irritante girei os olhos e me levantei, guardar meu diário em minha bolsa seria uma ótima distração.

– Você deveria para de me ignorar, isso me irrita muito — sua voz sussurrada me deu um susto enorme. E santo cristo! Me senti arrepiada da cabeça aos pés.

– Você não deveria assustar as pessoas desse jeito, Rev.

– Você não deveria ficar arrepiada desse jeito com um susto, Rose.

Suas mãos estavam em minha cintura, seu corpo estava tão colado ao meu que eu pudia ouvir sua respiração em meus ouvidos, o cheiro de bebida alcoolica invadia minhas narinas, claro que ele só poderia estar bêbado pra agir daquele jeito.Com um safanão me livrei do aperto dele, em seu rosto havia um sorriso debochado como se soubesse muito bem como eu me sentia por estar tão perto dele como estive quase agora. O fuzilei com o olhar mas aquilo não pareceu surtir efeito algum ele apenas sorria, causando quase uma parada cardio respiratória em mim.

– SEU GRANDE IDIOTA! NÃO ME TOQUE, JAMES! — gritei irritada, tinha uma imensa vontade de jogar algo naquela cara de canalha dele, filho da puta.

– Você não estava pensando nisso a dois segundos atrás — seu sorriso era convicente, seu olhar debochado mas havia algo a mais ali, algo que eu não identifiquei o que era.

– AGORA DE BÊBADO VOCÊ LÊ MENTES TAMBÉM?! ME DEIXA EM PAZ, CONTINUE ME EVITANDO COMO VOCÊ SABE FAZER MUITO BEM! — joguei uma almofada na cara dele, Jimmy me olhou surpreso acho que ninguém que tinha sanidade o suficiente jogaria uma almofada em seu rosto.

Aquilo pareceu só incentiva-lo a chegar mais perto de mim, a cada passo que ele dava para frente dois passos meus ia para trás no automático, ele parecia não se importar até que seu sorriso aumentou quando viu que eu estava encurralada entre a mesa e seu corpo.

– Sentiu minha falta não é mesmo? — seus olhos outra vez estavam abrasadores, me deixando completamente sem fala. Como é que se respira mesmo?

– Cale a sua maldita boca e me deixe sair daqui — desviei o olhar do seu, se continuasse olhando-o com toda certeza iria fazer qualquer coisa que ele me pedisse.

Em um ágil movimento ele me pôs em cima da mesa, com as pernas abertas ele se encaixou ali, colando o máximo que pudia de seu corpo no meu. Suas mãos foram para as minhas coxas apertou elas com um pouco de força. Tentei empurra-lo mas estava óbvio que ele era mil vezes mais forte que eu. O encarei com raiva, ele só sorria.

– Não adinta me pedir para sair, te soltar. Eu estou no comando — seus lábios estavam colados em meu ouvido.

Minha garganta nesse momento parecia estar cheia de algodão, depois que seus lábios passaram para meu pescoço, uma de suas mãos foram para meu cabelo, ele enterrou ela ali em meus cabelos e puxou para que meu pescoço ficasse exposto pra ele. Sua boca beijava, chupava e mordia ali. Minhas mãos estavam flácidas em seu peito, meu coração estava mais que acelerado, minha sanidade tinha ficado lá pra trás. Agora nada me importava mais a não ser os lábios de Jimmy em minha pele. Alguma coisa me incomodava ali, alguma coisa importante mas o que era mais importante que os lábios de Jimmy? Meus olhos estavam fechados, perdi o fio da meada quando sua mão foi para meu seio esquerdo ele apertou delicadamente me fazendo soltar um gemido invonluntário.

– Queria que você fizesse massagem em mim como faz no Matt — ele sussurrou em meu ouvido com a voz rouca, sua mão apertou mais um pouco meu seio me levando a loucura.- Ou que você cozinhasse pra mim, ou simplesmente me ouvisse quando estivesse precisando. Por que você não faz isso comigo? Eles são melhor do que eu? Me diz, Rose.

Olhei em seu rosto, me esquecendo completamente do que eu sentia vi angústia estampada em seu rosto. Deus, como aquilo doeu em mim, ver aquele rosto angustiado, passei a minha mão em seu rosto, dessa vez foi ele que fechou os olhos. Parei em seus lábios, seus bonitos lábios rosados e cheios.

– Você não precisa de mim, Jimmy. Você tem a Leana — olhei para sua mão, vi a tatuagem que mais odiava nele em seu dedo anelar estava o nome de sua companheira ali. — Não quero minha companheira, se é que posso chama-la de companheira — ele riu sem humor algum.- Me desculpe por ter agido como um completo idiota com você, Kaya.

– Em qual parte você está se referindo em ser um idiota? — perguntei confusa, ah sim Jimmy Sullivan era fera em me deixar confusa.

– Em todas, me desculpe por sentir ciumes ou por ser tão indiferente. Eu sei que isso te magoa.

– Como? Eu nunca demonstrei nada...- o fitei surpresa, claro que ele estava blefando não pudia ser verdade.

– Você é como um livro aberto pra mim, Rose. É tão fácil ler o que se passa nessa sua mente pertubada.

Não tinha a mente pertubada mas deixei essa passar.

– Então me desculpa? — perguntou olhando em meus olhos, não estava abrasadores como da outra vez. Mas conseguia me prender do mesmo jeito.

– Tudo bem, Jimmy — suspirei.- Mas se você fazer isso outra vez, eu juro que corto isso que você chama de cara.

– Tudo bem, mamãe. Como você quiser, mas tem que prometer que vai cuidar de mim — ele me abraçou apertado.

Eu ri e o abracei também como senti falta daquele cheiro, não apenas do cheiro. Eu sentia falta do dono daquele cheiro, de seu sorriso pra falar a verdade eu sentia falta de tudo vindo de Jimmy.

– Eu prometo, Jimmy.

Depois fomos embora dali. E é claro que eu queria falar pra vocês que nós dois a partir dali voltamos a ser como era antes. Mas eu não tinha tanta sorte assim.


Depois de uma noite mal dormida, meu nível de irritação estava lá no auge. Admito que não era só irritação, sentia falta dos meus pais de minha casa gostava de ficar com os meninos mas sentia falta de minha mãe e meu pai. Fazia tanto tempo que eu não pensava neles, confesso que evitava pensar neles, por isso que eu me drogava fazia bastante tempo que eu não pensava em drogas, mas antes de conhecer eles me drogava frequentemente. Castigava minhas veias com a quantidade excessiva de heroína que usava, mas aquela sensação de liberdade era tão boa... Esquecer de tudo e de todos, esquecer qualquer coisa que me atormentava naquele momento. Sacudi minha cabeça, se continuasse pensando sobre drogas iria acabar cedendo e... Me levantei da cama o mais rápido que eu pude, havia prometido a mim mesma que não usaria nenhum tipo de droga enquanto tivesse junto com os rapazes.

Saindo daquele quarto as pressas, decidi ir para o quarto de Matt ele é melhor opção tenho certeza que não deve estar com alguma mulher igual os outros.

– Matt, abre essa porra! — gritei esmurrando a porta, sabia que quando ele abrisse aquilo iria estar com a cara mais feia do mundo, se isso for possível é claro.

– Você tem noção que horas são? Sua pequena filha da puta? — Matt abriu a porta carrancudo.

– Pare de reclamar, melhor do que ficar forever alone — eu ri e entrei no quarto sem ele me convidar, o quarto por sinal era o mais organizado. Mais organizado que o meu como isso?

– O que a senhorita deseja? — perguntou ele deitando na cama, Matt tinha a cara de sono mais adorável.

– Nada, só não quero ficar sozinha naquele quarto — me deitei do seu lado, assim como ele me cobri por completo deixando apenas minha cabeça descoberta.

Ficamos em silêncio por um bom tempo, o barulho da chuva tomava conta do quarto, estava quase dormindo a companhia de Matt era boa por que assim como eu, ele gostava de silêncio.

– Tenho certeza que você não está aqui por que se sente solitária. Me conte o que está acontecendo com você, Kaya — Matt rompeu aquele silêncio tranquilo e me despertando de meu quase sono.

O que eu iria dizer? Nem eu sabia o que se passava comigo, sem comentar que estava com uma puta vontade de usar coisas ílicitas pra esquecer de tudo. Mas resolvi contar a meia verdade para o cover de ármario que estava do meu lado.

– Sinto saudades da vida que eu tinha, Matt. Saudades e confusão são dois sentimentos que anda me acompanhando ultimamente.

– Não acho que seja apenas isso. Talvez eu esteja interpretando mal a parte de confusão, mas isso tem alguma coisa a ver com Jimmy? — ele me olhou arqueando a sobrancelha. Talvez não seja apenas o Jimmy que consegue me ler.

– Também, mas fique sabendo que ele não é o centro das minhas atenções — fui indiferente, odiava o assunto Jimmy Sullivan, achei que iriamos ficar apenas no silêncio como estavamos a três segundos atrás.

– Não minta pra mim, ele não é apenas o centro da sua atenção, dos seus pensamentos também. Na parte de Jimmy pode ser a mesma coisa, já viram o jeito que vocês dois se olham?

– Não, não vi e não quero saber do jeito que nós dois se olham. E por que diabos estamos falando de Jimmy? — perguntei olhando o rosto de Matt que abriu um sorriso malicioso, idiota.

– Acha que ontem eu não percebi como os dois estavam? Voltaram a se falar do nada, todos nós sabemos que vocês nem sequer olhava um pra cara do outro- Em um movimento rápido Matt puxou o edredom e olhou para meu pescoço.- Queria saber como essas marcas apareceram assim no seu pescoço, que estranho não?

Matt riu alto quando eu me levantei da cama em um salto, fui para a frente do espelho e puta merda! Um vampiro tinha me atacado, em meu pescoço havia vária marcas espalhadas e meia roxeadas, eu havia me esquecido completamente disso.

– Filho da puta — murmurei comigo mesma.

– Então agora vai me falar a verdade? Ou vou te que continuar bancando o vidente? — perguntou Matt atrás de mim.

– Eu não sei, Matt. Eu realmente não sei o que acontece entre eu e Jimmy, é algo estranho e intenso ao mesmo tempo — suspirei e me sentei na cama.- E de algum modo ele sabe que mexe comigo e provoca.

– Por que os dois não para de serem cabeças duras e se entendam logo? — ele se sentou do meu lado.- Sabe o Jimmy nunca foi assim, nem com Leana.

– Assim como? — perguntei franzindo o cenho.

– Você realmente é uma tapada, desde que eu conheço Jimmy ele nunca agiu de maneira tão possessiva com nenhuma mulher. Você é a primeira, só por causa que Brian pegou em sua mão ele parou de falar com você! E também por que você saiu com aquele carinha e nem avisou — Matt passou seu braço em meu ombro, me aproveitei da situação e encostei minha cabeça em seu ombro.

– Ele ficou bravo? Não parecia quando voltei de minha pequena visita do Grand Canyon — girei os olhos.

– Quer um concelho meu? Fique logo com Jimmy, estou de saco cheio da chatisse dele. Vou tomar banho, faça o mesmo vamos embora daqui hoje.

– Você é mandão sim ou claro? — disse ironicamente.

– Pense no que eu te falei, pequena — ele riu e beijou minha testa.

– Não vou pensar.

Me levantei da cama e sai do quarto de Matt, quase voltei quando vi Jimmy andando pelo corredor. Não vou sorrir, não vou ser simpatica, não.... Esqueci de tudo quando vi ele sorrindo e andando em minha direção.

– Que bom que encontrei você, precisamos conversar.

É claro que eu queria correr ou pedir pra ele me deixar em paz, esquecer o que aconteceu ontem. Mas como sou uma completa idiota não fiz nada apenas assenti.

– Tudo bem.

O segui apreensiva para seu quarto, por mim nós dois conversava aqui do lado de fora mas é claro que ele não quis. Queria correr dali mas já era tarde demais, ele já havia fechado a porta.

– Você pode se sentar se quiser — pediu ele, havia algo parecido com timidez em sua voz.Que estranho.

– Vou ficar em pé, pode falar — queria transparecer ameaçadora mas minha voz saiu meia trêmula, idiota.

– Até parece que está com medo de mim — ele riu.

– Pode ser — dei de ombros, isso era bom transparecia indiferença.

– Já disse que você é pessima mentindo? — ele cruzou os braços sobre o peito e arqueou as sobrancelhas.

– Tanto faz — bufei, bufar era bom mostrava que eu não me importava.

– Vai continuar agindo como uma criança? Eu realmente odeio quando você fica assim.

Arquiei minha sobrancelha pra ele, seu rosto estava sério não tinha nem um pingo de divertimento em sua expressão, apenas uma seriedade intensa. Engoli em seco, era algo realmente sério.

– Quero falar sobre nós — ele continuava me encarando, seu olhar sério nunca se desprendia do meu.

– Nós? Como assim nós? — perguntei confusa, percebi que ali também tinha um misto de ironia.

– As vezes você me irrita, Kaya — murmurou mais pra si mesmo do que pra mim.

Não disse nada apenas continuei olhando seu rosto, tentando não demonstrar nenhum tipo de emoção. Mas só deus sabia como eu estava por dentro, meu estômago se revirava, meu coração batendo forte e minhas mãos suavam frio. Ele se levantou sem quebrar o contato visual, estava tão bonito que chegava me deixar sem ar. Seus olhos, como eu amava aquelas orbes azuis, amava aquele piercing em seu queixo as tatuagens de algemas em seu pescoço. E foi isso que eu deixei acontecer? Me deixar levar pelo amor reprimido que sentia por ele? A resposta foi confirmada quando ele se aproximou mais um pouco e eu tinha apenas um pensamento em minha mente: Me beije.

Ele se aproximou mais, tão perto que podia sentir seu cheiro, fechei meus olhos e inspirei fundo tragando ele como se fosse algum tipo de droga, e talvez fosse. Parei de respirar quando senti sua mão em meu rosto, mas não foi como ontem seus dedos percorria delicadamente cada linha de meu rosto, sua mão parou em meu pescoço, seu polegar desanhava circulos em minha nuca, me arrepiei. Abri meus olhos e pela primeira vez vi o rosto de Jimmy fascinado, maravilhado, arfei com tal ato vindo dele como ele era bonito! Meu coração quase saltou pela boca quando ele sorriu, o sorriso mais bonito que eu já vira estampado naquele rosto. Não me esqueceria tão fácil que aquilo tudo fora pra mim, meu sorriso espelhou o seu, talvez em uma resposta muda para algo, talvez sim porque depois de tal ato seus lábios se moldaram aos meus, no começo foi um beijo doce e lento, sua lingua pediu passagem, não sabia ao certo se queria realmente aquilo e... PORRA É CLARO QUE EU QUERIA AQUILO! Correspondi seu beijo com fervor, era até um pouco engraçado ter que ficar nas pontas dos pés para beija-lo, sua lingua explorava cada canto de minha boca. Estava começando a ficar sem folêgo, mas sua mão foi para minha nuca em um pedido mudo pra que não se desgrudássemos, minhas mãos foram para seu rosto e depois para seus cabelos, eu nunca iria esquecer do gosto daquela boca; era meio doce, meio amargo. Um gosto estranho, assim como ele um gosto que queria provar mais e mais. Jimmy puxou meu corpo para ficar colado ao seu, quebrei o beijo. Precisava de ar, olhei seu rosto e sorri ao ver que ele se sentia tão safisfeito quanto eu, o beijei mais uma vez. E cada vez mais meu desejo aumentava, sem perceber a cada segundo estava mais envolvida. Sabia que depois daquele momento já não poderia mais viver sem seus beijos, seu cheiro, sem ele . Eu estava tão perdida quem nem tinha noção do que estava acontecendo, eu sabia que ele era noivo de uma vagabunda que com certeza faria de tudo para tornar minha vida um inferno se soubesse, mas ele tinha que ser meu. Eu só não tinha mais desejo, tinha necessidade. Suas mãos estavam em minha cintura, elas se encaixavam perfeitamente ali, cada vez mais íamos andando para trás até que acabamos caindo na cama, meu único desejo era que aquele momento fosse eterno, ele tirou a minha blusa e começou a me beijar no pescoço e assim ir descendo cada vez mais. Estávamos tão envolvidos que nem percebemos que alguém estava se aproximando, de repente abrem a porta. E ADIVINHA QUEM É?! Zacky Vengeance, uma das últimas pessoas que eu gostaria que fosse .

– Mas que porra é essa?! – pergunta Zacky com seu sarcasmo de sempre .

Olhamos assustados, eu não sabia o que responder, eu havia ficado completamente atônita.

– Não fode,Vengeance. O que você quer? – perguntou Jimmy em um tom de irritação . — Pelo visto você iria fazer isso – disse soltando uma gargalhada.– Só estava com fome e escutei barulhos e decidi ver o que você estava fazendo, pelo visto atrapalhei alguma coisa.

Seu sorriso era sarcástico e malicioso.

– Engraçadinho, agora faça o favor de me deixar em paz e sair da porra deste quarto já.

– Ok,ok, madame seu pedido é uma ordem .

Pela expressão do Jimmy ele estava totalmente envergonhado pelo o que acabou de acontecer, enquanto eu, passei de atônita para totalmente irritada, agora vou ter que ter paciência para aguentar as piadinhas sem graça do Sr. Bolota V.

– Me desculpe pelo o que aconteceu aqui, realmente eu não queria isso .

– Você não teve culpa, nenhum de nós tivemos – falei tentando amenizar a situação, percebi que minha voz estava fria. – Agora irei sair, tenha uma boa noite – desejei enquanto vestia a blusa e tentava me recompor .

– Fique mais um pouco – falou ele enquanto eu abria a porta .

Neguei com minha cabeça e sai dali. Voltei para meu quarto, agora imaginando como seria daqui pra frente. Apesar que eu saiba o que eu fiz foi insano, por incrível que pareça não sinto nem um pouco de remorso, faria tudo de novo, só pra ter ele ali me tocando, me desejando outra vez. Acabei pegando no sono, imaginando o que teria acontecido se Zacky não tivesse atrapalhado.




Notas finais
então ta aí, se tiver algum erro me desculpem viu espero que tenham gostado, agora vou demorar pra postar preciso escrever os próximos capítulos e tal acho que sabado posto o 5 e 6 mas não prometo nada ok?