Angel Of Mine
6 Um certo romance (parte II)
Notas iniciais
espero que vocês gostem, esse capítulo custou muito pra sair :B
Denver, 21 de Janeiro de 2009
Com um humor mais irritado que o normal, com sono e com vontade de sumir no mundo. Era assim que eu me sentia enquanto entrava no ônibus em plena madrugada de sabado para domingo, me joguei na primeira poltrona que avistei e me cobri da cabeça aos pés desejando sumir do mundo. Fechei meus olhos tentando pegar no sono outra vez. Senti alguém sentando do meu lado, talvez voltar a meu sono seria impossível.
– Me deixa em paz — disse sem tirar minha cabeça de baixo do cobertor.
– Sabe quantas garotas ao redor do mundo deseja estar em seu lugar? — perguntou ele, seu tom convencido era até um pouco engraçado.
– Grande bosta, Synyster. Vai procura-las então, já que quer conversar. Te garanto que elas vão se importar e te dar ouvidos — disse irritada.
– Vejo que alguém está azeda demais — falou ele sem se abalar com meu comentário mal criado. Tirei minha cabeça da coberta e olhei pra ele, seu rosto tinha uma expressão divertida.
– Você fica uma gracinha com cara de brava e com esse cabelo bagunçado — ele apertou minha bochecha e riu.
– Fala logo o que você quer e me deixe dormir — disse mal humorada.
– Hoje é o dia que todo mundo está irritado nessa porra de ônibus! Não basta o Jimmy, você também tem que estar com esse humor chato também? Que caralho.
Eu quase ri de sua expressão.
– Brian, querido não estou a fim de conversa hoje. Vai desabafar com Zacky, apenas deixe seus cigarros aqui comigo.
Ele girou os olhos e fez o que pedi, deixou seus cigarros comigo e foi para o lado de Zacky, peguei meu diário e acendi meu primeiro cigarro e desatei a escrever, deixei fluir tudo que eu sentia.
Meus sentimentos acabou se virando uma bola de neve havia de tudo ali: Raiva, amor, dor, expectavia, decepção, confusão.
Era um misto de tantas coisas que me deixava mais perdida que cego em tiroteio. Como é que minha vida ficou tão louca em poucos dias? Como fui me apaixonar por uma pessoa tão...Nem eu mesma sei definir a pessoa que amo, só sei que amo.
– Você confunde minha cabeça, meu coração. Até meus sentimentos, James — murmurei baixo comigo mesma.
Até quando ele faria isso comigo?
Dando um suspiro pesado fechei meu diário. O que adianta eu tentar não pensar em Jimmy? Tentar não pensar em nosso beijo? Era algo impossível, admito, seus toques ainda queimavam minha pele, ainda sentia o gosto de seus lábios em minha boca. E foi assim que acabei pegando no sono, dormi com os pensamentos em James Sullivan outra vez.
Abri os olhos desanimada, que horas são? Não fazia mínima ideia, a terceira guerra mundial podia ter acontecido e eu não saberia. Rindo com meus pensamentos me levantei, la fora ainda estava escuro e chovia um pouco forte, o ônibus ainda estava silencioso olhei para a poltrona ao lado e vi Brian e Zacky dormindo agarrados, já disse que acho que esses dois se pegam secretamente? Não? Então, são duas bichas inrustidas esses dois. Matt fazia Johnny de seu ursinho de pelúcia, me perguntei como ele ainda não havia quebrado os ossos do Jojo, não fiz questão de olhar para a poltrona em frente a minha. Sim, estava chateada pelo que ele disse.
"Me desculpe pelo o que aconteceu aqui, realmente eu não queria isso."
Ah sim, claro, James. Eu te desculpo por ter me beijado daquele jeito.
Resmungando fui para a cozinha, se é que posso chamar essa bagunça de cozinha. Não me importando que a pia estava cheia de louça, fui caçar algo para comer. Estava com tanta fome que comeria qualquer coisa que encontrasse naquele armário.
Qualquer coisa, menos a enorme aranha que estavali me encarando.
De imediato senti meu corpo paralisar, minhas mãos soavam, meu coração pulsava freneticamente e minhas pernas não obedeciam meu comando de sair correndo dali. Meus olhos estavam fixos na enorme aranha. Eu morria de medo daquele bicho, que me encarava sem medo algum. Gritei quando ela ficou em posição de ataque.
– JIMMY! — gritei pelo primeiro nome que surgiu em minha cabeça.
Fechei meus olhos com força quando vi que aquela coisa iria me atacar, mas um par de mãos me puxou pra longe dali. Jimmy fora meu salvador, sem pensar em agredecer ou algo do tipo subi em uma cadeira. Ele agilmente pegando um pote de vidro, prendeu a coisa ali dentro e depois saiu de vista com ela. E quando ele voltou seu olhar era preocupado e divertido ao mesmo tempo.
– Já pode descer da cadeira, Kaya.
Não respondi, eu não conseguia mexer nenhum músculo de meu corpo.
– Eu não consigo — depois de algum tempo consegui falar algo que ele entedesse.
Girando os olhos Jimmy me colocou no chão, me agarrei a ele, fazendo-o rir.
– Sério mesmo que isso tudo é medo de uma aranha? — perguntou ele rindo.
Assenti positivamente, escondi meu rosto em seu peito e inalei seu cheiro profundamente, de alguma forma seu cheiro me acalmou.
– Hey, calma ela já esta muito longe daqui — Jimmy me abraçou quando viu que estava tremendo. Parecia lidar com uma criança de cinco anos.
– Ela iria me matar, Jimmy — disse me agarrando mais forte a sua estrutura e fazendo bico. Talvez ele deve estar lidando com a criança de cinco anos que havia dentro de mim.
– Você é aracnofóbica? — perguntou ele.
Hmmm talvez, mas não iria dizer isso a ele.
– Não sei, mas sempre tive medo dessa coisa.
Olhei seu rosto, sua testa estava franzida mas o olhar ainda continuava divertido.
– Ainda me pergunto porque sou eu que sempre te salvo — ele sorriu.
Cara, como eu amo esse sorriso.
– Você é destinado a ser meu anjo — eu também sorri.
– Acho que mereço uma recompensa por ser o anjo de pessoa que tem medo de aranhas — Jimmy me olhava com um misto de diversão e algo que não quis identificar... Talvez amor?
– Aquilo era um monstro, mas que recopensa você quer?
– Dorme comigo hoje?
Corei violentamente, sei que é pura malícia de minha cabeça. Mas pensei besteria, e tenho certeza que Jimmy sacou.
– Ahn...- corei mais ainda quando nossos olhares se encontraram.
– Não assim — ele riu.- Apenas dormir, eu e você. Odeio ficar encarando a janela.
Suspirei, é claro que eu não recusei seu pedido.
– Quero outra coisa também — disse ele.
Não esperando minha resposta ele me beijou, dessa vez foi diferente: Não pensei em Leana, não fiquei na dúvida e muito menos lembrei o que era certo ou errado.
O mundo poderia explodir e eu não me importaria.
Meus dedos estavam frenéticos em seus cabelos, minha língua travava uma intensa batalha com a dele, beijava, chupava e mordia aqueles lábios que a tanto tempo tirava meu sono. Jimmy apertava cada parte de meu corpo, deixando um rastro de fogo por onde passava. Ele me colocou em cima da mesa, assim era mais fácil para beija-lo, pois não precisava ficar nas pontas dos pés. Minhas mãos havia ganhado vida própria, elas de alguma forma conseguiram tirar a camiseta de Jimmy e estavam se aproveitando que ele estava distraído demais para perceber que estava sendo abusado sem pudor algum, seus lábios passaram para meu pescoço, os olhos de Jimmy me encaravam maliciosos quando sua boca parou em meu ombro e sua mão esquerda em meu seio, mordi meu lábio quando ele fez movimentos circulares ali.
– Jimmy... — simplesmente não consegui falar algo coerente.
– Você gosta disso, Kaya? — perguntou ele, baixinho. Sua mão massageava preguiçosamente meu seio.
Gemi em resposta.
– Te fiz uma pergunta — ele sussurrou em meu ouvido, sua voz rouca estava completamente sexy.- Me responda.
– Sim...- falei suspirando, joguei minha cabeça para trás, ficando completamente entregue a ele.
Seus lábios foram para meu pescoço outra vez, subiu devagar, seguindo a linha de meu queixo. Se ele queria me matar de ataque cardiaco ou de prazer, estava conseguindo. Santo Deus, imagine o que ele faria comigo em uma cama... Abri meus olhos e ri, a muito tempo não pensava em coisas desse tipo, que estranho. Jimmy estava despertando certas coisas que eu achei que tinha esquecido completamente. Sua boca voltou para minha, me beijando urgentemente, correspondi no mesmo ritmo seu corpo colou-se ao meu, enrolei minhas pernas em sua cintura. Quebrei nosso beijo e olhei seu rosto, que havia um sorriso de tirar o folêgo.
– Vamos dormir — disse ele.
– Já? — não pude deixar de fazer uma careta.
– Podemos dormir na sala de tv — Jimmy outra vez sussurrou em meu ouvido, me causando arrepios.
– Tanto faz, James — passei meus braços em seu pescoço.
Ele sorriu e me levou para sala, afundei meu rosto em seu pescoço. Como eu amo o cheiro de Jimmy, sentia que estava virando um vício, não sabia ainda se isso era bom ou ruim. Ele me colocou delicamente no sofá e saiu da sala, quando voltou tinha nos braços dois travesseiros e um cobertor. O ajudei a arrumar o pequeno sofá, estava pensando como nós dois caberia ali, só ele ocuparia todo o espaço do sofá. Ele se deitou e em seguida puxou meu corpo ao encontro do seu, me aconcheguei ali em seu peito e mais uma vez inalei seu cheiro, meus dedos subiam e desciam distraidamente em seu braço, admirava suas tatuagens, eram tantas! Adorava aquela que tinha asas na caveira, era uma das minhas favoritas. E permanecemos assim, em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro, só nossas respirações e o barulho da chuva lá fora se ocupavam de fazer algum ruído. Os braços de Jimmy se estreitaram em minha cintura e me puxando para mais perto de seu corpo — se é que fosse possível, porque né.
– Gosto dessa sua tatuagem aqui — falei passando meus dedos na tatuagem que ia do seu peitoral a barriga, ainda tinha curiosidade de perguntar o porquê de "Fiction".- É a minha segunda favorita.
– Qual é a sua primeira favorita? — perguntou ele divertido.
– A da suas costas "Sullivan 0" muito criativa — eu ri.
– Você repara em mim, gosto disso — ele deu um de seus sorrisos adoráveis, e beijou minha testa. Não preciso dizer que achei isso muito fofo de sua parte né? — A que você deve menos gostar é essa.
Ele mostra seu dedo anelar, aquele que tinha o nome de sua noiva, fechei a cara. Jimmy riu.
– Isso não é nada engraçado, idiota — disse azeda.
Depois disso o clima entre nós ficou meio estranho, me virei emburrada, ficando de costas para Jimmy, que estava pensativo, devia estar arrependido pelo que fez. Quando insinuei em me levantar seus braços me apertaram, mas o que ele pensava que estava fazendo?
– Onde a senhorita pensa que vai? — ele sussurrou em meu ouvido, seu tom era autóritario.
– Dormir, agora pode por favor me soltar? — disse ríspida.
– Você vai dormir comigo, lembra? — seus lábios estavam em minha nuca, seus braços não se afrouxaram nenhum momento de minha cintura, pareciam grilhões me prendendo ali.
– James, isso não está certo. Você tem uma noiva! — falei irritada.
– Kaya, pare de usar Leana como desculpa, porque sempre faz isso? Se entregue como estava a cinco minutos atrás.
Pisquei atônita, eu não usava Leana como desculpa, ou será que usava?
– Isso não vem ao caso, mas é verdade. Você é noivo e minha mãe me ensinou que eu não devo ser uma destruidora de lares, mas isso não se aplica a Leana — disse indiferente.
Jimmy riu.
– Vou terminar meu noivado com ela — disse Jimmy decidido.
Ok, Kaya. Não crie expectativas, respire fundo e manda essa porra de coração desacelerar. Meu cérebro gritava, mas eu fingia ser surda. E fui muito burra de não ter ouvido ele e acreditado nas palavras de James.
Notas finais
Ah nessa fic Jimmy não será aracnofóbico só Kaya kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk inspirei em mim mesma esse medo de Kaya por aranhas (sim, tenho aracnofóbia) morro de medo de aranhas T_T bicho maldito do caralho kkkkk irei postar o capítulo 6 logo, eu acho depende do meu nível de criatividade e animação e DEPENDE DE VOCÊS TAMBÉM SABE! estão avisadas u_u
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