Angel Of Mine
8 Traído.
Notas iniciais
então xo falar pq demorei pra postar eu fiz e refiz esse capitulo não tinha achado muito bom então fui lá apaguei e fiz de novo, acho que agora ta bom, não sei né u_u vai da opinião de vocês OAKSOAKSO
AH TEM PERSONAGEM NOVO E EU NÃO SEI SE ELE VAI FICAR ACHO QUE SIM DEPENDE DE VOCÊS SE GOSTAREM AVISE NOS REVIEWS SE NÃO AVISEM TBM MAS JA VOU LOGO AVISANDO ELE PODE SER BOM PRA FIC PRA NÃO DEIXAR ELA TÃO CHATA NO DECORRER DOS CAPÍTULO E TAL
ENFIM
vamos ao que interessa que eu já demorei demais pra postar aqui né u_u
Londres, 28 de Dezembro de 2040.
– Você nunca me disse que um dia já foi viciada em drogas, mãe — o tom de Allie ao mesmo tempo surpreso e intrigado.
– Você nunca me perguntou — dei de ombros. Sempre fora assim, qualquer dúvida que Allie tinha sobre meu passado eu tentava responder quase tudo, admito que algumas coisas eu escondi muito bem, já outras.
– Me pergunto quando ou ver uma foto desses caras ou ouvir alguma musica — Allie sorriu amarelo quando viu minha careta, eu realmente não queria que ela soubesse alguma coisa a mais sobre qualquer um deles, dava graças a deus que meu diário só havia seus nomes artísticos, mas sabia que se ela quisesse mesmo saber era só ir em seu notbook e colocar o nome da banda no google, seria fácil e rápido, já que a banda era muito famosa no meu tempo.
– Quem sabe quando você estiver no meio do meu diário — falei irônica.
Ela girou os olhos e suspirou pesado.
– Já estou lendo isso a quase uma hora — reclamou ela.
– Eu não reclamava quando você me pedia pra ler o mesmo livro toda noite antes de dormir- rebati fazendo ela rir.- Agora faça o mesmo com sua mãe.
– Mas não tem nem comparação, um diário com a lenda Harry Potter, mamãe — ela girou os olhos outra vez.
– Tem sim, fiquei dias achando que aquela coisa de horcrux poderia ser verdade — me fiz de indiferente também.- E se fosse estaria jovem e bonita ainda.
Ri quando ela fez uma careta.
– Então vamos continuar, alias tem algumas partes que está borrada, porque? — perguntou ela.
Pisquei atônita, já estavamos ali?
– Allie que tal você descansar um pouco? Eu também estou cansada, vá comer alguma coisa depois você volta e ler okay?
Ela saiu do quarto meia desconfiada mas fez o que eu disse, queria ficar sozinha. Eu não queria me lembrar o que aconteceu, não mesmo, mas as lembranças venho e com elas uma solitária lágrima também.
Huntington Beach, 30 de Janeiro de 2009.
– Briiiiiiiiiiiiiian, cheguei! — gritei assim que coloquei meus pés no apartamento.
E para minha surpresa, Matt, Johnny, Zacky e Jimmy estavam ali. Brian era o único que estava de pé e quando ele me viu fechou a cara, mas que eu fiz dessa vez?
– Eu só queria saber do motivo pra você não levar o celular — ele segurava meu pequeno aparalho e seu rosto estava vermelho de raiva, girei os olhos. Brian as vezes me irritava com seus xiliques de bicha louca. — É sério, Kaya. Eu não te dei esse celular pra você deixar na sua cama. — Eu esqueci tá legal? — falei indo em sua direção e pegando meu celular de suas mãos. Ele segurou minha mão, seu olhar estava divertido e ele indicou com a cabeça a cozinha, eu olhei e vi que Leana, Valary, Michelle e mais uma mulher estavam ali, mas porque diabos Michelle estava aqui? Pelo que eu vejo ela não tem nenhum namorado pra estar aqui, vadia... MAS QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO COMIGO?! EU MAL A CONHEÇO! Olhei de novo para Brian, tentando arrumar o caos que estava minha mente e tentando entender o que havia acontecido com o meu cerébro a dois segundos atrás.
– Jimmy, meu amor você... — Leana se interrompeu no meio da frase quando me viu, e estava claro que eu não era nem um pouco bem vinda. — Mas o que ela está fazendo aqui?
Cara, como essa voz fina me irrita.
– Acho que ela pode vir aqui quantas vezes quiser, ela é a minha mais nova namorada, Leana — Brian sorriu e me puxou pela cintura, seu olhar estava malicioso.
Mas que porra é essa?
Olhei para Matt e Zacky tentando saber o que estava acontecendo, mas os seus olhares espelhavam o meu, talvez o único que sabia de algo era Johnny, já que reprimia o riso. E eu simplesmente não me atrevi a olhar pra ele, tudo bem, Kaya. Vamos lá sua covarde olhe pra ele, e veja sua reação.
E eu olhei e me arrenpendi.
Confesso que esperava raiva, tristeza ou qualquer outro tipo de sentimento, mas não havia nada completamente nada, apenas indiferença e frieza. Aquilo me irritou e me magou, porque ele não fazia nada?! Pelo amor de deus seu melhor amigo estava dizendo que eu era a mais nova namorada dele! Ao ver minha expressão confusa, irritada e completamente desesperada Brian me puxou e nos trancou no banheiro mais próximo.
– Mas que diabos você pensa que está fazendo?! — gritei irritada.
– Shiii, fique quieta eles podem ouvir — ele colocou a mão em minha boca, eu me debati.- Dá pra você ficar quieta e me escutar?
Eu respirei fundo e tentei reprimir a vontade que eu tinha de bater nele, eu assenti lentamente ele tirou a mão de minha boca.
– Tudo bem — eu disse baixinho.- Agora me explique essa palhaçada toda.
– Isso tudo é fingimento, Kaya.
Arregalei meus olhos, se antes eu achava Brian retardado, agora eu tinha certeza.
– Ou você explica essa merda toda direito ou vou te dar um soco na sua cara, Brian.
Brian riu e me explicou tudo, desde o começo, sem tirar e nem por. E a cada coisa que ele ia acrescentando eu ia arregalando meus olhos que daqui a pouco iria saltar das órbitas.
– Mas porque tem que ser eu? — perguntei incrédula.
– Porque esse é o único jeito de Leana te deixar em paz e Michelle também me deixar em paz. Relaxe, não vou fazer nada que você não queira, se quiser não te toco também.- e por mais estranho e incrível que pareça seu tom foi magoado.
Já disse que odeio magoar ele e Jimmy? Parecia que eu estava me machucando ao fazer tal ato.
– Brian — me aproximei dele, até que não foi muito difícil já que aquele banheiro era minúsculo.- Se somos "namorados" você tem que me tocar e vice-versa, pelo menos na frente deles.- dei de ombros.
– Eu não queria colocar você no meio disso tudo.
Ri, cara, como ele mente mal.
– Aham, eu finjo que acredito — disse sarcástica.
– Johnny me ajudou com isso — confessou ele.
Por isso que aquele projeto de Gnomo estava rindo, filho da puta. Ele que me aguarde.
– Tanto faz — girei os olhos.- Agora vamos sair daqui e fingir ser o casal de namorados mais apaixonados da história.
Disse cheia de sarcasmo e abri a porta, senti ele no meu encalço. Brian me puxou pela cintura outra vez, colando meu corpo no seu e andamos feito um idiota casal apaixonado, segurei pra não girar os olhos e me soltar de seu aperto, mas admito que não me sentia desconfortável, sentir o calor de seu corpo aquecendo minhas costas era bom, muito bom.
– E tem mais — sussurrou ele no meu ouvido, baixinho.- Você não faz o meu tipo.
Os pêlos de minha nuca se arrepiaram com seu hálito quente.
– Cale a boca, Brian — falei brava, sim não havia gostado nem um pouco do que senti.
Ele riu e me apertou um pouco mais contra seu corpo. Santo deus, como ele tem uma pegada forte... Kaya mantenha o foco! Meu inconciente gritou, sim, sim. Vamos manter o foco.
– Você está bem? — perguntou ele.
– Ótima — menti.
E eu achando que meu dia não iria piorar, pensei sem ânimo. Tentava inutilmente me fingir de surda e ignorar a voz irritante de Leana, ah se eu tivesse uma mordaça...
Gena estava ao meu lado as vezes ria de minhas caretas, idiota igualzinho o marido.
– Você não gosta dela, não é — perguntou ela, seu tom não era de pergunta e sim de afirmação.
– Não, não é isso. Mas se me convidassem pro enterro dela eu iria numa boa — disse sarcástica, fazendo Gena rir.
– Era certo você odiar Michelle, ela tem vários motivos pra querer sua cabeça em uma bandeija dourada.
– Estou pouco me fudendo para o que Michelle pensa — disse com indiferença.
– ... Então eu estou grávida de um mês e meio, e eu e Jimmy decidimos falar isso com todos vocês reunidos.
E aquilo foi tudo que eu realmente ouvi, meus olhos repousaram em Jimmy que evitava fervorosamente não me olhar, em seu rosto havia um sorriso não daqueles que ele sorria com os olhos, era tão estranho... Será que Jimmy não estava feliz o suficiente? Ah corta essa, Kaya. Ele vai se casar e ter um filho! Esquece tudo isso, esquece o romance clichê que você e ele teve.
Acordei de meu pequeno transe quando eu ouvi o gritinho de Val parabenizando sua amiga, todos sorria para o casal sortudo, me sentia uma intrusa, o que eu tinha na cabeça quando aceitei vim com eles pra cá? Eu me levantei e todos me olharam -esperando minha reação- fiz que uma pessoa sensata faria, eu sorri. Um belo e imenso sorriso falso.
– Parabéns para o casal — eu disse.- Que vocês e essa criança sejam muito feliz.
Dei um aceno de cabeça e praticamente corri para cozinha, me recostei no balcão que tinha ali e respirei fundo, fechando meus olhos e tentando esquecer da maldita notícia, tentando esquecer que minha vida era uma desgraça. Por que eu nasci mesmo hein?
– Idiota, idiota, idiota — murmurei.
– Não insulte minha namorada — ele me puxou delicadamente pela cintura, e me abraçou. Eu recostei minha cabeça em seu peito, reprimindo a vontade de chorar.
– Você já sabia, não é? — perguntei.
– Sim — disse ele.
– Todos aqui presentes já sabia? — olhei seu rosto, Brian desviou olhar, estava envergonhado.
Então aquilo não era um encontro casual de amigos, e sim uma comemoração.
– Me desculpe — ele colocou ambas as mãos em meu rosto, fazendo olha-lo diretamente em seus olhos. — Mas ela insistiu que fosse aqui, e ela é a noiva do meu melhor amigo...
– Não precisa se explicar, Brian — disse cortando-o.- Está tudo bem, eu e James nunca tivemos nada de mais.
Encostei minha cabeça em seu ombro, e fechando meus olhos com força resisti a não desabar em lágrimas, meu corpo todo estava pedindo, implorando pra aquela faxada de garota durona e resistente sumisse e dasse lugar a garota depedente de drogas, fraca e sem nenhum pingo de força de vontade. Aquilo só estava piorando e um dia eu não resistiria, não teria forças o suficiente pra manter minha promessa de pé. Me segurei com força em Brian, como se ele fosse meu único bote salva-vidas, e de fato, ele era.
– Você está bem? — perguntou ele, afagando com delicadeza minhas costas.
– Sim — menti.
– Atrapalho alguma coisa? — perguntou a voz que eu não queria ouvir por um bom tempo.
– Não — disse Brian.- O que você quer, Jimmy?
– Nada de mais — ele deu de ombros.- Apenas vim dar o aviso que estamos indo pra praia. Mas pelo que eu vejo vocês dois quer ficar sozinhos.
Seu tom chegou a ser repugnante de tão debochado.
– E como sempre você atrapalhou tudo, James — me manifestei, chamando toda sua atenção pra mim.
– Se quiser posso sair — seu tom ainda era debochado.
– Fique a vontade — sorri, a frieza e o sarcasmo era evidente em minha voz.
– Na verdade, é melhor vocês dois conversarem, quem vai se retirar sou eu.
Brian é um ótimo namorado, sério mesmo.
– Kaya...
– Poupe me de suas desculpas — disse o interrompendo.- Porque não disse isso antes? Ela está de um mês e meio não é? Isso não foi justo de sua parte, você mentiu pra mim.
Ele me olhou desamparado, não me comovi, ele não teve pena de mim, mentiu pra mim esse tempo todo, como ele teve coragem? Oh meu deus como fui ingênua.
– Você não vai me perdoar? — seu olhar estava suplicante, arrependido, cheio de dor.
– Perdoar o que? Não tenho nada pra perdoar, o que tivemos está morto e enterrado. Espero que você faça o mesmo e viva sua vida.
Eu ia sair dali, não suportava mais olhar em seu rosto, o ar fresco da praia com toda certeza iria me fazer esquecer de tudo aquilo, mas meu plano não deu muito certo quando passei perto de Jimmy, ele me puxou com brusquidão, me fazendo me colidir com força contra a parede, gemi de dor, com toda certeza iria ficar com hematomas ali.
– Agora eu quero que você diga olhando em meus olhos, diga, Kaya. DIGA! — Jimmy estava ensandecido, o rosto vermelho de raiva, os olhos presos aos meus, as veias de suas tempôras estavam saltadas e pulsavam freneticamente.
– Foi isso que você ouviu! Me esqueça James, esqueça que um dia eu fiz parte de sua medíocre vida! Você não significa nada mais pra mim, agora me solte e pare de agir como uma criança! — rebati, olhando em seus olhos. Estava com medo dele, mas ele não precisava saber disso.
Nossas respirações estavam ofegantes, nos encaramos ambos magoados e com raiva, eu queria que ele me soltasse e me deixasse ir, não queria sentir mais seus toques em minha pele, aquilo queimava, mesmo sendo brusco comigo, seu toque me queimava do mesmo jeito.
– Você só pode estar mentindo — disse ele depois de um tempo.
– Eu te odeio.
Ele sorriu e com ferozcidade me beijou, filho da puta! Me debati, tentando me livrar de seu aperto que estava ficando insurportável, o quanto mais eu me debatia, ele mais me apertava, me puxando para mais perto, sua lingua pedia desesperadamente passagem, eu negava balançando minha cabeça, até que ele ficou com raiva e prendeu meu lábio inferior com seus dentes e logo depois mordeu com força, a dor lacinante me atingiu e senti o gosto de sangue em minha lingua. Com raiva e dor o suficiente empurrei ele pra longe de mim, ele sorriu quando viu o que fez, não pensando dei um enorme tapa em seu rosto.
– Você nunca mais tocará em mim! — disse com raiva por ele ter me beijado a força e por minha mão estar doendo por causa do tapa.
Ele saiu da cozinha sem dizer nada, com a mão em seu rosto agora marcado, e em seus lábios tinha um sorriso vitorioso.
Me recostei outra vez na parede fria e fui descendo lentamente em direção ao chão, meus lábios e costas ardiam, meus olhos também, não aguentando mais eu chorei, chorei por toda mentira e humilhação que tinha acabado de acontecer comigo. Abracei meu joelhos e escondi meu rosto entre eles, tentando esquecer onde eu estava, tentando esquecer a desgraça que era minha vida.
– Você tem que colocar gelo nisso — disse uma voz de mulher, era gentil, sua mão afagou delicadamente meu joelho, fazendo eu levantar o rosto. Seu sorriso era doce, o olhar preocupado com o meu ferimento, seus cabelos eram curtos e castanhos.
Ela delicadamente colocou uma bolsa térmica em meus lábios, ardeu e me afastei de seu toque.
– Me desculpe — ela disse.- Mas se quiser que isso não fique com hematoma e inchado tem que colocar gelo.
Ela me deu a pequena bolsa, coloquei de novo em meu machucado.
– Sou Lacey — ela estendeu a mão e sorriu.
– Kaya, mas você já deve saber disso — girei os olhos e voltei a colocar o gelo em minha boca.
– Sim, Johnny realmente gosta de você, até fiquei com um pouco de ciumes — ela riu diminuindo a tensão do ambiente. Namorada perfeita pra ele, admito.
– E com certeza ele já disse tudo sobre ao meu respeito — dei de ombros.
– Não fique com raiva, somente eu e Gena sabe da história toda — ela deu um sorriso tranquilo e sincero, e eu acreditei nela.
– Parece que apenas Zacky e Johnny confia em suas garotas — disse debochada.
– Talvez sim — ela riu não se ofendendo pelo meu tom.
– Me desculpe por ter ouvido sua pequena discussão com Jimmy
Dei de ombros.
– Não quer falar sobre isso? — perguntou ela.
Neguei com a cabeça.
– Esquecer é o melhor remédio — suspirei.
– Sinto muito, Johnny me disse que vocês se gostam muito — ela apertou minha mãe em um gesto solidário.
– Não sinta, Lacey. A única que sentia algo nesse meio era eu — minha voz estava fina demais, o canto de meus olhos já estavam cheio d'agua. Respirei fundo outra vez, reprimindo o choro.
– Você realmente gosta dele não é? — perguntou ela me tirando de minha auto-flagelação.
Incrível como todos vê esse meu amor pelo Jimmy tão rápido, como posso fingir ser namorada do Brian quando até um cego pode perceber essa porra de amor?
– Não mais — menti.
Ela riu da minha tentativa inútil de mentir. Eu girei os olhos e me levantei e vi que Lacey era maior que eu, ou seja maior que Jojo já que temos a mesma altura, eu ri.
– Eu sei que você está pensando, mas pra sua informação eu gosto de homens baixos — disse ela divertida, me fazendo rir alto.
– Lacey, porque você está demorando tanto? Estamo esperando o gelo a horas... Minha nossa, Kaya. O que é isso em seus lábios?
– Longa história, Gena — dei de ombros.
Ela sacudiu a cabeça e me olhou dos pés a cabeça, olhou para meu jeans e all star com ultrage.
– Tudo bem, mas de jeito nenhum que você vai pra praia de jeans e all star vamos colocar um bíquini — ela me puxou me levando para o corredor do apartamento.
Girei os olhos e senti Lacey em nosso encalço, o lema de minha amiga loira era nunca "andar desapropiada em qualquer ocasião" e ela seguia a risca essa regra. Mas isso não devia se aplicar a mim, mais vai falar isso pra ela.
Kaya's POV'S of
Narração em 3ª pessoa
Traído, era assim que ele se sentia, completamente traído por Brian e Kaya. Mas aquilo nunca fora uma traição certo? Jimmy mentiu primeiro, mentiu pra Kaya, e ele viu em seu olhar que aquilo entristeceu amargamente Kaya, porque ele fez isso? Porque não contou a ela? Isso não a iludiria, ela se afastaria, sabia que sim, conhecia seu jeito certinho, ela não aceitaria ficar com alguém comprometido e que dali a oito meses seria pai. Ela realmente nunca aceitou a ficar com ele, sempre hesitava, ele devia ter ouvido Johnny, desde o começo ele deveria ter ouvido seu amigo. Agora Johnny o olhava com aquele olhar nada modesto de "Eu te avisei"
– Vamos se anime, você vai ser pai, Jimmy! — Matt se jogou do lado dele, muito mais feliz que o próprio pai da criança.
– Eu menti pra ela, Matt — suspirou Jimmy.
– Ela vai entender, Jimmy. Kaya não é de guardar mágoas — Matt colocou a mão no ombro do amigo em um gesto solidário.
– Não vai não, eu a conheço. Ela quer que eu morra lenta e dolorosamente.
Matt riu do drama de seu melhor amigo.
– Relaxe, acho que agora as coisas vão tomar seu devido rumo — disse Matt se levando e dando um tapa em Jimmy, ele se levantou e foi para o lado de sua esposa.
– Ele diz isso porque tem a mulher que ama ao seu lado — lamentou-se James como um maricas.
Mas Jimmy não estava nem um pouco preparado pra aquilo, nunca se imaginou sendo pai, tendo a responsabilidade de um, ele era todo... Enfim, ele não tinha estrutura pra ser pai, Leana sabia disso, sempre soube.
Olhar de Jimmy estava preso no vasto oceano a sua frente, o sol estava a pino e mais quente que nunca, tinha bastante gente na praia, mas ele não estava prestando atenção nisso, seus pensamentos estavam em Kaya e nas coisas que tinha acontecido naquelas quase três semanas de convivência com ela, aquela garota que era diferente de tudo que ele já tinha visto, e não fora poucas, mas o fato era que Kaya era única e ele sabia disso.
Outro fato: Ele se arrendia do dia que tirou ela do frio, se arrenpia de ter acolhido ela em seus braços e se impressionado com a cor de seus olhos ou com sua covinha no queixo. Estava odiando de conhece-la tão bem, de adorar seu jeito ranzinza e indecidido, ou até mesmo a pose de garota forte que ela tinha, ou quando ela parecia uma criança abraçando ele.
O fato era que James amava aquela garota.
– Jimmy, estou falando com você a quase dois minutos e você não me responde — Leana com sua voz fina e irritante demais tirou Jimmy de seus devaneios.
Ele com dificuldade reprimiu a vontade de girar os olhos, sua voz estava o irritando.
– O que você quer? — perguntou ele ríspido.
– Estava perguntando quando vamos marcar a data de nosso casamento — ela disse autoritária sem se abalar com o tom de seu noivo.
– O dia que você quiser está bom — deu de ombros.
– Achei que isso fosse importante pra você — murmurou ela magoada.
– Você quer mesmo que eu responda? Acho que não quero te magoar — disse ele sarcástico.
Ela bufou e fez o que ele mais ansiava: sumiu de sua vista.
Leana sabia mais que ninguém que Jimmy estava louco pra manda-la passear, ele tinha seus motivos, se quisesse, se ele fosse uma pessoa ruim, jogaria todas as traições em sua cara, todas as mentiras também, mas ele não era melhor que ela, pelo contrário, era igualzinho.
Maldita hora em que ele pediu ela em noivado.
Ele saiu de seus devaneios quando viu Kaya, estava linda na verdade, mas não tão linda se não estivesse com aquela camiseta ridícula sem mangas da VU do Brian ela vestia apenas aquilo do cima de seu biquíni e era possível ouvir as reclamações de Gena por causa disso.
– Kaya, tire essa camiseta do Brian — ele ouviu Gena reclamar.
– Estou conforável com ela, Gena. Fique calma não precisa ter um AVC é apenas uma camiseta — ela negou com a cabeça e riu.
– Está ocultando suas belas curvas — disse Gena com desaprovação.
– Estou escondendo minha pele branca demais — rebateu Kaya.
Pra Jimmy ela estava linda, ele realmente queria que ele ficasse de seu lado o dia todo, que não saisse de sua vista, mas as coisas não seriam assim, não mais. Pelo menos não pra ela, ele viu em seu olhar quando disse "Eu te odeio" ela estava mesmo odiando ele, com todas as suas forças.
A vida de Jimmy era uma droga mesmo.
– Até um velório é mais animado que isso — disse Kaya olhando sem ânimo pro grupinho de idiotas que riam e bebiam junto com Jimmy e Leana.
– E sua animação está passando pra mim, Kaya — disse Gena olhando desanimada para seu marido que estava no "grupinho" .
– Você pode ir pra lá, Gena. Zacky está lá. Estou aqui porque não tenho motivos para festejar, acho que vou dar uma volta, se Brian perguntar diga isso pra ele ok?
Ela se levantou e viu que Gena ia de boa vontade para o lado de Zacky. Kaya deu as costas, iria andar, isso seria o melhor remédio, ela não estava com ânimo pra ficar em uma festa como aquela.
Kaya seguiu em direção de umas luzes que estava a uns cem metros de distancia do quiosque onde estava, quando chegou perto o suficiente viu que era uma festa, uma rave talvez, a musica tecno preenchia o ar,em uma espécie de convite pra Kaya, a quanto tempo ela não curtia mesmo? Pois é desde que ficou amiga daqueles caras ela realmente não sabia o que era uma festa de verdade. Não passou muito tempo pensando, ela foi para o meio daquela multidão dançar e beber junto com eles, só deus sabe como ela conseguiu bebida, aquilo estava sendo um ato irreponsável de sua parte. Mas quem se importa? Ela não tinha mais os seus pais, era maior de idade, pudia fazer o que bem entendia de sua vida medíocre., ela dançou, dançou, pulou até seus pulmões pedirem por ar e seus pés prosterem de dor, ela se afastou daquelas pessoas suadas e bêbadas, foi para beira do mar, aquilo não era uma boa ideia, já que estava meia chapada e não sabia nadar. Mas Kaya gostou da sensação que a água gelada provocava em seus pés, sua vontade era de tirar aquela camiseta grudenta de suor e se jogar naquele mar, mas com sanidade o suficiente ela saiu dali, foi para a calçada e sentou ali, queria ter cigarros, ou qualquer outra coisa que fizesse ela se esquecer dele, ainda não entendia o fato de ser apaixonada por ele, aquilo nunca daria certo, nem se os dois quisessem, não estavam destinados um para o outro, por mais idiota e clichê que soasse ainda era verdade, Kaya ainda acreditava na teoria da sua mãe, acreditava no mito idiota do Akai Ito — o fio vermelho do destino. E ela tinha certeza que o seu "fio" não estava conectado com Jimmy, ainda não tinha achado seu "destinado", e ela não acreditava muito que algum dia em ter uma vida amorosa normal e saudável com alguém, ela nunca teve. Não ser agora que a sorte iria bater assim em sua porta.
Sorte e destino era uma coisa completamente desconhecida por Kaya.
– Sabe, aqui não é um bom lugar pra uma garota ficar sozinha — disse uma voz desconhecida, era completamente debochada e maliciosa ao mesmo tempo.
Kaya queria saber porquê nunca tinha um tempo sozinha, somente ela e seus pensamentos. É, estava difícil ficar sozinha por aqui. Ela se virou a fim de dar uma resposta mal educada para o dono da voz, mas mordeu a língua quando viu a beleza do tal estranho, ela paralisou e uaaaal.
Aquele intrometido era totalmente e completamente charmoso, em seus lábios tinha um meio sorriso, era misterioso com aquele ar de "decifre-me", era esguio, sua pele era branca, branca demais, mais clara que de Kaya, combinava perfeitamente com seus cabelos negros, usava jeans rasgados, all star, camiseta de banda e jaqueta de couro. Dando aquela pinta de rockeiro charmoso que Kaya adorava, seus lábios era de um cor-de-rosa-natural qualquer garota mataria pra ter uns lábios como aqueles, mas ela não, ele era tão...
– Ninguém ira me raptar — disse ela depois de algum tempo, voltou olhar para o mar.
– Acho que você está errada.- disse ele, em um ato atrevido se sentou do seu lado, com um cigarro entre os dedos e assim como ela, olhou o mar .- É perigoso garotas bonitas ficarem aqui sozinha.
– Isso é uma cantada? — perguntou ela olhando-o, e se impressionou com a cor de seus olhos, eram verdes profundos, escuros e calorosos, perfeitos.
– Talvez — ele deu de ombros e tragou seu cigarro.
– Tem cigarro? — perguntou ela quase levitando com o cheiro do cigarro de seu mais novo companheiro, tinha cheiro de canela, ela nunca tinha experimentado um desse em sua vida.
– Poderia falar não, mas você é bonita demais. Então, sim eu tenho — ele jogou seu cigarro longe.- Mas tenho outra coisa melhor pra usar.
– E o que seria? — perguntou ela curiosa, quando viu seu sorriso carregado de malícia.
– Você não faz o tipo de garota que usa drogas — ele riu quando viu o olhar chocado de Kaya.
Mas não era pavor ou medo que ela sentia, era uma coisa misturada com alegria e assombro, como uma pessoa usuária de drogas vem parar bem ao seu lado? Tudo bem que estava em uma rave, aquilo era normal, pessoas usar drogas, mas bem ao seu lado? Ela havia prometido que não usaria drogas, não só heroína, mas nenhuma mesmo, não que já tivesse usado outras. Mas aquela promessa ainda estava de pé? Já não tinha suportado demais? Sua quota de paciência já havia se esgotado a muito tempo, queria esquecer do que passou hoje, queria esquecer de seu amor idiota por James Sullivan.
– As aparências enganam — disse ela depois de um tempo sorrindo.
Ele deu um sorriso largo e tirou um pacotinho de seu bolso e sacudiu no ar, oh, o que era aquilo? Cocaína? Kaya sentiu a adrenalina em suas veias, nunca tinha usado aquela droga, seria sua primeira vez, e estava ansiando por sentir o efeito, saber como era.
– Tudo bem — disse ele aparentemente ansioso.- Vou fazer as carreiras aqui.- Indicou ele o banco de concreto que se encontrava atrás deles.- Você já usou isso, não é?
– Claro — Kaya mentiu dando um sorriso animado demais.
Ele fez seis carreiras grandes -três pra cada um- primeiro aquele estranho inalou, com rapidez a primeira carreira, depois incentivou ela ir depois, aquilo foi meio difícil, já que nunca usara aquilo em sua vida, mas aprendeu rapído, em sua segunda carreira conseguiu inalar tudo sem espirrar. E logo depois venho os efeitos daquilo, sua pupila se dilatou, a pressão aumentou e seu coração se acelerou, sentia uma euforia imensa, ria até do vento que bagunçava seus cabelos, era uma alegria tão grande. Ela nunca sentiu aquilo estando sóbria, era tão bom, melhor que heroína, seu corpo estava relaxado, mas o que ela mais tinha gostado nisso tudo era a aparente alegria, tudo parecia mais nitído pra ela, aquela droga fez ela realmente esquecer de seus problemas, fez ela se esquecer de onde estava ou qual era seu nome. Seu "amigo" estava no mesmo estado rindo a toa, mas esse se levantou dizendo que iria pegar uma bebida pra eles e logo depois voltaria. Kaya ficou ali sozinha curtindo sua mais nova descoberta, e quando viu que o efeito estava passando se inclinou e inalou sua terceira e última carreira, e continuou rindo e não se importando que estava sozinha.
Acho que seu novo amigo nunca iria voltar, nem drogado estava.
– Você tem certeza que ela foi sozinha, Gena?- perguntou Brian pela décima quinta vez, andava de um lado pro outro com o celular colado em seu ouvido, havia ligado pra Kaya muitas vezes e nada dela atender.
– Sim, Brian. Eu vi ela indo sozinha, sem ninguém foi pra aquela direção — indicou com a cabeça as luzes da rave que estava tendo ali, estava tão aflita quanto ele.
Todos estava preocupados, Kaya e seu dom de sumir do nada, mas eles pelo menos tinha noção de onde ela havia ido, tinha olhado pra Leana algumas vezes, ela tinha um sorriso satisfeito em seu rosto, devia ser apenas paranoia de sua cabeça, mas achava que ela tinha alguma coisa a ver com aquilo, Matt também estava preocupado, queria colocar a polícia no meio daquilo, fazia horas que ela tinha sumido, era quase uma da manhã e nada dela, aquilo seria uma boa ideia. Mas Brian pelo que conhecia Kaya sabia que ela iria odiar se chamassem a polícia, Jimmy concordou com ele, dizendo que logo estaria aqui, o quiosque que eles estavam já havia fechado estavam no meio da praia, era possível ouvir as reclamações de Valary e Leana dizendo que queriam ir pra casa, Jimmy e Matt partiram de má vontade, dizendo que quando a encontrassem era pra ligar. Zacky, Gena, Johnny e Lacey ficaram, mas Brian insistiu para seus amigos levassem suas mulheres pra casa, estava muito tarde, Johnny partiu junto de Gena e Lacey, também dizendo que qualquer coisa ligaria. Então Zacky e Brian rumaram pra aquela maldita rave, ambos esperam todos partir pra ir atrás dela, os dois tinha o mesmo pensamento, o mesmo prensentimento, talvez não só os dois. Jimmy também já que havia insistido a ser o primeiro a saber dela.
– Acho que ela não fez isso — disse Zacky tentando acalmar o amigo.
– Eu não sei, Zacky. Kaya estava mal, ficou mal com a notícia, todos perceberam isso, ou quase todos — Brian praticamente corria em direção a festa.
– Hey, espera — gritou Zacky correndo em seu encalço.
Brian estacou quando viu aquilo, a meio metro de distância estava ela lá, no calçadão da praia, completamente sozinha e ria, ria como se não tivesse amanhã e não se importava de estar sozinha, estava sentada e descalça. Zacky parou de seu lado e olhou chocado e entristecido, não disse nada apenas foi em direção onde estava a pequena mais insana e irreponsável que ele conhecia, Kaya não tinha reparado em sua presença ainda ria olhando pro nada e dizia coisas nada coerentes, suas pupilas estavam dilatadas demais, e em suas narinas tinha algo branco.
– Eu não acredito que você fez isso — falou Zacky assustando-a, seu tom era completamente decepcionado.
– Zacky! — gritou ela estridente, abraçou ele apertado. Ainda ria, não dando a miníma para ele e seus sentimentos.
Brian estava do lado dos dois, estava tão triste quanto seu amigo, ainda não tinha acreditado que ela, sua pequena realmente tinha usado cocaína.
– Kaya — chamou ele, fazendo ela olha-lo, seu olhar estava estranho, as pupilas grandes demais, só tinha uma pequena linha azul contornando aquele negro de seus olhos.- Quem fez isso com você? — perguntou ele firme.
– Eu não sei, não lembro — ela atropelava as palavras, não conseguia falar direito, sua lingua estava dormente demais pra ela falar.
– Ela não está bem.- Disse Zacky.- Vamos leva-la pro seu apartamento, ela precisa de um banho, está quente demais.
Zacky pegou ela no colo, carregou Kaya como se fosse um saco vazio ou cheio de ar, ela ria e balançava as pernas no ar, e cantava a plenos pulmões Afterlife.
– I don't belong here we gotta move on dear. Escape from this afterlife 'Cause this time i'm right to move on and on, far away from here. – Ela realmente sabe cantar nossas musicas — riu Brian ajudando Zacky atravessar a rua.- Ainda me pergunto como ela não fica viciada.
Brian sacudia a cabeça com desaprovação, heroína talvez era fácil não se viciar, já cocaína...
– Relaxe, cara, vamos dar um banho nessa daqui e coloca-la pra dormir — disse Zacky divertido.
A parte mais difícil foi fazer Kaya calar sua maldita boca quando chegaram no terreo do condomínio, ela não parava de cantar e queria mostrar para todos seu dom musical, quando os três rumaram para o elevador ela se calou, fechou os olhos e encostou sua cabeça no ombro de Zacky.
– Você está em maus lençõis — disse Brian irritado, ela de jeito nenhum contava quem havia dado droga a ela, dizia que não se lembrava.
– Eu já disse, não lembro, não sei — murmurava ela quando entraram em seu lar.- Pode me colocar no chão, Zacky. Estou ótima.
Zacky fez o que ela pediu, colocou ela no chão, mas Kaya andava cambaleante e esbarrava nos móveis, se jogou de qualquer jeito no sofá e fechou seus olhos. Não estava apenas drogada, os dois sentia um forte cheiro de vodka, Brian se irritando com a situação pegou Kaya no colo, colocou ela em seus ombros, como um saco de batata e foi para direção de seu banheiro. Ela ficaria boa e contaria tudo.
– MAS O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! ME SOLTA, QUERO DORMIR! — Ela gritava e esmurrava as costas de Brian.
– Você só vai dormir quando me contar esse história direito — murmurou ele chutando a porta de seu banheiro com brusquidão. Abriu o box e tirou com violência a camiseta de Kaya, revelando seu bíquini vermelho, abriu o registro do chuveiro no ultimo e enfiou ela a força de baixo do jato d'água gelada.
Ela tossia, se debatia e arranhava os braços de Brian, queria sair dali, odiava água gelada demais.
– ME SOLTA! VOCÊ NÃO MANDA EM MIM, NINGUÉM MANDA OU PODE CONTROLAR A MINHA VIDA! VOCÊS SÃO NADA MEU! — Kaya ainda gritava a pleno pulmões, mas Brian fingia não ouvir e segurava ela fortemente, não a soltaria, suas mãos estavam nos ombros pequenos de Kaya e não soltaria até ela ficar sóbria o suficiente.
Ela ainda reclamava e xingava ele, dizia as coisas mais absurdas, mas Brian Haner fingia-se de surdo e continuava segurando-a, não deixando ela cair, até que Kaya desistiu ficou ali parada encanrando ele, seus olhos estavam vermelhos agora, as púpilas estavam voltando ao normal. Não tinha mais forças pra lutar, se entregando completamente ela o abraçou, o molhando todo trazendo ele pra perto, inalando o seu cheiro de marlboro e menta, não aguentando mais ela chorou, chorou porque era fraca, chorou ao saber que tinha pessoas que se importava com ela, chorou porque não tinha mais forças pra lidar com aquilo tudo sozinha.
– Não me deixe cair, Brian — pediu ela, suplicante.
– Nunca — murmurou ele, afagando seus cabelos, ele fechou o registro e outra vez a pegou no colo, embalou ela com delicadeza em seus braços. Pos ela sentada no vaso sanitário pegou uma toalha e enrolou em seu corpo, tirou ela do banheiro e foi para seu quarto.
A sentou na cama, e foi procurar uma de suas camisetas pra ela vestir, Kaya não dizia nada, estava com o olhar vidrado e não pareceu se importar quando Brian tirou a parte de cima de seu bíquini e substituiu por uma camiseta seca e quentinha, maior do que ela. Do jeito que Kaya gostava, a deitou em sua cama e foi para cozinha, Zacky estava lá conversando no telefone com alguém dando notícias dela. Brian não ouviu mais, foi até os armários, pegou chocolate, na geladeira leite e marshmellows, iria preparar chocolate quente pra Kaya, no estado que ela estava não falaria nada, e ele não botaria pressão nela, pelo menos não hoje.
– Já conversei com todos, amanhã vão estar aqui, eu acho. Agora é melhor eu ir, qualquer ligue pra minha casa, eu ou Gena estára aqui — disse Zacky já se retirando.
– Valeu, cara — falou Brian sem se virar, não queria mostrar sua expressão a ele, Zacky o conhecia muito bem.
Zacky se foi, deixando ele ali sozinho com seus pensamentos confusos, aquilo não poderia acontecer, Kaya era de Jimmy e Jimmy de Kaya. Mesmo que tivesse obstáculos estava claro que um pertencia ao outro e ele não iria interfirir, seria apenas o amigo de ambos, protegeria os dois se fosse preciso. A vida é uma caixinha de surpresas, mas o amor não lhe pregaria peças, não dessa vez. Ele desligou o fogo e colocou o chocolate quente em uma caneca e logo depois depositou pequenos pedacinhos de marshmellows ali e foi para o quarto.
Kaya estava sentada, abraçando os joelhos e olhando pro nada, quando viu a prensença dele ali corou, envergonhada.
– Toma — disse ele.- É bom pra dormir, minha mãe sempre fazia isso quando estava... Nervoso demais, isso acalma.
– Obrigado — ela pegou a caneca de suas mãos e levou a boca, tomou uns três goles seguidos, não estava a fim de conversar, estava claro que queria dormir.
Ele saiu dali e foi até o banheiro, iria tomar um banho, se esforçou muito para não pensar em nada exatamente, ficou ali por uns quinze minutos e saiu, quando voltou para o quarto ela já estava ferrada no sono, ele sorriu, parecia tão frágil e indefesa dormindo. Foi para seu closet e vestiu um samba canção qualquer e foi para cama, se deitou ao seu lado, e a observou a dormir, depois de um tempo ela o abraçou, seu braço ao redor de sua cintura e a cabeça repousada em seu peito, suspirou pesadamente perdida no mundo dos sonhos.
Brian aconchegou ela ali, abraçando-a. Completamente confuso e admirado por sua beleza, e fez uma promessa ali, na madrugada, não importava que ela amasse seu melhor amigo, que ela usasse drogas, ele tiraria ela daquela vida, seria seu protetor, seu guardião, nada de ruim iria acontecer com ela. Ele de uma forma ou de outra iria fazer Kaya e Jimmy ficarem juntos.
Nem que isso fosse a última coisa que ele iria fazer na vida, mas os dois ficariam juntos.
Notas finais
o que acharam do meu personagem misterioso? Ele é bonito podem falar OKSAOPSKAOSPKAS
O que acharam da atitude de Jimmy e Brian? O capítulo tem mil e um motivos pra se chamar Betrayed um deles é que escrevi metade desse capitulo escutando essa musica então decidi colocar esse nome (até que fez sentido'-') enfim semana que vem eu to aqui eu acho, já tenho ideas fervilhando em minha cabeça pra escrever o nove :33
Até mais little Avengers espero que vocês tenha gostado
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