Notas iniciais
Então né, to muito putiada com esse site aqui, mas vou continuar postando minha fanfic até o final do ano e depois vou fazer um tumblr só pra e postar lá, tudo bem pra vocês? E desculpe pela demora pessoal.

Huntington Beach 31 de Janeiro de 2009.

Em toda minha vida eu nunca me senti tão mal.

Havia dor por toda parte; meus músculos estavam doloridos, minha cabeça zunia parecendo que tinha um enxame de abelhas dentro dela, não conseguia muito menos abrir meus olhos, eles doiam só de pensar na claridade solar que invadia o quarto. E sem falar na dor que sentia em minhas narinas, era a dor mais insurportável de todas, onde eu tava com a cabeça? Ser uma irresponsável drogada tudo bem, mas usar aquela porcaria junto de um estranho era demais e se ele fizesse alguma coisa comigo? Pior que eu não lembro de nada que eu fiz e muito menos quem era aquele cara, a única coisa que consigo lembrar são olhos verdes, profundos e sedutores, o resto é só fumaça.

Podia ouvir os roncos de Brian, corei ao pensar nele, como sou idiota, ele deve estar decepcionado comigo. Não apenas ele como Johnny, Zacky e Matt. Oh meu Deus. O que foi que eu fiz? Era melhor se levantar e olhar minha cara, levantei e fui cambaleante até a cômoda de Brian e me olhei no espelho. Minha cara estava esverdeada, a boca ressecada e o cabelo grudado em partes, resumindo: Estava um lixo humano.

E sem mencionar a dor que sentia em minha barriga, um trator passou em cima de meu corpo ontem, só pode, fiquei me encarando no espelho, estava um caco o cabelo ressecado demais, maquiagem borrada, e estava evidente em meu rosto que estava cansada de tudo aquilo, esgotada. E não estou dizendo isso só por causa do que fiz ontem, se pudesse repetiria a dose, me esquecer e rir de tudo outra vez. Descobri que aquele pó branco é mil vezes melhor que heroína, me senti tão alegre usando ela apesar da dor no dia seguinte havia gostado da sensação...

Definitivamente estou fudida.

– Kaya? — chamou Brian, quase sorri ao ouvir sua voz pastosa de sono. Mas fazer isso dói também.

– Estou aqui — respondi desanimada.

– Tudo bem? — perguntou ele.

– Não — suspirei, não conseguindo olhar seu rosto.

– Venha aqui — pediu ele.

Levantando aquela carcaça que eu chamava de corpo voltei para cama, me sentei de frente à ele sem conseguir encara-lo.

– Sente alguma dor? — perguntou tocando meu rosto.

– Parece que um trator passou por cima de mim ontem — respondi colocando minha palma na sua impedindo dele se afastar de mim.- Me desculpe, Brian. Eu fracassei.

– Ninguém é de ferro, Kaya. Eu to aqui sabe, pra te fazer rir, te dar bronca ou simplesmente fazer companhia quando precisar, porquê fugiu de mim ontem? Deveria ter falado como se sentia, eu poderia ajudar.

– Brian, eu não fui lá para me drogar. Só fui olhar o que tinha de bom e chegou um estranho do nada e me ofereceu e como sou uma completa idiota aceitei — meus dedos torciam furiosamente o lençol, eu não conseguia encara-lo de jeito nenhum.

Ouvi ele se remexer na cama, senti seus braços me puxando para mais perto, suspirei e deixei ele me abraçar, encostei minha cabeça em seu ombro. Como Brian me fazia bem as vezes, não só as vezes na verdade. Ele sempre me fazia bem, como um porto seguro.

– Me desculpe, por ontem — falei baixinho.

– Ah tudo bem, eu só levei uns arranhões. Nada de mais — disse incando seus braços.

Olhei com assombro para seus braços e ombros, estavam roxos e com arranhões fundos mesmo com suas tatuagens era possível ver seus machucados.

– Eu fiz isso? — perguntei surpresa.

– Sim — respondeu ele divertido.

– Desculpe — murmurei.

– Na verdade eu nem senti — ele riu.- Estava ocupado demais.

Me senti mal com aquilo, eu não queria abusar dele, Brian não tinha nenhuma obrigação comigo. Mas só de pensar que alguém nesse mundo se preocupava e cuidava de mim era tão bom, eu me sentia mal com isso mas nunca diria pra ele se afastar ou parar de fazer essas coisas, não seria crueldade minha não é mesmo? Eu só queria que alguém cuidasse de mim, nada de mais.

– Dormiu? — perguntou ele, seus braços se estreitaram ao redor do meu corpo.

– Não — respondi, mas iria dormir se ele continuasse daquele jeito comigo.- Estou quase.

– Quer que eu saia? — perguntou ele.

– Não mesmo — falei me agarrando a ele.

Ele riu, levando-me para seu lado na cama, me colocou ali e se levantou e foi em direção do ar condicionado, remexeu ali por alguns minutos e quando finalmente conseguiu o que queria uma rajada de vento gélido passou por meu corpo me fazendo tremer.

– Brian, desliga isso. Estou com frio — reclamei.

– A ideia é essa — sorriu ele.

Foi até seu closet e voltou com um cobertor felpudo e preto, grosso demais para se usar em um lugar quente demais como a Califórnia, mas aquele quarto estava tão frio que não me importei quando ele jogou aquilo em cima de mim e voltou para seu lado na cama.

– O que diabos significa isso? — perguntei olhando seu rosto.

– Quando Mckenna se cansava do calor eu fazia isso com ela — respondeu sorrindo.

Não deveria sentir um certo desconforto quando ele disse que já fez isso com outra.

– Quem é Mckenna? — perguntei, quase me bati. Não deveria ter usado aquele tom cheio de censura.

– Minha irmã — disse dando um meio sorriso.

– Não sabia que tinha irmã — falei franzindo a testa, na verdade eu não sabia quase nada sobre Brian — Me conte mais sobre você.

– O que quer saber? — perguntou Brian.

– Sei lá, qualquer coisa — dei de ombros, fui para seu lado e me aconcheguei em seu peito, deitando minha cabeça em seu ombro e passando meu braço em sua cintura.

– Sou alérgico à abelhas — disse ele afagando meu cabelo. — Fui picado por uma quando tinha nove anos e fiquei internado por muito tempo. Não é uma lembrança muito boa.

Eu sorri enquanto ele falava coisas de sua vida, era interessante em saber como e com quem surgiu aquele nome estranho "Synyster Gates". Não era bom pensar em Jimmy, ele devia estar nos odiando nesse momento, aquela história de namoro ou não já que sua reação diante daquilo tudo foi indiferente. Eu só queria saber o que se passava na mente de James.

– Com dezesseste anos e sem nenhuma criatividade — zombei dele.

– Estava bêbado, Kaya — ele girou os olhos.- Porque não gosta do meu nome artístico?

– É estranho — falei com sinceridade.

Nos encaramos e rimos, eu realmente detestava aquele nome, mas adorava o inventor daquela porcaria de invenção. Nossas risadas foram abafadas pelo som estridente de seu celular, Brian girou os olhos e pegou o pequeno aparelho e atendeu.

– Fala, Johnny — saudou rabugento.

Observei curiosa, era possível ouvir o ruído do outro lado da linha. Vi a testa de Bria ficar com vincos e suas sobrancelhas se franzirem, mas que diabos estava acontecendo?

– Você tem certeza? Porque isso faz tempo que não acontece, tudo bem, vou ver o que posso fazer e ver se ela vai querer ir — suspirou ele.- Qualquer coisa eu ligo, até mais, Johnny.

– O que aconteceu? — perguntei assim que ele desligou o telefone.

– Jimmy — respondeu suspirando pesado.

E meu coração foi a mil quando vi sua expressão preocupada.

– Não sou nenhuma vidente, dá pra você esclarecer essa porra direito?! — falei irritada.

– Calma, é só uma coisa que acontece com ele as vezes...- ele tentava não olhar meu rosto.- Eu só quero que fique calma.

Se ele continuasse falando daquele jeito eu não ficaria calma, sentia meu coração se comprimindo. Eu sei, estava com uma raiva tremenda de Jimmy, mas só de pensar que alguma coisa de ruim tinha acontecido com ele...Cara, eu não conseguia nem imaginar esse tipo de coisa.

– Jimmy tem uma doença — começou ele cautelosamente, olhando em meus olhos, esperando minha reação.

Senti o sangue fugir de meu rosto.

– Que doença? — perguntei.

Oh por favor que seja uma doença fácil e que tenha cura.

– Seu coração é maior que o normal, já ouviu falar de cardiomeglalia?

E com essas palavras senti meu rosto se empalidecer por completo, meu estômago despencou e meu coração foi junto, aquilo não podia estar acontecendo, isso só pode ser uma brincadeira terrível comigo. Jimmy não pode ter essa doença, tudo isso não pode estar acontecendo de novo.

– Kaya, fique calma — pediu Brian, senti sua mão pegando meus dedos frios.

– O que ele tem, o que aconteceu. Responda, Brian! — perguntei histérica.

– Ele está na casa de seus pais, passou mal ontem e se recusa a se alimentar. Johnny me ligou pedindo ajuda, ninguém consegue fazer ele mudar de ideia. Todos já foram lá, mas Jimmy é muito teimoso.

– Você vai me levar na casa dos pais de Jimmy. Ele vai comer, por bem ou por mal, vai se alimentar. Sabe se ele faz algum tratamento? — perguntei me levantando da cama.

– Não mais — respondeu Brian.

Ai puta que pariu, me sinto no ano de dois mil e oito outra vez. Irritada e preocupada demais para falar alguma coisa coerente a Brian fui para meu quarto, esquecendo-me de toda dor e desânimo, fui para o banheiro e tomei um banho rápido, vesti meus jeans velhos e rasgados e uma camiseta regata qualquer, prendi meus cabelos em um coque mal feito. Não deu tempo de se olhar no espelho, não me importava de estar parecendo uma morta viva, minha cabeça fervilhava. Eu não conseguia acreditar que ele tinha a mesma doença de meu pai, e muito menos que aquele ser idiota não estava tomando algum remédio ou fazendo tratamento com algum cardiologista, sei que isso não tem cura mas pode ser tratada e o paciente ter uma vida quase normal.

Eu não conseguia pensar na possibilidade de perder outra pessoa que amava pra essa doença.

Voltei para o quarto de Brian que também já estava vestido, pegava as chaves de seu carro e carteira, nenhuma palavra foi dita no elevador ou naquele estacionamento deserto, não conseguia perguntar alguma coisa para Brian, minha garganta estava seca, meu coração aos pulos e minhas mãos suavam, estava quase em estado de choque.

– Kaya, fique calma, tudo vai dar certo — disse Brian pegando em minha mão.- Jimmy é forte, ele só passou mal.

– Mas não é de ferro, o coração dele não é de ferro, Brian — cuspi as palavras, minha voz estava embargada.

– Achei que estivesse com raiva dele — sussurrou.

– Eu também — murmurei.

Abrecei meus joelhos e encarei a estrada sem emoção alguma, tudo ao meu redor parecia sem graça, nem mesmo as praias e o mar chamaram a minha atenção, só pensava se Jimmy estava bem. Se eu pudesse fazer algo por ele, doaria meu próprio coração a Jimmy, ou pediria pra todos os santos que seu coração grande demais voltasse para seu tamanho normal. Deus, porque essa doença tinha que atingir logo ele?

– Chegamos — disse Brian arrancando-me de meus devaneios.

Desci primeiro que ele do carro e encarei aquela casa amarela e enorme em minha frente, não reparei no jardins ou alguma coisa do tipo eu só tinha olhos pra aquela casa imaginando em que cômodo ele estaria.

– Venha — Brian pegou em minha mão suada e me guiou até aquela casa.

O segui apreensiva e com o coração aos pulos, nunca passou em minha cabeça que algum dia eu iria conhecer a família de Jimmy, só de pensar nisso senti meu estômago se revirar, só falta Leana estar ai também. Brian entrou na casa sem bater, andamos em um corredor e fomos direto pra sala de estar, onde tinha três mulheres e um homem que era muito parecido com Jimmy, então deduzi que aquele deveria ser o pai dele. Os murmúrios baixos cessaram quando a pequena família avistaram eu e Brian.

Ok, eu realmente não sabia que estava sentindo nesse momento.

– Brian, graças a deus você chegou — falou uma mulher rechonchuda de cabelos curtos, seu semblante estava preocupado, mas logo se aliviou quando viu o moreno ali.

– Olá, Bárbara — disse Brian sorrindo brevemente.- Joe, Katie e Kelly.

Ele deu um breve aceno de cabeça para aquela família, me sentia uma intrusa ali. Era desconfórtavel seus olhares curiosos sobre mim, Brian percebendo meu desconforto me apresentou.

– Essa aqui é Kaya, uma amiga nossa — Brian falou rapidamente.

– Olá — disse dando um aceno meio tímido, senti minhas bochechas corando.

– Sou Bárbara, mãe de Jimmy — aquela mulher baixinha sorriu pra mim estendendo sua mão, e eu reparei que seu sorriso me lembrava um sorriso que eu tanto adorava.

– Prazer te conhecer — respondi sem jeito pegando sua mão.

Depois de toda aquela cena embaraçosa conheci um pouco a família Sullivan que estava preocupados demais com seu filho do meio.

– E onde está Leana? — perguntou Brian com a cara fechada.

– Foi visitar seus pais em Newport Beach — disse o pai de Jimmy soando cansado.- Volta apenas amanhã, poderiamos ligar pra ela mas James não quer.

Estava muito quieta em meu lugar no sofá, não queria fazer parte daquele assunto e evitava olhar pra uma das irmãs de Jimmy que me encarava intensamente, eu realmente queria sair dali e saber onde está Jimmy. E nada desse idiota perguntar onde ele estava, cada minuto que badalava naquele relógio me sentia mais impaciente.

– Por favor, poderia me dizer onde Jimmy está? — enterrompi a conversa deles, todos os olhares sendo voltados pra mim. Corei intensamente outra vez, mas não iria voltar atrás, queria vê-lo.

– Tudo bem, eu te levo até Jimmy — respondeu uma de suas irmãs, a que me encarava sem parar.

Ela se levantou e me esperou com um sorriso no rosto, me levantei e não olhei para ninguém, se olhasse perderia aquela coragem que estava sentindo, aquilo já tinha passado de necessidade, uma ansiedade estranha tomava conta do meu ser, eu precisava ver com esses olhos que ele estava bem e nada de ruim estava acontecendo com ele. Só voltei para meu corpo quando a irmã de Jimmy parou em frente à uma porta e bateu levemente.

– Entre — ouvi sua voz rouca dizer.

E mais uma vez meu coração despencou ao ouvir o som daquela voz que tanto adorava.

– Acho que você não vai querer minha acompanhia agora — ela sorriu e saiu dali não esperando minha resposta.

Caminhei em direção daquela porta, com o coração aos pulos abri a porta e entrei. E quando olhei na direção daquela cama minha garganta se fechou, ele estava mesmo mal, estava pálido demais, desprovido de cor, parecia uma folha de papel com um monte de desenhos dando um contraste mais doentio ainda, estava de olhos fechedos e respirava com alguma dificuldade. — Mãe, eu já disse que estou bem — reclamou ele ainda de olhos fechados.

– Sou eu — falei baixinho.

Ele abriu os olhos de imediato me encarando, suas órbitas azuis parecia reluzir me encarando, um sorriso brotou em seus lábios, fazendo minhas pernas fraquejar.

– Sabia que você viria — sua voz estava pastosa, mas mesmo assim soou como musica para meus ouvidos.

Pelo seus olhos eu sabia que sentia dor, minhas pernas ganharam vida própria e foram até sua cama ficando do seu lado.

– Você está bem? — perguntei preocupada. Eu tentava não olhar para seu peito nu, mas suas tatuagens me atraia de alguma forma, droga.

– Vem aqui — pediu ignorando minha pergunta, ele estendeu sua mão pra mim.- Por favor, Kaya.

Eu iria dizer um "não" bem grande. Eu juro, mas quando ele fez cara de pidão e bico não resisti, peguei sua mão e ele me puxou em direção a cama, eu ofeguei quando meu corpo colidiu com o seu, estava em cima de seu corpo, o encarei ofegante, o sorriso que estava em seu rosto era tão lindo que senti meu coração se trincando.

– Você me faz bem — murmurou ele, sua mão fora pra meu rosto, estremeci com seu toque.

– O que você tem? — perguntei outra vez.

– Apenas uma pequena dor em meu peito — respondeu ele tranquilamente.

Sai de cima de seu corpo imediatamente, ficando apenas de seu lado, sua mão me puxou para perto outra vez, fiquei ali de seu lado tentando não ficar maluca com seu cheiro, sentia tanta falta... Sentia abstinência daquele cheiro apimentado que tanto amava.

– Está sentindo falta de ar? Tontura? Vamos ao médico, Jimmy — pedi suplicante.

– Não preciso de médicos, estou bem.

– Não minta pra mim! — disse irritada.- Sei que está sentindo tudo isso! Se estivesse bem teria comido alguma coisa.

– Não quero preocupar vocês, vai passar — disse tristonho desviando o olhar do meu.

Minha irritação passou quando vi seu olhar triste, peguei sua mão, atraindo seu olhar para meu rosto.

– Você vai me preocupar se não ir no médico — falei com sinceridade.

– Está preocupada? — perguntou ele sorrindo.

– Muito — admiti.

– Porque?

– Não quero te perder pra isso, Jimmy — falei sem pensar, senti meu rosto corando.

Ele se sentou na cama e pegou meu rosto em suas mãos grandes, seus olhos perfuraram os meus, me perdi naquela imensidão azul.

– Não vai me perder — ele disse sério, afagando as maçãs de meu rosto com as pontas de seus dedos.

– Então promete que vai se alimentar se sua mãe pedir? E ir no cardiologista? — pedi suplicante.

– Vou comer se você fizer algo pra mim, e vou no médico se você acompanhar.

– Vou fazer algo pra você, mas não posso te acompanhar no médico.

– E porquê não? — perguntou ele.

– Leana pode fazer isso — suspirei pesadamente, desviando meu olhar.

– Não quero ela — respondeu com convicção.

Não respondi, não queria brigar com ele, Jimmy não estava bem, podia ouvir sua respiração rápida demais, estava com dificuldades para respirar. Droga, isso não devia estar acontecendo.

– Deite-se — pedi calmamente.

Ele me obedeceu, deitou se e me encarou curioso, antes que eu perdesse minha compaixão e coragem subi em cima de seu corpo, sentando-me em seus quadris, com cada perna ao lado de seu corpo, ele me encarou com as sobrancelhas arqueadas. Corei intensamente, mas aquilo o ajudaria muito, ignorando seu olhar malicioso e o arrepio que senti quando toquei sua pele quente, comecei a fazer massagem em seu peito, seu suspiro de alívio me fez sorrir, estava dando certo, estava o aliviando da dor que sentia. Quando ele fechou os olhos e sorriu me esqueci de tudo que ele fez; das mentiras, da indiferença e de sua frieza, nada importava mais, porque sua dor era a minha dor, sentia a obrigação de cuidar dele, de aliviar qualquer dor que sentia, de faze-lo feliz, mesmo que indiretamente, sentia que era a minha obrigação cuidar dele.

Cara, como eu o amava.

(Kaya's POV'S OF)

Suas mãos eram quentes e cuidadosas sobre meu peito dolorido, era bom senti-las, aquelas mãos pequenas eram delicadas e macias, subiam e desciam com um cuidado extremo sobre minha pele, me sentia quente, não só por causa do atrito de suas mãos em minha pele, Kaya não estava em uma posição digamos...Muito comportada, se ela soubesse quantas vezes já imaginei ela desse mesmo jeito que está agora. Só faltava os cabelos soltos e suas roupas descartadas e as minhas também, mas o Sullivan aqui não está em condições pra pensar em sexo, a garota dos olhos azuis acizentados estava comprometida agora e o cara sortudo é meu melhor amigo que ainda não venho aqui pra ver o estado de seu amigo. Cara, sou muito otário, porque diabos menti? Kaya deveria ser minha, tinha que ser minha, eu a salvei, a tirei do frio e praticamente a obriguei a ficar conosco (eu havia obrigado ela ficar, mas isso não vem ao caso agora) então ela não devia estar com Brian, como isso foi acontecer bem de baixo de meu nariz? Sempre soube que aqueles dois tinha uma amizade, mas não sabia que era assim tão íntima...

– Sente-se melhor, Jimmy? — perguntou Kaya.

Abri meus olhos e a encarei, sua testa estava franzida e a aquela ruguinha voltou a ficar entre suas sobrancelhas, sinal que estava preocupada, isso era bom.

– Um pouco — estou ótimo com você assim em cima de mim.- Ótima massagem, obrigado.

Ela corou com o meu comentário, e para minha infelicidade ela saiu de cima de mim, saindo da cama foi em direção a porta.

– Onde você vai? — perguntei quase entrando em desespero.

– Fazer algo pra você comer — ela deu de ombros.- Vai querer algo especial?

– Waffles — respondi de imediato, arrancando um sorriso dela.

– Voltarei logo — prometeu ela.

E quando ela saiu pensei mais uma vez no quão idiota eu era, ontem fiz uma das piores coisas, já sabia que estava um pouco ruim por causa dessa porcaria de coração que parecia mais uma bomba-relógio no meio de meu peito, inventei de ir até um pub depois que levei Leana pra casa, não fora uma boa ideia pelas minhas circustâncias físicas e emocionais. Me sentia realmente traído por Brian e Kaya, acabei bebendo mais que poderia e quando voltei pra minha casa não consegui subir as porra das escadas estava fraco e com uma maldita falta de ar, voltei para casa plana e sem degraus de meus pais que viram meu estado mas não perguntaram ou questionaram alguma coisa, pelo menos não quando estava caindo de bêbado, me pergunto como consegui não bater o carro e logo depois eles ligaram para Matt, que ligou para Zacky, que ligou para Johnny e logo depois dando a notícia para Brian e sua namorada, sobre o estado de seu amigo irrespónsavel. Agora me encontro aqui nessa cama, dolorido e desejando à mulher dos outros, ainda não havia caído a ficha, não conseguia acreditar, mas porquê logo Brian?!

Ela tinha que ficar comigo, com mais ninguém. Não só porque ela é minha, mas também porque eu a amo.

Droga.

Soltei um suspiro pesado, estava literalmente fudido, deveria amar aquela que carregava um filho meu em seu ventre, eu a amava, o que mudou? Leana não mudou em nada, certo? Ela continua a mesma, com seu sorriso encantador, sua gentileza e compreenção, sua beleza ainda continua a mesma, lembro-me muito bem como eu a amava ou achava que amava... Mas chegou Kaya e bagunçou tudo, não estou reclamando, ela me faz bem, quando vejo ela sorrir por minha causa parece que vou até o inferno dou um alô pro diabo, vou no céu cantar junto com os anjos e volto pra terra feliz da vida. E também sou um completo maricas por pensar desse jeito, mas o sorriso dela é algo tão... Único, é puro e sincero, não tem malícia ou muito menos falso e forçado, era um sorriso doce que me derretia por dentro, fazendo me sentir como se minha pele tranformasse em gelatina.

Estava completamente apaixonado por essa garota estranha.

Ouvi a maçaneta girar, olhei para a porta Brian que havia aberto para Kaya passar com a bandeija que carregava, ele me olhou e deu um leve aceno de cabeça e voltou a fechar a porta, observei Kaya que parecia fazer alguma esforço com aquela bandeija de prata em mãos. Havia só pedido Waffles mas ela trouxe, frutas, iogurte e suco também tinha um pote de mel, sempre teimosa.

– Queria apenas waffles — disse azedo.

– Eu sei, mas seja um bom menino e coma tudo isso que está aqui — ela sorriu se sentando ao meu lado e colocando a bandeija em meu colo.- Sei que gosta de mamão.

– Não gosto não — disse fazendo bico.

Ela me olhou por algum tempo, pegou o garfo e espetou um quadrado de mamão.

– Vamos lá, é gostoso — me ofereceu aquele quadrado alaranjado, fazendo uma careta abocanhei aquele quadrado, mastiguei fazendo caretas, não era muito fã de frutas.

– Bom menino — falou sorrindo e espetando mais uma coisa daquelas.- Agora coma mais um.

– Kaya, não quero, não gosto — reclamei.

– Então faça isso por mim — falou com um olhar pidão — Por favor, Jimmy.

– Porque está fazendo isso? — perguntei curioso, mas devia ter ficado com a boca fechada, ela enfiou aquele mamão à força em minha boca, fazendo me mastigar, fuzilei ela com o olhar.

– Fique quieto e coma — pediu ela autoritária.

– Porque eu faria isso? — questionei outra vez.

– Se você não fizer, vai comer do mesmo jeito — ela sorriu cínica.

– Sou mais forte que você — meu sorriso espelhou o seu.

– Por pouco tempo, não gosta de comer, não é mesmo? — zombou Kaya.


A encarei com raiva, tomei o garfo de sua mão e comecei a comer, de má vontade a encarando irritado, mas aquilo não parecia afetá-la, muito pelo contrário seu sorriso estava enorme em seus lábios, não disse uma palavra enquanto eu comia apenas me observava, o que era bom, sabia muito bem que se não estivesse ninguém comigo naquele quarto eu não comeria, se ela não estivesse ali eu não comeria. Na verdade não estava com vontade de fazer nada antes dela chegar, mas se comer essas porcarias de frutas a faz feliz, então, porque não?

– Gostei de ver sua obidiência — elogiou ela, tirando aquela bandeija de meu colo.

– Fiz o que pediu, agora venha aqui — estendi minha mão outra vez pra ela.

E ela olhou por alguns minutos minha mão, se levantou e colocou aquela bandeija em qualquer canto, olhou de novo, mordeu o lábio, estava indecisa, antes que eu abaixasse minha mão ela a pegou, a puxei de novo para perto de mim, abracei seu corpo e respirei fundo, sentindo seu cheiro.

– Porque faz isso? — perguntou olhando meu rosto.

– E o que eu faço? — perguntei divertido.

– Fica me abraçando desse jeito, até parece que...Você sente minha falta.

Ok, aquilo me pegou de supresa, olhei em seus olhos cizentos, estavam tristes e quando seu olhar se encontrou com o meu, ela corou intensamente, afaguei aquelas bochechas quentes, um sorriso brotou de seus lábios, me deixando mais idiota que de costume.

– Eu sinto sua falta, à todo instante — admiti ainda fazendo carinho naquele belo rosto.- Sou idiota por ter mentido, mas não fiz por mal, sabia que você se afastaria de mim.

– Jimmy, nada disso iria fazer eu me afastar de você — ela girou os olhos.

– Não? — perguntei surpreso.

– Não, as coisas entre nós seria apenas diferente — ela deu de ombros.

– Esse seria o problema, mas já está sendo não? — perguntei seco.

– Vamos ser amigos — esclareceu ela.- Esquecer do passado, sem brigas, apenas amigos.

– E desde quando amigos fica assim? — perguntei gesticulando para nossos corpos que estavam colados, meus braços se recusavam de se soltar ao seu redor.

– Apenas hoje, você não está bem — murmurou deitando sua cabeça em meu peito.

Fechei meus olhos e afaguei seus cabelos, ela suspirou e me abraçou, seus olhos estava bem abertos, seus dedos afagavam meu braço esquerdo. Cara, aquilo era tão bom, era como se não sentisse nenhuma dor mais, aquilo queimava, mas não de um jeito ruim, era de um jeito bom. Fechei meus olhos e deixei aquilo queimar, queimando em minha pele e coração.

(Jimmy's POV'S OF)

Vamos lá, Brian. Está parecendo mais um garotinho curioso do que um homem feito, deixe os dois se acertarem, vai ser bom, era isso que você queria, certo? Sim, era isso que eu queria, Jimmy e Kaya juntos, ela ajudando ele com sua doença, ele ficaria bem, ela ficaria bem, tenho certeza que depois disso ela esqueceria qualquer coisa que ele tinha feito. Era sempre assim, se Kaya o amasse esqueceria de tudo aquilo e cuidaria dele, mas era isso que ela estava fazendo aquilo, vi pelo sorriso meigo na cozinha, fez waffles com boa vontade pra ele. Incrível como ela conseguia perdoar as pessoas fácil, tinha que sair daquele corredor e deixar os dois em paz... Não resisti e fui até a porta, minha mão foi para maçaneta e girei devagar, abri apenas uma frestinha e vi os dois deitados juntos e abraçados, ambos de olhos fechados e com sorrisos idênticos nos lábios, Jimmy afagava os cabelos de Kaya, que estava confortávelmente aninhada em seus braços, não pude deixar de reparar que uma das mãos dela estavam repousada no coração de Jimmy. — Eles fazem um belo casal, não é mesmo? — perguntou Katie atrás de mim.

– Sim, eles fazem — suspirei.- Se eles perguntar de mim diga que fui dar uma volta.

– Sim, eu digo.

Escapei dali sem dar nenhuma resposta para irmã mais velha de Jimmy, o pior era que ela tinha razão, os dois faziam um belo casal, era melhor não atrapalhar, ou muito menos chamá-la pra ir pra casa, porque estava óbvio que ela não sairia dali, ao menos que Jimmy estivesse bem. Cara, porque diabos estava me importando com isso? Ou melhor, porque estava sentindo incômodo com isso? Eu queria aqueles dois juntos, inferno. Acabei parando em um bar qualquer, beber me ajudaria a pensar, sim estava precisando pensar. Não consigo entender, ontem eu queria ela com ele, iria fazer de tudo pra aqueles dois ficarem juntos, talvez se eu tivesse pensando não estaria nesse rolo todo, não estaria sofrendo por esse maldito e suposto amor, se eu tivesse pensado ia ver tudo o que acontece com Jimmy e com Kaya , pois só porque eles brigaram não quer dizer que eles não se amam, não quer dizer que eles se esqueceram ...

Inferno, olha só que estou pensando "suposto amor". Maldição eu não à amo, eu só quero ela feliz e bem, e se ela consegue ser feliz sem mim acho melhor para de foder as coisas pro meu lado. Parar de pensar que algum dia ela vai me amar como ama o Jimmy.É eu falo tudo isso,mas não consigo por em prática,é tão difícil! Quando vejo aquele sorriso,não sei o que acontece comigo.

As vezes parece que ela foi feita sob medida para mim, é muito frustrante,pois não posso te-lá.

Efeito da vodka está começando a fazer efeito.

Mas só de pensar no que eu fiz por ela ontem, fora quase impossível não olhar seu corpo ou não me sentir amado quando ela deu aquele abraço tão apertado. O fato era que estava muito tempo sem ninguém e ser abraçado daquele jeito fazia eu ficar maluco e pensar coisas impossíveis como essa, pedindo mais uma dose de vodka para o barmen e tentando pensar em coisas que não fosse em relação a Kaya. Bebendo aquele líquido branco, sentindo aquilo descer queimando minha garganta ajudou, pelo menos em cinco segundos ajudou, sabe-se lá o que vai acontecer comigo se continuar bebendo assim por causa de Kaya Scodelario.

Animação, Brian. Pelo menos ela quer sua amizade.

Suspirando pesado decidir ir pra casa, estava tão cabisbaixo... Mas pera ai, que porra é essa que estou fazendo? Sou Synyster Fucking Gates, posso ter qualquer uma, agora estou aqui agindo como um perdedor porque a garota que me atrai está com o meu melhor amigo.

Saindo daquele bar com mais animação do que nunca, sorri ao pensar na quantidade de mulheres que poderia ter em apenas uma noite. Vamos deixar o Synyster Gates que à dentro de mim se divertir um pouco.

(Brian's POV'S OF)

Tudo bem, respire fundo e se lembre como é seu nome, seu endereço e o lugar que você nasceu. Estava sendo quase impossível, com seu cheiro apimentado invadindo minhas narinas, seus braços ao redor de meu corpo e aquelas órbitas azuis como o céu me encarando e aquele sorriso nos lábios que me tirava o fôlego. Deus do céu, como ele é lindo, como suas mãos são delicadas em meu rosto, como adorava aquele corpo quente e macio aquecendo o meu próprio. Estava em estado de combustão e extâse, ficar com Jimmy era maravilhoso, estava óbvio que o amava, claro que estava até um cego veria essa merda de amor estampado em meu rosto. Mas como um despertador irritante vinha Brian na minha mente, seu cheiro de menta em minhas narinas e seu sorriso de conquistador, e toda vez que pensava nesse maldito sorriso sentia um enorme frio em minha barriga. Estava em um mato sem cachorro, porquê não sabia ao certo o que estava acontecendo comigo e não sabia também se ainda sentia raiva de Jimmy. Era como me jogar de cabeça em um precipício e não saber nada o que me espera no final dele, droga.

– O que te preocupa? — perguntou ele acariciando meu rosto.

– Nada — menti.

– Não minta pra mim — disse baixinho em meu ouvido, me causando arrepios.

– Não estou mentindo — suspirei quando senti seus dentes no lóbulo de minha orelha.

– É Brian, certo? — perguntou ele beijando meu pescoço, me causando quase um mini infarte.

– Sim... — senti meu corpo ficar mole quando ele chupou minha pele.

– Ele está bem, tenho certeza — murmurou dando beijos estalados em meu rosto.

Esqueci o que iria falar quando sua boca chupou meus lábios com volúpia, não aguentando mais ficar apenas com aquele roçar de lábios o puxei beijando-o com intensidade e saudade, fazia apenas vinte e quatro horas que eu tinha o beijado mas se parecia com uma eternidade, ouvir seu gemido de aprovação quando mordi seus lábios fora o detonador da bomba, deixei aquela Kaya que à muito tempo não conhecia tomar as rédeas da situação. Suas mãos foram para minha cintura, invertendo nossas posições, fazendo ficar por cima, suas mãos foram para meus seios, apertou eles fazendo-me gritar, elas agilmente tiraram minha regata, mostrando minha roupa íntima, seus lábios se recurvaram em um sorriso malicioso, abriu o fecho de meu sutiãn e o jogou longe.

– Você é muito melhor do que imaginava — murmurou invertendo nossas posições.

Não deu tempo pra pensar em alguma pergunta, seus lábios foram outra vez para minha boca, depois queixo, pescoço, colo, e senti um imenso frio na barriga quando senti seus lábios quentes sugando meu mamilo, um gemido rouco escapou de minha boca. Meu corpo se arqueou em sua direção, ouvi um grunhido de aprovação de sua parte, sua cabeça se levantou e um sorriso enorme formou em seus lábios cheios, fazendo meu coração se disparar, ele outra vez me beijou, dessa vez foi mais lento, uma de suas mãos estavam em meu rosto e a outra em minha cintura, aquela mão quente foi descendo por minha cintura e continuou em direção de meu quadril, parou ali e me puxou de encontro ao seu corpo, pude sentir sua ereção pressionando meu sexo, ele se remexeu quando viu que estava gostando, seu corpo se ondulando no meu, fazendo eu perder qualquer tipo de sanidade ainda tinha. Sua mão tocou minha virilha, quando senti seus dedos roçando de leve meu sexo mordi meu lábio com tanta força que senti o sabor de ferrugem em minha boca, o prazer era tanto que estava de olhos fechados, era possível ouvir a respiração dele tão alta quanto a minha, seus lábios nunca deixavam minha pele de fato, sempre estava em algum ponto sensível demais.

– Sabe, eu sempre imaginei você assim, completamente entregue à mim — sussurrou em meu ouvido com a voz ofegante.

Não consegui responder, apenas consegui chamar e gemer seu nome, seus dedos subiram e desceram em meu sexo que já estava molhado e preparado para ele. Cara, ele estava me enlouquecendo.

– Jimmy, pare com isso — implorei.

– Porque? — perguntou ele sem parar de movimentar seus dedos em meu sexo.

– Porque se não eu grito — gemi em resposta.

– Mas é isso que eu quero — ronronou em meu ouvido.- You know I make you wanna scream. You know I make you wanna run from me baby, but know it's too late you've wasted all your time.

Senti minhas pernas fraquejar meu baixo ventre dá pontadas e meu corpo se esquentar completamente quando ouvi sua voz rouca cantando em meu ouvido, aquilo era um golpe baixo, era pecado ele cantar Scream pra mim estando naquelas condições, grande filho da puta esse James. Agora eu não queria que ele parasse, estava pedindo por mais e mais, arranhando cada melímetro de pele que achava, beijava e chupava seu pescoço. Que se dane a lógica, que se dane tudo. Eu só quero ele.

– Jimmy — ofeguei.- Tire a roupa, tire minha roupa, por favor.

– Achei que você queria sair daqui, Kaya — murmurou brincando com o botão de meu jeans.

– Oh cale essa porra de boca e faça que eu pedi — falei irritada, já sentindo incômodo de sentir apenas sua mão ali, estar com aquela peça me irritava queria sentir sua pele contra a minha.

Ele sorriu e abriu o botão lento demais, desceu o ziper daquela coisa tão lento que eu choraminguei. Porquê ele estava fazendo aquilo comigo? Que filho da puta, suas mãos apertaram com força minhas coxas, seu olhar nunca se desviava do meu e não conseguia olhar pra qualquer outra direção a não ser ele, quando finalmente conseguiu concluir seu trabalho se sentou e ficou admirando meu corpo, apenas isso ficou olhando, me devorando com aquelas órbitas azuis demais, senti arrepios que mais se parecia com descargas eletrícas em meu corpo. Santo cristo, ele queria mesmo me matar antes da hora, lentamente, bem lentamente voltou a ficar próximo, seus lábios beijaram meu pescoço, desceram para clavícula ali ele mordeu fazendo eu gritar outra vez, delicadamente passou os lábios ali, como se aquilo fosse amenizar a dor.

– Me desculpe — murmurou ele.- Você é muito gostosa, não resisti.

– Agora sou um pedaço de carne que você ira comer? — perguntei suspirando, sua língua saiu pra fora e lambeu o local da mordida.

– Vou te comer, mas não desse jeito — disse dando uma piscadela, sentir-me corar até as raízes dos cabelos.- Mas não sei se vou aguentar, meu coração...

Arquiei a sobrancelha, sua expressão mudou, de expressão maliciosa passou para dor, suas caretas indicava que estava sentindo dor. Me sentei na cama me desesperando. Ah cara, tinha me esquecido completamente que ele não estava muito bem pra fazer esse tipo de coisa, e se ele morrer em meus braços?!

– Jimmy, Jimmy. Se sente bem? — perguntei colocando minhas mãos em seu rosto.

– Nem um pouco, sinto ele palpitante. Acho que não passou de hoje, Kaya — disse soltando um gemido de dor.

– Fique aqui! Vou pedir ajuda — disse já me levantando da cama.

– Não! Fique aqui, não quero passar por isso sozinho — falou puxando meu braço e me sentando na cama outra vez.

Eu olhei em seus olhos, estavam cheios de dor e agonia. Ah meu deus e se eu perdesse ele? O que seria de mim? Senti meus olhos marejando só de pensar em ficar sem ele... Então ele explodiu em uma gargalhada, o som de sua risada ecoava pela casa. Olhei seu rosto assustada, estava chorando de rir. Mas que diabos está acontecendo com esse cara?

– Estou brincando, Kaya. Não estou passando mal — murmurou ele se recurvando de tando rir.

Pisquei atônita, sentindo raiva.

– EU AQUI TODA PREOCUPADA ACHANDO QUE VOCÊ IRIA MORRER MESMO E FAZ ISSO, JAMES! — esbravejei fazendo ele me olhar assustada.

– Era só uma brincadeira...- murmurou ele cauteloso.

– DE MUITO MAL GOSTO! SEU RETARDADO, ACHEI QUE FOSSE VERDADE! — fui pra cima dele o estapeando.- Seu idiota sem noção, vou matar você. AGORA VOU TE MATAR DE VERDADE!

– Pare com isso, está me machucando. SÓ ESTAVA BRINCANDO, PARE DE ME BATER! — ele segurou meus braços, me encarando divertido.- Desculpe, mas eu tinha que fazer isso, deveria ver sua cara, nunca vou esquecer isso.

Estava ofegante, encarei seu rosto, ele sorria tanto que seus olhos estavam pequenos, não tinha traço de dor ali, apenas uma alegria contagiante. Fiquei feliz que fui eu a causadora de tudo aquilo e ri junto com ele.

– Você é um idiota sem coração — falei tentando transparecer seriedade, que foi impossível já que ele me encarava daquele jeito.

– Desculpe, Rose. Prometo ser bonzinho — sussurrou em meu ouvido, arrancando-me suspiros.

Ele me beijou, era carinhoso e quente ao mesmo tempo, eu correspondi sorrindo, o empurrei até sentar em seu colo, remexi meus quadris em sua ereção, fazendo o gemer. Continuei com os movimentos, e estava adorando ver ele completamente entregue à mim.

(Kaya's POV'S OF)

Enquanto, tentava pedir desculpas com um beijo.Kaya me derrubou na cama, subiu em cima de mim e começou a me beijar, seus beijos eram tão quentes que gemia ao seu ouvido, fazendo com que ela se animasse cada vez mais.Ela sempre com um sorriso malicioso nos lábios, e apenas à olhava e pensei comigo mesmo “vou deixar ela no controle”. O será que ela iria fazer comigo? Do jeito que essa garota é...Sempre fora tão inocente... Gemi alto quando sua mão fora parar em meu membro que ainda estava preso em minha bermuda, ela sorriu me olhando, se inclinou em minha direção e beijou meus lábios. Seus dedos ágeis tiraram aquela peça que estava tanto tempo me incômodando.

– Deite-se — mandou ela.

– Kaya...

– Faça que estou mandando — disse ela sorrindo sapeca.- Por favor.

Eu me deitei, ao mesmo tepo intrigado e curioso pra saber que aquela garota faria comigo, assim que me deitei ela ficou em minha frente, meus olhos passou a admirar aquele corpo parcialmente nu que estava em minha frente, sua pele era branca, um branco leitoso e seus mamilos rosados combinavam perfeitamente com sua pele, imaginei minha boca ali outra vez, me excitei mais ao imaginar em como sua pele era macia e suave em minha boca. Sua mão outra vez foi para a parte que estava mais sensível em meu corpo e pedia, não gritava por cuidados, abriu lentamente o botão de minha bermuda nunca tirando os olhos de mim, parecia que cada reação que eu tinha fazia ela se motivar mais, em um movimento rápido ela se livrou daquela peça de roupa, me deixando completamente nu, já que não estava de cueca. Ela encarou meu membro com um misto de surpresa e curiosidade, qual é, será que ela nunca tinha visto um daqueles em sua frente? Sua mão tocou ali, me fazendo chiar de prazer, estava tão duro...

– Você está bem, Jimmy? — perguntou baixinho, com sua voz rouca, seu polegar acariciou minha glande, fazendo eu ficar sem voz. Então assenti positivamente.- Quer que eu pare?

Neguei com a cabeça.

Ela sorriu e movimentou sua palma pra cima e pra baixo, sempre lenta demais, com paciência demais, eu via que ela se segurava pra não fazer qualquer coisa que se passava em sua mente. Ela estava se vingando do que fiz, disso eu tinha certeza.

– Cassete, Kaya. Pare com isso, mais rapído...

– Sabe Jimmy, eu nunca fiz isso antes — falou sem tirar seus olhos do que estava fazendo, sua mão não parava de se movimentar.

– Nunca fez o que?

– Nunca fiz sexo, ué — murmurou ela movimentando um pouco mais rápido sua mão, me levando à loucura.

Me sentei na cama estupefato, aquilo era uma revelação e tanto não? Kaya é virgem, isso nunca passou pela minha cabeça.

– Calma, não precisa ficar assim — ela riu vindo em minha direção e se sentando em meu colo outra vez, seu sexo roçou em meu membro.

– Se continuar assim, vou acabar machucando você — grunhi reprimindo a vontade que tinha de possuí-la de todos os jeitos possíveis.

– Eu confio em você! — ela me falou sorrindo com uma expressão que não consegui identificar me puxando para mais um beijo.

Apenas assenti positivamente, e a puxei deixando meu corpo sobre o dela, a olhei nos olhos como se pedisse permissão, ela sorriu e eu prossegui à deixando mais excitada, olhei seu rosto com uma expressão que não dava pra explicar parecia que ela estava desesperada, esperando por isso há muito tempo, não sei. Perguntei se ela estava bem, ela disse que sim, que estava.Então eu a penetrei, com calma no começo, depois fui aumentando a velocidade... Ela era tão apertada, as vezes achava que acabaria machucando, mas ouvi pelo seus gemidos que daquele jeito estava bom, seus olhos estavam abertos, os azuis acinzentados reluzia pra mim, com uma mistura de luxúria, amor e desejo, eu sorri a beijando outra vez sem diminuir meus movimentos.

Ela gemia no meu ouvido, me deixando louco se é que era possível.Depois eu apenas começei a sussurrar em seu ouvido “You I make you wanna scream”. E depois disso ela começou a gritar mesmo.

– James...- gemeu ela chamando meu nome, aquilo só fez eu intensificar mais meus movimentos.

Ela trocou nossas posições, ficando por cima, me deixando em extâse ela estava exatamente do jeito que a imaginava, seus cabelos estavam soltos, o rosto corado e suas mãos apoiadas em meu peito, eu deixei ela no comando, ela que impôs um ritmo, estava tão bom, minha ereção estava no céu, Kaya era quente, molhada e apertada, meu membro deslizava com facilidade sobre sua cavidade. Senti que chegaria ao meu ápice logo, logo, não só por causa de seus movimentos, mas também porque contemplava o balanço de seus seios.

– Você é tão bonita — murmurei.

Ela parou com sua cavalgada, se inclinou e me beijou, meus braços se fecharam à sua volta e intensifiquei o beijo, ela voltou a se movimentar, um gemido saiu de meus lábios. Inverti nossas posições, deixando ela por baixo outra vez, me movimentei lentamente, entrando e saindo de dentro dela, suas mãos arranharam com força meus ombros ela mordeu seu lábio, e fechou os olhos.

– Mais rápido, Jimmy — gemeu ela implorando.

Adorava ver aquela expressão pedinte em seu rosto, fiz o que ela pediu, agora gemiamos em uníssono, era o único barulho que preenchia aquele quarto. Não se importavamos se tinha pessoas naquela casa e se eles muito menos podiam ouvir, nada me importava naquele momento. A não ser Kaya. Senti ela se derretendo, e seu sexo tendo fortes contrações, ela tinha chegado ao seu limite e eu também, me liberei dentro dela, sem diminuir meus movimentos.

Olhei em seu rosto, estava de olhos abertos e me encarava sorrindo, era um sorriso tão lindo que rocei meus lábios de leve em sua boca e deitei minha cabeça em seu peito, ouvindo o som de seu coração que estava tão acelarado quanto o meu, suas mãos delicadas foram para meu cabelo e ali acariciava delicadamente me fazendo quase dormir.

– Não sinto os dedos de meus pés — ela riu.

– Quer que eu saia daqui? — perguntei já me levantando.

– Não, fique aqui gosto de sentir seu corpo assim — ela sorriu abrindo os braços para eu me aninhar a ali.

Me deitei ali de novo, suas mãos foram outra vez para meu cabelo, suas unhas raspavam com delicadeza meu couro cabeludo. O clima entre eu e Kaya nunca tinha ficado tão bom como agora, sem brigas, sem acusações e sem nenhuma mentira ou alguém para atrapalhar nós. Ali só tinha uma imensa e densa alegria.

– Amo você — murmurei olhando seu rosto.

Um sorriso enorme tomou conta daquele belo rosto, mostrando sua covinha no queixo, eu beijei ali.

– Eu amo mais — disse fechando olhos e dando um imenso bocejo.- Promete que nunca mais vai mentir outra vez pra mim, Jimmy?

– Com a minha vida.

Depois disso ela dormiu, me arrumei na cama e a puxei para meus braços, observando ela dormir. Eu nunca amei tanto uma pessoa como amo ela. Sentia que mataria qualquer um que a magoasse.

Qualquer um mesmo.










Notas finais
Perdão se tiver qualquer erro, nem deu tempo pra revisar, espero que tenha gostado. Minha amiga me ajudou muito nesse capítulo e vai ajudar nos outros, agradeçam a ela, se não fosse pela Ju não teria postado isso hoje :3