Angel Of Mine
10 Jogo Perverso.
Notas iniciais
Irá ter personagens novos, digo uma só, o outro vocês já conhecem, e admito que os dois são importantes pra essa fic, e aviso aqui pra vocês
Arin pode voltar no capítulo doze.
Londres, 28 de Dezembro de 2040.
Tudo bem, lembrar daquilo junto de minha filha, fora um tanto quanto constrangedor. Agredecia mentalmente por não colocar os detalhes ali, mas me sentia quente por essa tal lembrança. Não era uma das melhores, de fato estava na minha lista das minhas dez melhores noites. Mas teve uma em especial que supera essa.
– Mãe? — chamou Alie.
– Estou acordada se é isso que você quer saber — respondi fracamente.
Ah sim, estava me sentindo mais cansada de que costume. Exausta na verdade.
– Posso te fazer uma pergunta?
– Sabe que sim — sorri ainda de olhos fechados.
– Você ainda ama ele? — pelo seu tom sabia muito bem de quem se tratava.
– Sempre amarei, Alie. Até os últimos dias de minha vida.
– Papai sabe disso? — perguntou ela.
– Sempre soube.
– Então você não ama meu pai?
– Sempre amei, Alie — respondi reprimindo o riso.
Como disse, amaria até os últimos dias de minha vida, e sentia que esse aqui era o último.
Huntington Beach, 01 de Fevereiro de 2009.
Acordei com um sorriso no rosto, olhando seu corpo relaxado de bruços e mostrando suas tatuagens nas costas, bem delicadamente passei meus dedos ali. Cara, como amava aquelas figuras coloridas em sua pele, estendi minha palma bem em cima do "Sullivan 0" subi e desci ali, mesmo dormindo consegui provocar arrepios em sua pele.
E ele então acordou, e me deu um sorriso tão lindo que me fez sorrir também.
– Que horas são? — perguntou ele se virando em minha direção.
– Não faço a mínima ideia, mas ainda está escuro. Mas tenho que ir pra casa — falei me aconchegando em seu peito.
– Mas porque você quer ir pra casa de Brian as quatro da manhã? — perguntou ele
– Não vou embora mais tarde, o que seus pais vão pensar de mim? — disse o óbvio, não queria nem imaginar o que eles pensaria se me visse saindo da casa deles com a mesa roupa.
– Vão pensar nada de mais — ele riu.- Minha família já sabe de você.
– E quem disse? — perguntei corando.
– Eu é claro — disse calmamente.- Por isso que minha mãe não te encheu de perguntas e Katie ficou te encarando, aposto que foi ela que te trouxe aqui.
– É, basicamente isso — falei estreitando os olhos.- Porque sou sempre a ultima a saber das coisas?
– Achei que você nunca iria conhecer meus pais — ele deu de ombros
– Eu também — murmurei pensativa.- Será que eles gostaram de mim?
– Porque se importa? Eu gosto de você, já basta — sussurrou em meu ouvido, fazendo eu me arrepiar dos pés a cabeça de novo.
– Isso é bom — suspirei ao sentir seus lábios em meu pescoço.
– Só bom? — perguntou passando seus dentes em minha pele.
– Ótimo — ofeguei fazendo ele rir, porque sabia muito bem que não estava falando de seus pais.- Mas ainda quero ir pra casa.
Ri quando ele bufou, estava tentando me distrair pra esquecer aquela história de ir pra casa, sabia.
– Está muito tarde — reclamou ele sem tirar os lábios de minha pele.
– Mas quero ir — insisti.
– Tudo bem, vou tomar banho. Quer me acompanhar? — perguntou sussurrando em meu ouvido.
– Se eu for não vamos ficar só no banho — falei tentando não me arrepiar, mas era impossível.
– A ideia é essa — continuou sussurrando e me apertou, fazendo-me ficar colada em seu corpo.
– Vai tomar seu banho, James — falei me afastando dele.
– Juro se eu sair de lá e você não tiver vestida te tranco aqui e vamos fazer o que está em minha mente. E não é algo nada bom, se você quer saber. Depende de seu ponto de vista — ele se levantou e piscou pra mim.
Com medo de sua ameaça me levantei, uma parte de mim estava curiosa querendo saber o que ele faria comigo e a outra queria sair correndo da casa dos pais de Jimmy. Então ouvi meu lado medrosa e fui procurar minhas roupas que estavam espalhadas pelo quarto, quando fui pra pegar minha calça estaquei, estava toda marcada, minha coxas tinha marcas de dedos nos quadris também, corri e fui em direção ao espelho que tinha ali. Meu pescoço era o que estava pior, tinha varias marcas arroxeadas ali e meu ombro parecia que eu tinha pintado de tinta roxa. Santo deus, um vampiro passou por aqui, me apressei e me vesti, dei um jeito naquele cabelo deixando o solto, não usaria ele preso por um bom tempo.
– Estou decente — murmurei me olhando no espelho.
Não só decente como diferente, não estava mais com a aparência de uma morta-viva. Meu rosto estava corado, olhos brilhando. Normal, quando ficava com Jimmy sempre mudava, de pessoa sem vida, drogada e chata pra cheia de vida e feliz.
– Sabe, gosto de você nua. Fica bem melhor.
– Não ficarei assim por um bom tempo — disse sentando na cama e colocando meus tênis. Tentava não olhar pra sua direção.
– E porque não?!
Seu desespero me fez rir.
– Porque você me deixou cheia de marcas — falei finalmente olhando em sua direção. Estava fofo com aquela expressão magoada com um bico progetado pra frente e os cabelos bagunçados, se parecia mais com uma criança que cresceu demais.
– Só marquei o que é meu, pra ninguém se aproximar. Entende? — reclamou ele vestindo uma camisa sem mangas do Iron Maiden.
Girei meus olhos e não dei atenção para suas reclamações, quase suspirei de alívio quando ele pegou em minha mão e abriu a porta do quarto, levando-me longe daquela casa. Girei os olhos quando ele abriu a porta do carro pra mim o fazendo rir. Me empolerei no banco do carona e fucei no porta luvas de seu carro, acabei achando um cd de sua banda. Oh quanta modestia isso, pensei rindo e coloquei o cd pra tocar, ele começou a cantar a musica Seize the Day. Cara, como eu amava aquela voz, não era apenas a voz...
Eu amava tudo nele, as vezes me sentia uma idiota, mas era impulso tudo que ele fazia eu acaba o amando ainda mais. Vendo que o encarava ele sorria e cantava, fazendo eu quase ter um infarte com seus sorrisos e sua voz.
– Porque está me encarando? Tem alguma coisa errada comigo? — perguntou ele divertido.
– Você poderia fazer um show particular pra mim um dia desses em meu quarto — disse tranquilamente.
– O que recebo em troca? — perguntou sorrindo malicioso.
– Jimmy, para de pensar besteiras. Estou falando serio, quero que você cante pra mim. Gosto de sua voz — na verdade eu amava aquela voz, mas ele não precisa saber disso.
Ele sorriu, depois disso ficamos em silêncio, apenas a voz de Matt preenchia o ar daquele carro. Cara, estava com saudades dele de todos na verdade, depois vou dar um jeito de ver eles. Depois de deixar o carro no estacionamento fomos para o elevador, Jimmy nunca se desgrudava de mim, sempre me beijava e me apertava me deixando tonta e sem folêgo nenhum, quase sai correndo dele quando as portas do elevador se abriram. Peguei a chave reserva que ainda estava em meu bolso e abri a porta, assim que entramos ele me atacou de novo seus lábios me beijaram com força, ele me puxou para seu colo e fui de boa vontade, ele se sentou no sofá e quando iria tirar outra vez minha regata escutamos um barulho que vinha em direção do quarto de Brian. Me levantei e fui na frente, preocupada já que estava sozinha ali e não tinha falado com Brian desde tarde...
– Jimmy, pra que essa faca? — perguntei quando vi ele com uma faca de cortar carne em minha direção.
– Pode ser assaltantes, me dou bem com as facas. Relaxa — falou gesticulando como um ninja com a enorme faca na mão me fazendo rir.
Parei em frente ao seu quarto e abri a porta num rompante, sentia Jimmy atrás de mim e assim que viu o que estava acontencendo caiu na gargalhada.
– MAS O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! -gritei irritada.
As duas loiras que estavam em cima dele cairam na cama assustadas, as risadas de Jimmy cessaram encarei com raiva Brian que sorria cínico em minha direção.
– Quer mesmo que eu explique que estou fazendo? Posso te mostrar — falou rindo alto, estava bêbado, disso eu tinha certeza.
– E VOCÊS DUAS VÃO FICAR AI PARADAS? SAIAM DE MINHA CASA AGORA! OU CHAMO A POLICIA! — falei querendo ir na direção delas, mas Jimmy me segurou.
Elas me olharam assustadas e fez o que mandei, se vestiram rapidamente e sairam dali, eu tentei me soltar, queria quebrar a cara das duas, esmurrar com os meus punhos elas. Mas Jimmy me segurava com força e apenas me soltou quando Brian se levantou vindo em nossa direção completamente nu.
(Kaya's POV'S OF.)
Eu nunca imaginei que a reação da Kaya iria ser aquela, e pelo amor de Deus! O que ela estava fazendo naquele apartamento em plena as quatro horas da manhã? Não vi as gêmeas loiras saindo correndo de meu quarto, eu só tinha olhos para sua expressão lívida de raiva. Olhei mais a adiante e vi que Jimmy estava atrás dela e com uma faca na mão. Mas que diabos ele iria fazer com aquela faca! Voltei minha atenção para Kaya de novo, ela correu em minha direção e começou a me estapear e dizendo coisas fora do normal. Eu tentava a segurar, mas não dava, estava lívida de raiva, então eu virei meu corpo, invertendo nossas posições deixando ela de baixo de mim, e foi a coisa mais idiota que já pensei em fazer.
– ME SOLTA SEU TARADO COMO PODE FAZER ISSO COMIGO NESSE ESTADO?! FILHO DE UMA CADELA VOU TE MATAR BRIAN HANER, ME SOLTA! — gritava quase me deixando surdo, suas mãos pequenas batiam com força em meus ombros.
– Cara, sai de cima dela. Se você não reparou está pelado, idiota! — Jimmy se intrometeu jogando eu pro chão.
– EU VOU MATAR VOCÊ! VOU SIM, BRIAN. JIMMY, ME DÁ ESSA FACA AQUI! — Kaya se jogou em cima de Jimmy tentando pegar a faca que estava em sua mão. Minha sorte era que Jimmy tinha altura o suficiente pra deixar aquela arma longe das mãos de Kaya.
– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AI PARADO?! SAIA DAQUI ANTES QUE ELA PEGUE ESSA FACA! — esbravejou Jimmy.
Fazendo o que ele disse me levantei e corri cambaleante pro banheiro e tranquei a porta. Santo Deus, ela queria me matar, mas que foi que eu fiz? Colei meu ouvido na porta, Jimmy tentava acalmar ela, pedia aos céus que ele conseguisse.
– JÁ POSSO SAIR, JIMMY? — perguntei gritando.
– PODE! — gritou Jimmy de volta.
Olhei ao redor daquele enorme banheiro em busca de alguma toalha, para minha sorte tinha uma ali jogada ao chão a peguei e enrolei em meu quadril. Abri aquela porta hesitante, sim estava com medo de Kaya e outra estava bêbado e não conseguiria me defender se ela voasse pra cima de mim de novo. Vi ela sentada ao lado de Jimmy que falava alguma coisa baixinho só pra ela ouvir, mas ela não estava com as melhores caras do mundo, senti um frio na espinha quando seu olhar se encontrou com o meu, estava cheio de raiva e mortalmente frio. Queria saber porque diabos Jimmy ainda não tinha guardado aquela faca, será que ele queria que seu melhor amigo morresse?!
– Kaya? — arrisquei e chamei ela baixinho, chegando perto.
Como um raio ela se levantou, quase sai correndo pro banheiro de novo mas Jimmy pegou ela pela cintura e a segurou fortemente.
– Dá pra você parar com isso?! — repreendeu Jimmy, mas ela não parecia escuta-lo. Santo deus ela estava com o olhar homicida em minha direção, é hoje que eu morro.
– Qual é o seu problema garota?! – Minha voz estava falha por causa da bebida, mas foda-se consegui falar.
– Você é um idiota Haner! Seu bastardo filho da puta! – quando ela disse isso, vi seus olhos arregalarem,suas mãos foram imediatamente para seus olhos.
Estava tão bêbado que não segurei a toalha que estava ao redor de meus quadris e por fim segundo a lei da gravidade ela caiu mostrando todos os meus... Documentos.
– Porra, Brian — murmurou Jimmy tapando os olhos dela com a mão.- Vá se vestir.
– Até parece que nunca viu isso, Kaya — zombei da cara dela e foi a vez de Jimmy me olhar feio, engoli em seco. Melhor ficar quieto se não iria perder a vida e o amigo, corri para o closet antes que os dois me matassem.
– Serio eu vou matar ele — ouvi Kaya reclamando do outro lado, pelo que eu conhecia ela deveria estar andando de um lado pro outro.
– Até aparece que você está com ciumes — disse Jimmy.
Então aquilo tinha passado na cabeça de Jimmy? Uma amiga normal não iria agir daquela forma, certo? Tudo bem que Kaya não se encaixava na categoria "normal" mas ela, eu e o mundo inteiro sabia que ela só tinha olhos para um homem só e não é esse bêbado guitarrista aqui.
Kaya me confundindo desde sempre. Tudo bem, vou ser considerado frouxo se confessar que estou com medo de uma garota que é menor que eu? Sim, acho que vou, mas estou com medo dela. Uma batida rude fez eu pular de susto.
– Jimmy? Ela está ai contigo? — perguntei com medo.
– Sou eu, pode abrir. Não vou te bater — pelo seu tom de voz sabia que estava quase rindo.
– Como posso ter certeza? Quem me garante que você não está com uma faca nas mãos pronta pra me estripar? — agora um sorriso brincava em meus lábios.
– Dá pra você abrir essa porra de porta logo?! — murmurou irritada.
Com um suspiro pesado eu abri a porta, ela entrou e para minha alegria estava sem uma faca nas mãos, seu olhar estava fixo no chão as mãos juntas e seus dedos brincava nervosos um no outro. Acho que Kaya é bipolar à dois minutos atrás queria me matar e agora está arrependida, vai entender essa garota.
– O que foi agora? — perguntei erguendo seu queixo na altura de meu olhar.
– Vim me desculpar — esclareceu ela tirando minha mão de seu queixo.- É só isso, passar bem.
A segurei pelo braço quando iria sair, tudo bem, poderia ser coisa de minha cabeça. Mas eu tenho certeza que ela não queria pedir desculpas, Kaya não era de brigar e pedir desculpas logo em seguida, isso não fazia nada o seu tipo.
– Porque se importa? — perguntei sem tirar minha mão de seu braço, apertei um pouco mais para ela não fugir.
– Me importo com o que? — perguntou confusa.
– Não se faça de lerda, sabe muito bem do que estou falando — disse a censurando, eu não iria explicar pra ela sobre qual motivos e circustâncias ela se importava comigo.
– Não entendo onde você quer chegar com tudo isso, Brian! — exclamou ela com a sobrancelha arqueada, e só eu e o cara lá de cima sabia o quanto ela ficava sexy daquele jeito.
– Ah você sabe sim, Kaya — murmurei baixinho, puxando ela pra mais perto.
Ela mordeu o lábio quando nossos corpos entraram em contato. Ela desviou o olhar quando a olhei nos olhos. Se eu gostei de deixa-la nervosa? Sim, adorei ver seu olhar desesperado querendo fugir de mim.
– Me solte, Brian — disse baixinho tentando não me tocar.
– Porque? — perguntei tocando seu rosto corado.
– Estou com sono, quero dormir — ela ofegou quando minhas mãos foram para sua cintura.
– Porque não dorme comigo outra vez? — perguntei sussurrando em seu ouvido. Ela se arrepiou me fazendo sorrir.
– Não seja idiota, Jimmy está ai — ela ofegou quando puxei sua cintura colocando meu corpo ao seu. — Só vim aqui pedir desculpas.
Não respondi, ela estava tão perto, sua respiração ofegante e quente provocava arrepios em minha pele, não pensando no meu amigo que estava à espera dessa garota rocei meus lábios no seu que estava entreabertos, era de uma delicadeza impecável, não me aguentando eu chupei ali, uma, duas, três vezes. Ela ficou parada com os olhos arregalados, sua expressão mudou quando mordi seus lábios, minhas mãos repousaram em seu quadril e quando iria beija-la de verdade ela caiu em si. Com um pulo saiu de meus braços e me olhou estupefata.
– Que isso não se repita!
– Kaya, me desculpe eu....- tentava me explicar enquanto ela abria a porta.
– Esquece Brian, por favor — ao dizer isso saiu aos tropeços.
Cara, fui um idiota. Mas nunca iria esquecer a textura daqueles lábios rosados.
(Brian's POV'S OF.)
Mas que diabos tinha acontecido dentro daquele closet?! Eu nunca deveria ter deixado ele fazer aquilo comigo, eu estava com Jimmy e sem mencionar que me sentia uma completa vadia, eu amava Brian mas não era daquele jeito, eu nunca imaginei fazendo esse tipo de coisa com ele. Mas estava tão cheia de raiva dele, não sei exatemente o que senti quando vi ele com duas mulheres. Eu apenas queria matar ele, arrancar cada milítro de sua pele...
Tudo bem, esquece isso, respire fundo. Jimmy está te esperando em seu quarto e se você ficar toda histérica por causa de um quase beijo ele vai perceber.
Soltando um suspiro pesado entrei naquele quarto, e sorri ao ver ele ali deitado em minha cama relaxadamente, com uma expressão serena em seu belo rosto. Meu coração palpitou quando ele abriu os braços, chamando-me para se juntar a ele neguei com a cabeça, precisava de um tempo sozinha e de um banho.
– Eu já volto — murmurei indo para o banheiro.
– Não demore — ouvi ele dizer.
Tirei minhas roupas com pressa e liguei o registro, entrando de baixo do chuveiro sem verificar a temperatura, meus dedos tocaram meus lábios, fechei os olhos ao lembrar de como os lábios de Brian eram bons... Um pouco rude, quando ele os chupou senti minhas entranhas se revirando, fora tão bom...
Sacudi minha cabeça e tratei de tomar banho sem pensar em nada e tentar ignorar aquelas marcas em meu corpo, mas francamente? Eu gostava delas.
Fechei o registro e me sequei rapidamente e vesti a camisola de flanela que estava ali pendurada no mancebo, completamente esquecida era até meia infantil com aquela estampa do Mickey Mouse, mas iria ser aquela mesmo.
– Está bonita — zombou ele.
– Cale a boca — murmurei azeda.
– Vem aqui — pediu ele.
Com um suspiro cansado fui para a cama me sentei ao seu lado, estava parecendo uma miragem ali sem camisa e deitado em minha humilde cama king size. Fiquei contemplando seu dorso e suas tatuagens multi-coloridas, eu ficava sempre hipnotizadas por elas e sempre tinha que tocá-las, meus dedos traçaram desenhos naquela que tanto adorava, aquela com letras vermelhas centrada em seu peitoral à barriga.
– Porque "Fiction"? — perguntei distraída, ocupada demais traçando desenhos imaginários em sua pele macia.
– Porque minha vida é uma ficção, se eu te contar você não vai acreditar — falou tranquilamente passando as costas de sua mão em meu rosto.
– Faço parte dela? Digo, dessa sua ficção? — perguntei olhando seu rosto, em seus lábios tinha um meio sorriso.
– Acho que você sempre fez parte dela, muito antes de eu mesmo saber — murmurou pegando minha mão que estava em seu peito e entrelaçando nossos dedos.- Tipo destino, entende?
– Fala serio, Jimmy — bufei.
– Não acredita em destino? — perguntou divertido, ele se sentou ficando de frente à mim. O sorriso travesso nos lábios me deixando mais lesada que de costume.
– Não — respondi girando os olhos.
– E porque não? — questinou ele.
– Essa coisa de destino não funciona comigo, então não vamos achar que um estava destinado para outro.
– Sempre pode existir uma exceção — murmurou ele tocando em meu rosto.- Eu gosto de você.
Olhei em seus olhos azuis, tentando achar um traço de mentira ali, mas não tinha absolutamente nada, somente uma sinceridade surpreendente estampadas naquelas orbes azuis. O abracei indo para seu colo, recostei minha cabeça em seu ombro, sentindo-me culpada. Ele mudaria de ideia se soubesse que beijei seu amigo.
– Eu também gosto de você — falei inspirando seu cheiro.
– Eu amo você — falou pela segunda vez. Fazendo minhas entranhas se derreter, a sanidade ir embora junto com a angústia e dúvidas, deixando espaço apenas para alegria eminente que sentia ao ouvir aquelas simples palavras.
– Eu amo mais — murmurei suspirando.
– E porque acha isso? — perguntou afagando meus cabelos.
– Porque eu daria minha vida por você, Jimmy — falei com sinceridade.
– Não diga isso — seu tom era de censura.- Nunca mais diga isso.
– Mas ainda é verdade — falei fechando os olhos.
– Vai dormir que seu mal é sono, posso cantar pra você. Que tal? — sussurrou em meu ouvido, fazendo cada pêlo que tinha em meu corpo ficar eriçado
– Faria isso por mim? — perguntei divertida.
– Você sabe que sim — ele sorriu e me deitou na cama, me deixando de costas e ficando colado ali, a boca estava em meu e sua voz melodiosa começou a cantar.
"The world was on fire and no one could save me but you. Strange what desire will make foolish people do and I never dreamed that I'd meet somebody like you. "
Minha respiração falhou ao ouvir aquela parte, meu coração bateu rápido e ao mesmo tempo lento, a voz de Jimmy era tão perfeita...
"What a wicked game to play, to make me feel this way, what a wicked thing to do. To make me dream of you. And I never dreamed that I'd meet somebody like you"
Eu suspirei já caindo na inconsciência, seus braços se fecharam em minha volta, seus lábios beijaram delicadamente minha face. Mais cansada que o normal, tanto quanto emocionalmente e fisicamente cai no sono e a última coisa que eu ouvi foi sua voz perfeita cantando aquele trecho de musica que eu desconhecia. Ele não sabia, mas nunca imaginei também que amaria alguém como ele.
(Kaya's POV'S OF.)
Enquanto ela dormia, eu ainda cantava...
"Dear God, the only thing I ask of you is To hold her when I'm not around."
Se ela tivesse uma ideia do que eu faria por ela, não consigo explicar.
– Você não sabe o quanto é importante para mim, Kaya – sussurrei em seu ouvido.
– Jimmy? — chamou ela com a voz sonolenta.
– Estou aqui. Quer alguma coisa? — perguntei sorrindo.
– Não, não quero. Só queria ter certeza que você estava aqui mesmo — falou sorrindo e fechando seus olhos.
– Durma, Kaya. Só vou embora quando você mandar — sussurrei dando um beijo em sua testa.
– Vai ficar aqui pra sempre então — suspirou ela voltando a dormir.
Eu sorri e fiquei olhando ela dormir por uns dez minutos, estava sem sono nenhum, mas não queria sair de seu lado, mas precisava saber como Brian estava tinha me esquecido dele completamente...
Então sai do quarto da Kaya, e fui procurar Brian ele estava na sala assistindo alguma merda na Tv.
– Brian? – chamei.
– Fala – ele me respondeu ainda olhando pra Tv.
– É...Você está bem? – perguntei sentando ao seu lado.
–Sim, café?
– Não, obrigado. – respondi e ficamos alguns minutos em silêncio.
– Jimmy? – ele me chamou.
–Vai falando. – respondi.
– Preciso te falar uma coisa, sei que você depois vai tentar me matar, mas preciso te falar. – ele falou tão rápido que quase não entendi.
–Pode falar. – falei desconfiado.
– É que quando a Kaya foi conversar comigo no closet...Não sei o que deu em mim eu...beijei ela. – mais uma vez ele falou tão rápido, mas dessa vez eu entendi bem.
– O quê? Como você faz isso comigo cara, eu confiei em você! – respondi gritando.
– Eu sei cara, me perdoa, eu não sei o que deu em mim. – ele me respondeu, e levou as mãos até os olhos.
– Te perdoar? Como vou te perdoar, Brian? Não tente dar explicações, sabia que um dia isso iria acontecer — murmurei me levantando.
– Não vai brigar com Kaya por minha causa, foi minha culpa...
– Não ouse dizer o que devo ou não fazer com ela- disse ríspido.
Dei as costas pra ele, estava lívido de raiva, como ele pode fazer isso comigo? E Kaya? Estavamos tão bem... Abri a porta de seu quarto com brutalidade fazendo ela acordar assustada, eu quase me rendi quando vi sua expressão de medo, os cabelos emaranhados, estava tão bonita naquela cama.
– Jimmy, o que foi? Aconteceu alguma coisa? — me perguntou assustada.
– O que aconteceu? Eu que te pergunto, porque não me falou sobre o suposto "beijo" que Brian te deu? Devia estar pensado nele enquanto estava comigo! Achei que você fosse diferente, Kaya — falei friamente.
Seus olhos se arregalaram de surpresa quando viu as grossas lágrimas de raiva escorrendo por meu rosto.
– Eu sabia que essa seria sua reação, por favor eu posso explicar — murmurou engatinhando na cama e vindo em minha direção.
– Não quero saber! Não encoste em mim! — falei empurrando ela quando sua mão repousou em meu braço.
– Jimmy, por favor...- pediu ela com os olhos cheios de lágrimas.
Fechei os olhos e suspirei pesadamente. Odiava ver ela chorar.
– Preciso pensar, depois a gente se fala — falei já saindo de seu quarto.
Sai daquele apartamento sem olhar pra trás, não dei ouvidos para Brian não quis ir de elevador porque sabia que de algum jeito ele iria vir atrás de mim, resolvi ir de escadas não demorei muito e cheguei em meu carro. Praguejei quando entrei naquele veículo, o cheiro de Kaya estava por toda parte, droga.
Ignorando tudo que me fazia lembrar dela sai daquele estacionamento cantando pneu, precisava de algum lugar para esfriar a cabeça, não estava sentindo exatamente raiva, ao certo nem sabia o que sentia, talvez traído? Sim, talvez, mas uma vozinha teimosa lá no fundo de minha cabeça gritava pedindo pra voltar e saber a versão de Kaya, mandando ela calar a boca continuei concentrado em que estava fazendo, acabei parando na porta de um bar, ou seria uma boate?
"Zerosum" nunca vi isso aqui, quando será que inaugurou essa coisa? Dando de ombros sai do carro e entrei naquele bar-boate, estava quase vazio a não ser pelos funcionários que limpavam aquilo, me sentei de frente ao balcão olhando a enorme prateleira cheia de bebidas, fiquei pensativo olhando pra elas escolhendo qual eu pediria. Acabei escolhendo cerveja mesmo.
– Quero uma cerveja — falei pro cara que estava ali.
– Se você não percebeu já estamos fechando.
– É percebi, mas ainda quero a minha cerveja — respondi ríspido.
– Cara, qual a parte do "Estamos fechando" você não entendeu? — falou se levantando e jogando o pano de prato que segurava dramaticamente no balcão, admito que achei aquilo meio gay.
– Foda-se ainda quero minha cerveja — falei arqueando a minha sobrancelha.- Acho que seu patrão não iria gostar de ver você tratando seus clientes assim.
– Se eu chamar a minha patroa tenho certeza que ela vai ficar do meu lado — enfatizou ele friamente.
– Tudo bem, chame ela então — disse em desafio.
Sorri quando vi sua expressão superior sumir do rosto.
– Vamos lá, estou esperando — disse ironico.
– Candece! — gritou ele.
– O que você quer de novo, Chad? Já disse que estou ocupada e...
Me virei pra ver de quem era a dona daquela voz rouca, e cara meu queixo se caiu ao ve-la usava roupas simples os cabelos castanhos escuros amarrados em um coque frouxo e usava óculos escuros, e o mais engraçado era que sua expressão espelhava a minha.
Ela sacudiu a cabeça e foi para o lado do barmen mala sem alça.
– O que está acontecendo aqui? — perguntou ela seriamente as sobrancelhas arqueadas. Cara, ela era sexy. Tudo bem, ficou mais sexy ainda quando tirou os óculos escuros mostrando seus bonitos olhos azuis.
– Esse dai está bulando as regras, pedi educadamente para se retirar porque estavamos quase fechando — disse cinicamente dando de ombros.
– Ele é sempre puxa saco assim mesmo? Porque cheguei aqui e esse merdinha já foi caindo pra cima de mim dizendo que iria fechar — falei irritado.
Girei os olhos quando a dona daquele estabelecimento começou a brigar com seu funcionário o mais engraçado era que ela era mil vezes menor que ele, mas ele nem reagia só ouvia de cabeça baixa quando eu ia me entrometer de novo ouvi a porta sendo aberta com brutalidade e duas vozes que não queria ouvir encheram aquele enorme salão.
– Eu disse que ele estava aqui, porque diabos venho atrás de mim! Eu disse que encontraria ele, Brian — gritou Kaya irritada.
– Você poderia se perder!
– Sei me cuidar — respondeu ela vindo em minha direção. Eu quase ri ao ve-la irritada com Brian, não dando ouvidos para meu amigo que estava vindo atrás dela. Eu me levantei e franzi as sobrancelhas quando ela venho correndo em minha direção, me abraçando apertado, quase me sufocando na verdade. — Você nunca mais faça isso comigo — murmurou ela em meu ouvido a voz soando completamente preocupada. Meus olhos se repousaram em Brian e eu sorri ao ver que ele estava secando a dona do bar.
– Eu disse que precisava pensar e não faz nem dez minutos que sai do apartamento de Brian — falei rindo.
– Não consigo ficar longe de você — ela olhou em meus olhos.- Me desculpe mas não fique longe de mim, é só que eu peço.
– Olha, Kaya eu te perdôo. Mas você vai me prometer que nunca mais vai mentir pra mim e também vai me prometer que não vai mais esconder nada tudo bem pra você? – perguntei sorrindo pra ela. Porque afinal eu a amo muito e também não consigo ficar com raiva dela por muito tempo, sempre quando lembro dela, lembro da nossa noite, lembro do seu sorriso...Enfim eu a amo.
– Eu prometo. – ela me disse sorrindo e me abraçando mais forte se que era possível e selando nossos lábios.
(Jimmy's POV'S OF.)
Cara, Synyster Gates estava ali! Tentei não ficar encarando ele por muito tempo, já que ele olhava em minha direção, meus olhos foram pra The Rev outra vez, ele segurava uma garota em seus braços e parecia dizer alguma coisa em seu ouvido fazendo ela sorrir. Mas espera um pouco aquela era Kaya Scodelario! Não acredito, espera um pouco ela estava alguns minutos atrás beijando The Rev! Inacreditável.
– Kaya? É você mesma? – chamei ela gritando e sorrindo.
Ela e Jimmy olharam em minha direção, demorou um pouco pra me reconhecer e depois um sorriso enorme tomou conta de seu rosto, sorri aliviada ao saber que ela também se lembrava de mim.
– Candece? Nâo creio, mas que diabos você está fazendo aqui na Califórnia? — perguntou ela se soltando dos braços de Jimmy e vindo em minha direção.
– Eu que iria perguntar isso pra você, cansou da vida que levava no frio do Canadá? — eu a abracei apertado, fazia tanto tempo que não via ela desde quando decidi voltar para merda daquela país e deixar sua amizade pra trás.
– Hmm, basicamente isso. Ou quase isso, onde você estava? Porque não mandou notícia nos ultimos meses? — perguntou ela voltando para os braços de Jimmy.
– Eu mandei, liguei pra sua casa, mas ninguém atendia achei que Elena estaria lá e me atenderia, fiquei sabendo que você estava na faculdade e...- parei de falar quando sua expressão mudou ela fez uma careta quando falei de sua mãe, o que tinha acontecido? — Kaya, aconteceu alguma coisa?
– Kaya não vai me apresentar sua amiga? Então quer dizer que você é brasileira? Porque nunca me disse isso? – Brian nos interrompeu com um sorriso nos lábios. E Kaya olhou pra ele aliviada.
– Sim Brian claro que vou – ela piscou pra mim.- Essa aqui é a Candy, ele é o Brian mas você já sabe.
Senti minhas entranhas queimando quando seu olhar se encontrou com meu. Cara, ele é muito mais sexy ao vivo e a cores.
– James, pode vir aqui comigo? – falou Kaya com uma voz manhosa. -Claro, Kaya – disse Jimmy com um sorriso meigo em seus lábios.- Até mais, Candece.
– Até — respondi atônita quando vi que Kaya tinha me deixado sozinha com Brian.
– Candece certo? – Brian me perguntou com um olhar sedutor.
– Candy – Falei sorrindo.
– O que ela quis dizer com “ele é o Brian mas você já sabe” ? – Brian me perguntou, fazendo com que eu corasse.
– É...não sei. – Respondi nervosa.
– É...então, Candy. Me conta de onde você conhece a Kaya? – EU NEM ESTAVA ACREDITANDO SYNYSTER GATES CONVERSANDO COMIGO!
– Bom, no Brasil. Sempre quando ela vinha visitar seus avós bricanvamos juntas, melhores amigas sabe? Mas seus avós faleceram e perdemos completamente o contato uma com a outra ...- disse tentando não olhar em seus olhos. Cara, como ele conseguia ser tão bonito? Nem acreditava meu ídolo ali na minha frente perguntando como conheci minha melhor amiga.
– Ah sei... Bem legal a boate — murmurou olhando ao redor.- É sua?
– Sim — falei também olhando minha bela boate- Aparece quando quiser.
– Posso aparecer se toda vez que eu vier você estiver aqui...
– Candy, preciso de você aqui! – Chad falou gritando.
– Ok, já estou indo! – Respondi no mesmo tom.
– O que você estava falando Brian? – perguntei atônita.
– Ah não é nada demais, te vejo depois? – perguntou sorrindo e me deixando mais idiota que de costume.
– Ahn... Sim, claro — sorri sumindo de sua frente.
(Candy's POV'S OF.)
Narrativa em 3° Pessoa.
Ele quase caiu pra trás quando viu que aquela garota estava ali, em seu local de trabalho, quase entrou em pânico achando que ela tinha se lembrado dele e venho atrás tirar satifações, mas suspirou de alívio quando ela foi para os braços de James Sullivan, nunca fora muito com a cara desse dai, ele sempre roubava as coisas que ele gostava... E tinha certeza que não se lembrava dele, deixando as coisas muito melhores, pelo menos pra ele.
Acho que sua dona gostaria de saber disso, ela havia mandado vigiar tudo pra ela enquanto estava fora e era isso que ele estava fazendo. Como um bom cão de guarda e esperava ansiosamente que ela desse alguma coisa pra ele, como por exemplo afeto.
Pobrezinho.
Deixando o balcão da boate fora pra adega, ali teria mais privacidade e Candy não iria vir atrás dele, não agora que estava distraída demais olhando pro bonitão de cabelos negros.
Discou os números rapidamente esperando que ela atendesse.
– Espero que seja uma coisa muito importante, você está me atrapalhando, Charles — disse sua voz fina rispída demais para seu gosto.
- É importante, meu amor — falou manhoso.- Não sabe quem está aqui onde eu trabalho, acho que você vai gostar de saber.
– Serio que você me liga pra falar da porcaria de seu trabalho fajuto? — perguntou friamente.
– Sullivan está aqui — Chad sorriu quando o outro lado da linha ficou mudo.
– O que ele está fazendo essa hora em uma boate? — perguntou com raiva.
– Beber é claro, ele só sabe fazer isso, não é mesmo? — falou Chad com escárnio.
– Só beber? — perguntou desconfiada.
– Sim, mas depois aquela baixinha de cabelo castanho venho atrás dele, como é mesmo o nome dela? Kaya, certo? Muito bonitinha, ele até que tem bom gosto — sorriu Chad, ele adorava provocar aquela cobra, só fazia sua paixão se intensificar mais por ela.
– É seu idiota já não basta ele, você também vai se encantar com essa daí? – bufou ela.
– Você está com ciúmes? – perguntou sarcástico.
– Ciúmes de você? Vai sonhando, vou desligar, tenho que voltar e colocar as coisas nos eixos, vai me ajudar, não é mesmo? — perguntou ela com a voz manhosa.
– Claro que sim, faço qualquer coisa por você. Meu amor — ele sorriu vitorioso e desligou o celular.
Só assim ele poderia te-la, tinha prometido se sempre a ajudasse ela ficaria com ele.
Notas finais
Enfim é só isso e se tiver algum erro desculpa, não sou nenhuma gênio da ortografia e tal.
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