Angel Of Mine

4 Grand Canyon.


Notas iniciais
Finalmente vou postar o capitulo 3 o/ mano estou muito feliz com os reviews serio mesmo *-* continuem mandando adoro responder e tau :3 enfim, nesse capítulo terá um personagem importante ele no final ou no meio dessa fic pode ser a salvação ou o pesadelo na vida de minha pequena protagonista maaaaaas ainda estou decidindo o que faço com ele então aqui no começo ele vai ser apenas o refúgio de Kaya

Londres, 28 de Dezembro de 2040

– Nossa, mãe. Ele ficou com ciumes de você com o Synyster? Mas os dois não são melhores amigos? — minha filha me enchia de perguntas, eu dei uma risada fraca. Sim eles eram amigos muito amigos, mas quase desfiz essa amizade.

– Apenas continue lendo, Allie — disse fechando os meus olhos, assim dava para lembrar melhor, era como se eu sentisse a mão de Syn na minha, aquela mão quente que eu tanto adorava. Ouvia a doce voz de minha filha narrando com as minhas palavras sabia que escrever esse diário seria uma ótima idéia. Comecei escreve-lo depois que conheci eles, era incrível como eu tinha detalhado quase tudo nesse pequeno caderno.

– Mãe, a senhora está tão quieta se quiser eu paro de ler....

– Apenas pare quando eu te pedir.



Arizona, 10 de Janeiro de 2009.

Tinhamos chegado no Arizona a quatro dias, estava impressionada com os caras do Avenged Sevenfold, agora sabia o por que deles ter tantos fãs histéricos. A musica deles era eletrizante eu que nem era fã, dancei pulei e gritei parecia que a energia deles passavam pra mim e não tinha como ficar parada. E havia ficado impressionada como a voz de Matt era... Maravilhosa e como Zacky e Syn arrasavam na guitarra, Johnny era foda tocando seu baixo e Jimmy... Ah o Jimmy era simplesmente perfeito tocando, ele me evitava desde o ocorrido na cozinha fingia que eu não existia e isso de alguma forma me afetava. Minha amizade com Zacky era um tanto estranha agora nós dois nos davamos bem, mas sempre um desafiava o outro, tudo entre a gente era na base de apostas, algumas eu perdia outras ganhavam. Eu já tinha tirado bastante dinheiro de Zacky com nossas apostas malucas, como eu não tinha dinheiro eu cozinhava algo que ele pedia se caso ganhasse. Johnny era que eu mais conversava tinhamos quase o mesmo gosto como livros,bandas, seriados etc. Já com Matt a minha relação com ele era de irmão e irmã, ele sempre me provoca, me protegia. Ele era um irmão mais velho que eu sempre quis e adorava ele e sua esposa. Já Syn... ainda não entendia minha relação com ele, depois do ocorrido com o Jimmy não dormia mais no mesmo lugar que ele fui para o lado de Syn, de alguma forma ele conseguiu ser meu porto seguro, gostava quando ele pegava em minha mão ou de suas conversas no meio da madrugada. Ele era o único que me fazia me abrir ser quase eu mesma, por mais malicioso e idiota que ele consegue ser sei que Brian Haner é uma boa pessoa. Eu gostava dele, e isso que me deixava mais assutada ainda, não era de me apegar fácil com as pessoas. Mas esses cinco caras me provou que sim, se pode se apegar as pessoas em apenas uma semana de convivência.

– O que achou do show? — perguntou Zacky vindo pro meu lado, passou um braço em meu ombro e sorria.

– Vocês são fodas, cara — falei passando meu braço em sua cintura.- Você arrasa na guitarra, Bolota.

– Não pegue ela só pra você não, Porpeta — Matt puxou-me para dar um de seus abraços de urso. Santo cristo, não sei como as minhas costelas ainda não havia se quebrado.

– Matt....Não... Consigo respirar! — gritei pra ele me soltar, ele riu e me colocou no chão. Ele ria, bati em seu braço.- Se você um dia quebrar meus ossos seu bruta montes arrebento isso que você chama de cara.

Tentei parecer ameaçadora, mas eu não consegui e acabei rindo junto com ele.

– Ninguém me derruba, gata. Sou M.Shadows — disse ele exibido.

– A Valary te deixa pianinho quando ela tá irritada, cara. Alguém nessa vida te abala e é a Val — bati no seu ombro fingindo ser solidária.

Ouvi as risadas de Johnny, Zacky e Syn ecoando de meu comentário. Depois de ficar no camarim com eles por quase uma hora, nós saimos dali e fomos para um bar. Por mim eu voltava pro hotel estava cansada demais. E não estava afim de festejar com eles, mas como Matt me desarma com seu sorriso perfeito de covinhas ele acabou me convencendo. Val estava junto com nós e a noiva nojenta de Jimmy também, não suportava olhar pra eles, era tanto mel vindo da parte de Jimmy que me deixava enjoada. Evitava olhar na direção deles, então havia me jogado em uma conversa sem noção com Zacky e Johnny.

– Vou pegar uma bebida, alguém quer alguma coisa? — perguntei.

Como todos me ignoraram, fui até o barman e pedi uma cerveja não abusaria hoje. Quando voltei Zacky estava com aquele sorrisinho no rosto, eu já conhecia muito bem aquele sorriso ele iria inventar alguma aposta, meu sorriso espelhou o dele.

– O que você tem na cabeça, Vengeance? — perguntei me sentando do seu lado. — Quando você foi pegar uma cerveja, aquele cara não parou de te olhar — Zacky indicou com a cabeça o lugar que o estranho estava.- Eu aposto que você não tem coragem pra chama-lo pra dançar, beija-lo e pegar o numero de seu celular — seu sorriso era desafiador.

– Eu aposto que eu danço com ele, beijo ele, pego seu numero de celular e deixo ele apaixonado por mim com apenas um beijo– sussurrei no ouvido de Zacky. Ele se arrepiou com meu hálito quente em seu ouvido, eu ri.

– Não esqueça de perguntar o nome dele — sorriu malicioso.

Não respondi, senti meus extintos de mulher sexy sendo ativados, me sentei o mais perto possível de meu alvo que não era nem um pouco feio. Ele vestia uma jaqueta de couro deixando com um ar de cara descolado, não entendi o porquê ele usar um gorro no Arizona. Pedi um mártini dessa vez, brincava com a azeitona de minha bebida sentia os olhos de Zacky em cada movimento que eu insinuava em fazer, sorri e me virei.


– Er...oi — disse tirando a atenção do rapaz de seus amigos e olhando pra mim.- Sou Kaya.

Dei um de meus meio sorrisos. Ele piscou atônito antes de pegar em minha mão.

– Sou Arin. — ele pegou minha mão, seu sorriso era bonito. Combinavam com os lábios rosados e cheios, passei a lingua em meus lábios ao pensar que iria beijar uma boca tão bonita como aquela.

– Quer dançar, Arin? — perguntei olhando em seus olhos, ele parecia não ter reação diante de mim. Sorri quando o vi se levantando, iria ser tão fácil.

A música Coming Undone era perfeita pra mim se jogar em cima dele. Suas mãos me puxaram pela minha cintura, seus olhos brilhavam de malícia.

– Você é bonita — disse ele, baixo.

– Digo o mesmo pra você — disse no mesmo tom que ele, passei a mão em seu pescoço e desci lentamente por seu peito, ele fechou os olhos. Foi a deixa pra mim olhar pra minha pequena platéia, Johnny estava boquiaberto era engraçada sua expressão, Zacky sorria. Matt prestava atenção estava confuso, Jimmy olhava aquilo com repulsa. Fiquei encarando por um segundo, por impulso puxei o tal Arin em minha direção e o beijei com vorazcidade. Seus lábios me corresponderam de boa vontade, suas mãos passeavam por meu corpo. Coloquei minhas mãos em seu rosto, antes de quebrar o beijo chupei seus lábios com vontade. Me separei dele sorrindo.

Ele me beijou outra vez, um beijo mais urgente, perdi o fio da meada com seu beijo. Esqueci que estava participando de uma aposta, o beijei com vontade, minhas mãos que estavam apenas em seu pescoço passaram a ficar em seu peito, fazia tanto tempo que eu não ficava com ninguém que me aproveitei da situação. Seus lábios foram para meu pescoço, senti um imenso arrepio quando ele mordeu ali. Meus olhos se abriram e pousaram em Jimmy que encarava sem piscar nós dois sorri maliciosamente pra ele.

– Se eu pudesse ficaria te beijando pelo resto da noite — Disse Arin ofegante, suas faces estavam coradas e seus lábios vermelhos.- Mas vou te que ir, amanhã tenho prova da faculdade e...

– Tudo bem me dê seu numero — disse cortando-o. Seu rosto se iluminou em um sorriso de tirar o folêgo, sorri em resposta.

E assim o fez, me deu o numero de seu celular e foi, antes de ir me deu mais um beijo. Esse foi diferente foi breve e muito, muito doce. Voltei para meu lugar sorrindo vitoriosa, o queixo de Zacky estava caido, não tinha sido apenas um beijo foi três.

– O que você havia dito mesmo, Zacky? — perguntei debochada.

– Que você é uma garota, muito, muito sedutora e perversa. O cara ficou de quatro por você! — disse ele indignado.- Como você faz isso?

– Um verdadeiro mágico não revela seus truques — sorri pra ele.- Mas não o beijei só por causa da aposta, fazia tempo que eu não beijava alguém. Foi divertido, como eu ganhei vou querer uma de suas camisetas do Vengeance University. Fazia tempo que eu estava te pedindo lembra?

– PERA AÍ TUDO AQUILO FOI UMA APOSTA?! — gritou Val pasma.

– Claro, achou que eu ficaria com um desconhecido assim tão rápido? — disse tranquilamente, Matt riu e tentou acalmar sua esposa.

– Não sabia que você, Val. Começou a pegar amizade com esse tipo de gente — disse Leana chamando a atenção de todos.

– O que você quer dizer com isso? — perguntou Val confusa.

– Só vocês não enxerga que essa daí é uma vadia — disse ela me olhando enojada.- Se eu fosse você, tomaria cuidado ela pode se oferecer pra Matt como ela fez com aquele cara. Você mesma viu que ela vai ser até paga pelo que fez.

Ouvir suas palavras com tanta frieza e nojo me fez de fato me sentir uma vadia, eu deveria ficar com raiva dela. Mas não fiquei, ao contrário fiquei com raiva de mim mesma. O silêncio era mortal entre nós, Johnny olhou com desprezo pra noiva de seu amigo, Zacky deu alguma resposta que não ouvi. Matt e Val também repreendeu a amiga deles, mas o que me machucou mesmo foi a indiferença de Jimmy, ele não disse nem sequer uma palavra pra me defender, ele devia estar concordando com a noiva. Pelo menos Brian não estava ali, assim não me sentria mais humilhada do que já estava me sentindo. Respirando fundo, pegando o pouco de dignidade que eu ainda tinha sai dali, não aguentaria ficar mais no mesmo ambiente que aqueles dois. Faziam um belo casal de completo idiotas. Sair daquele bar foi um alívio, o ar úmido do Arizona fez meus pensamentos se clarear um pouco. Sentei no meio fio e acendi um cigarro traguei profundamente e reti aquela fumaça em meu pulmão. Depois soltei fiz isso três vezes seguidas, foi bom, me acalmou de alguma forma. Como todos estavam ocupados demais pra saber se eu estava bem ou não resolvi ligar pra uma pessoa, fiz figa que ele não tivesse me dado o numero errado. Mas senti uma onda de alívio quando ouvi sua voz do outro lado da linha.

– Alô? — perguntou Arin.

– Será que você pode deixar suas provas de faculdade pra mais tarde e sair comigo pra qualquer lugar hoje? — perguntei divertida.

– Kaya? — seu tom era de surpresa.- Pode deixar, estarei ai...

– Nem disse onde eu estou ainda — eu ri de sua pressa.

– Ah é mesmo! Onde você está?

– No mesmo lugar onde você me deixou. Venha logo, por favor.

Desliguei e não esperei por sua resposta, até pensei em avisa-los onde eu iria. Mas girei os olhos mentalmente até parece que eles se importaria onde eu estou ou deixo de estar em menos de vinte minutos Arin já estava ali, fiquei surpresa ao ver que ele tinha uma moto.

– Se eu for reprovado na prova a culpa é sua — ele sorriu estendendo a mão pra mim.

– Relaxa a vida é bela — falei sorrindo e pegando em sua mão.- Você irá me levar para conhecer o Grand Canyon.

– Como a senhorita quiser — disse me dando o capacete, sorri e abracei sua cintura enquanto ele dava a partida.

Fazia tempo que não me sentia tão livre, Arin andava como um louco meu estômago havia ficado lá pra trás, segurava fortemente em sua cintura. Estava chateada com a atitude de Jimmy, se fosse o Jimmy que eu conheci no meu primeiro dia naquele ônibus ele teria me defendido, balancei a cabeça. Por que diabos aquilo me afetava tanto? É óbvio que ele não ficaria contra a própria noiva, onde eu estava com a cabeça achando que ele iria me defender mas era o jeito que ele me olhava enquanto eu estava com Arin...

– Kaya? Já é a terceira vez que estou falando pra você descer. Você está bem? — perguntou Arin um pouco alto, conseguindo dessa vez me tirar da confusão que era meus pensamentos.

– Me desculpe, estava em outro mundo — chamado James Owen Sullivan – Eu realmente não estava prestanto atenção.

Desci da moto, já estava anoitecendo, mas a vista era incrível! Melhor que nas fotos, o céu alaranjado só dava mais aspecto de paisagem me sentia em um mundo vermelho. Era tão bonito, tenho certeza se Jimmy estivesse aqui... O caralho pare de pensar nele, curta o seu momento, me sentei na terra e cruzei minhas pernas, senti Arin fazendo o mesmo ele como se me conhecesse a anos passou seu braço em meu ombro. Eu não me importei me encostei na lateral de seu corpo observando aquele paraíso perdido. Lembrei que esse lugar era o preferido de meu pai, lembro me que ele tinha várias fotos desse lugar, revistas e pequenas miniaturas. Senti minha garganta se fechando sentia tanta falta dele.

– Você está bem? — perguntou Arin depois de muito tempo, como eu ele também estava pensativo.

– Não.

– Quer falar sobre isso?

– Não, apenas me abraçe, Arin. — pedi com a voz meia rouca.

E assim o fez, ele me abraçou apertado, era estranho me sentir segura com um desconhecido apenas sabia seu nome, mas é melhor assim.

Eu e Arin conversamos pouco, ele apenas me abraçava e fazia uma pergunta ou outra eu apenas respondia e pronto. Me virei pra ele e o encarei não me supreendi quando vi que ele me encarava, já estava escuro e apenas o farol de sua moto iluminava aquele lugar estava aquecida, isso era bom não me dava nem um pingo de vontade de sair daquele lugar no bolso de minha calça sentia meu celular vibrar a cada minuto. Depois que eu me irritei o desliguei.

– Gosto da cor de seus olhos, sabia? É um azul tão profundo — Arin afagou de leve o meu rosto, suas mãos frias me causou um leve arrepio.- E você maquiando desse jeito só o deixa mais bonito ainda.

– É a primeira vez que algum homem elogia minha maquiagem — eu ri.

– Estou falando que deixa o azul dos seus olhos mais bonito. Isso faz de mim gay? — perguntou ele arqueando a sobrancelha.

– Com toda certeza não...- diminui o espaço de nossas bocas.- Estou dizendo que é a primeira vez que um homem presta atenção apenas em meus olhos.

Ele sorriu e me beijou, sua lingua pedia gentilmente passagem eu dei de bom grado. Era um beijo lento e calmo, nossas linguas fazia uma dança preguiçosa abracei seu pescoço colando meu corpo mais no dele, suas mãos foram pra minha cintura que apertava com força. Senti um arrepio quando senti-las na base de minhas costas. Sua boca se desgrudou da minha mas eu sabia que não havia acabado, sua boca explorou a linha do meu queixo e depois o pescoço, estremeci quando ele mordiscou minha orelha. O puxei para meus lábios mais uma vez, esse beijo era um pouco mais urgente. Sua mão envolveu meu cotovelo, movendo-se bem devagar por meu braço, por minhas costelas e em volta de minha cintura, acompanhando meu quadril e descendo por minha perna, contornando meu joelho. Ele parou ali, a mão enroscando-se na panturrilha. De repente ele puxou minha perna enganchando-a em seu quadril. Me contorci pra de alguma forma deixar nossos corpos mais colados ainda.

– Se polícia pegar dois jovens desse jeito aqui, eles com toda certeza vão ser presos — brinquei enquanto beijava seu pescoço.

– Como se a polícia fosse passar pelo Grand Canyon a essa hora da noite — ele riu e me abraçou.

– Mais fácil os ladrões passar aqui e nos roubar — eu também ri e encostei a cabeça em seu peito.

Fechei meus olhos e ouvi sua respiração que estava um pouco descompassada, queria ficar ali para sempre com a companhia de Arin.

Kaya POV'S off.


– COMO VOCÊS DEIXAM ELA SAIR ASSIM? ELA NÃO AVISOU NADA?!

Brian andava de um lado para outro, com o celular na mão já havia ligado pra Kaya umas dez vezes ela havia sumido, não tinha deixado recado com ninguém no começo achamos que ela havia voltado pro hotel mas quando perguntamos pra recepcionista disse que não tinha avistado ela, estavamos achando que ela fugiu por causa do comentário idiota de Leana estava quase amanhecendo e nada de Kaya, seu celular se econtrava desligado. Sentia um enorme aperto em meu peito e se tivesse acontecido algo com ela? Me sentiria um pouco culpado a dias não falava com ela, a evitava odiava o fato dela compartilhar coisas de sua vida com Brian e me deixar frustrado e curioso por mais que eu perguntasse pra Brian ele não abria sua boca. Era comigo que ela devia se abrir e não com o galinha do Synyster Gates.

– ISSO TUDO É CULPA SUA! COMO SE VOCÊ FOSSE SANTA O SUFICIENTE PRA FALAR ALGO DE KAYA!

Ele bufou e foi pro lado de fora do hotel, Val estava com sua cabeça no peito de Matt que sussurrava coisas pra ela. Estava claro que ela também havia se apegado a Kaya, Zacky já havia brigado com Leana feio é claro eu me intrometi o único que por sorte estava calmo era Matt. Disse que Kaya pode ter ido para algum do Arizona e seu celular pode ter se descarregado.

Queria muito acreditar na teoria dele.

Jimmy POV'S off


Acordei com a claridade solar em meu rosto, ainda não acreditava que havia dormido no meio do nada com um estranho. Calma, apenas dormimos juntos, abraçados como um casal. Não pudia se pensar em sexo quando uma garota de vinte anos ainda é virgem, não me levem a mal mas depois que meus pais morreram perdi um pouco da curiosidade. Pode parecer estranho, mas eu não sinto vontade de sexo, quando namorava com Nick era uma pressa mas depois que descobri que ele só queria isso mesmo terminei com ele. E depois meus pais faleceram, fiquei sem cabeça para homens e sexo. Arin foi o primeiro depois do ocorrido, e não me arrependo de ter ficado com ele. Com toda certeza ele seria uma das poucas pessoas que eu me lembraria, senti uma mão fria tocando meu rosto, suspirei ao sentir seu afago, sim Arin por uma noite me fez não pensar em Jimmy.

– Está na hora de ir embora, não é mesmo? — perguntou ele divertido.- Estou com uma puta dor nas costas.

– Então por que não fomos embora ontem? Achei que você queria ficar aqui comigo — falei ainda de olhos fechados.

– Posso estar com dor nas costas, mas não me arrependo do momento que tive com você — mesmo de olhos fechados sabia que ele sorria.

Depois de mais alguns beijos, decidimos ir embora dali Arin reclamava de fome eu apenas ria de seu exagero, enquanto ele corria pela estrada pensava se os meninos sentiam a minha falta, acho que eles nem sequer se importaram.

E com toda certeza eu estava errada.

Todos, sim eu disse TODOS estavam do lado de fora do hotel.Ah merda estou ferrada Brian parecia ser o mais bravo dali, puta merda. Ele vai arrancar a minha pele, literalmente, respirei fundo duas vezes e desci da moto.

– Você está branca — disse Arin.

– Estou mais que fudida, cara — ri sem humor algum.- Fudidamente, fudida.

– Por que dormiu fora? — perguntou ele juntando as sobrancelhas.

– Acho que sim, eu não avisei...

Não consegui terminar a frase, olhei para Arin e sorri tentando deixa-lo despreocupado. Me despedi dele com um abraço apertado, não queria que ele soubesse que aquilo seria a última vez que eu o veria, iria embora do Arizona hoje. Droga, com toda certeza eles me esperam. Acenei pra ele enquanto arrancava. Andei em direção do hotel e quando Brian me avistou seu olhar era furioso, sua cara estava vermelha. Se fosse em outra situação eu até poderia rir.

– ONDE VOCÊ ESTAVA?! — gritou ele, algumas pessoas que passavam olhoram assustadas.

Confesso que tive medo de ir para seu lado, ninguém superava o Matt quando ele estava nervoso mas dessa vez Brian conseguiu, com toda certeza.

– Fui para o Grand Canyon — falei calmamente dando de ombros.

Seu rosto mudou de cor várias vezes, do roxo voltou pro vermelho outra vez. Senti que deveria dar uma explicação pra ele, realmente parecia estar preocupado com meu paradeiro.

– Me desculpe não ter avisado, Brian. Eu não estava bem pra ficar com vocês — coloquei a mão em seu ombro fazendo ele me olhar.- Da próxima vez eu aviso.

– Não terá próxima vez — ele disse ele em um tom autoritário.

Não respondi não queria brigar com ele, quem me pegou mesmo de surpresa foi Valary ela me abraçou apertado e disse pra nunca mais pensar em sair sem avisar. Matt deu uma de suas broncas exageradas, fiquei com um pouco de medo mas quando ele abriu seu perfeito sorriso de covinhas fiquei um pouco aliviada. Johnny porém não brigou comigo, como sempre foi compriensivel, Zacky disse que se eu sumisse outra vez iria atrás de mim nem que fosse no inferno e me trazia de volta na base dos tapas. E mais uma vez a indiferança de Jimmy me abalou, ele não disse nada, não sorriu ou ficou com raiva, a expressão dele era indecrifrável. Só Deus sabia o que se passava naquela cabeça.

– Me desculpe — disse a voz mais fina e irritante do mundo, aquilo não era de se esperar vindo de uma nojenta como a Leana.

Queria xinga-la, discutir e falar de sua falsidade em seu rosto havia um sorriso forçado. Seu olhar cheio de cinismo, queria rasgar aquela cara de vadia que ela tinha. Ao contrário disso fiz algo que minha mãe me ensinou, eu não me rebaixei, não gritei.Eu apenas a ignorei fingi que não a ouvia. E teve o efeito que eu queria, sua expressão de mulher superior foi substituída por uma expressão envergonhada.

– Gostei de ver sua atitude — Johnny passou seu braço em meu ombro, sua expressão era aprovadora e deu uma piscadela pra mim.

– Não vou baixar meu nivél por pouca coisa, Jojo — disse sorrindo.

E assim como fiz com sua noiva iria fazer o mesmo com ele, iria ser tão indiferente quanto James Sullivan.




Notas finais
Bom ai está mais um capítulo espero que vocês tenham gostado do meu personagem surpresa como já disse ele é importante na minha trama u_u amanhã ou quinta posto o próximo cap, trabalhar e estudar não é fácil viu mas sempre vou dar um jeitinho de postar e responder os reviews pequenas