Angel Devil

15 Sobre Duas Rodas.


Notas iniciais
Um capitulo todinho com Brian para vocês ♥

Soltei um longo suspiro impaciente por causa dos gritos femininos. Automaticamente meus olhos se ergueram e através do vidro do estúdio vi Zacky e Jimmy com quatro garotas, bêbados e enroscados nelas. Balancei a cabeça, rindo internamente daqueles pervertidos. Não é assim todos os dias, mas quando temos liberdade eles se superam.

Voltei dar atenção á minha guitarra e com uma mão corri pelo seu braço, limpando meu cérebro de qualquer distração pra continuar o ensaio. Minha nova composição não é preocupante, mas eu tinha que repassar por varias e varias vezes, porque Larry esta na minha bunda para tê-la completa e gravada antes da tour pelo EUA começar. Porem, sobre pressão eu não conseguia fazer porra nenhuma, e continuar sóbrio do jeito que estou muito menos!

Olhei para o relógio no alto da parede e resmunguei baixinho, tentado deixar meu dever pra depois. Eu queria estar lá fora já faz duas horas, junto com eles aproveitando mais uma noite fodida. Johnny veio insistido para eu tomar um gole de cerva ou cair fora daqui, varias vezes por sinal, mas eu tive que expulsá-lo a ponta pés, tentando cumprir minha obrigação com a banda. Mais um pouco então eu estaria livre e os babacas ficaram presos depois, porque deixaram a responsabilidade para ultima hora.

Burros.

Então voltei alisar o objeto idolatrado por mim, o som ressoou preenchendo o pequeno espaço do estudio, e sem querer, deixei minha mente vagar para longe daqui, especificamente para aqueles olhos verdes, sua boca gostosinha, os cabelos brilhantes de cheiro bom, seu corpo macio...Isso foi o suficiente para um som melancolico fluir da minha guitarra, e eu tinha que admitir ela que foi a minha inspiração.

Eu estou mal, muito mal de uns tempo pra cá. Minha mente se tornou de um completo psicopata, mas o pior disso é que sou psicopata somente de uma garota. Eu não estava contando com isso, fugia dos meus padrões toda essa merda de pensamentos incoerentes e atitudes estranhas. Mas honestamente, eu quase não estou mais me importando tanto, a adrenalina que tudo entre eu e ela me faz sentir é...Boa. Não faço a mínima ideia de como explicar mas, só sei que me faz querer afundar todos esses merdas psicopatas e adrenalina gostosa nela o tempo todo, se é que me entende...

Mas infelizmente hoje esta ''adrenalina'' não esta daqui e eu não sou feito pra ficar mergulhado no tédio, imaginando e deduzindo coisas quase impossiveis. Obriguei meus fudidos pensamentos sobre Melinda dar o fora da minha cabeça e então o grito da minha guitarra morreu junto, deixando claro que não funcionara de outro jeito, eu não vou conseguir esquecê-la.

Anotei no papel amassado as novas ideias e o dobrei, guardando no meu bolso de trás. Houve uma pequena batida na porta do estúdio, eu olhei para o relógio novamente — Onze e dez — não conseguindo advinhar quem poderia ser. Pensei que todos já haviam saído e pela educação não era Johnny ou qualquer um deles tentando encher meu saco novamente.

– Entre — falei humorado, guardando minha guitarra no suporte ao lado da bateria de Jimmy.

Michelle entrou e vi que segurava um março de cigarros. Ela sempre sabe do estou precisando...

– Oi — disse formal demais. Fiz meu caminho até ela, mas não foi preciso fazer mais do que isso. Michelle me beijou apressadamente, já eu tomei o março da sua mão e me virei para ficar longe. A morena me deu um tapa no braço, exigindo atenção. – Não seja insensível! Tenho um isqueiro e sei que você não tem um! — e ao em vez de me entregar o isqueiro ela retirou a mão, o escondendo atrás de si. Revirei os olhos, não acreditando no que ela queria. Justo agora.

– Não vai me dar?

– Não. Vou embora, não é isso que você quer? — tentou soar seria, dando uns passos para trás, e mordeu o lábio inferior sem tirar os olhos dos meus.

Não precisava dizer, percebi naqueles olhos castanhos que silenciosamente ela pedia para eu continuar com a brincadeira idiota que iniciou por ela, então eu diminui o espaço entre nós bufando, mas ela aumentou, eu diminui e ela aumentou até suas costas bateram contra a parede do estudio.

Sorri por fim, não havia mais saída.

– É o isqueiro que você realmente quer? — seu sussurro não passou de um sopro fraco, com seus olhos mudando a mirada para minha boca, continuando a pedir.

Inclinei na direção do seu rosto mais baixo do que o meu enquanto minha mão foi para o seu pescoço fino. O cheiro que me atingiu não era doce como maça-verde e nem senti aquela pele macia ou ao menos ouvi sua respiração ficar inregular, como de um filhotinho assustado, quando a toquei. Não era a boca vermelhinha e carnuda, nem as grandes esmeraldas estavam ali. O cabelo-não-loiro não escorregavam dos meus dedos facilmente, seu corpo magro não tinha as tentadoras curvas redondas moldando em mim...Por alguma razão Michelle não tem mais nada que eu procuro. Ao contrario, senti um cheiro comum de perfume feminino, sua pele morna normal, respiração abafada contra meu rosto, boca maquiada, queixo erguido me desafiando, olhos castanhos brilhando por uma transa suja que conseguirei fácil, e cheirava como eu. Cigarro e álcool.

Não estou desprezando ela como se fosse algo ruim e feio, é somente uma comparação inevitável.

– O isqueiro — pedi então.

– Ah, vai á merda! — a putinha me empurrou, saindo porta a fora pisando duro numa ceninha ridicula. Encontrei o isqueiro no chão e peguei sem me abalar, passando da porta segundos depois também e a fechei atrás de mim, apagando a luz ao mesmo tempo.

Na recepção dei de cara com a secretaria de Larry ainda trabalhando, ao me ver ela pediu pra esperar e abriu a gaveta da sua mesa, tirando de lá um bolo de chaves e o balançou na minha direção. — Jason disse que deixou um presentinho lá no estacionamento...- nem esperei terminar de dizer, sorri de orelha à orelha e peguei a chave voando atrás daquela belezura á minha espera. Anestesiado de excitação, encontrei a grande maquina prata estacionada perto da parede descascada, só de por os olhos nela relembrei como se fosse ontem a ultima vez que estive sobre algo assim, voando em um racha ilegal na costa da Califórnia como se não existisse outra coisa melhor que isso na vida.

Não consegui esconder minha satisfação tocando-a — o farol cromado, seu tanque de aço, o couro brilhando e cheirando a novo, como se fosse uma mulher frágil. ‘’Agora estou devendo uma para aquele filho da puta ’’ — pensei e não é uma boa coisa, porque tenho certeza que Jason me ofereceu sua maquina não à toa. Provavelmente sabe que irei sumir para o norte da California, primeiro dirigindo até São Francisco e me enfiar em algum lugar perigoso pra fazer dinheiro. Mas isso não me impediu de subir na minha terceira paixão — atrás da guitarra e o Opala — bem, não exatamente minha, porque eu nunca terei, mal recebo cachê da banda e muito menos trabalho, só vivo duro.

Retirei o óculos escuro e a touca preta pendurado no freio, escrito atras:Foda-se capacete. Foram as únicas coisas que Jason me deixou, nada regras, e um tanque cheio. Ele sabe que desprezo a maldita lei do capacete e roupas especias criada na Califórnia, para mim não há nada mais emocionante sentir o ar úmido do oceano à milhas por hora, eu poderia atravessar o país desse jeito! Apenas voando com esta beleza de maquina.

O motor grunhiu forte debaixo de mim, ecoando pelo estacionamento do prédio e pondo um maior sorriso no meu rosto. Movi o acelerador, em resposta o motor rosnou mais alto, como se tivesse atiçado um animal selvagem. Melhor impossivel! Eu sentia falta das minhas imprudências, pra falar a verdade seria perigoso eu ficar doente se não cometesse minhas estupidez novamente, como correr por ai sem habilitação e capacete, tendo somente um óculos escuro no rosto, a touca e cigarros no bolso de trás.

Conforme eu arranquei a reação do meu corpo foi como efeito de um remedio milagroso, segui a estrada beira-mar e quando atingir alguns quilometros meu celular vibrou no bolso da frente que até o momento eu havia esquecido que estava com este maldito aparelho, então fui obrigado estacionar de qualquer jeito, apoiando meu pé no meio-fio para atender.

– Você tem dois dias para entregar minha moto Gates! Tem um cara te esperando em São Francisco, vou te mandar um mensagem com o indereço, quero que pegue uma parada lá quando for voltar.

– Sabia que tinha um porém! Pode deixar, vou cuidar bem dela.

– Eu sei que vai, você não ia gosta de encontrar sua guitarra na forma de uma bola de basquete, não é?

– Ah claro, acredito — ironizei sobre a ameaçada. — Dois dias...Tenho que me correr então — dei a deixa para desligar o telefone, mas antes de Jason despedir ouvi o grito ’’JUIZO!’’ da Vic do outro lado da linha e logo pedi para falar com a ruiva.

– Eu não falei com Melinda ainda, amanhã vou atrás dela. Esta feliz agora? - nem precisei perguntar, era obvio o que eu queria.

– Vic, eu já disse que você é linda?

– Puhmf! Sou muito areia para seu caminhãozinho, Gates.

– Você já viu o tamanho do ’’caminhãozinho’’ para falar assim? Te garanto...

– Chega de falar sacanagem com minha garota! - Jason nos interrompeu. – Se cuide, Gates. - e a linha ficou muda. Eu assenti como se eles tivessem na minha frente, rindo, e a cidade voltou se tornar um borrão em minha volta.

Tive que pegar caminhos mais longos para não parar em alguma barreira policial, mas hoje nada me impedia de fazer barulho, batendo no acelerador, deixando rastros de pneus por onde passo.

Seu rosnado emitia uma vibração por todo o meu corpo, cada vez esta vibração crisca na ponta dos meus dedos, indo mais fundo e perigoso. Minha primeira parada foi em Malibu. A maioria dos bares aqui eram famosos por sere, frequentados por ricos e famosos, mas essa não foi a minha escolha, eu preferi os bares que ofereciam um ambiente discreto e sinistro.

Parei entre dois carros, chamando atenção de quem estava do lado de fora ainda esperando uma vaga para entrar. Acenei com a cabeça sinicamente para os seguranças e para quem direcionava seu olhar para mim desconfiado. Com aquela beleza de maquina nas mãos ninguem atreveria me barrar.

Escondi uma gargalhada por trás de um meio sorriso duro e entrei no ar sem enfrentar fila na cara de pau. Os seguranças mal me viram preocupados com sua propria cabeça no meio daquela bagunça. Me espremi entre a multidão acompanhados por rodadas e mais rodadas de bebidas e música eletrônica até o balcão. Pedi a bebida da casa mesmo, o barman assentiu nem um pouco preocupado com a minha falta de idade.

Levei um cigarro á boca, o acendi com proprio isqueiro preso no balcão ao mesmo tempo que uma mão tocou meu ombro e apertou.

– Garoto, é bom te ver — surpreendi com a voz do homem bem mais velho, falando comigo. Eu tive que olhar seu rosto por instante para lembrar da onde conhecua esse figura.

O tiozão barbudo com tatuagens gastas pelo corpo é um velho amigo do meu pai, eu sabia que trabalha colecionando coisas valiosas o suficiente para colocar milhões e milhões de dolares na sua conta bancaria. As mulheres não ficam ao seu redor por causa daquela barriga de shop e nem pelos cabelos grisalhos combinando com seu bigode longo e frizado.

– Não me diga que acabei caindo em um dos seus novos negócios?! — exclamei o cumprimentando com um aperto de mão. O coroa me puxou para aqueles abraços de homens dando tapãos nas costas, parecendo animado com o encontro, eu também estava.

– Você caiu foi no lugar certo meu garoto. Venha, sente-se conosco. Teremos uma grande noite.

Na minha mente veio perfeitamente Jimmy cuspindo todos os palavrões possíveis e criados por ele contra mim, Zacky me chamando para briga, Matt bolando algum plano para me ferrar, e Johnny me chamando de traidor pelo resto do mês, quando eu contar com quem estive.

O coroa é dono de muitas casas de shows espalhadas por aí e desconfiamos que também seja cafetão. Um Deus para nós.

Ele me levou á uma das mesas redondas com um cano de ferro no meio para danças eróticas. Arrumei um espaço entre aqueles homens barbudos, me sentindo um completo moleque diante de tanta Sabedorias. Fui apresentado um por um e o coroa começou a contar historias quando ele e meu pai eram jovens.

Depois da minha chegada ao mundo o seu velho amigo quietou, deixando o grupo para ficar com sua família, que no caso sou eu e minha mãe biologica. Ele estava orgulhoso por eu esta aqui, um mini-Haner, pedindo toda hora para mim passar um tempo com ele em Las Vegas, declarando: Lá que é viver de verdade meu garoto!

Meu momento de idolatria foi substituido por mulheres chegando na mesa constamente, bebidas e estranhos bajuladores. Fui apresentado exclusivamente para duas putinhas — uma loira morango e uma morena — que sorriram na minha direção enquanto o coroa sussurrava alguma coisa para elas.

Duas.

A primeira tinha longos cabelos loiros com nuances de vermelho, olhos azuis marcantes pela maquiagem escura, de perto vi uns respingos de sardas saindo da ponta do seu nariz e puxava para as maçãs do rosto. A segunda, morena, tinha olhos castanhos escuro também maquiados, e um belo decote que desejei enfiar minha cara ali.

Tinham uma postura selvagem e maduras, acho que são uns 10 anos mais velhas do que eu, agradando minhas duas cabeças, principalmente a de baixo. Eu aproveitei muito disso, claro, quase fingindo não ter a porra de experiência nenhuma para agradá-las.

– Qual é o seu nome? — a ruiva sussurrou sensualmente enquanto a outra beijava meu pescoço.

– Isso importa? — devolvi fitando sua boca a centímetros da minha. Ela soltou uma risada baixa e prazerosa gostando.

– Não, gosto de te chamar de litter boy.

Eu odeio ser chamado por coisas diminutivas, apelidos bobinhos, essas besteiras que mulheres adoram inventar, mas ela falando daquele jeito safado me deixou mais duro, chegando doer a pressão contra minha calça.

Puxei a meia-ruiva para meu colo, beijando sua boca, enquanto apertava a parte interna da coxa da outra que não perdeu tempo e veio também para cima de mim, então senti outra língua no meio de nós. Caralho!

É demasiadamente fácil perder a noção, o controle, e eu quero, não dou a minima para sexo em publico e nem sou fã, mas durante horas é a unica coisa que vou querer. Fomos para o andar de cima, pelo caminho só tive a visão da ruiva andando na frente com suas longas pernas bronzeadas e acentuadas pela saia curta de couro, em cima dos saltos extremamente sexy-como-o-inferno.

Só um bufe que tinhamos, sem problema, nossa festinha teria a continuação aqui mesmo. Então sem demora, avançamos para mais um beijo triplo enquanto eu as ajudava tirar suas poucas peças. Mas uma puxou meu rosto para só si e mordiscou o meu lábio inferior, começando a puxar minha blusa para cima. A outra aproveitou para sentar no meu colo novamente, segurei-a pela cintura forçando contra minha ereção e deixando claro o que eu quero agora. Esta entrara pra história


Notas finais
Para as meninas que pediram Brian, fiz um cap só desse cafajeste para matar as saudades. Tenham paciência com essas atitudes dele, como dizem: Um dia as pessoas crescem e amadurecem.
até a proxima ♥