Angel Devil
28 Primeiro dia.
Notas iniciais
Tenham paciência porque o capitulo esta grande. E boa leitura ♥
Foi como eu esperava, todos olharam curiosos para a desgraça que carrego conforme eu caminhava pelo corredor principal do colégio. Mesmo o som da banda preferida do Brian explodindo nos meus ouvidos sei que os murmurrios venenosos haviam começado. Não é novidade, eu sempre desperto essa maldição de fofocas alheias quando eles lembram da minha existência.
A melhor fofoca que este colégio já teve.
Alguns até tentaram ser o centro das atenções — briguinhas de casais ou entre grupinhos rivas, gabaritos das provas roubados, fotos nuas na internet...Mas nada se compara A Farça Da Santinha, ou sei lá qual titulo ricidulo dar á isso! Continuei na minha, ocupando a melhor carteira isolada da sala, fingindo não perceber seus olhores intrometidos.
Tirei o livro da mochila enquanto o professor entrou cumprimentando a turma com as informações da aula de hoje. Biologia não é uma das minhas materias preferidas, então conforme a aula seguiu meus olhos piscavam pesados, tentando afastar o sono insistente, mas nada adiantou. One virou uma canção de ninar, confundindo com a vaga voz do professor no fundo. Eu estava quase dormindo, quase porque fui supreendida por um cutucão nas costas. Olhei para trás e a garota apontou com sua caneta para frente, indicando o problema.
Foi então que vi toda sala olhando diretamente para mim, inclusive o homem em pé com o seu livro grosso nas mãos, óculos caído na ponta do nariz, e não tinha uma expressão muito feliz no rosto. Tirei meus fones, pega no flagra.
– Melinda, poderia ler o 5° paragrafo para sala, por favor? — pediu com aquela voz de velho intelectual.
Droga. Mordi o lábio enquanto comecei a folhear o livro sem saber o que fazer.- Qual página professor? — e perguntei, sentindo-me uma debilmental.
Risinhos escrotos vieram de toda parte, humilhantemente, mas eu pouco me importei, apenas encarei o homem sem esbolsar nenhuma expressão de volta.
– Você saberia se tivesse prestando atenção — advertiu-me e virou para minha ex-colega um pouco a frente, na mesma fila. — Por favor Bia, leia para nós.
A bronzeada B começou ler perfeitamente em voz alta e eu desejei recolocar meus fones, fitando aquelas letrinhas e ao mesmo tempo não enxergando nada. O metado de aplicação nesta escola é irritante as vezes, eles não querem saber só de notas boas, porque a maioria cola obvio, então eles também apostam no debate oral, para ver se o aluno conhece mesmo a materia dada durante o simestre. Quem precisa dessa encheção de linguiça quando esta com pressa?
E quando a tortura finalmente acabou, outra começou...
''Ribossomo? Microtúbulo? Mitocôndria? Miossarcômero?'' — essas eram as alternativas para marca na sexta questão, porem cada vez que meus olhos batiam nestas coisinhas estranhas mais preguiça de viver eu sentia.
– Inferno — resmunguei comigo mesma, apoiando meu rosto nas mãos com os olhos pregados naquele papel rosa infernal sem a minima ideia que letra marcar.
Eu já tive boas noites de sono, acordava no horario certo e fazia meus deveres corretamente durante o dia para esta preparada em provas feito esta, mas hoje eu mal lembro o que comi no café da manhã. Serio. Entreguei meu vergonhoso exame quando o primeiro sinal de tolerância bateu, e antes de sair, dei de cara com os horarios dos proximos exames pregado no mural da sala, gritando para mim que há mais dois me esperando no predio ao lado.
História e Química. Não tive sorte nessas também. Na de História havia questões abertas que...Eu suspirei derrotada, já esperando um bendito F-. Em Química meus olhos iam para todas as direções, de menos para aquele papel quase em branco debaixo do meu nariz. Embromei o máximo que minha imaginação deixou, já esperando também meu nome na lista da Diretora como aluna em observação. Ótimo!
E assim sair da terceira sala feito um zumbi no auje do seus 2500 anos fora da cova. Morta e ansiosa para encontrar Brian. Mas eu ainda tinha um tempinho, e ''aproveitando'' o resto da manhã fui no banheiro feminino mais proximo, lavei meu rosto, reparando no imenso espelho sobre a pia minhas olheiras profundas e como meu cabelo não estava em um dos seus melhores dias. Hoje é um dia especial droga.
No refeitorio avistei Diego sentado com seus amigos, conversando sem todo o meu clima de merda. Quando entrei no campo de visão deles o assunto rapidamente morreu, apenas Diego olhou e sorriu para mim com um festival de humor animado no rosto. Eu correspondi seus comentários ocultos a respeito do meu poder de estragar um ambiente saudavel, deixando claro que é um dia quase péssimo.
– Oi, eu estava te esperando...Vejo vocês no treino — avisou para os garotos, levantando da cadeira e veio ao meu encontro. Como se fosse um ato simples ele tomou minha mochila para carregar junto com a sua e pegou na minha mão, não importanto com tanta gente presente, principalmente seus amigos. Eu acabei deixando-o me guiar até a fila da lanchonete, pois é até divertido brincar disso.
– Foi bem nas provas?
– Eu quase desenhei carnerinhos naquela bosta.
– Você não pode ter indo tão mal. A gente estudou, lembra?
Rolei os olhos, conseguindo sorri pela primeira vez nesta manhã.
– A gente tentou. Mas não é por culpa disso, se você perguntar qual é meu nome provavelmente não vou saber o que responder.
– Dia ruim? — quis arrancar mais informações com seus olhos observadores para cima de mim, mas eu só dei de ombros, cansanda de falar sobre isso. — Dois sanduiches de frango e coca, por favor — ele completou para a moça atras do balcão quando chegou sua vez.
– Não! — a parei rápido. — Só um sanduiche e uma coca.
– Tem certeza? Você precisa comer alguma coisa.
– Tenho. Nada vai cair bem no meu estômago hoje.
Ele estudou mais uma vez meu rosto de zumbi, preocupado e não muito satisfeito com minha resposta, mas acabou desistindo e foi no caixa ao lado pagar seu lanche. Em silêncio partimos para fora do refeitorio, na direção do ginasio onde ele treina toda terça, quinta e final de semana. Como é de rotina comemos aqui e tentavamos estudar também, já que a bibliotecaria nos proibiu de frenquentar a sala de estudos depois da gargalhada alta que eu deixei escapar graças a Diego fazendo graçinha com seus truques de malabarismo falho. Ela perdeu a paciência de só chamar nossa atenção centenas de vezes e nos suspendeu por dois dias. Uma pena...Eu amava aquele lugar, tanto que nunca mais voltamos.
– E você, foi bem?
– Acho que sim — respondeu depois de mastigar e engolir o sanduiche que parecia bom para ele, era como um esfomiado que não come á dias! Eu ri disso. — Não ria de mim, sou um adolescente em crescimento.
– Desculpa — bufei humorada. — Pelo menos serviu para alguma coisa o que estudamos?
– Ahh, deu tempo para responder tudo, tive certeza em algumas questões graças á você, agora vamos ver...
– É, vamos ver — concordei encerrando o curto assunto para lhe pedir mais um favor e finalmente ir embora. — Diego, eu queria...
Pelo meu tom de voz seus olhos se ergueram com repreenção, e eu levei isso como um ''não'' bem dado antes mesmo de terminar de falar.
– Vai atras da ruiva? Por onde você andou esse final de semana?
Levantei minhas sobrancelhas, sustentando seu olhar com mais interresse. O que Vic tem haver com o meu favor? Bem, no fundo é até obvio, mas dessa vez não tem nada haver com ela.
– Eu disse para Francisca que estou ensaiando com o coral.
– Foi o que ela disse para minha mãe, mas no proximo Domingo tem Missa, o que quer dizer que sua mãe vai acabar perguntando para a Irmã sobre os ensaios que você nunca esteve.
– Eu dô um jeito. Tenho praticamente uma semana ainda.
Ele riu, deixando claro que é quase estupido o que eu disse.
– Apereça este Domingo. Eu não sei mais o que inventar Melinda...
Isso não é uma solução. Desde quando aparecer naquela Missa vai concertar alguma coisa? Franzi os lábios e fugi dos seus olhos para mirar meu pé batendo no chão freneticamente.
É incrivel como Diego consegui me fazer balançar entre os dois lados, eu queria mandar-lo pára de encher o saco e esquecer esta ideia absurda, porque eu não vou ouvir, de jeito nenhum piso naquele lugar novamente. Mas é difícil ignorar. A comemoração da empresa onde meu pai trabalha não foi uma boa experiência para repitir, pode ser duas coisas diferentes mas fazem o mesmo sentindo; Melinda Perfeita Valentin.
–...Pelo visto estamos ferrados.
– Estamos? — estranhei a palavra no plural.
– Claro que estamos. Passei por mentiroso, cobertei você este tempo todo...Eu menti para uma Freira, com aqueles olhos penetrantes de velha-pura me olhando enquanto conto uma história mais idiotas do que a outra, como se ela fosse acreditar, sabe o que isso significa?
– Como ser um Judas — consegui brincar.
– Pode soar covarde da minha parte querer por juizo na sua cabeça quando ainda há tempo, mas eu não ligo.
– Você não vai conseguir — garanti voltando olhá-lo. — Acho que ainda não entendeu, Diego. O que me espera se eu continuar vivendo em prol dos mandamentos deles é um cativeiro. Alem do mais, as coisas estão fluindo bem agora, eu me sinto bem, então não tem o porque mudar nada.
– Como as coisas podem esta fluindo bem? Porque eu só vejo coisas ruins pela frente...
– Eu não estou falando daqui. Estou falando de lá.
Fizemos uma pequena pausa com o castanho-mel e o verde-claro conectados. Então ele decidiu perguntar serio, soando de um jeito que eu não gosto de ouvir: — Não é daquela ruiva que estamos falando, não é?
Neguei com a cabeça, sentindo medo de como minha voz soaria se eu dissesse em voz alta. Outra pausa. Mas dessa vez foi mais longa e tensa do que a primeira. Eu queria explicar melhor para ele se ao menos tivesse as palavras certas, seria bem mais facíl até para minha cabeça, mas nada é como aquele vez que contei tudo sobre Brian, no começo. É diferente, como se nós dois tivessemos entrado numa nova fase, e sendo assim, não tenho nada para contar ainda já que hoje é o primeiro dia. O nosso primeiro encontro de verdade.
Abrir a boca decidida voltar ao assunto e acabar logo com isso, só que Diego estava tão concentrado em si mesmo, todo largado na cadeira com a cabeça encostada na parede e olhos fixos em algum ponto pensativo, que eu hesitei temerosa. Ele manteve seus braços cruzados sobre a camiseta do time de basquete e seu pé esquerdo balançava a cadeira da frente, produzindo aquele ''nhec-nhec'' irritante sem se importar.
Eu não pode deixar de ri do seu topete virado numa só direção, como se alguém tivesse mechido ali, isso não é normal, então uma certa curiosidade me atingiu do nada: — Diego, você nunca ficou com uma garota daqui? Eu nunca te vi com ninguém...
Minha mudança de assunto funcionou, ele franziu as sobrancelhas, tirando os olhos do chão para me encarar com um sorriso querendo aparecer nos cantos dos seus lábios. E em segundos voltou a ser apenas o garoto de 17 anos que eu gosto.
– Eu fiz umas burradas por aí. Mas por que esta perguntando isso?
– Nada, só curiosidade — tentei soar indiferente — Que burradas? — só que não deu certo.
– Ah...Você sabe, conhece ela...A Bia...
– NÃAAAO?! — minha voz produziu ecos chocados pelo ginasio vazio enquanto eu exagerava na cara de espanto (não é pra menos). — Mas, mas, mas elas são como eu era...Pelo menos até onde sei não podem ficar com ninguem que os pais aprovem. São regras da Igreja Diego! Eles já deixaram bem claro na frente dos meus pais e do resto...- eu não consegui continuar vendo a cara dele, preste a dar uma boa gargalhada de mim.
– Rá! — exclamou então — Acho que você é a unica que mesmo fingindo este tempo todo manteve seus ''santos votos''. Tenho certeza que não fui eu que tirei a virgindade daquela garota...
– Você esta brincando comigo? — ele negou com a cabeça, rindo. — Que filha da mãe! Ainda tem coragem de ficar olhando torto para mim...Como pode?
– Eu não sei, não entendo nada também. E ela implorou para eu manter segredo como se fosse sair espalhando por aí...Até parece que tenho alguma vantagem nisso! Não sou o único entre os caras da Igreja e muito menos daqui do colégio.
– Da igreja também? — meu queixo caiu mais uma vez. — Agora faz sentindo. Uma vez rolou uma boato na escola que ela tinha ido pra casa de um garoto transar...Acho que essa foi a unica vez que esses fofoqueiros esqueceram de mim, mas seus pais fizeram tudo para desmentir. Vieram aqui na escola, fizeram questão de ir na sala para pedir pra pararem de fazer piadinhas contra sua inocente filha. Bia chorou na frente de todo mundo, e a culpa claro, caiu em cima do menino.
– Do Jeffery que você esta falando? É, eu fiquei sabendo disso. Ele me contou.
– E eu que sou julgada neste maniconio!
– Você deveria frenquentar o vestiario masculino da quadra de vez enquando, não é somente um vestiario — insinou malicioso. Eu só dei um meio sorriso, demonstrando que entendi o que quis dizer, ainda tentando filtrar todas essas informações.
– Então vocês ficam dentro daquele banheiro?
– Não — fez questão de negar. — Eu nunca fiquei com nenhuma garota lá, só sei porque o unico lugar que sobraria para mim é o vestiario feminino, mas você sabe, não é muito bem visto frequentar lá, então sou obrigado ''participar'' das festinhas.
– E onde aconteceu? Você e Bia?
Dessa vez eu não ganhei respostas. Diego demonstrou total falta de interesse em detalhar sua pegação com a bronzeada B, fingindo que eu não perguntei mais nada enquanto brincava com a tampinha da sua garrafa já vazia, ou talvez pensando em alguma mentira para contar. — Isso começou como, Diego? — forcei.
– Esta bem...A parti do momento que ela tomou liderança nos encontros da Igreja. A gente se esbarrava muito na época, continuamos aliais...Sei lá Melinda, foi um dia desse que ofereci carona para ela — se esforçou para lembrar fazendo uma careta. — Eu já vinha ganhando umas indiretas desde que cheguei na cidade, não deu para ficar quieto; escutei uma histórias sobre ela, vi que era facíl, esperei a oportunidade perfeita e então aconteceu.
– Você só aceitou porque viu que ia ganhar uns amassos sem fazer muito esforço?
– É — concordou com a cara mais deslavada do mundo. Esse não é Diego. — Pessoas fazem isso o tempo todo.
– Uau! Você acaba de quebrar o quadro perfeito que eu tinha do seu carater. Achei que fosse o unico garoto neste cidade que prestava! Minha mãe confiava em você, Diego — brinquei mas deixando claro uma pontinha de verdade na minha voz.
– Ah qual é! Não é como se estivesse transando com todas as garotas do colegio Melinda, você quer que eu aja como afinal?
– Não, é, esquece. Eu só estava brincando — gesticulei com as mãos um ''deixa para lá'', não muito afim de explicar como garotos feito ele são educados, cheios de palavras gentis e apaixonantes, que agrada qualquer garota que pensa se casar um dia. Não cafajestes que ficam se esfregando em vadias falsas. — E...Vocês continuam?
– Não sei dizer, a ultima vez que falei com ela foi semana passada. Não se preocupe, eu não vou incluí-la no ''nosso grupinho''.
– Não é isso...- ou talvez seja. Talvez porque a garota que Diego escolheu é alguem que quer ver meu fim, que possa fazer alguma coisa contra nós, como tomar meu lugar, sei lá, alguma paranoia neste sentido! Não é preciso ser muito esperta para advinhar os planinhos dessas garotas contra mim, e infelizmente eu não tinha consciencia que algo assim poderia acontecer nas minhas costas até tocar no assunto sem querer. E se eu não tivesse feito? Diego me contaria?
Eu sei, eu sei. Cedo ou mais tarde ele vai encontrar alguém pra ocupar seu tempo nessa cidade tediosa. Algum dia meu posto de melhor amiga ficara em segundo plano. Mas eu não gostei disso. Odiei saber que algo assim acontecia. Logo a Bia? Porque Diego tem que ficar com ela? Ela nem é tão bonita assim...
O toque do meu celular nos tirou do clima da conversa, eu o procurei entre a bagunça de livros e cadernos até encontrar vibrando no fundo da minha mochila. Uma mensagem.
''Você esta no colegio? Não precisa responder, só quero dizer que já estou aqui.''
Não pode me conter, sorri de orelha á orelha sentindo um pouco de alivio também. Porque no fundo a insegurança não deixou eu em paz com a ideia que Brian poderia se esquecer. Ele não esqueceu!
Passei a alça da minha mochila no ombro e me voltei para Diego de repente...Animada? Nervosa? Tudo junto?
– Tome cuidado — avisei sobre Bia e os demais.
– Eu sempre tomo. Não vai ficar para assisti o treino?
– Hoje não — murmurrei completando com um olhar do tipo: ''Sem mais perguntas, por favor.'' — Diga para sua mãe como quem não quer nada que eu fiquei no treino com você e depois fui na casa de qualquer pessoa para ajudar na materia pra provas amanhã. Isso com certeza vai chegar no ouvido de Francisca.
Diego entendeu e se levantou junto comigo.
– A gente se vê — eu despedi indo na frente.
– EI! Não esqueceça sobre a Missa, pelo menos pense muito bem...Ou eu vou ser obrigado confessar meus pecados para o padre. A Irmã vai mandar eu fazer isso Melinda, não se esqueça.
– A gente se vê, Diego, a gente se vê!
[...]
Eram uma e pouca da tarde quando peguei o ônibus para o litoral. Vinte minutos depois desci no proprio lugar de frente o mar, dando de cara com uma avenida movimentada que a muito tempo eu não via. Tomei coragem para atravessar as ruas, sentindo meus passos não mais tão firmes e minhas mãos gelarem porque eu sabia que depois daquela banca de jornal Brian me esperava, talvez no seu carro, sozinho.
O mais estranho é que hoje não é como nas madrugadas, havia banhistas em toda parte e até rolava uma pequena apresentação de barcos luxuosos em alto velocidade, reunindo um número maior de pessoas. Assim que passei da banca de jornal eu estava oficialmente enxergando a silhueta familiar sentado charmosamente e largado no seu carro preto.
Mentalmente me bati por esta tão ansiosa, amentrontada e estupida, como se eu não conhecesse Brian. Pelo menos não haveriam apenas shortinho curto e sutiã, álcool, maquiagem pesada, gente intrometida, envolvidos feito a última vez. É somente eu e ele, normais...Ou quase normais.
- Oi.
Não foi uma das melhores entradas, é. Minha voz soou fina, numa tentativa frustrada de transparecer ser um dia normal para está na praia com ele. Ao ouvir minha voz Brian virou o rosto e sorriu. Torto. Eu parei uns dois passos distante do carro, agarrando a alça da minha mochila como se fosse correr de mim, torcendo para ele não notar a tremeidera nas minhas mãos.
– Desculpa pela demora — me obriguei tagarelar qualquer coisa. — Minha timidez só deixou eu chegar agora.
Foi uma tatica idiota confessar para quebrar o gelo, mas até que deu certo. Seu sorriso ficou maior, chegando aos olhos como um verdadeiro sorriso. O que é raro de se ver em Brian, normalmente seria um meio sorriso torto como recebi de primeira, ou um pequeno torcer de lábios, ou um tenso-quase-sorriso que tinha muito esforço para ser posto.
Eu ganhei o meu sorriso favorito.
– Eu sabia, vi você descendo do ônibus — disse por fim, pulando para longe do capo do carro.
Brian usava a mesma bermuda de quando fomos no parque, os tênis da nike, e uma camiseta sem mangas destacando sua tattoo no braço direito. Uma das minhas partes favoritas estava lá caida sem gel, precisando de um corte urgente (ou não). Eu gosto do seu cabelo assim, caindo nos olhos. Se tiver a oportunidade pedirei para ele nunca mais cortar.
Olhá-lo nos olhos fez toda a direfença no dia para mim. Ele não estava usando a mascara de "mau" ou ''foda-se o mundo'' como sempre. Apesar do sorriso que me deu não fazer mais parte do seu rosto eu olhava para um Brian que os outros talvez não conheçam, mas eu sim. Sorri discretamente, gostando disso, e vasculhei meu cerébro, pensando em algo inteligênte para falar. Talvez sobre o tempo...Mas desisti já na primeira tentativa, porque sem aviso ele fechou o espaço entre nós e me beijou. Assim. Expulsando todo ar de mim enquanto tocava minha cintura num breve beijo de cumprimento.
Não houve língua e grandes movimentos, o que era uma coisa boa. Porque não ficávamos sem fôlego, dava tempo para eu respirar devagar, não precisando separar dele tão cedo. Apenas movi meus lábios sobre os seus, encaixando-os suavemente ao mesmo tempo que meu estupido coração correspondia com batidas freneticas, bombardendo calor por todo lado. Ignorei minhas bochechas pegando fogo de timidez quando nos afastamos, olhei de volta para seu rosto, mais relaxada.
– Você quer ficar aqui? Esta cheio pra caralho, eu tinha esquecido disso...
– Não ligo, faz tempo que não venho à praia neste horario. É um lindo dia.
Era bem maior do que eu cheguei a ver na real, com mais flores e coqueiros enfeitando a calçada sem estarem escondidos na penumbra da noite. Demos os passos que faltavam para chegar na areia, eu retirei meus tênis, dobrei a barrar de cada perna do meu jeans, e fomos procurar um lugar para passar a tarde juntos perto da orla. Diante dos raios de sol forte, meus olhos se ajustaram ao ambiente, eu avistei dois casal à poucos metros de nós divertindo com crianças, provavelmente filhos e parentes. Não eram os unicos e não me preocupei com o resto, eles faziam parte da paisagem, atingindo-me com aquele espirito ''família feliz reunida'' como efeito de um remedio tranquilizante.
Mas eu não estava agradecida só por aquela família estar ali, dei todos os creditos á Brian, foi sua ideia voltar para praia, e a melhor parte que é ele quem esta rapitando-me do inferno que é o colegio e da agônia que é minha casa.
– Te devo uma eternamente. — eu quis dizer depois de uma tempo em silêncio, sentindo-me mais do que relaxada, sei lá, só era um sentimento bom.
– Como assim?
Nossos olhos se encontraram diante da sua pergunta, foi impossivel de agora em diante presta atenção em outra coisa.
– Ocean School não é tão legal como foi para você.
– Eles nem devem lembrar de mim...
– Esta brincado? — eu acabei rindo. — Você é uma lenda! Não sei como vai ser quando eu sair de lá, mas você pode durar por algumas gerações ainda...
– Que grande conquista — zombou de si mesmo, dando de ombros. — O melhor atleta da Liga Estudantil. O melhor aluno em Calculo. O melhor...Não, deixa para lá, não seria eu mesmo.
Sorrimos um para o outro. Acho que isso só enquadra a mim, apesar que nunca fui boa em esportes. Mas ano que vem o assunto com certeza não será sobre as minhas notas e boa posição que entrei para alguma faculdade importante, e sim como Melinda fugiu de casa, deixando para atras todo o furuto brilhante e planejado pelos seus pais. Tornar-me uma adulta de sucesso e casar com o primeiro presidente administrador que os agradar. Uma piada sem graça.
– Não fique triste.
– Eu não vou — ele prometeu, entrando na minha brincadeira. — Sou bom em outras coisas que professores não ensinam...
Uma verdade, em todos os sentindo. Todos sabem o que Brian quer — e só envolve a sua banda -, nada de diploma ou um casamento arranjado para manter os milhões na conta da sua família. É nessa hora que eu o invejo, alem de tudo também sinto vontade de ter uma vida feito a dele quando estou aqui. Família e amigos de verdade, viver num lugar de verdade...Ri internamente de mim mesma, desligando dos seus olhos e voltando olhar para o mar, porque na verdade eu não o invejo, isso é só uma desculpa para não dizer que eu quero esta na vida dele, participando dessas coisas com ele. Somente isso.
– Eu não sou muito fã de água, mas a gente vai torrar aqui feito turitas idiotas — Brian disse ainda humorado, eu compreendi o queria mas não acreditei.
– Você quer entrar?!
– Claro. Não vir aqui para ficar olhando, você veio?
– Não...
Ele se levantou já sem a blusa. Dessa vez eu vir preparada, vestia meu biquini debaixo da roupa e quando a tirei, joguei cada peça de qualquer jeito sobre minha mochila e fui ao encontro dele que já caminhava na direção do mar, advinhando meu jeito sem graça de ficar só de biquini perto dele — eu posso esta gorda demais ou tenho um corpo feio para arrisca usar um biquini....E o álcool não esta aqui para me ajudar ser menos boba.
Caímos contra a primeira onda que veio, quando voltamos para superficie eu o seguir até onde meus pés já não encontravam o chão, mas as mãos dele envolverem minha cintura e por um curto instante achei que fosse apenas para não deixar eu afogar, porem assim que senti seus lábios na minha mandibula, bochecha, depois meu queixo, tive certeza que Brian só queria mais um beijo. O abracei pelo pescoço, encarando seus olhos que em pouco tempo desviaram para minha boca, e eu já não prestava atenção a onde estamos, nas pessoas, nada! Pois tinha um problema, mas eu estava gostando demais das suas mãos firmes contra minha pele e da sua boca contra a minha para importar se o mar vai nos puxar para o fundo.
E foi dito e feito.
Brian esqueceu de nos manter firme no mesmo lugar e fomos engolidos pela onda grande, tomando um ridiculo caldo. Eu voltei para a superficie rindo alto de nós dois, pois definitivamente somos como os turistas idiotas que HB sempre recebe.
– Isso não vai funcionar — fingiu ele esta rependido de entrar aqui, me ajudando tirar meu cabelo dos olhos e não afogar novamente.
– Eu não vou sair daqui tão cedo agora — avisei, divertindo com a situação. Não é que não eu queria beijá-lo, não mesmo, a água só esta boa para sairmos justo na hora boa.
– Ahh, então agora você esta me devendo dois favores – fez-se de esperto, lembrando do que eu disse no começo, sobre esta o devendo uma eternamente.Quer dizer, agora são duas como ele falou, mas não sera ruim pagá-las depois. Eu sorri, aproximando o suficiente para esmagar meus seios no seu peito nú.
– Que favores dificeis teria que pagar — e sussurrei perto do seu rosto, achando um bom lugar para brincar logo ali, sem ser sua boca.
– E com juros. Por...Me torturar desse jeito...Porra...
Eu não sabia o que estava fazendo, mas o jeito que minha língua lambeu seu lobulo da orelha fez a voz dele se quebrar e o palavão foi a resposta certa para mim. Finalmente pode colocar um pouco o plano de Vic em pratica, sobre ser mais solta. Minha amiga ficara orgulhosa de mim por não ir tão facilmente e ao mesmo tempo esta íntima com ele sem medo.
Passei as mãos por suas costas, desenhando com a ponta dos dedos cada detalhe do seu corpo como se eu tivesse decorando ou simplesmente quisesse aproveitar o momento. Ele obedeceu minha vontade de ficar e não distraimos com uma pegação que quase se iniciou naquele beijou, o que era uma surpresa para mim. Brian nos trouxe para onde meus pés tocavam o chão, facilitando as coisas, enquanto continuei sentí-lo, notando sua barriga se contrair contra a minha a cada toque e ouvi um pesado suspiro seu se rendendo, que aqueceu meu pescoço e me fez sorrir. Não é facíl, eu sei, sei muito bem como se sentia, e estou até surpresa porque Brian não insistiu na pegação perigosa, como tentamos varias vezes. É complicado e a gente ainda não sabia lidar com todo essa vontade, mas não nos impediu de explorar com cuidado, ele também fez desenhos sem sentido em minha cintura, eu agi da mesma forma, me rendendo e ficando facil demais para partimos ao o que ainda é complicado.
Acho que isso não vai dar certo. Ele é bom demais. Estremeci com o toque da sua língua no meu pescoço. – Temos um ponto franco — e consegui falar, insinuando humorada.
– Acho que não tenho só um ponto fraco...- sua confissão veio longos segundos depois e tão baixo que se eu não tivesse por perto não o ouviria murmurrar. Fiquei com medo de não ter ouvido certo, começando a imaginar demais, e o esperei continuar com as palavras já que agora não beijava mais minha pele, mas ele não fez.
– E quais são os outros?
– Não sei — mentiu, eu não podia ver mas sabia que um sorriso estranho estava nos seus lábios. — Se tudo nessa vida fosse fácil...Não é capaz de descobrir?
Acabei erguendo meu rosto diante do desafio e impulsei meu corpo para cima, deixando a água me levar mais pra perto do seu rosto, cara a cara. Isso deu mais liberdade para Brian mover suas mãos em mim, ninguem de fora podia ver onde elas estavam, tão pouco como nosso corpo se esfregavam um no outro, entre a água deliciosa.
Eu queria sentí-lo mais, queria tê-lo mais perto, sentir minha respiração ser misturada à dele, tê-lo todo para mim...Mas freiei esta linha de pensamento, ainda atenta ao desafio que impos, só que não esquecendo completamente do que podiamos fazer aqui, com toda a liberdade que água nos proporcionava claro.
– Eu vou descobrir.
– Mas não aqui — Brain agiu rápido, interrompendo qualquer movimento meu antes de qualquer coisa.
O olhei por um momento parada, apenas com um sorriso malicioso querendo se abrir no meu rosto achando que ele só estava impondo mais desafios para eu quebrar.
– Por que não? — sussurrei e mechi meu quadril sobre o seu, mas então aquelas mãos feito gancho vieram na mesma hora me freiar. — Quem é você e o que fez com Synyster Gates? — eu soltei mais surpresa do que antes tinha ficado, mas não esperei resposta, fitando seu olhar semi-cerrado ao mesmo tempo que partia para um novo ''ataque''.
Eu disse que é complicado sim, que a gente ainda não sabe lidar, mas depois da Vic e eu mudarmos nosso plano não ligo de perder o controle só um pouquinho. Insisti mais uma vez, tentando mostrar á ele que não me importo de termos um pouco do que temos vontade, mas ele impediu meus dedos de completar o caminho pela sua barriga, pela terceira vez, e voltei olhá-lo agora confusa e temerosa. Ele não quer?
– Eu sou muito bom em foder as coisas, Mel — murmurrou novamente, se explicando quando olhava nos meus olhos. Tentei desviar, não querendo saber de desculpas e tentando outra vez pra mostrar que eu realmente quero e ele não precisa bancar o compriensivel, mas tirou suas mãos da minha cintura como aviso e segurou meu rosto, mantendo-o frente ao dele. — Eu vou acabar fazendo merda. — avisou mais alto.
Balançei minha cabeça em suas palmas, não concordando. — Você não vai, não sozinho. A gente pode só tentar...Como as outras vezes...
– Não assim. Não agora. E não como nas outras vezes.
Minhas sobrancelhas quase se encontraram, criando um finco preocupando na minha testa, meus lábios se abriram a procura de ar enquanto piscava os olhos rápidamente. Ele não é o Brian!
Ao contrario de mim, seu gesto foi afagar minha bochecha gentilmente com o polegar, parecendo convicto no que falava. Porem eu ainda estava morrendo de medo dele ter desistido, de eu ter feito alguma coisa errada para negar uma das coisas que mais gosta. Não faz sentido. Meu estômogo se reviou com a ideia dele não querer ficar mais comigo.
Acho que Brian viu esse medo nos meus olhos, pois devagar mudou o caminho do seu dedo para meus lábios, os contornando perfeitamente, então ali pressionou um beijo calmo, sem responder a valanche de emoção que palpitava no meu peito, pronto para devorar-me. Eu não fechei meus olhos e nem retribuir. Queria olhar no seus olhos enquanto perguntava: — O que isso significa?
– Não dá para explicar agora, é só um plano que tenho e você vai ter que confiar nele. Confesso que não botava muita esperança nisso antes, só que...- pausou, parecendo escolher as palavras certas para eu escutar. — Eu mudei de ideia. Vamos ver o que acontece daqui por diante. Sei que não mereço, mas você vai ter que confiar.
Ao acabar de dizer sumiu com seu lábio inferior entre os dentes, ficou me encarando provavelmente dando a vez de eu falar. Realmente ele sabe que confiança não é algo que consegui tão facil assim. Eu já sabia que não confio em Brian mas se um vez consegui lhe dar chance, quando conversamos sobre minha vida dentro daquela caçamba, eu posso fazer isso de novo, por ele, por nós, por tudo novo agora.
Fiz que sim com a cabeça, ganhando um meio sorriso em troca e seu dedo dançou por meus lábios novamente, dessa vez pedindo ao em vez de roubar um beijo. Eu não deveria ceder, ainda precisava saber sobre esse tal plano confuso, mas foi dificil recusar olhando seu rosto quase próximo da mascara obscura que tanto odeio, Brian parecia querer esconder alguma coisa de mim e eu não vou deixá-lo entrar neste caminho frustado, preciso dele que o resto não conhece comigo, então minhas pálpebras se fecharam e o senti me puxar de encontro a sua boca. E como prometido, ele se afastou na hora certa, movendo-se para minha bochecha, e ali plantou um pequeno beijo também, me abraçando em seguida.
As vezes eu acho que estou deitada na minha cama no escuro da noite idealizando isso tudo. 99% não perece ser real, é como se esta praia nunca tivesse existido, as pessoas, ele comigo...Tudo fruto da minha grande imaginção. Mas os sentimentos dentro de mim de algum modo deixavam claro que são reais, eu não saberia invetar algo assim contra eu propria, não saberia sabotar do meu corpo para me dar prazer e minha pele formigar como acontece quando estou em contado com a sua, se ele não existice para fazer isso eu nunca teria essas sensações.
– Seu cheiro é bom...
A felicidade que preencheu meu peito com aquela confissão se instalou como um suspiro esvaziando meu peito de todos — ou quase, na verdade — os medos, eu pressionei meu rosto contra seu peito em resposta, pois não conseguiria falar um obrigada ou algo assim em voz alta, porque alem de satisfatorio é estranho ouví-lo me elogiar do nada.
Brian afrouxou seu aberto em volta de mim, tocando só minha cintura, então simplesmente continuamos a nadar, divertindo do nosso jeito por horas que passaram rápidas demais pro meu gosto. O sol baixo indicava já estar na hora do por-do-sol, acabamos nos decidindo voltar para areia e esperar nossos corpos secarem pra infelizmente nos vestir.
O calor fora substituido pela brisa gelida, eu cruzei meus braços encolida contra meus joelhos, arrepiada. Brian me puxou pelo ombro, eu tombei batendo contra seu torço nu e ali fiquei, encolida dessa vez contra ele — bem melhor! — e assistindo o vento brincar com seus fios negros quase seco, ao mesmo tempo levando a fumaça do cigarro que acabou de acender. Ele não me ofereceu ou pegou um para mim. e quando fui roubar desviou a mão.
– Acho que coube à mim ter uma conversa seria com você sobre isso.
Achei que era brincadeira e comecei a rir, mas não escutei sua risada de volta. Sentei direito na areia, procurando olhar seu rosto não acreditando esta falando serio.
– Por que isso agora?
– Porque essa porcaria não é brinquedo que um dia você pode cansar e deixar de lado.
– Ah então isso serve para você também? — questionei teimosa, mesmo sendo uma comparação ridicula. O jeito que Brian soltou a fumaça confirmou que foi.
– Porra não questiona. Eu tenho os meus motivos — e me puxou novamente, como se encerrasse o assunto.
– Motivos?
Minha pergunta apenas ficou no ar, Brain fingiu que não escutou, ficando calado e acabando com o cigarro. Eu não esqueci disso, correspondi seu abraço mas ainda pensando sobre os motivos que pode levá-lo usar essa porcaria como diz. Se for assim eu também tenho os meus motivos, piores do que os deles aliais!
– Esta com fome? — quebrou o silêncio depois de jogar o que restou do seu cigarro fora, virando-se para mim. — Eu conheço um restaurante aqui perto...
– A gente pode ir naquela McDonalds. — eu sugeri também.
– Então vamos, mas não prometo irmos lá todo dia. Aquele sanduiche é ruim pra caralho quando não estou com fome...
Eu não ouvi o resto que tagarelou, quer dizer, eu ouvi mas não dei a minima atenção depois dele dá a entender que viremos aqui todos os dias mas não pra comer McDonalds. Tipo amanhã, depois da manhã, e assim por diante...
Brian não notou o sorriso feliz que colocou nos meus lábios enquanto levantamos para pegar nossas coisas. Eu o escondi ficando de costas, com medo de ter entendido errado. Não! Amanhã estaremos aqui de novo. Eu pedirei se for preciso, temos que voltar, pelo menos passar a tarde com ele onde quer que for. Eu não vou acabar com todo este momento que tivemos sozinhos tão rápido .
Notas finais
E desculpe mais uma vez pela demora, agora acho que sou digna de fazer esse pedido kkkk O que acharam? Deixo os comentários com vocês!
até o proximo ♥
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