Angel Devil
8 Eu nunca perco.
Notas iniciais
As coisas pareceram voltar ao eixo aos poucos. Nathan se afastou, e eu fiquei jogando sinuca com os meninos e a Vic sem todo aquele climão assustador de antes. Na verdade só havia uma coisa incomodando, Michelle.
São duas Michelles, mas a outra se chama Valary e não tem nada haver com o Brian...O que? Eu tenho algo haver com isso também? Definitivamente não, então preferi ficar na minha e nem falei com ele direito.
Descobri que sou muito boa neste jogo, Johnny e Zacky foram derrotados por nós garotas umas...A gente brincava que foi umas 200 vezes, e não tinha mais graça ganhar deles.
– Arram fodona, quero ver você ganhar do fodão aqui então — Jimmy puxou Brian pela a gola da camisa, tirando-o de Michelle e envolveu o amigo pelo pescoço, sorrindo com a ‘’oferta‘’ presa do seu lado.
Ficar frente a frente com ele me deixou com um diferente desconforto, mas não podia fugir, então ignorei dizendo para mim mesma não ter medo de como ele me olhava nos olhos.
Jimmy disse algo no ouvido do Brian, e o proprio sorriu misteriosamente, satisfeito com alguma coisa e nem um pouco afetado como eu estou. Ergui o queixo e as sobrancelhas, correspondendo seu olhar mais determinada, mesmo meu estomago dando voltas e voltas por causa da bebida, por causa dele, por causa do Nathan, por causa do ambiente, por causa do sono...Mas grande parte por cauda dele.
– Quero ver você ganhar agora...- Jimmy abriu um sorriso convincente, desafiando-me.
– Pode ser então. O próximo derrotado será Synyster Gates! — anunciei, aceitando o desafio com todo meu ego falho.
Peguei o taco mais próximo da mesa e voltei encarar Brian, esperando-o fazer o mesmo pra começarmos a partida. Grande besteira! Eu não estava confiante, meu corpo sofria uns leves tremores, e só por receber seu olhar quase safado. Só por isso.
Brian soltou a fumaça do cigarro que carregava entre os dedos e apagou o resto da brasa no cantinho da madeira. Então finalmente pegou um taco para si, mas antes de começarmos, eu não sei o que estava fazendo, ele veio até mim ainda sorrindo zombadorei e retrucou: — Isso é o que veremos. Mas deixe eu te contar uma coisa: Eu nunca perco.
Minha resposta foi o silêncio. E feito naqueles filmes faroeste cada um tomou seu lado, concentrados em apenas derrotar seu adversário, pois é assim que eu o via; uma ameaça, em todos os sentidos.
– ESPERA AÊ, ESPERA AÊ! Esse momento histórico não pode acontecer sem rolar uma aposta — Zacky interrompeu, segurando o triangulo de madeira, atiçando ainda mais a tensão entre nós.
– Tenho no bolso 200 dólares e uma garrafa de absinto — Brain ofereceu, sem tirar os de mim, nenhuma vez.
– Pode ser — concordei não perdendo tempo apostando alguma coisa. Eu não vou perder. Não vou mesmo. Para começar o dinheiro pode ser para minha gasosa, ele me fez vir até aqui para assisti ficando com a outra lá, e agora vem cheio dessas facas afiadas para cima de mim? É justo eu ganhar. E o absinto...Nem sei o que é, mas serve também.
O jogo começou já virando algo de vida ou morte. Jogadas sujas, certeiras, lentamente bem pensadas, e mantemos o impate até um certo tempo pois o trapaceador passou na frente. Seu sorriso idiota também passou a me dar nos nervos, desejei jogar milhões de vezes o taco na cara dele para ver se arranca aquele sorrisinho cínico...Mas me segurei, apenas cerrando os dentes e fechando a cara para as bolas na mesa.
Eu confesso que estou um pouco decepcionada, nada que cheguei a imaginar sobre Brian batia com a realidade bem na minha frente. Claro, ele não é nenhum garoto docil que eu já lidei antes, mas esse é muito arrogante e egocentrico pro meu gosto. Mas eu não deveria ter ficado surpresa, ele nunca pagou de ''bom garoto'', pra ninguem, e comigo não seria diferente.
Só que eu consegui não deixar transparecer, existia também a outra metade que desejava fazer picadinhos dele e entregar para Michelle: ''Faça bom aproveito do resto, querida.''
Me apoei no taco, calculando uma nova jogada, com os olhos grudado no tablado verde sem piscar. Brian, percebendo o que vou arriscar, soltou uma risadinha desviando minha atenção. Ele passou a mão pelo o cabelo arrepiado e também se apoiou no taco confiante no que insinuava — sendo gostoso lá na puta que pariu (uma frase que adquiri ao meu vocabulario graças a Vic).
'' Não vai dar certo..'' — era o que sua expressão me dizia.
‘’ Veremos’’ — pensei mando um olhar duro.
Inclinei sobre a mesa, e movimentei meu braço num vai-vem com cuidado. Na segunda inda a ponta foi contra a bola branca, fazendo-a bater no lado direito da outra, essa formou um zigue-zangue no tablado e bateu em mais uma que rolou até cair na boca.
A branca seguiu seu caminho até outra bola que eu também queria fora e...STRIKE! Senti como se tivesse feito um lindo e estupendo strike. A minha torcida comemorou junto comigo. Vic, Jimmy, Johnny e Zacky.
Ouvir aquele risadinha debochada mais uma vez, não entregando o jogo. Eu também sorri, porque querendo ou não foi uma linda jogada. Ele precisava admitir.
– É o melhor que você sabe fazer? O jogo não acabou.
Brian puxou meu queixo, me obrigando olhá-lo de perto enquanto sussurrava. Perto demais. Droga. Ele deve consciência de como sua provocação mecheu comigo, mais do que meu auto-controle podia suporta. Senti um calor subir e minhas bochechas esquentarem sem a minha provação. Mas reagi antes de fazer mais alguma estupiez, tirando sua mão bruscamente do meu queixo.
Brian voltou a jogar como se nada tivesse feito. Idiota! Mil vezes porcaria de idiota! Infelizmente ele é realmente o fodão mesmo. Jogava muito bem. E eu comecei a questionar se ganharia diante do labirinto quase sem saída que se formou na mesa. Mas eu não deixei, procurando algum ponto fraco nele o tempo todo. Sei que também esta sendo difícil para ele, passei a dificultar as coisas de propósito, o irritando. Brian circulava pela mesa, as vezes parando só olhar, mas percebendo que não tinha como apenas descartava sua vez. E quem disse que eu parei?
Com o tempo erramos menos e jogamos mais, matando um por um em cada jogada. Deixei de provocá-lo, percebendo que eu poderia vencer, e isso pareceu acontecer com Brain também. Movíamos em sincronia, totalmente absorvidos no jogo até que outra bola caiu e uma explosão de gritos surgiu do nada. Assustei, saindo da bolha, e ouvi um deles gritar: ‘’ Não acredito que ela ganhou dele!’’
Braços surgiram quase me sufocando no pequeno espaço entre o sofá e a mesa de sinuca, eu fui suspendida no ar pelo Jimmy como um troféu, quase tocando o teto negro o bar, sentada em seus ombros com medo de cair. Quando a ficha finalmente caiu entrei na festa gargalhando.
Eu ganhei dele, de lavada! Eu ganhei, eu ganhei, sou mais foda...Mas perdi a linha do pensamento quando encontrei o perdedor encostado na mesa de braços cruzados, olhando para nós sem soltar umzinho de reclamação se quer, ou sorrisos debochandos contra mim...Nada. Nem uma expressão de derrota. Ou sarcasmo. Nada.
Brian apanas correspondeu sereno a minha encarada, o que é esquisito para alguém que nunca perdeu e é aniquilado na frente de todos.
– PERAI! — gritei e pedi ao Jimmy:- Deixa eu descer. Quero pegar meu prêmio.
Ele obedeceu e todos abriram espaço para mim, voltando aos seus lugares ainda comentando sobre a bela partida. Parei na frente do perdedor com o mesmo sorriso que ele tinha, tentando atiçá-lo. Deixei minha mão estendida com a palma virada para cima, pedindo meu premio em silêncio e esperando sua reação mais mesquinha de todas. Ao contraio, o dinheiro fora depositado na minha mão mas sem nenhum comentário afiado. E pela primeira vez vi Brian completamente calado.
Num entendi mais nada...
Continuamos na mesma, olhando um para o outro e só. Minha festa não faria sentido se ele não estava importando com nada, eu olhei para aqueles papeis embolado na minha mão e fiquei sem o que fazer. Perdeu completamente a graça.
– Uma roda de cerveja para todo mundo! — falei alto, me livrando do dinheiro, e ouvi todos gritar ''Uhuuul'' em resposta.
Eu precisava saber o que Brian estava pensando através daquele armadura esquisita. Para minha frustração nada descobri, eu o conhecia tão pouco...Nem ao menos sei explicar se era triste, revoltado, ou com raiva de mim por perder...
– Fala alguma coisa — e quando percebi já tinha soltado as benditas palavras suplicantes, pensando em voz alta. Parabéns Melina! Engoli minha vergonha e continuei com a mesma postura, não tinha mais nada que eu possa fazer. Mas pelo menos consegui mudar sua expressão mascarada. Um sorriso diferente surgiu no canto do seus lábios, eu comecei a gostar desse, mas não foi o suficiente para entender o que significava também, pois alguém pulou em Brian, quebrando o nosso contado visual.
Dei um passo para trás, quase levando um tapa no rosto.
– Ei Syn, agora que o showzinho acabou me leva para casa? — Michelle pediu pendurando no pescoço dele como se eu não tivesse aqui.
Algo me dizia que era só pra se mostrar. Estreitei os olhos, segurando minha vontade de não responder grosseiramente por ele.
Ela não parece ser aquele tipo de garota fresquinha, insegura, imatura como agia agora, sua aparência esta mais para uma garota que sabe o que quer, esperta, e bem...Ela é bonita pra ficar agindo dessa forma ridícula, cheia de ciuminho. E eu não entendia o porque, eles são namorado oras! Ela não confia nele?
– Michelle, pede um dos meninos para te levar ou pegue um taxi. Estou devendo uma garrafa de absinto ainda — ele disse voltano olhar nos meus olhos, alheio ao braços arredor do seu pescoço.
Segurei-me para não sorri enquanto os braços o deixou aos poucos, e nem arrisquei dar uma olhada nela, sei que me mataria com os olhos se fosse possível. Bem feito! Foi ela que começou com essa guerrinha besta.
– O que é absinto? — perguntei quando já estávamos sozinhos. Brian gesticulou com a cabeça, pedindo para mim segui-lo em silêncio.
Fui levada para atrás do balcão, em um canto entre o armário e o freezer ele tirou uma garrafa gordinha de lá.
– Acho que devo dizer...Parabéns. Ninguem conseguiu derrotar Synyster Gates até...Você aparecer.
Esperei um pouco, tentando encontrar alguma piadinha naqueles palavras, mas ele disse calmo. Mansinho demais. Peguei a garrafa dando de ombros internamente.
– Devo comemorar agora? — eu quis saber começando a tirar o lacre da garrafa pesada.
– Melhor não...
Franzi o cenho e ergui meus olhos diante da sua negação, querendo saber o porque. Ele olhava por cima da minha cabeça e estreitou os olhos dessa vez, mirando alguma coisa naquela direção. — Quero dizer...Que tal comemar em outro lugar? Você e eu...
Um enorme sorriso abriu em meu rosto. E quase deixei escapar ’’ É o que mais quero!’’, mas mordi minha língua e pigarreei baixinho escodendo meu sorriso junto antes de dizer devagar:- Claro...Vamos.
Sem olhar para trás caminhamos em direção a saída. A mão dele se manteve em minhas costas, me guiando, até a calçada, e em silêncio Brian me levou para a praia que fica uns três quarterões longe do bar.
Estava deserta e semi-iluminada pelo dia que ameaçava chegar. Tirei meus tênis, afundando meus pés naquele macio ‘’tapete‘’ de areia, e andamos por ali mais um pouco até decidimos sentar de frente ao mar para esperar o dia amanhecer de vez. O céu não estava tão escuro feito a noite, tinha poucas machas azul-claras, as estrelas e a lua se foram, então tinhamos pouco tempo até eu ter que ir embora.
Isso não estava parecendo uma comemoração, mas eu preferi assim; a brisa gélida, o som das ondas, e só nós dois.
– Você não se lembra — depois de um tempo longo calado ele disse ainda sendo o verdadeiro Brian que gosto...Quero dizer, não gostar mesmo, é só uma maneira de dizer...
– Do que? — parei de dar atenção aos meus pensamentos confusos, dando toda atenção ao que disse.
– Eu fui seu saldado na 6° serie, no teatro da professora de literatura.
Tombei minha cabeça pro lado, pensando por um momento no que acabei de ouvir. É, realmente...- Não, não me lembro — concordei achando graça.
Ele se lembra.
– Claro que não, princesas não lembram dos seus surditos — zombou, jogando areia na minha perna de brincadeira.
– OW! Desculpa por não senti pena de você.
– Beleza então, princesa.
Fiz careta, não gostando de ser chamada de ''princesa''.
– Para com isso, não sou princesa e é um tanto brega ser chamada assim, ainda mais saindo de você...Soa muito estranho.
Seu sorriso só cresceu. Levei isso como se tivesse acabado de falar que adoro ser chamada de princesa, dando mais motivo para o irritante continuar. Bufei. Também não era para menos; quer coisa mais pedreira do que ser chamada de ‘princesa’? Princesa é a Diana! Ou não mais, ela morreu...Tanto faz essa idiocite. De princesa eu não tenho nada, a não ser a grana e as regalias, mas agora estou mais para uma bêbada descabelada do que algo assim. E nem sei porque estou remoendo isso...Só por causa de um apelido, fofo não era? Preferi esquecer, pois ainda continua sendo brega.
E sobre o teatro...Eu me lembro dele, tenho fotos da minha infância espalhada por toda casa para mim recordar disso muito bem. E não foi a primeira vez que participei de algo assim, eu até já fui a tão clichê Julieta no colegio, mas nesse Brian não estava. O que a gente participou foi escrito pela a própria professora de literatura na época.
Meus olhos foram na sua direção para buscar mais informações, mas eu esqueci o que queria perguntar ao encontrar seus olhos sobre mim sem disfarçar. Algo me dizia que Brian já estava fazendo isso algum tempo enquanto eu viajava nas minhas lembranças. Fiquei vermelha de vergonha, da mesma maneira bobinha de sempre.
– Como conseguiu meu número? — pensei em outro assunto rápido, me sentindo péssima para ser olhada tão de perto. Eu não poderia estar mais apresentável numa situação dessa?
– Ocean School não preserva a segurança dos seus alunos muito bem.
– Você entrou lá sem autorização? — ergui uma sobrancelha espantada com a ideia dele ter feito isso. — Acho melhor nem perguntar exatamente como foi. Não quero entregar você se alguém vir atrás de mim.
– Fique tranqüila, eu fiz tudo sem deixar provas de quem era. Ao menos que eles procurem minhas digitais, tem o chiclete...- Brain desistiu de falar percebendo minha expressão mudar para o medo. O que esse menino fez? — Lógico que não vão fazer nada, Mel! Eu não roubei nada. Podem ficar intrigados porque alguém entrou lá, mas vão ver que não roubei nada e deixar por isso mesmo.
Eu não consegui ouvir nada do que disse. Não, eu consegui sim, mas depois do ’’Mel’’ esqueci completamente do resto. Aquela simples palavrinha grudou na minha mente, dando ecos e ecos com sua voz baixa e tranquila.
Ninguém nunca me chamou assim antes...Mordi o lábio, sem saber o que dizer. Eu queria falar, sei lá, dizer que eu gosto e que ele podia me chamar quantas vezes quiser, mas...Brian, ao percebe do que me chamou, me causou uma segunda decepção. Ele cortou rapidamente o assunto: – Eu te dei isso porque tenho uma certa curiosidade para ver como reage – apontou para a garrafa tombada do meu lado na areia.
A bebida era tentadora neste momento, expulsaria toda essa insegurança...
– Melhor não, daqui a pouco tenho que ir para a escola. Minha mãe não pode descobri que passei a noite fora do condominio também...Tenho que ficar sã rápido!
– Bem, temos mais algumas horas...
– Para quê?
– Você não quer ficar sã rápido? — perguntou misteriosamente e levantou do chão, fazendo alguns grãos de areia cair da sua roupa.
De repente Brian tirou sua camisa, e o pior que não parou por ai, depois seus tênis, meias...
– O que você pensa esta fazendo?! — quase gritei, levantano num átimo da areia, e o interrompi antes que seja sua calça jeans.
– Você preferi entrar no mar de roupa? Seu vestido não vai cercar a tempo...
De boca aberta o ouvi falando como se as pessoas fizesse esse tipo de absurdo o tempo todo! Ok, eu preciso realmente acordar, mas:- Entrar no mar a essa hora?! Não posso tirar o vestido. E-eu estou sem er...sutiã. — é ótimo gaguejar, entreguei toda minha timidez só de pensar em ficar semi-nua diante dele.
Brian já me intimidava de totalmente vestido, imagina...Não mesmo.
– Seios não é novidade para mim, princesa — fechei a cara não achando engraçado o seu comentário como ele achou e ainda ria da minha cara. Cadê uma arma quando a gente precisa? — Ok! — levantou as mãos em sinal de paz. — Eu vou na frente, fico de costa te esperando, e vamos ficar a onde a água bata nos nossos ombros. Melhor assim?
– Eu não disse que aceitei — cruzei os braços, teimosa. É uma maluquice!
Brian, me ignorando, tirou a calça sem se importa que eu ainda olhava para ele, virei o rosto vendo de relance seu corpo. Ah, tenho um desconto, não consegui impedir meus olhos de ir naquela direção e ver sua box preta.
Preferi nem verificar se ele estava se comportando. Desamarrei lentamente o laço do meu vestido e o desci pelo meu corpo, me sentindo anormal por fazer isso.
A brisa gélida bateu contra minha pele, me fazendo arrepiar toda. Cobri meus seios com os braços, ainda tendo consciencia que estou numa praia publica e só de calcinha. Mas já que aqui estou semi-nua, o segundo passo não foi tão difícil.
– É só para ninguem desconfiar! — eu disse para mim mesma ficar calma e corri até onde Brain esperava de costas, como disse.
Mergulhei na onda quebrada de uma só vez, ao voltar para superfície arfei alto, como se alguém tivesse atirando pedras de gelo contra mim. A água esta muito, muito, muito gelada!
Pelo menos o gozador tinha razão, eu despertei; meu corpo deixou de moleza e meus olhos não pesavam mais por causa do sono reprimido. Foi um otimo avanço. E me sentir idiota por não ter pensano por este lado, achei que Brian...Bem, não importa agora.
– Até que você é inteligente...
– Até que sou? Eu não era antes? Estranho, pensei que tinha passado uma boa impressão...
– Depois de ser derrotado, Synyster, confirmei que é daqueles que ’’late mais não morde.’’ — provoquei como eu fiz dentro do seu carro.
Contrariado ele mordeu, fazeno sumir entre os dentes e olhou para mim enquanto se aproximava perigosamente. Eu não me intimidei, apenas sorri, de repente sentindo meus lábios formigarem por causa do desafio que vi brilhar nos seus olhos.
– É a segunda vez que você diz isso. Da primeira deixei passar. Mas da segunda...- esquece todas as vezes que eu disse ter ficado frente a frente com ele, nada se compara sentir seu hálito aquecer minha pele. Ficamos tão proximos que se ele inclinasse mais um pouco nossos narizes se torcavam. E isso só pode ser uma coisa...Fiquei quietinha esperando ser beijada como Nathan fez. — É melhor calar sua boca depois. — foi como ganhar um segundo banho de água fria.
– Depois? — perguntei debaixo da respiração que eu nem sabia ter prendido.
Posso ser freira, santa, essas coisas que me chamam, mas posso sentir a nossa conversa ter tomado um rumo que fazia borboletas desperta em meu estomago. Eu queria ser beijada, senti uma enorme vontade, até esqueceno completamente que estamos no meio da água congelante, com o sol nascendo, enquanto as ondas nos puxava para o fundo...Por que não?
– Você e o Nathan...
Foi o suficiente para entender o problema. Brian não se deu ao trabalho de continuar porque eu já tinha sacado. Beijei seu inimigo, sei que ele é muito orgulho para manter uma barreira intacta entre nós por causa do que aconteceu comigo e com Nathan. Só por causa de um beijo que eu...Foi só um beijo!
Frustrada parei de bater meus pés e comecei afundar na frente dele até sumir, decidida: Já chega por hoje.
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