Angel Devil
10 Estupidamente Bonitinha.
Notas iniciais
Senti meu rosto endurecer e queimar naquela mistura de timidez, embaraço e temor, ao vê-lo ali com seu sorriso torto. O mais chocante era a aparente naturalidade com que aparecera, como se estivesse num lugar comum e fizesse isso com freqüência.
– O que faz aqui?!
Ignorando minha pergunta, Brian Haner apenas fechou o espaço aberto entre nós calmamente. Conforme andou até mim reparei que ele usava jeans escuro, botas de combate, e uma camiseta social de mangas comprida, totalmente diferente do Brain largado que conheço. Era estranho vê-lo tão...Era mais do que estranho na verdade, eu só não sei o que falar diante de alguém feito ele. Ergui meus olhos, lembrando que ele émais alto do que eu, e de pernas bambas encarei aquelas iris castanho-escuro. Brian balançou a tirinha rosa em frente meu rosto, e vi seus lábios entreabertos se mexerem, mas foi dificil escustar -...Vir buscar o que é meu por direito — ou dificil enteder o que quer aqui. — ‘’Vale um beijo’’ – leu o que estava escrito no papel, parecendo não importar com o estado emocional que me deixou.
–...De 30 segundos — completei sua frase automaticamente.
''Covarde!'' — minha mente gritou para mim.
– Quem liga para a merda de trinta segundos? — fez pouco caso, jogando a tirinha fora. Eu só não ri porque sua voz era um sussurro rouco tão gostoso que substituiu meu riso por um gemido. Mas logico, eu reprimi este som constrangedor respirando fundo e concetrada somente no seu rosto tão próximo como ficamos dentro daquela água congelante. Só que dessa vez nossos narizes quase se tocavam, e eu sem entender o porque, fechei o pouquinho de espaço que nos faltava, encostando enfim meu nariz no dele num carinho simples que me deixou com problemas respiratorio. Céus...Desde quando fiquei tão necessitada dessa aproximidade?
Minha pulsação sobrenaturalmente começou se acelerar, que eu cheguei a pensar em explodir. Não sabia se era nervosismo, o calor da sua respiração me aquecendo, seus olhos perto demais, talvez seja tudo misturado. E Brian arriscou, olhando nos meus olhos enquanto pousava suas mãos em cada lado do meu rosto. Incapaz de mecher eu apenas o observei, dando a entender que podia fazer o que quiser comigo, é facíl demais. Ele entedeu sem precisar de nenhuma palavra, meus lábios foram cobertos pelos seus de uma forma que imaginei nunca existir num beijo, sua boca era molhada, carnuda e bem articulada, isso foi o suficiente para deixar-me molenga, o correspondendo como se eu nunca mais fosse receber outro beijo.
Desta vez ninguém estava sobre o efeito de álcool, nada era forçado, nenhum tipo de curiosidade existia em mim para profundar aquilo. É tudo diferente, a sensação das nossas bocas encaixadas, da sua língua massageando a minha...Só sei que é muito melhor do que a liberdade de poder esta longe da minha mãe por exemplo. A comparação chega ser idiota, mas eu tentava de algum jeito encontrar explicação para aqueles turbilhões de sentimentos que tomou toda parte do meu corpo; batendo forte no meu peito, esmagando meu estômago, embaralhando minha mente, deixando minhas pernas mole, fazendo minhas mãos soarem e tremerem...E eu mesma busquei por mais, quando ele deixou minha boca para dar atenção somente ao meu lábio inferior, abraçei seu pescoço levando minha língua ao encontro da sua boca com mais urgência, não querendo terminar com isso ainda e estar longe da sua língua. Senti a mão de Brian deixar meu rosto para escorregar pela lateral da minha barriga até parar em minha cintura, e me puxou — como se fosse possível — mais pra perto, prendendo meu corpo contra o seu ao mesmo tempo que trocava o lado da sua cabeça, me obrigando a fazer o mesmo.
A medida que nosso ritmo mudava meus sentidos foram para um outro nivel que acabou me assustando. Sentimentos entorpecentes começaram a me envolver como venono invandia minhas veias, mas este veneno era para meu corpo pedir mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais...
Eu afastei. – Brian, não... – e supliquei. Mas o proprio me agarrou pela cintura mais uma vez, eu desviei meu rosto conseguindo acusar brincalhona, querendo voltar ao inicio e deixar o clima menos fervecente: — Apressadindo.
– Excitado. Esta seria a palavra certa, princesa– corrigiu-me, abrindo um sorriso atrevido nos seus lábios vermelhos por causa do beijo, para o mal da minha sanidade.
Eu voltei a encará-lo, impossivel de deixar de fazer isso, seus olhos brilhavam para mim, uma onda de calor percorreu meu corpo sem precisar dos seus lábios para isso dessa vez, e serio, senti minha calcinha umedecer imediatamente ao ouvir o princesa. Talvez não seja o apelido em si, talvez seja a forma como diz e olha...Talvez seja os três.
Mordi o lábio, roxa de vergonha, como se ele podesse ver o que aconteceu entre minhas pernas.
– Eu juro que tentei me controlar, seria 30 segundos afinal — para minha sorte não, começando a provocar como se fosse necessario me deixar pior. — Mas quando senti sua boca, senti você...Eu perdi a compostura. — sussurrou mais coisas desconcertantes para mim, colocando alguns fios atrás da minha orelha enquanto fitava uma das partes que citou. Minha boca.
Eu ainda não tinha entendido se aquilo era uma coisa boa ou ruim de ouvir na verdade, estou zonza demais para dizer para mim mesma que é o Synyster Gates sussurrava coisas apaixonantes para mim, logo para mim. Eu tive que perguntar:- E gostou do que sentiu? — num fio de voz.
– Hm, eu não sei...
Franzi o cenho diante da sua respota, enquanto meu rosto foi murchando.
– É que, preciso experimentar mais vez para ter certeza — e o sorriu travessos estava lá novamente, dessa vez mais lindo, fazendo-me perder a compostura como ele diz.
Eu mesma fui beijá-lo, depois de sorri para ele em resposta, feliz por suas palavras, e com vondade de mordê-lo por ser tão...
O segundo beijo foi uma nova experiência quanto o primeiro. Nossos lábios se encaixaram como já se conhecessem, eu não hesitei em retribuir cada investida sem esperar Brian fazer primeiro. Ele me apertou contra seu corpo com mais ousadia, seus dedos afundarem em mim como se conseguisse passar pela minha blusa, enquanto nossas línguas brincavam numa intensidade crescente.
Minha mão também criou vida própria, deslizando para dentro da sua camiseta sem vergonha que uma garota deveria ter no seu primeiro beijo com um cara. Dane-se as regras, era o que uma Melinda diferente dizia dentro de mim, eu não liguei com a minha falta de vergonha, ainda mais quando senti seu abdomen contrair com o meu toque. Brian também sentiu na liberdade de tocar algo que não tinha feito ainda em mim, suas mãos foram parar dentro dos bolsos de trás da minha calça jeans...Um passo grande, que acho que a gente tinha quebrado sem querer desde nadar semi-nu no mar gelado. Eu sabia que não é assim que as coisas funcionam, pelo fio de sanidade que ainda me resta, pois talvez este seja só mais um beijo para ele, a mais nova garota na sua lista, e no dia seguinte Brian seguira em frente ao encontrar outra muito mais interessante do que eu. O que eu estava dizendo? Não sei, mas sentindo-o assim tão proximo me vez virar uma gulosa, sei que é errado compará-lo com comida, mas eu parecia aquelas pessoas que mesmo antes de acabar de comer já pensava na proxima rodada. Alem — claro! — dos tubilhões de sentimentos, eu também sentia medo, o mesmo medo que me fez afastar dele no começo, então não deu outra, nossos lábios mal se desgrudaram eu abri os olhos e o encontrei com as sobrancelhas franzidas, se afastando de mim relutantemente.
– O que foi?
– Você não acha que está se precipitando demais? Quer dizer, você tem namorada, Brian – mesmo me odiando por estragar tudo eu tinha que colocar ordem.
– Melinda, Melinda, Melinda...- ele repetiu meu nome suavemente, balançando a cabeça. — Namorada? De onde você tirou isso?
– Michelle não é sua melhor amiga — ironizei tirando minhas mãos dele e fiz o mesmo com as suas.
Ele bufou baixinho e abriu a boca provavelmente para se explicar, mas eu não dei importância porque vi a tenda se mecher. Não estavamos mais sozinhos.
– Melinda! Me contaram que ele furou a fila!
Inclinei pra ver Bia parada na abertura da tenda, olhando diretamente para Brain. — Vocês vão ficar ai até quando? O pessoal até desistiu....- ela não parecia feliz.
– Eu vou sair — respondi indo na sua direção. Brian veio logo atrás.
Do lado de fora Alice, Verônica, uma menina que estuda comigo e mais dois garotos, olharam em sicronia para o guitarrista sem disfarça a curiosadade, intrusos. Foi ai que tudo se encaixou...
– Errrr...O lugar esta livre — fingi de desentendida e puxei Brain pela camiseta, pensando só agora na grande burrada que cometemos. Eu não podia ter feito isso...Justo aqui! Esqueci completamente que estou no território perigoso, onde reputação suja é igual arrancar minha cabeça fora e pendurar na porta da igreja como ''Esta foi a garota que desobeceu ordens''.
E agora?
Apertei o passo, puxando Brain mais brutalmente na tentativa frustrada de tirá-lo daqui, ou escondê-lo em algum lugar, sei lá. Droga! Isso com certeza vai chegar nos ouvidos da minha mãe!
– Ei, ei, ei! — ele me pegou pelo pulso e paramos bem no meio onde a galera imigrava para uma barraquinha à outra. Eu olhei para todos os lados, com medo da minha família esta nos vendo. — O que foi?
– Não podíamos...Deus! Eu nem sei o que vou fazer...Minha mãe vai me matar!
– Ninguem vai te matar...
– Você não sabe de nada! É melhor...
– NEM SERVE PRA AVISAR QUE ACHOU ELA, SEU SAFADO! — bufei odiando o interropimento OUTRA VEZ. Johnny não tinha culpa, mas lhe mandei um olhar nervoso, soltando minha mão do perto de Brian.
Ele não estava sozinho e uma parte de mim ficou aliviada por isso.
– Como chegaram aqui? — perguntei observando-os aproximar, esquecendo um pouco o que acabou de acontecer, ou melhor, fingindo pois me liguei que não é um tipo de festa que eles freqüentam, achei que só Brian estava aqui.
– Tinha umas garotas divulgando na praia, esbarrei com elas e peguei os convites. Bem, tivemos que vim aqui, né?Já que você não dava noticias — Vic explicou e veio me dar um abraço. Os outros garotos fizeram o mesmo, brincando comigo.
– Agora...Vamos dar o fora daqui! Nunca fiquei tão sóbrio em toda minha vida. Esse pessoal não sabe dar uma festa que preste! — tinha que ser James reclamando pela falta de bebida, e ainda continuou:- Não agüento mais a cara de bunda desses patricinhas.
– Ei! Não despreze meu trabalho. Fui eu que organizei tudo, beleza? — dei um soquinho no seu ombro. Em resposta recebi um beijo molhado na bochecha, fiz cara de nojo limpando-a babada com as costas da mão. Jimmy riu.
– Você queria o que? Só faltou ameaçar a garota dizer seu nome...- Matt começou à contar a experiência de Jimmy tentando chegar em uma garota da alta sociedade, comportada e criada por uma família tradicional, que mal entendia o que um zé ninguem feito ele dizia.
Depois de gargalharem alto, tirando sarro do amigo e chamando atenção das pessoas, partiram em direção a saída. Os acompanhei até a entrada da Igreja, onde a festa terminava e o barulho já não era tanto. E esta parte estava mais escura também, graças as gigantes árvores impendido qualquer luz adentrar com facilidade, a não ser um único poste iluminando o outro lado da calçada.
Ao perceber que eu não dei mais nenhum passo, como também achei que deveria fazer, todos viraram na minha direção mas foi Zacky quem perguntou: — Você não vem?
Indecisa entre a razão e a vontade de ir, olhei cada rosto pensando no quão senti saudades desses malucos. E meus olhos traidores acabaram caindo nele, o único que eu não queria ver no momento por inumeros motivos. Loucura ou não, minha pele formigou onde suas mãos passaram, onde seus lábios tocaram, sentindo falta dele perto como minutos atras. Por que teve que durar tão pouco? Meu coração pesou dentro do meu peito ao encarar seu rosto vazio,como se nada tivesse acontecido, e mais do que nunca desejei arrancar aquela maldita mascara sem expressão, desejando ver outra vez seu sorriso atrevido e bobo para mim.
– E-eu-eu não posso — gaguejei, deixando claro como queria ir com eles e o efeito que Brian causava em mim ainda. — A responsabilidade me chama,..
– Ah não venha com esse papo! Ninguém aqui entende a língua que você fala as vezes, sabia? — Vic disse por cima da minha voz, soando engraçada. Ela entregou sua maçã do amor para Johnny segurar e marchou até mim determinada me arrastar se for preciso.
– Não Vic...- não adiantou tentar, e ela ainda teve ajuda do Jimmy traidor.
Droga.
Não, quer dizer...Que legal!
Brian Haner.
Eramos 7 perambulando pelas ruas do condomínio luxuoso dela, cheirando a flores de cemiterio, serio, este lugar alem de tudo é muito esquesito. Eu escolhi ficar na ponta da direita, na fila mal formada, um pouco distante do pessoal, com a cabeça baixa olhando para o passeio movendo conforme eu andava.
A real é que somente meu corpo estava presente, pois minha mente fodida insistia vagar basicamente para alguns metros longe de mim, caminhando ao lado da Vic...Por mais que eu quiser-se me ferir, não consegui parar de pensar no que tinha feito e como foi. O beijo. Qual era o meu problema afinal? Foi bom, foi incrível, eu consegui o que queria finalmente, mas...Não tem porque ficar tão absorvido nesta porra, fudendo neurônios.
Mas ela era macia pra caralho, eu tenho que admitir isso! Ainda mais sobre o cheiro doce que ela tem, me controlando, inferno! Mesmo achando que virei um mariquinha, não consegui parar de desejar minhas mãos em Melinda novamente, terminar o que começamos já na primeira vez que a beijo, eu não me importo, para ficar ainda mais estranho. Ainda meu maldito corpo viciado em prazer carnal continuava reagir, só precisava de um fudido pensando e pronto, tudo ficava duro e obscuro.
Mas controlando meu impulso primitivo, eu também queria conversa com ela, talvez pedir desculpa por não saber que não podia beijá-la ali, já que deixou claro que foi uma burrada o que aconteceu. Mesmo não concordando, porque eu realmente só vir atras disso, pediria desculpa à ela sem problema nenhum, porem o que me impedia de ir até ela era o pessoal, por um outro lado eu precisava confirmar que não estou surtando, que fantasiei essa porra demais, só tendo a resposta se beijá-la outra vez para mostrar que é somente uma garota dessa noite. Somente isso...Se fosse fácil, claro.não É uma boa idéia, mas não vou dar este gostinho ao Jimmy e sua aposta ridícula. Eu não esqueci desta idiotice também.
Inconscientemente, busquei ajuda ao maço de cigarros no meu bolso de trás, o efeito relaxante da nicotina foi imediato, me fazendo agradecer mentalmente por esta droga existir. As mil vozes buzinando em minha cabeça foram me dando tempo, inalei a fumaça com mais prazer e a soltei na luz da noite enquanto assistia Jimmy carregar Johnny nas costas.
Mas não demorou muito para meus olhos pularem para a loira toda linda e rindo das palhaçadas daqueles dois. E se antes eu não gostava, passei a odiar como me atingia, eu juro que fui atras dela só para ter algo novo, mas eu tinha esquecido de como Melinda é, como sorri ou fica timida só de olhar para ela, como meche no seu cabelo escorrido ou pisca os grandes olhos verdes preguiçosamente. Fofa pra caralho. É, eu já posso me declarar lunatico.
Por um momento achei que falei isso em voz alta, porque ela virou o rosto, trazendo aquelas esmeraldas brilhantes para mim, me pegando no flagra. Esperei fechar a cara, mandar com um olhar furioso, ou somente desviar fungindo de mim, mas ela sorriu um pouco incerta se fazia bem, mostrando uma fileira de dentes brancos e retos e destacando suas maças do rosto coloridas de rosa como ela consegui ter fudidamente bem. Eu não pode deixar de sorri de volta, num impulso eu então diminui o espaço entre a gente, mas sem deixar de olhá-la com medo de fazer algo errado, só percebendo o que eu fiz quando estavamos frente a frente e o sorriso dela crescer — uma resposta boa para mim.
Passei meus braços envolta dos seus ombros, por debxaido dos seus cabelos loiros, e senti sua mão agarrar minha camiseta, ainda correspondendo caralho. Começamos a andar assim, em silencio, porque realmente não precisavamos de palavras fudidas e confusas por enquanto. Mas pessoal não deixou passar, fizeram questão de ficar nos dando atenção, zombando. E o último comentário que prestei atenção antes de mostrar o dedo do meio para eles foi:– Que cena mais estupidamente bonitinha. — numa voz irritantemente feminina da Vic.
Notas finais
Postei mais cedo também. É porque estou com outro cap a caminho já, mas só postarei se atingir pelo menos 30 reviews u_u Desculpe por isso, mas eu preciso saber o que vcs estão achando ♥
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