Angel Devil

23 Acordando do pesadelo.


Notas iniciais
Sofia obrigada pela recomendação. AWESOME!Me inspirou tanto que fiz um capitulo enooorme hahaha
É estranho não saber o que dizer sobre o apoio que recebo de vocês, algo que nem começou tão legal assim...E eu me pergunto sempre: '' Serio que minha fic é tudo isso para vocês?'' hahahaha
É simplesmente AWESOME mesmo. Escrever e ter a resposta de vocês pela história que para mim foi a melhor ideia que tive sobre Fics, vocês vão entender o porque quando os ''finalmente'' chegar. Mas tipo, para mim pode ser a melhor ideia mas eu ainda acho que não consegui passar em palavras o que tem na minha cabeça, só que estou levando muito a serio para sair boa e fico feliz em saber que estão gostando.
Enfim, só queria te agradecer pela recomendação e seja bem vinda aqui ♥
Boa leitura!

Era o maximo que eu poderia suporta. As pessoas rindo animadas enquanto conversavam, o barulho irritante de risadas, dos cristais cintilando quando brindavam, alguém cantando uma música fora de moda no palco improvisado...Assisti pessoas felizes é como o inferno na terra. E comigo era a mesma historia, concentrar na Melinda Perfeita Valentin e continuar encarando as pessoas como uma personagem perfeita de livros infantis.

Bem, eu até consegui radicalizar um pouco; tirei o esmagador de tripas, ficando com apenas um par de jeans e uma simples bata, mas continuando com as agulhas nos pés. Francisca não incomodou exatamente do jeito que eu esperei, eu também não poderia fazer nada a respeito se ela não concordasse com a minha aparência, sei que não ia querer um escandalo na frente dos seus convidados. Francisca sabe, é esperta.

A relação de pai e filha apesar de não ser a mais exemplar do mundo fora mostrada para todos com admiração. Foi facil fingir ao lado de John, mesmo chatiada com o que ele decretou na minha vida feito um juiz de tribunal. Eu não engoli a história de casamento forjado para manter a empresa, que arrumem outro filho, que adotem um!Não vou servi de cobaia...Se dependesse de mim, é claro, mas não depende.

E eu que cheguei a pensar que não existiria outro motivo para mim odiar tanto a minha vida...O ódio que já me levou morder o travesseiro muitas vezes para abafar meus gritos de raiva antes de dormi. Mais um dia terminado e eu não pode fazer nada a respeito, apenas aceitar, e blablablablas que estou mais do que cansada. Eu estou esgotada.

De longe Diego acenou discretamente com a cabeça, ainda vestido formalmente. Eu interrompi alguma coisa que o Sr. Cast dizia pedindo licença e atravessei o jardim, fingindo não escutar alguns chamando meu nome.

–...Quer fugi agora?

– Para a onde? Minha casa esta enfestada dessas pessoas. E também não estou afim de ir muito longe.

– Bem, sabe onde podemos ir? Até hoje não conheci a quadrada de tênis...- um sorriso largo abriu no seu rosto, não deixando-o terminar a frase. Eu revirei os olhos lembrando da primeira vez que Diego esteve aqui em casa e a nossa primeira conversa estranha.

– Você quer dizer a quadra de tênis ou o que tem atrás dela? — eu levantei a sobrancelha, insinuando como fiz naquela noite. Não consegui segurar, interrompi o nosso ''clima de sedução'' soltando uma risada espontânea. Agora pode até ser cômico, mas eu tive motivos para agir daquela forma.

– Hm, lembro bem você falar disso também...Então vamos?

– Pode indo. Vou pegar algo primeiro.

Diego olhou para mim com curiosidade e eu senti, correspondendo seu olhar, uma coisa, um sentimento, sei lá, que senti desde a comemoração mais cedo. OU pode ser apenas delirio da minha cabeça...Eu cismei como suas iris-castanhas estão brilhando está noite. Ele também parecia pensativo, constamente observando sem tagarelar ou manter uma conversa comigo. É muito estranho.

– Você esta bem? — acabei pensando em voz alta.

– Eu? — ele estranhou minha pergunta apertando os olhos.

– Não sei...- sussurrei incerta — Já voltou — e virei na direção da casa com Diego ainda nos meus pensamentos. A ideia de ir para a quadra me fez estranhamente lembrar o dia que nos conheçemos em frente a Igreja. Depois o almoço de boas vindas á sua Familia, onde ficamos lado a lado maior parte do tempo. O convite da minha mãe para eles nos visitar, causando nossa conversa na cozinha...Não foi a primeira tentativa de afastá-lo, teve a festa de Santo Antônio e também seus primeiros dias no colégio. Foram tentativas fracassadas, pois aqui estou eu: chamando Diego de melhor amigo.

Andentrei a sala do meu pai, onde ele recebe seus socios para conversas e beberem sua coleção de Whikys. No bar catei a primeira garrafa lacrada que achei interessante sem dar explicação ao barman contratado para a festa. Lhe dirigi um breve aceno humorado com a cabeça e cair fora com a garrafa escondida nas minhas costas. Peguei atalho por um dos corredores, desci a escada que leva para a garagem subterrania e sair no lado contrario do jardim. Um grande patio forrado de grama, sem boa iluminação e vestigio dos urubus banhados de jóia.

Daqui dava para ver a janela do meu quarto com a pequena varanda. Eu ficava ali as vezes, pendurada no para-peito da madeira assistindo o sol nascer. Agora só não era um breu total porque a Lua crescente tomou conta de toda parte com seu tom acinzentado, criando grandes sombras no chão com as árvores tropicais.

Me dirigir para o fundo da casa, onde fica a Area de Lazer. Enquanto caminhava segurando a garrafa já aberta, vi a silhueta de Diego sentado na quadra e seu smoking forrando o chão. A lanterna no visor do seu celular iluminava mais ou menos seu rosto e ele parou de mecher quando eu abri o estreito portãozinho da quadra, criando um barulho irritante de ferruge.

– Boa escolha — eu lhe disse enfim, sentindo o silêncio tranquilizador do ambiente.

Diego mudou sua mirada para a garrafa em minha mão, eu a levei até minha boca enchendo minhas bochechas com o liquido gostoso.

– Hum? — ofereci.

Ele negou.

– A ideia é ficar bêbada?

– Porque eu sei que você não vai abusar de mim — brinquei, mas ele não sorriu junto comigo. — Vai abusar?

– Não fala besteira.

Eu dei de ombros sentando do seu lado — O que estava fazendo? — e puxei papo, o que era estranho, porque todas as vezes é ele quem faz isso.

– Falando com o meu irmão. — respondeu sem dar muitos detalhes.

– Por que ele não veio?

– Ele não quis. Você lembra do que eu te disse?

Eu assenti. Claro que me lembro do seu irmão mais novo, David, que tem dificuldades de relacionar com as pessoas. Foi o que entendi da nossa conversa na praia, mas não o conheço bem para definir qual é o problema. Só acho que não é saudavel para um garoto daquela idade ser assim...Tão desanimado com o mundo. Tá, esse pode ser apenas o jeito dele, como Diego defende, e prefiro acreditar nisso do que dizer na sua cara que o seu irmão carrega alguma doença ingrata. Pelo menos David não esta perdendo nada, tudo é um saco mesmo.

Diego se contetou com a minha resposta silênciosa e mudou o olhar para a escuridão na nossa frente, interessando em outro ponto.

– Foi uma idiotice. Nada aconteceu ali. Só estava tentando afastar você, te fazer acreditar que sou uma pirada, algo assim, e me deixar em paz.

Seu rosto finalmente mudou de expressão, ele olhou para mim com diverção.

– Você me enganou direitinho — mentiu, seu tom de voz dizia ao contrario. Mas a mudança de humor não alterou seu jeito sem graça. Eu me sentir uma idiota tentando fazer conversa se ele estava nem aí.

– Pufff — bufei deitando no seu colo.

Diego se ajeitou, ajudando minha cabeça apoiar em sua coxa. Eu levei a garrafa até a boca mais uma vez. A medida que mais goles eu dava ele ergueu suas sobrancelhas e se mecheu debaixo de mim tentando me fazer parar. Eu levantei o dedo indicador, pedindo um minuto enquanto dava mais uns bons goles. Parei na metade da garrafa e soltei um "Aaaaah'' satisfeito, sentindo os efeitos do liquido refrescante reagir do jeito que eu gosto.

Atrevidamente levantei meus olhos e sorri para ele, esperando um comentário sobre minha perfomace.

– Céus, você é um cara — zombou de mim.

Se Diego soubesse...No ultimo segundo mudei de ideia. Algo me disse que ele não ia apreciar meu lance com a maconha também; como foi com meu piercing e agora com o álcool. As vezes esqueço que Diego é diferente da galera, querendo ou não faz parte do lado de cá, o lado que estou tentando fugir...

– Desistiu? — interrompeu meu momento aereo, ainda observando seu rosto jovem.

– Não...Tenho que arrumar um jeito de fazer meus pais tirar aquela ideia suicida da cabeça. — não foi o que perguntou mas eu aproveitei, talvez ele possa me ajudar.

– Suicida?

– Suicida. — obvio. — Estamos no seculo 21 poxa, se caso eles ainda não perceberam. Eu tenho direito de escolher o que é melhor para mim...

– É, posso ver — olhou para a garrafa com seu jeito critico novamente.

Ignorei seu problema com o álcool, continuando: — Lembra do garoto que te contei aquele dia na praçinha? A gente se acertou Diego, fizemos um monte de coisas juntos, falamos um monte de coisa também...

– Lembro. Lembro de um cara que estava brincando com os seus sentimentos.

Ele falou a verdade.

– Não mais.

– Que não se contenta com apenas uma garota. Eu também lembro de ouvir muitas historias dele no colegio. Histórias ruins. Você não é a unica que caiu nas mãos dele, Melinda.

– Eu sei caramba! Mas agora é diferente...

– Rá! Me conte o que tem de diferente então? — ele olhou dentro dos meus olhos quando fez a pergunta. Ficamos assim, enfrentando um ao outro, enquanto meus pensamentos me prendiam á Brian.

Eu tenho motivos para acreditar que dessa vez é diferente. Mas se eu fosse esperta esperaria um pouco mais para ter certeza. Era isso que Diego estava tentando me dizer, só que ele não sabe de todos os detalhes desde o parque. E antes de lhe dar uma explicação minha mente vagou para longe daqui, ou para a ultima vez que vi Brian; lindo, encostado no capo do seu carro com os braços cruzados sobre o peito largo, numa postura masculina para não dizer outra coisa...Tinha o meu sorriso no rosto a maior parte do tempo, mesmo eu não podendo ir — estragando tudo — ele não ficou com raiva de mim, me deu o melhor beijou e me abraçou forte como se nada de ruim tivesse acontecido.

E depois? Depois que o deixei voltar para casa...Se é que foi para casa...Depois eu não sei. A gente não se falou mais. Mal tenho certeza o que ele deve esta fazendo agora.

– Err...Bem...Eu... — gaguejei.

Agora eu esperava pela insegurança — é sempre assim quando Brian vem em minha cabeça; o medo de tudo der errado e perdê-lo no primeiro deslize começa me atormentar. Não adianta tentar reprimi esse medo, é mais forte.

Posso sentir turbilhões de sementimentos por Brian, posso esta gostando dele como nunca sentir por nenhum outro garoto — como nunca olhei para nenhum outro garoto, mas há uma coisa que eu não sinto e não tenho por ele: Confiança. Eu não confio em Brian Haner. É isso! Ruim pra caralho.

Puxei ar dos meus pulmões que descobri estar preso e soltei, sentindo meu olhar perdido vagar por todo canto enquanto meu cérebro trabalhava á mil. Ignorei o entorpecimento do álcool e sentei de uma vez no chão.

– Falei alguma coisa de errado?

– Não...- neguei num sopro vago, enfim entendendo minha insegurança — Obrigada. — olhei para a pessoa que me fez enxerga e encontrei seu olhar confuso. — Diego você tem que me prometer uma coisa...

– O que?

– Que você nunca vai deixar de ser meu amigo, nem que eu faça a maior estupidez do mundo.

Surpreso com o meu pedido repentino (eu também estava) seus olhos se abriram mais do que de costume. Seus labios se curavam num sorriso, mas desistiram assim que se mecheram, ainda surpreso e confuso. Felizmente sua resposta não demorou: — Seja lá o que você quer dizer, é uma promessa fácil. Eu posso ser o que você quiser.

Me direcionei a ele, encostando no seu peitoral de atleta com o rosto afundado na camisa social, enquanto sentia seu braço me envolver ao mesmo tempo que depositou um beijo demorado no alto da minha cabeça, selando a promessa.

A descoberta em vez de vir para melhor eu sabia que é mais um obstaculo que terei de lutar. Claro que não vou virar para Brian e dizer: '' Você vai ter que escolher: Eu ou elas!''...Primeiro, não somos nada do que duas pessoas se conhecendo, eu não mando nele. Segundo, Brian tem um espirito tão indenpende que vai ser dificil esperar algo assim dele. E terceiro...Eu sempre me fodo nessa merda.

Deixei os braços de Diego, voltando para o meu lugar. Nós trocamos olhares, eu preferi o álcool do que continuar com o papo. Todas as coisas que tinhamos para conversar eram ruins então minha noite terminou desse jeito — o entorpecimento do álcool, meu corpo carregado (pelos mesmos braços que me acolheram) e depositado na cama, outro beijo demorado na minha cabeça e a escuridão da inconsciencia me tomou.


[...]


Eu sorri, o que provavelmente confirma ainda mais que sou uma masoquista. A dor infernal na minha cabeça, minha garganta arranhando de tão seca e meu estômago se comprimindo, eram para esta me fazendo prometer nunca mais colocar um pingo se quer de álcool na boca. De alguma maneira o estrago que a garrafa de Whisky deixou em mim explusava a Melinda Perfeita Valentin, então me fez sorri com gosto enquanto empurrava meu endredon para baixo com as pernas e tirei meu cabelo suado do rosto, precisava de um banho urgente! Não sei se existe outra pessoa mas eu durmo de endredon em qualquer época do ano. Neste caso fazia calor, como deve ser em HB, o suficiente para durmi sem nada.

Tomei meu costumeiro banho de manhã e fui atras de um refoçado café da amanhã. Eram ovos, bacons e um pouco dos cookies que Betânia trouxe para mim de sua casa. Eu normalmente os engolia quando fomos surpreendidas pela presença de Francisca. Ela passou por Betânia que colocava mais um prato na mesa as pressas desejando bom dia.

– Desculpe Senhora, não sabia que iria tomar café a essa hora.

– Mudei de ideia Betânia — disse simplesmente sentando na outra ponta da mesa.

Olhar para ela me fez lembrar o dia de cão que tive ontem. Tudo aquilo...Arrrg. Parece que acabei de acordar de um pesadelo e nunca mais quero pensar nesta merda de novo.

Já o humor agradavel de Francisca dava para sentir daqui. Tudo foi conforme ela planejou. Eu estive com o filho da tão venerada Laura Amorim, conversei com todos as pessoas que tanto ouço falar pela propria Francisca, posei de filha perfeita, e tive a melhor noticia da noite...Pois é.

Não demonstrei a relutância óbvia de estar sentada na mesma mesa que ela. Concertei minha postura lentamente e voltei a comer em alerta a cada movimento seu. Algo estava acontecendo, Francisca não é de tomar café depois das 11 da manhã. E assim que pensei nisso, os olhos dela encontraram os meus, ela limpou a boca com o guardanapo antes de falar: — Que noite — com um leve sorriso.

Eu fiquei paradinha, apenas mastigando lentamente.

– Você lembra da Laura chamando você para jantar com eles? Eu estava combinando de termos um final de semana no sitio dos seus avos, mas claro que você pode dizer isso quando for no jantar. Convidi eles, você precisa mostrar que esta interessanda em estar perto.

– Eu estou perto — discordei.

– Mas eu não vejo você e Diego tão perto assim. Na sua idade eu não parava de pensar em seu pai, sempre arrumava uma desculpa de estar perto dele. A gente fugia para a casa de uma prima minha, lá namoravamos escondidos...Era a nossa rebeldia. Não percebo isso acontecendo com você e Diego...

– Diego?Namorar escondidos? Somos amigos, mãe — eu não consegui prender, meu corpo começou tremer e a gargalhada explodiu da minha garganta tarde demais. É muita baboseira saindo da boca de uma mulher tão fina feito ela.

Francisca tombou a cabeça pro lado, seu cabelo castanho-escuro escorreu em ondas pelo seu ombro direito, imune ao meu humor retorcido. Eu engoli a risada, enfiando um cookies goela abaixo.

– Minha filha você esta fazendo quase 18 anos, infelizmente não é meu bebê mais, acredito que já teve aula de Biologia avançada e curiosidades como qualquer garota adolescente tem. Eu sei que é um erro meu não ter conversado com você sobre isso antes, então me conte...Você já teve seu primeiro beijo?- eu enfiei bacons na boca para mantê-la ocupada enquanto ouvia mais:- Diego é um garoto abençoado. Talvez você esteja com vergonha, eu sei bem como é...- deu uma risadinha — Mas estou aqui para tirar suas duvidas.

– E pra quê eu ia querer tirar duvidas se não quero beijar ninguém...

– Não seja dificil. Eu vi ontem vocês dois, não dar pra esconder o que sentem um pelo outro.

Como sempre eles não querem ver o obvio e preferem acreditar no que é perfeito para eles. Esta ai...Francisca insinuando coisas que não existem.

– Hmm, tá. O que a gente senti um pelo outro? — eu não sabia o que dizer, tentei não soar tão sarcastica como foi o meu pensamento.

– Tudo bem, se você prefere manter ''segredo'' fique a vontade, mas quando se tornar serio eu quero que me conte. Eu sei que Diego vai fazer da maneira certa. Posso esperar.

Fiz uma careta e larguei meu garfo fincado no bacon. Meu apetite sumira mais rápido do que Brian consegue me fazer coroar. Era dificil manter a consentração enquanto ela falava como se essa baboseira fosse verdade.

– Mãe...- comecei a falar colocando minha máscara de calma. — Faltam apenas meses para mim entrar na faculdade, você acha que eu ia envolver com alguém justo agora? Não quero magoar ninguém,...Não quero magoar Diego.

– Mas vocês podem ir para mesma faculdade. É só seu pai mecher alguns pauzinhos. Pronto.

– Como assim mesma faculdade?!

– Você suportaria ficar tão longe assim de quem gosta? Pelo menos Diego vai ficar contigo e eu vou esta aliviada, não quero nenhum aproveitador tocando em você longe dos meus cuidados. Sei que vai ter muitos lá, quando souber de quem você é filha. Eu não quero qualquer garoto sujando nosso nome e nosso sangue...

– Acabou de comer minha querida? — Betânia foi a unica perceber meu sangue subir. No meu prato ainda havia os ovos, mesmo assim ela nos interrompeu antes que eu gritasse todos os palavrões possiveis. Alternei um olhar duro entre elas e levantei da cadeira num pulo.

– Já acabei Betânia. — o som da minha voz perfurou meus dentes cerrados, eu fiz os primeiros passos para fora daqui. Subi as escadas como um furacão, batendo meus pés forte no chão, e quando cheguei no quarto fui recebida pelo som do meu celular.

– OI? — atenti com a respiração inregular de pura raiva.

– Vai matar quem hoje? — a voz da Vic soou do outro lado da linha, fazendo piada do meu tom de voz.

– O segundo que disser que '' qualquer garoto'' vai sujar o nome da familia e o sangue da marjestade intocavel...

– Então eu liguei na hora certa. Venha aqui pra casa, temos um lugar pra ir hoje.

– A onde?

– Na casa do Smith, vai rolar uma segunda festinha lá. E também precisamos ter uma conversa urgente!

– Conversa o que?

– ''Conversa o que''? Pelo amor de Deus Melinda...Você tem certeza que não temos nada para conversa? Na casa do Smith da primeira vez rolou alguns bafãos que fiquei chocada...

– E eu estou envolvida em um desses bafãos?

– Você é um dos melhores e vai ter que desembuchar tu-di-nho para mim!

Suspirei nem um pouco afim de encarar uma Vic curiosa. Toda minha excitação sobre eu e Brian se foi já faz algumas horas...Não estou mais afim de tocar no assunto de novo de novo e de novo. Mas também não quero perde a oportunidade de ver Brian. É aquele lance masoquista mesmo.

– Vou dar um jeito e te ligo quando tiver na porta da sua casa, pode ser?

– Claro. Já estou indo para casa, te vejo lá.

Por fim nos despedimos, eu olhei para meu quarto pensando numa ideia convincente para sair de casa sem Francisca desconfiar. Primeiro, no closet peguei o primeiro vestido de Freira que encontrei, uma bolsinha com alça comprida e sandalias cafonas. Enfiei todos meus pertences dentro dela, passando a alça sobre meu ombro, e depois fui atras da minha querida mãe fansatia do jeito que ela gosta.

– A Irmã Marlene acabou de me ligar, preciso ir na Igreja checar uma nova composição para o coral, devo chegar muito tarde, qualquer coisa posso dormi na casa de uma das meninas?

– Oh claro! — ela parou de prestar atenção na revista de arquitetura para sorri e olhar sobre as lentes do seu oculos, animada com a ideia. — Ligue avisando.

– Oh claro! — a imitei já de costas para a sala, revirando os olhos e bufando.

Acho que estou livre do meu pesadelo por esta noite.

Notas finais
Como eu disse aí em cima o capitulo ficou enoooorme mas eu cortei de novo e a continuação vai para o proximo capitulo com...Será que vocês conseguem advinhar quem vai entrar em cena novamente? É um dos homens de Melinda...:x Quero dizer, dois homens de Melinda no mesmo lugar...É, merda! hahaha
Um feliz natal atrasado e um ano novo que esta por vir gente! ♥ Afinal...É ferias *-----*
Obs: Que tal fazer a Fic chegar aos 100 reviews? Por favor!Prometo recompensar com muito Brian lindo, tesão, bonito e gostosão para vocês.