Angel Devil
24 Tarde Demais.
Notas iniciais
Thay_baker obrigada e seja bem vinda ♥ Eu amei a descrição que você deu para a Melinda, é bom saber que passei essas coisas positivas, serio morro de felicidade aqui!
E fuell, obrigada por comentar em todos os capitulos, tomei um susto quando vi que de repente pulou para 128 reviews, epensei: peraí, não tenho tantas leitoras assim! ahhahaha
Seu nome é fuell por causa do Metallica? Fuel é minha musica preferida *-*
Então gente, boa leitura e feliz 2012 ♥
O tempo que levei para chegar na casa da ruiva foi curto. O Flat fica num bairro perto de casas planejadamente iguais e repartidas em blocos. Eu liguei para Vic como prometido, e segundos depois o portão automatico foi acionado e estacionei atras do seu New Beetle na garagem. O pequeno predio não tinha elevador, eu tive que passar por dois andares e quando cheguei no terceiro ela já me esperava junto com seu gatinho, que olhava para mim com as orelhinhas levantadas.
– Já deu um nome para ele?
– Cookie.
– Cookie? Não tem outro nome mais gay do que esse? — eu ri.
– Eu acho fofo, dar vontade de morde ele todo. Achei que Cookie combina. Olha só para essa coisinha gostosa...- pediu toda derretida pelo seu gatinho lambendo a propria patinha branca.
Eu peguei Cookie no colo, ouvindo seu ronronado de gato manhoso, se enroscando nas minhas mãos. Vic já tinha estragado o pobre gato, que mal se importou em ficar no meu colo recebendo carinhos melosos e ainda me obrigava coçar suas orelhinhas.
– Que trapo é esse? — ela reparou o vestido virginal que cobria até meus joelhos, reprovando na mesma hora que pos seus olhos em mim.
– Te apresentou minha realidade. Foi a unica ideia que tive para fugir sem minha mãe desconfiar.
– Como consegui deixá-la fazer isto contigo? Ah se fosse minha mãe, ia morrer de tanto desgosto — soltou uma risadinha sagaz.
– Posso apostar que sim. O que tanto temos para conversa? — mudei de assunto. Francisca é a ultima pessoa do mundo que quero falar neste momento.
– Mel! — exclamou de repente agitada, colocando seu cabelo de cor intensa atras das orelhas enquanto sentava na minha frente, no sofá. — Pelo amor de tudo que é sagrado...Você e Brian estão juntos?
– Bem...Defina juntos...- estranhei a pergunda, afinal nada entre nós é oficial e ela sabe disso como ninguem. — Espera aí, do que você esta sabendo exatamente?
– Que Brian te levou para algum lugar que você já deve ter dado para ele. A onde foram? Motel? Eu sabia! Agora o idiota espalhou para todo mundo...
– QUE?! — arregalei os olhos — Brian esta espalhando por aí que me levou em um Motel? — foi a unica coisa que consegui entender de toda sua agitação. Eu podia imaginar minha cara de choque olhando para ela sem mover um musculo.
– É a unica coisa que ele faz — respondeu o obvio.
– Mas foi o que ele não fez!
– NÃO?!
– Não Vic. Mas me conta esta historia direito...Como você ficou sabendo? Ele esta espalhando esta merda mesmo por aí?
Até deixei seu gatinho de lado sentindo uma aflição tomar conta do meu peito. ''Como Brian teve coragem?'' — meu unico pensamento amendrontado enquanto esperava ela explicar esta maldade que Brian foi capaz de fazer contra mim. Uma merda sem sentido.
– Lembra que eu te contei agora a pouco sobre uma festinha na casa do Smith? Então, teve uma hora que o assunto chegou no Syn, porque ele não tinha aparecido ainda. Jimmy explicou que provavelmente ele deveria estar com você, pra recusar uma bagunça com os amigos como ele fez....Com certeza estava rolando algo entre vocês dois, daí tudo começou, e eu peguei informações suficiente para ficar puta com você se tiver acontecido.
– Pode deixar mamãe, eu não fiz nada de errado — zombei ficando com raiva. — Jesus Vic! Não é nada disso que estão pensando. Você entendeu tudo errado!
– Nada de Motel?
– Nada de Motel — garantir assustada pra valer! — Nós passamos o dia juntos sim, ele me levou ao parque e até me chamou para ir na casa de um amigo, deve ser este tal de Smith então...
– Serio? Te levou para um PARQUE? Você não esta zuando comigo, não é? — neguei com a cabeça e revirei olhos, ridicularizando sua atitude desconfiada. — Olha, não fica com raiva, é para seu bem, eu sei do que estou falando e te protegendo.
– Eu sei que sabe — concordei mais calma. — Vou estar no meu melhor comportamento sempre. Só que, você sabe, proteger minha pureza esta sendo mais complicado do que parece...- resolvi confessar já que ela esta tão interessada se vou ou não ficar com Brian daquele jeito. — Você lembra do Luau?
– Claro.
– Depois disso as coisas esquentaram de um jeito...Muito rápido, mais do que quando aconteceu nosso primeiro beijo. Não sei por quanto tempo meu auto-controle vai durar,...Sempre tenho que ficar freiando ele, é horrivel. Me dê um desconto okey? Não fiz nada de ''errado''. Acredite!
– Hm, não, claro, eu acredito em você. Só que fiquei preocupada, porque eu sei como é difícil ficar com aquele tipo de pedaço de mal caminho e não abusar. Eu sei. — ela entendeu completamente meu problemão, dando um irritante sorriso malicioso. Eu revirei os olhos mais uma vez, dando enfase no quão é ridiculo todo esse drama. — Calminha aí, se é assim você não precisa ficar se torturando todo tempo. Quero dizer, não precisa chegar nos finalmente, mas...
– Mas o que? Agora não estou entendendo, você quer ou não que eu fique com ele?
Vic passou a mão no rosto impaciente com a minha lerdeza. — Mel, o que você sabe sobre sexo?
– Sexo é Sexo — murmurrei com medo de demonstrar minha ignorancia sobre o assunto. Vic é tipo aquele livro de Kama Sutra diante de minha ''sabedoria''. Humilhante.
– Menos mal, pensei que ia me perguntar o que é sexo e dizer que bebes vem das cenhogas. — riu da sua propria piada. Fiz minha cara de poucos amigos e ela continuou: — Nunca passou pela sua cabeça que existem váááárias coisas que se pode fazer antes de consumar o ato? — gesticulou com as mãos na parte de ''consumar o ato'', um gesto obsceno que me fez desviar os olhos, dando um discreto sorriso vergonhoso e patetico aos olhos dela.
''A gente pode conversar sobre isso quando eu estiver bebeda?'' — pensei nessa possibilidade mas desisti. Vic estava muito mais entretida em explicar outros tipos de amassos do que ligar para minha timidez.
–...Não precisa ficar só nos beijinhos todo tempo. E pensando bem pode até ser um modo divertido de deixar Brian loucão por você. Basta saber como...
– Ah táaa, entendi! — interrompi seu pequeno discurso por causa da minha cabeça quase explodindo, tamanha era a quantidade de planos que surgiam do nada. "Foi o Padre que disse uma vez que sexo oral não era sexo?"- ri de mim mesma.
– Do que esta rindo, garota-do-cérebro-deslocado? Eu estou falando serio. Esta na hora de você começar se soltar mais. Como eu disse antes, Brian é muito facil de ser controlado quando esta pensando com a cabeça debaixo, então mãos a obra!
– Você é um gênio, sabia? Não sei o que faria da vida sem você! — declarei brincando.
– Ah, ah, ah — fingiu ficar sem graça — Não precisa dizer...Eu tenho certeza que você não seria absolutamente nada sem mim. E já que estamos entendidas, vamos voltar para o inicio. Quero saber deste babado direito! Synyster Gates te levou para um PARQUE?! Tipo aqueles programinhas de casais? — ela gargalhou alto que até assustou Cookie deitado entre nós. Ele saiu resmungando do sofa, procurando um lugar confortavel e longe de duas loucas euforicas. — Só não falo ''Que fofo'' porque estamos falando do Synyster Gates.
– Pois é, eu também fiquei surpresa...Mas não fica achando que tudo foi bonitinho, infelizmente não foi. Brian tentava era limpar sua ficha suja...
– Ah, claro! Agora dá pra entender...Eu não disse que ele é esperto? Vai tentar te comprar, fazer coisas bonitinhas, ser paciente, e quando consegui finalmente usar você do jeito que quiser vai chutar sua bunda como uma latinha descartavel. Caralho! Ele esta jogando mais sujo que eu pensava. — disse com uma indignação transparente.
– Não é bem assim, não existe jogo Vic — defendir Brian, eu não queria acreditar nas suas palavras. — Se fosse para tentar me comprar ele não teria confessado que tentou me embebeder um milhão de vezes só para aliviar seu lado...Ele...
– Foi o que eu pensei.
– Você já sabia disso e não me falou?
– As vezes a gente precisa descobrir as coisas sozinhas, quebrar a cara, para aprender. Foi por isso que te deixei livre, principalmente no Luau, para ver que isso é um jogo sim, muito perigoso e você pode sair queimada. Olha a Michelle...Hoje não tem moral com ninguem justamente porque foi burra de se envolver demais.
– Odeio quando você fala serio. Porque é serio mesmo — tentei brincar outra vez, mas não deu certo.
– Ainda bem que você sabe. Continua contando...
– Contar mais o que? Que estou gostando dele pra valer? Não é o que você quer ouvir, mas é isso que esta acontecendo. No outro dia, era domingo eu acho, ele foi até perto de casa para me buscar e irmos juntos para a casa do seu amigo...
– Do Smith.
– Então, pelo visto Brian acabou não indo também. Senti tanta raiva aquele dia, minha mãe inventou um monte de merda e estraguei a oportunidade perfeita de estar com ele depois da avalanche de sentimentos na noite anterior — balançei a cabeça, jogando meu cabelo escorrido para trás com a mão, revoltada. — E tudo termina assim. A gente não se viu depois disso, eu sei que Brian não é de levar bolo, tenho medo dele cansar rapido do meu jeito dificil,...Eu estou preocupada.
– É, nesta parte você tem razão. Ele não esta acostumado, as coisas veem facil quando se trata de um cafajeste. Mas chega de desanimo, vamos para a casa do Smith e lá você vai vê-lo.
– Como sabe?
– Como sei? — ergueu as sobrancelhas ruivas, causando um pouco de suspense ao olhar para mim sobre os cilios maquiados. — Brian pediu para mim chamar você — meus olhos se arregalaram, eu não consegui impedir o sorriso mais gigante do mundo estampar no meu rosto. Vic gargalhou mai alto o primeiro, achando hilario minha cara de boba e acrescentou: — Não conte para ele, ok? Prometi guarda segredo.
Eu assenti freneticamente. — Claro, claro. Não vou contar.
– Cara, vocês dois são uma piada...- riu mais um pouco e levantou do sofá concertando seu short curto. — Não é preciso dizer que você não vai se comportar com medo de tudo, cheia dessas inseguranças idiotas, não é? Não é assim que funciona.
– Não, a gente já conversou sobre isso também.
– Serio?
– Serio — mordi o lábio depois de murmurrar, lembrando das coisas que eu tive que confessar naquela hora errada. — Vic, foi diferente de tudo que costumo ouvir dele por ai...Muito diferente da visão que você mesma tem sobre ele. Não acredito que seja falsidade, a intesidade que ele confessou gostar de mim é o sufiente para acreditar — dentro de mim havia uma absoluta certeza que até o momento eu nunca percebi e sentir antes. Isso é bom. Eu acho que é. — Foda-se as consequencias, eu sei que posso esta fazendo o maior erro da minha vida envolvendo mais do que já estou, igual aquela Michelle e as milhões que já existiram por aí, mas...Quem se importa?
Um minuto de silêncio se fez.
Dois.
Três.
Quatro minutos. E nada da Vic falar alguma coisa. Eu a seguir até seu quarto, querendo ouvir uma ultima opinião. Ela é a unica que posso conversa abertamente sobre isso agora, Diego não é tão favoravel como achei que fosse.
– Você concorda comigo?
– Melinda, faça o que quiser. Só tenha moderação, pelo menos no começo. Você precisa saber qual é a dele de verdade, não colocar muita esperança em tudo que fala e age com você. Mas apesar dos defeitos dele você senti que vale a pena insistir, quem sou eu para proibir?
– Não vai me xingar? — fiquei supresa. — É a maior estupidez de todas!
Não houve nenhuma diminuição do meu desejo, Vic apenas deu de ombros.
Não faz sentido, ou ela concorda ou não concorda com a minha imprudencia. Ao mesmo tempo que Brian é o pior cara da face da terra ela também manda eu ''fazer o que quiser''? Eu bufei desistindo de esperar uma conclusão inteligente, respondendo por ela:
– Que seja. Discurssão encerrada.
[...]
O caminho até a casa do tal Smith foi tranqüilo, ouviamos musica e ignorei suas piadinhas sobre o passeio que Brian me levou. "Tem cara de homem querendo comer garotinha virgem no final do encontro'', algo assim que não dei importancia. Estou muito feliz em ir encontrá-lo para preocupar com o passado.
Ao estacionar o carro já dava para perceber que o resto do pessoal tinha chegado algum tempo. Eu abri a porta do lado do passageiro, observando a frente da casa verde entupida de gente barulhenta.
– Começeram sem nós — Vic fingiu chatiação, se enrolando no meu braço direito conforme andavamos até a varanda.
Três garotos na entrada nos receberam com alguns comentarios que eu não pude ouvir com clareza por causa do som vindo da casa. Pareciam dizer '' Vic'' entre um cochico e outro, olhando para nós. A propria ignorou eles.
– Se isso tudo são amigos do cara, imagina quando quiser dar uma festa de verdade...
– Vic! — alguém gritou logo depois da minha observação, nos abortando na sala.
– Smith! Já está mamado hein, seu bebum?
O garoto de pele bronzeada atacou ela, abraçando seu pescoço meio de lado enquanto deixava um longo beijo no canto da sua boca. Não sei se esse é mais um dos peguetes, ou ele esta muito bebado para se importar com o que fazia. Eu só sabia reparar no tal do Smith...Usava apenas casal jeans e tênis sport. Seu rosto, pescoço, peitoral, barriga, tinha varias marcas de batom e ele pediu para Vic deixar sua marca também, apontando para a barriga, a onde havia espaço.
Quando separam, ela se virou para mim: — Esta é Mel...
– Mel...Eu sou Smith!
Ele levou sua mão para peito — para mostrar quem é Smith -, por causa do movimento o liquido dentro do copo voou para fora, molhando seu corpo até o coz da calça. A gente riu do seu jeito bebado.
Abri a boca para fazer as devidas introduções sobre mim também mas minha voz parou na garganta quando ele se juntou á nós, surgindo do nada. Acho que o sangue fugiu do meu rosto, se tornando palido feito papel, enquanto assistia o mertiço (SIM! AQUELE MERTIÇO QUE CONHECI NO FESTIVAL E BEIJEI NO TERRAÇO) abraçar Smith e olhar para mim com um sorriso torto sem mostrar os dentes.
– Meu Deuzinho...Keller! O que você esta fazendo aqui? — Vic quis saber com os olhos esbugalhados e segurando uma risada.
– Qual é o problema? Eu convidei ele oras...- o garoto bebado intrometeu, dando uma risada embriagada, totalmente alheio ao novo clima.
A segunda reação da minha amiga foi olhar para mim, a gente troucou um olhar significativo, mas ela não me deu tempo de tentar cair fora, puxando papo: — Nossa! Você sumiu...
– Estive organizando alguns raxas pelas rendondezas. Essa epoca do ano os caras estão á procura de dinheiro facil. E eu até estava falando agorinha com o Jason sobre isso, parece que ele quer participa de um especial que vai acontecer aqui em HB. Não brigue comigo, ele que insistiu — acrescentou rápido a ultima parte, levantando as mãos para se defendesse.
– Aquele filho da puta não vai sussegar até parar no hospital com a cabeça rachada. Depois que comprou aquela moto então...Ficou pior!
Eles entraram num breve papo que fiquei de fora, mas não esqueceram totalmente a presença de Smith que falava sobre a ultima vez que subiu numa moto para competir, e muito menos a minha presença foi ignorada. Nathan voltava olhar para mim entre uma frase e outra, provocando um especifico desconforto.
– Oi Melinda — decidiu falar comigo.
– O-o-oi-i...- ótimo, é perfeito gaguejar uma hora dessa. Porem, felizmente falei tão baixo que a musica não permitiu eles me ouvirem, tentei novamente: — Oi Nathan.
– Eu não estou vendo coisas. Planejei um reencontro?! Isto é fo-da! — Smith gritou, me abraçando e, logo em seguida, puxou Nathan para um abraço também. Os dois riram enquanto eu olhei para Vic pedindo desesperadamente que me tira-se daqui.
– Mel, vou te contar um segredo: meus pais esqueceram de mim nesta casa enooorme. Entããão, se quiser diversão tem quartos vagos lááá em cima...
– Ok, ok, ok, eu aviso ela quando quiser esse tipo de diversão, Smith. Agora me mostra onde fica as bebidas — Vic me ajudou, se é que isso pode ser chamado de ajuda, pois levou Smith mas deixou Nathan sozinho comigo. Eu cruzei os braços, sem saber para onde olhar e o que dizer.
Preciso de álcool urgente!
– É bom ver você.
Ergui meus olhos para o primeiro garoto que beijei por curiosidade, diante de suas palavras tranquilas. Ele não mudou nada durante esses meses, enquanto eu...Era bem visivel a mudança.
– Você organiza raxas? — era um supresa para mim. Claro que eu não esperava algo de certinho, mas Nathan não tem cara desses homens durão como imagino participar dessas coisas.
– Espero que você não seja do FBI — disse brincalhão. Apesar da tensão eu não consegui deixar de sorri.
A gente ficou assim por um tempo, parecendo ser facil esta na frente um do outro até ele dizer: — É um terreino perigoso quando esta em desvantagem, vou deixar você ir — referiu a Brian, me lembrando que se eu for pega conversando com ele com certeza meus medos vão se torna realidade. — É, foi o que eu pensei — concluiu observando a expressão do meu rosto mudar. — Mas eu quero conversar com você, Melinda. Pode ser mais tarde, sem problemas.
– Conversa?
– Prometo não fazer nada alem disso.
– Tá, a gente pode conversar — afinal, tirando alguns momentos ele foi uma pessoa legal comigo. E não estou afim de prolongar isto daqui, se eu recusar com certeza Nathan ia ficar insistindo.
– Ótimo. Até mais tarde então — sem ter noção do perigo ele se inclinou, colocando suas mãos em cada lado do meu rosto e deixou um beijo morno na minha bochecha.
Aquilo era faiscas e eu sabia que dara fogo se não for embora agora. Despedi com um meio sorriso desajeitado, decidindo mentalmente que a nossa conversa será bem depois, enquanto o largava sozinho para ir atrás da Vic.
Nenhum sinal dela como é de se esperar. Eu acabei caindo em uma outra area da casa, onde a musica distruidora de timpanos não alcança e fora substituida pelo simples som do violão.
A galera aqui formava grupinhos em volta da piscina de adulto e dentro dela, produzindo uma grande bagunça de copos, fumaças, roupas espalhadas, garrafas, conversa alta, e até cachorro tinha.
– Garota dos meus sonhos! — fui pega de surpresa por um braço rodeando minha cintura, eu olhei para ele confirmando quem era o dono da voz.
– Jimmy! — lhe dei um abraço animado. — E aí, cheguei atrasada?
– Não, não, madrugamos aqui mesmo. O pessoal esta ali, vem comigo — indicou a rodinha no final da piscina, quando aproximamos pode ver que quem tocava violão era o Zacky.
Todos me receberam com sorrisos e cumprimentos alegres, de menos Michelle e...Brian. Eu não queria olhar para aquilo mais, porem meus olhos travaram na cena cortante que foi disfeita assim que eles perceberam minha presença.
Me-pegou-com-as-calças-na-mão era a melhor forma de descrever o jeito que Brian correspondeu meu olhar, dando dicas claras do que acontecia aqui antes de nós chagamos. Eu engoli seco, prendendo a respiração por alguns segundos e forçei os nervos do meu maxilar, canalizando todo o sentimento esmagador nos meus dentes cerrados para não sair daqui correndo.
''Não é preciso dizer que você não vai se comportar com medo de tudo, cheia dessas inseguranças idiotas, não é? Não é assim que funciona '' — a coragem aproveitou do meu surto de raiva e magoa para lembrar das palavras que Vic me disse.
Logico que não consegui simplesmente deixar para lá, depois de tudo entre nós a ultima coisa que pensei foi que Brian me chamaria aqui para assistí-lo com ela. Nunca passou pela minha cabeça o quão é capaz de me machucar sem ao menos abrir a boca ou encostar suas mãos em mim.
Então as palavras dela só me ajudou fazer uma cara de paisagem enquanto por dentro eu...Quem se importa?
– Sabia que você era a garota perdida ali na frente — falou Johnny oferecendo um copo vermelho cheio. Eu nem sabia o que responder, apenas virei o liquido inteiro na boca, no exato momento que surgiu uma saltitante Vic, envolvida nos braços do seu Jason. Pelo menos uma conseguiu o que queria.
Infelizmente acabei estragando um pouco seu momento quando pode ver nos olhos uma tensão muito mais diferente do que Nathan provocou. Fiz um pedido de desculpas silêncioso e procurei olhar para Zacky, me obrigando concentrar na musica que tocava. Mas nada conseguiu prender minha atenção por muito tempo, minha mente passou funcionar como um computador enfestado de vírus: funciona mas fica uma merda.
Eu manti o copo gordinho na minha cara, só deixando meus olhos acessiveis para o pessoal e as vezes mudando de possição para pedir mais bebida ao Johnny.
– É sua — por fim me deu a garrafa, advinhando que eu não ia parar de pedir.
– Você não tem um cigarro aí não, huh? — ergui uma sobrancelha, tentando soar sensual, e me inclinei tocando sua coxa.
Era a raiva borbulhando dentro de mim misturada com o álcool, eu precisava fazer alguma coisa, precisava mostrar que não preciso deste idiota! Não mesmo! E Johnny foi a minha vitima mais perto.
– Melinda, vamos no banheiro? — a voz da Vic surgiu atras de mim.
– Eu não quero. Johnny vai me dar um cigarro...
– Anda! Estou apertada!
Grunhir. — Porque mulher tem que ir de comitiva para a droga do banheiro? — resmunguei sentindo minha lingua solta. — Valeu Jojo — fingir recursa o cigarro que ele não me deu, levantando do chão com sua ajuda.
Todo o tempo ele olhou para mim com um grande ponto de interrogação brilhando na testa, talvez se perguntando se foi uma boa ideia me embebedar. Claro que foi! Não estou bem como agora faz dias...Estou muito bem!
Vic pegou meu braço sem delicadez e me levou na direção da casa as pressas.
– Onde é o incendio? — ignorou minha pergunta sarcastica e me empurrou para dentro da cozinha, onde tinha um cara atirado no chão. — Hey, isso não é o banheiro, vai fazer xixi perto do morto? — perguntei de novo, rindo para não chorar. Ao contrario da minha brincadeira, ela fez outra muito mais sem graça: jogou água gelada na minha cara. — O QUE É ISSO SUA LOUCA? — mais água e eu levei minhas mão para os olhos, protegento-me. — PARA VIC! PARA!
– É pra você acorda! O que pensa esta fazendo? Vai se comportar como a vadia que ela é? — disparou as perguntas entre os dentes para que ninguém mais escutasse, se bem que só tinhamos um morto de companhia. Eu ri do morto, ganhando mais água na cara.
– PARA!
– Não, não vou parar não. Até você pensar na besteira que fez, quase esfregando os peitos na cara do Johnny só porque Brian estava poucos metros assistindo de camarote...''Olha para minha infantil vingaça Brian!'' — fez vozinha de criança.
– Não exagere! Eu queria um cigarro apenas...E você nem faz ideia do que eu vi!
– Que eu sabia ela só estava sentada do lado dele...
– E com a mão na perna dele — acrescentei com a cara pingando.
Em vez dela xingar Brian de todos os nomes do inferno, gargalhou como se eu tivesse contado a melhor piada do mundo.
– Ela já colocou a mão em lugares muito mais ''inusitados'' do que este, pode ter certeza.
Eu engoli aquela informação com um tiquinho de sal se é que me entendem, virando o rosto para o outro lado enquanto batia meu calcanhar no armario atras de mim com raiva fervendo. — Você tem que entender. Se encontrasse a vadia que fica na cola de Jason tocando sua perna daquele jeito safado, o que ia achar? ''Sou a corna mais fudida do mundo.''
– Primeiro: Corna não porque não sou namorada dele e muito menos dona de alguém — foi uma indireta muito direta para mim. -, e segundo: eu tiraria a vadia do lado dele num piscar de olhos e mostraria com quem ela atreveu se meter. — isso sim é a atitude de uma Vic.
– Desculpe, eu não tenho esse sangue friou todo — debochei. — Eu levo meus sentimentos muito a serio e não gostei disso. Não dar para ignorar.
– Não estou pedindo para ignorar Melinda, mas também não agir feito uma CRIANÇA BIRRENTA. Apenas sou uma pessoa pratica, ok? Sem drama. — outra indireta!
– Ah, já saquei isso a muito tempo — desencostei do balcão afim de encerrar o assunto e procurei algum pano para secar meu rosto.
– Esta melhor? — quis saber.
– Não se preocupe, não vou fazer nenhuma outra estupidez, e devo te agradecer. Eu faria alguma coisa se você não tivesse me tirado de lá.
– Olha, eu também não curti aqueles dois mas deve ter alguma explicação. Há um tempo que Brian não esta com Michelle, é a garota que ficou obsseca, até a irmã já deu uma encosta nela.
Fiz careta.
– Que explicação Vic? Eu não acredito muito nessa historia, a garota é bonita e esta disposta para ele quando quiser, ao contrario de mim, eu nem deveria esta supresa...Vamos?
– Você quer volta para lá? — interrogou descrente.
– O quê que tem?
– Então tá.
Eu não queria parar pra pensar, me agarrei no impulso e fui atras da minha estupidez. Afinal, eu já falei mil vez: É tarde demais.
Notas finais
E outra, Nathan esta de volta, alguem lembra dele agora? Se não, leiam o cap Só por curiosidade.
tem mais continuação no outro cap, mas eu quero saber o que vocês acharam desse para começar o outro ♥
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