No dia seguinte passei o dia conversando com Draco, ele me explicou tudo sobre Hogwarts, a troca de aulas e matéria, sobre o torneio que haveria. Já eram quase 6 horas iríamos à copa mundial de quadribol, resolvi acordar Draco em meio de tantas conversas ele acabou dormindo, eu estava deitada ao seu lado lendo Quadribol através dos séculos.

–Hermione – ele sussurrou – Granger, Granger – ele chamava por uma garota, na verdade ele estava gemendo seu nome, então decidi brincar um pouco.

–Draco, draquinho sussurre meu nome novamente – falei gemendo em seu ouvido.

–Hermione, Hermione – Gemeu ele novamente, comecei a rir descontroladamente, e o garoto acordou assustado.

–O que aconteceu – minhas risadas cessaram.

–Nada, você apenas estava tendo sonhos eróticos – ele ficou nervoso.

–Como assim?

–Você sabe muito bem do que estou falando, não se lembra de ter gemido “Granger, Granger”- Draco ficou mais pálido que normalmente, comecei a rir e sai do quarto dizendo. — Está quase na hora e é melhor você tomar um banho, de preferência frio – Sorri perversa, e fui em direção em meu quarto, tomei um banho e vesti um vestido preto liso e coloquei uma sapatilha, deixei meus cachos soltos e mudei minhas mechas vermelha para pretas, bem sou metamorfa. Desci as escadas todos já estavam prontos, segurei no braço de Lucio e Draco o da mãe.

Aparatamos na estrada, subimos as escadas até Lucio querer arrumar briga.

–Caramba pai, até onde vamos subir? – Reclamou um garoto a escada ao lado degraus a cima me virei para olhar reconheci o garoto, era o ruivo que havia conhecido o dia anterior, ele estava acompanhado de outros ruivos, pelo que Draco me falou era seus parentes Harry estava lá, e mais três pessoas que eu não conhecia.

–Pelo menos Arthur, serão os primeiros, a saber, se chover – Lucio não poderia deixar de fazer um comentário maldoso.

–Dizem que a chuva lava a alma, para quem nunca tomou banho de chuva a alma já deve estar podre –Falei olhando nos olhos de Lucio, depois voltei minhas atenções para os Weasley.

–Tenha um bom jogo senhor Weasley.

–Desejo o mesmo a você, senhorita?

–Lestrange senhor, Charlotte Lestrange — O sorriso em seu rosto não se desfez pelo menos ele não julgava um livro pela capa.

O jogo foi incrível, Bulgária ganhou de Irlanda, ganhei 10 galeões de Draco fomos até nossa barraca que o elfo dos Malfoy montou.

–Drak por que precisamos de uma barraca?

– Porque às vezes esses jogos duram dias e até semanas, e também é bom para passar o tempo enquanto meu pai não chega.

–Onde está tia Cissa?

–Ela já foi para casa – Draco se admirava no espelho, comecei a rir.

–Por que está rindo?

– você se olha no espelho como se fosse a coisa mais importante do mundo.

–Uma beleza dessas deve ser preservada, você não acha? – ri de sua ilusão, de repente ouvimos um estrondo o ambiente fica quente a barraca pega fogo, corro para perto de Draco e o abraço.

–O que está acontecendo?

–Não sei. – Ele responde sem me encarar nos olhos algo que sei que fazia quando mentia.

Um homem encapuzado e mascarado entrou na barraca, segurou meu braço e me puxou.

–Draco, não deixe me levarem – Já a aviamos saído do local Draco tentava me puxar até levar um soco e ficar inconsciente -Não, me solte – tentei abaixar para ajudar Draco, mas fui impedida e levada para um lugar afastada de tudo, o homem me jogou no chão com brutalidade.

–Quem você pensa que e para me afrontar de tal maneira ? – Reconheci a voz, mesmo abafada por causa da mascara reconheci.

–Não sabia que seria tão fácil acabar com a paciência de um Malfoy – ri porem levei um tapa, não gostei nada disso – Não gosto de brincar sabe, isso é coisa de criança – Me levantei do chão rapidamente empurrando Lucio para longe e correndo o mais rápido que pude, o lugar estava vazio não havia mais ninguém, o fogo já havia se apagado no céu a imagem de uma caveira com uma serpente saindo se sua boca se encontrava, não sabia como voltar para casa minha varinha estava na mansão Malfoy, comecei a andar até ouvir vozes, e as segui.

–Tudo bem crianças vamos embora consegui uma nova chave de portal todos estão esperando então... – ele se virou em minha direção com certeza percebeu minha presença – Charlotte o que esta fazendo aqui? Onde está Lucio?

– Eu não sei. Perdi-me no meio de toda confusão fiquei com medo e me escondi até a poeira baixar – Menti.

–Isso e uma expressão trouxa? –Ele pergunta

–Acho que sim.

–Por que tem um corte em seu lábio? E esta sangrando! – pergunta uma garota ruiva, passo a língua sobre meu lábio inferior e sino o gosto do sangue adocicado.

–Não sei – respondo, minha expressão estava vazia como se eu estivesse desligada do mundo, mas ao mesmo tempo meus sentidos estavam apurados poderia perceber cada movimento que acontecia em minha volta, não importava quanto fosse mínimo seu movimento.

–Quem vira lhe buscar? – perguntou novamente Arthur.

–Não sei – essa era a única coisa que eu conseguia dizer.

–Tudo bem, venha conosco que depois mandaremos uma carta ao seu tio explicando tudo.

–Okay – Segui o senhor Weasley.

Chegando a mansão Malfoy todos me encheram de perguntas principalmente Draco, mas não queria responder normalmente não queria fazer nada, comecei adoecer e ficar dias enfurnada no quarto Draco não poderia mais me fazer companhia tinha que voltar para Hogwarts, com o tempo melhorei, tinha a mesma doença de minha mãe, ninguém sabia o que era ou como cura lá, avisaram somente a mim que iria morrer em um ou dois anos fui a Hogwarts no final do ano assistir a ultima prova, estava torcendo para Harry e claro, ele parecia um garoto comum como qualquer outro, pouco me importava se ele era o eleito ou não, eu iria morrer antes da guerra mesmo, sim os Malfoy’s me contaram que aquele que não deve ser nomeado iria voltar, o único lado bom disso é que meu pai iria ser solto, ele não seria exatamente livre mas escaparia de algum jeito, Voldemort o soltaria. Se fosse por mim essa guerra nunca teria acontecido Draco teria que fazer escolhas, escolha ruins e ele não se casaria com a tal da Granger. Tenho muitas saudades de meu primo então decidi que iria para Hogwarts mesmo fraca, não poderia esperar até as aulas acabarem. Aconteceria a ultima prova estava louca para assistir, coloquei a melhor roupa que consegui, iria chegar naquela escola arrasando. Quando terminei de me arrumar abri a porta e em disparada fui até a sala de visitas onde supostamente estava minha tia, só tinha um problema não sabia que tinha visita.

–Tia... Necessito ir para Hogwarts... — minha cara murchou quando percebi a presença dos indivíduos minhas bochechas que estavam na tonalidade bronzeada passaram a ficar vermelhas, minha sorte era que conhecia um deles e tentei desviar as atenções.

–Ah, olá Sr Weasley – sorri amigável e ele retribuiu depois me voltei à mulher ruiva – E você deve ser a Sra. Weasley?

–Sim sou minha querida e você quem é? Mas pelos cabelos loiros suponho que seja uma Malfoy?- Sorri sem graça.

–Não sou só uma Lestrange, nem Black nem Malfoy, os cabelos eu puxei a minha mãe – O sorriso desapareceu de seu rosto e ela desviou o olhar para minha tia.

–Olhe aqui Malfoy, se meus filhos forem azarados mais uma vez pelo seu, não sei do que sou capaz – saiu pisando duro seu marido foi atrás gritando seu nome.

–Bem tia onde eu estava?- perguntei.

–Não você não vai! –gritou

– Não grita comigo, você não é minha mãe!

–Você esta muito doente, mas se quiser ir vai depois quando piorar não venha recorrer a mim. – Narcisa pareceu chateada.

–Tenha certeza de que não vou, agora vamos estou morrendo de saudade do meu primo.

–Saudades de Draco? Disso sim não tenho duvidas.

–Tia não se preocupe é só uma visita – Ela assentiu, perguntou se estava em uma aparência agradável, respondi que sim. Então segurei em seu braço e aparatamos em hogsmeade depois seguimos em direção a Hogwarts, ela era realmente incrível e imensa, se por fora era linda imaginei por dentro devia ser a melhor escola que eu podia ter. Entramos pelos enormes portões e andamos até chegar a uma gárgula que se abriu, minha tinha sussurrou algo como se fosse “Dumbledore já nos esperava”, ri ao ouvir me lembrei do que Draco falava “Aquele velho sabe de tudo, é por isso que eu o odeio”. Subimos as escadas e me deparei com um homem realmente velho de óculos meia lua, me perguntava quantos anos tinha muitos com certeza, pois para ter uma barba daquele tamanho acho que demora séculos.

–Olá senhor Dumbledore – Disse minha tia, e ele cumprimentou a depois a mim.

– Bem se não for muito grosseiro de minha parte posso perguntar o que desejam? – Minha tia explicou que eu vim para ver a ultima prova, Dumbledore concordou e antes que pudéssemos sair uma mulher entrou pela porta.

–Se não for incomodo posso saber quantos anos a senhora tem? – perguntei.

–Mas é claro que é muito incomodo isso é pergunta que se faça para sua futura professora?

–Você é minha futura professora? Não pode ser a senhora é muito velha...- tampei minha boca rapidamente.

–Mas o que, fique sabendo que eu estudei junto com sua tia – Meu queixo caiu.

–Tia Meu Merlin, quantos anos a senhora tem, Como é velha! – As duas me olharam raivosas, e o diretor ria escancaradamente. – Ei não é para você rir, é mais velho ainda já foi ate o professor dessas ai.

– Muito bem mocinha, você já causou muito tumulto, pare já com isso se não a levarei imediatamente para casa!- Tia Cissa não pareceu realmente brava, mas como a conhecia há pouco tempo achei melhor não provocar.

– Sim tia, mas vamos ver Draco, por favor! – Implorei.

Tia Cissa perguntou onde poderia encontrar Draco e Dumbledore disse que todos estavam no grande salão jantando, pois logo iriam para o campo de quadribol que fora montado para a última prova do torneio tribruxo. Seguimos o velhinho por um corredor comprido que terminava com uma grande porta de madeira de carvalho, ele a abriu e lá estavam todos os alunos de Hogwarts, como que por algum tipo de ligação logo identifiquei Draco em meio dos alunos, ele não me notou, pois estava entretido conversando com uma garota loura de olhos azuis, algo nela dizia que não era inglesa. Corri o mais rápido que pude, estava morrendo de saudades, como não tenho irmãos sempre fui solitária e nunca me incomodei, mas agora que sabia como era ter alguém com que poder contar. Ficar sem Draco era horrível, a solidão era horrível e o pior é que comecei a temê-la.

– Draco – Grito ainda correndo em sua direção, ele me vê e abre um sorriso lindo, Draco tinha um sorriso lindo, mas não o usava com frequência e percebi que isso estava mudando e talvez a causa seja eu. Ao chegar ele me abraça forte – Eu estava morrendo de saudades, literalmente. – Ele ri.

– Ora, não seja tão dramática... Eu também estava com saudades, agora me deixe vê-la – Então ele se soltou do abraço e colocou as mãos em meu obro de forma protetora olhando em meus olhos – Como está? Você sabe... Sua fragilidade.

Draco sabia sobre minha doença, mas nem Lucio e muito menos Cissa queriam contar que eu havia no máximo apenas dois anos de vida. Achei melhor assim, Draco já se preocupava demais comigo e não seria eu a preocupá-lo mais. Ele havia se tornado mais que um primo para mim, ele agora era meu irmão mais velho, alguns meses, mas ainda sim mais velho. Lembro-me até hoje o dia em que ele me contou o quanto ficara feliz por ter alguém da mesma idade pra conversar, alguém com quem se abrir e poder ser ele mesmo sem medo de levar tapas. Eu queria ter mais tempo, queria poder estar com ele quando se formasse, queria estar no seu casamento e no nascimento de seu primeiro filho, mas isso não seria possível eu só tinha dois anos, míseros dois anos e ao pensar nisso meus olhos encheram de lagrimas.

– Me desculpe Draco, não é justo. – Mesmo sem entender o meu pedido de desculpas Draco me abraçou.

– Não é sua culpa Charly, não é culpa de ninguém e você sabe disso, a vida nunca é justa, quando me formar, vou descobrir a cura para isso e ninguém mais vai precisar sofrer como você. – Eu o abracei mais forte e ele retribuiu, queria lhe falar que não havia tempo... Que eu já estava morrendo, mas ao olhar nos seus olhos vi que tinha esperanças e não tive coragem de tirar isso dele, logo ele que havia perdido tanto na vida.

– Obrigada – Foi só o que consegui dizer, todos estavam se retirando, a ultima prova estava prestes a começar.

– Vamos logo – Disse tia Cissa se aproximado – Ou não vamos pegar bons lugares – Ela deu um forte abraço em Draco e seguimos os outros alunos.

Ao chegarmos ao campo de quadribol, escolhemos bons lugares na arquibancada. Quando questionei tia Cissa a causa de Lucio não ter comparecido ela ficou nervosa e disse que ele havia muito trabalho. Não demorou muito, logo todos estavam acomodados e o ministro começou a falar sobre o torneio e as regras da competição, um canhão soou dando inicio a prova.

– Quem você acha que vai ganhar Draco? – perguntei... Não dava para ver os competidores dentro do labirinto, o que acabou com toda a graça de ir ver a competição.

– Não sei, mas espero que não seja o Potter. – Respondeu. Pelo jeito como falava desse tal Potter estava na cara que ele e Draco não se davam lá muito bem. – Aquele idiota traidor de sangue, não sei como conseguiu chegar até aqui, ele deve ter trapaceado...

– O único desonesto aqui é você Malfoy – Interrompeu uma garota de cabelos crespos e castanhos, ela estava sentada com Ronald na arquibancada de cima e estavam torcendo por Harry... Havia bottons com o logotipo POTTER em toda roupa. – Harry tem talento, como já te disse uma vez.

– Fique quieta Granger – Granger? Então era essa a garota com que Draco tinha sonhos eróticos, Não consegui segurar o riso. – Qual foi a graça Charly?

– Olá Ronald! – Cumprimentei o garoto ignorando a pergunta de Draco – E Prazer – Estiquei a mão para cumprimentar a Granger e ela aceitou. – Sou Charlotte.

– Hermione... Hermione Granger. – Ela sorriu

– Ignore Charly, eles não merecem sua atenção. – Disse Draco cruzando os braços e fazendo beicinho.

– Então você é a garota... Charlotte Lestrange... Sinto muito por sua mãe. – Gostei de Hermione, ela parecia ser uma pessoa sincera, então ela me olhou com dó – Deve ser horrível ter que morar com os Malfoy.

– Ora como ousa sua Sangue-Ruim – Draco se levantou e encarou Hermione com tanto ódio, que me fez pensar se era mesmo a garota de seus sonhos, ou será que ela tinha uma irmã?

– Draco sente-se, e Hermione morar com os Malfoy...- Pensei em todos os tapas no rosto que levei de Lucio por ele achar que eu merecia, mas também me veio na cabeça as noites em claro que passei com Draco conversando ou apenas olhando um pro outro e não poderia esquecer de todos os cuidados que tia Cissa teve comigo, me tratava como uma filha. – Não é tão ruim como parece, toda família tem suas desavenças, mas nós tentamos nos manter unidos. — Peguei na mão de Draco que ainda estava em pé e ele sorriu pra mim, tia Cissa que eu pensava não estar prestando atenção em nós copiou o gesto.

– Fleur Delacour está fora do labirinto e também do torneio – Ecoou a voz do ministro.

Os alunos que torciam por Fleur gritaram em protestos, mas não havia mais jeito... Agora ficaria entre Harry, Cedrico e Victor. Passaram-se mais alguns minutos talvez uma ou duas horas e novamente alguém foi retirado do labirinto... Dessa vez foi Victor e ele assim como Fleur estava inconsciente agora ouvimos novamente o coro da torcida de Victor vaiando. Mais algumas horas e aparece no meio do campo do lado de fora do labirinto, Harry segurando a taça do torneio e um corpo, que deveria ser Cedrico, Harry chorava descontroladamente e não queria deixar o corpo de Diggory desacordado, houve um tumultuo Hermione e Ronald também estavam de pé tentando ver o que acontecia, foi quando conseguiram tirar Potter de cima do Cedrico inconsciente, então pude ver, o rosto do garoto estava com uma expressão vazia que eu conhecia bem, a mesma expressão de minha mãe naquela cama sendo coberta por um lençol branco, então soube naquele momento... Diggory não estava inconsciente, estava morto.

Notas finais
eai...gostaram ? comentem por favor !!