Notas iniciais
Eu só queria pedir divulgação....comentários, por favor !!

Muitas pessoas começaram a correr e gritar, ouvi Hermione e Ronald dizendo algo sobre o Potter, mas não prestei muita atenção, tia Cissa me pegou por um braço e Draco por outro disse para corrermos para o castelo que estaríamos seguros, mas seguros de que? Fiquei confusa, logo todos estavam correndo para o castelo... Vi o velhinho de óculos meia lua, como era o nome dele mesmo? Não me lembro, só sei que ele parecia furioso e saiu esbravejando em direção ao castelo. Depois disso as coisas ficaram borradas não me lembro de muita coisa... Sei que chegamos ao castelo, deixamos Draco e voltamos para casa, o que eu não entendo, por que tia Cissa deixaria Draco no meio daquela confusão?

Quando chegamos em casa tia Cissa correu para os braços do marido.

– Lucio eu a senti queimar... O que houve? – ela perguntava aflita ainda nos braços de Lucio.

– Ele voltou querida... Está de volta e não muito contente com a nossa família- Lucio se soltou de Narcisa – Temos que nos redimir de alguma maneira... Vamos ter que mostrar lealdade novamente... O Lorde das Trevas acha que estamos contra ele. – Havia poucas coisas que causavam algum tipo de reação em Lucio... Mas o máximo de sentimento que ele normalmente demonstrava era raiva, mas não era isso que estava em seu rosto agora, na verdade demorei um tempo para perceber Lucio estava apavorado.

–Era por isso que todos estavam apavorados? Voldemort voltou? – Perguntei. Narcisa e Lucio me olharam como se eu tivesse aparecido do nada na frente de seus olhos. – Foi ele quem matou aquele garoto hoje no labirinto?

– Como ousa dizer o nome do Lorde Das Trevas?- Lucio me olhou raivoso então soube que ele havia voltado ao normal – Você ainda está aqui? Pensei que seu pai já havia vindo buscá-la.

– Meu pai? Vocês disseram que ele estava preso em Azkaban – Foi ai que a ficha caiu, Voldemort havia voltado e provavelmente havia soltado ele e sua esposa Bellatrix seus fieis seguidores – Ele os soltou não é mesmo?

– Entendeu rapidinho não é mesmo? – Desdenhou Lucio. – Então espero que arrume logo suas coisas, pois a qualquer minuto ele poderá vir busca-la.

–Vocês contaram que eu estava morando com vocês? – Como meu pai viria me buscar se ao menos sabia da morte de minha mãe? – Já o viram depois dele ter saído de Azkaban?

– Ainda não, mas não se preocupe, pois as noticias correm e como eu disse a qualquer... – Lucio foi interrompido pela campainha. Cissa andou para atender a porta.

– Já está na hora de trocarmos nosso Elfo, ele está tão velho que nem escuta mais a campai... Bella?! – Bellatrix e Rodolfo Lestrange estavam á porta.

Então essa era minha madrasta, ela era horrível, realmente não acredito que meu pai trocou minha mãe por isso... O amor realmente é cego, ela tinha cabelos armados e pretos assim como os olhos, eram grandes e loucos, mas meu pai também não parecia estar no seu juízo perfeito, eles estavam sujos e com roupas da prisão. Tia Cissa abraçou Bella e mandou entrarem, Lucio cumprimentou os dois e ofereceu comida e roupas. Depois de limpa e alimentada Bellatrix explicou para a irmã que o ministério havia tirado todos seus pertences e de Rodolfo e que eles precisariam de abrigo por um tempo. Cissa nem consultou o marido e já lhes ofereceu um quarto, e tudo isso aconteceu sem que nenhum dos dois notasse a minha presença. Até o momento.

– Quem é essa garota Lucio – Perguntou meu pai, fiquei um pouco chateada, mas não era algo para se estranhar, ele mal participou da minha criação. Quer dizer ele não participou da minha criação. — Resolveram dar uma irmã para Draco?

– Bem Rodolfo essa é... – Começou Lucio – Como posso dizer... Bem essa é a...

– Sua filha. Sou Charlotte. – Respondi não aquentava mais o suspense – Se lembra de Willon não é mesmo?

Ele ficou pálido, com certeza que ele se lembrava, caso contrario não teria feito àquela cara, ele olhou para Bella que o encarava com fogo saindo das narinas... Ops... Acho que encrenquei meu pai. Bella começou a gritar, ela tinha uma voz extremamente irritante, gritava coisa como “vou acabar com você, torturando-o até a morte” ou algo do tipo não fiquei para escutar subi para meu quarto tia Cissa veio atrás de mim.

– Querida sei que está sendo difícil, mas Rodolfo nunca se importou muito com nada, a vida dele é seguir Aquele- Que-Não-Deve-Ser-Nomeado — Ela tentava me consolar, mas eu não estava realmente triste.

–Acho que o deixei enrascado – Fiz cara de desculpa, mas por dentro estava morrendo de rir.

– Não pense nisso Charlotte. Bella e Rodolfo brigam o tempo todo, mas são inseparáveis, você verá. – Ela saiu do quarto sorrindo pra mim, fiquei feliz com a saída dela, pois pude ficar a sós com meus pensamentos.

Só mais alguns dias para o fim das aulas em Hogwarts, não aguentava mais ficar sozinha. Meu pai nem ao menos me olhava e algo em Bellatrix me dizia para manter distância, ela era louca como Ronald disse na primeira vez que nos encontramos. E tinha outra coisa que me mantinha presa no quarto: Voldemort. Ele precisou de abrigo e Lucio de bom grado lhe ofereceu sua casa, agora ela vivia lotada de comensais, ele fazia tudo que o Lord pedia, acho que tem a ver com “provar lealdade”. Não estava suportando mais foi quando o dia finalmente chegou... Draco voltaria de Hogwarts e nós tia Cissa, Lucio, Bellatrix e eu fomos buscá-lo. Quando ele desceu do trem corri para abraça-lo e enchê-lo de beijos, tia Cissa fez o mesmo e Lucio apertou sua mão, no caminha para o carro onde deixamos Bella esperando, avistei os Weasley e acenei e eles retribuíram o gesto sorridentes.

–... Não faça nada idiota. — Lucio falava com Draco, mas não entendi muito bem, pois não prestei atenção no começo da conversa.

– Tudo bem pai, não vou envergonha-lo na frente de seus amiguinhos comensais. – Tudo aconteceu tão rápido, Lucio levantou a mão para bater em Draco ao mesmo tempo que Bella sai do carro surpreendendo alguns bruxos que estavam por perto e azara o cunhado enquanto Cissa grita para a irmã não machucar o marido.

– Não machucar ele? – Bella se virou para Cissa – Não vou deixar ninguém encostar um dedo no meu sobrinho, nem mesmo o próprio pai! – Ela olhou de cara feia para Lucio depois se virou para Draco que ainda estava em choque com a situação, lhe deu um forte abraço e cochichou em seu ouvido, Draco acenou afirmativamente então Bella voltou para o carro.

Passamos a viajem toda em silencio a Mansão Malfoy não ficava longe da estação e mesmo assim pareceu uma eternidade. Ao chegar em casa, Draco não pareceu surpreso com as visitas, simplesmente as cumprimentou e subiu para o quanto, mas não antes de me dar um leve beliscão que era nossa forma silenciosa de dizer “Preciso falar com você!” sem que ninguém percebesse. Esperei que ele sumisse na escada e fui logo atrás, meu quarto era a terceira porta a esquerda, mas entrei á direita, no quarto de Draco.

– Como conseguiu? – Ele perguntou tirando o casaco.

– Como consegui? Não consegui! Desde que chegaram não saio do quarto.

– E não tem se alimentado? Charlotte sabe que não pode ficar sem comer – Ele só me chamava de Charlotte quando estava zangado – Sorte que cheguei para cuidar de você.

– Não estava sem comer Draco, os Elfos me traziam as refeições – Ele me olhou desconfiado – E não sou nenhuma criancinha para precisar que cuide de mim o tempo todo.

– Desculpe Char não foi isso que eu quis dizer, — Ele se sentou na cama apoiando os cotovelos nas pernas e as mãos lhe cobrindo o rosto. – eu só estou irritado, todos esses comensais o próprio Você-Sabe-Quem, meu pai está particularmente um demônio, não sei se percebeu.

– Não percebi... Pra mim ele sempre foi um demônio... – Draco riu – E estamos todos irritados e não é culpa sua o pai que tem.

– Nem sua.

– Eu sei – Eu sabia que não era minha culpa ter Rodolfo Lestrange como pai, mas mesmo assim isso me corroía como se eu fosse a total e única culpada. – Ele não parece gostar muito de mim, desde que chegou não falou comigo. Nenhuma palavra sequer.

– Pois ele é que está perdendo – Draco sorriu pra mim tirando as mãos do rosto – Ele tem uma filha incrível e é uma pena que não consiga dar valor – Este era Draco que eu tanto amava, ele sempre conseguia ver o melhor de mim... mesmo que eu mesma não consiga. – Trouxe uma garrafa de cerveja amanteigada e alguns doces da Dedos de Mel.

Ele esparramou os doces pela cama e nós passamos o resto da tarde conversando, Draco me contou o que havia acontecido depois que fui embora com tia Cissa, que tudo foi um plano do Bartolomeu Junior, que na verdade estava fingindo ser... Como Draco havia falado? “o caolho do Moody” quando perguntei por que não gostava dele, Draco murmurou algo sobre uma doninha.

–Hmm então doninha, o que você acha que esta acontecendo lá em baixo ? – ri do apelidinho, mas ele fez cara feia, como se quisesse dizer....Serio mesmo ? – Mas não se preocupe posso lhe chamar de Draquinho também – esse apelido era horrível, ouvi uma menina o chamar assim, e ele não gostou, nadinha ate bufou e murmurou o nome de uma menina Acho ate que era....Pansy ?

–Vou ignorar os apelidos, e eu também acho que Voldemort deve estar sentado em uma mesa grande rodeada de comensais – Como eu queria saber o que se acontece nessas reuniões...bati minha mão na testes, como posso ser tão burra .

–Não sei o que acontece lá, mas posso descobrir, Draco sou metamorfomaga, sabe o que isso significa ?

–Não, nem quero descobrir e voce não vai fazer isso – abri um sorriso sacana.

–Mas eu já fiz – me transformei em um rato e sai correndo do quarto de Draco que tentou me pegar, porem sem sucesso..

Desci as escadas e entrei em uma sala escura cheia de comensais, tentei não ser notada, mas não iria ser fácil não conseguia escutar o que diziam, tinha que me aproximar deles, minha sorte era que eles não ousavam desviar o olhar um do outra com medo de que seu mestre os desaprovasse, era hilário os ver com medo, mas o que eu queria mesmo era ver a fase de Lorde Voldemort, dizem que é assustado mas não tenho medo, mas ainda pergunto se devo ter medo ? Alem do mais outra pergunta me surge – Por que não me transformei em uma lagartixa, ou um inseto com assas ? sou um inútil mesmo, não posso me transformar mais, e uma por dia isso me desgasta e alem do mais odeio insetos eles me dão repulsa. Em meio de meus pensamentos não percebi que azia esbarrado com o pé de alguém e com certeza era uma mulher, sou porque usava botas femininas e eu infelizmente sabia de quem eram essas botas – Eu ainda tenho dois anos de vida, não é pra mim morrer agora ? – pensei chateada, Bellatrix pegou sua varinha e uma core esverdeada saiu de lá, ela tentou me matar, minha sorte era que eu consegui desviar mas de tanto susto corri sem olhar pros lados e acabei sendo pisoteada de leve por um homem, e cabum me ferrei voltei a ser humana novamente, estava de bunda no chão, no final da mesa, me virei e tentei engatinhar ate a porta consegui a abrir, sem que os outros percebessem, mas havia alguém do outro lado, um homem de olhos e cabelos negros e oleosos, e seu nariz era estranhamente...grande. Ele me levantou pegando me pelo colarin.

–O que esta fazendo aqui, quem e voce ? – não respondi apenas me soltei e sai correndo, imagina se Lucio descobre que eu estava espionando, seria a pior surra de todos os tempos, mas em meio da correria esbarrei em alguém que reclamou.

–Não olha por onde anda ? — Agora ele me enxerga, ai que ódio, acho que essa e a hora de enfrentar ele, lembro de quando eu era pequena ele brincava comigo, foi presente ate meus cinco anos, poucas vezes me via mas quando as vizitas aconteciam, meu pai era a pessoas mais amável do mundo, mas não vou me importar mais, ele agora e um nada pra mim, e nunca percebemos alguém assim, então passei reto sem olhar pra trás e com a cabeça erguida. Porem meus passos foram interrompidos por um puxam pelo braço, Radolfo me olhava com raiva por ter o ignorado – Não vai me responder ?

–Oh desculpe, mas eu não enxergo fumaça suja no ar – ele levantou a mão para me bate, mas antes que pudesse protestei – Pode me bater, mas se der vou revidar – e assim ele abaixou a mão, senti alguém puxar meus cabelos com força, doeu, doeu muito admito senti vontade de chorar mas não queria dar esse gostinho a ela. Bellatrix me jogou no chão com força e apontou sua varinha em minha direção, sua face estava raivosa e seus olhos loucos me davam gastura.

Crucio, ela gritou me torturava sem piedade, com certeza queria me dar uma lição de que não deveria falar daquele jeito com meu pai, na verdade ela não pensava nele como meu pai também, mais sim só como seu marido, e ninguém poderia se ousar a falar assim com ele alem dela e de seu querido Mi lorde. Essa sensação era horrível, como se milhares de facas estivessem me cortando.

–Chega – gritava mas ela não ouvia, cada vez mais me contorcia de dor, chega, chega e chega, essas eram as únicas palavras que conseguia dizer repetir, eu estava com minha varinha em mãos, mas de onde acharia forças para executar um feitiço, então uma brecha surgiu ela parou e começou a gritar comigo, coisas horríveis, repetia as mesmas palavras mas ela não parava, meu pai assistia tudo de camarote imóvel como se alguém estivesse o petrificado, e o pior era que ele não fazia nada. Lagrimas começaram a sair minhas respiração aumentava estava ficando mais feroz, a adrenalina o ódio percorria por minhas veias, tirei minhas costas do chão apontando minha varinha para Bellatrix – Eu disse pra voce parar, estupefaça – gritei e ela foi jogada para o topo das escadas, acho que estava desacordada, pois não levantou, não revidou, não se mexeu. Meu pai correu para ver seu estado, isso fez com que eu chorasse mais, ele não quer mesmo saber de mim. Me levantei e subi as escadas e fui diretamente para meu quarto, arrumei todas as minhas malas, sei que não poderia deixar Draco sozinho principalmente agora, porem eu não aguentava mais – Se eu tinha um lugar para ficar ? não mas Dani –se, minha vida já e uma merda mesmo, não tem como piorar. Desci as escadas com uma mala em cada mão, havia um circulo formado de pessoas no andar de baixo, formado por Lucio, Tia Cissa, Draco, Rodolfo e por Bella, fiquei atrás dele, estavam discutindo, mas logo perceberam minha presença e pararam de conversar, olhei para Bella e Disse – Droga achei que a Vadia tinha morrido – Bellatrix avançou em mim mas seus passos foram interrompidos por seu marido, Todos só me observavam não diziam uma se quer palavra – Vou em borá desse lugar sujo, e estou muito feliz por isso – Essa foram minhas ultimas palavras, deixei Draco confuso mas escrevi uma carta pra ele e a deixei em cima de sua cama, explicando tudo, e que principalmente nunca iria o deixar.

Notas finais
Gostaram ?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.