And If You Hear Me
4 Capítulo 4
Phi depois de ter descansado por algum tempo, despertou. O que tinha sonhado era meio absurdo, não era? Abriu os olhos lentamente, e pôs-se sentado na cama coçando os olhos levemente como uma criança. Decidiu levantar, mas antes que retirasse a coberta de cima de si próprio, sentiu-se livre demais, e então notou que não usava nada, nenhuma roupa na parte baixa do troco. Então...
É. Não havia sonhado.
Olhou pelo cômodo em busca dos olhos do ninja, encontrando o moreno sentado em sua cama de olhos fechados.
Aproveitando-se que ainda estavam sozinhos no quarto, levantou com calma, e andou a passos curtos até o outro, enfiando-se debaixo das cobertas deste. Não queria dizer nada, só precisava ficar ali.
- O que aconteceu? – indagou o mais alto sem tirar os olhos do livro.
- Nada... – afundou-se mais no pano.
Kurogane fechou o livro, soltou um longo suspiro, e olhou para o teto.
- Já se arrependeu?
- Hn?
- O que fizemos agora há pouco... – voltou os olhos para o loiro – Já se arrependeu?
Fez-se silêncio, e por mais que quisesse ou tentasse Phi não conseguia tirar os olhos dos orbes escuros do ninja.
- Não – respondeu convicto deixando a pele das bochechas rubra e finalmente desviando os olhos para um canto qualquer do teto.
O frio estava firme do lado de fora. Via-se isso pelas janelas embaçadas, e o vapor que saia das bocas ao falarem.
O moreno deixou a mão entrar furtivamente por baixo do cobertor que cobria ambos, até alcançar a mão do mago, acariciando-lhe a pele gélida.
Ninguém mais se pronunciou e acabaram pegando no sono.
O loiro acordou sobressaltado com mil e uma perguntas borbulhando em sua mente. Acabara pegando no sono na cama do ninja, e se já fosse de manhã? E se os outros tivessem voltado? O que iriam pensar?
Estava tão distraído em meio aos seus questionamentos, que nem reparou estar sozinho na cama. Na SUA cama, e vestindo as suas roupas.
Observou o ambiente, e viu que todos já estavam acordados, e conversavam animadamente sobre o passeio que fariam em busca de um fragmento da memória da princesa Sakura.
Logo que encontraram o que procuravam, partiram para um novo país, dessa vez quente, muito quente.
Conseguiram um bom dinheiro vendendo alguns pertences e roupas de outras viagens, e assim poderiam talvez, ficar em quartos separados num hotel localizado próximo ao comércio da cidade.
- Desculpe – disse a recepcionista – só temos dois quartos vagos – respondeu ela ao loiro que pedira 4 quartos.
- Eu...
- Tudo bem – disse o ninja autoritário – nós nos resolvemos – colocou sua opinião.
A mocinha simpática da recepção logo lhes deu as duas chaves pedindo desculpas mais uma vez por não ter o cômodo a mais.
- Eu posso ficar com algum de vocês se quiserem... Não há problema algum... – disse o menino moreno.
- Tudo bem Shaoran. Eu e o Phi dividimos o quarto não é? Pode ficar com a Sakura – o moreno sequer olhou para o loiro na tentativa de esperar uma resposta e se adiantou encaminhando-se para as escadas que levariam aos dormitórios.
- Mokona vai ficar com a princesa PUU! – disse pulando nos braços da menina.
Phi estava quieto, naquele dia, ele e o ninja nem trocaram olhares direito, e o moreno evitava falar com ele, ou olhá-lo. Talvez estivesse arrependido, ou com... nojo.
O pensamento fez seu estômago revirar, e como não tinha conseguido comer nada naquele dia, o banheiro foi a sua primeira procura quando entrou no aposento. Estava com muito frio, provavelmente estaria com febre. Depois de deixar no vaso sanitário o nada que havia ingerido naquele dia, tentou se levantar mas não tinha forças para tal.
- Phi – ouviu a voz grossa do ninja chamando-o – O que pensa que está fazendo? – questionou com um tom de irritação.
- Na-nada... eu só... – não terminou de falar e foi tragado para o escuro.
Seus olhos se abriram dando de cara com o moreno olhando-o profundamente.
- Tó, come – ordenou o outro dando-lhe alguns harumaki – Estão salgados e vão fazer sua pressão subir – disse.
O loiro nada disse, apenas pegou o prato entre as mãos e começou a comer sem fitá-lo nos olhos.
Quando ia pegar o segundo, uma mão levantou seu rosto fazendo com que ele encontrasse aqueles orbes escuros a sua espreita.
- Que merda você pensou que estava fazendo? – perguntou indignado.
- Eu... Nada – abaixou a cabeça novamente – Só não tive fome hoje – falou baixo.
- Phi... – começou Kurogane – olha pra mim – e o loiro em relutância levantou o rosto novamente — Se é por causa de ontem.... – começou não sabendo como tocar no assunto.
- Kuro-nin – o mago já sentia-se melhor depois de colocar algo no estômago – Se você estiver arrependido de ontem ou... com nojo – fez uma careta – Tudo bem, eu...
O mais alto riu.
- Você é um idiota – disse por fim o ninja – Você entendeu tudo errado – riu-se de novo – Pra um mago eu acho que você deveria ser mais confiante, sabia? – falou divertido.
- D-Do que está falando? – indagou confuso.
- Todo esse tempo e você estava achando que eu me arrependi de ontem? – pousou a mão direita na face branquinha do outro – Você é um idiota, sério.
- Peraí – Phi retirou a mão do moreno do seu rosto – Você passa o dia sem falar comigo, não olha nos meus olhos, mal se aproxima e eu é que sou o idiota? – falou calmo, mas com sinal de irritação.
- Desculpe, eu só queria evitar a tentação – disse sério e cerrando os olhos.
- Ku-Kurogane... – e não resistiu aproximando seu rosto do rosto dele, enlaçando-lhe o pescoço.
- Chato – afirmou quase por sobre os lábios dele.
- Idiota – murmurou tendo sua boca coberta por outra já conhecida.
Fazia muito calor naquele lugar, e ambos já transpiravam em meio a um simples beijo, enquanto a temperatura só parecia aumentar.
- Ti...ra... – pediu o loiro puxando o kimono que o moreno vestia – está... quente – apartou o beijo olhando-o famintamente.
Kurogane se despiu rapidamente, voltando a atacar o mago.
- Kuro-pu... – Phi provocou – me ajuda a... tirar. Não consigo – disse abrindo sua própria veste.
- Sabe Phi... – o moreno retirou a roupa do outro peça a peça – Dessa vez... – tirou a roupa de baixo dele como auxilio dos dentes – não serei tão bonzinho como ontem – afirmou tendo a peça íntima presa a boca.
Continua..
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